De olho no Pan - Maratona masculina
Os mais rápidos
O brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, além da medalha olímpica, leva para a maratona deste Pan o melhor tempo na carreira entre os competidores (2h08min31).
Perto dele está o também veterano Sílvio Guerra, do Equador, que registra 2h09min49.
Além deles, correram abaixo de 2h12 apenas o venezuelano Luís Fonseca e os dois mexicanos, Francisco Bautista e Procópio Franco.
Este último, por sinal, tem a melhor marca da temporada, segundo os dados disponíveis no site oficial do Pan (que estão incompletos).
O outro brasileiro na disputa, Franck Caldeira, 24, é o mais jovem entre os 15 corredores.
Escrito por Rodolfo Lucena às 15h11
De olho no Pan - 1.500 m feminino
Cenas do ouro

A brasileira Juliana dos Santos passa a norte-americana Mary Harrelson e corre para o ouro, que festeja com a bandeira do Brasil (fotos EFE).

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h00
De olho no Pan - 1.500 m feminino
Juliana de ouro

Juliana dos Santos pula de alegria ao cruzar a linha em primeiro lugar nos 1.500 metros, hoje à tarde.
Não pude ver a prova, infelizmente, mas deve ter sido um show de tática (e de falta de tática).
A julgar pelos números oficiais divulgados no site do Pan, a norte-americana Lindsey Gallo saiu achando que a corrida iria acabar logo ali.
Passou na frente os 400 metros, seguiu liderando nos 800 e ainda era a primeira nos 1.200 metros.
Na reta oposta, porém, não conseguiu mais segurar o ataque da turma.
Vieram sua compatriota Mary Jayne Harrelson, a colombiana Risobel Garcia Mena e outras tantas. E veio a brasileira, que parece não ter dado muita bola para Gallo (que acabou em sexto lugar).
Na reta final, Juliana, que é mulher de Marílson Gomes dos Santos, deu uma olhadinha para Harrelson, que atacava pela direita, e avançou como um raio.
A americana seguiu junto, mas não agüentou o sprint final: Juliana terminou em 4min13s36, quase dois segundos à frente da concorrente, o que é uma eternidade nessa prova. A foto no alto (Reuters, como a abaixo) dá uma idéia da diferença.
Juliana era só alegria: "É maravilhoso estar aqui hoje. Essa medalha
é do Marílson também. Ele tem sido fundamental para mim; me passou confiança,
determinação. É ele que controla a minha parte emocional. Depois de ver a prova
dele, como ele perdeu por tão pouco o ouro depois de batalhar o tempo todo,
entrei pensando que não podia sair da pista sem o ouro, por nós
dois".
A conquista também tem o dedo do técnico Adauto Domingues, que soube chamar à tona o brio de Juliana, como ela mesma contou: "Ele me disse antes de eu entrar: ‘Juliana, o Marílson perdeu no sprint. Quero ver o seu sprint no final, pensa nele nessa reta’".
E não deu outra.
Para saber mais sobre a garota de ouro, clique AQUI.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h35
De olho no Pan - 5.000 m feminino
Show canadense

A canadense Megan Elizabeth Metcalfe, 25, mostrou que não é à toa que, como falei em post anterior, tem o melhor resultado da temporada entre as competidoras deste Pan.
Ela ficou o tempo todo entre as primeiras, no grupinho, variando de quarto para quinto para sexto para quarto lugar, só olhando a prova se desenrolar.
Na última curva da penúltima volta, simplesmente arrancou. Foi como se ligasse um turbo, enquanto as outras ficavam na sua gasolinazinha comum.
Ouviu em primeiro lugar o sino anunciando a última volta, e o ruído pareceu ter lhe dado ainda mais vigor. Fez sozinha os 400 m derradeiros, levando o ouro com o tempo de 15min35s78 e festejando com sua bandeira (foto Reuters).
Eu gostaria muito de saber o que se passava, enquanto isso, na cabeça da norte-americana Catherine Ferrell, 23, a mais jovem das competidoras, que manteve a frente por quase toda a prova.
Ela foi protagonista, por sinal, de uma espécie de batalha de gerações, pois teve como segunda colocada, também ao longo de quase toda a prova, a mais velha na pista, a mexicana Letícia Rocha de la Cruz, 39, dona da melhor marca da carreira no grupo que disputou hoje.
Secundada por sua irmã nova, Dulce Maria, a baixinha mexicana infernizou a vida da norte-americana magricela.
Quando faltavam quatro voltas, as manas chegaram a fazer uma investida, levando junto a canadense, que só então pareceu acordar para a prova.
Dulce Maria ainda deixou a irmã mais velha para trás, mas acabou cedendo. Metros à frente, a norte-americana se garantia no segundo posto com o melhor tempo de sua carreira (15min42s01). E assim terminou a prova.
As brasileiras Lucélia Peres e Ednalva Laureano deram o sangue, mas a diferença para as primeiras colocadas foi muito grande. As duas conseguiram nesta prova os melhores tempos de suas vidas. Lucélia chegou em quinto com 15min47s61 e Ednalva terminou em sétimo com 15min55s46.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h14
De olho no Pan - 10.000 masculino
Deu o mexicano

José David Galván, que citei em post anterior como um importante adversário de Marílson, levou o ouro e quebrou o recorde pan-americano, correndo os 10.000 m em 28min08s74.
Ele arrancou para valer na última curva e, na reta final, Galván e Marílson lutaram palmo a palmo, mas o mexicano tinha mais força, mais chegada: quando passou para ir à vitória (foto EFE, no alto), Marílson já não conseguia reagir.
Depois de cruzar a linha, o brasileiro desabou de cansaço, enquanto o mexicano saía serelepe para merecidamente festejar sua conquista. Pouco depois Marílson se recuperou e foi cumprimentar a platéia carregando a bandeira brasileira.
Com 12 minutos de prova, aproximadamente, Marílson assumiu a ponta num grupinho que tinha ainda os dois mexicanos (Galván e Alejandro Suarez, que chegou a liderar em algumas voltas iniciais), os dois americanos e, mais atrás, brasileiro Clodoaldo Silva.
Quatro minutos mais tarde, a situação já está mais próxima da verdade dos fatos: um grupo de quatro dispara (Marílson, os dois mexicanos e o norte-americano Jorge Torres); o outro americano e Clodoaldo ficam no aguardo.
Aos 17min32, os mexicanos fazem sua primeira investida mais forte. Os dois passam Marílson, que cede até para o americano, mas fica no grupinho e, duas voltas mais tarde, reassume a liderança.
Aos 20min55, Marílson tenta escapar, acelera, mas leva junto os dois mexicanos. Está formado o pelotão que ira até o final. As próximas voltas deixam claro que a decisão será nos últimos metros.
Os mexicanos fungam no cangote no brasileiro. Faltando três voltas, Marílson acelera um pouquinho, mas não consegue fugir.
Os mexicanos aproveitam. Com duas voltas para o final, Galván segura a liderança, que havia assumido metros antes. O outro mexicano acelera para tentar pegar Marílson e, na reta oposta, supera o brasileiro.
Vai dar ouro e prata mexicanos.
Marílson reage. O sino indicando a última volta toca primeiro para ele. Galván segue na cola, Suarez um passo atrás.
Na reta oposta, a disputa é de enlouquecer.
Marílson passa na frente a última curva, mas está claro que sofre muito. Galván está ao seu lado, preparando a hora do bote.
Quando, enfim, ataca, o brasileiro não tem defesa. Leva a prata com 28min09s30, e foi seguido por outro mexicano, Alejandro Suarez, que terminou em terceiro, com 28min09s95. O outro brasileiro da prova, Clodoaldo Silva, terminou em quinto, com 28min28s92 (melhor tempo de sua carreira).
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h03
De olho no Pan - 5.000 m feminino
Mais difícil
As brasileiras Lucélia Peres e Ednalva Laureano vão ter de cortar um dobrado para conseguir medalha na prova de hoje, a julgar pelos dados divulgados no site oficial do Pan.
O melhor tempo de Ednalva é 16min01s70; o de Lucélia é 15min50s08, mas na temporada atual seu máximo foi 16min14s85.
Entre as 12 corredoras, quatro já correram este ano abaixo de 16min. O melhor tempo do ano, entre os divulgados, é da canadense Megan Metcalfe, mas a veterana mexicana Letícia Rocha de la Cruz está a apenas quatro centésimos de segundo.
De La Cruz terminou em quarto os 10.000m, em que sua irmã Dulce Maria levou a prata. Dulce também corre a prova de hoje.
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h34
De olho no Pan - 10.000 m masculino
Jogo de xadrez
Apenas 11 atletas vão se alinhar daqui a pouco para disputar a prova dos 10.000 m.
De acordo com os números informados no site oficial do Pan, o brasileiro Marílson Gomes dos Santos tem o melhor tempo no ano e na carreira (27min28s12), seguido de pertíssimo pelo mexicano José David Galvan (27min33s96).
Dos outros contendores, apenas o mexicano Alejandro Suarez e o norte-americano Jorge Torres também correram a distância em menos de 28 minutos.
Clodoaldo Silva completa o escrete brasileiro. Nascido em 19 de agosto de 1976, seu melhor tempo é 28min31s55.
Para variar, a prova deverá ser um jogo de xadrez, com os adversários se estudando, fazendo pequenos ataques, voltando, até partirem para a definição.
Como você sabe, Marílson gosta de correr na frente, porque "não tem sprint", como dizem os técnicos. Ou seja, ele é muito capaz de manter uma boa velocidade por bastante tempo, mas não tão bom para ir a uma velocidade muito alta por algumas dezenas ou centenas de metros.
Mas história não ganha jogo. Vamos ver o que dá.
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h33
De olho no Pan - Salto em distância
Olha ela aí

Salto de Maurren Maggi, que conquistou o ouro hoje no Pan (foto AP).
Depois da consagração em Winnipeg-1999 e da ausência em Santo Domingo-2003, por ter sido flagrada no antidoping, a atleta volta ao pódio e aos braços da torcida.
Ela saltou 6,84 m. Com a vitória anunciada, deu uma volta olímpica levando a bandeira brasileira e cumprimentou Keila Costa, que ganhou a prata.
Para saber mais sobre a história de Maurren, leia AQUI uma entrevista que fiz com ela em 2002.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h48
De olho no Pan - 400 m feminino
Simpatia

A mexicana Ana Guevara, ouro nos 400 m, festeja a vitória com as bandeiras do Brasil e de seu país (foto Reuters). Ela chegou a dar uma volta olímpica com a verde-amarela.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h15
De olho no Pan - 1.500 m masculino
Bicampeão com recorde

O brasileiro Hudson de Souza festeja a conquista do ouro nos 1.500 m (foto AP). Bicampeão da prova, ele correu em 3min36s32 para quebrar o recorde pan-americano, que era de Joaquim Cruz (3min40s28) e fora estabelecido em Mar del Plata-1995.
"Deu tudo certo hoje", disse ele. "Minha estratégia começar devagar e ir pra cima nos 500 m finais, antes da última volta."
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h05
De olho no Pan - 100 m masculino
No chão

O norte-americano Darvis Doc Patton, escorrega depois de conquistar a prata nos 100 m hoje no Rio (foto AP). À direita, o vencedor, Churandy Martina, das Antilhas Holandesas. O bronze ficou com Brendan Christian, de Antigua.
Patton acabou estatelado no chão (abaixo, foto Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem).

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h39
De olho no Pan - 100 m feminino
Sem parar

Momento único da competição mais rápida do atletismo feminino, capturado por Caio Guatelli (Folha Imagem). A americana Mikele Barber, à frente, quebrou o recorde pan-americano da modalidade.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h53
Badwater
Ultrarecorde para Valmir
O brasileiro Valmir Nunes venceu hoje a ultramaratona de Badwater, nos Estados Unidos, e bateu o recorde da prova, que se apresenta como a mais difícil do mundo.
Nunes, 43, completou os 217 quilômetros da prova em 22h51min29. No momento em que escrevo, apenas ele e o segundo colocado, o húngaro Akos Konya, 32, tinham completado o percurso. A corrida começou ontem, com 84 contendores.
O início é em Badwater, no Vale da Morte, no ponto mais baixo da América do Norte (85 m abaixo do nível do mar). A chegada é no portal do monte Whitney, a 2.533 m. Os corredores passam por grandes subidas e descidas ao longo do percurso e enfrentam enorme variação de temperatura. O calor sufocante chega a 50 graus Celsius.
No release pré-prova, a organização previa que o vencedor deste ano completaria a prova em de 24 a 28 horas. Ledo engano. Valmir Nunes (foto Chris Kostman/Divulgação), de Santos, esmigalhou o recorde anterior em quase duas horas. A marca do norte-americano Scott Jurek (24h36min08) foi estabelecida em 2005.
Entre os derrotados por Valmir neste ano está o ultraman Dean Karnazes, ex-campeão da prova, que se notabilizou com a publicação do livro "Ultramaratonista".
Para saber mais sobre o ultramaratonista brasileiro, que também é o treinador de Sirlene do Pinho, bronze na maratona neste Pan, leia AQUI entrevista que me concedeu quando quebrou o recorde das Américas em ultramaratonas de 24 horas.
Escrito por Rodolfo Lucena às 15h24
Na internet
Vanderlei virtual
Entrou no ar hoje o site oficial do medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima, que é um dos representantes do Brasil na maratona neste Pan.
O site deixa evidente a parceria entre o atleta e seu treinador: os dois aparecem juntos na curiosa foto principal da página, em que Vanderlei está de bigode e cavanhaque, fazendo lembrar o cantor e compositor Tom Zé.
O endereço do site é www.vanderleidelima.com.br.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h40
De olho no Pan - Salto com vara
Vôo de ouro

Fabiana Murer voa para conquistar a primeira medalha de ouro do atletismo brasileiro neste Pan (foto Lalo de Almeida/Folha Imagem). De quebra, pulverizou o recorde pan-americano ao estabelecer a marca de 4m60, 20 cm superior ao antigo recorde.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h11
De olho no Pan - 5.000 masculino
Mais bronze

Marílson Gomes dos Santos, campeão da maratona de Nova York, ficou com o bronze nos 5.000 m no final da tarde de hoje. Ele terminou em 13m30s68.
O americano Ed Moran, que terminou em primeiro, com 13m25s60, é o novo recordista pan-americano. A prata foi para o mexicano Juan Luis Barrios, que aparece ao fundo na foto, um pouco à frente de Marilson, ambos desfocados (EFE).
Marilson disse que esperava o terceiro posto e ficou feliz com o resultado: "Estou acostumado a correr maratonas e, por isso, não tenho um bom sprint final. A torcida está de parabéns. Agora, é descansar para os 10.000m".
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h04
De olho no Pan - 10.000 m feminino
Bronze mineiro

A mineira Lucélia Peres conseguiu na última volta garantir o terceiro posto na prova feminina dos 10.000 m, que terminou agora há pouco.
Até cerca de metade da prova, Peres e Ednalva Laureano estavam na frente, mas então sofreram o ataque da americana Sara Slattery, que assumiu a ponta para não mais largá-la.
Metros depois de tomar a frente, a norte-americana ainda deu uma leve escorregada na canaleta da pista, mas não chegou a perder o equilíbrio.
No ataque para assumir a liderança, levou consigo a mexicana Dulce de la Cruz, que na penúltima volta fez um esforço danado para emparelhar com Slattery. Quando esta arremeteu na última volta, porém, a mexicana teve de se contentar com a prata. A campeã fechou em 32min54s41.
Lá atrás, depois de ser ultrapassada, Lucélia Peres caiu para o terceiro pelotão e, aos poucos, foi se recuperando.
Nas três últimas voltas, emparelhou com a outra corredora mexicana e ficou na briga. Perdeu o bronze na penúltima volta, mas retomou depois do toque do sino, que anuncia os últimos 400 metros.
Terminou medalhada e festejou o terceiro posto como se fosse ouro (foto da EFE), fortemente aplaudida pela galera, comemorando com a torcida e agradecendo o apoio.
"Estou muito feliz, esta medalha é como se fosse ouro para mim. A prova teve atletas fortíssimas, mais experientes do que eu. Fico feliz por ser a primeira a ganhar medalha para o atletismo, ainda mais por ser meu primeiro Pan", disse Lucélia Peres.
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h36
De olho no Pan - Maratona feminina
A campeã

A cubana Mariela Gonzalez cruza a linha para conquistar a medalha de ouro na maratona feminina (foto AP).
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h17
De olho no Pan - Maratona feminina
Cansaço

A medalha de bronze Sirlene do Pinho é carregada no colo para ser atendida (foto AP).

Márcia Narloch, segunda colocada, é atendida depois de terminar a prova (foto Reuters).
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h15
De olho no Pan - Maratona feminina
As brasileiras

No primeiro terço da corrida, Sirlene do Pinho (esq.) e Márcia Narloch correm emparelhadas por alguns instantes (foto Reuters).
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h10
De olho no Pan - Maratona feminina
Primeiros quilômetros

Ainda na parte inicial da maratona, grupo de corredoras passa pela praia de São Conrado (foto AP).
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h08
De olho no Pan - Maratona feminina
Autocrítica das meninas
Medalha de bronze, a maratonista Sirlene do Pinho reconheceu seu erro de estratégia na prova.
"Quis decidir já no começo, fui precipitada e acabei cansando. Não deu, mas espero que esteja em outros Pans e que possa ganhar a medalha de ouro. Preciso ainda aprender muito com a Márcia", afirmou a fundista, segundo a reportagem do UOL.
A experiente catarinense, porém, não deixou barato:
"Eu queria correr com uma estratégia, mas ela não ouviu. Às vezes é bom ouvir os mais experientes", afirmou Narloch em entrevista coletiva ao lado de Sirlene, que sorriu. "Mas esse é mais um aprendizado para ela, que a maratona é uma prova para você crescer no fim."
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h39
De olho no Pan - Maratona feminina
Estratégia errada??
Olha, gente, dá para argumentar que Sirlene do Pinho e Márcia Narloch erraram a estratégia na prova de hoje.
As duas começaram a maratona muito forte e, lá pelo km 14, tinham ampla distância sobre o segundo pelotão. Foi quando eu perguntei, no blog, se não era o caso de elas fazerem alguma economia.
Márcia, que estava em segundo, tinha, no km 15, uma folga de 25 segundos sobre a terceira colocada, que já era a cubana Mariela Gonzalez.
Ela manteve a balada, deixando as outras sofrerem.
Passou o km 20 pouco mais de 30 segundos atrás de Sirlene, que aumentou para 36 segundos a diferença na meia-maratona. A essa altura, Márcia já tinha passado a fazer a sua prova, lá no quarto lugar.
E a Sirlene mantendo: chegou aos 25 quilômetros com 41 segundos sobre a cubana. E aí começou a desabar. Foi também quando Márcia, que estava em quarto, passou a avançar sobre a outra cubana, a Yailen Garcia, que, naquele momento, tinha o bronze.
Tudo mudou na passagem do km 30: uma Sirlene bem cansada segurava uma limitada margem de apenas 11 segundos sobre Gonzalez, e Márcia já estava em terceiro.
Pouco depois, a cubana emparelhou e passou sem tomar conhecimento da brasileira: no km 35, já tinha uma vantagem de 30 segundos, e Sirlene continuava a sofrer.
Lá atrás, outro drama se desenrolava. A segunda cubana via diminuir rapidamente sua vantagem sobre a mexicana Jessica Rodriguez, que fora de cerca de dois minutos no km 30 e agora estava em menos de 50 segundos.
No km 40, troca (quase) tudo. Márcia passa Sirlene e vai para a prata, a mexicana engole a cubana.
Márcia sofre no último km, passa a marca dos 42 olhando para trás (não sei por quê, pois Sirlene estava bem distante) e vai passeando até o final, comemorando com o público, mostrando alegria apesar de não ser a vitoriosa.
Claro que agora é fácil falar, mas será que o resultado não seria outro se as duas brasileiras tivessem segurado suas forças desde cedo, fechando um primeiro pelotão um pouco mais amplo? Eu acho que, se viessem emparelhadas, Márcia conseguiria dominar a cubana no final.
Mas a vida não tem "se" depois dos fatos. Também pode ser que, se viessem emparelhadas, todas descansadas, a cubana abrisse um montão na hora do pega.
Bem, de qualquer forma, todas as concluintes foram verdadeiras heroínas do asfalto, enfrentando um calorão que levou os termômetros a 27 graus Celsius no início da corrida, explodindo para quase 30 por volta das 11h, segundo informou o locutor de SporTV.
Aquela argentina que desandou a correr no início, passando reto pelos postos de água, não concluiu a prova.
A mexicana Maria Elena Jimenez, que, como foi citado neste blog, era apontada por especialistas como a grande adversária das brasileiras (tinha o segundo melhor tempo pessoal das concorrentes), abandonou a prova depois do km 10.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h58
De olho no Pan - Maratona feminina
Números oficiais
Vamos ver se funciona a minha fotografia dos resultados

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h10
De olho no Pan - Maratona feminina
Primeiros números
Bem, as marcas que informei estavam erradas. Como tinha dito, eram no olhômetro, não-oficiais.
Os primeiros resultados são os seguintes:
Mariela Gonzalez, Cuba, 2h43min11
Márcia Narloch, Brasil, 2h45min10
Sirlene do Pinho, Brasil, 2h47min36
Jessica Rodriguez Galvan, México, 2h48min11
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h33
De olho no Pan - Maratona feminina
Atendida
Sirlene passou a linha para o bronze e desabou.
Acaba de ser aparecer na TV sendo carregada no colo para receber atendimento médico.
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h19
De olho no Pan - Maratona feminina
Acabou
Vitória da cubana Mariela Gonzalez com aproximadamente 2h33min. Vamos confirmar daqui a pouco o tempo oficial, mas deve ser o melhor tempo da vida da cubana.
Marcia terminou cerca de dois minutos depois.
Sirlene leva o bronze com cerca de 2h37.
A cubana acaba de ser levada em uma maca.
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h17
De olho no Pan - Maratona feminina
Falta pouco
A cubana Mariela Gonzalez segue para o ouro.
Parece estar sofrendo muito, mas falta pouco para uma conquista histórica.
Ela participou da Olimpíada de 2004, terminando em 3h02, no lugar 59. Em 2002, venceu fácil a maratona de Madri. E foi prata na maratona do Pan de Santo Domingo, perdendo exatamente para Márcia Narloch, que agora está em segundo.
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h10
De olho no Pan - Maratona feminina
Rumo ao final
A cubana acabou de fazer o último retorno.
Agora ela tem uma reta só até o final.
Não dá para saber a distância sobre a Márcia, mas parece ser mais do que tranqüilo para Gonzalez.
Para não dar o resultado de barato, lembro que tudo pode acontecer numa maratona,.
E que a prova só acaba quando termina.
Mas parece muito difícil uma recuperação da brasileira.
Escrito por Rodolfo Lucena às 10h02
De olho no Pan - Maratona feminina
No visual
Com 2h24 de prova, finalmente deu para ver Márcia na mesma tela que Gonzalez.
Mas a distância é grande, o sol é forte e a cubana parece ir firme.
O locutor acha que ela está mostrando cansaço e que a Márcia está inteira.
De novo, pode ser só torcida. E não vejo mais a Márcia na TV. Faltam quatro quilômetros.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h56
De olho no Pan - Maratona feminina
Márcia vem aí
Márcia Narloch passou Sirlene com pouco menos de 2h20 de prova.
Temos ainda cerca de 15 a 18 minutos de prova, talvez dê para a Márcia.
Segundo o pessoal da TV, ela está num ritmo mais forte do que a cubana.
Mas não dá para saber, pode ser mais torcida do que avaliação tranqüila.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h53
De olho no Pan - Maratona feminina
Qual é a distância
Com cerca de nove quilômetros para o final, a distãncia da cubana sobre Sirlene é de 100 metros. Márcia, em terceiro, aproxima-se da corredora baiana.
A cubana parece que não está nem aí. Vamos ver.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h46
De olho no Pan - Maratona feminina
Passeio
A cubana Mariela Gonzalez corre muito fácil, solta, tranqüila.
Sirlene do Pinho mantém o segundo lugar, à distância, mas já olhou para trás algumas vezes.
Aumenta o número e o tempo das interrupções nas transmisssões da TV, então fica ainda mais complicado passar a você informações com uma boa dose de precisão.
Vamos tentando.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h44
De olho no Pan - Maratona feminina
Abriu
Um minuto mais tarde, a cubana abriu bem em relação a Sirlene do Pinho. E Márcia Narloch se aproxima aos poucos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h31
De olho no Pan - Maratona feminina
Passou
Com 1h59 de prova, a cubana mariela Gonzalez ultrapassa Sirlene do Pinho.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h29
De olho no Pan - Maratona feminina
Chegou
Mariela Gonzalez já está no visual e daqui a pouco vai bufar no cangote de Sirlene.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h28
De olho no Pan - Maratona feminina
Estratégia suicida?
Correr forte e sozinha sob o forte calor e umidade pode parecer estratégia suicida de Sirlene do Pinho.
Mas eu lembro a Maratona de São Paulo de 2005, em que ela só ia fazer 25 quilômetros, mas escapou e terminou em segundo.
Neste momento, a cubana já está bem próxima, menos de 20 metros.
O final vai ser emocionante.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h26
De olho no Pan - Maratona feminina
Momento de caos
Com as constantes interrupções das transmissões, fica difícil acompanhar com precisão o andamento da prova.
Além disso, a marcação dos quilômetros é pouco clara e, para piorar, a TV não busca os marcos nas imagens.
Completando a situação, o pessoal que está transmitindo, como já disse antes, parece estar sabendo quase tanto (ou tão pouco) quanto a gente, que está assitindo.
É raro aparecer alguma informação além das óbvias, mostradas pelas imagens no ar.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h20
De olho no Pan - Maratona feminina
Capacidade de sofrer
As duas líderes passam agora pelo cais do porto do Rio de Janeiro.
Enfrentaram uma série de viadutos (neste momento, Sirlene está num deles).
A TV acaba de informar que Márcia Narloch está em quarto lugar.
Voltando às líderes: a questão agora é saber quem resiste mais ao calor e quem consegue enfrentar melhor a dor.
Sirlene parece ter percebido que tem perseguidora e aperta o passo.
Falta pouco, menos de um terço da prova, mas ninguém ainda pode dizer que tem a mão no ouro.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h16
De olho no pan - Maratona feminina
Ela vem chegando
Quase no km 27, a cubana segue correndo firme atrás de Sirlene do Pinho.
A distância entre elas está em 130 metros, conforme a TV acabou de mostrar.
Sirlene rodava, naquele instante, a 16 km/h, contra 15 km/h da cubana, mas Sirlene estava numa descida.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h12
De olho no Pan - Maratona feminina
Deu Rebeca
Com 1h30 de maratona, a SporTV 3 cortou as transmissões para passar a natação, em que Rebeca Gusmão disputava o ouro nos 100 m livre.
Por alguns segundos, ainda manteve a maratona num quadrinho na parte inferior da tela, mas logo cedeu ao ritmo de Gusmão.
A brasileira, "gigante pela própria natureza", como diz a tatuagem em seu braço, conquistou o ouro.
Na maratona, Sirlene segue sozinha, mas seu rosto, que acaba de ser mostrado em close, revela o esforço que faz.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h05
De olho no pan - Maratona feminina
Cubana na perseguição
A cubana Mariela González se consolida no segundo lugar.
Está correndo forte e é experiente em enfrentar o calor.
No ano passado, ela conquistou seu décimo título na meia-maratona de Havana, com 1h18min08.
Seu melhor tempo é 2h36min52; o de Sirlene, 2h35min45.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h00
De olho no pan - Maratona feminina
Escapou bem
Chegando perto do km 20, Sirlene do Pinho está correndo sozinha.
Mesmo quando ela fica ca no canto inferior da tela da TV, ninguém aparece lá no alto.
Quem surge é Mariela Gonzalez, a cubana, que está a mais de 130 metros de distãncia.
A TV não mostrou quando a Márcia ficou para trás.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h42
De olho no Pan - Maratona feminina
Sem a faixa
Na altura do km 16, depois de se hidratar mais uma vez, Sirlene arranca a faixa da cabeça, que está totalmente encharcada.
Ela ainda amassa, torce a faixa, mas não volta a colocá-la. Atira a faixa de lado e segue com a cabeça livre.
A baiana radicada em Santos vem forte. Ao que parece, a estratégia dela é abrir, correr forte e depois tentar aumentar ainda mais (brincadeira, gente).
Márcia está a uns 30 menos, calculados no olhômetro.
Pode ser que eu diga uma bobagem, mas acho que, nesta altura, as duas já podiam dar uma aliviadinha para não se desgastarem tanto. Claro que isso não se faz em prova desse tipo, mas fica a impressão de que a Sirlene está botando muita pilha. Tomara que ela não esteja exagerando.
Lembre-se que não tenho a mínima idéia de como estão as meninas do terceiro pelotão (o segundo é a Márcia, certo). Aliás, o pessoal da TV também não sabe. Pode ser que a mexicana, a colombiana e a cubana estejam se segurando para um bote mais tarde.
O certo é que o sol é destruidor. Quem melhor resistir ao calor e à umidade terá as melhores chances de um bom resultado.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h33
De olho no Pan - Maratona feminina
Sirlene abre
No km 14, no túnel, Sirlene aperta o passo e abre uma distância mais confortável sobre Márcia Narloch.
As duas já estão, agora, sob o sol, e a distância sobre a catarinense, calculada no olhômetro, é de cerca de 20 metros.
O segundo pelotão está longe. Com 47 minutos de prova (no momento que escrevo, já são 54 minutos), Sirlene e Márcia tinham 128 metros de vantagem sobre o segundo pelotão.
Mas, como você sabe, ainda é muito cedo para pensar em qualquer tipo de previsão.
Sirlene corre solta.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h25
De olho no Pan - Maratona feminina
Pau a pau
Márcia encosta na Sirlene, parece que vai segurar o ritmo um pouco.
Sirlene tem o rosto mais tranqüilo, a Márcia vem naquele seu estilo característico, meio invocado , como se estivesse sofrendo.
A catarinense passa a baiana, mas não segura, Sirlene consegue manter a frente com 44 minutos de prova.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h15
de olho no Pan - Maratona feminina
Brasil na frente
Sirlene do Pinho acabou de passar o km 11 na liderança.
Márcia Narloch também apertou o ritmo e ultrapassou a argentina.
As duas brasileiras abrem com aparente facilidade.
Vamos ver o que dá.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h12
De olho no Pan - Maratona feminina
Sirlene encosta
Na altura do km 10, a argentina mantém uma passada forte, ritmo constante, consciente, mas Sirlene do Pinho se aproxima bem, chegando pelo lado.
Márcia Narloch vem atrás.
No posto de água, a argentina passou em branco de novo.
Sirlene encosta e vai passar.
Passou, voltou, as duas seguem lado a lado, alternando a liderança.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h08
De olho no Pan - Maratona feminina
Argentina escapa
Pouco depois do km 6, a argentina Claudia Camargo, que tem 2h35min04 como melhor tempo, procura se desgarrar do grupo e abre alguns metros sobre a segunda colocada, a brasileira Sirlene do Pinho.
Quando terminei de escrever este texto, a prova já estava no minuto 27, a argentina tinha acabado de passar em branco por um posto de água e continuava abrindo sobre Sirlene.
Escrito por Rodolfo Lucena às 07h58
