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Beleza e superação
Trilhas, barro, frio e muito alegria por completar uma prova difícil e bela. Esse são os elementos do relato que nos traz o leitor Marcos Siqueira, que vive em Roseville, na Califórnia. Ele se tornou maratonista em dezembro de 2003 e, desde então, já fez muitas outras maratonas (na foto abaixo, aparece em uma das vezes em que completou a belíssima Big Sur). No final do ano passado, conseguiu se qualificar para disputar a maratona de Boston, que será realizada no mês que vem. Mas, antes disso, resolveu enfrentar um enduro, uma ultramaratona trilheira. Eis o relato de Marcos.
"Foram 50 quilômetros de muita subidas, descidas em trilhas de chão batido,. Não havia previsão de chuva, mas com certeza terreno molhado, barro, lama e frio no meio da floresta do Parque Estadual de Auburn, norte da Califórnia, no pé da Sierra Nevada _que tem no topo o famoso Lake Tahoe, com várias estações de esqui a seu redor.
"A Way Too Cool 50k foi no dia 10 de março, um sábado, e começou pontualmente às oito da manhã. Mas a corrida para a inscrição começou no dia 8 de dezembro do ano passado, também pontualmente às oito da manhã, e durou apenas sete minutos. Foi o tempo para que as 450 vagas fosse tomadas. Apenas dois de nosso grupo de seis corredores conseguiram a inscrição, e eu fui um deles.
"Na semana que antecedeu a prova, estive em Amsterdam, na Holanda, para uma semana em reuniões de negócios. Depois de 12 horas de vôo direto de Amsterdam a San Francisco, tive que dirigir mais três horas até em casa, onde cheguei às 20h30, depois de pegar muito trânsito.
"Estava cansado, atrapalhado com o fuso horário e com jet-lag. Mas havia mais quatro pessoas interessadas na minha inscrição, que estavam ligando para ver se eu não desistia e passava a vaga. Eu só dizia, para desespero de minha esposa: "Vou correr!".
"Enfim, lá estava eu na largada e com o tempo mais quente que o previsto mas sem chances de chegar perto de qualquer calor no inverno brasileiro. Foram 50 quilômetros de trilhas, na realidade 30 milhas de trilha e uma de asfalto, na largada, para todos poderem sair juntos. Depois disso foi trilha individual na terra (single trail).
"O percurso era bonito, no meio da mata em alguns pontos bem aberto, com uma altitude variando bastante e para cima, cruzando riachos, cachoeiras, vista do rio (Americam River) com águas bem claras. Algumas subidas tinha de ser a passo mesmo, não dava para correr.
"Os cinco postos de abastecimento tinham tudo que você pode imaginar para beber e comer, desde refrigerante com batatinha cozida e salgada até bebida isotônica com biscoito recheado de chocolate. Eu ficava nos isotônicos com barrinhas de cereal pequenas e gel para durante o percurso.
"Em alguns pontos, era preciso cruzar riachos ou partes alagadas e barreadas sem dó de molhar ou sujar o tênis (veja algumas fotos no site oficial; eu sou o corredor de uma mão só). Enfim, consegui terminar em 6h18 e com a sensação que estou preparado para treinar "tempo runs" para a maratona de Boston.
"Achei que estaria acabado no domingo, mas até que deu para ir três vezes ao parque com minha filha de 17 meses empurrando o carrinho de bebê especial para pais corredores . Ela ficou brava porque eu não estava correndo, mas só de estar andando e estar dando folga para a mãe depois de uma semana sem o pai para revezar, passou tudo a ser lucro."
Escrito por Rodolfo Lucena às 13h50

Vigilância cerrada
Policiais do Quênia montam guarda durante treinamento de atletas canadenses que vão participar neste final de semana do Mundial de Cross Country em Mombaça. Havia ameaças de protestos contra o evento, mas o grupo muçulmano que estava organizando uma manifestação cancelou a passeata. Segundo o grupo, os Estados Unidos provocaram medo nos participantes do Mundial quando lançaram um alerta contra eventuais ataques terroristas durante o evento.
Foto Sayyid Azim/AP
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h31
Muita grana e muita gente
O mercado de calçados de corrida faturou US$ 4,9 bilhões nos Estados Unidos no ano passado. Isso representa uma pequena queda em relação ao ano anterior, em que o faturamento foi de US$ 5 bilhões. Mas é anos-luz acima do primeiro ano deste século, quando as vendas foram um quinto disso.
Isso dá bem a idéia de quanto cresceu a participação popular no mundo das corridas naquele país. E mostra as razões pelas quais esse esporte gera um ecossistema empresarial próprio.
As publicações especializadas também são termômetro da massificação de corrida. A Rodale Press, que edita a maior revista de corridas do mundo, a "Runner’s World", recentemente comprou uma publicação menor, mais especializada, mas voltada para a performance, a "Running Times". os valores do negócio não foram divulgados, mas a Associated Press cita algo em torno de US$ 5 milhões.
O objetivo ‘pe atingir nicho dentro de nicho e ainda tentar capturar mais público para a RW, cuja circulação cresceu 5% no segundo semestre do ano passado, chegando a 639 mil cópias por mês. Trata-se de um aumento de 40% desde o ano 2000.
O universo dos corredores norte-americanos, por seu lado, cresceu 28% desde 2001, chegando a 29,2 milhões em 2005, de acordo com a National Sporting Goods Association.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h33
Questão de estilo
O público feminino é cada vez maior no universo das corridas e recebe neste blog a devida e merecida atenção. Para reforçar, vvenho buscando colaborações específicas para o universo das mulheres. Um exemplo é o texto abaixo, escrito por Fabiana Pereira, 28, da equipe TPM - Treinamento para Mulheres. Além de treinadora de corrida e de pilates, ela é entusiasta participante de corridas de aventuras. Vamos ao texto, que está em duas partes.
"Se fizermos uma aposta sobre a regularidade de suas visitas ao ginecologista, temos certeza que, se dissermos ao menos uma vez ao ano, ficaremos milionárias. Mas, se a mesma aposta for feita em relação a suas visitas ao cardiologista, não teremos a mesma sorte.
"Levar os filhos ao pediatra, recomendar ao marido ou namorado que consulte um médico quando sente alguma dorzinha estranha no coração é tarefa comum entre as mulheres, mas quando se trata de cuidar da nossa saúde... Ai, ai, ai!
"A verdade é que a mulher está imensamente preocupada com aqueles que a cercam e julga que apenas visitar o ginecologista uma vez ao ano a deixará a salvo de doenças.
"Mas isso não é bem verdade. Quando o assunto é coração, não devemos dar atenção apenas ao lado emocional, mas também às doenças que afligem esse órgão que bombeia de 7.000 a 8.000 litros de sangue todos os dias dentro de nosso corpo.
"Desde 1984, a taxa anual de mortalidade por doenças cardíacas no país é maior entre as mulheres do que entre os homens. Entre as décadas de 90 e o ano 2000, a incidência dessas doenças dobrou entre as brasileiras. Há alguns anos, a cada grupo de dez infartados, apenas um era mulher. Atualmente, estima-se que essa proporção seja de seis homens para quatro mulheres: ou seja, 40% do total. Um número considerável, você não acha?
"O principal responsável por essa mudança é o estilo de vida da tão invejada mulher moderna. O acúmulo de estresse e de responsabilidades --casa e trabalho-- fizeram com que a mulher se equiparasse ao homem em relação aos fatores de risco para problemas cardiovasculares: fumo, pressão alta e colesterol elevado, obesidade e sedentarismo deixaram de ser exclusividade do universo masculino.
"A boa notícia é que esse quadro pode ser revertido e a palavra-chave para isso é prevenção: mudar sua rotina, introduzir hábitos saudáveis e buscar válvulas de escape para o estresse são essenciais para que a mulher entre em uma nova fase.
"Portanto, procure manter uma dieta equilibrada --COMA BEM--, alterne momentos de prazer com responsabilidade --DESLIGUE O CELULAR E VÁ AO CINEMA COM O NAMORADO--, tenha momentos de sossego --DURMA BEM, TIRE ALGUNS COCHILOS QUANDO POSSÍVEL-- e, não esqueça, MOVIMENTE SEU CORPO: encontre uma atividade que seja ideal para você!"
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h57
A atividade ideal
Seqüência do texto de Fabiana Pereira, da TPM - Treinamento Para Mulheres.
"Toda atividade física é benéfica, principalmente se realizada com prazer. Contudo muitas vezes ouvimos queixas --ou melhor, desculpas-- de mulheres tentando justificar a falta de exercícios em sua rotina.
"Concordamos que acordar de madrugada, tomar café correndo e estar pronta para treinar às 06:00 da matina, ninguém merece, não é mesmo? Muito menos nós, mulheres, que passamos noites em claro tomando conta dos filhos e muitas vezes, do maridão.
"Sair da cama cedo, principalmente naqueles dias de garoa fina, típicos da nossa capital paulista, é de matar! Tira a vontade de treinar de qualquer uma, até mesmo daquelas mais disciplinadas.
"Mas para tudo dá-se um jeito: afinal, treinar não deve ser um ‘martírio‘ e sim um prazer!
"É por isso que existem hoje, em São Paulo, opções exclusivas para o universo feminino, que têm em mente o dia a dia da mulher moderna e procuram adequar-se a ele para ajudá-la a mexer o corpo.
"Tomemos como exemplo a CORRIDA (você não achou que deixaríamos de puxar a sardinha pro nosso lado, achou?): quer algo mais fácil do que calçar um tênis, vestir um shortinho e um top e sair por aí?
"Ah! Não esqueça de levar seu iPod, afinal, nada melhor do que correr acompanhada de nossas músicas preferidas e evitar que algum engraçadinho venha tirar o nosso sossego com algum papo sem graça!!!
"Viu só como é fácil: tênis, música, ar livre, nada de trânsito e espaços apertados... É como aquela propaganda, lembra? Uma rua longa e deserta, uma mulher correndo e deixando pra trás tudo que pesou sobre seus ombros durante o dia todo: problemas em casa, chefe, sogra...
"Genial, não acha? E tem mais: mesmo a corrida sendo um esporte individual, nunca estamos completamente sozinhas. Existe todo um universo de corredoras a nosso redor, cada uma no seu ritmo, no seu estado de concentração, mas todas nos fazendo companhia.
"Pois é, demorou, mas nós conseguimos entrar de vez no mundo das corridas. Se antigamente éramos banidas da prática esportiva, exclusividade dos homens, hoje somos esperadas em provas do mundo todo.
"De olho nesse mercado, cujo crescimento foi acelerado nos anos 90, algumas organizações resolveram investir em provas exclusivamente femininas, já que perceberam que, a cada ano, as mulheres compareciam em maior peso nas provas mistas. Dados da Corpore (Corredores Paulistas Reunidos) mostram que as mulheres são 25% do público participante em provas de rua na cidade.
"A precursora das provas só para mulheres foi a New York Women’s Mini-Marathon, que começou em 1972 e é disputada até hoje. Na primeira prova reuniu apenas 78 atletas, mas atualmente atrai 150 mil corredoras.
"No Brasil, já são pelo menos cinco eventos: Corrida da Mulher de Brasília, do ABC, Corrida Contra o Câncer de Mama de São Paulo, do Rio e Corrida do Batom.
"A Europa é um grande pólo de provas dessa natureza. A França tem a La Parisienne e outras 62; a Espanha vem logo atrás, com nove provas. A Inglaterra tem The London Breakfast 5 k, Running Women Windsor e Hydro Active Women’s Challenge, e Portugal já tem duas, a Corrida da Mulher e Lisboa, a Mulher e a Vida. Pelo continente europeu ainda há provas na Alemanha, Suíça, Suécia, Áustria, Irlanda e Hungria.
"Portanto, mulherada, não podemos mais perder tempo: é calçar um tênis e começar a treinar!!!"
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h53

Pão de banana, maçã...
Tudo quanto é publicação de corrida está dando receita de pão bom para atleta. Eu sou especialista em comer pão, mas resolvi também entrar na dança, com a supervisão e orientação da supercozinheira Eliane Trindade.
Segue aqui, então, a receita de meu primeiro pão feito em casa, ideal para antes do treino (coma no máximo uma hora antes, porque o carbo é poderoso) e, especialmente, para encher a cara depois de um longo, longuinho ou longão.
Não é difícil, mas alguns procedimentos requerem algum treino. E ninguém pode ter medo de se melecar, porque, para fazer o pão, você literalmente tem de botar a mão na massa.
Você vai precisar de um liqüidificador, um recipiente para mexer a bagunça toda, uma superfície onde trabalhar a massa e uma forma untada. Mais o fogão com forno, é claro.
Os ingredientes que usei foram os seguintes: três ovos, uma xícara de água morna, duas xícaras de farinha integral, uma xícara de farinha comum (semolina da boa, por favor), duas colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem (adoro essa expressão, sempre fico imaginando o que ela pode significar), uma xícara de aveia em flocos, fermento para pão (aquele em quadradinhos), açúcar mascavo, sal, meia xícara de banana picada cozida temperada com um pouquinho de limão (para não pretear), meia xícara de maçã picada e cozida levemente.
Primeira coisa: naquele recipiente geral, coloque o quadradinho de fermente e uma colher de sopa de açúcar mascavo (não encha muito, faz favor) e misture os dois, amassando com o dedão até ficar uma melequinha meio aquosa. As receitas oficiais dizem que você precisa tirar daí para misturar na próxima etapa, mas, se o fizer, vai perder um montão; então é melhor deixar quieto.
No liqüidificador, bata os três ovos, as duas colheres de azeite de oliva, a xícara de água morna e a pitada de sala (uma colherinha de chá não muito cheia). De novo, receitas clássicas indicam colocar meia xícara de óleo, mas vai ficar muito gorduroso. Se você prefere, tente. O batimento dura uns poucos segundos e está ok.
Agora derrame essa mistura no recipiente onde já está a melequinha anterior. Comece a colocar a farinha e a mexer. Eu fui auxiliado, mas essa deve ser uma operação complicada para fazer sozinho. Com a mão esquerda (ou direita, se você for canhoto) ainda limpa, você derrama a farinha. Com a direita (ou esquerda etc.), já virada numa sujeira só, você vai mexendo.
Nada de muita energia. Vá com calma, misturando as farinhas até virar um mingau meio seco. Daí coloque as frutas e mexa novamente.
Agora é que vem a parte mais difícil. Você tem de tirar essa massa do recipiente e colocá-la na pedra (o balcão da cozinha), onde vai sovar a massa.
Os primeiros movimentos são fáceis, mas cuidado: não use muita força nem sove muito a massa, porque ela vai amolecer. Tem de mexer apenas o suficiente para dar liga e poder desgrudar a massa da pedra (na qual, esqueci de falar, você deveria ter colocado um tanto de farinha para não ficar grudenta).
Eu fui me colando todo com a meleca, mas a Eliane pegou a massa e com dois movimentos deixou a dita em ponto de pão. Daí tentei de novo e consegui (mais ou menos).
Se, antes disso, a massa não tiver ficado firme o suficiente para ser manipulada, coloque um pouco mais de farinha. No meu, tive de acrescentar mais uma xícara de farinhas integral e semolina (meia de cada uma).
Bom, agora é passar para a forma já untada e dar os retoques finais. Eu peguei uns restos de massa, fiz umas bolinhas e espalhei pelo corpo do pão. E completei "regando" com gergelim (pode usar linhaça ou outras sementes).
Agora basta deixar crescendo, com a forma coberta com um pano de prato. Isso leva uns 40 minutos.
Quanto tiverem passado uns 20, ligue o forno. Quando o pão tiver crescido para mais ou menos o dobro do tamanho inicial, pode colocá-lo para assar. Deve ficar pronto em uns 20 minutos, mas fique de olho.
Prontinho. Pode cortar, passar queijo cottage, manteiga, mel ou o que bem entender. Puro também é ótimo.
Veja as fotos do processo no próximo post.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h05
O pão em fotos

1. A massa na superfície onde será trabalhada

2. Comece a sovar o pão, mas...

3. ...não mexa com muito entusiasmo, porque a massa vira uma meleca

4. Agora, sim, a massa está decente

5. Na forma, o pão vai agora descansar para crescer

6. Crescido, está pronto para ir ao forno

7. Prontinho. Ficou uma delícia!!!
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h02
O Ultramaratonista
Erro corrigido
Enfim chegou o livro de Dean Karnazes impresso, pronto e acabado, em português.
E a editora corrigiu aquele erro feio na capa e na aprresentação, que identificava o ultramaratonista como "o único homem que tinha corrido dez maratonas em um dia".
Até hoje, duvido que alguém saiba de onde saiu a tal informação, que obviamente não estava no texto original. Mas, enfim, erros acontecem, e é muito bom quando a gente tem tempo de corrigi-los.
De resto, o livro "O Ultramaratonista" é muito interessante, como já comentei aqui neste blog. Cheguei mesmo a apresentar uma breve entrevista exclusiva com o Karnazes, que você pode reler AQUI (tem de rolar a página um pouco até chegar à entrevista, ok).
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h30
Na meia é mais fácil
Na maratona, as melhores marcas do mundo, no masculino e no feminino, estão intocadas desde 2003. Na meia-maratona, porém, os recordes estão em queda livre.
No último sábado, o queniano Sammy Wanjiru bateu seu próprio recorde ao vencer a Fortis City Pier City Half-Marathon, nos EUA, em 58min35.
Ele melhorou em 18 segundos o recorde anterior, que estabelecera havia pouco mais de um mês (9 de fevereiro).
Assim, a antiga marca de Haile Gebrselasie, de 58min55, registrada em 15 de janeiro de 2006, passa a ser "apenas" o terceiro melhor tempo da história.
Pela tradicional fórmula de previsão de tempos, fazer a meia-maratona no ritmo de Wanjiru levaria a uma maratona em 2h02min59, coisa que nem aqueles cientistas que citei anteriormente neste blog estão prevendo para os próximos anos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h24
Presente de casamento
Comprar um carro para se dar de presente de casamento é o desejo da argelina Souad Ait Salem, que ontem quebrou o recorde feminino na maratona de Roma, correndo a prova em 2h25min08.
Ela fez exatamente o que planejava, mas poderia ter sido ainda mais rápida: "Eu vim para correr 2h25 e quebrar o recorde da prova. Mas, por causa do calor, sofri com câimbras nos últimos cinco quilômetros", disse a argelina, que está com o casamento marcado para esta semana.
Além de se alegrar com o casório, Salem tem um caminho florido à sua frente, rumando para o Mundial de atletismo: "Meu sonho é ficar entre as três melhores em Osaka".
No masculino, o queniano Elias Chelimo Kemboi venceu com 2h09min36. O brasileiro Geovane Santos chegou em 12º lugar, com 2h14min42, o que não foi o suficiente para superar a marca de Franck Caldeira (2h14min06s), que continua com a segunda vaga no Pan.
Também Marizete Moreira, de Brasília, não conseguiu lugar na prova no Rio, apesar de ter melhorado um pouco seu tempo, fechando em sétimo com 2h39min06. Por enquanto, a equipe brasileira para o Pan tem Márcia Narloch (2h35min28s) e Sirlene Pinho (2h35min45s).
Não sei não, mas já ouvi gente do ramo dizer que o Brasil não pega ouro nenhum no atletismo.
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h10
Chances do Marílson
Marílson Gomes dos Santos, campeão da maratona de Nova York, ficou em quarto lugar na meia-maratona de Lisboa ontem.
Apesar de ter o melhor índice até agora para a maratona no Pan, ele deve ficar mesmo nos 5.000 e nos 10.000 metros, preferindo ir atrás de uma maratona famosa e mantendo fixo a mira em Pequem-08.
Se o mundo fosse feito só de cálculos, o resultado de ontem na meia autorizaria Marilson a brigar pelo primeiro lugar em qualquer maratona do mundo e o levaria ao melhor tempo brasileiro do século 21.
De acordo com as tabelas geralmente aceitas, 1h00min42 na meia permite predizer 2h07min26 na maratona.
Escrito por Rodolfo Lucena às 13h45
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PERFIL
Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).
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