Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Adeus a Berlim

Frio e chuva

Estou agora no aeroporto, me despedindo de Berlim, sob uma chuvinha intermitente que, desde ontem, veio e foi, veio e foi, atrapalhando um pouco meus planos desses últimos dias de jornada germânica.

Devo dizer que adorei Berlim. Eta cidadezinha boa de correr. Tudo é plano, as calçadas são largas, há muito verde, tem alamedas ao lado do rio, os carros respeitam a gente, enfim, só tenho coisas boas nos meus pés já saudosos dos treinos berlinenses.

Não é legal apenas por ser uma cidade européia, rica, desenvolvida, de bem consigo mesma. É que o povo por aqui é desencanado, não dá muita bola para nada. Todo mundo educado, mas cada um na sua, cada um esperando que o outro também haja direito, o que parece muito bom.

O custo de vida me pareceu mais baixo que em outras cidades européias, e em todo o lugar dão o troco certo.

É meio estranho, porém, estar numa cidade ocidental e não entender nada ou quase nada do que eles falam. As palavras escritas às vezes eu consigo decifrar, ainda mais com o parco alemão que trago de família, mas quando os caras desandam a falar é uma tristeza.

Eles estão no fim do verão (no domingo, passei por uma sommer fest infantil). Você precisa ver o tamanho dos casacos que eles usam para sair às ruas nestes dias de verão (he, he).

Bueno. É isso. Aprendi um monte na feira que cobri (você pode ver a cobertura no meu outro blog, www.folha.com.br/circuitointegrado, e no caderno Informática desta quarta-feira) e corri bastante pelas ruas da cidade. Não deu para participar de nenhuma prova, mas foi muito divertido.

Ah, estive numa loja de esportes e os caras tinha uma superpromoção: uma câmara de ar rarefeito em que você podia treinar de graça, preparando-se para a maratona de Berlim (que é no fim do mês) como se estivesse treinado em altitude. Bastava se inscrever e chegar na hora; havia duas esteiras na câmara, e o pessoal trocava de roupa na loja mesmo.

Não experimentei. Segundo o atendente, para fazer efeito são necessários pelos menos dez dias de treino na câmara; o treinamento pára cerca de dez dias antes da prova-alvo.

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h37

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Programação

Feriadão corrido

Quem quer aproveitar o feriadão que começa no Dia da Independência para ganhar mais medalhas tem fartura de opções.

Os que moram no rio, por exemplo, podem começar o 7 de Setembro com uma prova nova, a 1º Corrida Rústica e Caminhada da Pátria. O percurso é velho, no Aterro do Flamengo, é a distância é curta: seis quilômetros para caminhar ou correr.

Os que preferem mais esforço podem se inscrever na IV Minimaratona da Lagoa Rodrigo de Freitas, que no momento em que escrevo ainda tem vagas para a prova de 15 km.

Para quem não tem tantas belezas, resta começar o dia paulistano com o VI Troféu da Independência Carrefour Viver 10 Km, que é lá em volta do museu do Ipiranga.

Daí, aproveite que todo mundo já terá descido para o litoral e vá você atrás de umas corridinhas na praia.

Se a prova da manhã não deu para cansar, estique até São Sebastião, onde à tarde tem a 23ª Prova Pedestre 7 de Setembro.

Descanse bem e, no dia seguinte, tome uma café da manhã reforçado, relaxe na praia e, à tarde, enfrente uma estrada até Peruíbe, onde rola o Circuito Peruíbe de Corridas.

Para completar a caçada de medalhas, no domingão você acorda mais cedo e corre a 1ª Prova Ecológica 10 Km Ilha Porchat São Vicente-SP, que promete ser muito bonita.

Eu estou inscrito nas quatro provas paulistas que citei, mas não sei se vou ter vontade de fazer todas. Vamos ver como serão os dias.

Bom, os links para as provas estão nos nomes de cada uma delas; a de São Vicente estava com as inscrições fechadas, mas acho que, se você entrar em contato diretamente com a organização, ainda consegue uma vaguinha.

Boa sorte e bom feriadão.

PS.: Só para lembrar: a gente continua trabalhando até lá, colocando novidades neste blog. Portanto, não deixe de visitar este espaço.

Escrito por Rodolfo Lucena às 05h12

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Mundial de Osaka - Maratona feminina

Elegância premiada

Demorou, mas finalmente Catherine Ndereba voltou a vencer uma maratona importante, ainda que não rápida.

Ex-recordista mundial, a queniana vinha beliscando tudo desde 2001, mas parecia não conseguir chegar lá. Claro que teve resultados importantes, mas, para o pessoal que compete nesse nível, só existe o primeiro lugar.

Em Osaka, as mulheres fizeram o que provavelmente foi uma das mais emocionantes e parelhas provas da história. Infelizmente, não pude assistir pela TV, mas posso imaginar só de acompanhar os tempos intermediários.

Elas correram praticamente todo o tempo em grandes pelotões. Na metade da prova, por exemplo, Ndereba estava no lugar 25, mas a apenas dois segundos da primeira colocada.

No km 25, 18 corredoras estão entre 1h30min50 e 1h30min51. No km 30, sete atletas estão no mesmo segundo; Ndereba fica um segundinho atrás, em nono lugar e mantendo a calma.

Mais cinco quilômetros e ela assume o quarto posto, para chegar no km 40 ao lado da líder Chunchiu Zhou, as duas no mesmo segundo.

Mas a experiência da queniana falou mais alto, e ela terminou oito segundo à frente da chinesa.

Para saber mais sobre a elegante Ndereba, leia AQUI uma entrevista que fiz com ela em 2001.

E, apenas para registro, pois provavelmente você já viu: não deu para o quarteto brasileiro. Ficou mesmo em quarto lugar, sem medalha, com mais experiência.

Aliás, a única medalha brasileira em Osaka foi mesmo a de Jadel, já comentada aqui. O negócio é treinar mais, dar mais incentivo, investir nos atletas, se é que a CBAT quer medalhas em Pequim.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h00

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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