Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Torcida

Brasilien, brasilien!

Essa feira que estou cobrindo, aqui em Berlim, é basicamente voltada para o mundo televisivo, para a eletrônica de consumo.

Então tem TV para todo o lado, de tudo quanto é tamanho, com as mais diversas tecnologias, roncando um som irado e mostrando imagens de altíssima qualidade.

Pois estava eu entretido a acompanhar as novidades em um dos estandes quando ouço uma TV se esganiçar toda: "Brasilien, brasilien" mais alguma coisa que eu não entendi. Mas o cérebro percebeu, de revesgueio, que tinha algo do Brasil sendo mostrado em alguma TV próxima.

Fui atrás, rapidinho, e ainda vi ao vivo e em cores o Sandro Viana (acho que foi ele, mas o locutor não falou ou eu não entendi) fechar o nosso 4x100 em primeiro lugar. Comecei a dar um grito, ainda que meio desconfiado, pensando que fosse o ouro.

Não era: o Brasil terminou em primeiro uma prova de classificação e está na final, neste sábado.

Agora a coisa vai ficar feia: a equipe nacional está praticamente no meio do caminho, com três seleções com tempos melhores.

Bom, quem larga na final está disputando medalha. Em Sydney, o 4x100 foi buscar. Vamos ver em Osaka.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h40

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Berlim

Na beira do rio

Caro leitor, desculpe pela rapidez destas mal traçadas linhas.

Estou em Berlim, na cobertura de uma das maiores feiras do mundo na área de eletrônica de consumo, e o tempo está curtíssimo.

Hoje ainda dei uma corridinha depois do trabalho. Fui conhecer uma alameda que tem à beira do rio que corta a cidade.

Aqui, o rio é navegado por barcos turísticos, a gente vê famílias de patos nadando e, nas margens, vez que outra tem até alguém pescando.

Eu trotei uma hora para frente e para trás e só vi belezas. Prédios magníficos aproveitando a placidez da natureza, como a Casa de Cultura e o Bundestag, ambos de arquitetura moderna e arrojada.

Como estava chovendo um pouquinho, não deu para ver muita coisa, mas a cidade é limpa, tranqüila e não fede (pelo menos, na área em que corri).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h07

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3ª Corrida TVB Campinas

Tristeza

O administrador de empresas Rodrigo Pazinatto de Campos, 30, desmaiou ao terminar a prova de domingo, em Campinas, foi atendido imediatamente, mas morreu antes de chegar ao hospital.

Atleta amador, Rodrigo treinava regularmente e "se cuidava muito, fazia muitos exames", disse o pai do rapaz.

Para parentes e amigos, foi uma fatalidade.

A prova de 10 km teve a participação de 2.000 atletas. Rodrigo de Campos foi o primeiro da equipe da Hípica a completar o percurso.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h06

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Mundial de Osaka - 3.000 m com obstáculos

Em linha para o pódio

A esquadra queniana parece nem se esforçar mais no final dos 3.000 m com obstáculos e já festeja a trifeta na modalidade. O ouro foi de Brimin Kiprop Kipruto, seguido por Ezekiel Kemboi e Richard Kipkemboi Mateelong (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h38

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Mundial de Osaka - Salto com vara

Não deu, mas deu

A russa Yelena Isinbayeva leva o maior tombo ao falhar na tentativa de estabelecer um novo recorde mundial hoje em Osaka.

Mas, para não sair de mãos abanando, ela levou o ouro na competição (4,80 m) e mostra abaixo toda a sua alegria, festejando a marca com uma cambalhota (fotos AP).

A brasileira Fabiana Murer deu o seu melhor salto do ano, 4,65 m, e ficou em sexto lugar.

Mesma posição, aliás, que sobrou para Maurren Maggi (foto Reuters) no salto em distância. Ela marcou 6,80. Logo em seguida veio a outra brasileira, Keila Costa, que saltou 6,69 m.

A esquadra russa fez ouro, prata e bronze no salto em distância.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h29

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Mundial de Osaka - 10.000 m masculino

Trilegal

O etíope Kenenisa Bekele, embrulhado na bandeira de seu país (foto Reuters), cumprimenta o público e festeja sua vitória em Osaka.

Com o ouro de hoje, ele passou a ser tricampeão mundial dos 10.000 m.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h03

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Mundial de Osaka - 3.000 com obstáculos

A vez das mulheres

Essa competição feminina, que já tem alguma história no atletismo, fará sua estréia em olimpíadas nos Jogos de Pequim, no ano que vem.

Hoje, a russa Yekaterina Volkova (no centro, foto AP) venceu, seguida por uma compatriota. No terceiro e quarto lugares, a dobradinha foi queniana.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h55

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Mundial de Osaka - 100 m feminino

Volta por cima

Veja só a alegria da jamaicana Veronica Campbell (foto Reuters). É um misto de conquista e alívio, pois ela dera tudo de si, acreditara ter vencido a prova, mas o resultado não saía.

Chegaram a dizer que a vencedora havia sido uma americana, mas finalmente saiu a palavra final: ouro para a a jamaicana, prata para a ex-campeã mundial Lauryn Williams (EUA), no mesmo segundo.

A mesma dobradinha, mas invertida, havia chegado na frente no último mundial.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h42

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Jadel é prata no Mundial de Osaka

Ainda dá para melhorar

O saltador brasileiro Jadel Gregório (foto Reuters) acaba de conquistar a medalha de prata no salto triplo no Mundial de Osaka, com17,59 m.

Ele perdeu para o português Nelson Évora (natural de Cabo Verde), que saltou 17,74 m para estabelecer um novo recorde em seu país.

Promessa de ouro neste Mundial, Jadel já havia saltado 17,90 m neste ano, quebrando o recorde sul-americano, que era de João do Pulo.

Mas parece que continua não se dando tão bem como poderia nos Mundiais. Pelo menos, melhorou sua performance, pois foi quinto em Paris-03 e sexto em Helsinque-05.

O norte-americano Walter Davis completou o pódio em Osaka.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h39

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Mundial de Osaka - Cena do dia

No chão

O marroquino Youssef Baba (808) e Daniel Kipchirchir Komen (772), do Quênia, levaram o maior tombo hoje durante a semifinal dos 1.500 m. Nenhum deles se classificou (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h38

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Juventus festeja a Mooca com 10k

Travessuras encabritadas

Fazia muuuito tempo que eu não rodava 10 km em menos de uma hora. Pois aconteceu hoje, na simpaticíssima Corrida do Juventus, que ajuda a festejar os 451 anos da Mooca, o italianíssimo bairro da zona leste paulistana.

Foi tudo num ambiente muito família, simples e organizadinho -ou quase, pois na sexta-feira ainda não estava no site as informações sobre onde pegar os kits. Eu liguei no final da tarde e me disseram para voltar a ligar no sábado pela manhã.

Fiquei sabendo que o número e o chip seriam entregues a partir das seis da manhã de hoje, e já me preparei para uma bagunça das boas.

Que nada. Cheguei quase em cima da hora, depois das 7h30, e pude pegar tudo o que precisava e ainda tomar uma agüinha antes de ir para a largada, na rua que leva o nome do clube.

Atrasou alguns minutos, mas em compensação tocaram o Hino Nacional, como pouca gente cantando e muitos ainda se mexendo, alongando, não dando a mínima.

Cada um com seu cada qual. A corneta soa, e os primeiros metros já dão uma idéia do que vai ser a prova: sobe-se um pouco, desce-se um tantinho, pega-se uma subidona, descansa-se numa descida para voltar a subir.

O percurso parece desenho de um moleque encabritado, que levou a sério o apelido do clube --Moleque Travesso, pois costumava dar sustos nos grandes de São Paulo--, que está registrado até no hino.

As conversas entreouvidas deixam claro o espírito paroquiano do evento.

Aqui correm pai cinqüentão, mãe que se esfalfa e filho que não está nem aí; mais à frente, colegas de trabalho ou vizinhos de rua se espicaçam, amigos da academia correm juntos e se desafiam, garotas mostram esforçada seriedade para subir os quilômetros iniciais, que oferecem um leve aclive.

Há água no km 3, onde inicia uma longa descida. Quase no fim dela, ainda bisbilhoto na conversa de dois veteranos: "Tia Mariquita mora por aqui, numa travessa da Paes de Barros. Ela tem 92 anos, mora há mais de 30 nesse apartamento".

Ante a surpresa do outro, a continuação é um desenho da Mooca em meados do século passado: "Antes ela morava num cortiço, ali na outra rua, em frente à fábrica".

Os dois sessentões tentam achar o endereço antigo, mas a rua já está toda picotada por prédios, duvido que ainda sobre lugarzinho para um cortiço. E não tenho muito tempo para ver, pois percebo que meu ritmo está muito bom e trato de aproveitar.

Depois do km 5, começa a volta. A descida por onde viemos agora é um longo subidão, mas dá para ficar abaixo de 6min/km e ainda por cima vou passando muita gente.

Então trato de apertar mais um pouco, chegar ao topo e relaxa na descida que se apresenta. Sei que sempre haverá mais uma curva, mais uma subidinha(veja abaixo a altimetria do percurso), até que nos avisam que aquela é a rampa final.

De fato, é só correr para o abraço.

Para alguns, porém, o esforço e o calor foram demais: logo depois de eu chegar, um sujeito desmaiou a menos de 50 metros da meta. Quando saí, estava sendo atendido na ambulância.

No meu relógio está marcado o tempo recorde dois últimos dois anos, pelo menos: 59min15. É bem verdade que meu GPS registrou apenas 9.860 metros, mas também liguei o relógio antes da largada. Vamos ver o que vai dizer o tempo oficial.

A prova foi uma delícia, com esse percurso de sobe-e-desce, nas feias e cinzentas ruas da Mooca, ricas de passado e de poluição. A medalha é muito bonita, com todas as informações necessárias. O kit foi bem razoável, com bebida isotônica, iogurte de beber, maça e barrinhas de cereal.

Mas o que vale é correr. E nisso a prova foi uma agradável travessura dominical.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h38

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Mundial de Osaka - 100 m sem recorde

Cadê o Asafa?

É talvez a pergunta que o público presente ao estádio olímpico de Osaka esteja fazendo. O homem mais rápido do mundo foi engolido na pista, depois de uma largada que parecia promissora para o jamaicano.

A festa ficou para o homem mais rápido do mundo neste ano, o norte-americano Tyson Gay, que guardou suas forças para um ataque a partir da metade do percurso. Ele levou o ouro e ainda estabeleceu sua melhor marca do ano: 9s85.

Em segundo lugar, não ficou o recordista Asafa Powell, mas Derrick Atkins, das Bahamas, que correu os 100 m em 9s91 e estabeleceu um novo recorde nacional.

O dono do recorde mundial largou bem e tinha a liderança, mas isso só até a metade da prova. Asafa Powell teve de se contentar com o bronze e com dar explicações:

"Eu cometi alguns erros e não consegui acelerar bem. Isso é péssimo, pois estou em ótima forma e essa deveria ser a minha corrida. Quando eu percebi que ele (Gay) estava vindo, as coisas ficaram mal para mim".

O vitorioso Gay apenas confirma: "Tive uma péssima largada, com Asafa na minha frente, mas de repente eu percebi que poderia alcançá-lo _e deu certo!".

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h40

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Mundial de Osaka - Vitória dramática dos 10.000 m

Volta por cima

 Depois das primeiras cinco voltas na pista, a esquadra etíope dominava o cenário e parecia que iria se repetir, no feminino, o que acontecera na prova masculina em Paris-2003.

Para a jovem campeã mundial, tudo seguia como sopa no mel. Mas, na marca dos 6.000, Tirunesh Dibaba, 21, tropeça e bate na colega Mestawet Tufa: as duas caem na pista.

Dibaba fica meio tonta, mas segue massageando a barriga. Tufa tem de colocar um tênis perdido, volta a correr, mas acaba desistindo.

Dibaba fica na dela, entra em processo de recuperação. Leva ainda um quilômetro para se juntar ao pelotão da frente e, aos poucos, passa brigar para ficar no grupo que lidera.

Ela tem de enfrentar a ex-compatriota Elvan Abeylegesse, que corre pela Turquia e decide mandar ver faltando um quilômetro para o final.

Dibaba ficou firme atrás, mas, quando tocou o sino indicando a última volta, arrancou tal qual uma gazela para terminar no seu melhor tempo deste ano: 31min55s41.

A ex-etíope Abeylegesse chegou quatro segundo depois, e o pódio foi completado pela norte-americana Kara Goucher.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h59

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Mundial de Osaka - Cenas da Maratona

Essa valeu

O suíço Viktor Rothlin festeja sua medalha de bronze como se tivesse conquistado o lugar mais alto do pódio (foto Reuters).

Ele foi quem fez a maior festa no estádio, fuzarqueando com seus tênis: sentou no chão, tirou os sapatos de corrida, beijou os tênis, fez o diabo e ainda correu com a bandeira de sua terra.

Bem que ele fez. Tem de celebrar mesmo, pois seu feito não é poca porquera, como a gente diz no Rio Grande do Sul.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h02

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Mundial de Osaka - Maratona

Ele é o cara

O campeão Luke Kibet celebra sua vitória com a bandeira de sua pátria no estádio olímpico de Osaka (foto AP).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h57

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Mundial de Osaka - Brasil na Maratona

Entre os 20

José Telles, piauiense de Rio Grande, ficou firme nas ruas de Osaka e chegou em 18 lugar na maratona.

"Ficar entre os 20 já será uma vitória", tinha dito antes da prova o técnico Ricardo D`Angelo, que treina o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro da Silva.

Pois Telles, 36, completou em 2h22min24.

Role a página deste blog para ler uma entrevista que fiz com ele antes da partida da delegação brasileira para o Japão.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h48

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Terminou

Feliz da vida e acenando para o público japonês, Luke Kibet é o novo campeão mundial da maratona. Ele terminou a prova em 2h15min58 (tempo não-oficial).

Rothlin entrou em terceiro no estádio, em desesperado sprint para ultrapassar Shami nos últimos metros, mas seu esforço foi em vão. Conquistou o bronze, porém, o que não é pouco coisa.

Asmeron fecha em quarto lugar, e depois o Japão faz a festa: tem o quinto, o sexto e o sétimo lugares. Esse resultado provavelmente dá ao país-sede a Copa do Mundo.

Kiplagat finalmente chegou caminhando e vai receber ajuda. Kibet (no foto Reuters, durante a largada) vai também dar uma força ao compatriota.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h30

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Rumo ao estádio

Kibet passou o km 40 com uma diferença de 1min22 (não-oficial) sobre Shami, que luta para garantir o segundo lugar, seguido por Kiplagat.

O queniano, porém, é ultrapassado por Asmeron, que vem bombando e vai ameaçar Shami. Kiplagat vai sendo ultrapasdsado por outros corredores que vêm detrás.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h19

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Olha o Brasil aí

Os dois brasileiros nas ruas japonesas, na altura do castelo de Osaka (foto Reuters).

Em primeiro plano, José Telles. À esq. dele, Giovane dos Santos.

Acho que a prova já acabou, mas ainda não colocaram o resultado no ar.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h14

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Olha o ladrão!

No finalzinho da prova, novos perseguidores apresentam armas.

Atrás de Kibet e Shami estão agora Ramadhani and Rothlin.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h02

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Falta pouco

O queniano Luke Kibet, 24, parece mesmo ter se descagarrado dos perseguidores.

O melhor tempo dele é 2h08min52, estabelecido em 2005 na Holanda.

Seu principal perseguidor é Shami, do Catar, pois seu compatriota Kiplagat parece ter perdido as forças para disputar, ainda que se mantenha no principal grupo de perseguição.

O líder já passou do km 35 e provavelmente quando os repórteres colocarem o próximo post a prova já terá terminado.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h58

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Fumaça branca?

Será que a maratona já tem um vencedor? Os repórteres que atualizam o site da IAAF acreditam que, na altura do km 31, o queniano Kibet pode estar começando a encostar o pé na medalha de ouro.

Os líderes passaram o km 30 com 1h36min56, e pouco depois Kibet resolveu tentar uma escapada, sob um sol que leva os termômetros a mais de 30 graus Celsius. A umidade relativa do ar já caiu para 60%.

Kiplagat e Shami seguem na perseguição, mas ficam na mesma balada. Para os repórteres, os dois perseguidores não estão se sentindo tão bem quanto o líder, que parece a eles mais relaxado e tranqüilo.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h50

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Primeiras definições?

Com uma hora e meia de prova, passam pelo castelo de Osaka, um dos prédios mais imponentes da cidade (foto EFE).

Os quenianos Kibet e Kiplagat lideram, e junto com eles vão Mubarak Hassan Shami, do Catar,  e Yared Asmerom, da Eritréia.

Um bom número de corredores já parece ter desistido ou está se preparando para desistir, trotando lentamente. Um atleta de Uganda sentou na calçada para receber ajuda médica.

A estrela suíça Victor Rothlin  aparece em sexto lugar, pouco atrás de Samson Ramadhani, da Tanzânia. Na opinião dos observadores, eles não podem ser descartados.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h43

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

A meia já foi

Os líderes passaram a metade da prova em 1h08min29.

Havia 25 corredores a uma distãncia de até cinco segundos deles.

Já chegam ao km 25, e o pelotão se reduziu para uma dúzia.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h28

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Atraso geral

O pessoal que reporta a corrida está demorando para colocar informações novas e o faz com bastante atraso: com 1h18 de prova, o dado mais novo é dos 20 quilômetros, que os líderes passaram em 1h04min59.

A lentidão permitiu que novos corredores se somassem ao pelotão líder, que agora é uma massa de cerca de 30 atletas.

A maratona neste Mundial é também uma competição por equipes, a Copa do Mundo de Maratonas.

Cada país é ranqueado com base do desempenho de seus três melhores atletas (o Brasil só tem dois na prova).

Na altura do km 15, a liderança era do Quênia, seguido por Etiópia e Marrocos.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h20

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

O pelotão se afina

Os dois quenianos não conseguiram manter a distância sobre o segundo pelotão, mas pelo menos derrubaram o número do grupinho da frente.

Kiplagat e Kibet passaram o km 15 com 48min39 e apenas 15 atletas se mantêm a uma diferença de poucos segundos dos líderes.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h06

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Quenianos arriscam

Chegando perto da primeira hora, dois quenianos resolvem arriscar: Kiplagat e Luke Kibet, que já vinham ensaiando tomar a ponta, abrem uma espaço em relação ao pelotão.

Bouramdane, Ramaala e Ali El Zaidi, da Líbia, saem na perseguição para fechar o espaço. El Zaidi deve ser o primeiro a encostar nos líderes.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h53

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Quem sai?

Com 41 minutos de prova, o marroquino Bouramdane (2h10min41) lidera, mas tem 15 corredores na sua cola, um ou dois passos atrás.

Eles ficam se testando, vende se alguém arranca, puxa, tenta uma investida nesses momento ainda iniciais. Mas ninguém parece com muita vontade de virar boi de piranha.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h47

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Um quarto já foi

Na altura do km 10, o quenianno William Kiplagat (2h06min50) lidera, tendo ao lado Ambesse Tola e Gusida Shentema, da Etiópia.

O pelotão ainda é denso. Há 56 corredores a uma distância máxima de seis segundos do líder.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h42

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Brilho destruidor

O sol já brilha mais forte, e a temperatura sobe para 29 graus. Os marroquinos tomam a frente do pelotão, com Abderrahime Bouramdane, Khalid El Boumlili e Rachid Kisri.

O corredor com melhor tempo pessoal na prova de hoje é o espanhol Julio Rey, que fez 2h06min52 em Hamburgo no ano passado. O segundo melhor tempo é do sul-africano Ramaala.

Para que fique claro, esta cobertura (quase) ao vivo é baseada nas informações que estão sendo colocadas no ar no site da IAAF. O site oficial é atualizado a intervalos irregulares, e eu acho que os responsáveis pela atualização estão vendo a prova pela TV, pois nem sempre conseguem cravar dados exatos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h38

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Mundial de Osaka - Maratona ao vivo

Redução de ritmo

Os líderes passaram o km 5 em 16min37, o que dá pouco menos de 3min20 por quilômetro.

É uma redução significativa em relação ao pontapé inicial: como você viu aqui, eles passaram o primeiro km em 3min10.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h24

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Mundial de Osaka - primeiro dia

Tempo quente

A maratona masculina começou no instante exato, como previsto. Os termômetros marcavam 27 graus Celsius, com umidade relativa do ar de 87 por cento.

Ou seja: sempre dá para piorar, mas essa combinação redunda em um ambiente bem ruim para a prática esportiva, quanto mais correr uma maratona.

Por isso mesmo, os primeiros quilômetros estão rolando em ritmo lento. Um grupão passou o primeiro km em 3min10, ainda no estádio Olímpico de Osaka (foto EFE).

Já nas ruas, fecham o segundo km com tempo total de 6min40, ainda com um pelotão amplo na frente. Hendrick Ramaala, da África do Sul, Migidio Bourifa, da Itália, e vários quenianos estão firmes por ali.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h20

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Mundial de Osaka - Maratona

Correr com determinação

Daqui a pouco, começa a maratona masculina no Mundial de Osaka, no Japão. Dois brasileiros participam da prova.

Eu conversei com um deles, José Telles, um dia antes do embarque da delegação brasileira para o Japão.

Ele contou um pouco de sua expectativas e de sua vida de corredor.

Folha - Qual sua expectativa para o Mundial?

José Telles - A minha expectativa é boa. Eu fiz uma preparação boa lá na Colômbia, na cidade de Paipa. Fiquei 45 dias lá treinando, me preparando para essa prova e estou bastante confiante em fazer uma boa participação nesse Mundial. Neste ano eu corri a maratona de Turim, na Itália, em abril. Fui bem, corri 2h14m, fui quinto lá. Estou bem, estou melhorando. Essa preparação que eu fiz agora na Colômbia me deixou mais animado ainda.

Folha - Por que? O que há de diferente?

Telles - Tive uma preparação boa e estou me sentindo bem, não é? Estou sentindo que, realmente, dá para melhorar essa marca minha de 2h14m e com certeza dá para correr menos. No Mundial, se eu correr em torno de 2h11m, com certeza vou ficar entre os primeiros.

Folha - Que benefícios traz a preparação em Paipa?

Telles - Justamente a altitude, lá na cidade de Paipa é 2.600 de altura, não é? Então isso beneficia a gente, para nós que moramos no nível do mar a gente sai para fazer um trabalho desses de altitude, então, quando a gente volta para correr no nível do mar a gente corre bem melhor, não é? Realmente, isso funciona mesmo. Quando você desce para cá, você consegue respirar melhor.

Folha - As condições em Osaka, com calor e umidade, devem equilibrar as coisas, não?

Telles - A competição fica mais de igual para igual para nós. No meu caso, que sou aqui do Brasil, país de clima tropical, então, isso para mim é melhor, ajuda mais ainda.

Folha - Hoje você é um atleta profissional. Como é viver de correr?

Telles - Eu sou profissional desde 97. Realmente, não é fácil não. Hoje em dia já está mais ou menos. Quando eu comecei como profissional era mais difícil ainda. Depois que os resultados melhoraram, com a vitória na Maratona de São Paulo, em 2005 (foto), isso me deu uma certa estabilidade para manter patrocínio. Dá para levar, dá para sobreviver, não é? Sou casado, tenho família, três filhos.

Folha - Antes de correr, o que você fazia?

Telles - Eu sou do Piauí, vim para São Paulo em 1989, trabalhar na indústria. No Piauí, eu nasci em Rio Grande, uma cidadezinha que fica a 360 km da capital, Teresina, não é? E, eu nasci no campo mesmo, no interior, na roça e trabalhava na roça desde moleque. Meus pais, meus avós criavam nós. A gente corria para lá e para cá, para colocar os animais no curral e acho que isso me ajudou muito, hoje, na corrida, não é?

Folha - Mas aí com 18 anos você resolveu sair de lá é isso?

Telles - Eu já tinha um irmão aqui, o Adalberto, que é corredor também. Ele sempre me incentivava para correr. Um dia resolvi correr, gostei e estou aí até hoje.

Folha - Gostou por quê? O que você pensa quando corre?

Telles - Realmente, quando a gente está correndo você pensa em vencer, não é? Tem que ir com consciência na prova, você se prepara bem e entra na prova para vencer mesmo. Às vezes, não funciona, mas você tem que entrar determinado a ganhar a prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h02

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Mundial de Atletismo em Osaka

Vai começar

 

Começa hoje o Mundial de atletismo, que tem como prova de estréia a maratona.

Dois brasileiros vão participar de prova, a partir das 19h: Geovane dos Santos e José Telles, que tem no currículo uma vitória na maratona de São Paulo (2005).

Geovane nasceu em Itabaianinha, Sergipe, e apareceu no mundo das corridas de rua brasileiras com um quinto lugar na maratona de São Paulo em 2004, quando fez sua estréia na distância. No ano passado, esse ex-garçon que vive em Santos venceu a Corrida de Aracaju e a Meia-maratona da Corpore.

O piauiense José Telles de Souza, 34, leva na bagagem sua recente vitória nos 10 Km da Unicsul, em São Paulo. É corredor profissional há dez anos.

Eles vão participar de uma prova dura e muito disputada, mas também corrida em ambiente de muita festa. O povo lá vem se preparando com afinco para fazer um avento muito bacana, a começar pela cerimônia de abertura (na foto da Reuters, cena do ensaio em que dançarinas formam a palavra Run - correr).

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h22

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Campeões dos bípedes de todos os tempos

A velocidade dos dinos 

Meu caro amigo, vivesse você no tempo dos dinossauros e teria de ser um corredor muito, mas muito bom mesmo para conseguir escapar do brutamontes Tiranossauro Rex.

Apesar de seu tamanhão todo, o terrível carnívoro conseguia correr a quase 29 km/h, o que dá pouquinha coisa a mais do que dois minutos por quilômetro, para usar uma medida mais palpável para nosso universo corredor.

Essa foi a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Manchester sob o comando do especialista em biomecânica Bill Sellers e do paleontologista Philip Manning.

Eles usaram um supercomputador para tentar determinar as velocidades de cinco tipos de dinossauros bípedes: Compsognathus, Velociraptor, Tyrannosaurus rex, Dilophosaurus and Allosaurus.

De acordo com o modelo desenvolvido, que foi calibrado com base em dados da velocidade de um atleta profissional de 71 kg, o mais rápido foi o Compsognathus.

Pouco conhecido do grande público, esse pequeno ser que viveu há cerca de 1560 milhões de anos tinha apenas 3 kg e uma estrutura óssea semelhante à de um lagarto. Ele conseguia correr cem metros em pouco mais de seis segundos.

Um espécime médio atingia velocidades de até 64 km/h, segundo o estudo publicado em "Proceedings of the Royal Society", o que o torna provavelmente o mais rápido bípede de todos os tempos.

Deixaria no chinelo a superveloz avestruz, a campeã dos seres de duas pernas nos dias de hoje. Segundo o modelo, um exemplar de 65 kg corre a apenas 55,4 km/h.

O Comps (para os íntimos, é claro) também dava um banho no feroz Velociraptor (foto), que foi alçado ao estrelato da violência pelo filme "Parque Jurássico". O malvadão atingia no máximo meros 40 km/h.

Claro que tudo isso é um modelo criado em computador, baseado em expectativas de desempenho de acordo com a estrutura óssea e a musculatura. Há registros de avestruzes de verdade, por exemplo, correndo a mais de 63 km/h.

Ao que os pesquisadores respondem que provavelmente também haveria Comps capazes de desempenho melhor que o previsto pelo supercomputador.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h42

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Fome de asfalto

As ruas de Perdizes

Várias ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, estão com asfalto novo (ou, pelo menos, com cara de novo).

Quando vejo as alamedas negras, reluzentes, não resisto e aperto o passo, puxo um pouco mais, quero aproveitar o prazer do novo.

O asfalto assim brilhante, com as pinturas brancas ainda não corrompidas pela poluição nem pela borracha dos pneus, parece mais acolhedor, menos prejudicial aos joelhos e outras articulações.

Tem um quê de emborrachado, mas infelizmente eu sei, com meus próprios músculos e ossos, que isso é só impressão.

Mesmo assim, dá ganas de correr mais forte na subida da Apinagés. São dois quilômetros encabritados, da Sumaré à Heitor Penteado. Parece pouco, mas faça isso quatro vezes, ida e volta, e você já tem um treininho de subidas e descidas para ninguém botar defeito.

A Monte Alegre é outra cujo asfalto recebeu banho de loja (é mais velhinho, mas ainda está bonito). Lá se sobe sempre e, de repente, despenca-se por uma escadaria quase a pique, para então voltar a subir tudo em um quarteirão curtinho (nessa parte, o asfalto já é bem usado).

E há outras. No início da manhã, quando essa parte da cidade ainda está acordando, se espreguiçando, correr por ali traz asfalto pro sangue, seja lá o que isso possa significar. Mas você entende, não?

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h20

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Running Show no pavilhão da Bienal

Parquinho de diversões

Começa nesta quarta-feira em São Paulo o Running Show, uma superfeira dedicada ao mundo das corridas que terá lançamento de produtos, algumas ofertas e descontos, cursos e palestras. Em suma, um verdadeiro parque de diversões para corredores.

Faz parte de um evento ainda maior, a Adventure Fair, que realmente é de deixar a gente com água na boca, especialmente nos estandes que mostram cenários e opções do turismo de aventura.

No ano passado, achei que havia poucas promoções e descontos nos estandes da parte de corrida. Tenho recebido montes de material de divulgação de empresas e parece que isso vai ser um pouco melhor neste ano.

Os cursos e palestras são uma realização da Associação dos Técnicos de Corrida. Bem, este que vos fala está na lista dos palestrantes: vou falar nesta quinta-feira, às 16h30, sobre mídia e corridas de rua.

As palestras são abertas ao público em geral, e a participação é gratuita, mas é necessário fazer uma inscrição. No site, a informação é de que não há mais vagas, mas acho que, se você estiver mesmo interessado em algum dos temas e aparecer na hora, acaba conseguindo vaga.

Os cursos são destinados a profissionais da área.

A relação completa das palestras você encontra AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h43

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Cena do dia

Salto alto veloz

 

As duas moças da foto (AP) participam da Stiletto Run, uma corrida para mulheres de salto alto que foi realizada no sábado em Berlim como parte de um evento do mundo da moda.

E não é à toa que elas fazem tão esforço (ou parecem fazer, a julgar pelos rostos crispados): a corrida dava um prêmio de 10 mil euros em compras.

Cem mulheres participaram da prova de cem metros, que teve cronometragem com chip (ao lado). A vencedora foi Denise Hanitzsch, 24, que completou o percurso em 14s7.

Ao que parece, essa corrida já virou tradição nas várias edições desse evento fashion. Pelo menos, foi o que me pareceu ao fazer uma rápida pesquisa na internet, que está lotada de vídeos da competição.

Abaixo, o documentário da corrida do ano passado.

Este aqui é um clipe de propaganda da prova deste ano.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h17

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Foto do dia

Vivo e nas ruas

Elvis está vivo e correndo pelas ruas de Minneapolis, nos Estados Unidos. Pelo menos, lá estão fãs que se vestem como o cantor Elvis Presley.

Eles participaram hoje da primeira Running of the Elvises, uma corrida para fantasiados que faz parte das homenagens ao artista, que morreu há 30 anos (o aniversário da morte foi ontem).

O percurso da prova tinha impressionantes e desafiadores dois quarteirões (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h40

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Movimento estudantil

Correndo na chuva

 

Para fugir do calorão que está fazendo na Carolina do Sul, a estudante Lauren Jaynes aproveitou a chuva para um treininho básico na pista da The University of South Carolina, em Columbia (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h38

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Entrevista com Monica Otero

Entrevista com Monica Otero

A conquista de Badwater

A paulista Monica Otero é a primeira mulher da América do Sul a completar a ultramaratona de Badwater, que percorre 217 quilômetros e cruza o o deserto de Mojave, na Califórnia. Mãe de dois filhos, essa sobrevivente a um câncer de intestino começou sua vida de peregrina no primeiro ano deste século, percorrendo parte do Caminho de Santiago. E agora, aos 51 anos, fez sua maior aventura, que ela conta nesta entrevista, que foi a base de reportagem publicada hoje no caderno Equilíbrio da Folha (AQUI, para assinantes da Folha e/ou do UOL).

Folha - Como você define a Badwater?

Monica - Sacrifício. Exige muito treino. Ela é considerada a corrida a pé mais difícil do mundo. Não pela topografia nem pela quilometragem, mas pelas condições do tempo. Você correr sob uma temperatura acima de 50º não é fácil. E quando me diziam que a maioria dos atletas, durante a corrida, perdia o paladar, eu falava: ‘Gente o que é isso, perder o paladar?‘, e eu experimentei isso.

Folha - E como é perder o paladar?

Monica - Qualquer coisa que você vá mastigar vira uma pasta seca e você não consegue engolir. Tudo resseca, você não consegue engolir nada. Eu tinha fome, mas não conseguia comer. Então, um pedacinho de pão, um pedacinho de batata, um pedacinho de maça, você mastiga, mastiga, mastiga e não adianta. Para engolir aquilo, você tem que ter muita força de vontade e tomar alguma coisa junto, porque senão não desce.

Folha - E como você chegou a participar da prova?

Monica - Você tem que ser qualificado. Porque mais de 2.000 se inscrevem. Atletas do mundo inteiro se inscrevem para fazer essa ultramaratona, mas só 90 podem participar a cada ano. Eles selecionam por currículo, mas há um número de atletas que eles escolhem a critério deles. Eu acredito que eu tenha sido escolhida não pelo currículo, mas a critério deles, porque eu acho que eles têm que dar chance para novos atletas, tem que dar essa abertura. E, quando eu terminei a Brazil 135 em 67 horas, o Mário Lacerda, que é o grande organizador de tudo isso, me chamou.

Folha - Como foi isso?

Monica - Ele falou: ‘Monica, eu gostaria que você se inscrevesse para a Badwater. Eu gostaria muito que uma mulher fosse, e eu não conheço no Brasil alguém que tenha feito uma prova de 135 milhas e que já tenha estado na Badwater como pacer‘. Eu tinha ido no ano passado como pacer do Manuel Mendes, e ser marcador de ritmo é um pré-requisito, já é uma qualificação. Eu me inscrevi no último dia, em janeiro, e no dia 15 de fevereiro recebi o e-mail. Eu falei: ‘Gente do céu, fui escolhida‘. Eu comecei a tremer, eu comecei a chorar, as pernas bambearam. Aí eu falei: não tem o que fazer: agora é treinar e treinar muito. Aí eu comecei a ser orientada pelo Mário Lacerda...

Folha - Como eram os treinos?

Monica - Eu já estava treinando, fazendo musculação em uma academia em Alphaville. E comecei a treinar em piscina, corra dentro d‘água para diminuir o impacto. Então, duas vezes por semana, eu fazia uma hora na piscina, depois eu saía e fazia hidroginástica na piscina, logo em seguida. Depois eu corria, no mínimo, três horas aqui no residencial...

Folha - Você não tirava folga?

Monica - Treinava seis dias por semana. À noite, eu fazia sauna, eu fazia step dentro da sauna, isso duas vezes por semana. O único dia que eu tinha descanso era aos sábados. De treino, porque eu trabalhava. Eu tinha uma cafeteria, que vendi agora em maio, uns dias antes de eu viajar. Eu trabalhava no comércio, mas abandonei o comércio na parte da manhã, para eu poder fazer meus treinos. Eu trabalhava à tarde; à noite, ia para a academia. Sábado era o único dia que eu não treinava, porque era o dia que eu fazia as compras para o café. E no domingo eu treinava o dia inteirinho: eu saía às seis, sete da manhã e só voltava às sete, oito da noite andando.

Folha - Como você se alimentava nessas longas caminhadas?

Monica - A minha história é um pouco diferente. Eu não tenho perfil de atleta, sou gorda... Eu tenho um problema muito sério com alimentação. Há dez anos, eu tive um câncer de intestino. Tive um, não, tive recidiva, aí eu fiz colostomia, passei por todo processo de quimioterapia, então eu tenho muitas restrições alimentares. Muita. Eu não como nada que tenha fibra. Eu não tomo leite. Eu não tomo iogurte nem nada que tenha grão, tirando arroz. A única fruta que eu como é a maçã, sem a casca. Agora, eu estou introduzindo a banana, depois de dez anos... Existe, assim, uma dificuldade muito grande...

Folha - Sua alimentação é mais líquida?

Monica - Olha, é muito complicada minha alimentação, porque tem dia que eu estou bem e aí como pão. Eu gosto de pão integral, mas tudo que tem muita fibra, eu não posso. Tem dia que eu como arroz e uma carne grelhada. Nada com gordura, nada com pimenta, nada com molho. Então, para mim é difícil. A Badwater, eu fiz praticamente em jejum, comendo azeitona, massa e um suplemento de chocolate. Teve uma hora que me deu diarréia, eu não consegui tomar mais. Então, a minha condição de atleta é uma condição diferente. Não é nada daquilo que é comum nas pessoas.

CONTINUA....

(As fotos usadas nesta mensagem e ao longo da entrevista de Monica Otero são de RODRIGO CERQUEIRA, que acompanhou a participação de corredores brasileiros em Badwater e gentilmente cede as imagens para publicação neste blog. Ele fez muito mais fotos, que você pode ver AQUI.)

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h37

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Entrevista com Monica Otero - segunda parte

Peregrinações

 

Folha - Só em fevereiro você começou os treinos para Badwater?

Monica - Na realidade, foi depois que eu recebi o e-mail dizendo que eu tinha sido aceita, mas eu já tinha uma base, o treino que eu tinha feito para a Brazil 135. Mas foi mais uma musculação, uma coisa leve, não foi nada como esse treino para a Badwater. Eu já tenho uma característica de resistência, porque eu já andava muito. Meu processo de andar é desde menina. Minha mãe falava que eu dava muito trabalho para ir para a escola. Quando chegava a hora de ir para a escola e ela falava: ‘Cadê a Monica?‘, eu estava andando. Então, eu vivia dando volta. ‘Ah, mãe, vou dar uma voltinha antes de ir para a escola‘. Então, essa história de andar, para mim, já é de muito tempo. E, eu fiz em 2001, cinco anos depois de todo esse processo que eu passei, de quimioterapia, eu comecei a fazer, assim, umas caminhadas oficiais. Eu fiz uma parte do Caminho de Santiago, daí eu fiz o Caminho do Sol.

Folha - Foi o início de suas peregrinações...

Monica - Eu participei da primeira turma do Caminho do Sol. Depois, eu voltei e refiz o caminho, e foi quando eu conheci o Mário Lacerda, que também era peregrino. Depois, eu fiz o Caminho da Luz, o Caminho das Missões, fiz o Caminho da Fé, que é onde acontece a Brasil 135. Então eu já tinha assim experiência de caminhadas longas, porque eu já fiz quase todas.

Folha - E quanto duravam essas caminhadas?

Monica - Eu não tinha nenhum propósito de tempo. Mas notei que, enquanto as pessoas chegavam ao albergue cansadas depois de 20, 25 quilômetros, eu chegava inteira. Comecei a notar que esse negócio de andar, para mim, era muito fácil. Eu acho que já é até uma questão de genética, não é? Eu andava e chegava bem. E, o Mário notou isso em mim. Então, quando ele organizou a Brazil 135, houve uma prova-teste, antes da prova oficial.

Folha - Quando foi isso?

Monica - A Brazil 135 foi em janeiro deste ano, e a prova teste foi no ano passado. Alguns atletas foram, e eu fiz 160 quilômetros em 36 horas. Eu tinha uma equipe de duas pessoas como apoio, mas eles estavam muito cansados e resolveram parar. Daí, como não podia ir sem apoio, eu também parei.

Folha - Isso você fez, principalmente, caminhando?

Monica - É, foi, eu não sou muito de correr, não. Eu tenho um passo firme e não paro. A minha característica é andar, por exemplo, 80 quilômetros sem parar. Tem gente que anda, corre, corre, e depois pára para descansar. Eu vou num ritmo mais lento, mas não paro.

Folha - Daí aconteceu a Brazil 135...

Monica - Em janeiro deste ano teve a prova oficial e aí, além de ajudar na organização, eu corri. Mas essa prova foi muito difícil para mim. A pessoa que iria comigo, como apoio, não pode participar. Daí, de última hora, eu arrumei um outro pacer, que eu não conhecia, o Eber Valentim. Mas, quando ele chegou e eu vi o currículo dele, eu falei para o Mário (organizador): ‘Esse rapaz é muito bom, eu não vou tirar um talento desses só para andar comigo à noite. Vamos inscrevê-lo como atleta‘. Ele aceitou, e o Eber acabou conquistando o quarto lugar na prova. Com isso, eu fiz o percurso sozinha.

Folha - Por que é preciso ter marcador de ritmo nessa prova?

Monica - O pacer não é só isso. É quem dá total apoio ao atleta, porque o atleta não pode levar nada, a finalidade dele é correr. É aquele que cuida de tudo. Água? A água está na mão. Estou quente, joga uma água no meu rosto. Vai lá e joga. Quero comer isso. Toma, tudo na mão. Por isso que é difícil você fazer sem o pacer. Mas eu decidi pegar uma mochila, colocar tudo o que eu iria precisar...

Folha - O que o você levava?

Monica - Água, material de pronto-socorro, faixa, agulha, linha, uma tesoura para furar se tivesse bolha, meia, coloquei um segundo tênis, comida, as lanternas, uma de cabeça, uma de mão, pilhas extras, uma capa de chuva. Eu sei que eu pesei a minha mochila dava seis quilos.

Folha - Você pesa quanto?

Monica - Eu estava com 63 quilos.

Folha - Quase dez por cento do seu peso...

Monica - É, exatamente. É muito. Para uma corrida desse tipo é muito peso. Aliás, não era nem para correr com mochila, no máximo, uma garrafinha de água. E aí a gente teve, também, um problema que choveu o tempo inteirinho. A chuva não deu trégua. E correr no barro, não dá. Tinha horas, assim, que eu enfiava o meu pé, o pé saía e o tênis ficava. Eu tinha que parar, pegar o tênis. Então eu levei mais tempo que o necessário, porque eu não conseguia correr com aquele barro, aquela lama

Eu vi que eu estava me atrasando, que eu não ia conseguir terminar a prova no limite do tempo. Eu sempre era a última a passar nos postos de controle. Teve horas que eu pensei em desistir da prova. Aí eu levei por birra, eu falei: ‘Não, independente do tempo de prova, eu vou continuar, agora é por marra. Nem que eu termine em quatro dias‘. Aí eu mandei um recado para o Mário, pedindo para ele mas esperar mesmo depois do prazo porque eu ia chegar.

Ah, eu só queria terminar aquilo, gente, eu queria. Eu queria terminar, porque eu tinha prometido para os meus filhos que eu iria terminar.

CONTINUA...

(As fotos usadas nesta mensagem e ao longo da entrevista de Monica Otero são de RODRIGO CERQUEIRA, que acompanhou a participação de corredores brasileiros em Badwater e gentilmente cede as imagens para publicação neste blog. Ele fez muito mais fotos, que você pode ver AQUI.)

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h33

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Entrevista com Monica Otero - terceira parte

Entrevista com Monica Otero - terceira parte

Reviravolta na vida

 

Folha - Quantos filhos você tem?

Monica - Eu tenho dois, mas eu não moro com nenhum. Um mora com o pai, que até eu me separei neste ano.

Folha - Agora, antes de Badwater?

Monica - É, foi assim: 28 anos de casamento, virgem, primeiro namorado. No início foi legal, mas foi um casamento meio tumultuado, porque eu queria fazer as minhas corridas, as minhas caminhadas, e ele muito ciumento. E, sempre a gente estava brigando por causa disso. Aí quando foi neste ano, nós entramos num acordo, e ele aceitou. Eu já estava querendo me separar há mais tempo, mas ele não queria. Aí, quando foi este ano, ele resolveu: ‘Ah, com você não tem jeito, então...‘ Mas foi um ano muito sofrido para mim, porque ele fez uma exigência, que para mim foi muito dura. Ele só aceitava a separação se ele ficasse com o meu filho. Eu tenho dois, um já mora sozinho, ele vai fazer 27 anos, mora sozinho, e eu tenho um de 15 anos. Então, foi assim uma exigência dele: ‘Você quer? Está bom, só que o filho é meu‘. E para mim foi muito difícil, mas muito. Tanto é que, durante os meus treinos aqui, eu só treinava chorando. Gente, como foi difícil este ano.

Interiormente, eu não aceitava, tanto é que eu treinava, eu subia aqui essas ladeiras, gente, eu subia chorando. Como eu chorei, como eu chorei Rodolfo, mas eu chorava, assim, desesperadamente. O pessoal até pensava que era suor, mas não era suor não, eu estava chorando. Então, foi um ano assim, foi uma reviravolta na minha vida, porque eu fui aceita para fazer essa prova, acabou um casamento de 28 anos, eu vendi o comércio que eu tinha...

Folha - Por que vendeu?

Monica - Eu falei: ‘Bom, agora vai ter que ser uma virada‘. O comércio me tomava muito tempo. Mas eu consegui dar a volta por cima e consegui meu objetivo, que era terminar a prova desde o início. Não era ganhar a prova, não era nada, era a conclusão da prova. Eu treinei para terminar a prova em 60 horas.

Folha - Por que?

Monica - É aquela sensação assim: olha, Rodolfo, tem uma coisa na minha vida, que eu acho que eu nasci para andar. É uma coisa, assim, bem interior, bem. Você sabe que quando eu era menina, que eu devia ter mais ou menos cinco ou seis anos, eu tive um sonho. Eu nunca revelei esse sonho para ninguém. Eu guardei esse sonho comigo muitos anos e esse sonho tem tudo a ver com a minha história, mas só agora eu estou ligando isso.

Nesse sonho, eu estava num barco, que tinha várias redes penduradas e eu estava numa dessas redes. Eu estava deitada numa dessas redes e como bagagem, eu tinha um saco de estopa. Eu não sei o que tinha dentro daquele saco de estopa, mas tudo o que eu tinha era aquele saco de estopa e eu cuidava daquele saco de estopa. Eu não me lembro se eu tinha pai, se eu tinha mãe, se eu tinha irmão, eu não me lembro. E, eu estava deitada nessa rede e esse barco partiu e eu lembro até hoje do mato e eu sinto o cheiro do mato. Eu estou falando para você e eu estou sentindo esse cheiro do mato. Eu olho, eu vejo o céu, eu vejo o sol, isso tudo no sonho. Eu ouço até hoje o barulhinho da água do barco, entendeu? E eu fiquei muito tempo nesse barco.

De repente, o barco parou, eu desci e eu comecei a andar. Gente, mas eu andava, como eu andava. Eu andava tanto, tanto, que só de falar eu fico cansada.

Folha - Acordou cansada?

Monica - Mas eu era tão feliz. Era uma felicidade tão grande que não tem palavras. Isso eu sonhei quando eu era menina e eu guardei esse sonho. Nunca contei a ninguém até pouco tempo atrás. Por isso, analisando agora, depois de tudo isso, eu estava pensando, gente, será que tem alguma coisa a ver com meu sonho? Acho que meu destino é andar. E era andar muito, muito, muito, muito.

Folha - Bem, em Badwater você andou muito. Quando você chegou lá?

Monica - Eu cheguei a Stovepipe Wells, no deserto de Mojave (Califórnia), uns 20 dias antes da prova, para fazer a aclimatação. Ali foi minha base, num hotel que é um dos pontos de parada da prova. É o primeiro ponto de checagem. É mais ou menos a 80 km da largada. Sem internet, porque a internet não chegou lá, fiquei lá todos esses dias.

Folha - E como era a sua equipe?

Monica - Levei o Márcio Villar, que tinha me ajudado a terminar a Brasil 135, e mais cinco pessoas de lá, dois carros. Eu banquei tudo, gasolina, alimentação, tudo. Não saiu por menos de R$ 20 mil... Tinha esses quatro ultramaratonistas, que não tinham muita chance de serem escolhidos, mas resolveram ir como pacers. E o Márcio e a Marta Harato.

Folha - A Marta você já conhecia?

Monica - A Marta eu conheci fazendo o Caminho da Luz. Ela organizou para o Mário Lacerda a prova-teste para a Brasil 135. Depois, nós duas fomos ser pacers do Manuel Mendes na Badwater, no ano passado.

CONTINUA....

(As fotos usadas nesta mensagem e ao longo da entrevista de Monica Otero são de RODRIGO CERQUEIRA, que acompanhou a participação de corredores brasileiros em Badwater e gentilmente cede as imagens para publicação neste blog. Ele fez muito mais fotos, que você pode ver AQUI.)

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h26

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Entrevista com Monica Otero - final

Entrevista com Monica Otero - final

Dever cumprido

Folha - Na prova, qual foi o momento mais complicado? Você terminou em 55 horas, não é isso?

Monica - Cinqüenta e quatro horas e vinte e seis minutos. Eu acredito que teria condições de terminar em menos tempo se não fosse a alimentação, porque eu não comia nada lá, eu não conseguia comer.

Folha - Alguma coisa você comeu...

Monica - É, eu tomei muita bebida isotônica, mais um suplemento alimentar de chocolate, comi azeitonas....

Folha - E ir ao banheiro?

Monica - Lá não tem banheiro, a prova é no deserto mesmo, você tem todo o deserto para ir ao banheiro.

Folha - E dormir?

Monica - Ah, dormir, eu descansei quando eu cheguei em Stovepipe Wells. Eu cheguei lá no deserto no dia 02 de julho para me aclimatar e logo no primeiro dia eu peguei 54º de calor. O meu primeiro treino foi às 10 da manhã e às 15h eu ia ter outro. Eu treinava 12 horas por dia lá.

Mas eu parei uma semana antes o treino por causa dos meus pés, porque o calor era tão grande, que começou a fazer bolhas nos pés, nos últimos treinos. Então, meu pé virou uma placa de bolha e eu tive que parar o treino. Mas, isso uma semana antes.

Folha - O que de certa forma, do ponto de vista do seu físico foi até bom, não é?

Monica - Foi, porque eu tinha que descansar. Eu tinha que descansar, mas eu fui tão alucinada que eu tinha que terminar essa prova, porque se eu não terminasse para mim seria assim uma decepção muito grande, porque todos falavam: ‘Monica, você é a primeira brasileira a se inscrever para essa prova‘. Então, eu alucinei naquele deserto, eu puxava pneu naquele deserto. Eu amarrava um pneu na cintura e saía puxando, para ganhar resistência.

Folha - Mas isso era um treino que tinham te sugerido fazer ou você resolveu fazer da sua cabeça?

Monica - É, o Mário achou que esse treino tinha que ser feito antes, mas, como eu sou louca, eles falam que eu não bato muito bem. Se fosse muito quente, eu treinava 40, 50 minutos com o pneu. À noite, sem sol, eu andava um pouco mais com o pneu..

Folha - E você sentiu o resultado desses treinos?

Monica - Olha, tudo foi válido. Lá é o seguinte: quando está muito calor, você toma tanta água, tanta água que daí o corpo não consegue eliminar, pára aquele líquido no estômago e quando você corre faz chilap, chilap, você não consegue correr. Então, o grande segredo é a aclimatação. O Mário me ligava, instruía para eu tomar três, quatro litros de água por hora, adaptar o seu corpo a isso.

Lá do deserto, então, o que eu fazia? Eu saía com quatro litros d‘água, eu saía com o camel back, gelo na cabeça, um spray e eu ia andar. Então, eu andava assim até onde eu consumia um camel back e depois voltava porque eu não podia ficar sem água no deserto. Então, eu sempre levando gelo, quando eu chegava, aquela água já estava fervendo.

Folha - E como você escolheu a roupa?

Monica - Eu tinha planejado correr de bermuda, porque eu sempre gostei de correr sem nada que me prenda as pernas, tinha que ser um short, uma coisa assim. Mas, onde o sol batia, aquilo queimava de forma assim impressionante. Falei, bom, acho que eu vou ter que usar uma canga. Aí a Marta, que estava em San Diego, me mandou a canga pelo correio, porque lá no deserto não tinha nada. Só que em alguns trechos da corrida ventava tanto, tanto, tanto, que aquilo atrapalhava a perna. Então não dava.

Eu pedi para ela me mandar uma calça fusô. Eu tinha comprado uma roupa especial com fotor de proteção solar 60, mas ela evapora muito rápido a água, e eu queria algo que permanecesse molhado nas minhas pernas. Aquela roupa, que é especial, tem aquele tecido que, em três minutos, evapora a água e seca, daí ela ficava quente na minha perna. A roupa queimava a perna. O sol batia, esquentava e queimava a perna. Não dava.

Então quem sabe um fusô de algodão? Antes de treinar, a primeira vez, eu entrei na piscina de roupa e tudo, depois enxuguei os pés, pus as meias e os tênis e saí andando. Falei: ‘Gente, descobri a América. É isso que eu preciso. É isso o que eu quero‘. Uma roupa molhada no corpo, porque, além de tudo, eu ainda sou hipertensa. Eu tomo remédio...

Folha - Apesar de todas essas caminhadas?

Monica - Ainda sou hipertensa. Então tinha que ser o tempo inteiro uma roupa molhada no meu corpo, para baixar a minha temperatura. Um boné, a cabeça sempre cheia, até eu brincava que eu brincava que o boné era o meu cooler porque embaixo do boné tinha sempre muito gelo. E os meus apoiadores jogavam água em mim com aqueles aparelhos de jogar inseticida em plantas... Cada atleta tem uma forma, eu achei que para mim era essa a melhor forma na hora do sol, assim, mais quente, eu tinha que estar com a roupa o tempo inteiro molhada.

Folha - Enfim, você conseguiu. O que você ganhou com isso?

Monica - O que eu ganhei? Uma medalha, muitos amigos e uma satisfação interior tão grande. Parece, assim, sabe? O dever cumprido. Eu estou feliz. Eu estou feliz.

(As fotos usadas nesta mensagem e ao longo da entrevista de Monica Otero são de RODRIGO CERQUEIRA, que acompanhou a participação de corredores brasileiros em Badwater e gentilmente cede as imagens para publicação neste blog. Ele fez muito mais fotos, que você pode ver AQUI.)

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h17

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Parapan

Exemplo de vida

 

Os Jogos Parapan-Americanos, que estão sendo realizados no Rio e vão até o próximo domingo, são um show de exemplos de superação, de conquista, de alegria de viver.

Gentes de todos os cantos de Nuestra America mostram que a cegueira, a perda de um braço ou de uma perna ou problemas mentais não conseguem impedir que homens e mulheres vivam intensamente, interajam com os outros e dêem sua contribuição à sociedade.

Só o fato de essas pessoas estarem lá, competindo e se apresentando para o mundo, vale muito mais que qualquer marca que porventura venham a estabelecer --e é bom que se diga que vários recordes têm caído nesta edição do Parapan (veja informações AQUI, no site oficial, e AQUI).

As imagens mandadas pelos fotógrafos da Folha e das agências de notícias são emocionantes.

Depois de alguns dias de competição, selecionei algumas relativas ao mundo das corridas.

No alto, um momento da competição dos 5.000 m (Reuters). Abaixo, Lucas Prado, 22, que ontem bateu o recorde mundial dos 100 m rasos ontem no Engenhão (foto AP). Com o tempo de 11s29, ele ficou com a medalha de ouro na categoria T11 (deficientes visuais totais) (leia AQUI reportagem completa sobre a vitória).

Na seqüência, a alegria do também velocista Yohansson Ferreira e, completando a página, momento da disputa dos cadeirantes nos 200 m (fotos Reuters).

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h40

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Suíça

Corrida dos garçons

 

Com a bandeja lotada, garçons participam de uma corrida tradicional em Genebra. Mais de 80 homens e mulheres participaram ontem da Corrida dos Garçons, em que tinham de carregar a badeja com duas garrafas e dois copos por 1.500 metros (foto Reuters).

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h04

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Treinador de menino maratonista é preso

Tortura infantil

O treinador do menino indiano que ficou famoso por correr maratonas foi preso hoje sob a acusação de torturar o garoto.

O menino tinha cicatrizes que revelam maus-tratos, segundo sua mãe denunciou. Hoje com seis anos, Budhia Singh começou a correr aos três anos; no ano passou, tornou-se uma celebridade internacional ao correr 65 km em cerca de sete horas.

Em entrevista à TV, o garoto afirmou que sofria castigos violentos. O técnico Biranchi Das chegou a deixar o menino trancado num quarto por dois dias sem comida. O garoto também mostrou marcas de queimadura com ferro quente.

Das negou tudo e disse que as acusações são armação da mãe do menino e do governo.

A participação do menino (na foto da AP, em um treino em 2006) em maratonas já havia sido considerada "uma tortura" por um órgão governamental indiano de defesa dos direitos das crianças.

Filho de um pedinte e de uma lavadora de pratos, o garota nasceu em uma favela em Bhubaneswar, capital de Orissa. Depois que seus talentos foram descobertos, ele passou a viver com o técnico. Agora, foi devolvido à mãe.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h45

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Fala, leitor

Noitada e madrugada

Adalberto Leister Filho, 33, repórter de Esporte da Folha, disputou neste ano sua primeira meia-maratona. Após essa experiência e a que vai relatar a seguir, amadurece a idéia de superar os 42,195 km.

"Quando voltei da cobertura do Pan, um dos desejos mais prementes, depois de rever família e amigos, era retomar as provas de rua.

"Por isso me inscrevi atabalhoadamente para todas as corridas bacanas que pintaram no meu e-mail. Mal notei que duas delas eram em dias seguidos.

"Quando percebi que correria a Reebok Night Run, no sábado à noite, e largaria na Corrida do Centro Histórico Corpore, no domingo pela manhã, já era tarde.

"Em menos de 12 horas cobriria um percurso de 19 km. Para completar, tinha pouco mais de uma semana para a preparação (havia ficado parado durante a maior parte do Pan). Por sorte, tive companhia de um amigo nas duas empreitadas.

"Encarei a minimaratona como se estivesse me preparando para a São Silvestre. Reforcei a dieta com carboidratos, fugi das bebedeiras de confraternização, enchi a cara de chá verde (li outro dia que faz bem a corredores e não custa nada experimentar) e principalmente, corri todos os dias, mas sem forçar.

"Gostei de participar da prova da Reebok (ainda não havia disputado esse circuito). É bem organizada, o pessoal é animado e há um clima de balada entre os participantes.

"O ruim foi se aquecer: a temperatura na largada era de 10 C. Em quatro anos em corridas de rua, foi a prova mais "fria" que participei.

"O percurso foi plano em sua maior parte. Mesmo assim, não forcei o ritmo. Tanto por minha inatividade quanto pensando em me preservar. No final, uma subidinha mais íngreme. Nada que quebrasse os participantes. Forcei na reta final e terminei em 56min28s. Mas o principal foi ter chegado bem.

"Não fiquei muito tempo no evento. A preocupação era voltar para casa o mais rápido possível e repor a energia perdida. Devorei um pratão de macarronada ao pesto que havia deixado pré-pronto. Tomei quase um litro de água de coco. Fui dormir pouco antes da meia-noite.

"Acordei às 6h. Pela manhã, mais meio litro de água de coco, vitamina C, dois croissants grandes recheados e frutas.

"A Corrida do Centro Histórico teve um pouco de muvuca na saída. A largada da Líbero Badaró é por demais estreita. Por conta da multidão, diminuí bastante o ritmo na largada. Isso não foi de todo ruim, já que guardava energia para terminar.

"Larguei com dois amigos, mas logo nos perdemos na multidão.

"O charme dessa prova é, sem dúvida, o passeio rápido pelo Centrão, passando por Teatro Municipal, Praça da Sé, Viaduto do Chá, Largo São Bento... O percurso, cheio de idas e vindas, subidas e descidas, viradas e retas, não deixa ninguém enfadado.

"Dessa vez só forcei o ritmo quando vi o sinal de que faltavam 200 m para a chegada. A bateria já estava quase toda descarregada. A idéia inicial, de terminar em 50 minutos, foi logo superada pelos fatos. Ultrapassei a linha de chegada em 53min58s. Havia cumprido os 19 km em pouco mais de 1h50min. E, afora leves dores musculares, sobrevivi à experiência."

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h40

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Ainda a prova 10KM Unicsul

Fala a TV Cultura

Como prometi no domingo, logo na segunda-feira procurei a TV Cultura para saber as razões da cobertura da prova da Unicsul e se havia um projeto de apoio ou incentivo às corridas de rua.

No final da tarde, a assessoria de imprensa da emissora mandou a seguinte resposta:

"A TV Cultura tem por tradição transmitir eventos gerados pela comunidade como forma de incentivar sua realização. Este é o caso da corrida da Unicsul. Já o faz há três anos. O tema interessa por servir de estímulo à prática de esporte mesmo por aqueles que não são profissionais."

Obviamente, uma resposta formal e insatisfatória. Eu havia perguntado, por exemplo, se a Unicsul comprara o espaço ou se simplesmente patrocinara a cobertura e, especialmente, se havia um projeto da emissora no sentido de cobrir outras provas. E qual seria o critério da escolha das provas a serem transmitidas. Na mesma segunda-feira, voltei a apresentar as questões.

Silêncio.

Só hoje recebi a resposta, de novo incompleta, mas com mais jeitão de realidade que a anterior. Eis o texto que chegou:

"A TV Cultura não vendeu o horário para a Unicsul. A emissora foi procurada pela Unicsul e optou por fazer a transmissão por se tratar de uma prova que tem revelado grandes atletas, como Franck Caldeira, campeão do Pan 2007.

"Por fim, nos interessou também, por se tratar de uma Universidade e não de uma empresa de artigos esportivos."

Ou seja, aparentemente não há projeto de incluir as corridas de rua na grade de programação da emissora.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h44

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Para a melhor idade

Meia-entrada nas corridas

As corredoras de mais de 55 anos e os corredores de mais de 60 anos têm direito a desconto nas inscrições das corridas de rua.

É o que determina comunicado da Confederação Brasileira de Atletismo divulgada hoje.

Assinada pelo secretário-geral da entidade, Martinho Nobre dos Santos, a Nota Oficial da CBAt N/64 - 2007, diz o seguinte:

"II. Cobrança de Inscrições Corridas de Rua

Comunica-se que em função do disposto no Artigo 23 da Lei Federal no 10.741, de 1o/10/2003 Estatuto do Idoso, todos os atletas com mais de 55 anos de idade no feminino e 60 anos no masculino, tem direito a 50% (cinqüenta por cento) de desconto na taxa de inscrição em corridas de rua realizadas no Brasil. Solicita-se as filiadas ampla divulgação desse fato junto aos organizadores de provas e informa-se que esta determinação estará sendo incorporada as normas oficiais da CBAt."

Será que essa norma vai ser respeitada?

É um direito do cidadão e um dever do organizador de provas.

Vamos ver.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h36

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Maratona de Nova York

Como está fica

Conversei hoje com o diretor de comunicação da New York Road Runners, que organiza a maratona de Nova York.

Richard Finn fez uma rápida passagem pelo Brasil para divulgar a prova, que, como você sabe, é a mais lotada maratona do mundo --no ano passado, teve cerca de 37 mil participantes.

Perguntei a ele se a entidade pensa em possibilitar aos brasileiros que façam sua inscrição diretamente no site ou vai continuar promovendo a reserva de mercado para uma agência turística, hoje o único canal para os brasileiros se inscreverem na prova.

Ele disse que o modelo atual tem dado certo e que é aplicado não só no Brasil mas também na Europa e em outros países da América do Sul.

Se a demanda crescer, adiantou, pode ser que venham a pensar em ampliar o número de agências credenciadas.

Mas, por enquanto, tudo fica como está.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h54

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Cena do dia

Aos pulos

A sueca Susanna Kallur salta para vencer os 100 m com barreiras no Grand Prix DN Galan, realizado hoje no estádio Olímpico de Estocolmo (foto Reuters).

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h04

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10KM Unicsul

Amadora e amadores

A cobertura da prova 10 KM Unicsul, realizada hoje em São Paulo e transmitida pela TV Cultura, foi tão amadora quanto os cerca de 3.000 corredores que participaram do evento.

Talvez por isso tenha passado uma certa simpatia, registrada em comentário neste blog pelo leitor Ivo Cantor, que gostou muito da transmissão.

É que vimos, em lugar da tradicional postura prepotente e sabichona das estrelas globais, narrador e comentaristas parecendo genuinamente interessados no que estava acontecendo na prova. Havia até uma repórter que trazia informações sobre os líderes...

O povão apareceu. Gordinhos e gordinhas, saradões e garotas atléticas, jovens e experientes, os corredores amadores mostraram alegria de viver e talvez, como disse o pessoal encarregado das transmissões, possam ter deixado em algum telespectador o gérmen do bichinho da corrida.

Do ponto de vista de imagens, a coisa foi superconfusa: como o percurso era de duas voltas de cinco quilômetros, teve muito bololô. Para a TV, então, que precisa acompanhar os líderes, isso foi complicado.

Também foi complicada a situação de narrador e comentaristas ao verem que o cruzeirense Paulo Alves, em quem haviam apostado suas fichas, não resistira aos ataques de outros dois atletas que o acompanhavam no pelotão da frente.

Quem tomou a frente sem cerimônia foi o maratonista José Telles, que será um dos representantes brasileiros no Mundial de Atletismo, em Osaka, que começa no final do mês. Seu objetivo no Japão é correr abaixo de 2h11 e já começar a preparar o terreno para a conquista de uma vaga na Olimpíada de Pequim.

Quem também pensa em Pequim é a paraibana Ednalva Laureano, que subiu ao posto mais alto do pódio com uma bandeira de seu Estado amarrada na cintura. Uma das melhores corredores de 10 mil metros do país, ela pretende chegar à maratona no ano que vem e tentar a vaga olímpica nas duas distâncias.

A grande pergunta que ficou foi: por que a Cultura transmitiu essa prova? A Unicsul comprou o espaço? Ou o que aconteceu? Será que outras corridas assim bacaninhas e desimportantes (o que faz com que uma prova seja importante, afinal?) também vão merecer o olhar das câmeras da TV Cultura?

Amanhã vou tentar descobrir a resposta.

Ah, e a prova largou com atraso de alguns minutos. Acho que foi porque as transmissões ao vivo não poderiam começar antes do final de uma missa que a Cultura estava passando ao vivo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h33

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Meia-maratona de Nova York

Chegada apertada

A queniana Hilda Kibet terminou a Meia-Maratona de Nova York em 1h10min32, apenas um segundo à frente de sua compatriota e ex-recordista mundial da maratona Catherine Ndereba; a terceira colocada, que também aparece na foto (Reuters), foi a neo-zelandesa Nina Rillstone.

No masculino, o etíope Hailé Gebrselassie rodou leve e tranqüilo para fechar em 59min24, com pouco mais de um minuto de folga sobre o segundo colocado.

De certa forma, os vencedores estragaram a festa do patrocinador do evento, a Nike, pois ambos são bancados pela Adidas.

No site 7online.com, da TV ABC, há vários vídeos e ampla cobertura da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h04

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Cena do dia

Antiga e bela

 

Momento da XXXI Maratón Ciudad de Panama, que foi realizada hoje no país da América Central (foto EFE).

Apontada como a maratona mais antigas da Américas Central e do Sul, foi uma prova lenta: o cubano Henry Jaén fechou em 2h29min32 a sua terceira vitória no percurso. Foi ladeado pelos irmãos colombianos Juan Carlos e José David Cardona.

No feminino, a colombiana Iglandini González sagrou-se tetracampeã ao completar a prova em 3h02min29.

O evento distribuiu prêmios em um total de US$ 35 mil.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h36

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As maiores corridas do mundo

Entusiasmo alemão

Uma corridinha de menos de meia dúzia de quilômetros na Alemanha foi a prova que mais reuniu atletas em todo o mundo, no ano passado, de acordo com estatísticas divulgadas no site Running USA.

Trata-se da edição de Frankfurt do circuito internacional de provas JPMorgan Chase Corporate Challenge, que reuniu 56 mil pessoal na aprazível cidade alemã. Neste ano, a corrida foi ainda mais longe: teve 67.270 inscritos (leia AQUI).

A lista tem oito provas com 40 mil ou mais participantes, mas nenhuma delas é maratona. A primeira prova 42.195 metros a aparecer no ranking está em décimo lugar: é a Nova York, com 37.866 participantes.

Conheça a seguir as provas mais concorridas de 2006.

1 - 56.000 JPMorgan Corp Challenge: Frankfurt 3.5 Mile ALE

2 - 54.556 Peachtree Road Race 10K EUA

3 - 53.694 Sun-Herald City to Surf 14K AUS

4 - 49.805 Cursa El Corte Ingles 11K ESP

5 - 43.635 Celestial Seasonings Bolder Boulder 10K EUA

6 - 40.750 Lilac Bloomsday Run 12K EUA

7 - 40.000 Stramilano 15K ITA

7 - 40.000 HSBC Round the Bays 8.4K NZL

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h33

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Programão

Vai passar na TV

Se você treinar cedinho neste domingo ou preferir o calor do meio-dia para sua corrida diária, pode aproveitar para ver na TV outros tantos se esfalfando no asfalto.

É que a TV Cultura de São Paulo (canal 2) vai transmitir ao vivo a corrida 10KM Unicsul, que larga às 9h, em frente à Assembléia Legislativa, no Ibirapuera.

Ednalva Laureano, da Fila/Caixa, deverá participar do evento, assim como o atleta Paulo Alves dos Santos, do Cruzeiro. Estão inscritos também a queniana Alice Cherotch Serser Milgo e seu compatriota Cosmers Kibet Kemboi.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h04

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Cena do dia

Aquecimento

O norte-americano Tyson Gay participa de prova classificatória para os 100 m no Grand Prix de Londres, na pista do Crystal Palace Park (foto Reuters).

Na hora do jogo para valer, o velocista tentou buscar o recorde do jamaicano Asafa Powell, mas não foi desta vez.

Leia mais sobre o evento AQUI, em inglês.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h12

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Olimpíada reúne rivais Sonic e Mario

Brincando de correr

Ainda falta cerca de um ano para os Jogos Olímpicos de Pequim, mas o clima da competição já começa a se espalhar e chega até ao terreno do entretenimento eletrônico. Aliás, só mesmo o espírito olímpico para realizar um feito que, lá pelos idos da década de 90, seria simplesmente inimaginável: unir, em um mesmo título, Mario e Sonic, provavelmente os dois mais populares personagens dos games.

Para os mais desavisados, o porco-espinho Sonic e o bigodudo Mario são símbolos-máximos de Sega e Nintendo, respectivamente, empresas que protagonizaram uma das maiores rivalidades do mundo dos jogos --hoje, andam colaborativas. É, os tempos mudam...

O jogo em questão é Mario & Sonic at the Olympic Games, que será lançado em versões para o Wii e o DS até o final do ano. Trata-se da primeira vez que os ícones estrelam juntos um game, fato que mereceu atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI). Sendo assim, ambos vão competir em uma série de modalidades, todas ambientadas em cenários da cidade de Beijing.

Os protagonistas trouxeram consigo seus respectivos parceiros e, sendo assim, outras figuras conhecidas dão as caras, como Luigi, Knuckles, Yoshi, Tails etc. Talvez os 100 m rasos já estejam no papo para Sonic, conhecido pela supervelocidade, mas há outras modalidades, que passam por tênis de mesa, salto triplo, arremesso de martelo e natação.

Shigeru Miyamoto, célebre criador de Mario, o bigodudo e gordinho mascote da Nintendo, ainda não jogou a toalha: ‘Há muito tempo estamos discutindo a possibilidade de, um dia, ambos competirem um contra o outro. Agora que surgiu a oportunidade perfeita, com os Jogos Olímpicos. Talvez possamos finalmente saber quem é mais rápido, Sonic ou Mario?‘. A disputa poderá ser levada para o multijogador, com suporte até quatro participantes.

Até agora, jogos oficiais baseados na Olimpíada nunca mereceram sequer um lugar no pódio, ficando a desejar em termos de qualidade. Mario & Sonic at the Olympic Games, com sua abordagem para não ser levada muito a sério e, ao mesmo tempo, traduzindo o verdadeiro propósito da competição --celebrar o esporte deixando as diferenças de lado--, pode finalmente acertar a mão.

Texto de Theo Azevedo, redator do UOL Jogos e colaborador do caderno Informática da Folha

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h17

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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