Homenagem a Maria Esther Bueno
Cachorrinho traiçoeiro
Há 50 anos, uma jovem brasileira foi escolhida pela Associated Press, então --como hoje-- uma das maiores e mais importantes agências de notícias do mundo, a melhor atleta do planeta. Melhor e ponto, em todas as modalidades.
E isso que a moça não militava em um esporte de massa, mas sim no elitista tênis: Maria Esther Bueno tinha conquistado seu primeiro título em Wimbledon.
Era, como hoje, um 4 de julho: a garota paulistana de 19 anos venceu a norte-americana Darlene Hard por 6/4 e 6/3, em 43 minutos (foto do jogo em 1959, arquivo Folha Imagem), e se tornou a primeira sul-americana campeã . Hoje ela volta ao estádio como convidada de honra para acompanhar a decisão do torneio.
"O tênis sempre foi minha principal atividade, portanto foi através desse esporte que tive as minhas maiores chances na vida", disse ela em uma entrevista exclusiva que me concedeu em 2003, respondendo por fax a uma série de perguntas sobre sua trajetória e, mais especialmente, sobre suas conquistas no até então único Pan realizado no Brasil --o de São Paulo, em 1963.
Naquela conversa, ela revelou que, do torneio interamericano, guardava como lembrança um acontecimento ocorrido pouco antes das competições, mas que talvez tenha contribuído para prejudicar sua performance (ela conquistou apenas um ouro, levando ainda duas pratas).
"A principal recordação foi de um acontecimento um dia antes do início dos Jogos. Eu tinha ganhado um filhote de cachorro e estávamos brincando quando acidentalmente ele mordeu minha mão direita e rasgou bastante a parte interna de um dos dedos. Foi preciso fazer vários pontos e visitas diárias ao hospital durante o torneio para que eu pudesse jogar (com muita dificuldade para segurar a raquete) a semana toda."
Para ler a entrevista exclusiva feita por este blogueiro com a grande Estherzinha, como era chamada por seu fãs, clique AQUI.
A entrevista fez parte de uma produção especial que realizei, entrevistando os atletas brasileiros que foram campeões no Pan de 2003. O índice das entrevistas está AQUI.
Salve Maria Esther Bueno!
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h52
Correndo por uma causa - Projeto Arrastão
Construindo o futuro Ações de empresas e indivíduos conseguem ajudar comunidades carentes, interferindo e mudando vidas cujo destino de miséria e ignorância aparentemente já estaria traçado. Ver uma criança da periferia virar um adolescente com escola e um adulto com emprego é uma das alegrias dos que participam do Projeto Arrastão, uma ONG que atua na zona sul de São Paulo há mais de 40 anos. Pois o Projeto Arrastão, através de sua parceria com a Marcos Paulo Reis Assessoria Esportiva, desenvolveu o Programa de Iniciação Esportiva, proporcionando a centenas de crianças, jovens e adultos moradores da região de Campo Limpo, zona sul, a oportunidade de usar o esporte como ferramenta para a melhora da qualidade de vida e da inclusão social. Para saber mais sobre o trabalho, conversei com o técnico MARCOS PAULO REIS. Leia a seguir a entrevista com ele, a terceira de uma série sobre o tema Correndo por uma Causa (role a página para ler as outras, com Mário Sérgio Silva e Vanderlei Cordeiro de Lima).

FOLHA - O que é o Projeto Arrastão?
MARCOS PAULO REIS - É tentar levar o esporte através de aula de educação física para uma comunidade carente. A ideia não é a performance ou tirar de lá novos talentos. Mas sim tentar beneficiar o maior numero de pessoas (crianças) através da prática esportiva.
Hoje já conseguimos visualizar que o esporte começa a fazer parte do dia a dia do Arrastão.
FOLHA - Quem e quantos são os beneficiados?
MARCOS PAULO - Em torno de 400 crianças.
FOLHA - Que resultados efetivos você já obteve com o projeto?
MARCOS PAULO - É muito legal ver isso. Tem garotos que treinaram com a gente e hoje fazem o curso de educação física. Acabam trabalhando na área e, mais importante, têm um futuro e uma cabeça voltada para coisas boas. Pois é isso que o esporte traz.
FOLHA - Quanto custa o projeto mensalmente (ou anualmente)?
MARCOS PAULO - Fazemos uma prova anualmente para o Arrastão, que gera 5% de toda a receita líquida anual do Arrastão. O dinheiro vai todo para eles e eles administram isso.
FOLHA - Hoje, de que tipo de ajuda o projeto mais precisa?
MARCOS PAULO - A ideia é sempre levar meus parceiros para dentro do projeto. Firmas que já me apoiam e amigos para conhecerem o projeto e verem a seriedade do mesmo.
FOLHA - A corrida (ou o esporte) pode contribuir para a diminuir as distâncias sociais?
MARCOS PAULO - Temos boas ferramentas para diminuir as distâncias sociais. Acho que o esporte é uma delas. Não vou colocá-la como a melhor. Mas acho que o esporte traz para o dia a dia companheirismo, honestidade, participação, integração, saúde, alem de inúmeros outros fatores.
NR.: Para saber mais sobre o Projeto Arrastão, clique AQUI. E veja AQUI o site da ONG.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h32
Correndo por uma causa - Esporte Solidário
Educação pela corrida "Antes, eu pensava que ia crescer e virar traficante. Aí o projeto me ensinou, porque o pessoal da favela não se dá bem na escola. Abriu minha cabeça, me ensinou a buscar meus objetivos." Esse é o depoimento de Adriano Nogueira Ferreira, 20, que foi um dos adolescentes carentes atendidos pela Associação Solidário e hoje já não precisa do apoio do grupo, pois conseguiu emprego, está ganhando sua vida. A entidade é um dos exemplos de trabalhos de grupos de corrida de São Paulo que procuram não apenas propiciar lazer para seus participantes mas exercer um papel social mais amplo. E mais uma demonstração de como o esporte e a corrida ajudam a arrancar de cada um de nós o que podemos oferecer de bom --esse foi o tema de reportagem que escrevi para o caderno Equilíbrio, da Folha, e de minha coluna deste mês (clique nos links em azul para acessar os textos). Para produzir a reportagem, conversei com educadores, treinadores e esportistas do Brasil e do exterior, que contaram histórias muito bacanas. A maior parte delas não coube nos estreitos limites das páginas do jornal. Mas eles vêm na íntegra para a internet. Já publiquei entrevista com Vanderlei Cordeiro de Lima (role a página para ler) e, agora, trago para você minha conversa com MÁRIO SÉRGIO SILVA, diretor técnico da assessoria esportiva Run&Fun, de São Paulo, que criou a ASSOCIAÇÃO ESPORTE SOLIDÁRIO.

FOLHA - O que é o projeto Esporte Solidário?
MÁRIO SÉRGIO SILVA - O projeto, que iniciou em dezembro de 1999, é, através do esporte, ajudar no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes da zona oeste de São Paulo --especificamente, as comunidades carentes do entorno da USP.
FOLHA - Quem e quantos são os beneficiados?
MÁRIO SÉRGIO - Crianças e adolescentes de escolas públicas municipais e estaduais que preencham os requisitos de serem carentes mesmo. O que quero dizer é que, se tivermos apenas uma vaga e dois alunos, o mais pobre e em pior condição será atendido. Hoje atendemos 240 crianças e seus familiares.
FOLHA - Que resultados efetivos você já obteve com o projeto?
MÁRIO SÉRGIO - Temos hoje dois garotos na faculdade, um acabando engenharia e outro iniciando educação física. Além disso, outros dois que não eram do projeto tiveram seus cursos superiores pagos pela associação e um inclusive trabalha conosco. Temos ainda outra dezena de exemplos de empregabilidade de garotos que passaram por nós nesses anos todos. O que percebemos é que todo ano temos um percentual maior de empregabilidade do que os índices do Brasil. que tem nessa faixa etária de 16-25 anos o maior nível de desemprego.
FOLHA - Quanto custa o projeto mensalmente (ou anualmente)?
MÁRIO SÉRGIO - O projeto custa anualmente R$ 450 mil.
FOLHA - Como ele é financiado?
MÁRIO SÉRGIO - Por um conselho mantenedor de 3 empresários (45%), por dois patrocínios de empresa (30%), por doações de pessoas físicas (5%), por dois eventos que organizamos anualmente (10%) e por doação espontâneas de empresas (10%).
FOLHA - Hoje, de que tipo de ajuda o projeto mais precisa?
MÁRIO SÉRGIO - Hoje, passado esses anos todos, sabemos que dominamos o instrumento de educação pelo esporte. Temos na parte financeira o nosso maior desafio, pois o ideal para qualquer projeto social é a autosustentabilidade e isso, por não vendermos ainda produtos e nem serviços, ainda não é possível.
FOLHA - A corrida (ou o esporte) pode contribuir para a diminuir as distâncias sociais?
MÁRIO SÉRGIO - Eu não tenho dúvida: a corrida é muito democrática e onde se encontram ricos, pobres, jovens, idosos, negros, brancos --ou seja, todos estão representados. O esporte, além de tudo, tem um grande poder de sedução e educação entre os jovens. Por isso, quando você tem um olhar de educação na corrida e no esporte você pode conseguir muitas conquistas.
Acreditamos que o jovem carente brasileiro é pobre em sonhos. Ele está perdendo a capacidade de sonhar, de questionar e principalmente de que é possível evoluir e chegar lá. Acho que o projeto e o esporte mostram que, apesar de muito difícil, é possível, sim, conquistar avanços, ocupar seu espaço e principalmente ser incluído integralmente na sociedade.
NR.: Para saber mais sobre o projeto, clique AQUI.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h17
Correndo por uma causa - Vanderlei C. de Lima
Brasileiros em ação A corrida mobiliza o que há de melhor em cada um de nós: bravura, determinação, decisão. Faz aflorar sentimentos nobres, de solidariedade e espírito público. Pelo menos, é o que corridas por uma causa _política ou benemerente_ vêm demonstrando no mundo todo. Há corridas contra o racismo, há provas para arrecadar fundos para o combate a doenças ou o apoio a atingidos por catástrofes, há manifestações pela paz e maratonas em defesa do ambiente _esse é o tema de reportagem que fiz para a edição de hoje do caderno Equilíbrio, da Folha (AQUI, para assinantes da Folha e/ou do UOL) e também o assunto de minha coluna (AQUI, com as mesmas restrições). Um dos textos publicados fala das iniciativas brasileiras, mostrando como exemplo o maratonista Márcio Villar, que vai correr do Rio de Janeiro a Búzios para ajudar a arrecadar fundos para o Instituto Nacional de Câncer. Mas há muitos outros: em agosto próximo, por exemplo, será realizada a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama, que arrecada fundos para o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. E a Corpore tem uma série de ações sociais, que você pode conferir em detalhe AQUI. Além disso, atletas famosos, como o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima e a mulher de ferro Fernanda Keller, assim como equipes de corridas, montam projetos para apoiar a juventude necessitada. A partir de hoje, inicio a publicação de uma série de entrevistas com o tema geral CORRENDO POR UMA CAUSA. Conversei com os responsáveis por quatro projetos brasileiros e dois estrangeiros _um no Canadá, outro na Espanha. Vou começar com os brasileiros, abrindo os trabalhos com a entrevista com o maratonista de bronze, que você lê a seguir. FOLHA - O que é o Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima? VANDERLEI CORDEIRO DE LIMA - Tento contribuir de maneira positiva para fazer do esporte uma oportunidade para aqueles que sonham e desejam se tornar cidadãos saudáveis e felizes. O Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima é a realização desse sonho. Fundado em 2008, o IVCL tem como objetivo proporcionar a prática lúdica do atletismo, aliado a atividades educativas e culturais, com crianças entre 11 e 18 anos. Com sede em Campinas (SP), o IVCL utiliza o esporte como meio para crescimento e desenvolvimento individual e coletivo. Inicialmente trabalharemos com o atletismo por ser a modalidade com a qual tive sucesso e tenho mais afinidade. No futuro podemos organizar novos núcleos em outras cidades de acordo com o desenvolvimento do projeto. FOLHA - Quem e quantos são os beneficiados? VANDERLEI - O Instituto atende a crianças carentes provenientes da periferia da Região Metropolitana de Campinas. Para ingressar no projeto, o participante deve estar matriculado na rede de ensino e comprovar frequência e notas escolares. Queremos dar oportunidade para essas crianças se desenvolverem física e socialmente. Atualmente 160 crianças são atendidas pela Orcampi, o núcleo esportivo do Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima. [NR: Pedi mais esclarecimentos sobre o que é a Orcampi e recebi as seguintes informações da assessoria do IVCL: "Orcampi é a sigla usada pela Organização Funilense de Atletismo, fundada em 1997. É um clube (o que permite que seus atletas participem de competições nacionais e internacionais) e uma entidade sem fins lucrativos. O Vanderlei já foi atleta da Orcampi e, desde o início, é padrinho do projeto. Em 2008, quando o IVCL foi fundado, a Orcampi foi integrada ao projeto como núcleo esportivo da instituição".] FOLHA - Que resultados efetivos você já obteve com o projeto? VANDERLEI - Em 12 anos, atletas da Orcampi participaram de importantes competições regionais, nacionais e internacionais. Em 2006, a Orcampi teve atletas presentes em todas as seleções brasileiras das categorias de base do atletismo nacional (de menores a sub-23). Dentre os atletas que foram revelados pela Orcampi, estão Fabiana Murer (salto com vara) e Fábio Gomes (salto com vara). Nos Pan de 2007, dos 85 atletas da equipe brasileira, dez tinham começado na Orcampi. Em Pequim, cinco atletas da seleção de atletismo foram revelados pelo projeto. A Orcampi encerrou 2008 como 3ª colocada no Ranking Paulista de Clubes e atendeu mais de 200 crianças. Além dos resultados atléticos, o trabalho desenvolvido vem promovendo diversos benefícios sociais aos participantes, seja na ampliação da rede de apoio dos jovens, como também no aumento da motivação, autoestima e autoconfiança. É muito gratificante ver as crianças ocupando o tempo ocioso, melhorando os hábitos de vida saudáveis e criando metas e planos para o futuro. FOLHA - Quanto custa o projeto mensalmente (ou anualmente)? VANDERLEI - O núcleo esportivo do IVCL tem um custo anual de R$ 250 mil. Os demais núcleos ainda estão sendo estruturados. FOLHA - Como ele é financiado? VANDERLEI - A Orcampi, núcleo esportivo do IVCL, tem patrocínio da Unimed Campinas e recebe repasse de verba do Fiec (Fundo de Investimentos Esportivos de Campinas). Elaboramos um projeto desse núcleo e conseguimos a aprovação pela Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte. No momento, estamos em fase de captação de recursos. FOLHA - Hoje, de que tipo de ajuda o projeto mais precisa? VANDERLEI - Precisamos de toda ajuda que houver, seja através de verba, de produtos ou serviços. Atualmente oferecemos uniforme, treinamento técnico específico, acompanhamento médico e fisioterápico, suporte psicológico, lanches, passes municipais e intermunicipais e transporte e alimentação em competições. As crianças que se destacam no atletismo e na escola também recebem uma ajuda de custo. Com novos parceiros e patrocinadores, pretendemos aprimorar e ampliar os benefícios oferecidos e, consequentemente, aumentar o número de crianças atendidas. FOLHA - A corrida (ou o esporte) pode contribuir para diminuir as distâncias sociais? VANDERLEI - Sem dúvida nenhuma. E eu sou um bom exemplo disso. Quando comecei a correr nos intervalos do trabalho como bóia-fria no interior do Paraná, eu não imagina como a minha vida podia mudar. O atletismo me proporcionou conhecer diversos países, inúmeras pessoas e me deu condições para criar bem minhas filhas. Sou muito grato por ter tido essa oportunidade, mas também me esforcei demais para alcançar meus objetivos. Quem acredita tem que correr atrás, literalmente. NR.: Para saber mais sobre o projeto de Vanderlei Cordeiro de Lima, clique AQUI.
Escrito por Rodolfo Lucena às 06h19
Maratona do Rio de Janeiro, a imagem
Que alegria!
A satisfação pela conquista transparece no rosto suado de Marizete de Paula Resende, que venceu no domingo passado a maratona do Rio de Janeiro (foto EFE).
Escrito por Rodolfo Lucena às 16h33
São Paulo bota a turma para correr
Corre, tricolor paulista
A reportagem que fiz sobre o grupo de corridas do Corinthians suscitou muitos comentários. Vários leitores lembraram que outros times também têm seus grupos de corridas, mas JOSÉ ROBERTO ISABELLA, 55, corredor há mais de 26 anos, foi além. Torcedor e sócio do São Paulo, mandou uma detalhada mensagem sobre as iniciativas do clube na área do esporte amador e, especificamente, das corridas de rua. Passo a seguir a publicar o texto dele, que mandou também a foto acima.
Ah, se você não percebeu, procurei dar título e antetítulo semelhantes aos usados no texto sobre o Corinthians. Aqui a gente quer tratar todo mundo com o devido respeito e, desde já, digo que fico muito satisfeito em ver que mais clubes incentivam a prática de esportes além do futebol. Bom, chega de conversa e vamos ao texto de JOSÉ ROBERTO ISABELLA, que é dono de um salão de beleza no Paraíso (zona sul de São paulo) e já correu seis maratonas.
"Sou associado do São Paulo Futebol Clube e quero registrar que o Tricolor Paulista "corre na frente" há muito tempo e possui um departamento de esporte amador bastante atuante. O São Paulo já patrocinou grandes nomes do atletismo, como Adhemar Ferreira da Silva (salto triplo - bicampeão olímpico), José João da Silva (corredor) e de outros esportes como boxe (Eder Jofre) e judô (Aurélio Miguel).
"Especificamente em relação à corrida, o São Paulo tem um grupo de associados que se dedica às competições de rua desde o começo desta década. Também tem uma diretoria focada especificamente nesse esporte, que é comandada na atualidade por Hilton Sergio Pereira da Silva e treinada pelo professor José Luis Marques, que já integrou a delegação brasileira de atletismo.
"Durante a semana, realizamos nossos treinos na pista do estádio do Morumbi; aos sábados, vamos, preferencialmente, à USP para os "longões" --nosso apoio fica bem em frente à pista do matão.
"A equipe de corrida do São Paulo é bastante eclética, formada por pessoas de diferentes faixas etárias (dos 15 aos 75 anos) e até por torcedores de outros times. Participamos regularmente de provas de rua, na capital paulista e em outras cidades. Nesses eventos, os atletas do São Paulo comparecem uniformizados e têm total o apoio logístico, incluindo a montagem de tenda, que disponibiliza água, frutas, doces, isotônicos e também o transporte para os locais das provas. No último domingo, marcamos presença na maratona do Rio.
"Nos meses de outubro/novembro de cada ano, o São Paulo promove para seus associados a Olimpíada Preto, Branco e Vermelho, com diversas modalidades esportivas. Depois de uma semana de competição, a última prova é justamente a corrida, que tem início na pista de atletismo do estádio, percorre os arredores do clube e termina nas dependências sociais.
"O São Paulo Futebol Clube também corre com vontade, entusiasmo e organização."
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h26
Dureza é pouco em maratona no Quênia
Conservação ambiental
Corredores participam da Lewa Marathon, realizada para arrecadar fundos para os projetos ambientais desenvolvidos na área de conservação de Lewa, a 300 km de Nairobi, capital do Quênia (fotos Divulgação/Reuters).
Lançada no ano 2000, a mais recente edição da prova ocorreu no domingo passado e atraiu cerca de 750 participantes dividos entre a maratona e a meia maratona. Houve também uma corrida de cinco quilômetros para a criançada.
Corrida em estradas de terra em duas voltas de 21 km, a prova está incluída entre as dez mais difíceis do mundo, segundo o site oficial (AQUI). As razões da dureza: percurso bem ondulado, clima adverso e altitude --a reserva de Lewa fica a uma altitude de cerca de 1.500 m acima do nível do mar.
Em contrapartida, você corre em um território magnífico, ajuda um projeto de proteção ambiental e assiste a espetáculos como dança tradicionais de guerreiros da tribo meru (abaixo).
Ah, faltou dizer que o campeão da prova foi um queniano, Benson Kaptikou, que completou em 2h24min16. A corrida teve a participação do multicampeão da São Silvestre e ex-recordista mundial da maratona Paulo Tergat. No feminino, Catherine Ndereba, ex-recordista mundial da distância, foi o grande destaque, participando e vencendo a prova mais curta em 1h21min07.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h26
23ª Maratona do Fogo, Dourados, MS
Sob o sol, só e sem água

A seca destruiu grande parte da safra de milho, maior riqueza agrícola do município de Dourados, no Mato Grosso do Sul. A terra crestada e os campos doloridos são testemunha das perdas. Há caules amarelados até aonde a vista alcança, no meu trajeto de Dourados a Fátima do Sul, cidade vizinha, na fronteira sul.
É que lá vai começar a retomada da história de um dos marcos do pedestrianismo brasileiro, a Maratona do Fogo. Criada no início dos anos 80 e hoje rediviva depois de um hiato de alguns anos, é uma das mais antigas maratonas brasileiras, chegando agora à sua 23ª edição. Porto Alegre acabou de realizar sua 26º edição.
A corrida leva esse nome porque é uma homenagem ao Corpo de Bombeiros local, mas não faria feio se o nome se referisse ao clima da cidade ou à sensação enfrentada pelos corredores que participam do evento, correndo pelo asfalto chamejante.

No último domingo, porém, o dia começou com temperatura amena. Havia até um ventinho frio cortando os corpos que se aglomeravam na praça central de Fátima do Sul. Numa retreta, as autoridades fizeram seu discurso; uma bandinha bem aprumada tocou o Hino Nacional (só de lembrar, as lágrimas me voltam; eu choro cada vez que canto o Hino) e, às 7h30, foi dada a largada da prova feminina, que reunia um punhadinho de mulheres sérias, secas, cheias de determinação nos rostos.

A turma dos homens era um pouco mais numerosa, talvez uma centena, por aí. Também parecia um grupo mais descontraído, tinha até um que outro gordinho, além deste seu escriba. Foram feitos os alogamentos de praxe, comandados por um trio de uma academia local.

Depois de a bandinha tocar o Hino de Fátima do Sul, a prefeita da cidade acionou a buzina. O percurso é simples e elegante: vai-se por 27 quilômetros pela BR 376, toma-se uma rotatória para entrar à esquerda na BR 163 e então segue-se sempre em frente até a hora de dobrar à direita, já na área central da cidade, para fazer a reta final e concluir a prova em frente à sede dos Bombeiros.

Ao longo dos primeiros quilômetros, sob um céu nublado e uma brisa fresca, mal dava para sentir o ondulado do trajeto. Tratava de embeber os olhos na paisagem, cumprimentar alguns leitores destas páginas (subida honra para este blogueiro) e conversar com um ou outro.
Um corredor, talvez desconfiado de falhas na organização, fazia-se acompanhar pela mulher, que seguia em um carro totalmente equipado. Havia água, isotônico, bolachinhas, soro fisiológico e até um desfribilador, que a mulher do corredor, enfermeira profissional, estava apta a pilotar.
Pois o cara sabia das coisas. No km 5, onde deveria estar o primeiro posto de água, não havia nada. Já furioso, de olho na distância e me xingando por ser tão crédulo nas boas intenções de organizadores de corrida, só me acalmei quando percebi que, aparentemente, os caras só tinham errado na distância: o posto estava uns 500 metros depois do esperado, segundo a marcação do meu GPS.
Pensando que fosse só o susto, me aprocheguei sedento. E dei com os burros na água, como se diz. Ou, adaptando o dito, dei com os burros no seco, pois já não havia água no km 5.
Para encurtar o caso, não tinha água no km 5 nem no km 10. Tinha no 15, no 20 e no 25, mas nada no 30 (não tinha água no km 30, gente!!!!) nem no 35. No 40 tinha água, mas na chegada, não.

Eu fui bem até o 27, estava em ritmo de 6min30, o que não é ruim para quem correu uma maratona há apenas um mês e queria simplesmente completar essa prova com o mínimo de sofrimento.
Não foi possível. Deu para completar, mas com sofrimento e muita raiva pelo descaso e desrespeito dos organizadores com os corredores mais lentos. Pelo que pude perceber, todos os que, até o km 25, estavam mais lentos do que eu, acabaram desistindo.
Entre o 28 e o 29, passei uns três ou quatro atletas que seguiam lenta e doloridamente, mas foram até o final.
Pouco depois do 30, o ônibus prego passou pela gente, oferecendo carona. Nenhum de nós aceitou, os organizadores iriam ter de nos aguentar.
Desde o primeiro posto, pedi que avisassem os organizadores sobre o problema. Não havia falta de água, era pura incompetência. Nos postos em havia água, os copinhos sobravam...
O sol àquela altura vinha com tudo, e eu decidi seguir como podia, pois o cansaço me consumia e a raiva não contribuía muito para reforçar meu ânimo. Corria e caminhava, contando com a colaboração de carros de apoio particulares, que me garantiram água nos momentos mais dramáticos. Bar só fui ver já na cidade...
E assim fui pela avenida Marcelino Pires, que corta a cidade de fora a fora. E, se fosse contar com os organizadores, eu também seguiria embora por ela, pois não havia nenhuma indicação de onde dobrar à direita para pegar a reta final. Fui perguntando ate achar a rua certa.
De longe, eu avistava as faixas da Maratona do Fogo, prova de história gloriosa que foi manchada nesta edição. Segurei um pouco para reunir as forças para a acelerada final e fui.
Para onde?, me pergunto na última esquina, pois o caminho à frente parece fechado.
Mas não, é por ali mesmo. Vou, acelero, corro, suado, sedento, raivoso. Decidido a mostrar que o maratonista não se dobra, dou aquele sprint final glorioso...
E não cruzo a linha de chegada.
Linha de chegada não há mais, como diria Drummond. O pórtico está atirado ao chão, desmontado, pronto para ser levado embora.

Alguém fardado com a camiseta da prova me diz que o final é ali mesmo e que eu posso ir buscar minha medalha numa sala ao lado, onde também há frutas.
Para meu cronômetro com 5h20 e caquerada, vou pegar minha medalha. Como uma banana a seco, também ali já não havia água.
Vou embora, cumprimentando no caminho outros maratonistas que chegam e que, apesar do descaso, seguem também até o final. Mesmo sem linha de chegada.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h55
Assista on-line ao campeonato de atletismo dos EUA
Show internético Está rolando na mítica Eugene, espécie de pátria dos corredores norte-americanos, o campeonato de atletismo dos EUA, que vai até domingo. O site da federação norte-americnaa de atletismo (AQUI) tem muitas informações, fotos, vídeos e até cobertura on-line. Confira lá, que está bem bacana. Aqui vai uma amostra, a garotinha Amy Begley chega para vencer os 10.000 com 31min22s69, seguida por Shalane Flanagan em prova disputada ontem (foto AP).
E o campeão mundial Tyson Gay não teve dificuldades para vencer sua prova de classificação para a final dos 100 m (foto Reuters).
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h44
Os últimos chegarão depois
Vitoriosa derrotada
A espanhola Natalia Rodriguez, à direita, prepara o bote para tomar a frente da russa Gulnara Galkina-Samitova na prova de 3.000 m no campeonato europeu por equipes, realizado no último sábado em Leiria, Portugal (foto AP). A guapa Rodriguez conseguiu seu intento e terminou a corrida em primeiro lugar, mas foi desclassficada por causa de uma nova regra, que elimina o último corredor em certas etapas da corrida.
Não conhecia essa regra, mas imagino que seja para tornar a prova mais competitiva ao longo de todo o tempo, evitando que alguns fiquem só cozinhando o galo para disparar quando o final se aproxima.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h06
Corinthians bota a turma para correr
Corre, Timão

Já contei aqui minha gostosa experiência na corrida norturna em Bertioga, no litoral de São Paulo. Mas deixei de falar sobre uma grata surpresa que tive naquele evento.
Pouco antes da largada, notei que várias pessoas estavam usando camisetas com o símbolo do Corinthians. Pensei que seriam corredores do time que vinham disputar as primeiras posições (alguns clubes também buscam divulgação por meio de corridas), mas logo vi que era uma turma alegre, bem-humorada, que estava ali para se divertir e para confraternizar com outros corredores.
Traziam no peito os dizeres "Corre Corinthians", o que aguçou minha curiosidade. Pergunta aqui, pergunta ali, descobri que eram mesmo um grupo de corridas do Timão, que agora tem um departamento específico para cuidar dessa turma (como você pode ver no site do clube, AQUI).
É uma atividade relativamente nova, que começou de forma pouco convencional. Uma corredora costumava fazer seus treinos no clube, onde foi construindo amizades e convidando pessoas para participar. Alguns se interessaram, e Betânia Granja, que é formada em educação física, passou a orientar os treinos de amigos (na foto acima, ela está de camiseta preta, mais ou menos no centro da turma).
O sucesso veio aos poucos, diz Betânia, a treinadora do Corre Corinthians: "Em julho de 2008, nasceu o Corre Corinthians apenas com uma aluna. Terminei aquele mês com quatro alunas, dezembro de 2008 com 20 atletas e maio de 2009 com 110 atletas". Há cerca de dois meses, o Corre Corinthians virou departamento, que é dirigido por Cláudio Roberto Alvarenga.
Independentemente de gostar do Corinthians, achei muito bacana um clube tão popular abrir espaço para as corridas e os corredores amadores. Seria ótimo se as grandes equipes de futebol usassem mais o seu poder de atração para o incentivo da prática de esporte em geral, além do futebol (que também é muito bom, diga-se de passagem).
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h56
Correr e pular corda é fácil
Mas em pernas de pau???
Era o Dia dos Desafiadores do Impossível, evento realizado no último domingo em Dachau, cidade alemã que fica pertinho de Munique. Pois lá o nosso amigo da foto, Stefan Cojocnean, 37, da Romênia, resolveu estabelecer um novo recorde para corrida e pular corda usando pernas de pau. Nesse estilo, ele completou 100 m em 21s38. O tal Dia dos Desafiadores dos Impossível acontece anulamente e está na sua 15ª edição; durante o evento, os competidores tentam quebrar ou criar recordes em disciplinas pouco convencionais, como a mostrada acima (foto Reuters).
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h32
Zoológico é palco de maratona
Entre as gazelas
Corredores passam pelo cercado das gazelas, no zoológico da cidade holandesa de Amersfoort, durante uma maratona local. A prova é bem peculiar, pois cruza também por uma base militar e um quartel de bombeiros. Infelizmente, isso é tudo o que eu consegui de informação na agência EFE, que mandou a foto; o site oficial está em holandês. Se você conseguir entender o idioma e quiser mandar mais detalhes sobre o evento, que foi realizado na semana passada, fique à vontade.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h17
Diversão noturna no praião de Bertioga
Programão de fim de semana Acabo de curtir mais uma prova em que tudo funcionou direito, o que me deixa pensando que ou meu espírito crítico está virando condescendente de mais ou os organizadores de corrida em São Paulo estão prestando mais atenção nas provas e nos corredores. Espero sinceramente que a segunda hipótese seja a verdadeira. A julgar pela corrida noturna realizada no sábado em Bertioga, no litoral de São Paulo, é mesmo. O evento foi pura diversão para corredores de todos os níveis, dos iniciantes aos que gostam de sempre lutar para derrubar o próprio tempo. Com início marcado para as 18 horas, nem que o sol tivesse aparecido o dia todo estaria um clima ruim para correr. Mas, ao contrário, ao longo de todo o dia o sol teve de brigar com nuvens que disputavam o domínio do céu. Quando chegou o hora da corrida, havia ainda um certo mormaço, mas só por causa da brisa superleve, que mal chegava a mover o cocuruto das árvores. O circuito era a coisa mais simples do mundo: você vai 2,5 km em percurso reto e plano pelo asfalto e volta a mesma coisa pela praia --esta, um pouco mais problemática por causa dos riachos escavados pelas saídas de esgotos na areia. Com tal configuração, dava mesmo para fazer várias provas no mesmo evento: havia um corrida de 10 km, uma de 5 km e uma de duplas. Quando soou a corneta da largada, já era mais noite que lusco-fusco, mas a iluminação das ruas garantiu a segurança. E era mesmo necessária, pois vai ter asfalto ruim assim em outro canto. Muitos buracos, desníveis, costeletas e corcovas exigiam atenção máxima do atleta até chegar a praia... As areias estavam às escuras, mas pequenas tochas cravadas na areia iluminavam os pontos mais importantes (a curva para entrar na praia e a entrada do funil). Então, prezado leitor, amiga leitora, a responsabilidade do participante era correr. Eu tratei de fazer isso, e terminei quatro minutos abaixo da hora, o que está mais do que bom para meus padrões de velocidade. O desempenho me alegrou, mas o que mais me deixou feliz, mesmo, foi ter participado de um evento que foi todo marcado pela alegria e a diversão, sem problemas de organização que eu tivesse notado. Alguns participantes chiaram por causa das camisetas cor-de-rosa, mais aí vai do gosto de cada um --e creio que as reclamações eram mais por brincadeira do que efetivamente fruto de alguma desagrado real. A mim, o que incomoda mesmo é o fato de os organizadores terem usado palavras em inglês para nomear a prova (Bertioga by Night). Que droga de mania colonizada é essa de usar o inglês para tudo! Registro ainda que meu GPS marcou cerca de 9.500 m, e não os 10 km prometidos, mas é fato que o aparelho não promete precisão total. Também é verdade que, nas provas em que participei recentemente, a diferença nunca foi tão grande, ficando em geral em torno de 200 m e até menos. Mas deixa isso para lá, que a diversão falou mais alto. E ao final da corrida a gente ganhou água, isotônico, bolinho de chocolate e ainda um caldinho de feijão da melhor qualidade. Dê só uma olhada na foto que a Eleonora fez.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h57
Fala, leitor - Ironman de Florianópolis
Vida nova Executivo de uma empresa de segurança em Fortaleza, o leitor José Gilberto Dias Filho cumpre uma rotina diversificada (e, de fato, nada rotineira). Além de suas responsabilidades na companhia, estuda direito, trata de atender aos interesses da família e arranja um jeito para treinar. E treina muito, para ser capaz de enfrentar não só uma maratona mas também as outras exorbitantes exigências de uma prova de Ironman, que completou neste ano em Florianópolis. Neste relato, Gilberto, 41, conta fala sobre sua conquista e como chegou até lá...
"Há cinco anos, eu pesava 113 kg, que já carregava por uns dez anos.
Resolvi mudar.
Comecei a andar e nadar. Dava umas corridinhas de 800 metros e caminhava novamente. Em outubro de 2004, corri 5 km --foi um sufoco concluir a prova. Daí para a Meia Maratona de Fortaleza, em abril de 2005, foi um pulo. Estava com 32 kg a menos e consegui terminar.
Minha trajetória não foi muito diferente da de outros atletas amadores: muita determinação, disciplina e prazer acima de tudo. Sempre tive esse pensamento, tem que ter prazer, até para poder competir outras vezes. O esporte não pode trazer estresse, e sim tirar o estresse.
Em 2006, resolvi me preparar para o Ironman de 2007, mas o projeto acabou adiado. Mas, naquele mesmo ano, participei em Brasília do triatlo 70.3, prova dura, pois a temperatura é muito alta, mas valeu a pena e serviu para preparação para Floripa.
Pois o Ironman estava nos meus sonhos. Os treinos incluíam travessias de 3 a 4 km, pedal de 180 km e corridas de 21 e 30 km. Tudo isso com objetivo de terminar bem a prova.
Enfim chegou o grande dia!
Coloquei na cabeça, que faria, naquele dia, uma prova de cada vez, tudo ao seu momento e não poderia nadar diferente do que já vinha treinando. Terminei a natação em 1h53 minutos, tempo acima do que tinha planejado. Tinha previsto 1h40, mas era muito água. Afinal, são 3.800 m de natação...
Na transição, senti que me tratavam como um rei: água, isotônico...
O pedal foi só emoção, 180 km pedalando com gringos da Argentina, México, EUA, Paraguai, além dos brasileiros. Foram 7h17 h, tudo dentro do previsto.
Estava ansioso para poder começar a correr e poder encontrar e falar com os amigos que estavam assistindo à prova.
A corrida foi o melhor da festa! Correr 42 km, vendo gente o todo tempo, os amigos dando força, valeu muito a pena. Estava sentindo dores no joelho e no pé e, em muitos momentos procurava correr nos gramados das casas para diminuir o impacto. Levei seis horas para completar a maratona, uma hora a mais do que o planejado. O tempo foi totalmente diferente do que eu planejei, no mínimo uma hora a mais.
Mas eu tinha completado o desafio. Chorava, conversava, ria, brincava: valeu a pena.
A chegada, depois de 15h38, foi a consagração de uma mudança de estilo de vida."
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h53
