Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Termina domingo circuito de meia maratona no Nordeste

Boas notícias

Uma das boas novidades deste ano foi o aumento do número de provas longas no nordeste. Talvez não tenha sido divulgado a contento, mas o Circuito Brasil de Meia Maratona surgiu meio na surdina e me deu água na boca.

Até hoje só participei de provas no Recife e em Salvador, e o novo calendário logo passou a ser mais um convite para passar um fim de semana em alguma das belas e quentes praias do nordeste.

Mas os preços das passagens estão altos demais e os compromissos da vida não calharam de dar folga que permitisse aproveitar as quentes corridas.

No próximo domingo, o calendário nordestino chega o fim. A última prova do circuito, que já passou por Salvador, Maceió, Recife e João Pessoa, será em Fortaleza (confira AQUI mais informações).

Sem fazer parte desse calendário específico, o Rio Grande do Norte decidiu não ficar de fora da onda esportiva e, no último domingo, viu na capital a realização da 1ª Meia Maratona de Natal. Teve a participação de centenas de corredores, e a vitória foi da maratonista olímpica Marily dos Santos e de José Márcio Leão da Silva (tem de ser um leão mesmo para correr 21.097 metros em 1h08min33 naquele solaço abrasador).

Devo dizer, porém, que o pomposo nome me intrigou: será mesmo que nunca antes na história Natal havia tido uma uma meia maratona? Fui consultar o especialista em corridas nordestinas Gilmário Mendes, que rebuscou os escaninhos da memória para lembrar de momentos do século passado, quando a capital norte-riograndina teve, sim, uma meia maratona.

Tudo bem, os organizadores são diferentes, o século é outro, o marketing tem suas exigências, os nomes também não são os mesmos, mas fica aqui o registro. Realizada em 1999, a prova fez parte dos festejos dos 400 anos. Com recursos oficiais, o evento foi grandioso, e teve a presença de corredores da elite nacional, como Márcia Narloch e Diamantino dos Santos, além de Ronaldo da Costa que, no ano anterior, havia quebrado o recorde mundial da maratona.

Bom, depois dessa volta no tempo, retornemos ao presente para lembrar que está para acabar o prazo para quem deseja se inscrever para o Desafio do Forte, uma prova de revezamento no litoral baiano. O site oficial é este AQUI, mas não estava funcionando direito na última vez em que tentei entrar.

Bom, pode ser que não dê mais tempo para a maioria das pessoas, mas, de qualquer forma, fica o lembrete para quem já está pensando no seu calendário de corridas para o ano que vem. O Nordeste está aí e oferece muitas belezas e desafios. Tomara que, em próximas edições desses eventos, eles comecem mais cedo, para que o calor não castigue tanto os atletas --isso é ainda mais necessário caso os organizadores desejem atrair corredores menos afeitos às temperaturas nordestinas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maratona gera conflito entre motoristas e corredores em Curitiba

Estresse perigoso

Depois de publicado o texto sobre a maratona de Curitiba, recebi mensagens dando conta que um fato importante havia sido deixado de fora: a irritação da população motorizada da capital paranaense com os problemas de trânsito provocados pela corrida, que serpenteou por vários bairros da cidade.

Por causa da prova, vários cruzamentos foram fechados e trajetos tradicionais tiveram de ser modificados. Há vários relatos de corredores falando de "coro de buzinas" em cruzamentos. Isso faz parte dos "jus esperneandis"; afinal, quem se sente prejudicado com alguma coisa tem no mínimo o direito de reclamar.

Mas acontece que em alguns casos a coisa degringolou, de acordo com mensagens que recebi. Um grupo de pessoas desceu de um ônibus e passou a brigar com controladores de trânsito, que procuravam garantir a passagem incólume dos corredores.

Em outro ponto, próximo ao km 25 da prova, um motorista perdeu as estribeiras no engarrafamento e jogou seu carro sobre alguns ciclistas que acompanhavam corredores. Mas à frente, teve de parar por causa do trânsito congestionado e foi cercado por ciclistas e corredores. Pelos relatos que recebi, tudo ficou no "quase", mas o episódio é um bom exemplo do clima hostil.

E deve servir de alerta aos organizadores, para que pensem o que pode ser feito para que a convivência seja mais pacífica. Aliás, isso vale para qualquer prova organizada no ambiente urbano e atrapalhando o tráfego. Já vivi experiências semelhantes, ainda que com menor grau de hostilidade, em São Bernardo e em Florianópolis, para ficar em apenas dois casos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Temporal alivia calor na Maratona de Curitiba

Diversão em dobro

Um temporal se abateu sobre Curitiba na manhã do último domingo, aliviando um pouco o calor dos corredores que participavam da maratona da cidade, mas também acrescentando um tipo diferente de dificuldade à prova, que não é exatamente uma das mais fáceis do mundo.

Por causa do calor terrível que costuma fazer nesse período, eu nunca me animei a fazer essa prova. Mas seu desafiador percurso é sem dúvida atraente e, a julgar por relatos que acompanhei na internet desde domingo, recebeu um bom número de estreantes na distância.

Marco Boss foi um deles. Ele diz: "Chegando à largada, meu sonho estava se materializando, com aquela multidão de pessoas gritando palavras de incentivo, fazendo festa, outras no aquecimento... Logo senti uma emoção diferente, que tomou meu corpo inteiro, pois estava eu ali mais próximo da maratona do que poderia imaginar. As pernas tremeram e começaram a sair lágrimas dos olhos de emoção, antes mesmo da largada, e um filme de todo meu treinamento passou pela minha cabeça" (leia AQUI o texto completo).

Já na largada, às 8h, a temperatura estava bastante alta, mas o percurso servia para distrair um pouco a cabeça dos corredores. A maratona passa por muitos bairros da cidade, e o trajeto é bem ondulado: "As avenidas são como tapetes com ondas, se posso definir assim. A todo instante você sobe e desce, pouca coisa, mas isto vai minando suas energias aos poucos", avalia Walter, de São Bernardo do Campo, que publicou um relato detalhado de sua experiência no seu blog (confira AQUI).

Ele conta ter visto, na metade da prova, "um rapaz caído sendo atendido, estava realmente passando mal". A partir dali, muita gente andando, "um sentado na calçada sem tênis, pernas esticadas, o percurso traiçoeiro começava a fazer suas vítimas..."

Para combater o calor, a hidratação foi farta ao longo do caminho, segundo todos os relatos que pude ver, com postos de água, esponjas e pelo menos dois postos de isotônico. Mesmo assim, teve gente que preferiu cuidar do próprio abastecimento.

É o caso de Antonio Collucci, que faz o seguinte relato: "Passamos a marca da meia em 1h47 aproximadamente, mas ainda assim estava tudo sob controle. O sol pegando forte, eu encharcado de tanta água que jogava. Estava sempre com a mão ocupada, carregando água, isotônico, a camiseta do #twittersrunday, a esponja, a banana, cada km tinha alguma coisa diferente, estava vendo a hora de dar um nó nos meus braços de tanta bagunça e malabarismo que tinha que fazer para abrir um gel ou a luta que foi para abrir a tal cápsula de sal" (leia AQUI o texto completo).

Nessa balada, alguns com dores e sofrimento, obrigados a caminhar ou mesmo desistir do percurso, e outros festejando a conquista apesar de todos os problemas, a prova terminou depois da enxurrada.

"A chuva veio para realmente lavar tudo. Levar embora as coisas mal resolvidas, levar embora o George que achava ser bobagem correr mais uma maratona no asfalto, levar embora a dor do desencanto, inclusive com a própria corrida, já que havia quase um mês que não calçava os tênis", diz o corredor de montanhas George Volpão, que completa: "Com o toró, foi embora tudo de ruim que habitava minha mente nesses dias anteriores. A real é que as quatro horas e 37 minutos que passei oficialmente na prova trouxeram uma série de sentimentos bons. Estava tão bom que deveria na verdade ter levado mais tempo..." (leia AQUI o texto completo).

Chegaram ao final 1.631 homens e 286 mulheres. Entre eles, pelo menos um correu descalço, como você pode ver AQUI. Os vencedores foram Claudir Rodrigues (2h20min12) e Jacqueline Jerotich Chebor (2h49min33).

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sobre a (falta de) ética no esporte

Apostas e doping

Tostão, atleta que deu muitas alegrias ao povo brasileiro e colunista brilhante, resumiu em sua crônica de hoje, na Folha, as diferenças entre o feijão e o sonho, o mundo real e o mundo ideal. As reflexões do grande astro foram motivadas pelo gol irregular que colocou a França na Copa e pelos recentes episódios de violência nos campos.

Em certa passagem mais dramática, ele afirma: "Escuto, desde criança, que o esporte é o lugar ideal para as pessoas aprenderem e desenvolverem os valores éticos. Isso nunca foi verdade no esporte de competição e de alto nível. O gol, com a ajuda da mão, que classificou a França para a Copa é mais um de dezenas de exemplos. Nesses lances especiais e decisivos, em que não há dúvidas, o quarto árbitro, com a ajuda da TV, deveria anular o gol. Na emoção de uma partida, os atletas, na busca por glória e dinheiro, pressionados para vencer, demonstram, em gestos automáticos, como o de Henry, ou conscientes, toda a desmedida ambição e toda a esperteza humana." (a crônica, na íntegra, está AQUI, para assinantes da Folha e/ou do UOL).

Imagino que essa "desmedida ambição" também pode ser a explicação para o uso do doping, que parece estar espalhado por todas as modalidades esportivas, enxovalhando as competições. Como saber se um resultado é verdadeiro ou não, se foi obtido com ajuda ilegal ou apenas com muito treino e dedicação? Ok, está crescendo o número de testes dentro e, mais importante, fora de competição; também é louvável o arquivamento de amostras para testes posteriores, pois sabemos que, nesse jogo de gato e rato, não poucas vezes os malfeitores estão à frente, do ponto de vista técnico e científico, da fiscalização antidoping.

A tal sede de dinheiro e poder também está na base de outros crimes, como os da internacional de apostadores que montou um esquema de manipulação de resultados, em um escândalo que atingiu a badalada Copa dos Campeões e a recém-criada Liga Europa (leia mais AQUI).

Isso só acontece, diga-se de passagem, porque a legislação européia permite esse tipo de jogatina, e as casas de aposta se imiscuem nos meandros do poder, como lembra um excelente texto do "New York Times", que diz: "Zara Phillips, bisneto da rainha Elizabeth II e 12º na linha de sucessão ao trono britânico, sagrou-se campeão mundial de hipismo cavalgando patrocinado pela empresa de apostas Cantor Index" (o texto completo, em iglês, está AQUI).

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Corredor se dá mal em filme abestalhado

Falta de ar

Acabei de ver um daqueles filmecos de terceira categoria que a propaganda denomina de comédia romântica, mas que não passam de um amontado de previsíveis clichês (como essa expressão, aliás).

Chama-se "Amigos, Amigos, Mulheres à Parte", e a trama, se é que se pode chamar assim ao esqueleto da história, já foi vista de várias formas em muitos outros filmes, livros, desenhos animados etc: sujeito bonzinho, mas pouco atraente, é apaixonado por gostosona, que só o vê como amigo; para tentar mudar sua sorte, pede a ajuda de uma amigo, que vai mostrar para a garota como um sujeito pode ser realmente deplorável e o quanto ela está perdendo por não se entregar para o bonzinho. Resultado: a garota se apaixona pelo grossão, que acaba tendo uma queda romântica e também se apaixona por ela.

Isso nunca deveria estar registrado neste blog de respeito, não fosse o fato de que a tal garota, interpretada pela loiruda Kate Hudson, está treinando para a maratona de Nova York, onde o trio vive e trabalha.

Acorda às cinco da manhã, faz seu desjejum saudável e sai para treinar pelas ruas daquela maravilhosa cidade.

O que faz o bonzinho e simpático e saudável pretendente? Vai lá treinar com a dita cuja. Não só, como também chega à casa da menina levando café quente para completar o despertar antes dos quilômetros a dois...

Mas isso não adianta nada, como vai se ver ao longo da tal comédia, que tem de bom as belíssimas cenas de Nova York mostradas meio de revesgueio, como pano de fundo de rápidas cenas dos treinos de Kate Hudson.

Pois a garota também fica decepcionada, como seus dois pretendentes, e usa a corrida como válvula de escape.

Não só: os treinos são ponto de encontro entre ela e o grosseirão, que tenta reatar com ela enquanto faz o maior esforço para acompanhá-la por algumas centenas de metros. Mas ela é uma moça treinada, enquanto ele é um fumante, beberão e comedor de hambúrguer, que acaba sem ar e sem pernas, estatelado no parque enquanto ela segue o seu caminho.

Que haverá de dar voltas e mais voltas, como poderá comprovar quem tiver coragem, tempo e paciência para assistir a esse filme em uma tarde de chuva.

Ao fim e ao cabo, fiquei sem saber se, afinal, a menina correu ou não a maratona de Nova York. Mas não era o objetivo do filme fornecer essa valiosa infromação...

Bom, penei um bocado, mas achei um clipe com uma das cenas de corrida. Está aqui abaixo. Divirta-se.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Explodem os preços da maratona de Bombinhas

Corredores protestam

Já não é de hoje que algumas provas, apresentando-se como diferenciadas, colocam os preços das inscrições lá nas alturas. O pior é que seus preços são progressivos, começando no alto, passando para o mais alto, chegando ao mais alto ainda e atingindo o topo das alturas...

O caso mais recente e que vou usar aqui como exemplo, mas que não é o único, é o da maratona de Bombinhas, corrida em trilha no maravilhoso litoral catarinense. Participei da primeira edição do evento, neste ano, que já foi bem caro, e fiquei abismado com a tabela de preços colocada no site da prova. Veja os valores para a inscrição para essa prova que está marcada para o dia 22 de maio próximo: 42Km:

Até o 15/11/2009: R$ 190

Até o 15/01/2010: R$ 230

Até o 15/03/2010: R$ 260

Até o 15/05/2010: R$ 290

42Km por equipes (por participante):

Até o 15/11/2009: R$ 140

Até o 15/01/2010: R$ 170

Até o 15/03/2010: R$ 190

Até o 15/05/2010: R$ 210

Obviamente os organizadores devem ter lá suas razões para essa progressão, mas a mim parece ser nada mais nada menos que o melhor negócio do mundo: uma valorização de mais de 52% em apenas seis meses!!!

Como seria de esperar, apesar de a prova ser para um número reduzido de pessoas, que necessariamente precisam ter recursos para viagens e estadia, a escalada de preços vem provocando protestos.

Na comunidade da prova no Orkut, o corredor Christian Gonçalves colocou um texto cheio de informações que, com a autorização do autor, reproduzo a seguir, com pequenos cortes (o original está AQUI):

"O valor de inscrição está muito alto!!!

"Inscrever-se uma semana antes da realização da prova e para isso desembolsar quase R$ 300, é muito dinheiro. Vamos a alguns comparativos:

"A organização da primeira edição não foi muito eficiente. Poucos postos de água, sinalização deficiente, camisas de baixa qualidade e um jantar servindo "frituras", e acompanhante pagando o valor alto de R$ 25.

"Comparando com outras provas do mesmo gênero: A 1ª Maratona Cross Country de Búzios está cobrando de inscrição R$ 120. Por que cobrar o dobro, ou quase o triplo, para o mesmo tipo de prova?

"O Desafio Praias e Trilhas tem o valor de R$ 250 para dois dias de prova (84 km). Excelente organização, postos de água a abastecimento com frutas, refrigerante etc.

"A Volta a Ilha, para fazer em dupla, investe-se em torno de R$ 300 para cada corredor percorrer 75 km e ter uma excelente organização."

O Christian também colocou seu texto no ar no grupo de discussões dos Marathon Maniacs na internet. Recebeu várias manifestações de apoio, e alguns corredores anunciaram boicote à prova. A tabela também provocou comentários como este: "Por esse preço, eu quero massagem a cada 5km e ainda feitas por loiras sósias da Luize Altenhoffen!".

Mas também houve quem, mesmo considerando alto o preço cobrado, afirmou ser contra o boicote. Reproduzo a seguir alguns trechos da mensagem do corredor, cujo nome não cito porque não cheguei a pedir sua autorização.

"Sou contra o boicote. Se a prova fosse ruim eu até entendia, mas não é o caso. Não achei a distribuição de água tão ruim assim. Tinha água de 5 em 5 km, como avisado. Se teve distância maior do que essa, eu não me lembro. Mas pode ter tido.

"Quanto ao preço, acho R$ 290 muito caro. Mas R$ 190 foi o preço inicial da corrida deste ano, e foi quanto paguei. Depois de um dia, que não me lembro qual era, passou para R$ 240. Já estou inscrito para o ano que vem.

"Infelizmente nas corridas acontece de se vender a inscrição em lotes. Até entendo mudar de preço uma vez, dando desconto para quem se inscreveu cedo. Mas não acho certo fazer em três ou quatro lotes.

"Recomendo a prova, e que corramos de camel-back, como informava o regulamento. Mesmo que garantam água, é melhor previnir do que remediar.

"Os erros dessa prova não foram mais graves do que muitos erros que já encontrei em provas do gênero. Por isso que boicote não é a palavra indicada para isso. Que se pague por uma prova o que se acha que ela vale. Eu acho que Bombinhas vale R$ 190, como valeu neste ano. Não deixarei de correr!"

Fica o registro das várias posições que vi na rede. E lembro que, a valer o regulamento da maratona da Bombinhas, neste momento, a mais de seis meses da data da prova, já não está disponível a inscrição por R$ 190. Neste ano, eu paguei esse mesmo valor dois meses antes da data da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Confira calendário de provas em Santa Catarina

Criação de amador

O prezado leitor Nilton Generini, corredor de rua que vive na Santa e Bela Catarina, manda mensagem contando que está cansado de ter de procurar corridas e desafios em uma montoeira de sites.

Em vez de seguir reclamando da vida, resolveu ele mesmo propor uma solução. E criou um site em que está procurando colocar, sem discriminações em relação a quem promove o quê, uma superlista de corridas catarinenses.

A mim parece uma iniciativa bem legal, que também evidencia a carência que temos de um bom calendário nacional de corridas.

Mesmo aqui para São Paulo, em que supostamente há mais modernidade e recursos, qualquer um que procure uma prova tem de obrigatoriamente consultar pelo menos uns três sites.

Quem sai daqui encontra ainda mais dificuldade, pois a pequena quantidade de informações sobre provas nos demais Estados fica espalhada por muitos sites, desde os de prefeituras até o de organizadores de corridas ou clubes de corredores.

Bom, sem mais delongas, se você quiser dar uma olhada no site do Nilton, clique AQUI.

Para mais informações sobre corridas em Santa Catarina, outro bom endereço é este AQUI.

Aproveitando o ensejo, você pode também ver este site AQUI, que traz informações sobre corridas no interior de São Paulo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Corrida no Porto cativa pela beleza e velocidade

Além dos 10 km

Neste momento, trago para você, com absoluta exclusividade, o depoimento de meu colega MARCELO SAKATE, pauteiro da editoria de Economia. Corredor há pouco mais de três anos, ele acaba de estabelecer uma nova marca pessoal, correndo em um ritmo médio inferior a cinco minutos por quilômetro. O feito foi obtido em palco muito especial, a bela e acolhedora cidade do Porto, lá na pátria de Camões. Sem mais delongas, vamos ao texto de Sakate.

 

"Acostumado a participar apenas de provas de 10 km em São Paulo, escolhi uma competição no exterior para casar minhas férias com o desafio de aumentar a distância, depois de semanas de treinos que me habilitaram para isso. A escolha não poderia ter sido mais feliz: disputei a prova de 14 km dentro da sexta edição da Maratona do Porto, em Portugal, no último dia 8 de novembro.

A cidade, ao norte de Portugal, é berço da fundista Rosa Mota, campeã mundial (1987) e olímpica (1988) da maratona e seis vezes vencedora da nossa São Silvestre (1981 a 1986). Ela empresta o nome ao pavilhão onde foi entregue o kit da prova e onde houve um almoço de massa na véspera da prova.

No dia da prova, nem o frio (cerca de 12º C, com sensação térmica de alguns graus a menos devido ao vento constante) nem a leve chuva que caiu durante quase toda a manhã pareceram causar muita preocupação nos mais de 2.000 participantes das três modalidades (além da maratona e dos 14 km, ainda houve uma caminhada de 6 km). Uma diferença que pude notar em relação às corridas daqui de São Paulo foi um certo desapego a vestuário e acessórios de ponta, tais como tênis e camisetas das grandes marcas, relógios com ou sem frequencímetros e aparelhos de MP3.

Não que não houvesse atletas equipados. Mas chamou a atenção, por exemplo, a grande quantidade de colegas com camiseta de algodão, daquelas que encharcam de suor (e chuva) e demoram para secar. Cena pouco provável aqui em SP e impensável para mim, tenho que admitir, eu que sou dessa geração de corredores que se acostumou a tais itens de ponta.

O percurso no Porto é muito agradável. A prova de 14 km é disputada quase toda em largas avenidas, em uma parte não tão antiga da cidade, especialmente o bairro da Boavista.

Os 10 km iniciais são os mesmos da maratona e passam pela avenida à beira do oceano Atlântico. A maratona ainda inclui trajeto às margens do rio Douro, que corta a cidade, e sob a mais do que centenária ponte D. Luís I, um dos cartões-postais da cidade do Porto e que a liga à vizinha Vila Nova de Gaia.

O porém da prova de 14 km e da maratona é que deixam de fora o centro histórico. Suas ruas mais estreitas e tantas ladeiras, certamente, emprestariam muito mais charme a elas.

Até o dia da corrida do Porto, só havia percorrido distância superior a 10 km uma única vez na minha curta carreira de três anos e meio (em março passado, e havia quebrado devido ao calor). Por isso, planejava desta vez segurar o ritmo na primeira metade da prova ou até o km 10.

Mas tive de deixar de lado o planejado.

Após uma subida íngreme, mas curta (devia ter uns 300 m), logo na sequência da largada, encaramos um trecho plano e, depois do km 1, uma descida leve durante longos quilômetros. Chegava a ser constrangedor o quão fácil era a primeira metade da prova ou até um pouco depois, mas logo me lembrei de que grandes atletas disputam maratonas (planas) como a de Roterdã ou a de Berlim, obtêm marcas mundiais (caso do incrível etíope Hailé Gebrselassie) e nem por isso seus feitos são desmerecidos. Então decidi aproveitar.

A consequência é que, graças também ao clima propício, pude fazer tempos por km próximos aos que estou acostumado nas provas mais curtas. Na parte final, tivemos que devolver parte de tantas descidas, e os três quilômetros finais reservam uma constante (e também leve) subida. Mas havia poupado energia para esse sprint final e consegui alcançar um ritmo ainda mais forte. O resultado, ainda assim, me surpreendeu, pois consegui meu recorde pessoal (em ritmo por km): 1h09min36.

Terminei a prova satisfeitíssimo. E indico a Maratona do Porto para quem quiser obter marcas pessoais numa corrida na Europa, porque, além do tempo ameno nesta época do ano e do trajeto favorável, ainda existe a hospitalidade cativante dos portugueses para servir de atrativo."

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Saiba como é correr no meio do gelo

Entrando numa fria...

O Tadeu já tinha corrido na Antártida, mas parece que gostou do mundo gelado e resolveu pedir bis, agora do outro lado do planeta: acaba de correr a Maratona do Círculo Polar, na Groenlândia. Muito bacana, mas também bem complicado: "As pernas afundavam na neve quase até os joelhos", conta ele, que é economista, tem 44 anos, vive em São Paulo e tem por nome completo José tadeu Guglielmo.

Já correu pelo mundo todo, tanto que se apelida Maratona dos Sete Continentes --quando eu estudei geografia, lá nos confins do século passado, eram cinco, mas, para efeitos desse desafio, América do Sul e Antártida são consideradas continentes, ao lado de América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania.

Mas voltemos à história do Tadeu, que fez sua primeira corrida em 1995, a São Silvestre, e agora nos conta sobre essa maratona realizada em Kangerlussuaq, no dia 24 de outubro passado: "A prova começou às 9:40 com nove graus Celsius negativos. Nos primeiros quilômetros havia muita neve, entre o km 4 e o km 6 havia muito mais. Foi impossível correr, pois as pernas afundavam até perto dos joelhos. Do km 7 em diante, passamos a uma estrada de cascalhos coberta de neve em direção à cidade de Kangerlussuaq. No caminho corremos ao lado de um Glacier após parecia um deserto. Resumindo: o cenário é deslumbrante".

José Tadeu dá uma boa dica para quem se entusiasmar e resolver enfrentar essa aventura: use um tênis com cravos ou um acessório chamado Spiky Plus, que é adaptado ao solado do tênis e permite correr em locais escorregadios com maior segurança --a organização vende esse acessório no jantar de massas que acontece na véspera da prova. Mesmo assim, ele não é perfeito, como mostra o relato do brasileiro, que levou um tombão no km 9.

Além do acessório para o tênis, o corredor pode deixar reservas completas (com meias quentes e secas) nos km 7, 15 e 30.

Neste ano, apenas 62 corredores de 12 diferentes países para as duas provas (maratona e meia). "Tive a honra de ser o primeiro brasileiro a completar o percurso", diz José Tadeu.

O vencedor masculino foi o espanhol Francisco Sanches Pintor com o tempo de 3h14. Na prova feminina, a dinamarquesa Marianne Delcomyn, correndo em 3h41, bateu o recorde da prova.

O tempo estava bom, sem vento, e o céu estava coberto entre nuvens. Ao final da corrida, como se não bastasse todo aquele gelo em volta, estava nevando.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Treinadores lançam livros com dicas para correr melhor

A formação do corredor

Miguel Sarkis, um dos mais conhecidos treinadores de corrida de São Paulo, está lançando seu livro "A Construção do Corredor", em que afirma que "a corrida é uma condição natural que você deve explorar, com os limites permitidos para que nunca deixe de correr de maneira saudável e veloz". A sessão de autógrafos será hoje, a partir das 18h30, na livraria Saraiva do shopping Higienópolis.

O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira mais volta para iniciantes e a segundo dirigida a quem busca alto desempenho. "O leitor poderá apreciar assuntos específicos sobre como planejar e realizar um programa de treinamento de corrida", afirma o autor.

O trabalho de Sarkis é o mais recente de uma leva de livros didáticos lançados por treinadores de corrida famosos.

Na semana passada, Mario Sergio Andrade Silva autografou sua obra "Corra - Guia Completo de Corrida, Treino e Qualidade de Vida". Além de dicas específicas para orientar o treinamento, o livro traz um capítulo com um pouco da história da corrida de rua no Brasil e tem uma área com informações especiais para as corredoras.

E também está chegando às livrarias a segunda edição do livro de Marcos Paulo Reis, "Programa de Caminhada e Corrida". Assinado ainda pelos treinadores Emerson Gomes e Fabio Rosa, o livro se apresenta como "o programa best-seller para você entrar em forma e ganhar saúde em apenas 16 semanas".

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ruas de Havana abrigam maratona

Festa no Malecón

 

Corredores passam por uma bandeira cubana durante a maratona Marabana, realizada ontem em Havana. O percurso também percorreu o Malecón, famoso passeio público à beira-mar, abaixo (fotos Reuters).

Mais de 2.500 corredores participaram do evento, que chegou à sua 23ª edição. O trajeto passa por ruas do centro velho da capital cubana, o bairro conhecido como Havana Vieja. E o calor forte não desanimou corredores como essa mãe, que levou a criança, de carrinho, para percorrer os 42.195 metros (foto Efe).

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maratona é coisa de mulher

Russa brilha no Japão

 

Cresce a oferta de provas de longa distância exclusivamente para mulheres. No último domingo, elas foram para o asfalto em Yokohama, no Japão, para o debute de mais uma corrida do gênero. E queimaram o chão, como mostra o desempenho do pelotão acima (AP).

 

Aos homens, só restou admirar as corredoras. E alguns, como o sujeito da foto AP, resolveram fazê-lo em grande estilo.

Ao final, ào Japão restou festejar o segundo lugar, pois o posto mais alto do pódio ficou com a russa Inga Abitova (Reuters), que assumiu a ponto no km 30 e se foi embora sem desafiante, concluindo em 2h27min18, com folga de cerca de 500 metros sobre a segunda colocada, Kiyoko Shimahara (2h28min51). Dona da prata olímpica, a queniana Catherine Ndereba fechou o pódio com 2h29min13.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Caminhada no frio contra o câncer de mama

De rosa no parque

 

Nevou na véspera, mas, no dia da prova, fez até sol sobre Pequim, apesar da temperatura subzero e das rajadas de vento gelado de até 25 km/h. Era um dia típico de inverno ensolarado no Chaoyang Park, que foi a sede do vôlei de praia na Olimpíada de 2008 e ontem recebeu a Caminhada Contra o Cancêr de Mama.

O evento teve a participação de cerca de 1.800 caminhantes, que também assistiram a performances de artistas: o palco foi comandando pelo apresentador da TV chinesa DaiJun, que dividiu as atenções com figuras do cinema e da TV locais. Também houve shows de grupos de danças, animando os caminhantes, que vestiram cachecóis rosa (foto Divulgação), cor da campanha de prevenção do câncer de mama.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Saiba quem ganhou a promoção do "+Corrida"

Boas perguntas

Antes de mais nada, quero agradecer a você e a todos os leitores que mandaram perguntas, participando da promoção de aniversário deste blog e da coluna coirmã editada mensalmente no caderno Equilíbrio, da Folha.

Foram algumas centenas de questões, uma mais interessante que a outra, deixando em dificuldades o pessoal da Livraria da Folha encarregado de fazer a seleção.

No final das contas, apenas cinco chegam ao pódio e recebem de presente um exemplar do livro "+Corrida", que acabo de lançar. Mas todos os participantes são vencedores, ganhando um desconto especial da Livraria da Folha para comprar o "+Corrida".

Dito isso, vamos aos perguntadores escolhidos, que apresento em ordem alfabética.

Claudia Kamiyama Kiohara, de São José dos Campos

Eder Mastrodomenico, de São Bernardo do Campo

Evelise Paulis, de São Paulo

Kahtia Menezes dos Santos, de São Paulo

Luis Augusto Vasconcellos, de Itapevi

Antes que alguém grite "marmelada!", vou logo avisando que conheço o Luis há alguns anos, pois ele faz parte da equipe Nossa Turma. E lembro que não participei em nenhuma etapa do processo de seleção.

As perguntas deles e as minhas respostas foram apresentadas em um vídeo, que você pode conferir AQUI.

Eu recebi todas as demais questões e vou publicar respostas aos poucos, tanto neste blog quanto na coluna.

De novo, muito obrigado a você e a todos os participantes da promoção. Espero que tenham se divertido e que gostem do livro.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Treinador brasileiro organiza na China corrida contra o câncer

Responsabilidade social

Sob um frio de lascar, talvez até com neve, um paulista de Santos vai estar no próximo sábado à frente de uma corrida e caminhada em Pequim. Será o segundo evento organizado na China pela Shanghai Infinitum Sports, que tem como um de seus sócios o treinador brasileiro Marco Antonio de Oliveira, que já por várias vezes dirigiu a equipe brasileira de maratonistas e ultras em eventos internacionais.

A primeira corrida resultante do trabalho da Infinitum ocorreu no dia 31 de outubro, no Pudong Century Park, em Xangai. A Corrida e Caminhada contra Câncer de Mama foi realizada em parceria com a China Breast Cancer Foundation e teve a participação de cerca de 1.300 pessoas, que vestiram o rosa da solidariedade (tradução livre do slogan do evento, que originalmente tem uma certa rima: "think pink for charity"). Veja fotos AQUI.

Agora, a empresa leva a Pequim seu programa de divulgação da campanha contra a doença e, principalmente, de divulgação de estilo de vida saudável.

Eu conversei por e-mail com Marcão, que atua no mundo das corridas desde 1981 e já treinou atletas de elite como Angélica de Almeida, a primeira brasileira a participar da maratona no Mundial de atletismo, e pangarés como este blogueiro. Vamos às perguntas e respostas.

+Corrida - O que foi o evento em Xangai?

Marco Antonio Oliveira - Foi um grande desafio para a Infinitum. A China Breast Cancer Foundation acreditou na nossa proposta, de divulgação de saúde, e acabou sendo nossa parceira e cliente e cliente ao mesmo tempo. A proposta primária é desenvolver a conscientização e informar a população participante sobre a importância da prevenção como forma de combater o câncer de mama. As ações de saúde preventiva aplicadas no evento, durante e depois da corrida e caminhada, foram um diferencial. Muitas empresas multinacionais são parceiras da CNBCF e isso também facilitou nosso planejamento comercial.

+Corrida - Quantas pessoas participaram?

Marco Antonio Oliveira - Largaram um pouco mais de 1.300. As mulheres eram mais da metade. Além disso, diferentemente do que ocrre em outras corridas aqui em Xangai, a presença estrangeira foi marcante. Uma parte da comunidade brasileira também marcou presença. Em Xangai, há cerca de 900 brasileiros. Depois da corrida e caminhada, tivemos shows (veja fotos AQUI) e apresentações especificas de ações preventivas nas áreas de primeiros socorros e ambiental.

+Corrida - Quais as dificuldades de organizar eventos na China?

Marco Antonio Oliveira - Nada muito diferente de São Paulo, mas é necessário que você conheça a legislação chinesa nas áreas trabalhista e tributária. Fale pelo menos mandarim e inglês, e é necessário um capital inicial mínimo de US$ 250 mil , que é o exigido para abrir uma empresa de personal training e organização de corridas e eventos em Xangai. Sim, há o famoso choque cultural, mas isso já faz parte da dificuldade. Se você não vem preparado para isso, não consegue nem organizar uma churrascada para os amigos no seu condomínio.

+Corrida - Quais os próximos passos da empresa?

Marco Antonio Oliveira - No próximo sábado (14nov), no Chaoyang Park, em Pequim, provavelmente sob neve, será realizado o nosso segundo evento. Estamos com proposta da própria China Breast Cancer Foundation de realizar eventos em mais dez cidades da China em 2010. Também estamos disputando uma concorrência para organizar um evento de corrida na Shanghai Word Expo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 52, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.