Rodolfo Lucena

+ corrida

 

De olho no Pan - Balanço

Eu gostei

Pode parecer estranho lançar, em meio à saraivada de críticas ao Pan, que misturam reclamações contra os gastos faraônicos a ponderações sobre o pífio desempenho da esquadra nacional, uma palavra mais entusiasmada. Mas o fato é que eu achei muito legal toda essa confusão, esses milhares de atletas dando sangue para mostrar o melhor de si nas pistas, nas quadras, nos campos e nas piscinas.

Para dizer a verdade com todas as letras, eu adorei. Só com um evento assim foi possível termos uma cobertura ao vivo, para todo o Brasil, de esportes esquecidos por quase todas, praticados por poucos, mas sempre com uma grande dedicação.

É comum vermos o povo que gosta de futebol ou mesmo apreciadores de qualquer outro esporte, ainda que menos famoso, mostrar desprezo por modalidades não tão populares por aqui. Mas e daí? O Pan não é uma aulinha de ginástica nem um concurso de popularidade; é, sim, um grande espetáculo multiesportivo em que (quase) todas as tribos têm a oportunidade de se expressar e de assistir ao desempenho de seus ídolos.

Quando na vida que a gente ia ver, em TV aberta, cobertura completa de provas de 5.000 m? Corridas de obstáculos? Tiro a não sei o quê, badminton, beisebol, hóquei na grama?

Para não falar logo do que realmente importante, ou seja, a maratona e os maratonistas, os fundistas brasileiros em superexposição.

Eu infelizmente não pude assistir a todas as transmissões; seria necessário passar os dias em frente à TV. Mas tive oportunidade de ver as fotos de cada dia --e compartilhei muitas delas com você. As imagens mostravam emoções despertas, expostas, concretas: alegria que dava para segurar com as mãos, dor que cortava o coração, entusiasmo, desespero, tristeza, empolgação. Vida, meu amigo, vida.

Mais que os feitos calculados em horas, minutos, segundos, centésimos de segundo, gravados em ouro, prata ou bronze, os atletas todos deram um espetáculo de vida, de beleza.

Teve muita porcaria. A maratona feminina, que abriu o Pan, foi esquecida, desprezada pela TV aberta. Os narradores, locutores, comentaristas deram shows de gafes, erros, grosseria até, como uma leitora deste blog anotou em comentário aqui publicado. Bem, se a cobertura do futebol, em que supostamente somos todos especialistas, já tem a qualidade que vemos todos os dias, imagine desses esportes quase alienígenas.

Os gastos no Pan superaram o orçamento, e a orgia de desperdício parece não ter fim, como vemos na imprensa e na TV. A pista de bicicross, que custou cerca de R$ 400 mil, foi desmontada ao final das competições e tudo ficou por isso mesmo. Pipocam indícios de nepotismo e de privilégios irregulares.

Espero que o Ministério Público ou quem de direito abra as necessárias investigações, que corruptos sejam punidos e que o dinheiro mal gasto seja devolvido ao erário.

Mas isso não diminui minha satisfação pelo show de esporte que vivemos nessas duas semanas. Muitos advertem que os resultados brasileiros não credenciam o país como potência olímpica. Quando o Brasil foi potência olímpica?

O que houve foi uma competição regional, no nível possível para os países desta nuestra América, que é pobre, sofrida, marcada por enormes divisões sociais, culturais e econômicas, com governos que, de modo geral, se dedicam basicamente a manter ou aprofundar essas diferenças.

E o que vimos foram homens e mulheres dando mostras de sua luta privada, particular, para sobreviver apesar disso e para, apesar de tudo isso, apresentar desempenho excepcional em algum terreno da atividade humana.

O boxeador nordestino e o rastafari lutador de taekwondo são a imagem mais escarrada desse sonho; mas a nadadora balzaquiana, que fica à tona entre imberbes tubarões e barracudas recém-saídas da adolescência, também o é, assim como o uruguaio gordo, barrigudo (que ofensa pode ser maior, caro leitor? Só velho, talvez...), que insistiu em ficar na quadra, entre os melhores e, pior para o coro dos contentes, mostrou que podia mesmo estar ali.

Isso alegra, emociona, empolga. Dá vontade de quero mais.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h20

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Franck Caldeira, campeão da maratona do Pan

Franck Caldeira, campeão da maratona do Pan

Momentos mágicos

Durante a corrida (foto AP), chegando para a vitória (foto Reuters) e no pódio (EFE), três momentos de um domingo mágico para o jovem corredor de Sete Lagoas (MG).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h17

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Bogotá

Multidão

Mais de 43 mil corredores tomaram as ruas de Bogotá ontem, participando da meia-maratona que é o maior evento da Colômbia no terreno das corridas de rua (foto AP).

Ou seja, mais que o triplo de participantes das maior corrida do Brasil, que tem mais que o triplo dos habitantes do vizinho país e uma economia quase quatro vezes maior.

No feminino, venceu a jovem queniana Neriah Asiba; seu compatriota Issac Macharia foi o vencedor geral.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h01

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De olho no Pan - Maratona masculina

O que só eu vi

Os locutores da rede Globo ainda não tinham percebido, o público que assistia à maratona pan-americana pela TV também não sabia, mas no quilômetro 30 os brasileiros Franck Caldeira e Vanderlei Cordeiro de Lima estavam no mesmo segundo, empatados em segundo lugar.

Lá na frente, bem na frente, a uma distância de mais de 300 metros, corria isolado, solitário e forte, o guatemalteco Amado Garcia, que buscou a ponta desde os primeiros quilômetros, passando na liderança por todos os postos de controle desde o km 20.

Mas a TV enfim se dá conta que os brasileiros vão tentar se aproximar. No km 32,5, os computadores televisivos revelam que a distância, que já fora de 315 metros, cai para 226 metros.

Locutor e comentarista globais passam a fazer elucubrações sobre a estratégia de Vanderlei Cordeiro de Lima, o medalhista olímpico, que "deve ter um coelho na cartola".

Mas a distância é grande, será que dá tempo para ele?

Enquanto eles conversam, a câmera fica no guatemalteco, corredor experiente, de 29 anos, que tem como melhor tempo 2h13min53 e parecia perfeitamente em condições de manter até o final o ritmo que vinha desenvolvendo.

Quando finalmente as imagens vão procurar o segundo colocado, quem aparece não é Vanderlei, para surpresa do pessoal da Globo (que, pelo visto, está tão mal informado quanto nós, os telespectadores). É Franck Caldeira, de faixa na cabeça, que corre sozinho, caçula do pelotão de 15 maratonistas, para assumir a responsabilidade de desafiar a distância que o separa de Batista.

Aliás, no km 35 Caldeira já passara no segundo posto, mas não ficamos sabendo. Menos mal que a Globo tinha apresentado, havia poucos instantes, um especialzinho que preparara sobre o jovem corredor mineiro.

Agora, os elogios e o entusiasmo abundam. Voltam a dizer que ele é conhecido como Queniano entre os colegas, por causa de seu tipo físico: 1m70, 49 quilos.

O garoto de Minas vai em desabalada carreira. No 37, a diferença cai para cerca de 200 metros, pouco depois entra na casa dos "cento e...".

Vanderlei não está à vista, os telespectadores não sabemos o que acontece com ele, os locutores também não sabe, as imagens não revelam.

A câmera fecha em close no rosto de Caldeira, mostra a determinação do garoto, que só entrou no Pan porque Marílson Gomes do Santos desistiu da vaga que era sua para correr os 5.000 m e os 10.000 m. A torcida é grande. Será que ele vai passar?

Zuum. Não foi clique, não teve estrondo, não aconteceu uma epifania, não soaram coros de virgens nem tambores rufaram: minha TV apagou, apagaram-se as luzes da sala, o rádio deixou de piscar, a secretária eletrônica fez um píííííí e deu, o no-break do computador começou a emitir sinais, o microondas passou a apitar desesperadamente, o som cada vez mais baixo.

Faltou luz na minha casa! Também não gritei, não reclamei, não saí pulando de raiva nem quebrei copos ou pratos. Não estava chovendo, não estava ventando, sabe-se lá o que acontecera. Precisava apenas esperar, e em segundos a luz haveria de voltar.

Eu poderia ver a tentativa desesperada de Franck Caldeira para chegar ao título, sem sucesso, caindo a poucos metros do final; ou veria sua glória, desbancando o guatemalteco e mostrando seu valor.

Nem segundos, nem minutos. Vou para a garagem: o rádio do carro é a salvação. Mas nenhuma emissora está transmitindo direto. Uma dá flashes, outra também. Anunciam o próximo início da final do basquete.

O que acontece na maratona, me desespero. Eu, que desde cedo me preparara para fazer um acompanhamento dedicado, para contar a você, que talvez também a tenha assistido, o que só meu olho clínico soubera ver, estava cego e surdo.

Num soluço, num desafogo, num daqueles flashes, o locutor da rádio berra que Franck Caldeira está em segundo. Começa a fazer poesia sobre o desempenho do corredor mineiro. Nada sobre Vanderlei, e ninguém sabe quando a luz vai voltar na minha casa.

Vou á rua atrás de explicações. A resposta está na esquina, a cem metros: as raízes podres de uma tipuana não agüentaram mais o peso dos anos nem tinham mais nada a dar à voracidade dos cupins. Sem vento nem chuva nem tempestade nem choque nem trauma nem estresse, a árvore desabou no exato instante em que a maratona dos XV Jogos Pan-Americanos completava sua segunda hora.

Levou consigo uma lâmpada de rua, deslocou um poste, arrebentou fios telefônicos, cabos de alta tensão, desmantelou a rede elétrica dos arredores. Ainda bem que não caiu sobre ninguém nem destruiu carros, muros ou casas.

Voltei correndo, rindo e xingando. Estava refém da narração do rádio, do locutor que parecia ainda mais perdido que os da TV, provavelmente dependendo, ele mesmo, das imagens transmitidas pela televisão.

E eu não vi nada.

A esta altura, você já sabe todos os resultados, conhece os tempos e as colocações, sabe que Vanderdei abandonou (câimbras, segundo afirmou), viu todos os replays e se alegrou com a felicidade de Caldeira.

Veja então a algoz deste que vos fala. E bons treinos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 06h26

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De olho no Pan - Maratona masculina

Os mais rápidos

O brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, além da medalha olímpica, leva para a maratona deste Pan o melhor tempo na carreira entre os competidores (2h08min31).

Perto dele está o também veterano Sílvio Guerra, do Equador, que registra 2h09min49.

Além deles, correram abaixo de 2h12 apenas o venezuelano Luís Fonseca e os dois mexicanos, Francisco Bautista e Procópio Franco.

Este último, por sinal, tem a melhor marca da temporada, segundo os dados disponíveis no site oficial do Pan (que estão incompletos).

O outro brasileiro na disputa, Franck Caldeira, 24, é o mais jovem entre os 15 corredores.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h11

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De olho no Pan - 1.500 m feminino

Cenas do ouro

A brasileira Juliana dos Santos passa a norte-americana Mary Harrelson e corre para o ouro, que festeja com a bandeira do Brasil (fotos EFE).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h00

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De olho no Pan - 1.500 m feminino

Juliana de ouro

Juliana dos Santos pula de alegria ao cruzar a linha em primeiro lugar nos 1.500 metros, hoje à tarde.

Não pude ver a prova, infelizmente, mas deve ter sido um show de tática (e de falta de tática).

A julgar pelos números oficiais divulgados no site do Pan, a norte-americana Lindsey Gallo saiu achando que a corrida iria acabar logo ali.

Passou na frente os 400 metros, seguiu liderando nos 800 e ainda era a primeira nos 1.200 metros.

Na reta oposta, porém, não conseguiu mais segurar o ataque da turma.

Vieram sua compatriota Mary Jayne Harrelson, a colombiana Risobel Garcia Mena e outras tantas. E veio a brasileira, que parece não ter dado muita bola para Gallo (que acabou em sexto lugar).

Na reta final, Juliana, que é mulher de Marílson Gomes dos Santos, deu uma olhadinha para Harrelson, que atacava pela direita, e avançou como um raio.

A americana seguiu junto, mas não agüentou o sprint final: Juliana terminou em 4min13s36, quase dois segundos à frente da concorrente, o que é uma eternidade nessa prova. A foto no alto (Reuters, como a abaixo) dá uma idéia da diferença.

Juliana era só alegria: "É maravilhoso estar aqui hoje. Essa medalha é do Marílson também. Ele tem sido fundamental para mim; me passou confiança, determinação. É ele que controla a minha parte emocional. Depois de ver a prova dele, como ele perdeu por tão pouco o ouro depois de batalhar o tempo todo, entrei pensando que não podia sair da pista sem o ouro, por nós dois".

A conquista também tem o dedo do técnico Adauto Domingues, que soube chamar à tona o brio de Juliana, como ela mesma contou: "Ele me disse antes de eu entrar: ‘Juliana, o Marílson perdeu no sprint. Quero ver o seu sprint no final, pensa nele nessa reta’".

E não deu outra.

Para saber mais sobre a garota de ouro, clique AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h35

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De olho no Pan - 5.000 m feminino

Show canadense

 

A canadense Megan Elizabeth Metcalfe, 25, mostrou que não é à toa que, como falei em post anterior, tem o melhor resultado da temporada entre as competidoras deste Pan.

Ela ficou o tempo todo entre as primeiras, no grupinho, variando de quarto para quinto para sexto para quarto lugar, só olhando a prova se desenrolar.

Na última curva da penúltima volta, simplesmente arrancou. Foi como se ligasse um turbo, enquanto as outras ficavam na sua gasolinazinha comum.

Ouviu em primeiro lugar o sino anunciando a última volta, e o ruído pareceu ter lhe dado ainda mais vigor. Fez sozinha os 400 m derradeiros, levando o ouro com o tempo de 15min35s78 e festejando com sua bandeira (foto Reuters).

Eu gostaria muito de saber o que se passava, enquanto isso, na cabeça da norte-americana Catherine Ferrell, 23, a mais jovem das competidoras, que manteve a frente por quase toda a prova.

Ela foi protagonista, por sinal, de uma espécie de batalha de gerações, pois teve como segunda colocada, também ao longo de quase toda a prova, a mais velha na pista, a mexicana Letícia Rocha de la Cruz, 39, dona da melhor marca da carreira no grupo que disputou hoje.

Secundada por sua irmã nova, Dulce Maria, a baixinha mexicana infernizou a vida da norte-americana magricela.

Quando faltavam quatro voltas, as manas chegaram a fazer uma investida, levando junto a canadense, que só então pareceu acordar para a prova.

Dulce Maria ainda deixou a irmã mais velha para trás, mas acabou cedendo. Metros à frente, a norte-americana se garantia no segundo posto com o melhor tempo de sua carreira (15min42s01). E assim terminou a prova.

As brasileiras Lucélia Peres e Ednalva Laureano deram o sangue, mas a diferença para as primeiras colocadas foi muito grande. As duas conseguiram nesta prova os melhores tempos de suas vidas. Lucélia chegou em quinto com 15min47s61 e Ednalva terminou em sétimo com 15min55s46.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h14

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De olho no Pan - 10.000 masculino

Deu o mexicano

José David Galván, que citei em post anterior como um importante adversário de Marílson, levou o ouro e quebrou o recorde pan-americano, correndo os 10.000 m em 28min08s74.

Ele arrancou para valer na última curva e, na reta final, Galván e Marílson lutaram palmo a palmo, mas o mexicano tinha mais força, mais chegada: quando passou para ir à vitória (foto EFE, no alto), Marílson já não conseguia reagir.

Depois de cruzar a linha, o brasileiro desabou de cansaço, enquanto o mexicano saía serelepe para merecidamente festejar sua conquista. Pouco depois Marílson se recuperou e foi cumprimentar a platéia carregando a bandeira brasileira.

Com 12 minutos de prova, aproximadamente, Marílson assumiu a ponta num grupinho que tinha ainda os dois mexicanos (Galván e Alejandro Suarez, que chegou a liderar em algumas voltas iniciais), os dois americanos e, mais atrás, brasileiro Clodoaldo Silva.

Quatro minutos mais tarde, a situação já está mais próxima da verdade dos fatos: um grupo de quatro dispara (Marílson, os dois mexicanos e o norte-americano Jorge Torres); o outro americano e Clodoaldo ficam no aguardo.

Aos 17min32, os mexicanos fazem sua primeira investida mais forte. Os dois passam Marílson, que cede até para o americano, mas fica no grupinho e, duas voltas mais tarde, reassume a liderança.

Aos 20min55, Marílson tenta escapar, acelera, mas leva junto os dois mexicanos. Está formado o pelotão que ira até o final. As próximas voltas deixam claro que a decisão será nos últimos metros.

Os mexicanos fungam no cangote no brasileiro. Faltando três voltas, Marílson acelera um pouquinho, mas não consegue fugir.

Os mexicanos aproveitam. Com duas voltas para o final, Galván segura a liderança, que havia assumido metros antes. O outro mexicano acelera para tentar pegar Marílson e, na reta oposta, supera o brasileiro.

Vai dar ouro e prata mexicanos.

Marílson reage. O sino indicando a última volta toca primeiro para ele. Galván segue na cola, Suarez um passo atrás.

Na reta oposta, a disputa é de enlouquecer.

Marílson passa na frente a última curva, mas está claro que sofre muito. Galván está ao seu lado, preparando a hora do bote.

Quando, enfim, ataca, o brasileiro não tem defesa. Leva a prata com 28min09s30, e foi seguido por outro mexicano, Alejandro Suarez, que terminou em terceiro, com 28min09s95. O outro brasileiro da prova, Clodoaldo Silva, terminou em quinto, com 28min28s92 (melhor tempo de sua carreira).

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h03

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De olho no Pan - 5.000 m feminino

Mais difícil

As brasileiras Lucélia Peres e Ednalva Laureano vão ter de cortar um dobrado para conseguir medalha na prova de hoje, a julgar pelos dados divulgados no site oficial do Pan.

O melhor tempo de Ednalva é 16min01s70; o de Lucélia é 15min50s08, mas na temporada atual seu máximo foi 16min14s85.

Entre as 12 corredoras, quatro já correram este ano abaixo de 16min. O melhor tempo do ano, entre os divulgados, é da canadense Megan Metcalfe, mas a veterana mexicana Letícia Rocha de la Cruz está a apenas quatro centésimos de segundo.

De La Cruz terminou em quarto os 10.000m, em que sua irmã Dulce Maria levou a prata. Dulce também corre a prova de hoje.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h34

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De olho no Pan - 10.000 m masculino

Jogo de xadrez

Apenas 11 atletas vão se alinhar daqui a pouco para disputar a prova dos 10.000 m.

De acordo com os números informados no site oficial do Pan, o brasileiro Marílson Gomes dos Santos tem o melhor tempo no ano e na carreira (27min28s12), seguido de pertíssimo pelo mexicano José David Galvan (27min33s96).

Dos outros contendores, apenas o mexicano Alejandro Suarez e o norte-americano Jorge Torres também correram a distância em menos de 28 minutos.

Clodoaldo Silva completa o escrete brasileiro. Nascido em 19 de agosto de 1976, seu melhor tempo é 28min31s55.

Para variar, a prova deverá ser um jogo de xadrez, com os adversários se estudando, fazendo pequenos ataques, voltando, até partirem para a definição.

Como você sabe, Marílson gosta de correr na frente, porque "não tem sprint", como dizem os técnicos. Ou seja, ele é muito capaz de manter uma boa velocidade por bastante tempo, mas não tão bom para ir a uma velocidade muito alta por algumas dezenas ou centenas de metros.

Mas história não ganha jogo. Vamos ver o que dá.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h33

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De olho no Pan - Salto em distância

Olha ela aí

Salto de Maurren Maggi, que conquistou o ouro hoje no Pan (foto AP).

Depois da consagração em Winnipeg-1999 e da ausência em Santo Domingo-2003, por ter sido flagrada no antidoping, a atleta volta ao pódio e aos braços da torcida.

Ela saltou 6,84 m. Com a vitória anunciada, deu uma volta olímpica levando a bandeira brasileira e cumprimentou Keila Costa, que ganhou a prata.

Para saber mais sobre a história de Maurren, leia AQUI uma entrevista que fiz com ela em 2002.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h48

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De olho no Pan - 400 m feminino

Simpatia

A mexicana Ana Guevara, ouro nos 400 m, festeja a vitória com as bandeiras do Brasil e de seu país (foto Reuters). Ela chegou a dar uma volta olímpica com a verde-amarela.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h15

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De olho no Pan - 1.500 m masculino

Bicampeão com recorde

O brasileiro Hudson de Souza festeja a conquista do ouro nos 1.500 m (foto AP). Bicampeão da prova, ele correu em 3min36s32 para quebrar o recorde pan-americano, que era de Joaquim Cruz (3min40s28) e fora estabelecido em Mar del Plata-1995.

"Deu tudo certo hoje", disse ele. "Minha estratégia começar devagar e ir pra cima nos 500 m finais, antes da última volta."

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h05

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De olho no Pan - 100 m masculino

No chão

O norte-americano Darvis Doc Patton, escorrega depois de conquistar a prata nos 100 m hoje no Rio (foto AP). À direita, o vencedor, Churandy Martina, das Antilhas Holandesas. O bronze ficou com Brendan Christian, de Antigua.

Patton acabou estatelado no chão (abaixo, foto Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem).

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h39

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De olho no Pan - 100 m feminino

Sem parar

Momento único da competição mais rápida do atletismo feminino, capturado por Caio Guatelli (Folha Imagem). A americana Mikele Barber, à frente, quebrou o recorde pan-americano da modalidade.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h53

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Badwater

Ultrarecorde para Valmir

O brasileiro Valmir Nunes venceu hoje a ultramaratona de Badwater, nos Estados Unidos, e bateu o recorde da prova, que se apresenta como a mais difícil do mundo.

Nunes, 43, completou os 217 quilômetros da prova em 22h51min29. No momento em que escrevo, apenas ele e o segundo colocado, o húngaro Akos Konya, 32, tinham completado o percurso. A corrida começou ontem, com 84 contendores.

O início é em Badwater, no Vale da Morte, no ponto mais baixo da América do Norte (85 m abaixo do nível do mar). A chegada é no portal do monte Whitney, a 2.533 m. Os corredores passam por grandes subidas e descidas ao longo do percurso e enfrentam enorme variação de temperatura. O calor sufocante chega a 50 graus Celsius.

No release pré-prova, a organização previa que o vencedor deste ano completaria a prova em de 24 a 28 horas. Ledo engano. Valmir Nunes (foto Chris Kostman/Divulgação), de Santos, esmigalhou o recorde anterior em quase duas horas. A marca do norte-americano Scott Jurek (24h36min08) foi estabelecida em 2005.

Entre os derrotados por Valmir neste ano está o ultraman Dean Karnazes, ex-campeão da prova, que se notabilizou com a publicação do livro "Ultramaratonista".

Para saber mais sobre o ultramaratonista brasileiro, que também é o treinador de Sirlene do Pinho, bronze na maratona neste Pan, leia AQUI entrevista que me concedeu quando quebrou o recorde das Américas em ultramaratonas de 24 horas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h24

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Na internet

Vanderlei virtual

Entrou no ar hoje o site oficial do medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima, que é um dos representantes do Brasil na maratona neste Pan.

O site deixa evidente a parceria entre o atleta e seu treinador: os dois aparecem juntos na curiosa foto principal da página, em que Vanderlei está de bigode e cavanhaque, fazendo lembrar o cantor e compositor Tom Zé.

O endereço do site é www.vanderleidelima.com.br.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h40

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De olho no Pan - Salto com vara

Vôo de ouro

Fabiana Murer voa para conquistar a primeira medalha de ouro do atletismo brasileiro neste Pan (foto Lalo de Almeida/Folha Imagem). De quebra, pulverizou o recorde pan-americano ao estabelecer a marca de 4m60, 20 cm superior ao antigo recorde.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h11

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De olho no Pan - 5.000 masculino

Mais bronze

Marílson Gomes dos Santos, campeão da maratona de Nova York, ficou com o bronze nos 5.000 m no final da tarde de hoje. Ele terminou em 13m30s68.

O americano Ed Moran, que terminou em primeiro, com 13m25s60, é o novo recordista pan-americano. A prata foi para o mexicano Juan Luis Barrios, que aparece ao fundo na foto, um pouco à frente de Marilson, ambos desfocados (EFE).

Marilson disse que esperava o terceiro posto e ficou feliz com o resultado: "Estou acostumado a correr maratonas e, por isso, não tenho um bom sprint final. A torcida está de parabéns. Agora, é descansar para os 10.000m".

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h04

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De olho no Pan - 10.000 m feminino

Bronze mineiro

A mineira Lucélia Peres conseguiu na última volta garantir o terceiro posto na prova feminina dos 10.000 m, que terminou agora há pouco.

Até cerca de metade da prova, Peres e Ednalva Laureano estavam na frente, mas então sofreram o ataque da americana Sara Slattery, que assumiu a ponta para não mais largá-la.

Metros depois de tomar a frente, a norte-americana ainda deu uma leve escorregada na canaleta da pista, mas não chegou a perder o equilíbrio.

No ataque para assumir a liderança, levou consigo a mexicana Dulce de la Cruz, que na penúltima volta fez um esforço danado para emparelhar com Slattery. Quando esta arremeteu na última volta, porém, a mexicana teve de se contentar com a prata. A campeã fechou em 32min54s41.

Lá atrás, depois de ser ultrapassada, Lucélia Peres caiu para o terceiro pelotão e, aos poucos, foi se recuperando.

Nas três últimas voltas, emparelhou com a outra corredora mexicana e ficou na briga. Perdeu o bronze na penúltima volta, mas retomou depois do toque do sino, que anuncia os últimos 400 metros.

Terminou medalhada e festejou o terceiro posto como se fosse ouro (foto da EFE), fortemente aplaudida pela galera, comemorando com a torcida e agradecendo o apoio.

"Estou muito feliz, esta medalha é como se fosse ouro para mim. A prova teve atletas fortíssimas, mais experientes do que eu. Fico feliz por ser a primeira a ganhar medalha para o atletismo, ainda mais por ser meu primeiro Pan", disse Lucélia Peres.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h36

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De olho no Pan - Maratona feminina

A campeã

A cubana Mariela Gonzalez cruza a linha para conquistar a medalha de ouro na maratona feminina (foto AP).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h17

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De olho no Pan - Maratona feminina

Cansaço

A medalha de bronze Sirlene do Pinho é carregada no colo para ser atendida (foto AP).

Márcia Narloch, segunda colocada, é atendida depois de terminar a prova (foto Reuters).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h15

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De olho no Pan - Maratona feminina

As brasileiras

No primeiro terço da corrida, Sirlene do Pinho (esq.) e Márcia Narloch correm emparelhadas por alguns instantes (foto Reuters).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h10

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De olho no Pan - Maratona feminina

Primeiros quilômetros

Ainda na parte inicial da maratona, grupo de corredoras passa pela praia de São Conrado (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h08

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De olho no Pan - Maratona feminina

Autocrítica das meninas

Medalha de bronze, a maratonista Sirlene do Pinho reconheceu seu erro de estratégia na prova.

"Quis decidir já no começo, fui precipitada e acabei cansando. Não deu, mas espero que esteja em outros Pans e que possa ganhar a medalha de ouro. Preciso ainda aprender muito com a Márcia", afirmou a fundista, segundo a reportagem do UOL.

A experiente catarinense, porém, não deixou barato:

"Eu queria correr com uma estratégia, mas ela não ouviu. Às vezes é bom ouvir os mais experientes", afirmou Narloch em entrevista coletiva ao lado de Sirlene, que sorriu. "Mas esse é mais um aprendizado para ela, que a maratona é uma prova para você crescer no fim."

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h39

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De olho no Pan - Maratona feminina

Estratégia errada??

Olha, gente, dá para argumentar que Sirlene do Pinho e Márcia Narloch erraram a estratégia na prova de hoje.

As duas começaram a maratona muito forte e, lá pelo km 14, tinham ampla distância sobre o segundo pelotão. Foi quando eu perguntei, no blog, se não era o caso de elas fazerem alguma economia.

Márcia, que estava em segundo, tinha, no km 15, uma folga de 25 segundos sobre a terceira colocada, que já era a cubana Mariela Gonzalez.

Ela manteve a balada, deixando as outras sofrerem.

Passou o km 20 pouco mais de 30 segundos atrás de Sirlene, que aumentou para 36 segundos a diferença na meia-maratona. A essa altura, Márcia já tinha passado a fazer a sua prova, lá no quarto lugar.

E a Sirlene mantendo: chegou aos 25 quilômetros com 41 segundos sobre a cubana. E aí começou a desabar. Foi também quando Márcia, que estava em quarto, passou a avançar sobre a outra cubana, a Yailen Garcia, que, naquele momento, tinha o bronze.

Tudo mudou na passagem do km 30: uma Sirlene bem cansada segurava uma limitada margem de apenas 11 segundos sobre Gonzalez, e Márcia já estava em terceiro.

Pouco depois, a cubana emparelhou e passou sem tomar conhecimento da brasileira: no km 35, já tinha uma vantagem de 30 segundos, e Sirlene continuava a sofrer.

Lá atrás, outro drama se desenrolava. A segunda cubana via diminuir rapidamente sua vantagem sobre a mexicana Jessica Rodriguez, que fora de cerca de dois minutos no km 30 e agora estava em menos de 50 segundos.

No km 40, troca (quase) tudo. Márcia passa Sirlene e vai para a prata, a mexicana engole a cubana.

Márcia sofre no último km, passa a marca dos 42 olhando para trás (não sei por quê, pois Sirlene estava bem distante) e vai passeando até o final, comemorando com o público, mostrando alegria apesar de não ser a vitoriosa.

Claro que agora é fácil falar, mas será que o resultado não seria outro se as duas brasileiras tivessem segurado suas forças desde cedo, fechando um primeiro pelotão um pouco mais amplo? Eu acho que, se viessem emparelhadas, Márcia conseguiria dominar a cubana no final.

Mas a vida não tem "se" depois dos fatos. Também pode ser que, se viessem emparelhadas, todas descansadas, a cubana abrisse um montão na hora do pega.

Bem, de qualquer forma, todas as concluintes foram verdadeiras heroínas do asfalto, enfrentando um calorão que levou os termômetros a 27 graus Celsius no início da corrida, explodindo para quase 30 por volta das 11h, segundo informou o locutor de SporTV.

Aquela argentina que desandou a correr no início, passando reto pelos postos de água, não concluiu a prova.

A mexicana Maria Elena Jimenez, que, como foi citado neste blog, era apontada por especialistas como a grande adversária das brasileiras (tinha o segundo melhor tempo pessoal das concorrentes), abandonou a prova depois do km 10.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h58

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De olho no Pan - Maratona feminina

Números oficiais

Vamos ver se funciona a minha fotografia dos resultados

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h10

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De olho no Pan - Maratona feminina

Primeiros números

Bem, as marcas que informei estavam erradas. Como tinha dito, eram no olhômetro, não-oficiais.

Os primeiros resultados são os seguintes:

Mariela Gonzalez, Cuba, 2h43min11

Márcia Narloch, Brasil, 2h45min10

Sirlene do Pinho, Brasil, 2h47min36

Jessica Rodriguez Galvan, México, 2h48min11

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h33

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De olho no Pan - Maratona feminina

Atendida

Sirlene passou a linha para o bronze e desabou.

Acaba de ser aparecer na TV sendo carregada no colo para receber atendimento médico.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h19

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De olho no Pan - Maratona feminina

Acabou

Vitória da cubana Mariela Gonzalez com aproximadamente 2h33min. Vamos confirmar daqui a pouco o tempo oficial, mas deve ser o melhor tempo da vida da cubana.

Marcia terminou cerca de dois minutos depois.

Sirlene leva o bronze com cerca de 2h37.

A cubana acaba de ser levada em uma maca.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h17

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De olho no Pan - Maratona feminina

Falta pouco

A cubana Mariela Gonzalez segue para o ouro.

Parece estar sofrendo muito, mas falta pouco para uma conquista histórica.

Ela participou da Olimpíada de 2004, terminando em 3h02, no lugar 59. Em 2002, venceu fácil a maratona de Madri. E foi prata na maratona do Pan de Santo Domingo, perdendo exatamente para Márcia Narloch, que agora está em segundo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h10

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De olho no Pan - Maratona feminina

Rumo ao final

A cubana acabou de fazer o último retorno.

Agora ela tem uma reta só até o final.

Não dá para saber a distância sobre a Márcia, mas parece ser mais do que tranqüilo para Gonzalez.

Para não dar o resultado de barato, lembro que tudo pode acontecer numa maratona,.

E que a prova só acaba quando termina.

Mas parece muito difícil uma recuperação da brasileira.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h02

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De olho no Pan - Maratona feminina

No visual

Com 2h24 de prova, finalmente deu para ver Márcia na mesma tela que Gonzalez.

Mas a distância é grande, o sol é forte e a cubana parece ir firme.

O locutor acha que ela está mostrando cansaço e que a Márcia está inteira.

De novo, pode ser só torcida. E não vejo mais a Márcia na TV.  Faltam quatro quilômetros.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h56

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De olho no Pan - Maratona feminina

Márcia vem aí

Márcia Narloch passou Sirlene com pouco menos de 2h20 de prova.

Temos ainda cerca de 15 a 18 minutos de prova, talvez dê para a Márcia.

Segundo o pessoal da TV, ela está num ritmo mais forte do que a cubana.

Mas não dá para saber, pode ser mais torcida do que avaliação tranqüila.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h53

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De olho no Pan - Maratona feminina

Qual é a distância

Com cerca de nove quilômetros para o final, a distãncia da cubana sobre Sirlene é de 100 metros. Márcia, em terceiro, aproxima-se da corredora baiana.

A cubana parece que não está nem aí. Vamos ver.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h46

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De olho no Pan - Maratona feminina

Passeio

A cubana Mariela Gonzalez corre muito fácil, solta, tranqüila.

Sirlene do Pinho mantém o segundo lugar, à distância, mas já olhou para trás algumas vezes.

Aumenta o número e o tempo das interrupções nas transmisssões da TV, então fica ainda mais complicado passar a você informações com uma boa dose de precisão.

Vamos tentando. 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h44

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De olho no Pan - Maratona feminina

Abriu

Um minuto mais tarde, a cubana abriu bem em relação a Sirlene do Pinho. E Márcia Narloch se aproxima aos poucos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h31

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De olho no Pan - Maratona feminina

Passou

Com 1h59 de prova, a cubana mariela Gonzalez ultrapassa Sirlene do Pinho.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h29

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De olho no Pan - Maratona feminina

Chegou

Mariela Gonzalez já está no visual e daqui a pouco vai bufar no cangote de Sirlene.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h28

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De olho no Pan - Maratona feminina

Estratégia suicida?

Correr forte e sozinha sob o forte calor e umidade pode parecer estratégia suicida de Sirlene do Pinho.

Mas eu lembro a Maratona de São Paulo de 2005, em que ela só ia fazer 25 quilômetros, mas escapou e terminou em segundo.

Neste momento, a cubana já está bem próxima, menos de 20 metros.

O final vai ser emocionante.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h26

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De olho no Pan - Maratona feminina

Momento de caos

Com as constantes interrupções das transmissões, fica difícil acompanhar com precisão o andamento da prova.

Além disso, a marcação dos quilômetros é pouco clara e, para piorar, a TV não busca os marcos nas imagens.

Completando a situação, o pessoal que está transmitindo, como já disse antes, parece estar sabendo quase tanto (ou tão pouco) quanto a gente, que está assitindo.

É raro aparecer alguma informação além das óbvias, mostradas pelas imagens no ar.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h20

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De olho no Pan - Maratona feminina

Capacidade de sofrer

As duas líderes passam agora pelo cais do porto do Rio de Janeiro.

Enfrentaram uma série de viadutos (neste momento, Sirlene está num deles).

A TV acaba de informar que Márcia Narloch está em quarto lugar.

Voltando às líderes: a questão agora é saber quem resiste mais ao calor e quem consegue enfrentar melhor a dor.

Sirlene parece ter percebido que tem perseguidora e aperta o passo.

Falta pouco, menos de um terço da prova, mas ninguém ainda pode dizer que tem a mão no ouro.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h16

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De olho no pan - Maratona feminina

Ela vem chegando

Quase no km 27, a cubana segue correndo firme atrás de Sirlene do Pinho.

A distância entre elas está em 130 metros, conforme a TV acabou de mostrar.

Sirlene rodava, naquele instante, a 16 km/h, contra 15 km/h da cubana, mas Sirlene estava numa descida.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h12

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De olho no Pan - Maratona feminina

Deu Rebeca

Com 1h30 de maratona, a SporTV 3 cortou as transmissões para passar a natação, em que Rebeca Gusmão disputava o ouro nos 100 m livre.

Por alguns segundos, ainda manteve a maratona num quadrinho na parte inferior da tela, mas logo cedeu ao ritmo de Gusmão.

A brasileira, "gigante pela própria natureza", como diz a tatuagem em seu braço, conquistou o ouro.

Na maratona, Sirlene segue sozinha, mas seu rosto, que acaba de ser mostrado em close, revela o esforço que faz.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h05

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De olho no pan - Maratona feminina

Cubana na perseguição

A cubana Mariela González se consolida no segundo lugar.

Está correndo forte e é experiente em enfrentar o calor.

No ano passado, ela conquistou seu décimo título na meia-maratona de Havana, com 1h18min08.

Seu melhor tempo é 2h36min52; o de Sirlene, 2h35min45.

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h00

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De olho no pan - Maratona feminina

Escapou bem

Chegando perto do km 20, Sirlene do Pinho está correndo sozinha.

Mesmo quando ela fica ca no canto inferior da tela da TV, ninguém aparece lá no alto.

Quem surge é Mariela Gonzalez, a cubana, que está a mais de 130 metros de distãncia.

A TV não mostrou quando a Márcia ficou para trás.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h42

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De olho no Pan - Maratona feminina

Sem a faixa

Na altura do km 16, depois de se hidratar mais uma vez, Sirlene arranca a faixa da cabeça, que está totalmente encharcada.

Ela ainda amassa, torce a faixa, mas não volta a colocá-la. Atira a faixa de lado e segue com a cabeça livre.

A baiana radicada em Santos vem forte. Ao que parece, a estratégia dela é abrir, correr forte e depois tentar aumentar ainda mais (brincadeira, gente).

Márcia está a uns 30 menos, calculados no olhômetro.

Pode ser que eu diga uma bobagem, mas acho que, nesta altura, as duas já podiam dar uma aliviadinha para não se desgastarem tanto. Claro que isso não se faz em prova desse tipo, mas fica a impressão de que a Sirlene está botando muita pilha. Tomara que ela não esteja exagerando.

Lembre-se que não tenho a mínima idéia de como estão as meninas do terceiro pelotão (o segundo é a Márcia, certo). Aliás, o pessoal da TV também não sabe. Pode ser que a mexicana, a colombiana e a cubana estejam se segurando para um bote mais tarde.

O certo é que o sol é destruidor. Quem melhor resistir ao calor e à umidade terá as melhores chances de um bom resultado.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h33

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De olho no Pan - Maratona feminina

Sirlene abre

No km 14, no túnel, Sirlene aperta o passo e abre uma distância mais confortável sobre Márcia Narloch.

As duas já estão, agora, sob o sol, e a distância sobre a catarinense, calculada no olhômetro, é de cerca de 20 metros.

O segundo pelotão está longe. Com 47 minutos de prova (no momento que escrevo, já são 54 minutos), Sirlene e Márcia tinham 128 metros de vantagem sobre o segundo pelotão.

Mas, como você sabe, ainda é muito cedo para pensar em qualquer tipo de previsão.

Sirlene corre solta.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h25

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De olho no Pan - Maratona feminina

Pau a pau

Márcia encosta na Sirlene, parece que vai segurar o ritmo um pouco.

Sirlene tem o rosto mais tranqüilo, a Márcia vem naquele seu estilo característico, meio invocado , como se estivesse sofrendo.

A catarinense passa a baiana, mas não segura, Sirlene consegue manter a frente com 44 minutos de prova.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h15

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de olho no Pan - Maratona feminina

Brasil na frente

Sirlene do Pinho acabou de passar o km 11 na liderança.

Márcia Narloch também apertou o ritmo e ultrapassou a argentina.

As duas brasileiras abrem com aparente facilidade.

Vamos ver o que dá. 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h12

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De olho no Pan - Maratona feminina

Sirlene encosta

Na altura do km 10, a argentina mantém uma passada forte, ritmo constante, consciente, mas Sirlene do Pinho se aproxima bem, chegando pelo lado.

Márcia Narloch vem atrás.

No posto de água, a argentina passou em branco de novo.

Sirlene encosta e vai passar.

Passou, voltou, as duas seguem lado a lado, alternando a liderança.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h08

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De olho no Pan - Maratona feminina

Argentina escapa

Pouco depois do km 6, a argentina Claudia Camargo, que tem 2h35min04 como melhor tempo, procura se desgarrar do grupo e abre alguns metros sobre a segunda colocada, a brasileira Sirlene do Pinho.

Quando terminei de escrever este texto, a prova já estava no minuto 27, a argentina tinha acabado de passar em branco por um posto de água e continuava abrindo sobre Sirlene.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h58

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De olho no Pan - Maratona feminina

As adversárias

Atletas e treinadores são unânimes em apontar que uma das ameaças para as brasileiras Márcia Narloch e Sirlene do Pinho vem do México.

Na manhã deste domingo, no Rio, há que ficar de olho em Maria Elena Valencia, que tem a segunda melhor marca pessoal, atrás da própria Márcia, e o melhor tempo neste ano, entre as competidoras deste domingo.

Sob forte calor e com grandes bolhas nos pés, Valencia mostrou no ano passado, nos XX Juegos Deportivos Centroamericanos y del Caribe, que tem raça e resistência. Terminou a prova em 2h45min49, um tempo fraco, mas que deve ser considerado por causa das condições em que foi obtido. Na mesma prova, a cubana Yailen García, que também disputa a corrida deste domingo, terminou em segundo.

Aliás, tenho a dizer que finalmente hoje essa lista foi colocada no site oficial do Pan. Ontem, até as 19h, nem no sistema fechado de informações ela estava disponível. É uma vergonha.

Copio aqui a lista colocada no ar. Os dados estão em inglês. "PB" é a sigla para melhor resultado, "SB" é a sigla para melhor resultado no ano, "date of birth" é data de nascimento. Como o Pan é no Brasil, seria de esperar que as páginas do site oficial tivessem informações em português. Lamentável.

Bom, chega de reclamação e vamos aos dados.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h41

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De olho no Pan - Fundistas Brasileiros

Quem é quem

Confira o perfil dos corredores brasileiros que vão participar das competições de fundo no Pan --5.000 m, 10.000 m e maratona.

Os dados e as declarações dos atletas foram passados pela Confederação Brasileira de Atletismo.

Na maratona, vão competir Márcia Narloch e Sirlene do Pinho,Franck Caldeira e Vanderlei Cordeiro de Lima. Nos 10.000 m, Ednalva Laureano e Lucélia Peres (que também serão as representantes do país nos 5.000 m), Clodoaldo Gomes da Silva e Marílson Gomes dos Santos, que também estará nos 5.000 m. Nos 5.000 m, além dos já citados, dirá presente Ubiratan Josédos Santos.

A seguir, a lista, em ordem alfabética.

CLODOALDO GOMES DA SILVA
Data e local de nascimento: 19/08/1976, Brasília (DF)
Peso e altura: 58 kg, 1,68 m
Prova: 10.000 m
Técnico: Adauto Domingues
Vice-campeão do Troféu Brasil 2007 com 29:28.39, obteve sua vaga no Pan como segundo colocado do ranking nacional com 28:31.55. Diz que treina duro há mais de dez anos. "Fiz tudo para estar muito bem preparado", comenta o corredor, campeão mundial juvenil dos 20 km (corrida de rua) em Lisboa 1994.


EDNALVA LAUREANO DA SILVA
Data e local de nascimento: 10/12/1976, Lagoa Nova (PB)
Peso e altura: 46 kg, 1,51 m
Provas: 5.000 m, 10.000 m
Técnico: Josenildo Souza Silva
Clube: UFPB (PB)
Moradora de Campina Grande (PB), Pretinha trabalhou na roça até os 21 anos. Lidera o ranking brasileiros de suas duas provas e confirmou as vagas no Pan como campeã dos 5.000 m (com 16:01.70) e dos 10.000 m (com 33:11.73) no Troféu Brasil 2007. "Por minha vontade, a Paraíba vai estar no pódio nesse Pan, nos 10.000 m", avisa. "Também vou correr firme os 5.000 m, embora seja uma prova mais rápida", diz.


FRANCK CALDEIRA DE ALMEIDA
Data e local de nascimento: 06/02/1983, Sete Lagoas (MG)
Peso e altura: 49 kg, 1,70 m
Prova: maratona
Técnico: Antônio Henrique Dias Viana
Clube: Cruzeiro (MG)
Ouro no Pan-Americano de Juvenis em Santa Fé, na Argentina, em 2001 (30:28.73). Sétimo colocado nos 10.000 m do Campeonato Mundial de Juvenis 2002, em Kingston, na Jamaica (29:49.95), onde foi o melhor ocidental classificado. Campeão dos 10.000 m do Troféu Brasil 2005 em São Paulo (29:16.21). Ouro no Campeonato Ibero-Americano de Meia Maratona, em Maracaibo, na Venezuela, em setembro de 2005 (01:04:06). Campeão da São Silvestre em 2006. Quarto na Maratona de Milão em outubro de 2006 (2:14:05), marca que lhe assegurou a terceira posição no ranking e, com a desistência de Marilson dos Santos, a vaga para o Pan.

LUCÉLIA DE OLIVEIRA PERES
Data e local de nascimento: 26/08/1981, Paracatu (MG)
Peso e altura: 53 kg , 1,63 m
Provas: 5.000 m, 10.000 m
Técnico: Edilberto Barros
Clube: ABC (DF)
Moradora de Brasília, a atleta, campeã da São Silvestre 2006, obteve vagas nos 5.000 m (16:16.07) e nos 10.000 m (33:35.14) como segunda colocada do ranking nacional 2007. Acha que as principais rivais serão as mexicanas e as norte-americanas, mas pensa que pode competir em condições de igualdade, mesmo sendo estreante. Quer correr perto dos 33 minutos nos 10.000 m e diz que, "se conseguir", poderá subir ao pódio.

MÁRCIA NARLOCH
Data e local de nascimento: 28/03/1969, Joinville(SC)
Peso e altura: 42 kg, 1,52 m
Prova: Maratona
Técnico: Jorge D'Agostines de Oliveira
Clube: EMSS (RJ)
Aos 38 anos, radicada no Rio há 18 anos, tem a chance de conquistar a primeira medalha do atletismo na competição deste ano: sua prova, a maratona, abrirá o certame atlético no dia 22, às 8:30. Foi campeã em Santo Domingo 2003; em Winnipeg-99, foi a sexta nos 10.000 m. Conquistou a vaga ao correr em 2:35:28 a Maratona de Berlim, em setembro de 2006, marca que a colocou na liderança do ranking brasileiro. É tricampeã das maratonas de São Paulo (1999, 2000 e 2005) e de Porto Alegre (1998, 1999 e 2000).


MARILSON GOMES DOS SANTOS
Data e local de nascimento: 06/08/1977, Brasília (DF)
Peso e altura: 58 kg, 1,74 m
Provas: 5.000 m, 10.000 m
Técnico: Adauto Domingues
Clube: BMF-CAIXA (SP)
Bateu novamente o recorde sul-americano dos 10.000 m, com 27:28.12, no Meeting de Neerpelt, na Bélgica, em 6 de junho. Campeão da Maratona de Nova York 2006 e líder do ranking nacional da prova, abriu mão da vaga e optou por correr nas provas de pista (5.000 m e 10.000 m). É o líder do ranking nacional dessas duas provas. No ranking mundial dos 10.000 m, é o melhor entre os corredores das Américas. No Pan de Santo Domingo 2003, ganhou prata nos 10.000 m e bronze nos 5.000 m.

SIRLENE SOUZA DO PINHO
Data e local de nascimento: 18/01/1976, Araci (BA)
Peso e altura: 45 kg , 1,58m
Prova: Maratona
Treinador: Valmir Nunes
Clube: Brasil FC (SP)
Em 2005 se destacou ao ganhar prata na Maratona de São Paulo 2005 (2:42:35) e a Meia Maratona do Rio (1:14:21), as principais provas nacionais nessas distâncias. No mesmo ano, foi vice-campeã no Ibero-Americano de Meia Maratona em Maracaibo (1:18:15). Prata novamente na Meia Maratona do Rio 2006 (1:14:37). Ganhou a vaga no Pan como segunda do ranking nacional 2006/2007 com 2:35:4, com o oitavo lugar na Maratona de Amsterdã em 15 de outubro de 2006.

UBIRATAN JOSÉ DOS SANTOS
Data e local de nascimento: 13/05/1981, Iguaraçu (PE)
Peso e altura: 63 kg , 1,88 m
Prova: 5.000 m
Técnico: Daniel Ricardo Pereira
Clube: Funtec-PE
Vive numa vila de pescadores em Iguaraçu, onde desenvolve projeto social a partir do atletismo e treina entre coqueirais perto de sua casa. Corre há seis anos e ficou com a vaga ao Pan pelo segundo lugar no ranking brasileiro obtido no GP de Fortaleza, com 13:49.77. Foi bronze no Troféu Brasil 2007 com 14:10.75: "Agora tenho de pensar alto. Quem não quer uma medalha? É um sonho", admite.

VANDERLEI CORDEIRO DE LIMA
Data e local de nascimento: 11/08/1969, Cruzeiro D'Oeste (PR)
Peso e altura: 54 kg, 1,68 m
Prova: Maratona
Técnico: Ricardo D'Angelo
Clube: BMF-CAIXA (SP)
Bicampeão pan-americano (ganhou em Winnipeg 1999 e em Santo Domingo 2003), tenta o terceiro título seguido na maratona, que encerra o programa dos Jogos do Rio no dia 29 de julho. Protagonizou um dos momentos mais dramáticos da história olímpica, ao ser derrubado por um manifestante no km 37 quando liderava a prova nos Jogos de Atenas 2004. Mesmo assim, se recuperou, ganhou a medalha de bronze e teve seu valor reconhecido. Do Comitê Olímpico Internacional (COI), recebeu a medalha Pierre Coubertin, de distribuição restrita. Dos patrocinadores, ganhou todos os prêmios que lhe caberiam como vencedor da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h08

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De olho no Pan - Márcia Narloch

De olho no Pan - Márcia Narloch

Pronta para domingo

Acabei de falar com Márcia Narloch, a campeã pan-americana da maratona, que vai defender seu ouro no domingo de manhã, no Rio.

Ela estava saindo de sua casa, em Freguesia de Jacarepaguá, e iria fazer seu credenciamento na Vila dos Atletas.

"Vou dar uma olhada, ver se fico por lá. Conforme, volto para casa", disse ela, que parecia tranqüila e descansada.

"Estou bem, as perspectivas são boas", disse a veterana corredora, que participa de seu terceiro Pan. "Agora é esperar a hora e ver o que vai acontecer".

Márcia, 38, passou o último mês e meio treinando em Teresópolis e, à pergunta sobre quem seriam suas principais adversárias, responde: "Todas. Na maratona não tem essa de dizer que essa ou aquela vai ganhar. Todas são favoritas".

Além de Márcia, a estreante Sirlene do Pinho vai representar o Brasil na maratona, marcada para as 8h30 de domingo. Você lá leu neste blog entrevista da corredora baiana. Para revê-la, clique AQUI (você precisa rolar a página para chegar até o texto).

Na foto da AP, a chegada vitoriosa de Márcia Narloch em Santo Domingo em 2003.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h48

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De olho no Pan - Atletismo na Vila dos Atletas

Foi por medo de avião...

Nesta sexta-feira, a delegação que representará o Brasil no Pan nas competições de atletismo entra na Vila dos Atletas. A maioria da equipe viaja de ônibus, por causa da crise que atinge os serviços aéreos no Brasil.

O comboio de três ônibus parte de São Paulo às 8h desta sexta e leva muitas esperanças de medalha.

Por exemplo: as duas melhores no ranking das Américas no salto em distância, maurren Maggi e Keila Costa.

Elas também vão disputar o salto triplo, em que Keila é a terceira e Maurren, a quarta, na temporada.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h27

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De olho no Pan - Foto do dia

Alegria de prata

Foi muito legal assistir hoje à comemoração da veterana nadadora Fabíola Molina, que ganhou a prata nos 100 m nado costas.

"Velha" num esporte em que os vencedores têm em torno de 20 anos, ela esbanjou alegria por sua conquista e pelo fato de, aos 32 anos, derrubar a marca sul-americana, dela mesma.

"Não é nada fácil acordar com dor, dormir com dor. Já passei por muitos momentos dífíceis em que questionava se valia a pena. Mas esse momento paga tudo", disse ela (foto Eduardo Knapp/Folha Imagem), que participou pela primeira vez de um Pan em 1991, aos 16 anos.

Saiba mais sobre ela AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h16

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Recorde na meia-maratona

Ratificado e melhorado

A IAAF ratificou ontem o recorde do queniano Samuel Wanjiru na meia-maratona, mas rejeitou a marca anterior que ele havia obtido porque, naquela prova, não houve controle adequado de doping. A marca ratificada, surpreendentemente, é dois segundos mais rápida do que o número oficial divulgado no dia da conquista. A entidade não explicou as razões para a diferença.

Em 17 de março passado, Wanjiru correu em 58min35 a Fortis City-Pier-City Half-Marathon, em Den Haag, Holanda. Foi o segundo recorde mundial dele a aguardar confirmação. Em fevereiro, ele havia quebrado o recorde ao correr em 58min53 a Ras Al Khaimah International Half-Marathon, nos Emirados Árabes.

A conquista nos Emirados, no entanto, não foi ratificada pela Fifa do atletismo porque na ocasião não houve teste para EPO, uma droga que aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue.

A marca confirmada e oficializada para a prova da Holanda foi de 58min33, mais de 20 segundos melhor que a obtida pelo etíope Hailee Gebrselassie em janeiro de 2006 no Arizona, EUA.

Com ratificação ou não, Wanjiru, 20, continua a ser o único homem a quebrar duas vezes a barreira dos 59 minutos para a meia-maratona. Ele pretende disputar neste ano a Great North Run em Newcastle, Inglaterra (30 de setembro), e o Mundial de Corridas de Rua em Udine, Itália (14 de outubro).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h35

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Agenda do campeão

Agenda do campeão

Marílson volta a NY

Os organizadores da maratona de Nova York anunciaram hoje que os campeões da prova no ano passado voltam neste ano para defender seus títulos.

A bicampeã Jelena Prokopcuka, 30, da Letônia, vai tentar ser a primeira mulher, desde 1986, a vencer três vezes seguidas.

E o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, 29, que surpreendeu o mundo ao derrotar monstros sagrados da maratona, sabe que terá muito mais trabalho agora.

"Voltar a ser campeão em 2007 não será fácil, mas aprendi no ano passado que posso correr com, e derrotar, qualquer dos maiores maratonistas do mundo. Sei que não terei o fator surpresa a meu favor este ano, então preciso estar preparado para correr muito mais rápido que antes", disse Marílson.

Até novembro, porém, o atleta tem muito outros desafios pela frente, a começar pelas provas de pista no Pan. Na segunda-feira próxima, ele corre os 5.000 m; no dia 27, os 10.000 m.

A pergunta que fica --e cuja resposta vou tentar obter para você-- é a seguinte: isso significa que Marílson está esnobando o Mundial, que será em agosto/setembro no Japão? Ou, para ser menos provocativo: considera mais importante para sua carreira NY que Osaka?

E você, o que acha? 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h05

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De olho no Pan - Resultados

Pessimismo exagerado?

Longe de mim querer parecer otimista, mas parece que os primeiros resultados do Pan não confirmam as previsões de baixíssima qualidade técnica.

Como você se recorda, antes do início da competição muitos comentavam de que o Pan estava esvaziado, que os EUA vinham com o time B ou C etc. e tal.

Pode até ser verdade, mas o fato é que, independentemente da presença ou não dos supostos melhores quadros (cada um só é o melhor até que outro o supere), as marcas estão caindo.

Na ginástica, os desempenhos foram de nível mundial, a prova masculina de triatlo foi vencida por um dos três melhores do mundo, a dobradinha norte-americana no feminino também não era flor, e hoje já caíram vários recordes pan-americanos na natação.

Aliás, beleza a prova de Rebeca Gusmão e muito bom o trabalho do César Cielo, que roubou o recorde de Xuxa nos 100 m livre, que já durava anos. Cielo bateu os 50 m abaixo do recorde mundial, mas depois nadou para o ouro. Na saída, já deu sinal de que quer mais: "Vamos ver os cinqüentinha", disse ele.

Pode ser que o atletismo venha a ser diferente, com competidores mais fracos e sem destruição de marcas. A partir de domingo, veremos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h48

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De olho no Pan - Homenagem

Luto

Os atletas brasileiras que participam dos Jogos Pan-Americanos farão hoje uma homenagem aos mortos no acidente do vôo JJ 3054, da TAM, que matou quase 200 pessoas no final da tarde de ontem, em São Paulo.

Os integrantes da Delegação Brasileira competirão de luto nesta quarta-feira. Eles vão usar uma faixa preta no braço.

A decisão foi tomada, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, em solidariedade às famílias das vítimas do acidente.

Escrito por Rodolfo Lucena às 23h57

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De olho no Pan - Mundo virtual

Desatualização

O site oficial dos XV Jogos Pan-Americanos precisa correr muito para começar a ficar bom.

O site está perdidaço no sprint: às 16h38, ainda contabilizava apenas três medalhas de ouro para o Brasil, enquantos sites de notícias e portais, como o UOL, há muito tempo já haviam incluído as conquistas de Diego Hypólito e Jade Barbosa, que teve maturidade suficiente para superar a dor da falha de ontem.

Nos fundamentos, o site oficial também cai feio, apesar da carinha bonita. Se você clica nos esportes apresentados na calendário, abre-se uma janela que apresenta link para um sem-número de informações.

Basta bater num link, porém, para a alegria se desfazer. Fui tentar descobrir a lista das atletas que vão disputar a maratona, e o link nem se mexeu. Experimentei em outro computador, com navegador diferente, e também nada.

É muito pouco resultado para tanto investimento.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h51

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De olho no Pan – Triatlo

Dobradinha norte-americana

 

As expectativas de bom desempenho das triatletas brasileiras foram frustradas.

 

Na manhã quente do Rio, as atletas norte-americanas foram senhoras no mar, no pedal e no asfalto.

 

Sem concorrentes, as americanas pedalaram sozinhas, deixando o pelotão lá para trás. Na hora da corrida, então, a distância parecia aumentar sempre.

 

No quilômetro final, Julie Ertel, forte e compacta, mas de passadas amplas e elegantes, despachou a compatriota, a altona Sarah Haskins, e foi atrás do ouro.

 

A melhor brasileira foi Mariana Ohata, que fechou em sexto lugar.  

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h47

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De olho no Pan – Triatlo

Bronze verde-amarelo

 

“O Brasil, na hora da corrida, manda ver”, disse Juraci Moreira, que conquistou hoje a medalha de bronze no triatlo depois de uma prova complicada na natação e um pedal mediano.

O herói do dia foi o americano Andy Potts, que saiu da água na frente e, na hora do pedal, não quis nem saber: “Não tem tu, vai tu mesmo”, ele parecia se dizer para assumir sozinho e isolado a liderança, que manteve por quase 15 quilômetros.

Só então resolveu descansar um pouquinho, para alívio dos comentaristas da SporTV, que não sabiam mais o que dizer frente à mesmice das imagens, que nem sequer alcançavam o pelotão.

“Agora começa p evento, começa a competição”, disseram os televisivos. E, de fato, do ponto de vista plástico, melhoraram as imagens. Mas continuaram repetitivas, como costumam ser as cenas desses esportes (ciclismo, corrida, natação). O que torna a cobertura bem complicada, se não houver, como não há, investimento em mais câmeras para pegar cenas diferentes e, especialmente, investimento em reportagem, para contar o que as câmeras não estão mostrando.

De qualquer forma, o americano sentou na segunda parte do ciclismo e, quando começou a corrida, com dois canadenses liderando com segurança e elegância, ninguém pensava mais nele.

Na marca dos 5.000 m, porém, a coisa foi se modificando. Os canadenses já não se revezavam na frente; um deles, o Brent McMahon, tomou a liderança e o outro foi ficando para trás.

Fora das câmeras, uma guerra se travava no pelotão, até que se desgarrou, sabe quem? O tal americano que já estava dado como carta fora do baralho por causa de sua liderança desabrida e supostamente insensata nos primeiros quilômetros do pedal.

Na tela, o cara perecia um gigante, enchendo o olho da câmera, correndo fácil e descansado, na frente do brasileiro Juraci Moreira, outro que só era contado como esperança da boca para fora, por causa do desempenho mediano para fraco (segundo os narradores e comentaristas) na água e no pedal.

Enquanto o McMahon corria sozinho, elogiado por sua corrida elegante, como se fosse uma Gisele Bündchen das pistas, o Potts soltava o chinelo, queimava o chão. Na marca dos 7.000, Juraci Moreira tomou a decisão mais sensata de sua vida e sentou atrás do gringo, deixando de pensar em disputar posto com ele, mas se segurando para garantir a sua medalha.

E, se alguém duvidasse da sensatez do brasileiro, os quilômetros restantes se encarregaram de deixá-la claro. O canadense começou a desabar, enquanto o americano, que descansara por 25 quilômetros no pedal, vinha que nem um trator. No km final, emparelhou com McMahon, que nem sonhou em reagir, só queria correr para terminar.

E assim fizeram, com Potts chegando sobrando, sorrindo, e o canadense se escorando no pórtico para conseguir atravessar a linha como prata. McMahon teve de receber atendimenmto médico.

Tivesse a prova mais 50, cem metros, e Juraci, 28, que chegou feliz da vida para o bronze, carregando duas bandeiras brasileiras, levaria o segundo lugar com certeza.

 

Bom, não tem nada a ver com corrida, mas não posso deixar de registrar a primeira medalha gaúcha, para quem ninguém diga que eu não sou bairrista.

Foi para João Souza, 23, que levou o bronze na esgrima e deve ter sido o terceirista mais feliz do Pan até agora, ao lado do satisfeitíssimo Juraci. “Ele largou a vida, largou o emprego por este Pan”, disse a mãe do gaúcho, coruja como ela só.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h31

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Cena do dia

Pau a pau

 

O atleta amputado sul-africano Oscar Pistorius disputa centímetro por centímetro com o italiano Marco Moraglio na prova de 400 m hoje no Golden Gala, competição oficial da IAAF (a Fifa do atletismo) realizada em Roma.

Cravando 46s90, o sul-africano (foto EFE), que tem recordes mundiais paraolímpicos nos 100 m, 200 m e 400 m, terminou a final B em segundo lugar, atrás do italiano Stefano Braciola, que fechou em 46s72.

Mais importante que o resultado, porém, foi o passo dado pelo Blade Runner (assim chamado porque usa próteses de lâminas de carbono) para conseguir competir nos Jogos Olímpicos de Verão (se conseguir o índice). Ele participou da prova de hoje por convite.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h35

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De olho no Pan - Cerimônia de abertura

Sua excelência, o anunciante

A Globo não perdoou o telespectador nem no primeiro Pan realizado no Brasil nos últimos 44 anos: cortou com anúncios a transmissão ao vivo da cerimônia de abertura.

De resto, foi aquele padrão conhecido, com divulgação de curiosidades, mas pouca informação relevante e uma bobagenzinha aqui e ali.

A Band, cuja transmissão não ouvi, pelo menos apresentava, a cada delegação que entrava, os dados sobre os tamanhos da população e da seleção do país, além de um mapa localizando o pais nas Américas.

Minutos antes da entrada da delegação brasileira, a Globo ouviu Vanderlei Cordeiro de Lima, o maratonista que ira carregar a bandeira do país. "O coração está a mil, feliz da vida", disse o porta-bandeira, completando com "Hoje o Maracanã é nosso".

Não satisfeita, a repórter pediu, e o corredor acatou, largando o grito de guerra: "Aha, uhu, o Maraca é nosso!".

Vandelei (foto Reuters), de fato, parecia eufórico e, como toda a delegação, esbaldou alegria ao entrar na pista, arrancando do pessoal da Globo comentários como estes:

"Parece mais um passista de frevo", "Vem pulando que nem pipoca", "O Vanderlei está elétrico".

O porta-bandeira assumiu a "persona" e até beijinho deu na miss Brasil, Natália Guimarães, que iria assumir a responsabilidade de carregar a verde-amarela.

Outros destaques da entrada das delegações foram a chegada da seleção cubana, em que cada atleta trazia nas mãos uma bandeira de seu país e uma do Brasil, e a passeata da seleção norte-americana, que levou uma vaia das boas, logo abafada na transmissão.

No mais, foi aquele showzão bacana de sons e cores. A seleção musical está bem bacana. Destaque para a Orquestra Sinfônica Nacional, que tocou "O Trenzinho do Caipira", de Villa-Lobos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h39

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De olho no Pan - Exclusivo


Os caminhos da maratona



Por incrível que pareça, não se encontra no site oficial do Pan o mapa do percurso da maratona. Mas este blog traz para você, com exclusividade, um diagrama do trajeto (imagem do alto) e ainda a altimetria do percurso (abaixo).


Coloco os gráficos sem edição, da maneira como os consegui.


A maratona, km por km

LOCATION PAP Rio 2007
Largada –
Marathon Start
  Av. Pref. Mendes de Morais,
em frente à Rua José Tjurs,
alinhamento a 3 m da calçada
anterior da ref rua.
KM 01   Av. Pref. Mendes de Morais,
muro do Gávea Golf Clube,
aprox. 40 m após portão verde.
KM 02   Av Niemeyer, subida próx a no. 418
KM 03   Av. Niemeyer, próximo ao nº 550.
KM 04   Av. Niemeyer, aprox. 100 m
antes dos motéis do Vidigal.
KM 05 01 Final do recuo, após 2º mirante
na Av. Niemeyer.
KM 06   Av. Delfim Moreira,
esquina c/ Rua José Linhares.
KM 07   Av. Vieira Souto,
esquina c/ Rua Aníbal de Mendonça.
KM 08   Av. Vieira Souto,
esquina c/ Rua Farme de Amoedo.
KM 09   Rua Francisco Otaviano,
garagem antes do Posto Esso.
KM 10 02 Aprox. 15 m após a
quina do Posto do Salvamar 5.
KM 11   Av. Atlântica, esquina c/ Rua Bolivar.
KM 12   Av. Atlântica, esquina c/ Rua Duvivier.
KM 13   Aprox. 30 m após a entrada Túnel Novo,
reversível na pista da contramão.
KM 14   Aprox. 50 m antes da saída do Túnel do
Pasmado, reversível na
pista da contramão.
KM 15 03 Praia de Botafogo, em frente à Obra Social
ALBANO REIS, altura do Viaduto da
Rua Farani.
KM 16   Av. Infante Dom Henrique, pista da contramão,
aprox. 5 m antes do Museu Carmen Miranda.
KM 17   Av. Infante Dom Henrique, pista da contramão,
quase esquina de R. AlmiranteTamandaré.
KM 18   Av. Infante Dom Henrique, pista da contramão,
em frente ao prédio antiga TV Manchete.
KM 19   Av. Infante Dom Henrique, pista da contramão,
em frente ao acesso ao MNMIIGM
( Monumento aos Pracinhas).
KM 20 04 Arcos da Lapa, em frente ao Restaurante
Cosmopolita, Rua Teixeira de Freitas.
KM 21   Av. Chile, direção da parede anterior
prédio Petrobrás.
KM 21,1   aprox 10 m. antes da cabine da PM,
após prédio da Petrobrás
KM 22   Av. Pres.Antônio Carlos, em frente à rampa de saída do
Ed. Garagem Menezes Cortes.
KM 23   Av. Pres. Vargas, pista central, na contramão,
em frente agência do Banco Itaú na calçada oposta.
KM 24   Av. Pres. Vargas, pista central, na contramão,
aprox. 50 m antes do retorno no canteiro central,
final do Campo de Santana e fachada anterior da
central do Brasil.
KM 25 05 Av. Pres Vargas, 670 na contramão,
aprox. 30 m antes da agência do Banco Itaú.
KM 26   Av. Perimetral, pista pela contramão,
lado dos prédios, 2 m após curva de 180o
em direção a Rodoviária.
KM 27   Av. Perimetral, pista pela contramão, lado dos prédios,
em frente ao início do prédio do 10. Distrito Naval.
KM 28   Av. Perimetral, pista pela contramão, lado dos prédios,
100 m antes da descida para a Pça Mauá.
KM 29   Av. Perimetral, pista pela contramão, lado do mar,
80 m antes de uma grande chaminé de tijolos vermelhos,
a direita.
KM 30 06 Av Perimetral, pista pela contramão, lado do mar,
entre armazéns 2 e 3, final do prédio
"Central Parking" no.173.
KM 31   Av Perimetral, pista pela contramão, lado do mar. 100 m
após ponte de acesso a Ilha das Cobras.
KM 32   Av Perimetral, pista pela contramão, lado do mar.
Parede posterior Tribunal de Justiça, alinhado com o
meio do Píer da Pça Mauá.
KM 33   Aterro, pista na contramão, lado do mar,
final viaduto sobre Trevo dos Estudantes.
KM 34   Aterro, pista na contra mão, lado do mar,
próx. ao MNMIIGM (Monumento aos Pracinhas).
KM 35 07 Aterro, pista na contra mão, lado do mar, início da reta,
entre dois últimos campos de futebol,
em frente prédio anterior ao Hotel Novo Mundo,
alinhado com pira olímpica.
KM 36   Aterro, pista na contramão, lado do mar, final da reta,
2o. prédio antes da Rua Tucumã
KM 37   Praia de Botafogo, pista na contramão, lado do mar.
10 m antes do Museu Carmen Miranda
KM 38   Praia de Botafogo, pista na contramão, lado dos prédios.
Em frente ao restaurante La Molle
KM 39   Praia de Botafogo, pista na contramão, lado dos prédios.
Parede anterior do Botafogo Praia Shopping
KM 40 08 Praia de Botafogo, pista na contramão, lado dos prédios,
alinhado com Posto BR e edifício Khair no. 22.
KM 41   Morro da Viúva, pista na contramão, lado dos prédios,
início da passarela em frente ao prédio do antigo
"Clube Flamengo"
KM 42   Aterro, pista na contramão, lado dos prédios,
início da passarela após posto BR na reta do Parque.
Chegada –
Marathon Finish
  Administração do Parque do Flamengo,
próx. meio do muro de pedra que delimita a área.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h03

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De olho no Pan

Maratona do porta-bandeira

Vanderlei Cordeiro de Lima, o único maratonista brasileiro com medalha olímpica, chacoalha agora num ônibus de Paipa, na Colômbia, onde estava treinando, para Bogotá, onde pega o avião para o Brasil.

Chega amanhã cedo a São Paulo e viaja imediatamente para o Rio, onde vai se somar à delegação brasileira e se preparar para suas funções de porta-bandeira da delegação.

Falei há pouco com o técnico de Vanderlei, Ricardo D’Angelo, que prevê uma maratona difícil no Rio-07.

O treinador citou os representantes da Colômbia e do México como posssíveis fortes adversários do experiente corredor brasileiro. E lembrou também a prata da casa, Franck Caldeira.

Além dos adversários, o clima deve impor dificuldades extras: "Vai ser uma prova complicada", disse D’Angelo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h59

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Dicas de corredor

Dicas de corredor

Como enfrentar o frio

Mais uma frente fria está chegando, e a gente continua teimando em correr. Claro que um friozinho ajuda a performance _para maratonas, acho que o ideal é uma temperatura entre 10 e 16 graus_, mas, para um friozão, bom mesmo é cama e chocolate quente.

Podemos ter isso e ainda ir às ruas mexer o esqueleto com um certo conforto, desde que tomemos algumas precauções para não encarangar, não pegar uma gripe nem simplesmente desanimar com o clima adverso.

A primeira medida é vestir-se adequadamente. Se você sair de regata e calçãozinho, vai dar um choque na musculatura e sofrer mais que o necessário.

Para esta época, é bom usar pelo menos bermudas adequadas para corrida ou calças compridas de lycra ou esses materiais ditos "tecnológicos". Camiseta dry-fit ou similar também é bom; para dias mais frios, não se envergonhe de vestir mangas compridas.

Se você for friorento mesmo ou se estiver ventando muito, vista um abrigo mais leve sobre as roupas especiais de corrida. O problema desse vestuário cebola, porém, é que diminui ou elimina o efeito das boas propriedades dos tecidos tecnológicos das camisetas, pois o suor acaba ficando preso sob o agasalho, e depois de um tempo você fica enregelado pelo próprio suor.

Mas isso acontece em treinos longos e sob temperaturas mais adversas. Uma vez, na Alemanha, corri sob uma geada bem fria, e enfrentei o clima com tudo isso que falei e ainda luvas e gorro de lã.

Aliás, essas duas peças são muito importantes, como todos que já correram no frio e no vento já perceberam.

O que talvez muitos não percebam é que mesmo no frio é necessário se manter bem hidratado, bebendo de dois a três litros de água por dia, como de costume. Para mim, é uma das coisas mais chatas e temidas, pois acabo ficando com mais frio... De qualquer jeito, é uma recomendação bem importante.

Outra coisa de que não gosto, mas que aprendi ser fundamental, é o alongamento. No frio, você sai da cama já encarangado, então é bom dar uma acordada nos músculos antes de sair pela porta em desabalada carreira. Um alongamento tranqüilo vai deixar seu corpo mais esperto.

Sei que há muita polêmica nesse terreno, com técnicos e pesquisadores contestando ou defendendo a importância do alongamento. Não sou técnico nem médico, falo do que dá certo para mim. Pode ser que não dê para você, mas não custa tentar.

Por fim, mas não menos importante, você pode simplesmente esquecer todas essas dicas e treinar no quentinho da academia, ao som de música e da balbúrdia do ambiente, em esteiras que lhe dão ritmo constante protetor.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h40

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Fala, leitor

Subida envenenada

No último final de semana, foi realizada em São Paulo a segunda edição de uma prova para poucos: 7,5 quilômetros subindo de Cubatão a São Bernardo pelo Caminho do Mar. A leitora Marie Ota, 36, estava lá e traz para nós o relato da corrida. Marie (ao centro, na foto) é médica endocrinologista do SUS, corre desde 2003 e coleciona medalhas: o Desafio da Mata Atlântica foi sua corrida número 94. Vamos ao texto dela.

"Há corridas em que a gente se inscreve por impulso. O Desafio da Mata Atlântica foi uma dessas: fui mais pelo nome (cheguei a prestar vestibular para Ecologia - UNESP, já lá se vão alguns anos) do que pela realidade da coisa: subir nada menos que 750 metros, o que equivale a um prédio de uns 250 andares. Quando caiu a ficha, já era tarde demais.

"Na descida do Pólo Ecoturístico Caminhos do Mar, em São Bernardo, para a largada, em Cubatão, já fui vendo o tamanho da encrenca.

"Tive que trocar toda a roupa, pois, ao contrário do que pensava, abriu um solzão. Vesti um shorts que trouxe na mochila, mais a linda camiseta do kit da prova.

"Ficamos papeando, matando tempo... O locutor não parava de repetir que seriam 7,5 km, com elevação de 100m/ km... E que não poderíamos fazer isso, aquilo e mais aquilo outro no patrimônio (casa, igreja, monumento) no decorrer do trajeto, senão seríamos desclassificados.

"Até que enfim chegou a hora H e píííííí !!! Os primeiros 500m são planos, mas de que adiantava disparar ali, se o resto era uma lomba só? Assim, fui em câmera lenta, como se quisesse adiar a chegada da subida...

"Embora tivesse pensado em intercalar trote x caminhada, e sabendo que caminhar muitas vezes não seja sinal de covardia, e sim de inteligência, acabei trotando. Pois penso que, pra intercalar trote x caminhada, em primeiro lugar é preciso treinar tal esquema...

"Conforme os quilômetros iam passando, obviamente o trote foi ficando mais lento, e algumas pessoas, mesmo andando, me ultrapassavam.

"A cada quilômetro havia um posto de água, o que ajudou bastante. A cada dois quilômetros, banheiro químico. No trajeto todo, staffs prontos para atender quem sucumbisse.

"Mas no km 6 senti que estava no extremo de minhas forças. Percebi que, embora faltassem só 1,5 km, se continuasse no trotinho poderia ter cãibras a qualquer momento. Então aderi à maioria e, pela primeira e única vez, andei.

"Pelo km 6,5 os staffs nos incentivavam, alguns ‘inventavam‘ que só faltava 400m ( na verdade faltava 1 km),rs...

"Chega de caminhada, a subida ia ficando menos íngreme e voltei a trotar. Ali já se ouvia o locutor falando que o vencedor fizera um ritmo de 4 min/km. E...enfim chegueeeei!"

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h26

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Meia-maratona das Cataratas

Turbilhão de alegria

"Deixei meu posterior da coxa no quilômetro oito" pode ser a lembrança que muito corredor desavisado guardará da Meia-maratona das Cataratas, que teve sua primeira edição realizada ontem, em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira _Brasil, Argentina e Paraguai.

O belíssimo percurso, com final em frente às magníficas quedas d’água, disfarça as constantes subidas e descidas, mas elas estão lá, firmes e fortes, cobrando o esqueleto e a musculatura de quem não planejar bem sua prova.

Fui acordado às 4h30 pelas poderosas trovoadas, e a som da chuva parecia o das cataratas, prenunciando uma prova cheia de desafios e complicações. Tratei de dormir de novo, confiando que o temporal iria amainar até a hora da largada.

De fato, conseguimos chegar ao ponto da largada com apenas uma garoa fina, que logo ficou aos soluços, voltando e parando como quem não quer nada. Melhor assim: todos sabem que corredores gostam de chuva, mas que ela comece depois da largada.

O tempo não obedeceu aos nossos desejos. Quando os cerca de 500 atletas do Brasil e de vários países-irmãos estavam já no partidor, a água desabou novamente. Azar. A corneta soou e partimos pela avenida das Cataratas, que nos levaria até o parque Nacional de Iguaçu.

Ninguém sabia direito como seria o percurso. Alguns falavam de subidas até o km 6, e de chão de terra e percurso plano dentro do parque.

Ledo engano. No friozinho gostoso e na chuvinha companheira, enfrentamos uma seqüência abusada de subidas e descidas. Nada muito forte, nada muito íngreme, apenas o suficiente para ver se você treinou rampas com afinco.

Lá no fim do km 7, porém, você está no alto de uma colina e vai descer algumas centenas de metros. Experientes podem, talvez, usar a gravidade em benefício próprio, saindo em desabalada carreira. Para os mortais comuns, porém, aquilo é uma sedução para se vingar do ritmo mais lento na subida e uma armadilha para joelhos, tornozelos e costas.

Na São Silvestre, a descida da Consolação tem um papel semelhante. O sujeito desata a correr ali e, quando chega ao Minhocão, suas pernas estão pesadas e o ritmo se foi.

Para mim, nada disso. Vinha na minha lerdeza batida, subia e descia na mesma, aproveitando a vista dos campos verdes que margeiam a rodovia e aguardando para chegar ao parque.

Entramos com metade da prova já cumprida, e aí a natureza abraçou os corredores com seus galhos de sombra. Numa curva do caminho, uma família de quatis parece aguardar a passagem dos atletas. Em outra, um riozinho canta entre as pedras em sua descida até os precipícios de dezenas de metros que formam as cataratas do Iguaçu.

O percurso fica até mais exigente, e a chuva, que tinha ido embora, volta com tudo. O esforço é compensado com água de coco, servida à vontade, e pela perspectiva da chegada.

Vem uma longa descida e já não é mais necessário economizar: estamos no último quilômetro. Mais uma subida, para testar o vigor dos atletas, e da última curva se avistam enfim as cataratas.

Esse é o maior prêmio: o prazer de correr no mato, junto ao turbilhão de águas, entregando à chuva as emoções do corredor. Que venha a próxima.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h23

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Foto do dia

Que felicidade!

O norte-americano Alan Webb mostra um ar de alegria meio incrédula ao festejar sua vitória nos 1.500 metros no meeting de Paris da Golden League. A prova foi disputada hoje no Stade de France, em St. Denis (foto Reuters)

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h04

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Males que podem atingir os corredores

Cautela e caldo de galinha

Os elementos citados no título não fazem mal a ninguém, segundo a sabedoria popular. E os maratonistas e corredores podem muito bem aplicá-los à sua vida, tomando precauções para que o esporte não vire um problema. Sobre o assunto, que tratei na minha coluna de hoje em Equilíbrio (AQUI, exclusivo para assinantes da Folha e/ou do UOL), trago a seguir um artigo exclusivo do especialista em cardiologista e medicina do esporte Nabil Ghorayeb, chefe da seção de Cardiologia do Esporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e coordenador clínico do Sport check-up do Hospital do Coração.

Vamos ao texto do dr. Nabil.

"Participar de provas de rua virou moda, podemos dizer sadia, mas...e os males que podem atingir os corredores ?

"Começando pela atividade física das mais extenuantes, a maratona traz riscos ou benefícios? Quantas posso participar por ano?

"Sendo uma corrida na qual a freqüência cardíaca (pulsação) se mantém acima de 80-85% da máxima (inclusive no treinamento) e por tempo prolongado (de duas a seis horas, conforme o atleta/esportista), a maratona requer esforço físico muito longo e vigoroso e traz alguns riscos.

"Um deles é a hipertermia: normalmente variadas reações químicas são as fontes de energia usadas pelo organismo para fazer funcionar seus músculos. Uma parte das reações resulta em energia e outra grande parte vira calor. Em resumo: durante um exercício físico temos uma elevação da temperatura do corpo (que pode chegar a 40 graus Celsius em algumas pessoas), e o corpo se defende produzindo suor para esfriar as células e assim a coisa vai. Se não houver reposição imediata de líquidos, ocorre a desidratação (sede, fadiga e câimbras), seguida de hipertermia, quando o mecanismo termorregulador do corpo falha, e aí o atleta deve ser urgentemente atendido para ser baixada imediatamente a sua elevada temperatura.

"Outro risco é a hiponatremia, uma complicação grave por diminuição crítica do elemento químico Sódio, geralmente por consumo exclusivo ou excessivo de água, sem reposição dos eletrólitos (sódio, potássio, magnésio etc.) que são esgotados do nosso organismo quando perdemos mais de 1 a 1,5 kg de peso durante uma atividade física. Na maratona de Londres desta ano, um professor de 22 anos morreu por causa desse mal.

"Outro problema são os males cardíacos, que podemos dividir em duas categorias.

"A. Risco de morte súbita durante ou após a prova, que afeta aqueles com alguma doença cardíaca prévia ou ainda portando uma infecção não curada (seja por vírus ou bactéria); e os que têm algum sintoma clínico durante os treinamentos ou na prova.

"B. Risco de desenvolvimento de uma doença cardíaca no futuro. Entre os corredores, existe maior tendência de arritmias cardíacas benignas, mas eventualmente algum poderá desenvolver arritmias mais graves. Registrou-se também o aparecimento de danos no coração dos maratonistas sadios.

"Alguns corredores apresentaram, após a maratona de Boston (2006) e nas de São Paulo 2006 e 2007, aumento de substâncias (enzimas) que só existem dentro das células do coração (miocárdio) em 40% dos examinados. O significado real dessas alterações não foi ainda esclarecido.

"Com o conhecimento científico adquirido na atualidade podemos aconselhar àqueles amadores ou profissionais que desejam participar de corridas longas como maratonas:

"1 - Continuar com a prática da maratona por todos aqueles, que estejam na ocasião, em perfeitas condições de saúde. Todos aqueles que não se submeterem a exame médico especializado ou aqueles que apresentarem alguma doença de risco e os não adequadamente preparados para esse tipo de competição desgastante devem evitar participar de maratonas.

"2- Limitar a quantidade de participações, especialmente dos esportistas amadores, a duas (ideal) ou no máximo três por ano, mas com avaliações médicas competentes e detalhadas (por especialistas em cardiologia e medicina esportiva).

"3 - Atletas profissionais de qualquer idade e outras pessoas (esportistas em geral) que tenham 60 anos ou mais devem fazer avaliações multiprofissionais para participação em maratonas, seis meses antes."

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h08

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Entrevista com SIRLENE SOUZA DO PINHO

"Quero uma medalha"

Com 12 anos, ela ganhou uma corrida na escola e achou que tinha jeito para a coisa. Mas a vida não deixou que perseguisse seu sonho, pelo menos naquela hora. Aos 15 anos, teve que trabalhar para ganhar o sustento e ajudar a família. Passou a trabalhar como doméstica, profissão que exerceu durante quase dez anos.

Numa mudança de emprego, em 1998, em Santos, surgiu a oportunidade. O novo patrão era o ultramaratonista Valmir Nunes, que viu em Sirlene o potencial para o sucesso nas corridas de rua. Só três anos mais tarde, porém, ela decidiu tentar a sorte na nova atividade. E se deu muito bem, treinada pelo próprio Valmir. Tão bem que vai representar o Brasil no Pan, correndo a maratona ao lado da renomada e experiente Márcia Narloch.

Ela é Sirlene Souza do Pinho, 31, que agora conta sua história nesta entrevista exclusiva para +Corrida (fotos Divulgação).

FOLHA - Qual é a importância do Pan para você?

SIRLENE SOUZA DO PINHO - É uma vitória, porque acho que todo atleta sonha em chegar no Pan-americano e numa Olimpíada. Eu já vinha sonhando em estar no Pan, representa tudo para mim.

FOLHA - O que você imagina que possa acontecer no Pan?

SIRLENE - Eu venho me dedicando bastante nos treinamentos, eu espero correr bem no Pan e tentar uma medalha, que seja de ouro, de bronze, de prata, alguma medalha eu quero.

FOLHA - Como você se qualificou para o Pan?

SIRLENE - Eu me qualifiquei em uma maratona no ano passado, em Amsterdã, em que eu fiz 2h35m42s. Foi minha segunda maratona. A do Pan vai ser a terceira. A minha primeira maratona, eu não fui bem treinada, que foi a de São Paulo, em 2005. Eu ia puxar só 25 quilômetros, mas acabei indo até o fim e terminei em segundo. Então, o meu técnico falou: nós vamos tentar uma maratona para tentar o índice para o Pan...

FOLHA - E agora, como você está? Como tem sido 2007 para você?

SIRLENE - Eu me machuquei em março, tive um problema na coxa esquerda e fiquei parada.Voltei a competir em maio, que foi os 10 km da Tribuna, em que eu fiquei em terceiro, e agora a meia do Rio de Janeiro, que eu ganhei domingo passado (24 de junho).

FOLHA - De certa forma, o tempo parada por causa da lesão pode até ser benéfico, não?

SIRLENE - Ah, para mim sempre quando eu me machuco, volto sempre melhor. Em 2004, eu tive um problema sério, tive que ficar parada oito meses. Tive uma fratura por estresse e voltei em final de dezembro; em janeiro, já estava correndo bem. Então, acho que assim é melhor para um atleta para poder descansar, porque volta bem, com a cabeça querendo mais.

FOLHA - E como foi sua história, como você começou a correr?

SIRLENE - Em 1998, eu conheci o Valmir [Valmir Nunes, ultramaratonista e treinador], porque eu fui trabalhar na casa dele. Então, eu comecei a treinar com ele.Isso. Como eu trabalhava, não levava tão a sério. Aí acabei engravidando em 2000 e voltei em final de 2000, após o nascimento da minha filha, Beatriz, e a partir de 2001 eu comecei a me dedicar mesmo ao atletismo.

FOLHA - O que a levou a fazer essa opção?

SIRLENE - Não, eu sei que ganhava em correr. Eu assistia a prova das meninas, sempre via elas na frente, no pódio, então, eu sempre sonhava um dia competir como elas. Só que como eu trabalhava não dava para eu conciliar o treino e o trabalho. Aí, quando nasceu a minha filha, meu ex-marido começou a me ajudar. Foi uma parte, assim, mais difícil, porque só ele trabalhava, e eu corria.

FOLHA - Ele fazia o quê?

SIRLENE - Ele trabalha na CET. Ele coloca aquelas placas de sinalização. Aí era difícil, porque só ele trabalhava e ele foi uma ajuda superimportante, assim, porque ele sempre me ajudou, não deixava faltar nada para mim. Fazia hora extra para poder comprar tênis para mim, para eu correr. Aí eu acabei conseguindo um patrocínio, em 2001. Aí eu comecei a me dedicar mais. Aí veio mais patrocínio e hoje eu estou bem, estou onde eu sonhava.

FOLHA - Mas, também, no meio tempo, pelo jeito, você acabou se separando...

SIRLENE - Isso, eu me separei dele em 2004, porque eu comecei a me dedicar ao atletismo e eu acabei esquecendo a vida de casada, porque eu viajava muito, aí ele não agüentou.

Continua...

Escrito por Rodolfo Lucena às 06h58

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Entrevista com SIRLENE SOUZA DO PINHO - final

"Penso em tudo"

Leia a seguir a continuação da entrevista com a maratonista Sirlene Souza do Pinho, baiana de Santa Luz, uma das representantes do Brasil no Pan. Sirlene nasceu em 18 de janeiro de 1976, tem 1m77 e 45 quilos e se qualificou ao correr a maratona de Amsterdã em 2h35m42s, seu melhor tempo na prova.

FOLHA - Como foram suas primeiras corridas?

SIRLENE - Da minha vida, foi na escola, eu tinha 12 anos. Uma prova que eu fiz em Ribeirão Pires, porque tinham os jogos escolares e eu fazia sempre. Como profissional, foi o Campeonato Santista, que eu sempre corria. Mas que eu fiquei no pódio profissionalmente mesmo foi em 2003, que eu consegui a prata na meia-maratona do Rio e fui quinta na São Silvestre.

FOLHA - Nesse período, qual foi o momento mais emocionante de sua carreira?

SIRLENE - Ah, um momento assim foi em 2005, quando eu ganhei a meia do Rio, que foi uma das provas, assim, que eu posso dizer que foi aquela prova, não é? Mas o momento mais emocionante foi depois da minha lesão de 2004. Eu fiquei oito meses parada e acabei fazendo uma prova em janeiro de 2005, a Volta de Itu. Estava com um mês de treinamento e acabei vencendo a prova sem sentir nada da lesão que eu tive. Então, foi um momento, assim, que eu chorei e foi emocionante essa também.

FOLHA - E a maratona na Holanda, não foi emocionante também?

SIRLENE - Como era a minha primeira viagem ao exterior, assim, longa eu não curti muito não. Me dava muito sono lá. Eu fiquei supercansada quando eu voltei. Eu falei: nossa, prefiro correr no Brasil do que viajar. Aí todo mundo, nossa, você viajou e não sei o que, foi para Amsterdã, todo mundo falando, só que para nós atletas que vamos lá para correr é diferente. Agora, quando vai para passear é diferente, também. Não consegui curtir muito não. O atleta vai com aquela pressão de competir, então, não relaxa. Não dá nem para você passear na cidade. Quem vai para passear, vai para curtir o visual e tudo e nem visual eu vi.

FOLHA - O que você já conquistou com o atletismo?

SIRLENE - Ah, se eu trabalhasse como doméstica, eu ia precisar de muito tempo até conseguir dinheiro para comprar um apartamento. Hoje, eu já tenho o meu apartamento em Santos. O atletismo me deu tudo, assim, amigos, também, que eu conheço várias pessoas do atletismo também legais.

FOLHA - Correndo no limite, você consegue pensar em alguma coisa durante a prova?

SIRLENE - Ah, eu penso em tudo, penso na minha filha, penso na minha vida de antigamente, antes de eu começar a correr. Eu penso em tudo, dá para pensar em tudo, em ganhar, em correr bem, em bater recorde. Todo atleta, quando vai competir pensa nessas coisas, não é?

FOLHA - Você estuda a prova antes? Vê quais são as suas adversárias?

SIRLENE - Não, eu fico estudando assim, fico pensando mais na prova, não pensando nas adversárias. Eu fico pensando quanto que eu tenho que passar as passagens. Quanto que eu tenho que passar isso, então, eu fico estudando já, antes de ir, mas adversária eu não procuro estudar não.

FOLHA - E dopping? Como é que você vê a questão do dopping?

SIRLENE - Corrida é saúde. Não é para usar drogas. Os exames são bons porque aí você pega quem está roubando, não é? Porque você tomar alguma coisa que é proibida é a mesma coisa que você roubar. Então, é um ladrão, não é?

FOLHA - Você falou que atletismo é saúde, mas você tem um histórico de vários problemas que o atletismo causou. Como é que você enfrenta a dor e esses problemas de saúde que o esporte competitivo provoca?

SIRLENE - Ah, eu acho que todo atleta passa por isso. No atletismo você convive com dor 24 horas. Você treina de manhã, à tarde... Você tem treinos fortes, também, que você fica com dor. Às vezes, você levanta da cama para ir treinar e está toda dolorida, não quer ir treinar. Então, acho que o atleta tem que saber conviver com dor, não é?

FOLHA - Qual é o momento mais dolorido numa prova?

SIRLENE - Ah, é quando você está disputando com uma pessoa que você quer já deixá-la para trás e ela não deixa. Você tem que estar com a cabeça boa, mas, se a pessoa também está com a cabeça boa, você vai e a pessoa vai junto. Você já está com dor, com dor, e a pessoa também está... Acho que é a pior parte.

FOLHA - E o melhor momento?

SIRLENE - O melhor é quando ganha.

FOLHA - Você quer que sua filha Beatriz vá correr quando crescer?

SIRLENE - Bom, ela está fazendo natação. Ela competiu no sábado (23.jun), antes de eu competir no domingo, e ganhou uma prova de natação. O pai dela diz que ela está nadando bem, eu quero que ela nade. Mas, no ano passado, ela fez uma corrida de criança e chegou em terceiro. Ela está toda contente, disse que vai ser corredora, mas eu não quero isso para ela, não. É muito dolorido.

FOLHA - Nadar dói menos, não é?

SIRLENE - Nadar dói, mas eu acho que é menos do que correr. Mas ela está animada com a natação, ela diz que quer correr como eu. Vamos ver.

Escrito por Rodolfo Lucena às 06h54

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Ouça as mensagens de seu corpo

Dores diferentes

Na minha coluna de hoje, no caderno Equilíbrio, da Folha (leia AQUI, apenas assinantes da Folha e/ou do UOL), tratei de mortes em corridas e da difícil busca do autoconhecimento, da luta para ouvir e entender as mensagens que o corpo manda. Um dos recados é a dor, a qual às vezes teimamos em não dar bola.

Sobre esse tema, a psicóloga Kátia Rúbio, do Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano (Escola de Educação Física e Esporte da USP), produziu, com o médico ortopedista Flavio de Godoy Moreira, o estudo "Dor, lesão e desempenho esportivo", em que os autores entrevistaram 45 atletas olímpicos brasileiros. Publico a seguir alguns trechos do trabalho, que saiu originalmente na revista "Dor: Pesquisa, Clínica e Terapêutica (vol. 8, nº 1, jan/fev/mar, 2007)", da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.

"Desde o momento do nascimento, exceto pela constatação de alguma insensibilidade congênita, todos os seres humanos convivem com a dor em algum grau. Isso porque ela funciona como um alarme frente a alguma alteração biopsíquica. Alocada entre as funções humanas vitais, a dor tem função adaptativa, educativa e protetora, uma vez que protege o indivíduo de situações de risco à existência. É por meio dessa percepção que se aprende a evitar e reconhecer situações e objetos que provoquem o surgimento ou agravamento de lesões.

"Para que o atleta possa atingir bons níveis de rendimento, é preciso que ele esteja no melhor de suas condições física e psicológica. Essa saúde compulsória reforça a idéia de que o atleta é um indivíduo saudável e que também detém o controle das ações e emoções vividas pelo seu corpo. Entretanto alguns estudos mostram que a superexposição social além dos altos níveis exigência dessa atividade pode levar o protagonista do espetáculo esportivo a atitudes extremas.

"Diante da dificuldade de discriminar o limite de suas habilidades e as diferentes formas de dor, o atleta corre sérios riscos de superar os limiares aceitáveis de suas capacidades, deparando-se então com a possibilidade de lesões. Essa condição é reforçada por criações do senso comum como não há prática esportiva sem dor.

"Em pesquisa realizada com medalhistas olímpicos brasileiros, foi possível observar que vários desses atletas são capazes de distinguir entre a dor relacionada com o esforço de treinamento e a dor ocasionada por lesão.

"A dor do treinamento é gerada pelo desconforto vivido pelo atleta em diferentes momentos da periodização do treinamento. Esses períodos são marcados por uma grande exigência física, necessária para a obtenção de uma forma capaz de dar o suporte necessário às demandas de competições futuras. Relatam alguns dos atletas medalhistas olímpicos que esse tipo de dor é por eles identificada e conhecida desde o princípio da carreira esportiva, e que, portanto, embora desconfortável é passível de convivência sem estranhamento.

"As cargas musculares não-racionais (especialmente de força potente e força máxima) são apontadas como a causa da dor muscular tardia, que normalmente desponta dois dias depois das sessões de treino. Treinadores e atletas não costumam dar muita importância a essas manifestações por considerá-los normais nas sessões de início da temporada, quando é realizada a passagem para grandes cargas ou para uma brusca troca de orientação do processo de treinamento. Mas esse tipo de dor muscular tardia pode produzir sérias alterações de caráter bioquímico, histológico e estrutural no tecido muscular.

"Se a dor do treinamento é admitida como uma constante na vida do atleta de alto rendimento, por outro lado a dor da lesão é vista como insuportável. Enquanto a dor do treinamento é geradora de desconforto, a dor da lesão está associada a inúmeras perdas ocasionadas pelo afastamento de treinos e competições.

"A lesão em si obriga o atleta a alterar radicalmente sua rotina de trabalho, pois agora é obrigado a viver uma rotina de reabilitação. Ou seja, essa modalidade de dor traz agregados inúmeros fatores de ordem extrínseca, como o afastamento da atividade competitiva e da mídia, por vezes a perda de importantes contratos e o risco de uma aposentadoria precoce e indesejada.

"A falta de conhecimento e preparo para o enfrentamento de situações de dor favorece a ocorrência de lesões leves e graves, que podem não só diminuir o rendimento esportivo como também gerar longos afastamentos de treinos e competições ou abreviar o final da carreira competitiva."

Escrito por Rodolfo Lucena às 06h30

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Foto do dia

Ai, que sono!

 

A cena não tem nada a ver com corrida, mas vá dizer que você não adorou a imagem dos tigrinhos de Bengala recém-nascidos.

Com apenas um dia de vida, eles foram mostrados hoje numa feira nos Estados Unidos (foto AP).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h12

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Peachtree 10K

A maior do mundo

Cena da Peachtree Road Race, a maior prova de dez quilômetros do mundo, que reuniu hoje nas ruas de Atlanta, EUA, cerca de 55 mil corredores (foto AP).

Por pouco a corrida de hoje, a 38ª edição da prova, não entra na história como a primeiro do século vencida por um americano. Aliás, um cidadão dos EUA não ganha a prova desde 1991.

Hoje, o nativo da Somália Abdi Abdirahman, naturalizado norte-americano no ano 2000, disputou palmo a palmo a liderança com o queniano Martin Irungu, que disparou nos últimos 400 metros e fechou em 28min01, levando o prêmio de US$ 15 mil.

Em compensação, Abdirahman voltou para casa com mais dinheiro no bolso que o vencedor. É que, além dos US$ 7.500 pela prata, levou ainda US$ 10 mil como melhor norte-americano.

No feminino, a etíope Wude Ayalew venceu com 31min44.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h39

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Em causa própria

Artigos e entrevista

Prezado leitor, não deixe de visitar este blog amanhã.

Como em cada primeira quinta-feira do mês, minha coluna +Corrida será publicada no caderno Equilíbrio, da Folha.

E este blog recebe conteúdos extras.

Amanhã trago para você dois artigos de convidados especiais e ainda uma entrevista exclusiva com uma das maratonistas brasileiras que vai para o Pan.

Aguardo você aqui e na Folha.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h13

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Maratona de Dubai

Coisa fina

O super-recordista etíope Hailé Gebrselassie deu entrevista hoje para anunciar sua participação na maratona de Dubai-2008, apresentada como a mais rica do mundo.

A Standard Chartered Dubai Marathon, marcada para 18 de janeiro próximo, vai dar US$ 1 milhão em prêmios. O vencedor no masculino e a campeã feminina levam US$ 250 mil cada um (o dobro do maior prêmio atual, segundo o site da IAAF, a Fifa do atletismo).

Além disso, a Dubai Holding, empresa do governo de Dubai, anunciou um prêmio de US$ 1 milhão a quem quebrar o recorde mundial. No masculino, a marca a ser derrubada é de Paul Tergat, 2h04min55. No feminino, a recordista é Paula Radcliffe, com 2h15min25.

"Eu gostaria de quebrar o recorde mundial aqui em Dubai e começo amanhã a treinar para isso", disse Haile, observado (na foto da AP) por um representante da patrocinadora do prêmio.

A prova nos Emirados Árabes Unidos será a última do etíope antes da maratona olímpica, que ele também tenciona ganhar. E diz que não vai parar por aí.

Lembra que outros corredores etíopes chegaram à glória olímpica em idade supostamente tardia para esportistas. "Eu tenho apenas 34 anos. Se você for ver, Miruts (Yifter) ganhou a Olimpíada (1980, nos 5.000 m e nos 10.000 m) aos 39 anos, e Mamo (Wolde) tinha 40 anos quando ganhou a maratona olímpica de 1968. Eu terei apenas 38 anos em Londres, em 2012, então, por que não?

Longa vida e saúde ao grande Hailé, que no semana passada quebrou dois recordes mundiais em uma única prova, como você viu neste blog.

Há que lembrar, porém, que, na sua última maratona, exatamente em Londres, ele abandonou por causa de uma alergia. E que, antes de chegar ao calor de Dubai e à umidade de Pequim, vai passar pelo friozinho de Berlim, onde também corre pelo recorde, em setembro próximo.

Mas nem ele nem sua equipe parecem preocupados com os desafios que vêm pela frente. "No mundo ideal, eu gostaria que ele quebrasse o recorde em Berlim por um pouquinho e depois estraçalhasse a marca aqui em Dubai", disse o holandês Jos Hermens, manager de Hailé há muitos anos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h19

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Foto do dia

Salto olímpico

Gulnara Samitova-Galkina, da Rússia, durante a disputa dos 3.000 metros com obstáculos, que ela venceu hoje no Grand Prix Tsiklitiria, no estádio Olímpico de Atenas (foto AP). No ano que vem, as mulheres vão disputar essa prova pela primeira vez em uma Olimpíada.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h22

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Corrida dos Bombeiros

Ladeira da memória

Hoje fiz uma coisa rara na minha curta vida de corredor: repeti uma prova. E que prova!

Participei da 12ª Corrida Corpore Bombeiros, em volta do parque da Independência, na zona sul de São Paulo.

Cerca de 6.000 corredores enfrentaram a manhã, que começou bem fria e continuou friazinha, apesar do benfazejo e tardio sol, e curtiram os dez quilômetros do percurso rápido, mas desafiador, com algumas ladeiras bem tinhosas.

Corri também nas trilhas da memória. A Corrida Corpore Bombeiros de 1998 foi a segunda prova pedestre de minha vida.

Na época, começávamos em frente ao quartel dos bombeiros da praça da Sé, descendo a Rangel Pestana, seguindo por alguns quilômetros pela feiúra da avenida do Estado e embicando pela Dom Pedro 1º para chegar até a esquina do parque da Independência, onde era o retorno.

A volta trazia a maior emoção: a cerca de um quilômetro da chegada tínhamos um desafiador viaduto para subir e o prêmio da descida do outro lado, apenas para ganhar impulso para a subidona final, passando em frente ao quartel dos bombeiros, entrando pela praça da Sé, fazendo uma voltinha para enfim descer com tudo até a linha de chegada.

Algumas centenas de metros daquele percurso foram repetidas hoje, em vielas de paralelepípedos e na própria avenida Dom Pedro I, nas proximidades do parque.

Naquela época, eu já era lento. Começava devagar, seguia devagar e terminava um pouquinho mais rápido. O que me valia passar por muitos que tinham me superado nos primeiros quilômetros.

Aquele viaduto no final da prova e, especialmente, a subida da Rangel Pestana, foram minha alegria de corredor iniciante: mandei ver e perdi a conta das ultrapassagens. Terminei esfalfado, mas feliz.

Hoje, mal suei para fazer um tempo tão bom (ou tão ruim, sei lá) quanto o daquela época, mas também me diverti muito. O melhor foi rever conhecidos das corridas de antanho. A turma de corredores do Piqueri, que conheci lá na prova dos Bombeiros em 1998, é um dos exemplos de grupo animado que tive o prazer de reencontrar.

A corrida de hoje esteve superbem organizada, e o clima era de festa geral, a começar pela grande quantidade de barracas de equipes, empresas e grupos vinculados às corridas, que deram um show à parte. O Corpo de Bombeiros também caprichou, colocando no parque seus carros especiais (haveria uma programação extra depois da prova, mas não acompanhei).

O trajeto foi muito bom, aproveitando o relevo em volta do parque e mais uns quilômetros planos na av. Dom Pedro I para completar o percurso. Com o friozinho, acho que muita gente fez tempos melhores que em muito percurso plano.

Foram três postos de água, e em dois deles peguei copinhos bem gelados. Muita gente da organização colocada ao longo do percurso, aplaudindo e incentivando os corredores.

Para variar, a Corpore ainda não conseguiu acertar no pós-prova. Melhorou muito em relação à meia-maratona, que foi uma bagunça, mas ainda não está no ponto.

Desta vez, a entrega dos kits foi por tamanho de camiseta, o que deveria propiciar mais organização. Talvez fosse preciso mais gente da Corpore orientando os corredores sobre a inovação.

Outra coisa: é preciso colocar a oferta/entrega de isotônico em algum outro ponto, e não antes dos postos de entrega dos kits, porque é aí que acontecem os maiores engarrafamentos.

Mas, como disse, houve um avanço significativo.

A camiseta de mangas longas, como é tradição nessa prova, é muito bacana, e a medalha tem o nome da corrida, a data e a quilometragem. O kit foi bom e ainda ganhamos um iogurte bem gelado no final.

Para completar as boas notícias, na hora em que liguei o computador, no início da tarde, o site da Corpore já trazia um texto sobre a corrida de hoje e os resultados completos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h27

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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