Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

O sol queima e a gente segue vivendo

Momento mágico

 

Depois de alguns dias sem postar neste espaço (mas fiz um podcast que você pode conferir na Folha Online), trago para você essa belíssima imagem de um ciclista observando o pôr-do-sol em Brasília, que sofre com o calor e a falta de chuva (foto Ueslei Marcelino/Folha Imagem).

Aqui em São Paulo a coisa também tem sido dureza para enfrentar a secura do ar, a poluição terrível e o calorão. Hoje deu uma aliviada, e espero que continue assim no final de semana, pois temos provas sensacionais pelo Brasil afora, como o circuito de montanhas no Paraná e a Supermaratona de Nova Friburgo.

Em terras bandeirantes, acontece o que é talvez o maior evento de corridas de rua do ano (título disputado pela Nike 10, em novembro): a Maratona de Revezamento Pão de Açucar.

Há, segundo os organizadores, 25 mil inscritos na prova, que reúne equipes de 2, 4 e 8 corredores. Hoje, a região do Ibirapuera, onde o evento vai rolar, já estava fervilhando com os preparativos.

Espero que todos se divirtam e aproveitem bem o dia. Uma dica: procurem ir de metrô para evitar a confusão do trânsito.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h26

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Russa e americana dividem prêmio da Liga de Ouro

Saiu o milhão

A velocista norte-americana Sanya Richards (dir., foto EFE) e a russa Yelena Isinbayeva, especialista no salto com vara, ficaram um pouquinho mais ricas hoje. Elas dividem o prêmio de US$ 1 milhão por terem vencido todas as seis etapas da Liga de Ouro 2007.

As disputas finais ocorreram hoje em Berlim, sob os aplausos de 70 mil pessoas que lotaram o estádio Olímpico.

A sexta vitória de Richards nos 400 m foi obtida com a marca de 49s27, a melhor do mundo neste ano. Esta é a segunda vez que a norte-americana vence a Liga de Ouro; no ano passado, dividiu o prêmio com outros três atletas, levando US$ 250 mil.

A russa Isinbayeva completou sua meia dúzia de conquistas com um salto de 4,82 m. Ela é campeã olímpica, bicampeã mundial e atual recordista mundial da prova, com 5,01 m.

A prova teve a participação da brasileira Fabiana Murer, que terminou empatada em sétimo lugar com a russa Yuliya Golubchikova, com a marca mais baixa entre as finalistas, 4,42 m. A melhor marca de Fabiana é 4,66 m, recorde sul-americano.

No salto triplo, o brasileiro Jadel Gregório conquistou a medalha de bronze neste domingo. Ele marcou 16,99 m, ficando atrás do campeão mundial, o cabo-verdiano naturalizado português Nelson Évora, e do norte-americano Aarik Wilson, que saltaram 17,07 m. Wilson levou o ouro e Évora, a prata.

Jadel, que é campeão pan-americano e vice-campeão mundial, continua com a melhor marca da temporada:17,90 m obtidos no GP de Belém, em maio, marca que destronou o recorde sul-americano, que era de João do Pulo e durava 32 anos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h07

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Top esportivo é essencial para corredoras

Seios em ação

Além do tênis adequado, um top esportivo é essencial para mulheres que correm, seja um trote lento e gradual, seja um tiro em alta velocidade. Sutiãs convencionais são inadequados, incapazes de dar o suporte necessário para conter o movimento dos seios.

Isso pode parecer óbvio para você, leitora corredora, mas saiba que são conclusões de uma pesquisa feita na Universidade de Portsmouth, Inglaterra.

O trabalho, conduzido pela cientista Joanna Scurr, concluiu que, durante o exercício, os seios se movimentam muito mais que estudos anteriores haviam constatado.

As sacudidelas chegam a 21 cm, e não a 16 cm, como já havia sido medido. O artigo em que estou baseando esta mensagem não explica como é medida a movimentação, mas imagino que seja a soma dos movimentos para cima, para baixo e para os lados.

Por causa dessa agitação toda, muitas mulheres sofrem dores nos seios durante a corrida, qualquer que seja a intensidade do treino. Aliás, segundo a pesquisa, mais da metade das corredoras sofrem com o problema.

Os sutiãs convencionais são feitos para sustentar os seios e controlar os movimentos para cima e para baixo, mas acontece que, conforme constatou a pesquisa liderada pela doutora Scurr, a movimentação é também para os lados e para fora e para dentro.

A dor provocada pelo atrito não é vinculada nem à intensidade do exercício nem ao tamanho dos seios. Uma mulher com seios pequenos pode ter tanto incômodo ou mais que uma de tamanho GG.

A pesquisa da cientista, que é feita em colaboração com fabricantes de peças íntimas da Inglaterra e de outros países, tem como objetivo buscar orientações, indicativos para projetar sutiãs esportivos que permitam que as mulheres façam exercício sem dor.

Scurr afirma haver estudos mostrando que o uso de tops esportivos adequados reduz ou acaba com as dores nos seios em cerca de 80% dos casos.

Mas a grande questão, diz ela, é por que até hoje há tão poucos estudos sobre o efeito do exercício nas mulheres, por que se sabe tão pouco sobre o movimento dos seios.

"A ciência esportiva tem sido dominada pelos homens, e, para eles, estudar seios é visto como algo um tanto risível. Para as mulheres, porém, é completamente razoável, pois elas podem perceber os benefícios".

Na verdade, a julgar pelo material que recebi das agências, o trabalho da doutora Scurr vem sendo recebido com seriedade não apenas pela indústria do vestuário esportivo como por fabricantes de tecidos ditos inteligentes e até as Forças Armadas.

O projeto de pesquisa, desenrolado ao longo de dois anos, envolve 70 mulheres com seios dos mais diversos tamanhos, de bem pequenos a bem grandes, recrutadas entre alunas e funcionárias da universidade, além de academias locais.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h37

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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