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Stephen King
Perigo na estrada
Está de volta às livrarias brasileiras uma velha e excelente história
de Stephen King, escrita
pelo mestre do terror e do suspense sob o pseudônimo Richard Bachman lá nos idos
dos anos 80. E que, pelo menos no título original, tem a ver com corredores.
Trata-se de "The Running Man", que poderia ser traduzido como "O
Corredor" ou "O Fugitivo". No Brasil, o famosíssimo filme baseado no drama levou
o nome de "O Sobrevivente", estrelado por Arnold Schwarzenegger. O livro foi
batizado de "O Concorrente" e é leitura para uma sentada só, rápida, nervosa,
emocionante.
Na verdade, o herói pouco corre no sentido literal, como nós
fazemos. Usa principalmente outros meios em sua fuga desenfreada, como
automóveis e até um helicóptero.
A aventura é ambientada num futuro em que as diferenças sociais
são supostamente mais gritantes que hoje (talvez porque King não conheça
profundamente o desnível sócio-econômico brasileiro). Para alguns, tal como hoje
é a Mega Sena, a única saída da lama é tentar a sorte em programas de auditório
mortíferos. Em um deles, asmáticos correm em esteiras enquanto são submetidos
uma saraivada de perguntas...
O mais sensacional, de maior audiência e que paga mais, porém, é
uma luta sem trégua e sem quartel entre um corredor (o concorrente, o fugitivo)
e seus perseguidores, que são literalmente apoiados pelo mundo todo (ou quase,
como vamos ver ao longo do drama).
Ficar vivo é a missão do cara, para levar uma grana e salvar sua
filhinha doente. Um pouco mais complicado que correr uma maratona, mas a vida
também o é.
Escrito por Rodolfo Lucena às 21h04
Amarração 2, a missão
Atendendo a inúmeros pedidos, procurei fazer um passo-a-passo com imagens, que vocês vêem a seguir, explicando a tal de amarração para deixar o calcanhar mais preso, dificultando que os pés dancem em descidas.
A primeira a foto mostra o cadarço na posição inicial. Em seguida, faço as abas. Depois, começo a passar o cadarço pelas abas (as tais orelhinhas) e termino de passar o fio (fotos 3 e 4). Puxo para cima, apertando bem o cadarço (5) e dou o nó normal.
Agradeço a inestimável colaboração de minha esposa e companheira de corridas na produção dessas fotos e espero que agora tudo tenha ficado mais fácil de entender o processo...





Escrito por Rodolfo Lucena às 10h07

Corredor incansável
O Asimo, robô humanóide desenvolvido pela Honda, está cada vez mais cada vez. Na CES, feira de eletrônica de consumo que acabou ontem em Las Vegas, nos Estados Unidos, a empresa japonesa mostrou uma versão do homem de aço capaz de correr.
É bem verdade que até eu daria um pau no latinha, cujos movimentos são agora "mais fluidos e rápidos", segundo a empresa. Mas ele não tem de parar para beber água, tomar carboidrato ou fazer massagem...
O robô, que é capaz de subir e descer escadas, corre a pouco mais de 6 km/h, ou seja, dez minutos por quilômetro.
Eles estão usando a expressão "corre" porque efetivamente os novos controles do Asimo (foto Divulgação) fazem com que ele entre em postura de corrida para ser capaz de desenvolver aquela velocidade.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h59
Dica
Amarração
Pessoal, hoje vou dar uma dica de amarração de tênis que tem como objetivo segurar mais o calcanhar, evitando que, em descidas, o pé escorregue e o dedão ou todos os dedos batam na ponta do tênis.
Talvez muitos já a conheçam, mas eu aprendi essa técnica há pouco tempo e venho fazendo algumas experiências. Com meu treino de hoje, uma caminhada forte de quatro horas com muitas subidas e descidas, acho que a amarração passou nos testes.
Por isso, mesmo sem a ajuda de gráficos, vou tentar usar minhas limitadas habilidades de descrição para dar a dica.
Primeiro, entenda o objetivo da amarração: prender mais o calcanhar, evitar que o pé jogue dentro do tênis, mesmo em descidas.
Segundo, vamos todos falar a mesma linguagem. Eu vou usar basicamente as expressões primeiro furo e segundo furo (por onde passa o cadarço). Primeiro furo é o mais perto da perna, dali que você pega o cadarço para dar o nó. Segundo furo, portanto, é o imediatamente seguinte (ou imediatamente anterior, se você olhar o tênis da ponta para a ré).
Você coloca o cadarço normalmente. ANTES de dar o nó, no primeiro furo, puxe o cadarço para cima no segundo furo, criando abas (ou orelhinhas, como ensinou o vendedor que me deu esta dica). Daí, passe o cadarço por dentro dessa aba e puxe para trás. Você vai sentir um tranco no calcanhar, pois o tênis está ficando mais seguro, mais preso. Agora simplesmente complete a amarração como de costume.
Não exige prática nem habilidade. O vendedor faz uma espécie de mantra ao ensinar essa amarração: "Orelhinha, orelhinha (referindo-se às abas criadas de cada lado), passa, passa, puxa, puxa, amarra". Não repitam isso em público. Ou repitam, se quiserem.
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h58
Londres
Marilson e o Big Ben
Os organizadores da Maratona de Londres estão fazendo o maior hype da corrida, que será em abril próximo. Já divulgaram a tropa de elite que vai disputar a prova feminina (que você ficou conhecendo neste blog) e agora anunciam os supercorredores que vão disputar o prêmio na prova masculina.
O recordista mundial Paul Tergat encabeça a lista, seguido pelo ex-recordista Khalid Kannouchi e pelo candidato a recordista Haile Gebrselassie. O brasileiro Marilson Gomes dos Santos também está lá no pedaço, firme e forte, como um dos que vão ouvir as badaladas do Big Ben.
Se tudo for confirmado, ele tem o 11º melhor tempo entre os já anunciados.
Faz sentido, pois o técnico de Marilson, Adauto Domingues, havia dito que o atleta deveria fazer duas maratonas neste ano para tentar o índice olímpico. Ele está de olho em Pequim, não no Rio.
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h36
Porto Alegre, a rápida
Quando alguém se arrisca a me perguntar qual a melhor maratona para fazer sua estréia ou para baixar tempo, minha resposta é sempre a mesma: Porto Alegre, Porto Alegre, Porto Alegre. Além das qualidades inerentes ao simples fato de ser uma cidade gaúcha (que não preciso comentar, mas são sobeja e mundialmente reconhecidas), Porto Alegre é bacana, simpática, acolhedora. E a Maratona de Porto Alegre é rápida, plana, bonita, corrida em temperatura adequada (quase sempre, pelo menos).
Se você acha que isso não passa de gauchismo, saiba que os números estão do meu lado. A revista "Contra-Relógio", que acaba de publicar o Ranking dos Maratonistas Brasileiros, fez um balanço de onde os corredores conseguiram suas marcas para entrar na classificação. Em Porto Alegre, nada menos que 63,3% dos participantes tiveram desempenho bom o suficiente para entrar no ranking. Ou seja: quer correr bem? Vá para Porto Alegre.
É bem verdade que, com 969 concluintes, foi a segunda menor das cinco provas consideradas pela revista, superando apenas Florianópolis, que teve 659 concluintes. Aliás, a prova de Floripa, que em 2006 foi quente demais, também é um bom terreno para um desempenho legal. Apesar do calor que infernizou nossa vida naquela corrida, 56,1% dos concluintes correram o suficiente para entrar no ranking (com mais de 5h15, eu não fui um deles...)
No extremo oposto está São Paulo, a maior maratona do Brasil, com 2.712 concluintes e apenas 38,2% dos participantes no ranking. Acredito, porém, que isso se deva menos às dificuldades do percurso (que são consideráveis, sabemos todos) e mais à presença de uma grande quantidade de atletas que não treinam regularmente ou consistentemente e são atraídos pelo glamour (???) da prova na Locomotiva do Brasil. É uma tese, e não tenho a menor comprovação.
Outra coisa: neste texto, quando falo de bom desempenho, estou me referindo a performances dentro dos limites de tempo estabelecidos pela revista para o ranking. Na minha opinião, porém, todo aquele que termina uma maratona teve um excelente desempenho.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h44
Coração
Morto ao chegar
Larry Altneu, 45, fez o melhor tempo de sua vida na maratona de Orange County, na Califórnia. Chegou em 4h00min31 na prova realizada domingo passado, reduzindo seu tempo em 20 minutos.
A alegria e a festa logo se transformaram em dor. Ele passou mal, foi levado ao UC Irvine Medical Center, mas o coração não resistiu.
Não foi revelada a causa oficial da morte, mas médicos disseram à família do corredor, que deixa mulher e dois filhos, que ele sofreu parada cardíaca imediatamente após a chegada. Segundo testemunhas, o corredor completou a prova e desabou, caindo de cara no chão.
Essa foi a quarta maratona desse engenheiro de computação, que participava de provas dessa distância havia quatro anos, treinando em academia quatro dias na semana e ainda fazendo longões nos finais de semana.
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h02
Reivindicações da elite
Aquela reunião dos treinadores da elite do atletismo brasileiro, antes da São Silvestre, teve como resultado a listagem de uma série de reivindicações, que serão consolidadas em um documento a ser apresentado à CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo), organizadores de provas e outras instituições.
Eu já adiantei neste blog alguns dos pontos. O documento continua em elaboração, mas consegui informações que permitem contar para vocês alguns pontos mais específicos. Aliás, ao que consta, os técnicos da elite terão uma reunião com a Yescom, organizadora das principais corridas no país, em menos de dez dias. Espera-se que, até lá, o documento está finalizado.
Insatisfeitos com a mudança vista na São Silvestre (e em algumas outras provas anteriores), em que apenas os três primeiros subiram ao pódio, os treinadores reivindicam a volta do pódio para os cinco primeiros colocados. E pedem premiação até o décimo colocado.
Outra dor de cabeça é a demora no pagamento dos prêmios. Os treinadores reivindicam o estabelecimento de regras claras, segundo as normas da IAAF (a Fifa do atletismo).
Propõem também critérios para inscrição no pelotão de elite em provas oficiais. Para a São Silvestre, por exemplo, entrariam no pelotão homens que fazem os 15 km em até 49min e mulheres que completam a distância em até 1h.
Discutem ainda formas de pagamento da premiação e regras para os convites (o que deve ser pago). E querem que os treinadores dos três primeiros colocados estejam na mesa das entrevistas coletivas.
Escrito por Rodolfo Lucena às 06h50
Franck Caldeira
Quem dá mais?
O pessoal do Cruzeiro está anunciando aos quatro ventos a iminente contratação do mineiro Franck Caldeira, campeão da São Silvestre e da Maratona de São Paulo no ano passado, para a equipe de atletismo comandada pelo técnico Alexandre Minartdi. Ele abandonaria, assim, o trabalho que vem realizando sob a orientação do doutor Henrique Viana, da equipe fluminense Pé de Vento.
Segundo publicado no site RunnerBrasil, Minardi teria afirmado o seguinte: "Vai ser bom para todo mundo: para o Cruzeiro, para mim, Alexandre Minardi, para o patrocinador do Cruzeiro, que é a Unimed, e principalmente para o Franck, que será muito bem remunerado, e ele correndo para um clube da grandeza do Cruzeiro Esporte Clube, um dos maiores clubes do mundo, o nome dele aparecerá mais".
O treinador disse que Caldeira precisou aguardar o término dos contratos com a Nike e com o Bingo Arpoador, que teriam terminado no dia 31 passado, para assinar com o Cruzeiro, que ofereceu ao atleta R$ 10 mil mensais.
Mas o dirigente da equipe Pé de Vento e atual treinador de Caldeira, Henrique Viana, diz que as coisas não são bem assim. Colocou mensagem no fórum Atletismo Brasil - Pestana Br, afirmando que conversou hoje com o atleta e traz informações diferentes.
"O contrato com a Nike termina dia 30 de abril, e antes disso o Franck não romperá o contrato. A Nike está estudando nova proposta para ele. Outros nomes que o Franck usa, como Arpoador e Caixa, totaliza R$ 7.000. O Cruzeiro ofereceu a ele R$ 10 mil. O acordo que fiz com o Franck foi que, se conseguirmos isso, a proposta do Cruzeiro está fora", escreveu o treinador Henrique Viana.
Escrito por Rodolfo Lucena às 21h14
Hora da paquera
Quem acha que a corrida também é um ótimo lugar para encontrar novas amizades ou mesmo uma namorada ou namorado deve se preparar para entrar em provas curtas, seguir devagar e prestar atenção em que anda ao seu lado.
Os marmanjos que imaginam poder jogar um doce para a garota ao lado devem se programar para correr a prova de 6 km da Corpore (o calendário ainda não está no ar, mas, em 2006, a prova foi em abril). É que, segundo levantamento publicado na revista "SuperAção", essa prova tem a maior presença feminina relativa: as mulheres foram 36,2 do total, com 1.553 finalistas.
Se você acha que o mais importante é quantidade, a prova da vez é a Nike Run Americas (se houver edição neste ano). Em novembro passado, 5.995 corredoras completaram os 10 km daquela prova, representando 30,8% dos concluintes.
As meninas têm mais opções, pois, como vocês podem ver pelos números citados, em todas as provas a presença masculina é majoritária. Mas, se as moças quiserem mesmo altíssima variedade, a melhor dica talvez seja a Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, que teve em 2006 96,8% de homens. O índice me parece exagerado, mas é o que está publicado na revista.
Um amigo meu costumava levar para as provas seu cartão de visita, que distribuía para eventuais interessadas (ou nem tanto). Não há registro de que tenha tido sucesso. Alguém aí já encontrou o grande amor em corridas? Ou em treinos na USP, Ibirapuera, mundo afora? Comentários neste blog ou cartas para meu e-mail.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h22
Lição de vida
Fica para outra vez
Faltam apenas alguns passos para a linha de chegada. C. J. Howards pára, arranca sua perna esquerda e, com a prótese na mão como uma bandeira, pula num pé só e termina a maratona de Orange County, na Califórnia, em 3h23.
"Fui meia hora mais lento do que eu planejava, mas terminei a prova", comemorou ele, falando ao "O.C. Register".
Howards, 19, é um corredor competitivo desde os tempos do ginásio, participando da equipe de corridas da escola e obtendo bons resultados para o time.
Mas, na época, ele tinha as duas pernas. Em 2002, uma suposta lesão provocada pela atividade esportiva acabou diagnosticada como câncer ósseo. O remédio foi amputar a perna esquerda abaixo do joelho.
"Qual será o recorde mundial dos 5 km para amputados?", ele diz ter perguntado. E, depois de nove meses de quimioterapia, voltou a competir.
Em 2004, estabeleceu o recorde mundial da meia-maratona na sua categoria, com 1h23min59. Agora, sonhava em ser o primeiro amputado a correr a maratona em menos de três horas, mas teve um machucado na perna que o incomodou muito durante a prova.
"Vou tentar de novo", disse ele ao jornal local depois da maratona de domingo passado. "Mas não hoje".
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h12
Diário de bordo
Na ponta do lápis
Os corredores somos todos maníacos obsessivos. Calculamos cada centímetro percorrido, analisamos as rotas, tentamos medir a inclinação do terreno e, nas horas vagas, colocamos outras variáveis em nossas análises, como temperatura, umidade relativa do ar e a influência da cor de nossa camiseta.
Se você ainda não fez nada disso, tudo bem, talvez você seja mais normal. Ou se prepare, pois ainda vai fazer. No site que montei para contar ao mundo sobre minha primeira maratona internacional, a de Big Sur, tive o desplante de achar que seria de interesse dos eventuais leitores saber exatamente quantos quilômetros rodei com cada um dos tênis usados nos treinamentos para aquela maratona.
Eu sabia porque anotava tudo sobre meus treinos em um programa oferecido pela revista "Runner’s World" na internet _pode até ser visto como um precursor dos serviços hoje disponíveis na chamada web 2.0.
Anotar os treinos não é apenas sinal da tal obsessão que acompanha os corredores em geral, os maratonistas em particular e os ultras, então, nem lhe falo. O registro é útil para acompanhar sua evolução e verificar eventuais erros ou excessos que possam ter levado a um desempenho menos agradável ou mesmo a lesões.
Muitos ainda anotam em cadernos, e há atletas que guardam dezenas deles, com descrições detalhadas. Mas, hoje em dia, o melhor mesmo é usar a internet, que oferece muitas e bons programas para registro das nossas aventuras diárias.
O meu preferido é o do site CoolRunning, que é gratuito (exige apenas um registro simples). Ele é muito fácil de usar e permite que você faça gráficos os mais diversos.
Se você quer compartilhar as informações dos treinos com seu técnico, uma boa opção é o diário oferecido pelo WinningStats, também gratuito. A quantidade de opções do site me deixou um pouco confuso, no início, mas agora já estou relativamente craque (em oposição a relativamente pangaré).
Além das qualidades inerentes a cada um desses serviços, sua grande vantagem é estar disponível na internet. Ou seja, de qualquer computador, em qualquer ponto do mundo, você pode atualizar os dados ou verificar as informações arquivadas.
Mas, se você prefere ter tudo exclusivamente em seu computador e fica mais à vontade com o idioma português, tente o instalar o RunNotes. Eu nunca cheguei a usá-lo, mas sempre ouvi comentários elogiosos a respeito dele.
E bons treinos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h43
Sem pátria
O Bahrain decidiu revogar a cidadania concedida a um atleta nascido no Quênia porque ele correu uma maratona em Israel.
No início do mês, Mushir Salem Jawher participou da maratona Tiberias sem autorização da Associação de Atletismo do Bahrain, país que não mantém relações diplomáticas com Israel.
O atleta, cujo nome original (quando ainda era um cidadão do Quênia) era Leonard Mucheru, recebeu a cidadania em 2002. Ele venceu a maratona israelense em 2h13.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h53
SuperMickey
Adriano Bastos mostrou que, no asfalto da Flórida, não tem prá ninguém: pela quarta vez, o brasileiro venceu a maratona da Disney e fez a maior festa. Com toda a razão, pois já era o primeiro e único tricampeão da prova. Agora, deixa seu recorde ainda mais difícil de ser alcançado.
Como tricampeão, Bastos já recebia as maiores mordomias dos organizadores e empresas envolvidas no evento. Ontem, foi atendido na Bibbidi Bobbidi Boutique, um "mágico" salão de beleza em Lake Buena Vista, onde ficam os parques temáticos da Disney. Recebeu um penteado especial, com fitinhas verde-amarelas.
Hoje, foi a vez de ele fazer barba, cabelo e bigode. Completou em 2h19min23, reduzindo em 20 segundos o seu tempo vencedor do ano passado.
A diferença de mais de dez minutos sobre o segundo colocado, o americano Matthew Dobson, que fechou em 2h32min22, fala por si só.
No feminino, a disputa foi bem mais acirrada. Gabriela Traña, da Costa Rica, fechou em 2h57min02, lutando bastante para manter sua superioridade sobre a americana Christa Benton, que terminou 22 segundos depois. A brasileira Elisabete Cruz chegou em terceiro, com 2h59min37.
Fotos: AP Photo/Phelan M. Ebenhack e AP Photo/Walt Disney World, Todd Anderson
Escrito por Rodolfo Lucena às 15h50
Cuiabá
O carro é do Clodoaldo
Desta vez, Franck Caldeira não conseguiu resistir ao baixinho. Clodoaldo Gomes, que vocês viram na São Silvestre dando aquela arrancada na subida da Brigadeiro para terminar a prova em segundo, venceu a Corrida de Reis de Cuiabá na manhã de hoje e levou o carro que completa a premiação do vencedor. Terminou os 10 km em 29min51 (tempo não-oficial), seguido por Caldeira.
No feminino, a mineira Lucélia Peres vai começar o ano motorizada, depois de vencer acirrada disputa com Fabiana Cristine.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h41
São Caetano do Sul
Muvuca de Reis
Deu a maior muvuca na Corrida de Reis de São Caetano, na tarde de ontem. Muita gente correu sem número nem chip, que deveriam ter sido retirados até as 13h, de acordo com o regulamento. Mas parece que muitos pensaram que o horário seria mais flexível -de fato, foi, mas não tanto, como relatou o nosso leitor Hideaki no fórum RunnerBrasil:
"Cheguei ao posto de retirada de kits às 13h15. E consegui garantir o chip. Depois disso, perguntei até que horas ia a entrega de kits. e a moça me respondeu: ‘Era pra ser até 13h, mas acho que a gente fica mais um pouco, até pelo menos boa parte dos atletas retirarem o kit...’"
Vejam o que diz o ultramaratonista Júlio César Latini Jr., 35, em mensagem no fórum RunnerBrasil: "Às 15h estava no local na prova. Fiquei ali conversando e esperando uma muvuca desgraçada que estava formada onde seria a retirada do chip. Muitos policiais, empurra-empurra, ameaça de prisões. Saí de lá para não sobrar para mim...."
Bom, o corredor voltou mais tarde e, como ele, outras cem pessoas, aproximadamente, tentavam garantir o que consideravam seu direito. Diz Latini Jr., mais conhecido como Bond entre os corredores: "Fui até um funcionário e perguntei quais eram as chances de receber meu chip e número. A resposta foi nenhuma, mas os atletas que desejassem poderiam pegar seu lanchinho, camiseta e medalha com ele".
Apesar da bagunça, a largada atrasou relativamente pouco: a prova iniciou às 17h17, depois de intervenção policial (houve pelo menos um detido, segundo Bond).
A corrida, em si, parece ter sido divertida (se é que dá para ter uma diversão pacífica depois desse tumulto todo). Havia bastante água no percurso e, segundo o Hideaki, o kit pós-prova foi substancioso: dois sanduíches, um suco de limão, um achocolatado, um doce de amendoim e uma paçoca.
Mas a confusão teve conseqüências. A vencedora da prova feminina foi Sirlene Pinho, que completou em 34min52, seguida por Marily dos Santos, e por Maria Zeferina Baldaia, que correu sem número e foi desclassificada. Alías, mais tarde, segundo relata o site WebRun, o organizador do evento afirmou que Sirlene também será desclassificada.
Na prova masculina, a bagunça se repetiu. Luis Carlos Fernandes venceu em 29min49, seguido por Sérgio Celestino, que correu sem número e não teve seu tempo computado. Assim, o vice oficial foi Fábio Chagas, com 30min16.
Eu liguei hoje pela manhã para a organização da prova (a Diretoria de Esportes e Turismo da Prefeitura de São caetano do Sul), mas não tive resposta. No texto do WebRun, o repórter Alexandre Koda publica a seguinte declaração de Mauro Chekin, coordenador-geral do evento: "No banner estava escrito isso (o horário de entrega do chip) e vamos atrás para mostrá-lo aos atletas e provar que estávamos certos. O problema dos atletas é que não lêem".
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h23
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PERFIL
Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).
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