Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Torcida

Brasilien, brasilien!

Essa feira que estou cobrindo, aqui em Berlim, é basicamente voltada para o mundo televisivo, para a eletrônica de consumo.

Então tem TV para todo o lado, de tudo quanto é tamanho, com as mais diversas tecnologias, roncando um som irado e mostrando imagens de altíssima qualidade.

Pois estava eu entretido a acompanhar as novidades em um dos estandes quando ouço uma TV se esganiçar toda: "Brasilien, brasilien" mais alguma coisa que eu não entendi. Mas o cérebro percebeu, de revesgueio, que tinha algo do Brasil sendo mostrado em alguma TV próxima.

Fui atrás, rapidinho, e ainda vi ao vivo e em cores o Sandro Viana (acho que foi ele, mas o locutor não falou ou eu não entendi) fechar o nosso 4x100 em primeiro lugar. Comecei a dar um grito, ainda que meio desconfiado, pensando que fosse o ouro.

Não era: o Brasil terminou em primeiro uma prova de classificação e está na final, neste sábado.

Agora a coisa vai ficar feia: a equipe nacional está praticamente no meio do caminho, com três seleções com tempos melhores.

Bom, quem larga na final está disputando medalha. Em Sydney, o 4x100 foi buscar. Vamos ver em Osaka.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h40

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Berlim

Na beira do rio

Caro leitor, desculpe pela rapidez destas mal traçadas linhas.

Estou em Berlim, na cobertura de uma das maiores feiras do mundo na área de eletrônica de consumo, e o tempo está curtíssimo.

Hoje ainda dei uma corridinha depois do trabalho. Fui conhecer uma alameda que tem à beira do rio que corta a cidade.

Aqui, o rio é navegado por barcos turísticos, a gente vê famílias de patos nadando e, nas margens, vez que outra tem até alguém pescando.

Eu trotei uma hora para frente e para trás e só vi belezas. Prédios magníficos aproveitando a placidez da natureza, como a Casa de Cultura e o Bundestag, ambos de arquitetura moderna e arrojada.

Como estava chovendo um pouquinho, não deu para ver muita coisa, mas a cidade é limpa, tranqüila e não fede (pelo menos, na área em que corri).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h07

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3ª Corrida TVB Campinas

Tristeza

O administrador de empresas Rodrigo Pazinatto de Campos, 30, desmaiou ao terminar a prova de domingo, em Campinas, foi atendido imediatamente, mas morreu antes de chegar ao hospital.

Atleta amador, Rodrigo treinava regularmente e "se cuidava muito, fazia muitos exames", disse o pai do rapaz.

Para parentes e amigos, foi uma fatalidade.

A prova de 10 km teve a participação de 2.000 atletas. Rodrigo de Campos foi o primeiro da equipe da Hípica a completar o percurso.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h06

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Mundial de Osaka - 3.000 m com obstáculos

Em linha para o pódio

A esquadra queniana parece nem se esforçar mais no final dos 3.000 m com obstáculos e já festeja a trifeta na modalidade. O ouro foi de Brimin Kiprop Kipruto, seguido por Ezekiel Kemboi e Richard Kipkemboi Mateelong (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h38

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Mundial de Osaka - Salto com vara

Não deu, mas deu

A russa Yelena Isinbayeva leva o maior tombo ao falhar na tentativa de estabelecer um novo recorde mundial hoje em Osaka.

Mas, para não sair de mãos abanando, ela levou o ouro na competição (4,80 m) e mostra abaixo toda a sua alegria, festejando a marca com uma cambalhota (fotos AP).

A brasileira Fabiana Murer deu o seu melhor salto do ano, 4,65 m, e ficou em sexto lugar.

Mesma posição, aliás, que sobrou para Maurren Maggi (foto Reuters) no salto em distância. Ela marcou 6,80. Logo em seguida veio a outra brasileira, Keila Costa, que saltou 6,69 m.

A esquadra russa fez ouro, prata e bronze no salto em distância.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h29

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Mundial de Osaka - 10.000 m masculino

Trilegal

O etíope Kenenisa Bekele, embrulhado na bandeira de seu país (foto Reuters), cumprimenta o público e festeja sua vitória em Osaka.

Com o ouro de hoje, ele passou a ser tricampeão mundial dos 10.000 m.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h03

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Mundial de Osaka - 3.000 com obstáculos

A vez das mulheres

Essa competição feminina, que já tem alguma história no atletismo, fará sua estréia em olimpíadas nos Jogos de Pequim, no ano que vem.

Hoje, a russa Yekaterina Volkova (no centro, foto AP) venceu, seguida por uma compatriota. No terceiro e quarto lugares, a dobradinha foi queniana.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h55

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Mundial de Osaka - 100 m feminino

Volta por cima

Veja só a alegria da jamaicana Veronica Campbell (foto Reuters). É um misto de conquista e alívio, pois ela dera tudo de si, acreditara ter vencido a prova, mas o resultado não saía.

Chegaram a dizer que a vencedora havia sido uma americana, mas finalmente saiu a palavra final: ouro para a a jamaicana, prata para a ex-campeã mundial Lauryn Williams (EUA), no mesmo segundo.

A mesma dobradinha, mas invertida, havia chegado na frente no último mundial.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h42

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Jadel é prata no Mundial de Osaka

Ainda dá para melhorar

O saltador brasileiro Jadel Gregório (foto Reuters) acaba de conquistar a medalha de prata no salto triplo no Mundial de Osaka, com17,59 m.

Ele perdeu para o português Nelson Évora (natural de Cabo Verde), que saltou 17,74 m para estabelecer um novo recorde em seu país.

Promessa de ouro neste Mundial, Jadel já havia saltado 17,90 m neste ano, quebrando o recorde sul-americano, que era de João do Pulo.

Mas parece que continua não se dando tão bem como poderia nos Mundiais. Pelo menos, melhorou sua performance, pois foi quinto em Paris-03 e sexto em Helsinque-05.

O norte-americano Walter Davis completou o pódio em Osaka.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h39

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Mundial de Osaka - Cena do dia

No chão

O marroquino Youssef Baba (808) e Daniel Kipchirchir Komen (772), do Quênia, levaram o maior tombo hoje durante a semifinal dos 1.500 m. Nenhum deles se classificou (foto AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h38

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Juventus festeja a Mooca com 10k

Travessuras encabritadas

Fazia muuuito tempo que eu não rodava 10 km em menos de uma hora. Pois aconteceu hoje, na simpaticíssima Corrida do Juventus, que ajuda a festejar os 451 anos da Mooca, o italianíssimo bairro da zona leste paulistana.

Foi tudo num ambiente muito família, simples e organizadinho -ou quase, pois na sexta-feira ainda não estava no site as informações sobre onde pegar os kits. Eu liguei no final da tarde e me disseram para voltar a ligar no sábado pela manhã.

Fiquei sabendo que o número e o chip seriam entregues a partir das seis da manhã de hoje, e já me preparei para uma bagunça das boas.

Que nada. Cheguei quase em cima da hora, depois das 7h30, e pude pegar tudo o que precisava e ainda tomar uma agüinha antes de ir para a largada, na rua que leva o nome do clube.

Atrasou alguns minutos, mas em compensação tocaram o Hino Nacional, como pouca gente cantando e muitos ainda se mexendo, alongando, não dando a mínima.

Cada um com seu cada qual. A corneta soa, e os primeiros metros já dão uma idéia do que vai ser a prova: sobe-se um pouco, desce-se um tantinho, pega-se uma subidona, descansa-se numa descida para voltar a subir.

O percurso parece desenho de um moleque encabritado, que levou a sério o apelido do clube --Moleque Travesso, pois costumava dar sustos nos grandes de São Paulo--, que está registrado até no hino.

As conversas entreouvidas deixam claro o espírito paroquiano do evento.

Aqui correm pai cinqüentão, mãe que se esfalfa e filho que não está nem aí; mais à frente, colegas de trabalho ou vizinhos de rua se espicaçam, amigos da academia correm juntos e se desafiam, garotas mostram esforçada seriedade para subir os quilômetros iniciais, que oferecem um leve aclive.

Há água no km 3, onde inicia uma longa descida. Quase no fim dela, ainda bisbilhoto na conversa de dois veteranos: "Tia Mariquita mora por aqui, numa travessa da Paes de Barros. Ela tem 92 anos, mora há mais de 30 nesse apartamento".

Ante a surpresa do outro, a continuação é um desenho da Mooca em meados do século passado: "Antes ela morava num cortiço, ali na outra rua, em frente à fábrica".

Os dois sessentões tentam achar o endereço antigo, mas a rua já está toda picotada por prédios, duvido que ainda sobre lugarzinho para um cortiço. E não tenho muito tempo para ver, pois percebo que meu ritmo está muito bom e trato de aproveitar.

Depois do km 5, começa a volta. A descida por onde viemos agora é um longo subidão, mas dá para ficar abaixo de 6min/km e ainda por cima vou passando muita gente.

Então trato de apertar mais um pouco, chegar ao topo e relaxa na descida que se apresenta. Sei que sempre haverá mais uma curva, mais uma subidinha(veja abaixo a altimetria do percurso), até que nos avisam que aquela é a rampa final.

De fato, é só correr para o abraço.

Para alguns, porém, o esforço e o calor foram demais: logo depois de eu chegar, um sujeito desmaiou a menos de 50 metros da meta. Quando saí, estava sendo atendido na ambulância.

No meu relógio está marcado o tempo recorde dois últimos dois anos, pelo menos: 59min15. É bem verdade que meu GPS registrou apenas 9.860 metros, mas também liguei o relógio antes da largada. Vamos ver o que vai dizer o tempo oficial.

A prova foi uma delícia, com esse percurso de sobe-e-desce, nas feias e cinzentas ruas da Mooca, ricas de passado e de poluição. A medalha é muito bonita, com todas as informações necessárias. O kit foi bem razoável, com bebida isotônica, iogurte de beber, maça e barrinhas de cereal.

Mas o que vale é correr. E nisso a prova foi uma agradável travessura dominical.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h38

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Mundial de Osaka - 100 m sem recorde

Cadê o Asafa?

É talvez a pergunta que o público presente ao estádio olímpico de Osaka esteja fazendo. O homem mais rápido do mundo foi engolido na pista, depois de uma largada que parecia promissora para o jamaicano.

A festa ficou para o homem mais rápido do mundo neste ano, o norte-americano Tyson Gay, que guardou suas forças para um ataque a partir da metade do percurso. Ele levou o ouro e ainda estabeleceu sua melhor marca do ano: 9s85.

Em segundo lugar, não ficou o recordista Asafa Powell, mas Derrick Atkins, das Bahamas, que correu os 100 m em 9s91 e estabeleceu um novo recorde nacional.

O dono do recorde mundial largou bem e tinha a liderança, mas isso só até a metade da prova. Asafa Powell teve de se contentar com o bronze e com dar explicações:

"Eu cometi alguns erros e não consegui acelerar bem. Isso é péssimo, pois estou em ótima forma e essa deveria ser a minha corrida. Quando eu percebi que ele (Gay) estava vindo, as coisas ficaram mal para mim".

O vitorioso Gay apenas confirma: "Tive uma péssima largada, com Asafa na minha frente, mas de repente eu percebi que poderia alcançá-lo _e deu certo!".

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h40

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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