Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Kuala Lampur

Kuala Lampur

Superação total

Bazuki Muhammad/Reuters

 

O chinês Ding Junjun (à esq.) cruza a linha de chegada, com seu guia, para vencer a final dos 200 m na nona edição dos Jogos para deficientes da Fespic (o segundo maior evento esportivo internacional para deficientes, atrás apenas dos Jogos Paraolímpicos), realizada em Kuala Lampur, Malásia

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h48

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Fala, leitor

Fala, leitor

Delícia de batatinha

Pessoal, hoje trago para vocês o relato de um debutante. Em Curitiba, no dia 26 de novembro, Alexandre Issao Minamihara, 24, fez sua estréia na maratona. Ele nasceu em São Paulo, mas hoje mora no Rio. Engenheiro de produção, corre desde 2001. Leia a seguir o texto do Issao, como é chamado.

Estou muito, mas muito feliz por ter feito a minha primeira maratona!

Agora, não sou mais um mero corredor: sou um MARATONISTA! Claro, foi muito mais difícil do que eu poderia imaginar. Mas é melhor assim, sinto-me recompensado por ter superado os 42.195 m da maratona.

Como dizem por aí que a maratona só começa no km 30, meu relato começa no km 30,5. Nesse momento, o China (acho que alguns de vocês o conheçam, da organização de provas da Corpore, como Jorge) emparelha do meu lado, diz algumas palavras de incentivo e logo dispara.

No km 31, havia um posto de água. Eu comi o pedaço de batata cozida que levava comigo (nunca comi nada tão gostoso na minha vida....) e emparelho novamente com o China.

Seguimos na mesma balada até o km 33, quando o corpo finalmente se sobrepõe à mente e eu tento caminhar um pouco. O problema é que, naquela altura do campeonato, caminhar era uma alternativa pior do que continuar correndo: as pernas travaram e foi difícil retomar a corrida.

Logo depois eu alcanço o China novamente, que não devia estar em um de seus melhores dias (eu estava no meu melhor dia!).

No km 35, o China diz que esse é o número mágico, só faltam 7km para a chegada: a subida do viaduto, uma outra subida e depois plano até o final!

Eu caminho novamente, o China dispara, eu volto a correr e alcanço o China novamente no km 37. No mesmo local, eu ultrapasso a Paty, amiga das corridas em São Paulo, e converso um pouco com ela. Era o final de uma subida.

No início da descida que se sucedeu, comecei a sentir câimbras nas duas coxas. Fui obrigado a parar e me atirar no chão, aguardando a câimbra passar. Um pouco depois, a Paty passa me oferecendo um copo d’água, que foi imediatamente aceito.

Não sei exatamente quanto tempo fiquei ali jogado no chão, mas foram quase cinco minutos de agonia, até que resolvi levantar e continuar correndo.

Passo pelo viaduto, caminho um pouco na subida e no posto de água do km 40 encontro o China novamente! Fizemos juntos os próximos 1,5 km dentro do Passeio Público.

Na reta final, o China dispara e eu fico ali, curtindo cada segundo que me separava da linha de chegada.

É bom demais terminar uma maratona!

Acho que não vou esquecer destas 3h49min28 tão cedo. Mesmo porque a cada passo que eu dou as minhas pernas me lembram que eu corri uma maratona....

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h49

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Fukuoka

Fukuoka

Domingo tem Haile

Neste domingo, o melhor maratonista do ano volta a correr. O etíope Haile Gebrselassie, que venceu em Berlim com 2h05min56, vai disputar a tradicional prova de Fukuoka, no Japão, e os organizadores torcem para que pinte um novo recorde.

Gebrselassie é especialista nisso: já estabeleceu 21 recordes mundiais nas mais diversas distâncias, mas os 42.195 metros ainda estão virgens para ele. Pior: o dono da melhor marca é seu rival das ruas e das pistas, o queniano Paul Tergat, que já amargou terríveis derrotas olímpicas nos 10.000 m.

Neste domingo, ele enfrenta o marroquino Jaouad Gharib, bicampeão da maratona nos Mundiais de Paris-03 e Helsinque-05, que tem como melhor marca 2h07min02. Nenhum deles pode descartar, porém, a concorrência do queniano Paul Biwott, que tem recorde pessoal inferior, mas é um bravo lutador nas ruas.

A esquadra nipônica é comandada pelo recordista de Fukuoka, Atsushi Fujita, que estabeleceu a marca de 2h06min51 no ano 2000. "Não importa quem seja o oponente, eu posso vencer se correr a minha corrida", diz ele, que venceu os Mundiais de 1999 e 2001.

A maratona de Fukuoka é uma das mais tradicionais do mundo, fazendo agora sua edição de número 60. Em 1995, a vitória ficou com o brasileiro Luiz Antonio dos Santos. Para saber mais sobre a história desta prova, leia longo e pormenorizado relato no site da Iaaf (a Fifa do atletismo), em inglês, AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h39

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Fala, leitor

Fala, leitor

Lembrete

Esta mensagem é apenas para lembrar que amanhã é o Dia do Leitor. Vou trazer para vocês o relato das emoções de um jovem que fez em Curitiba sua estréia no mundo das maratonas.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h23

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Humor

Humor

Jean

Jean Carlos Galvão, 34, é cartunista há 14 anos. Começou fazendo cartuns para sindicatos de trabalhadores e charges diárias para um jornal de São José dos Campos, onde mora.

Colaborou com "Veja", "BUNDAS", "Jornal do Brasil" e "O Pasquim21", criou vinhetas animadas (plim-plins) para a TV Globo e hoje publica charges na Folha e ilustrações e tiras semanais na revista "Recreio".

Conquistou vários prêmios, dentre os quais três Vladimir Herzog de Direitos Humanos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h18

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Desafiante

Desafiante

Cuidado com ela

Divulgação

A mexicana Madaí Perez Carrillo, ao que tudo indica, virá ao Rio para disputar os 5.000 e os 10.000 m no Pan-Americano. E aí ela já vai dar trabalho para as especialistas nacionais na distância, como a recém-vencedora da Samsung 10 k, em São Paulo, Ednalva Lauriano da Silva, e a segunda colocada na mesma prova, Fabiana Cristine da Silva, esta dedicada aos 5.000 m.

A mexicana já fez 15min57.86 nos 5000 m e 32min22.09 nos 10.000 m. Claro que não dá para comparar tempos em pista e em rua, mas só para que se tenha uma idéia da qualidade da oposição, Ednalva venceu em São Paulo no domingo passado com 34mil41. De qualquer forma, tem concorrência.

Se Madaí Carrillo viesse para a maratona, porém, as coisas poderiam se complicar mais. Ela obteve em Chicago, em outubro passado, sua melhor marca. Tornou-se, com 2h22min59, a primeira mulher de língua espanhola a baixar de 2h23. Terminou em quarto lugar com uma explosão de alegria, festejando com seu treinador, Gérman Silva, e com seu marido, o corredor mexicano de elite Odilón Cuahutle, que fizera na prova 2h18min43.

Para comparar, o recorde brasileiro feminino é de 2h27min41, obtido por Carmem de Oliveira Furtado em Boston em 1994. Neste ano, os melhores tempos são 2h35min28, de Márcia Narloch em Berlim, e 2h35min45, de Sirlene Sousa de Pinho em Amsterdam.

Para saber mais sobre Madaí Carrillo, leia AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h19

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Pesquisa

Pesquisa

Maratonistas e câncer

Se você leu a nota que saiu hoje no caderno "Equilíbrio", da Folha, veio correndo para este blog e não viu nada, não se desespere nem xingue os jornalistas.

A reportagem está aqui, sim, e também está a entrevista exclusiva com a dermatologista-corredora da Áustria que participou da tal pesquisa. Basta rolar a página mais para baixo que você encontrará os dois textos.

A entrevista vai aparecer primeiro, mas ela foi feita depois... Logo em seguida virá o texto sobre a pesquisa. Boa leitura e use protetor solar -pelo menos, é a recomendação médica.

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h58

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Palestra

Palestra

 Corra com saúde

"A Arte de Correr com Saúde" é o tema do simpósio que Turíbio Leite de Barros, diretor do Centro de Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo Futebol Clube, comanda no próximo sábado no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna), no parque Ibirapuera.

As dores pós-treinos, suas causas e tratamentos ou medidas para evitá-las serão o foco da palestra.

As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas.

Mais informações você encontra no site da Corpore.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h04

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Shangai

Shangai

42 km de emoções

O treinador brasileiro Marco Antonio de Oliveira, que já dirigiu a seleção brasileira de ultramaratonstas e outros escretes nacionais, acompanhou no domingo passado a maratona de Shangai. Mandou um texto especial para este blog, que vocês podem ler a seguir.

Cerca de 16 mil pessoas ocuparam, na manhã de domingo passado, a mais famosa rua comercial de Shangai, a metrópole chinesa que combina passado remoto e arquitetura futurista. Às 7h30, pontualmente, foi dada a largada para a prova na Nanjing Road East (foto acima), num dia especial para correr: a temperatura de 14 graus Celsius e a umidade de 78% eram de fazer inveja à maratona de Berlim. A organização se preocupava em atender bem à multidão local e estrangeira. Exemplo disto foi a locução multilíngüe nas arenas de largada e de chegada, com as informações transmitidas em mandarim, shangainês, japonês e inglês.

O vizinho Japão não perdeu a festa e se apresentou com Mizuki Noguchi para correr a meia-maratona e Hiromi Taniguchi para prestigiar o evento. A moça foi ouro em Atenas-04 na maratona. Tanigushi conquistou o ouro em Tóquio no mundial de 91. Noguchi mostrou a que veio e bateu o recorde do percurso, com 1h09min04. Após a corrida, ficou sempre acompanhada de sua torcida uniformizada.

Dizem que assistir a uma maratona é monótono, mas quem viu essa edição da maratona de Shangai, que acontece desde 1997, não vai acreditar muito nisso. Vejam algumas cenas e vocês vão concordar.

Após cruzar a linha de chegada da meia-maratona, uma corredora chinesa imediatamente foi pedida em casamento pelo noivo nervoso e ansioso, que a aguardava com flores.

Um maratonista estrangeiro também teve seu momento especial ao terminar a prova, no estádio Minhang: estourou uma garrafa de champagne, encheu varias taças e brindou com o público.

A disputadíssima ‘briga’ pelo primeira colocação entre Paul Korir e Jonathan Kosgei acabou com os dois quenianos cruzando a linha no mesmo segundo: 2h15min25) para os dois quenianos. Além de perder no olhômetro, Kosgei caiu sentado (foto). A má sorte já havia dado seu sorriso torto a Kosgei na altura da metade da prova, quando ele quase foi atropelado por um veículo de apoio, perdendo preciosos segundos.

Na largada da Run Fun de 4, 5 km, que também fazia parte do evento, um casal chinês largou pronto para o casório. Ele na estica e ela toda de branco, véu e grinalda. Eles se conheceram na meia-maratona do ano passado e resolveram se casar nesta edição da prova. Foi uma boa escolha, pois a chegada da prova curta foi em um templo.

A TV estatal chinesa CCTV não perdeu nenhuma dessas cenas. Por sinal, a transmissão foi bem diferente da que estamos acostumados a assistir . Os corredores de elite tiveram pouquissimo destaque. A estrela para a CCTV foi a massa humana correndo.

A massa, por sinal, não abandona seus hábitos tão facilmente. Aquele bordão conhecida nosso no Brasil, "largue o cigarro correndo", aqui em Shangai, na própria maratona, foi virado do avesso: corra até onde puder e depois relaxe fumando. Muitos dos que paravam ao longo do percurso aproveitavam para acender um cigarrinho.

 

Saiba mais sobre o autor: Marco Antonio de Oliveira, 48, atua como técnico de triatlo e atletismo desde 1981. Foi treinador de seleções brasileiras em eventos internacionais de atletismo em 11 oportunidades, é tecnico de atletismo da ONG Sylvio de Magalhaes Padilha/Reebok e sócio-fundador da Infinitum, onde é responsável pelo planejamento e implementação do processo de acompanhamento personalizado para executivos,
profissionais liberais e empresas.
 
 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h26

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Shangai

Shangai

Cenas de uma maratona

O treinador brasileiro Marco Antonio de Oliveira, que já dirigiu a seleção brasileira de ultramaratonstas e outros escretes nacionais, acompanhou no domingo passado a maratona de Shangai. Mandou um texto especial para este blog e várias fotos exclusivas. Aqui, algumas das imagens do evento.

Com a bandeira do Brasil na camisa, chega Hui Chen, que tem dupla nacionalidade (Brasil e Taiwan). Ultramaratonistas, corre provas de 24 horas e de 100 km. Fez a maratona como treino.

Mizuki Noguchi, ouro na maratona em Atenas-04, junto com a sua torcida uniformizada depois de quebrar o recorde do percurso na meia-maratona. Ela está com o número 1. Ao fundo, mais para o lado direito, o campeão da maratona no Mundial de Tóquio-91, Hiromi Taniguchi (com a fita do crachá aparecendo) conversa com um sujeito de óculos

Uma dúzia dessas motos especiais, com carrinho de carona na lateral, foi usada no suporte à organização. Eram dirigidas por profissionais sócios de um grupo de motoqueiros (Obs.: as motos parecem ser Chang Jiang, réplicas de modelos usados na Segunda Guerra, mas se alguém aí tiver mais informãções, mande, por favor. Abaixo, uma vista mais próxima)

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h17

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Entrevista exclusiva

Entrevista exclusiva

Usem protetor solar

Esse assunto de câncer de pele atingindo maratonistas é muito assustador e, para tentar saber mais sobre o tema, fui logo à fonte original. Trago agora para vocês uma entrevista exclusiva, feita por e-mail, com a doutora Christina M. Ambros-Rudolph, que participou da pesquisa que concluiu que maratonistas têm mais risco de contrair câncer de pele. Christina tem 35 anos e, como seus colegas, mora em Graz, na Áustria, onde trabalha no Departamento de Dermatologia da Universidade Médica de Graz. Ela corre há vários anos, por diversão, e nunca participou de uma prova _maratona, nem pensar. Prefere explorar os parques e as verdes colinas da cidade ("há lugares ótimos para correr", diz ela).

Bem, vamos à entrevista.

Folha - Li que você e seus colegas são corredores. Quanto vocês correm? E usam protetor solar nos treinos?

Christina M. Ambros-Rudolph - Duas pessoas já correram várias maratonas. Uma delas, agora com 65 anos, passou a fazer ski cros country e até participou da Wasa, uma espécie de maratona para ski cross country. O outro, de mais de 50 anos, mudou para o triatlo. Quando corria maratonas, chegou a fazer uma em 3h50 e treinava de quatro a cinco vezes por semana, uns 50 a 70 km por semana. Os outros correm mesmo apenas por hobby, como eu. Os dois corredores usavam, sim, protetor solar nas corridas, mas nos treinos o uso era irregular -mas eles não treinavam sob sol forte e nunca das 11h às 15h. Além disso, costumavam usar boné e roupas que pelo menos lhes cobrissem os ombros.

Folha - Apesar do clima brasileiro, creio que os corredores aqui não usam protetor solar regularmente. E os corredores que vocês analisaram usam? Em caso negativo, vocês investigaram as razões?

Ambros-Rudolph - Veja os nossos colegas: mesmo eles usavam proteção de forma irregular. Eu uso sempre, especialmente no pescoço, nos ombros e nos braços, quando não posso evitar correr sob o sol. Nós não perguntamos aos maratonistas por que eles não usavam protetor solar. Mas acho que, apesar de ouvirmos bastante sobre câncer de pele e proteção contra o sol, nós esquecemos disso na hora de praticar esportes.

Folha - O uso de protetor solar parece aumentar a sensação de calor. Isso tem alguma base científica? O protetor solar dificulta a evaporação do suor?

Ambros-Rudolph - Nunca ouvi falar disso, mas certamente depende da fórmula do produto. Eu recomendo, especialmente para homens com bastante pelos nos braços e no corpo, que usem gel ou spray. O spray, especialmente, é muito fácil de aplicar e costuma ser mais bem aceito pelos homens, que em geral odeiam usar cremes e loções (pelo menos, os meus paciente homens e meu marido...). E certifiquem-se de que o produto é resistente à água..

Folha - A mistura de protetor solar e suor caindo nos seus olhos durante a corrida não é exatamente uma sensação agradável...

Ambros-Rudolph - Use uma faixa na cabeça, ou um boné ou um chapéu -o que é ainda melhor, pois dá proteção para a cabeça ao mesmo tempo, muito importante para quem sofre de calvície.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h52

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Pesquisa

Pesquisa

O perigo do câncer de pele

Não fosse este um blog totalmente família, eu começaria esta mensagem com um sonoro palavrão. Não bastassem as fascites malditas, canelites infelizes, distensões, contraturas, torsões e fraturas as mais diversas, agora temos de lidar com o câncer. De pele, ok, mas mortífero como qualquer outro.

O "Archives of Dermathology" traz, na edição deste mês, um estudo afirmando que os maratonistas temos mais risco de sofrer de câncer de pele, notadamente o melanoma, o mais letal deles.

"Somos os primeiros a constatar isso", afirmou Christina Ambos-Rudolph, integrante do grupo de pesquisadores da Universidade Médica de Graz, na Áustria, responsável pelo estudo. A equipe decidiu realizar a pesquisa depois de ter tratado, ao longo da década passada, de oito ultramaratonistas que sofriam de melanoma maligno.

Os pesquisadores estudaram 210 maratonistas e um grupo de controle de 210 não-maratonistas com a mesma composição de sexos e faixas etárias. Todos brancos, o que, por si só, já é um fator de risco para o câncer de pele.

Os resultados mostraram que há uma diferença de risco entre os dois grupos, especialmente na ocorrência de "manchas de velhice" provocadas pela exposição ao sol. Ninguém tinha melanoma, mas 24 dos maratonistas e 14 dos não-maratonistas foram encaminhados para cirurgia para tratamento de lesões que pareciam ser manchas pré-cancerosas. Não foi estabelecido, porém, quão maior é o risco dos maratonistas.

O perigo não aumenta apenas por causa da exposição ao sol, que é o fator principal, mas também porque o exercício de longa duração provoca o enfraquecimento do sistema imunológico do indivíduo _é por isso, por exemplo, que estamos mais sujeitos a pegar gripe ou outros males oportunistas no período pós-maratona ou depois de longões.

Outra coisa: fazer exercício ao sol pode ser mais perigoso para a pele do que simplesmente deitar na praia. Isso porque, segundo indicam os pesquisadores, o suor aumenta significativamente a sensibilidade da pele aos raios ultravioletas, tornando mais provável a ocorrência de queimaduras.

Cerca de um terço dos maratonistas analisados corria até 25 milhas por semana _que raio de maratonistas são esses? Metade era mais normal, correndo entre 25 e 45 milhas (40 a 72 quilômetros), e 15% fazia mais do que isso. Os de treino mais intenso apresentaram maiores índices de lesões na pele. Apenas metade deles usava protetor solar regularmente.

Nos Estados Unidos, devem ser registrados neste ano cerca de 62 mil novos casos de melanoma e mais de 1 milhão de casos de câncer de pele não-melanoma, segundo a Sociedade Americana do Câncer.

E hoje a Folha publicou reportagem sobre a incidência de diversos tipos de câncer no Brasil. Leia AQUI, exclusivo para assinantes da Folha e/ou do UOL.

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h14

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Humor

Humor

Iotti

 

Em primeiro lugar, ele é gaúcho. Maratonista, tem um traço de primeira. O nome todo do Iotti, que muitos devem conhecer das páginas da "Contra-Relógio", é Carlos Henrique Iotti. Ele nasceu em 1964 em Caxias do Sul, na serra gaúcha. É jornalista, cartunista, corredor e pescador.  Publica diariamente nos jornais "Zero Hora", "Pioneiro", "Diário Catarinense", "O Estado do Paraná", entre outros. Seu personagem Radicci é best-seller no Sul do Brasil. 

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h43

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Curitiba

Curitiba

Luto

Durante a maratona de Curitiba, Raimundo Rodrigues Sobrinho, 57, passou mal na altura do km 40. Foi atendido por socorristas e levado ao Hospital Evangélico, mas não resistiu. O corpo foi liberado ontem à noite e levado para Apucarana (interior do Paraná), onde seria realizado o enterro, segundo informações da Prefeitura de Curitiba.

Antes do início da prova, foi feito um minuto de silêncio em memória de Clécio José dos Santos, 28, vencedor da maratona de Recife deste ano. Clécio, que morreu no início do mês, foi o primeiro corredor a se inscrever para a maratona de Curitiba deste ano.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h13

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Curitiba

Curitiba

Divulgação

Apoio contagiante

 A maratona de Curitiba reuniu hoje 1.628 atletas, consolidando-se como uma das mais importante provas do gênero no país, ao lado das corridas de São paulo e do Rio. No total, 3.014 pessoas participaram do evento, que incluiu prova de 10 km, caminhada e maratona de cadeirantes. Para falar sobre a maratona, trago para vocês a palavra de Gilmário Mendes Madureira, treinador do Multsport Clube de Corredores, da Bahia. Vamos ao texto dele, especial para este blog.

Dia nublado, tempo abafado, com variação de temperatura entre 20º e 22º, e muita festa na largada. O apoio da população de Curitiba à maratona é contagiante e vem de uma cultura administrada pelos órgãos responsáveis, trazendo para o grande público o conceito de que esporte é cidadania e saúde. Nisso Curitiba tem experiência de sobra para servir de exemplo.

No percurso talvez esteja a única falha da prova, pois a cada mudança ele se torna mais travado, com muitas ladeiras depois do km 35, o que é um suplício para os atletas.

O abastecimento é ótimo e o apoio, tanto de staffs quanto pessoas comuns na rua, é indescritível. Muitos moradores colocam suas cadeiras na porta de casa para ver a passagem dos atletas e aplaudir de perto até os mais lentos com bastante entusiasmo.

Na prova masculina, o atleta Lindenberg, de Brasília, liderou isolado desde o começo, só sendo alcançado por Adriano Bastos no km 30. Ao encostar no atleta brasiliense, nem lhe deu tempo de reagir, pois a disposição para a vitória era visível em Bastos (foto abaixo), que conquistou seu primeiro título na distância no Brasil, ele que já é figura carimbada no posto mais alto do pódio na maratona da Disney, nos EUA.

Usando uma tática totalmente inversa, o garoto Urias Yostaque saiu do oitavo lugar, ainda no km 21, para começar a buscar os mais afoitos, que imprimiam um ritmo de 3min15/km. Não deu outra: chegando com sobras, Urias ultrapassou três competidores nos últimos três quilômetros. O terceiro posto ficou com Eliesio Miranda da Silva.

No feminino, a disputa pelo primeiro lugar só durou até o km 20, pois Rosa Jussara abriu muito em relação às outras depois desse ponto. Denise Paiva e Marluce Queiroz duelaram pelo vice com uma distância de 200 m uma da outra. Denise conseguiu abrir no final e atribuiu sua força às muitas ladeiras que treinou em Itamonte.

Entre os amadores, era nítido o esforço final para superar a parte mais difícil do percurso. Uma chuva fina veio brindar os amadores nos dez a 15 quilômetros finais para quem fazia acima de 3h30 de maratona.

Um sistema de transporte perfeito, um atendimento de primeira e uma cidade satisfeita em receber os atletas. Que mais pode se esperar de um município com a fama de ser sinônimo de qualidade de vida?

Divulgação

Saiba mais sobre o autor do texto: Gilmário Mendes Madureira, 39, é baiano de Salvador e treina atletas de elite e amadores há 18 anos. É diretor-técnico do Multsport Clube de Corredores, um grupo de corrida que existe há 15 anos, englobando 65 atletas -50 amadores e 15 de elite regional e nacional, como Marily dos Santos (líder do Circuito Nacional de Corridas de Rua), Marluce Queiroz (terceira colocada na Maratona de Curitiba 2006 e na Maratona do Rio 2005) e Manoel Teixeira (vencedor da Meia-maratona de Palmas 2006). Formado em educação física e pós-graduado em treinamento desportivo pela Ufba, dirige um projeto social com atletas carentes na cidade de Pojuca, interior da Bahia.

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h35

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Beirute

Beirute

Na linha de fogo

A maratona de Beirute, que deveria ser realizada hoje no Líbano, foi adiada por causa do assassinato do ministro Pierre Gemayel, da Indústria e Comércio, morto na última quarta-feira.

"Estamos adiando, e não cancelando a corrida", disse um porta-voz da BLOM Bank Beirut Marathon. "Não seria correto fazer um evento como o nosso nas atuais circunstâncias, mas vamos realizar a prova em outra data."

Em setembro passado, os organizadores da prova haviam dito que, apesar da destruição sofrida pela cidade durante o conflito de julho com Israel, a corrida estava mantida.

A decisão foi motivo de admiração, e os organizadores receberam o apoio do governo, que anunciou que faria reparos em ruas do percurso da prova.

Com o recente assassinato, porém, não foi possível manter os planos.


Escrito por Rodolfo Lucena às 08h53

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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