Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Honolulu

Honolulu

 

Com fogos de artifício, a largada acontece no escuro da madrugada

Vitória na pele

O chef franco-italiano Alain Poletto, 49, está no Brasil há quatro anos, depois de rodar o mundo como consultor gastrônomico _é autor de um livro sobre cozimento a vácuo e foi professor na escola francesa de hotelaria de Thonon-Les-Bains. Em São Paulo, ele incorporou a corrida à sua rotina. Participou de provas de rua, fez duas meias-maratonas e, no último dia 10, tornou-se maratonista. Escolheu para a estréia o cenário paradisíaco de Honolulu, no Havaí, que abriga a sexta maior maratona do mundo, com mais de 28.500 corredores registrados. Acompanhe suas emoções.

 Estou superfeliz com minha corrida, porque é verdade: já é uma vitória simplesmente passar a linha de chegada (vi muitas pessoas parando ou sofrendo muito).

Por causa do calor, a largada é muito cedo. A prova começou às 5h, então corremos cerca de uma hora e meia com noite ainda. Quando o sol surgiu, foi lindo. Mar, flores, vista maravilhosa, uma paisagem que mistura Miami e Taiti.

Essa maratona é muito difícil! Vim com dois amigos, que têm grande experiência, já estão na quinta maratona, e eles quebraram... Precisaram parar e andar porque as condições são muito difíceis: vento, calor, subidas....

Eu fiz um tempo muito bom. Poderia fazer até melhor porque até o km 32 estava muito bem, mas depois o cansaço chegou. Eu baixei meu ritmo para poder chegar inteiro (tempo líquido=3h51min20). Minha estratégia foi perfeita: aprendi a esperar, a me segurar nos primeiros 20 quilômetros. Foi uma boa decisão, porque vi muitas pessoas parando a alguns metros da linha de chegada.

Chorei já na largada, quando vi os competidores com necessidades especiais chegarem com suas cadeiras de rodas. Eles dão uma lição de vida. Nunca vou esquecer.

Também chorei durante a prova porque de repente me dei conta de que estava fazendo uma maratona, a minha maratona, algo que eu pensava que jamais conseguiria fazer.

Cheguei cansado, mas sem nenhuma lesão porque foi muito bem preparado por minha equipe e por meu professor de musculação, que me ajudou muito.

Na chegada, a ficha não caiu. Eu não estava me dando conta do que tinha feito. Demorou algumas horas e chorei de novo.

Minha felicidade é grande porque foi uma coisa que eu sempre admirei muito e nunca pensei conseguir. É uma vitória, estou aprendendo muito com essa experiência.

Agora vou fazer uma tatuagem aqui no Havaí porque quero gravar minha vitória de uma outra forma.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h44

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Espírito natalino

Espírito natalino

Lojas para corredores

É bem recente, no Brasil, o aparecimento de lojas específicas para corredores. Em geral, temos de torcer para que tradicionais vendedoras de tênis, como a WorldTennis, tragam calçados para nossos pés que supinam, pronam ou marcham numa boa.

Mas São Paulo já tem pelo menos duas redes voltadas para nossas necessidades. São a FastRunner e a Velocitá Sports. Ambas têm grande variedade de produtos, muito além dos tênis específicos. Em ambas sempre fui bem atendido, mas raramente comprei alguma coisa, porque essas lojas, localizadas em regiões nobres da cidade, são meio careiras. Mesmo quando fazem promoções, seus preços não ficam muito distantes dos encontrados em lojas tradicionais. Às vezes alguém pode dar sorte, especialmente quando se trata de calçado de coleção anterior.

Isso também vale, infelizmente, para as megalojas, como a Decathlon e a Centauro. A vantagem desta última é estar presente em vários shoppings, mas o atendimento é mediano, quase cada-um-por-si. Já a Decathlon, lááá na zona sul, merece ser visitada pelo menos uma vez, porque é um play-ground para esportistas em geral. Corredores, em particular, podem se sentir um pouco escanteados, com os produtos colocados em alamedas mais distantes do centro da loja. Os preços, apesar da enormidade da cadeia (que é tida como a maior especializada em esportes no mundo), são regulares para altos. As promoções são atraentes, ainda que de coisas que você nem sempre esteja precisando. Os tênis, porém, estão rotineiramente a preços de mercado. O atendimento é praticamente inexistente, e as filas no caixa, especialmente nas manhãs de sábado, são muito desagradáveis.

Se você quer só um tênis e pronto, uma boa dica é a loja do Teru. Ele tem um endereço tradicional no Tatuapé e abriu há cerca de um ano uma loja na avenida Brigadeiro Luiz Antonio, 3.750 (tel. 3885-2746), perto do Ibirapuera. O atendimento é muito bom e os preços são bem razoáveis.

Há ainda as pontas-de-estoque. Nunca fui na da Nike (Rodovia Presidente Dutra, km 230 loja 15, Guarulhos - SP, tel. 6425.0245), então não vou comentar. A da Reebok é, para dizer o mínimo, fraca. A da Adidas é melhor, com a vantagem de ficar em local de acesso mais fácil (esquina da Teodoro Sampaio com João Moura, em Pinheiros).

Pela internet, uma boa opção é a IronMan, de Curitiba. Há outras, com a NetShoes, mas nunca testei.

Agora, quem gosta dos tênis Saucony e dos ótimos Brooks vai cortar um dobrado. Não lembro de ter visto essas marcas em nenhuma das lojas que citei. Mesmo os New Balance são relativamente raros.

Quem pode comprar ou encomendar a compra no exterior deve fazê-lo, pois os preços são muito mais baixos. Se você for viajar, pesquise antes na internet para encontrar pontas-de-estoque ou grandes lojas para corredores. Mesmo em lojas convencionais, os preços são bem inferiores. Nos Estados Unidos, comprei por US$ 90 um tênis top de linha que aqui custa R$ 500. E, num outlet, paguei US$ 49 num menos anunciado, mas tão bom quanto qualquer outro.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h04

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Fiscalização

Tudo numa boa

Como havia antecipado para vocês, o Conselho Regional de Educação Física deu uma incerta no Ibirapuera nesta semana para ver se os treinadores de corrida estavam devidamente registrados, entre outras questões.

As visitas foram na terça, pela manhã e à noite, e ontem pela manhã. Há informações não-oficiais de que eles vão fazer nova fiscalização amanhã, durante a corrida de Natal da Corpore.

Apesar de ainda não ter saído o balanço oficial, o presidente da Comissão de Fiscalização do Cref, Márcio Tadashi Ishizaki, diz que não foram verificadas irregularidades gritantes. O caso mais grave foi o de um estagiário que estava ministrando treino.

Ishizaki acredita que os eventuais treinadores irregulares tenham sabido da fiscalização e caído fora. Por isso, pretende realizar mais incertas no parque.

Antes de contratar os serviços de uma assessoria esportiva ou de um treinador pessoal, verifique se o profissional ou responsável é devidamente habilitado. Visite o site do Cref ou a Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h35

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Berlim

Berlim

Inscrições abertas

Abrem nesta sexta-feira as inscrições para a Maratona de Berlim, que será realizada em setembro e é o maior evento maratonístico da Alemanha - quiçá, do mundo.

Com percurso plano e temperatura geralmente amena, a prova já foi palco de várias quebras de recorde mundial. O atual, de Paul Tergat, foi estabelecido lá, assim como a marca do brasileiro Ronaldo da Costa.

Neste ano, a prova teve 47.755 participantes registrados, e as inscrições acabaram muito antes do prazo oficial.

Visite o site da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h22

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Litoral paulista

Litoral paulista

Pé na areia

A TH5 já confirmou e anunciou a sua programação de provas para o ano que vem.

O Circuito das Praias, de corridas de 10 km, continua com seis etapas _a primeira será em 11 de fevereiro, em Peruíbe. Em pelo menos duas etapas, os percursos serão de 12 km.

As provas de 30 km formam reformatadas: agora as duas InterPraias terão 25 km. E haverá duas maratonas de revezamento.

Como muitos sabem, essa empresa organizadora de provas não tem exatamente a aprovação unânime dos corredores. Já foram registrados atrasos no início das provas e fornecimento irregular de água, para falar de apenas dois tipos de reclamação. Eu corri a primeira InterPraias, com 30 km na época, e foi um desastre no que se refere aos aspectos citados.

Mas é legal correr na praia, e acho que isso faz com que muitos releguem os problemas. De qualquer forma, espero que os organizadores melhorem seu desempenho em 2007.

Veja o calendário completo no site da TH5.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h44

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Mulher

Mulher

Corrida durante a gravidez

A minha coluna da semana passada informou que a recordista mundial da maratona, Paula Radcliffe, fez, no início de outubro, com seis meses de gravidez, sua última corrida pública antes do parto, marcado para janeiro próximo em uma clínica de Monte Carlo. Houve quem estranhasse o fato de uma grávida praticar exercícios intensos, mas os mais velhos vão lembrar da Isabel, uma das musas do vôlei, carregando em quadra um superbarrigão. Bem, para dirimir dúvidas, falei com Cristina de Carvalho, campeã mundial de Ironman (1996, categoria 25 a 29 anos) e diretora da assessorias esportivas Projeto Mulher  e Núcleo Aventura, que mandou um texto sobre o assunto. Cristina, 37, foi triatleta profissional durante dez anos. Tem um filho de um ano e treinou até um dia antes do parto. Neste ano, amamentou o bebê até os nove meses e, depois, voltou aos treinos e competições. Desde então, já ganhou várias provas, entre corridas de rua, de aventura e mountain bike. Vamos ao que ela nos conta. Ah, a foto que ilustra o texto é ela, aos seis meses de gravidez, fazendo uma trilha na África do Sul.

Ter uma gestação saudável envolve tranqüilidade em todos os sentidos e trará bons fluídos para seu bebê. O mais importante é a mulher buscar seu equilíbrio dentro do seu contexto e da sua história.

Para as mulheres que estão habituadas à prática desportiva, tudo indica que elas poderão e deverão manter uma rotina de treino. Mas é essencial ter acompanhamento e autorização médica.

O primeiro trimestre da gestação é considerado de risco. O risco está relacionado à possibilidade de o feto se descolar da placenta. Portanto, é habitual diminuir a intensidade e a quantidade de treinos para todas as mulheres comuns. Ou até mesmo suspender os treinos para mulheres mais conservadoras.

Acabado o primeiro trimestre, todas as mulheres podem e devem retomar suas atividades e treinos normalmente. A dúvida em relação à intensidade e quantidade de treino é muito polêmica e encarada de diferente formas por médicos e professores de educação física. O fato é que não existe nenhum estudo que comprove qualquer risco que relacione a prática desportiva a problemas com a gestação. Mas existem alguns estudos que demonstram que mulheres que mantêm a prática desportiva conseguem ter uma melhor qualidade de vida durante e depois do parto.

Uma informação muito importante e que traz bastante segurança para mulheres desportistas é que, antes de faltar qualquer substrato para desenvolvimento do feto, faltará para a mãe. Esse alarme é suficiente para que a mãe saiba que está na hora de suspender ou aliviar suas atividades.

Para mulheres que querem praticar atividade física durante a gestação é importante respeitar algumas regras: a) ter autorização médica; b) estar em dia com o exame pré-natal; c) evitar totalmente o hiper-aquecimento corporal ( ou seja, devemos evitar treinos durante os horários mais quente do dia); e d) fazer uma hidratação impecável e satisfatória durante e após atividade física. Também não vale iniciar nenhuma atividade física depois da gravidez, pois é de suma importância que a mulher já esteja adaptada às características da atividade por ela praticada. E devemos respeitar o peso da barriga e readaptar os treinos de acordo com a sensação e conforto corporal.

Para mulheres que apresentam qualquer risco na gravidez, a atividade física deve ser suspensa e proibida. Já as atletas profissionais ou amadoras de alto rendimento podem e conseguem treinar sem nenhum risco durante os nove meses da gestação. O seu primeiro trimestre muitas vezes é sua fase mais forte, uma vez que estão com uma taxa hormonal elevada e seu organismo é forte suficiente para eliminar o risco de descolamento do feto da placenta. Além disto, são mulheres que conseguem e toleram exercícios até um dia antes de entrarem em trabalho de parto.

Bons treinos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h04

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Premiação especial

Guerra dos sexos

Esse desafio homem contra mulher inventado pelos organizadores de provas de longa distância, como a meia-maratona holandesa que citei no início do dia, já está virando carne de vaca. Teve aqui na maratona de São Paulo já por duas edições, se não estou enganado, e várias outras corridas pelo mundo colocam as mulheres largando um pouco antes para criar mais essa "emoção" na disputa.

Mas o que acrescenta emoção de verdade à competição é que algumas dão uma boa grana para quem chega primeiro, como duas maratonas no último final de semana nos Estados Unidos. Em ambas, o homem se deu melhor.

No Texas, Moses Kororia fechou em 2h12min04 e estabeleceu novo recorde na Wellstone’s Dallas White Rock Marathon Sunday. A elite feminina começou a prova com luz (vocês entendem esse termo ou é coisa lá do Sul?) de 17 minutos. Mas Kororia passou Svetlana Ponomarenko, que seria a vencedora no feminino, duas milhas (3,2 km) antes do final. Com isso, levou um bônus de US$ 25 mil, além do prêmio de US$ 10 mil pela vitória.

Na maratona de Las Vegas, com começou às seis da manhã de um domingão ventoso, Joseph Kahagu livrou de seu principal oponente, Nolan Talem, pouco depois da metade da prova e desatou a perseguir a líder feminina, Jemima Jelagat. Conseguiu passá-la a 800 metros do final e engordou sua conta bancária em US$ 50 mil, que se somaram ao prêmio de US$ 15 mil pela vitória em 2h16min43. Jelagat, que fez sua estréia na distãncia, completou em 2h35min25.

Bem, é meio fora do assunto, mas é algo que sempre me deixa com a pulga atrás da orelha ao ver esse tempos das maratonas norte-americanas e seus prêmios fantásticos. Há vários corredores no Brasil capazes de correr em menos de 2h20 qualquer maratona, e um número razoável que baixa de 2h18 ou 2h17. Esse povo teria bons resultados e poderia ganhar um bom dinheiro nas provas norte-americanas. Não em Chicago ou Boston, mas em provas mais locais. Será que um corredor como o Rômulo, do Cruzeiro, por exemplo (é só um exemplo, não estou defendendo nem atacando o sujeito!!!), não conseguiria se dar bem nos States?

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h51

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Incerta

Fiscalização no Ibirapuera

Fiscais do Conselho Regional de Educação Física deram uma incerta no Ibirapuera, em São Paulo, para verificar se os técnicos de corrida que lá exercem suas atividades profissionais estão devidamente em dia com a lei.

Ainda não saiu o balanço final. Depois eu conto se surgiu alguma coisa mais grave.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h02

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Aparecida - SP

Aparecida - SP

É amanhã

Gente, só hoje vi informações sobre uma corrida que parece interessante. Falha minha, pois ela está na edição número 40...

Bueno, é a 40º Prova Pedestre Henock Reis Filho, disputada em Aparecida, em um percurso de dez quilômetros. O mais chamativo é o horário da corrida, que tem início marcado para as 20h de amanhã.

A inscrição é um quilo de alimento. Saiba mais no site da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h57

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Egmond aan Zee

Egmond aan Zee

Maase (esq.) chega um segundo antes de Susan Chepkemei (F2)

Em busca da revanche

A sorte está lançada. Os organizadores da meia-maratona holandesa de Egmond aan Zee conseguiram confirmar a presença dos campeões deste ano na prova do ano que vem: a queniana Susan Chepkemei terá a chance de dar o troco ao melhor corredor holandês de longa distância, Kamiel Maase.

Em janeiro deste ano, Maase venceu o desafio homem vs. mulher por uma diferença de apenas um segundo. Agora, no dia 14 de janeiro de 2007, Chepkemei terá a oportunidade de resgatar a taça. Na prova, as mulheres largam cerca de nove minutos antes dos homens e precisam tratar de manter a diferença.

A corrida na cidade litorânea, que já está com as inscrições fechadas, oferece outros desafios além da distância, como a incerteza do clima e o difícil percurso, que inclui trechos em dunas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h35

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Planejamento

Calendário para 2007

Se você já sabe de cor a programação das provas paulistas e paulistanas, abra os horizontes e dê uma olhada em corridas em outros Estados.

A ProCorrer, que organiza corridas no Paraná, acaba de anunciar seu calendário para 2007. Avalie com carinho a difícil e bela subida da serra da Graciosa e fique esperto, de olho na primeira edição da meia-maratona das cataratas do Iguaçu.

Eis as provas e as datas. Para saber mais, visite o site da ProCorrer.

04/03 - 5ª CORRIDA E CAMINHADA DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 6KM
18/03 - 1ª CORRIDA DA SANTA CASA - 8/10KM
29/04 - 2ª CORRIDA CULTURAL DO REBOUÇAS - 10KM
17/06 - 5ª CORRIDA DO CENTRO HISTORICO DE CURITIBA - 10KM
08/07 - MEIA MARATONA DAS CATARATAS - FOZ DO IGUAÇU - BRASIL
26/08 - 2ª CORRIDA DO SISTEMA FECOMERCIO - 10KM - *
07/10 - 7ª CORRIDA DA SERRA DA GRACIOSA - 20KM
21/10 - 2ª CORRIDA DO COMERCIARIO - 10KM - *
09/12 - 12ª CORRIDA DO PARQUE TINGUI - 10KM
2ª CAMINHADA PELA VIDA - 4KM

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h21

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Dos nos pés

Dos nos pés

Maldita fasciite

Quando o Marilson deu sua primeira entrevista coletiva depois da vitória em Nova York, contou que vinha sofrendo fortes dores antes da prova (a entrevista completa você pode reler neste blog, AQUI). A praga era uma fasciite plantar, inflamação desagradável que muitos de nós já enfrentamos. Para saber mais sobre esse problema e seu tratamento, pedi ao doutor Wagner Castropil que escrevesse um artigo. Castropil foi judoca olímpico, é médico da Confederação Brasileira de Judô e corredor: está se preparando para sua primeira maratona, marcada na agenda para abril próximo. Com mestrado e doutorado pela USP, é o inspirador do Instituto Vita. Leiam o que ele nos conta e, se tiverem perguntas, mandem suas dúvidas.

A fasciite plantar é a inflamação da planta do pé, que apresenta internamente uma grossa fáscia (tecido firme e forte que suporta o peso do corpo). Ocorre em pacientes obesos e sedentários, com grande encurtamento da musculatura da perna e da fáscia, e em corredores ou atletas, por esforço repetitivo.

Os sintomas de uma fasciite plantar são dor local, que piora com o treino, e dor matinal (logo às primeiras pisadas de manhã).

O tratamento é conservador, quer dizer: redução do ritmo de treino _sem interrupção do treinamento_ e tratamento caseiro.

Você deve começar alongando a musculatura da panturrilha e da planta dos pés várias vezes por dia, principalmente ao se levantar, antes e ‘depois dos treinos. Pode usar uma calcanheira de silicone por um período e realizar massagem com uma garrafinha de água congelada por 20 minutos no final do dia.

Após essa fase, talvez seja necessária avaliação médica e encaminhamento para fisioterapia.

Em casos mais crônicos (mais de três meses), pode ser necessário um tratamento de terapia de ondas de choque, que tem por objetivo revascularizar o tecido inflamado, levando à cura completa após três a quatro semanas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h18

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Corredora de fé

Corredora de fé

Jerry Lampen/Reuters

Ruqaya Al Ghasara, do Bahrain, vence a final dos 200 m nos Jogos Asiáticos

Vestida para vencer

Ela corre coberta dos pés à cabeça, em óbvio contraste com suas oponentes, de microshorts e tops coladíssimos. E corre muito bem: hoje venceu a prova de 200 m nos Jogos Asiáticos, em Doha, no Qatar. E já havia conquistado o bronze nos 100 m.

"Usar as vestimentas muçulmanas tradicionais me dá mais coragem. Não é um obstáculo, mas o contrário", diz a velocista Ruqaya Al Ghasara, do Bahrain.

É um tradicionalismo cheio da modernidade das mais avançadas tecnologias do vestuário: suas roupas são feitas de tecido especial e a marca do patrocinador está firme e forte no lenço que protege sua cabeça.

Trata-se de uma opção evangelizadora, digamos assim: "Usar essas vestimentas mostra que não há obstáculos. Foi com elas que fiz meus melhores tempos e me qualifiquei para o Mundial de Osaka", fala a corredora, que tem 24 anos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h57

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Para assinantes

SuperAção

 

Já está sendo entregue aos assinantes a edição de dezembro da revista "SuperAção", que, na reportagem "A Engrenagem da Corrida, conta o que acontece ao corpo exposto ao treinamento.

A edição também traz reportagem sobre o campeão Marilson e, na coluna Nutrição, fala sobre a cafeína.

 Para mais informações, visite o site da revista ou ligue para (0xx19) 3294-4290.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h49

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São Paulo

São Paulo

Ferrugem

Muitos corredores estão reclamando do kit da Gonzaguinha, tradicional prova paulistana seletiva para a São Silvestre.

As críticas detonam a medalha, considerada cópia descarada da medalha da Super40 (prova organizada pela Yescom, que assumiu a Gonzaguinha neste ano). Eu não a vi, mas dizem que nem a distância da prova estava informada na medalha.

E a camiseta também não agradou....

Quanto à corrida, foi disputada num clima que pode ser chamado de agradável, considerando a época calorenta que vivemos. Sirlene Souza de Pinho foi bicampeã da prova; no masculino, a vitória foi de João Ferreira de Lima, o João da Bota _que ganhou esse apelido porque, quando começou a participar de provas, corria com as mesmas botinas que usava para trabalhar na roça.

A Gonzaguinha foi realizada no domingo último, na zona norte de São Paulo, e reuniu cerca de 4.000 atletas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h34

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Nova Friburgo

Nova Friburgo

Troféus para todos

No domingão, aconteceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, umas mais simples e simpáticas corridas do nosso calendário. É a Festa Nacional do Corredor, que completou 17 anos de vida simples, mas cumpridora.

Cerca de 700 corredores participaram da prova, mas até agora não vi os resultados publicados na internet. Percurso plano, que tinha de ser dividido com os carros. Dois postos de água, mas pouca gente para distribuir o precioso líquido. E faltou para os mais lentos.

O locutor era bem-humorado: quando o neomaratonista Alexandre Issao Minamihara completou seus dez quilômetros, botaram no ar a musiquinha do Jaspion, homenageando os ancestrais nipônicos do atleta.

No final, troféus para todos, em lugar de medalhas, e um lauto almoço, completado com sorvete. Uma festa do interior.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h15

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Nas bancas

Nas bancas

Contra-Relógio

Já está nas bancas a edição deste mês da "Contra-Relógio", decana das revistas brasileiras de corrida. A vitória de Marílson em Nova York é analisada em detalhes na reportagem de capa, na qual o treinador do campeão, Adauto Domingues, fala sobre como foi a preparação do atleta e sobre a tática adotada. A revista mostra como foi a evolução do atleta em suas cinco maratonas.

Outras matérias de destaque da CR de dezembro são "Musculação só traz benefícios para o corredor" e "A magia do repouso (para correr bem)". Para saber mais, visite o site da revista.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h42

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Humor

Humor

Iotti

Em primeiro lugar, ele é gaúcho. Maratonista, tem um traço de primeira. O nome todo do Iotti, que muitos devem conhecer das páginas da "Contra-Relógio", é Carlos Henrique Iotti. Ele nasceu em 1964 em Caxias do Sul, na serra gaúcha. É jornalista, cartunista, corredor e pescador.  Publica diariamente nos jornais "Zero Hora", "Pioneiro", "Diário Catarinense", "O Estado do Paraná", entre outros. Seu personagem Radicci é best-seller no Sul do Brasil.

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h59

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São Paulo

São Paulo

Opções noturnas

Quem não agüenta mais a São Silvestre, mas gosta de fazer uma corridinha festiva de final de ano, não pode mais reclamar.

Serão realizados dois eventos noturnos em São Paulo, nos dias 23 e 30 deste mês. Os organizadores preferem não chamar de prova porque é mais uma confraternização do que uma competição. E não há a estrutura que as corridas convencionais costumam oferecer.

A São Silvestre Noturna, que tem como um dos objetivos angariar brinquedos para crianças carentes, vai ser realizada no dia 23, às 20h30, com saída no Masp, na avenida Paulista. Há cem vagas e é preciso doar um brinquedo para participar do evento, que exige inscrição prévia. A distância é de 15 km, no mesmo percurso da São Silvestre.

Já a Sampa Noturna resgata o velho percurso de 8 km da antiga São Silvestre, descendo a Brigadeiro e subindo a Consolação. Além da festa, o objetivo da prova é angariar alimentos para distribuição a entidades beneficentes. Começa às 20h do dia 30, também no Masp, e há apenas 50 vagas. A inscrição é obrigatória: um quilo de alimento não perecível. Quem quiser camiseta especial comemorativa pagar R$ 15,00.

Eu participei da São Silvestre Noturna no ano passado e foi muito divertida e animada. Claro que as condições de segurança não são as melhores, por isso todos precisam prestar muita atenção e correr em grupo, procurando ficar principalmente nas calçadas. Quem tiver lanterna de cabeça ou aqueles faixas com luzinhas piscantes pode (deve) levar.

Mais informações e inscrições no site RunnerBrasil.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h53

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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