Mundial de Osaka - Vitória dramática dos 10.000 m
Volta por cima
Depois das primeiras cinco voltas na pista, a esquadra etíope dominava o cenário e parecia que iria se repetir, no feminino, o que acontecera na prova masculina em Paris-2003.
Para a jovem campeã mundial, tudo seguia como sopa no mel. Mas, na marca dos 6.000, Tirunesh Dibaba, 21, tropeça e bate na colega Mestawet Tufa: as duas caem na pista.
Dibaba fica meio tonta, mas segue massageando a barriga. Tufa tem de colocar um tênis perdido, volta a correr, mas acaba desistindo.
Dibaba fica na dela, entra em processo de recuperação. Leva ainda um quilômetro para se juntar ao pelotão da frente e, aos poucos, passa brigar para ficar no grupo que lidera.
Ela tem de enfrentar a ex-compatriota Elvan Abeylegesse, que corre pela Turquia e decide mandar ver faltando um quilômetro para o final.
Dibaba ficou firme atrás, mas, quando tocou o sino indicando a última volta, arrancou tal qual uma gazela para terminar no seu melhor tempo deste ano: 31min55s41.
A ex-etíope Abeylegesse chegou quatro segundo depois, e o pódio foi completado pela norte-americana Kara Goucher.
Escrito por Rodolfo Lucena às 16h59
Mundial de Osaka - Cenas da Maratona
Essa valeu
O suíço Viktor Rothlin festeja sua medalha de bronze como se tivesse conquistado o lugar mais alto do pódio (foto Reuters).
Ele foi quem fez a maior festa no estádio, fuzarqueando com seus tênis: sentou no chão, tirou os sapatos de corrida, beijou os tênis, fez o diabo e ainda correu com a bandeira de sua terra.
Bem que ele fez. Tem de celebrar mesmo, pois seu feito não é poca porquera, como a gente diz no Rio Grande do Sul.
Escrito por Rodolfo Lucena às 21h02
Mundial de Osaka - Maratona
Ele é o cara
O campeão Luke Kibet celebra sua vitória com a bandeira de sua pátria no estádio olímpico de Osaka (foto AP).
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h57
Mundial de Osaka - Brasil na Maratona
Entre os 20
José Telles, piauiense de Rio Grande, ficou firme nas ruas de Osaka e chegou em 18 lugar na maratona.
"Ficar entre os 20 já será uma vitória", tinha dito antes da prova o técnico Ricardo D`Angelo, que treina o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro da Silva.
Pois Telles, 36, completou em 2h22min24.
Role a página deste blog para ler uma entrevista que fiz com ele antes da partida da delegação brasileira para o Japão.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h48
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Terminou
Feliz da vida e acenando para o público japonês, Luke
Kibet é o novo campeão mundial da maratona. Ele terminou a prova em 2h15min58
(tempo não-oficial).
Rothlin entrou em terceiro no estádio, em desesperado sprint para ultrapassar Shami nos últimos metros, mas seu esforço foi em vão. Conquistou o bronze, porém, o que não é pouco coisa.
Asmeron fecha em quarto lugar, e depois o Japão faz a festa: tem o quinto, o sexto e o sétimo lugares. Esse resultado provavelmente dá ao país-sede a Copa do Mundo.
Kiplagat finalmente chegou caminhando e vai receber ajuda. Kibet (no foto Reuters, durante a largada) vai também dar uma força ao compatriota.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h30
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Rumo ao estádio
Kibet passou o km 40 com uma diferença de 1min22 (não-oficial) sobre Shami, que luta para garantir o segundo lugar, seguido por Kiplagat.
O queniano, porém, é ultrapassado por Asmeron, que vem bombando e vai ameaçar Shami. Kiplagat vai sendo ultrapasdsado por outros corredores que vêm detrás.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h19
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Olha o Brasil aí
Os dois brasileiros nas ruas japonesas, na altura do castelo de Osaka (foto Reuters).
Em primeiro plano, José Telles. À esq. dele, Giovane dos Santos.
Acho que a prova já acabou, mas ainda não colocaram o resultado no ar.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h14
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Olha o ladrão!
No finalzinho da prova, novos perseguidores apresentam armas.
Atrás de Kibet e Shami estão agora Ramadhani and Rothlin.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h02
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Falta pouco
O queniano Luke Kibet, 24, parece mesmo ter se descagarrado dos perseguidores.
O melhor tempo dele é 2h08min52, estabelecido em 2005 na Holanda.
Seu principal perseguidor é Shami, do Catar, pois seu compatriota Kiplagat parece ter perdido as forças para disputar, ainda que se mantenha no principal grupo de perseguição.
O líder já passou do km 35 e provavelmente quando os repórteres colocarem o próximo post a prova já terá terminado.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h58
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Fumaça branca?
Será que a maratona já tem um vencedor? Os repórteres que atualizam o site da IAAF acreditam que, na altura do km 31, o queniano Kibet pode estar começando a encostar o pé na medalha de ouro.
Os líderes passaram o km 30 com 1h36min56, e pouco depois Kibet resolveu tentar uma escapada, sob um sol que leva os termômetros a mais de 30 graus Celsius. A umidade relativa do ar já caiu para 60%.
Kiplagat e Shami seguem na perseguição, mas ficam na mesma balada. Para os repórteres, os dois perseguidores não estão se sentindo tão bem quanto o líder, que parece a eles mais relaxado e tranqüilo.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h50
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Primeiras definições?
Com uma hora e meia de prova, passam pelo castelo de
Osaka, um dos prédios mais imponentes da cidade (foto EFE).
Os quenianos Kibet e Kiplagat lideram, e junto com eles vão Mubarak Hassan Shami, do Catar, e Yared Asmerom, da Eritréia.
Um bom número de corredores já parece ter desistido ou está se preparando para desistir, trotando lentamente. Um atleta de Uganda sentou na calçada para receber ajuda médica.
A estrela suíça Victor Rothlin aparece em sexto lugar, pouco atrás de Samson Ramadhani, da Tanzânia. Na opinião dos observadores, eles não podem ser descartados.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h43
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
A meia já foi
Os líderes passaram a metade da prova em 1h08min29.
Havia 25 corredores a uma distãncia de até cinco segundos deles.
Já chegam ao km 25, e o pelotão se reduziu para uma dúzia.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h28
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Atraso geral
O pessoal que reporta a corrida está demorando para colocar informações novas e o faz com bastante atraso: com 1h18 de prova, o dado mais novo é dos 20 quilômetros, que os líderes passaram em 1h04min59.
A lentidão permitiu que novos corredores se somassem ao pelotão líder, que agora é uma massa de cerca de 30 atletas.
A maratona neste Mundial é também uma competição por equipes, a Copa do Mundo de Maratonas.
Cada país é ranqueado com base do desempenho de seus três melhores atletas (o Brasil só tem dois na prova).
Na altura do km 15, a liderança era do Quênia, seguido por Etiópia e Marrocos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h20
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
O pelotão se afina
Os dois quenianos não conseguiram manter a distância sobre o segundo pelotão, mas pelo menos derrubaram o número do grupinho da frente.
Kiplagat e Kibet passaram o km 15 com 48min39 e apenas 15 atletas se mantêm a uma diferença de poucos segundos dos líderes.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h06
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Quenianos arriscam
Chegando perto da primeira hora, dois quenianos resolvem arriscar: Kiplagat e Luke Kibet, que já vinham ensaiando tomar a ponta, abrem uma espaço em relação ao pelotão.
Bouramdane, Ramaala e Ali El Zaidi, da Líbia, saem na perseguição para fechar o espaço. El Zaidi deve ser o primeiro a encostar nos líderes.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h53
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Quem sai?
Com 41 minutos de prova, o marroquino Bouramdane (2h10min41) lidera, mas tem 15 corredores na sua cola, um ou dois passos atrás.
Eles ficam se testando, vende se alguém arranca, puxa, tenta uma investida nesses momento ainda iniciais. Mas ninguém parece com muita vontade de virar boi de piranha.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h47
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Um quarto já foi
Na altura do km 10, o quenianno William Kiplagat (2h06min50) lidera, tendo ao lado Ambesse Tola e Gusida Shentema, da Etiópia.
O pelotão ainda é denso. Há 56 corredores a uma distância máxima de seis segundos do líder.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h42
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Brilho destruidor
O sol já brilha mais forte, e a temperatura sobe para 29 graus. Os marroquinos tomam a frente do pelotão, com Abderrahime Bouramdane, Khalid El Boumlili e Rachid Kisri.
O corredor com melhor tempo pessoal na prova de hoje é o espanhol Julio Rey, que fez 2h06min52 em Hamburgo no ano passado. O segundo melhor tempo é do sul-africano Ramaala.
Para que fique claro, esta cobertura (quase) ao vivo é baseada nas informações que estão sendo colocadas no ar no site da IAAF. O site oficial é atualizado a intervalos irregulares, e eu acho que os responsáveis pela atualização estão vendo a prova pela TV, pois nem sempre conseguem cravar dados exatos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h38
Mundial de Osaka - Maratona ao vivo
Redução de ritmo
Os líderes passaram o km 5 em 16min37, o que dá pouco menos de 3min20 por quilômetro.
É uma redução significativa em relação ao pontapé inicial: como você viu aqui, eles passaram o primeiro km em 3min10.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h24
Mundial de Osaka - primeiro dia
Tempo quente
A maratona masculina começou no instante exato, como previsto. Os termômetros marcavam 27 graus Celsius, com umidade relativa do ar de 87 por cento.
Ou seja: sempre dá para piorar, mas essa combinação redunda em um ambiente bem ruim para a prática esportiva, quanto mais correr uma maratona.
Por isso mesmo, os primeiros quilômetros estão rolando em ritmo lento. Um grupão passou o primeiro km em 3min10, ainda no estádio Olímpico de Osaka (foto EFE).
Já nas ruas, fecham o segundo km com tempo total de 6min40, ainda com um pelotão amplo na frente. Hendrick Ramaala, da África do Sul, Migidio Bourifa, da Itália, e vários quenianos estão firmes por ali.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h20
Mundial de Osaka - Maratona
Correr com determinação
Daqui a pouco, começa a maratona masculina no Mundial de Osaka, no Japão. Dois brasileiros participam da prova.
Eu conversei com um deles, José Telles, um dia antes do embarque da delegação brasileira para o Japão.
Ele contou um pouco de sua expectativas e de sua vida de corredor.
Folha - Qual sua expectativa para o
Mundial?
José Telles - A minha expectativa é boa. Eu fiz uma preparação boa lá na Colômbia, na cidade de Paipa. Fiquei 45 dias lá treinando, me preparando para essa prova e estou bastante confiante em fazer uma boa participação nesse Mundial. Neste ano eu corri a maratona de Turim, na Itália, em abril. Fui bem, corri 2h14m, fui quinto lá. Estou bem, estou melhorando. Essa preparação que eu fiz agora na Colômbia me deixou mais animado ainda.
Folha - Por que? O que há de diferente?
Telles - Tive uma preparação boa e estou me sentindo bem, não é? Estou sentindo que, realmente, dá para melhorar essa marca minha de 2h14m e com certeza dá para correr menos. No Mundial, se eu correr em torno de 2h11m, com certeza vou ficar entre os primeiros.
Folha - Que benefícios traz a preparação em Paipa?
Telles - Justamente a altitude, lá na cidade de Paipa é 2.600 de altura, não é? Então isso beneficia a gente, para nós que moramos no nível do mar a gente sai para fazer um trabalho desses de altitude, então, quando a gente volta para correr no nível do mar a gente corre bem melhor, não é? Realmente, isso funciona mesmo. Quando você desce para cá, você consegue respirar melhor.
Folha - As condições em Osaka, com calor e umidade, devem equilibrar as coisas, não?
Telles - A competição fica mais de igual para igual para nós. No meu caso, que sou aqui do Brasil, país de clima tropical, então, isso para mim é melhor, ajuda mais ainda.
Folha - Hoje você é um atleta profissional. Como é viver de correr?
Telles - Eu sou profissional desde 97. Realmente, não é fácil não. Hoje em dia já está mais ou menos. Quando eu comecei como profissional era mais difícil ainda. Depois que os resultados melhoraram, com a vitória na Maratona de São Paulo, em 2005 (foto), isso me deu uma certa estabilidade para manter patrocínio. Dá para levar, dá para sobreviver, não é? Sou casado, tenho família, três filhos.
Folha - Antes de correr, o que você fazia?
Telles - Eu sou do Piauí, vim para São Paulo em 1989, trabalhar na indústria. No Piauí, eu nasci em Rio Grande, uma cidadezinha que fica a 360 km da capital, Teresina, não é? E, eu nasci no campo mesmo, no interior, na roça e trabalhava na roça desde moleque. Meus pais, meus avós criavam nós. A gente corria para lá e para cá, para colocar os animais no curral e acho que isso me ajudou muito, hoje, na corrida, não é?
Folha - Mas aí com 18 anos você resolveu sair de lá é isso?
Telles - Eu já tinha um irmão aqui, o Adalberto, que é corredor também. Ele sempre me incentivava para correr. Um dia resolvi correr, gostei e estou aí até hoje.
Folha - Gostou por quê? O que você pensa quando corre?
Telles - Realmente, quando a gente está correndo você pensa em vencer, não é? Tem que ir com consciência na prova, você se prepara bem e entra na prova para vencer mesmo. Às vezes, não funciona, mas você tem que entrar determinado a ganhar a prova.
Escrito por Rodolfo Lucena às 16h02
Mundial de Atletismo em Osaka
Vai começar
Começa hoje o Mundial de atletismo, que tem como prova de estréia a maratona.
Dois brasileiros vão participar de prova, a partir das 19h: Geovane dos Santos e José Telles, que tem no currículo uma vitória na maratona de São Paulo (2005).
Geovane nasceu em Itabaianinha, Sergipe, e apareceu no mundo das corridas de rua brasileiras com um quinto lugar na maratona de São Paulo em 2004, quando fez sua estréia na distância. No ano passado, esse ex-garçon que vive em Santos venceu a Corrida de Aracaju e a Meia-maratona da Corpore.
O piauiense José Telles de Souza, 34, leva na bagagem sua recente vitória nos 10 Km da Unicsul, em São Paulo. É corredor profissional há dez anos.
Eles vão participar de uma prova dura e muito disputada, mas também corrida em ambiente de muita festa. O povo lá vem se preparando com afinco para fazer um avento muito bacana, a começar pela cerimônia de abertura (na foto da Reuters, cena do ensaio em que dançarinas formam a palavra Run - correr).
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h22
Campeões dos bípedes de todos os tempos
A velocidade dos dinos
Meu caro amigo, vivesse você no tempo dos dinossauros e teria de ser um
corredor muito, mas muito bom mesmo para conseguir escapar do brutamontes
Tiranossauro Rex.
Apesar de seu tamanhão todo, o terrível carnívoro conseguia correr a quase 29 km/h, o que dá pouquinha coisa a mais do que dois minutos por quilômetro, para usar uma medida mais palpável para nosso universo corredor.
Essa foi a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Manchester sob o comando do especialista em biomecânica Bill Sellers e do paleontologista Philip Manning.
Eles usaram um supercomputador para tentar determinar as velocidades de cinco tipos de dinossauros bípedes: Compsognathus, Velociraptor, Tyrannosaurus rex, Dilophosaurus and Allosaurus.
De acordo com o modelo desenvolvido, que foi calibrado com base em dados da velocidade de um atleta profissional de 71 kg, o mais rápido foi o Compsognathus.
Pouco conhecido do grande público, esse pequeno ser que viveu há cerca de 1560 milhões de anos tinha apenas 3 kg e uma estrutura óssea semelhante à de um lagarto. Ele conseguia correr cem metros em pouco mais de seis segundos.
Um espécime médio atingia velocidades de até 64 km/h, segundo o estudo publicado em "Proceedings of the Royal Society", o que o torna provavelmente o mais rápido bípede de todos os tempos.
Deixaria no chinelo a superveloz avestruz, a campeã dos seres de duas pernas nos dias de hoje. Segundo o modelo, um exemplar de 65 kg corre a apenas 55,4 km/h.
O Comps (para os íntimos, é claro) também dava um banho no feroz Velociraptor (foto), que foi alçado ao estrelato da violência pelo filme "Parque Jurássico". O malvadão atingia no máximo meros 40 km/h.
Claro que tudo isso é um modelo criado em computador, baseado em expectativas de desempenho de acordo com a estrutura óssea e a musculatura. Há registros de avestruzes de verdade, por exemplo, correndo a mais de 63 km/h.
Ao que os pesquisadores respondem que provavelmente também haveria Comps capazes de desempenho melhor que o previsto pelo supercomputador.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h42
Fome de asfalto
As ruas de Perdizes
Várias ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, estão com asfalto novo (ou, pelo menos, com cara de novo).
Quando vejo as alamedas negras, reluzentes, não resisto e aperto o passo, puxo um pouco mais, quero aproveitar o prazer do novo.
O asfalto assim brilhante, com as pinturas brancas ainda não corrompidas pela poluição nem pela borracha dos pneus, parece mais acolhedor, menos prejudicial aos joelhos e outras articulações.
Tem um quê de emborrachado, mas infelizmente eu sei, com meus próprios músculos e ossos, que isso é só impressão.
Mesmo assim, dá ganas de correr mais forte na subida da Apinagés. São dois quilômetros encabritados, da Sumaré à Heitor Penteado. Parece pouco, mas faça isso quatro vezes, ida e volta, e você já tem um treininho de subidas e descidas para ninguém botar defeito.
A Monte Alegre é outra cujo asfalto recebeu banho de loja (é mais velhinho, mas ainda está bonito). Lá se sobe sempre e, de repente, despenca-se por uma escadaria quase a pique, para então voltar a subir tudo em um quarteirão curtinho (nessa parte, o asfalto já é bem usado).
E há outras. No início da manhã, quando essa parte da cidade ainda está acordando, se espreguiçando, correr por ali traz asfalto pro sangue, seja lá o que isso possa significar. Mas você entende, não?
Escrito por Rodolfo Lucena às 16h20
Running Show no pavilhão da Bienal
Parquinho de diversões
Começa nesta quarta-feira em São Paulo o Running Show, uma superfeira dedicada ao mundo das corridas que terá lançamento de produtos, algumas ofertas e descontos, cursos e palestras. Em suma, um verdadeiro parque de diversões para corredores.
Faz parte de um evento ainda maior, a Adventure Fair, que realmente é de deixar a gente com água na boca, especialmente nos estandes que mostram cenários e opções do turismo de aventura.
No ano passado, achei que havia poucas promoções e descontos nos estandes da parte de corrida. Tenho recebido montes de material de divulgação de empresas e parece que isso vai ser um pouco melhor neste ano.
Os cursos e palestras são uma realização da Associação dos Técnicos de Corrida. Bem, este que vos fala está na lista dos palestrantes: vou falar nesta quinta-feira, às 16h30, sobre mídia e corridas de rua.
As palestras são abertas ao público em geral, e a participação é gratuita, mas é necessário fazer uma inscrição. No site, a informação é de que não há mais vagas, mas acho que, se você estiver mesmo interessado em algum dos temas e aparecer na hora, acaba conseguindo vaga.
Os cursos são destinados a profissionais da área.
A relação completa das palestras você encontra AQUI.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h43
Cena do dia
Salto alto veloz
As duas moças da foto (AP) participam da Stiletto Run, uma corrida para mulheres de salto alto que foi realizada no sábado em Berlim como parte de um evento do mundo da moda.
E não é à toa que elas fazem tão esforço (ou parecem fazer, a julgar pelos rostos crispados): a corrida dava um prêmio de 10 mil euros em compras.
Cem mulheres participaram da prova de cem metros, que
teve cronometragem com chip (ao lado). A vencedora foi Denise Hanitzsch, 24, que
completou o percurso em 14s7.
Ao que parece, essa corrida já virou tradição nas várias edições desse evento fashion. Pelo menos, foi o que me pareceu ao fazer uma rápida pesquisa na internet, que está lotada de vídeos da competição.
Abaixo, o documentário da corrida do ano passado.
Este aqui é um clipe de propaganda da prova deste ano.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h17
