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De olho no Pan - Maratona feminina

As adversárias

Atletas e treinadores são unânimes em apontar que uma das ameaças para as brasileiras Márcia Narloch e Sirlene do Pinho vem do México.

Na manhã deste domingo, no Rio, há que ficar de olho em Maria Elena Valencia, que tem a segunda melhor marca pessoal, atrás da própria Márcia, e o melhor tempo neste ano, entre as competidoras deste domingo.

Sob forte calor e com grandes bolhas nos pés, Valencia mostrou no ano passado, nos XX Juegos Deportivos Centroamericanos y del Caribe, que tem raça e resistência. Terminou a prova em 2h45min49, um tempo fraco, mas que deve ser considerado por causa das condições em que foi obtido. Na mesma prova, a cubana Yailen García, que também disputa a corrida deste domingo, terminou em segundo.

Aliás, tenho a dizer que finalmente hoje essa lista foi colocada no site oficial do Pan. Ontem, até as 19h, nem no sistema fechado de informações ela estava disponível. É uma vergonha.

Copio aqui a lista colocada no ar. Os dados estão em inglês. "PB" é a sigla para melhor resultado, "SB" é a sigla para melhor resultado no ano, "date of birth" é data de nascimento. Como o Pan é no Brasil, seria de esperar que as páginas do site oficial tivessem informações em português. Lamentável.

Bom, chega de reclamação e vamos aos dados.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h41

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De olho no Pan - Fundistas Brasileiros

Quem é quem

Confira o perfil dos corredores brasileiros que vão participar das competições de fundo no Pan --5.000 m, 10.000 m e maratona.

Os dados e as declarações dos atletas foram passados pela Confederação Brasileira de Atletismo.

Na maratona, vão competir Márcia Narloch e Sirlene do Pinho,Franck Caldeira e Vanderlei Cordeiro de Lima. Nos 10.000 m, Ednalva Laureano e Lucélia Peres (que também serão as representantes do país nos 5.000 m), Clodoaldo Gomes da Silva e Marílson Gomes dos Santos, que também estará nos 5.000 m. Nos 5.000 m, além dos já citados, dirá presente Ubiratan Josédos Santos.

A seguir, a lista, em ordem alfabética.

CLODOALDO GOMES DA SILVA
Data e local de nascimento: 19/08/1976, Brasília (DF)
Peso e altura: 58 kg, 1,68 m
Prova: 10.000 m
Técnico: Adauto Domingues
Vice-campeão do Troféu Brasil 2007 com 29:28.39, obteve sua vaga no Pan como segundo colocado do ranking nacional com 28:31.55. Diz que treina duro há mais de dez anos. "Fiz tudo para estar muito bem preparado", comenta o corredor, campeão mundial juvenil dos 20 km (corrida de rua) em Lisboa 1994.


EDNALVA LAUREANO DA SILVA
Data e local de nascimento: 10/12/1976, Lagoa Nova (PB)
Peso e altura: 46 kg, 1,51 m
Provas: 5.000 m, 10.000 m
Técnico: Josenildo Souza Silva
Clube: UFPB (PB)
Moradora de Campina Grande (PB), Pretinha trabalhou na roça até os 21 anos. Lidera o ranking brasileiros de suas duas provas e confirmou as vagas no Pan como campeã dos 5.000 m (com 16:01.70) e dos 10.000 m (com 33:11.73) no Troféu Brasil 2007. "Por minha vontade, a Paraíba vai estar no pódio nesse Pan, nos 10.000 m", avisa. "Também vou correr firme os 5.000 m, embora seja uma prova mais rápida", diz.


FRANCK CALDEIRA DE ALMEIDA
Data e local de nascimento: 06/02/1983, Sete Lagoas (MG)
Peso e altura: 49 kg, 1,70 m
Prova: maratona
Técnico: Antônio Henrique Dias Viana
Clube: Cruzeiro (MG)
Ouro no Pan-Americano de Juvenis em Santa Fé, na Argentina, em 2001 (30:28.73). Sétimo colocado nos 10.000 m do Campeonato Mundial de Juvenis 2002, em Kingston, na Jamaica (29:49.95), onde foi o melhor ocidental classificado. Campeão dos 10.000 m do Troféu Brasil 2005 em São Paulo (29:16.21). Ouro no Campeonato Ibero-Americano de Meia Maratona, em Maracaibo, na Venezuela, em setembro de 2005 (01:04:06). Campeão da São Silvestre em 2006. Quarto na Maratona de Milão em outubro de 2006 (2:14:05), marca que lhe assegurou a terceira posição no ranking e, com a desistência de Marilson dos Santos, a vaga para o Pan.

LUCÉLIA DE OLIVEIRA PERES
Data e local de nascimento: 26/08/1981, Paracatu (MG)
Peso e altura: 53 kg , 1,63 m
Provas: 5.000 m, 10.000 m
Técnico: Edilberto Barros
Clube: ABC (DF)
Moradora de Brasília, a atleta, campeã da São Silvestre 2006, obteve vagas nos 5.000 m (16:16.07) e nos 10.000 m (33:35.14) como segunda colocada do ranking nacional 2007. Acha que as principais rivais serão as mexicanas e as norte-americanas, mas pensa que pode competir em condições de igualdade, mesmo sendo estreante. Quer correr perto dos 33 minutos nos 10.000 m e diz que, "se conseguir", poderá subir ao pódio.

MÁRCIA NARLOCH
Data e local de nascimento: 28/03/1969, Joinville(SC)
Peso e altura: 42 kg, 1,52 m
Prova: Maratona
Técnico: Jorge D'Agostines de Oliveira
Clube: EMSS (RJ)
Aos 38 anos, radicada no Rio há 18 anos, tem a chance de conquistar a primeira medalha do atletismo na competição deste ano: sua prova, a maratona, abrirá o certame atlético no dia 22, às 8:30. Foi campeã em Santo Domingo 2003; em Winnipeg-99, foi a sexta nos 10.000 m. Conquistou a vaga ao correr em 2:35:28 a Maratona de Berlim, em setembro de 2006, marca que a colocou na liderança do ranking brasileiro. É tricampeã das maratonas de São Paulo (1999, 2000 e 2005) e de Porto Alegre (1998, 1999 e 2000).


MARILSON GOMES DOS SANTOS
Data e local de nascimento: 06/08/1977, Brasília (DF)
Peso e altura: 58 kg, 1,74 m
Provas: 5.000 m, 10.000 m
Técnico: Adauto Domingues
Clube: BMF-CAIXA (SP)
Bateu novamente o recorde sul-americano dos 10.000 m, com 27:28.12, no Meeting de Neerpelt, na Bélgica, em 6 de junho. Campeão da Maratona de Nova York 2006 e líder do ranking nacional da prova, abriu mão da vaga e optou por correr nas provas de pista (5.000 m e 10.000 m). É o líder do ranking nacional dessas duas provas. No ranking mundial dos 10.000 m, é o melhor entre os corredores das Américas. No Pan de Santo Domingo 2003, ganhou prata nos 10.000 m e bronze nos 5.000 m.

SIRLENE SOUZA DO PINHO
Data e local de nascimento: 18/01/1976, Araci (BA)
Peso e altura: 45 kg , 1,58m
Prova: Maratona
Treinador: Valmir Nunes
Clube: Brasil FC (SP)
Em 2005 se destacou ao ganhar prata na Maratona de São Paulo 2005 (2:42:35) e a Meia Maratona do Rio (1:14:21), as principais provas nacionais nessas distâncias. No mesmo ano, foi vice-campeã no Ibero-Americano de Meia Maratona em Maracaibo (1:18:15). Prata novamente na Meia Maratona do Rio 2006 (1:14:37). Ganhou a vaga no Pan como segunda do ranking nacional 2006/2007 com 2:35:4, com o oitavo lugar na Maratona de Amsterdã em 15 de outubro de 2006.

UBIRATAN JOSÉ DOS SANTOS
Data e local de nascimento: 13/05/1981, Iguaraçu (PE)
Peso e altura: 63 kg , 1,88 m
Prova: 5.000 m
Técnico: Daniel Ricardo Pereira
Clube: Funtec-PE
Vive numa vila de pescadores em Iguaraçu, onde desenvolve projeto social a partir do atletismo e treina entre coqueirais perto de sua casa. Corre há seis anos e ficou com a vaga ao Pan pelo segundo lugar no ranking brasileiro obtido no GP de Fortaleza, com 13:49.77. Foi bronze no Troféu Brasil 2007 com 14:10.75: "Agora tenho de pensar alto. Quem não quer uma medalha? É um sonho", admite.

VANDERLEI CORDEIRO DE LIMA
Data e local de nascimento: 11/08/1969, Cruzeiro D'Oeste (PR)
Peso e altura: 54 kg, 1,68 m
Prova: Maratona
Técnico: Ricardo D'Angelo
Clube: BMF-CAIXA (SP)
Bicampeão pan-americano (ganhou em Winnipeg 1999 e em Santo Domingo 2003), tenta o terceiro título seguido na maratona, que encerra o programa dos Jogos do Rio no dia 29 de julho. Protagonizou um dos momentos mais dramáticos da história olímpica, ao ser derrubado por um manifestante no km 37 quando liderava a prova nos Jogos de Atenas 2004. Mesmo assim, se recuperou, ganhou a medalha de bronze e teve seu valor reconhecido. Do Comitê Olímpico Internacional (COI), recebeu a medalha Pierre Coubertin, de distribuição restrita. Dos patrocinadores, ganhou todos os prêmios que lhe caberiam como vencedor da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h08

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De olho no Pan - Márcia Narloch

De olho no Pan - Márcia Narloch

Pronta para domingo

Acabei de falar com Márcia Narloch, a campeã pan-americana da maratona, que vai defender seu ouro no domingo de manhã, no Rio.

Ela estava saindo de sua casa, em Freguesia de Jacarepaguá, e iria fazer seu credenciamento na Vila dos Atletas.

"Vou dar uma olhada, ver se fico por lá. Conforme, volto para casa", disse ela, que parecia tranqüila e descansada.

"Estou bem, as perspectivas são boas", disse a veterana corredora, que participa de seu terceiro Pan. "Agora é esperar a hora e ver o que vai acontecer".

Márcia, 38, passou o último mês e meio treinando em Teresópolis e, à pergunta sobre quem seriam suas principais adversárias, responde: "Todas. Na maratona não tem essa de dizer que essa ou aquela vai ganhar. Todas são favoritas".

Além de Márcia, a estreante Sirlene do Pinho vai representar o Brasil na maratona, marcada para as 8h30 de domingo. Você lá leu neste blog entrevista da corredora baiana. Para revê-la, clique AQUI (você precisa rolar a página para chegar até o texto).

Na foto da AP, a chegada vitoriosa de Márcia Narloch em Santo Domingo em 2003.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h48

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De olho no Pan - Atletismo na Vila dos Atletas

Foi por medo de avião...

Nesta sexta-feira, a delegação que representará o Brasil no Pan nas competições de atletismo entra na Vila dos Atletas. A maioria da equipe viaja de ônibus, por causa da crise que atinge os serviços aéreos no Brasil.

O comboio de três ônibus parte de São Paulo às 8h desta sexta e leva muitas esperanças de medalha.

Por exemplo: as duas melhores no ranking das Américas no salto em distância, maurren Maggi e Keila Costa.

Elas também vão disputar o salto triplo, em que Keila é a terceira e Maurren, a quarta, na temporada.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h27

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De olho no Pan - Foto do dia

Alegria de prata

Foi muito legal assistir hoje à comemoração da veterana nadadora Fabíola Molina, que ganhou a prata nos 100 m nado costas.

"Velha" num esporte em que os vencedores têm em torno de 20 anos, ela esbanjou alegria por sua conquista e pelo fato de, aos 32 anos, derrubar a marca sul-americana, dela mesma.

"Não é nada fácil acordar com dor, dormir com dor. Já passei por muitos momentos dífíceis em que questionava se valia a pena. Mas esse momento paga tudo", disse ela (foto Eduardo Knapp/Folha Imagem), que participou pela primeira vez de um Pan em 1991, aos 16 anos.

Saiba mais sobre ela AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h16

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Recorde na meia-maratona

Ratificado e melhorado

A IAAF ratificou ontem o recorde do queniano Samuel Wanjiru na meia-maratona, mas rejeitou a marca anterior que ele havia obtido porque, naquela prova, não houve controle adequado de doping. A marca ratificada, surpreendentemente, é dois segundos mais rápida do que o número oficial divulgado no dia da conquista. A entidade não explicou as razões para a diferença.

Em 17 de março passado, Wanjiru correu em 58min35 a Fortis City-Pier-City Half-Marathon, em Den Haag, Holanda. Foi o segundo recorde mundial dele a aguardar confirmação. Em fevereiro, ele havia quebrado o recorde ao correr em 58min53 a Ras Al Khaimah International Half-Marathon, nos Emirados Árabes.

A conquista nos Emirados, no entanto, não foi ratificada pela Fifa do atletismo porque na ocasião não houve teste para EPO, uma droga que aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue.

A marca confirmada e oficializada para a prova da Holanda foi de 58min33, mais de 20 segundos melhor que a obtida pelo etíope Hailee Gebrselassie em janeiro de 2006 no Arizona, EUA.

Com ratificação ou não, Wanjiru, 20, continua a ser o único homem a quebrar duas vezes a barreira dos 59 minutos para a meia-maratona. Ele pretende disputar neste ano a Great North Run em Newcastle, Inglaterra (30 de setembro), e o Mundial de Corridas de Rua em Udine, Itália (14 de outubro).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h35

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Agenda do campeão

Agenda do campeão

Marílson volta a NY

Os organizadores da maratona de Nova York anunciaram hoje que os campeões da prova no ano passado voltam neste ano para defender seus títulos.

A bicampeã Jelena Prokopcuka, 30, da Letônia, vai tentar ser a primeira mulher, desde 1986, a vencer três vezes seguidas.

E o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, 29, que surpreendeu o mundo ao derrotar monstros sagrados da maratona, sabe que terá muito mais trabalho agora.

"Voltar a ser campeão em 2007 não será fácil, mas aprendi no ano passado que posso correr com, e derrotar, qualquer dos maiores maratonistas do mundo. Sei que não terei o fator surpresa a meu favor este ano, então preciso estar preparado para correr muito mais rápido que antes", disse Marílson.

Até novembro, porém, o atleta tem muito outros desafios pela frente, a começar pelas provas de pista no Pan. Na segunda-feira próxima, ele corre os 5.000 m; no dia 27, os 10.000 m.

A pergunta que fica --e cuja resposta vou tentar obter para você-- é a seguinte: isso significa que Marílson está esnobando o Mundial, que será em agosto/setembro no Japão? Ou, para ser menos provocativo: considera mais importante para sua carreira NY que Osaka?

E você, o que acha? 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h05

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De olho no Pan - Resultados

Pessimismo exagerado?

Longe de mim querer parecer otimista, mas parece que os primeiros resultados do Pan não confirmam as previsões de baixíssima qualidade técnica.

Como você se recorda, antes do início da competição muitos comentavam de que o Pan estava esvaziado, que os EUA vinham com o time B ou C etc. e tal.

Pode até ser verdade, mas o fato é que, independentemente da presença ou não dos supostos melhores quadros (cada um só é o melhor até que outro o supere), as marcas estão caindo.

Na ginástica, os desempenhos foram de nível mundial, a prova masculina de triatlo foi vencida por um dos três melhores do mundo, a dobradinha norte-americana no feminino também não era flor, e hoje já caíram vários recordes pan-americanos na natação.

Aliás, beleza a prova de Rebeca Gusmão e muito bom o trabalho do César Cielo, que roubou o recorde de Xuxa nos 100 m livre, que já durava anos. Cielo bateu os 50 m abaixo do recorde mundial, mas depois nadou para o ouro. Na saída, já deu sinal de que quer mais: "Vamos ver os cinqüentinha", disse ele.

Pode ser que o atletismo venha a ser diferente, com competidores mais fracos e sem destruição de marcas. A partir de domingo, veremos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h48

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De olho no Pan - Homenagem

Luto

Os atletas brasileiras que participam dos Jogos Pan-Americanos farão hoje uma homenagem aos mortos no acidente do vôo JJ 3054, da TAM, que matou quase 200 pessoas no final da tarde de ontem, em São Paulo.

Os integrantes da Delegação Brasileira competirão de luto nesta quarta-feira. Eles vão usar uma faixa preta no braço.

A decisão foi tomada, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, em solidariedade às famílias das vítimas do acidente.

Escrito por Rodolfo Lucena às 23h57

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De olho no Pan - Mundo virtual

Desatualização

O site oficial dos XV Jogos Pan-Americanos precisa correr muito para começar a ficar bom.

O site está perdidaço no sprint: às 16h38, ainda contabilizava apenas três medalhas de ouro para o Brasil, enquantos sites de notícias e portais, como o UOL, há muito tempo já haviam incluído as conquistas de Diego Hypólito e Jade Barbosa, que teve maturidade suficiente para superar a dor da falha de ontem.

Nos fundamentos, o site oficial também cai feio, apesar da carinha bonita. Se você clica nos esportes apresentados na calendário, abre-se uma janela que apresenta link para um sem-número de informações.

Basta bater num link, porém, para a alegria se desfazer. Fui tentar descobrir a lista das atletas que vão disputar a maratona, e o link nem se mexeu. Experimentei em outro computador, com navegador diferente, e também nada.

É muito pouco resultado para tanto investimento.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h51

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De olho no Pan – Triatlo

Dobradinha norte-americana

 

As expectativas de bom desempenho das triatletas brasileiras foram frustradas.

 

Na manhã quente do Rio, as atletas norte-americanas foram senhoras no mar, no pedal e no asfalto.

 

Sem concorrentes, as americanas pedalaram sozinhas, deixando o pelotão lá para trás. Na hora da corrida, então, a distância parecia aumentar sempre.

 

No quilômetro final, Julie Ertel, forte e compacta, mas de passadas amplas e elegantes, despachou a compatriota, a altona Sarah Haskins, e foi atrás do ouro.

 

A melhor brasileira foi Mariana Ohata, que fechou em sexto lugar.  

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h47

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De olho no Pan – Triatlo

Bronze verde-amarelo

 

“O Brasil, na hora da corrida, manda ver”, disse Juraci Moreira, que conquistou hoje a medalha de bronze no triatlo depois de uma prova complicada na natação e um pedal mediano.

O herói do dia foi o americano Andy Potts, que saiu da água na frente e, na hora do pedal, não quis nem saber: “Não tem tu, vai tu mesmo”, ele parecia se dizer para assumir sozinho e isolado a liderança, que manteve por quase 15 quilômetros.

Só então resolveu descansar um pouquinho, para alívio dos comentaristas da SporTV, que não sabiam mais o que dizer frente à mesmice das imagens, que nem sequer alcançavam o pelotão.

“Agora começa p evento, começa a competição”, disseram os televisivos. E, de fato, do ponto de vista plástico, melhoraram as imagens. Mas continuaram repetitivas, como costumam ser as cenas desses esportes (ciclismo, corrida, natação). O que torna a cobertura bem complicada, se não houver, como não há, investimento em mais câmeras para pegar cenas diferentes e, especialmente, investimento em reportagem, para contar o que as câmeras não estão mostrando.

De qualquer forma, o americano sentou na segunda parte do ciclismo e, quando começou a corrida, com dois canadenses liderando com segurança e elegância, ninguém pensava mais nele.

Na marca dos 5.000 m, porém, a coisa foi se modificando. Os canadenses já não se revezavam na frente; um deles, o Brent McMahon, tomou a liderança e o outro foi ficando para trás.

Fora das câmeras, uma guerra se travava no pelotão, até que se desgarrou, sabe quem? O tal americano que já estava dado como carta fora do baralho por causa de sua liderança desabrida e supostamente insensata nos primeiros quilômetros do pedal.

Na tela, o cara perecia um gigante, enchendo o olho da câmera, correndo fácil e descansado, na frente do brasileiro Juraci Moreira, outro que só era contado como esperança da boca para fora, por causa do desempenho mediano para fraco (segundo os narradores e comentaristas) na água e no pedal.

Enquanto o McMahon corria sozinho, elogiado por sua corrida elegante, como se fosse uma Gisele Bündchen das pistas, o Potts soltava o chinelo, queimava o chão. Na marca dos 7.000, Juraci Moreira tomou a decisão mais sensata de sua vida e sentou atrás do gringo, deixando de pensar em disputar posto com ele, mas se segurando para garantir a sua medalha.

E, se alguém duvidasse da sensatez do brasileiro, os quilômetros restantes se encarregaram de deixá-la claro. O canadense começou a desabar, enquanto o americano, que descansara por 25 quilômetros no pedal, vinha que nem um trator. No km final, emparelhou com McMahon, que nem sonhou em reagir, só queria correr para terminar.

E assim fizeram, com Potts chegando sobrando, sorrindo, e o canadense se escorando no pórtico para conseguir atravessar a linha como prata. McMahon teve de receber atendimenmto médico.

Tivesse a prova mais 50, cem metros, e Juraci, 28, que chegou feliz da vida para o bronze, carregando duas bandeiras brasileiras, levaria o segundo lugar com certeza.

 

Bom, não tem nada a ver com corrida, mas não posso deixar de registrar a primeira medalha gaúcha, para quem ninguém diga que eu não sou bairrista.

Foi para João Souza, 23, que levou o bronze na esgrima e deve ter sido o terceirista mais feliz do Pan até agora, ao lado do satisfeitíssimo Juraci. “Ele largou a vida, largou o emprego por este Pan”, disse a mãe do gaúcho, coruja como ela só.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h31

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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