Morte na seletiva olímpica dos EUA
Cai o jovem campeão
Às 10h46 de hoje (hora de Brasília), os médicos do
hospital Lenox Hill, em Nova York, declararam morto o jovem campeão Ryan Shay,
que caiu numa alameda do Central Park durante a seletiva para escolha dos
maratonistas norte-americanos para Pequim.
Shay passou mal pouco antes do km 9, foi atendido e levado de ambulância para o hospital, mas não resistiu. Até o momento, não saiu boletim informando a causa da morte.
Casado com a corredora profissional Alicia Craig Shay (a cerimônia foi em julho último), Ryan tinha vários títulos norte-americanos em maratona e em distâncias menores.
Foi o campeão nacional da maratona em 2003, e da meia-maratona em 2003 e 2004; levou o título dos 20 km em 2004 e dos 15 km em 2005.
Estava treinando agora com o Team USA Califórnia, um grupo que inclui os medalhistas olímpicos Meb Keflezighi e Deena Kastor, além de Ryan Hall, vencedor da seletiva de hoje.
Escrito por Rodolfo Lucena às 14h06
Seletiva norte-americana para Pequim - o time
Nem Meb nem Khalid
Vem das montanhas o líder do time norte-americano que vai disputar a maratona olímpica no ano que vem em Pequim.
A vitória na maratona seletiva realizada hoje nas ruas de Nova York (basicamente, no Central Park) caiu para o garoto Ryan Hall, dono do recorde americano da meia-maratona.
Seu tempo não foi grande coisa, considerando a elite mundial e as grandes maratonas internacionais, mas lhe deixou quase um quilômetro à frente do segundo colocado.
Hall terminou em 2h09min02; foi seguido por Dathan Ritzenhein, com 2h11min07 (perto do recorde de Vanderlei Cordeiro de Lima na Maratona de São Paulo), e por Brian Sell, quase trintão, que marcou 2h11min40.
O ex-recordista mundial Khalid Khannouchi amargou um quarto lugar e o medalhista olimpíco Meb Keflezighi ficou na rabeira do top 10, conseguindo apenas o oitavo posto.
Escrito por Rodolfo Lucena às 13h49
Seletiva norte-americana para Pequim
Morto em Nova York
O atleta Ryan Shay, de Flagstaff, Arizona, morreu hoje quando participava em Nova York da prova seletiva para escolha dos maratonistas que irão representar os EUA na Olimpíada de Pequim.
Shay, 28, caiu pouco antes do km 9. Até agora, não vi informações sobre as causas do colapso.
Além da tragédia, o caso chama a atenção pelo fato de a vítima ser um atleta de alto nível, da elite dos corredores norte-americanos.
Outras casos recentes de mortes em maratonas e mesmo corridas menores envolveram corredores "do povão", ainda que vários fossem muito experientes.
Escrito por Rodolfo Lucena às 13h40
Maratona de Nova York - personagem
Mãe maravilha
Qualquer que seja o resultado deste domingo, a britânica Paula Racliffe é a estrela em Nova York. Recordista mundial na distância, Radcliffe faz amanhã sua primeira maratona desde o nascimento de sua primeira filha, no dia 17 de janeiro passado.
Ela correu durante toda a gravidez, até na véspera do parto, e recomeçou os treinos 12 dias depois do nascimento de Isla.
E o ritmo não era de brincadeira. Durante a gravidez, ela corria duas vezes por dia, num total de até duas horas, até o quinto mês. Depois reduziu para um treino diário de corrida, pela manhã, e meia horinha na ergométrica à noite.
Depois do parto, na volta aos treinos, ela sofreu duas lesões, mas conseguiu retomar ao ritmo exigido, chegando a fazer 140 milhas por semana (mais de 220 quilômetros).
Será o suficiente para levar essa atleta de 33 anos a um ponto próximo de seu máximo? Em 2003, ela correu a maratona em 2h15min25. Claro que agora o percurso é pior, e as condições podem não ser as ideais, mas ela está mais madura, consciente de si mesma.
Segundo disse ao "The New York Times", ela acredita que vai correr melhor que nunca. Está mais resistente do que antes da gravidez e seu tempo de recuperação dos treinos diminuiu.
"Eu estou feliz", disse ela. "Quando eu estou feliz, eu treino melhor e corro melhor. E o fato de ter essa anjinha na minha vida me faz correr ainda melhor".
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h43
Direto de Nova York
Veteranos de guerra
A repórter DENYSE GODOY, correspondente da Folha em Nova York, está acompanhando os preparativos para a maratona de domingo. Ela produziu o texto abaixo especialmente para este blog. Aproveite.
É com a mesma resignação dos tempos em que lutava no Iraque que o marine Jimmy King, 28, vai enfrentar a Maratona de Nova York. "Tenho que ir lá e fazer o meu trabalho", disse ele na sexta-feira, durante recepção promovida pelo Clube dos Soldados, Marinheiros, Marines, Guardas Costeiros e Aeronautas.
No dia 29 de maio de 2004, King viajava nas cercanias de Bagdá com quatro companheiros em um carro que foi atingido por uma bomba. Só ele sobreviveu, porém teve a perna esquerda amputada um pouco acima do joelho. "É sorte estar vivo, então quero mostrar a todos o orgulho de servir o meu país." King mora em Chesterville, Virginia, com a mulher e o filho de três meses.
Vindos de todas as partes dos EUA, cerca de 80 militares feridos em combate no Iraque e do Afeganistão participarão da corrida utilizando bicicletas movidas com as mãos (iguais à de Alex Zanardi).
Rico Roman, 26, de Washington, DC, não vê a hora de chegar o domingo. "Sempre quis correr uma maratona; no entanto nunca tive tempo, oportunidade... Esta é minha primeira vez. Talvez eu só tenha dado valor para uma coisa simples que é caminhar depois de perder uma perna", comentou. Ele não tem mais a perna esquerda do joelho para baixo, perdida em uma batalha no sul do Iraque em fevereiro deste ano. "Estou treinando para a maratona há três meses", contou, empolgado.
Também de Washington, o marinheiro Derrick Wallace, 24, não tem mais a perna direita, amputada após um acidente de carro em 2004, um mês antes de ser enviado ao Afeganistão. "Esta é a segunda vez que participo da maratona na condição de veterano de guerra. Faz parte do meu esforço para me manter ativo", comentou.
Ao seu lado, Latseen Benson, 28, concorda. Ele se alistou no Exército em 2001. Em 2005, o veículo em que estava passou por cima de uma bomba em Tikrit, no Iraque. Tudo voou pelos ares e Benson (foto) ficou sem as duas pernas _agora, usa próteses.
Ao contrário dos demais, que defendem contundentemente as empreitadas americanas no Iraque Médio, é o único que hesita quando questionado se o seu sacrifício valeu a pena. "Não sei." Mudou a sua opinião sobre a guerra? "Honestamente, não sei." Ele afirma que sua intenção, ao participar, da maratona, é provar para si mesmo que pode. "Quero apenas terminar, cruzar a linha de chegada." Faz uma pausa, pensativo. "Mas, na verdade, é exatamente essa a motivação de todo mundo que corre, não é?"
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h48
Maratona de Nova York - Marílson
Badalada final
O brasileiro Marílson dos Santos, campeão de Maratona de Nova York do ano passado, participa da cerimônia de toque do sino que encerra as operações diárias da Bolsa de Nova York. Nessa foto AP de ontem, está ladeado pela vide-presidente da Bolsa, Noreen Culhane (esq.) e pela presidente do New York Road Runners Club, Mary Wittenberg.
Apesar das badalações, Marílson parece estar relegado ao segundo plano no que se refere às apostas para a prova de domingo.
Posaram para foto, como favoritos, o campeão olímpico Stefano Baldini (Itália), o sul-africano Hendrick Ramaala e os quenianos Martin Del e Rodgers Rop.
No feminino, o destaque vai para a presença da recordista Paula Radcliffe, que faz sua primeira participação em maratona depois do nascimento de sua filha. A campeão da prova, Jelena Prokopcuka, vai defender seu título.
No sábado, como você já viu neste blog, será realizada a maratona seletiva para a escolha da equipe olímpica norte-americana, com destaque para a presença de Meb Keflezighi, nascido na Eritréia, e Khalid Khannouchi, nascido no Marrocos. Ambos são hoje cidadãos dos EUA.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h47
Maratona de Nova York
Piloto de outras rodas
O ex-piloto de Fórmula 1 Alex Zanardi dirige sua bicicleta movida com as mãos enquanto sua pernas artificiais ficam num banco (foto AP).
O italiano Zanardi, 41, que perdeu as duas pernas num dramático acidente em 2001, vai participar da Maratona de Nova York neste domingo.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h46
Maratona de Nova York vai passar na TV
Almoço com maratona
Recebi há pouco a informação de que a Maratona de Nova York será transmitida ao vivo também para o Brasil.
Vai passar no domingo na Sportv, a partir das 13h10.
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h11
História extraordinária
Um passo por vez
Com quase 140 quilos, excessos de quase tudo, o jornalista Todd Starnes, âncora da rede norte-americana de rádio Fox News, jazia numa cama de hospital, recuperando-se de uma cirurgia cardíaca que, possivelmente, lhe daria uma sobrevida.
Era o dia seguinte à operação, e um fisioterapeuta adentra o quarto de hospital.
‘Hora de sair da cama‘, disse ao paciente de 37 anos, que respondeu de forma pouco civilizada, deixando claro que não pretendia se mexer.
Os muxoxos não foram suficientes para demover o terapeuta. Starnes acabou descendo da cama e, com muito esforço, deu o primeiro passo, não sem reclamar, gemer e xingar.
Seu "algoz" lhe disse então que ele tinha feito o mais difícil. Quem sabe, logo estaria correndo uma maratona.
A idéia parece uma coisa louca para o sedentário jornalista, mas ocupou um terreninho em algum canto de seu cérebro. Já germinou, cresceu, tomou conta e virou objetivo de vida.
"No dia em que eu saí do quarto 419 do Sutter Memorial Hospital, fiz uma promessa a mim mesmo: perder peso, fazer exercícios e correr a Maratona de Nova York", conta ele em seu blog, que traz até vídeo e você pode ver AQUI (está em inglês).
Ele está treinando. Já fez duas meias-maratonas, várias provas de 10 km, muitos treinos nas mais diversas condições de clima, passou por dores e inchaços, e agora vai: estará domingo entre os quase 38 mil corredores que, como ele, vêem a maratona como muito mais que uma corrida.
É uma conquista de vida. Uma batalha em que a vitória é dar um passo de cada vez.
Escrito por Rodolfo Lucena às 06h37
Nem o câncer segura essa mulher
Vida livre
Laura Kittredge, 35, teve os dois seios retirados um dia antes da Maratona de Nova York do ano passado. Deitada, vendo na TV a prova que já tinha completado três vezes, ela fez uma promessa a si mesma: "No ano que vem, estarei lá.
A jovem mãe de duas meninas teve diagnóstico de câncer de mama no estágio 3, já espalhado para os nódulos linfáticos, mas estava decidida a não deixar barato nem abrir mão de sua promessa, mesmo durante os piores momentos do tratamento.
Fazendo quimioterapia e radioterapia, ela treinava. Perdeu todo o cabelo, pouco antes do Natal, e seguiu treinando. Passou por nova cirurgia, agora para remoção dos ovários, para prevenir outro ataque do câncer, e manteve a corrida.
"Vai ser mais difícil completar a prova", disse ela ao "The Journal News", completando: "Mas eu precisava disso para mostrar que, mesmo depois do câncer, eu ainda sou eu mesma e posso fazer as coisas fazia antes".
Ela nem vai tentar bater seu recorde de 3h28, que marcou em 1996, mas sua conquista talvez seja ainda mais esplendorosa, pois ajudou no enfrentamento à doença: "Eu reagi melhor ao tratamento porque estava em boa forma", disse ela.
E também se transformou num exemplo para as crianças da escola básica em que dá aulas de educação física e treina a equipe de atletismo.
Ela é casada há dez anos com outro lutador pela vida. Brady, o marido, também professor de educação física, já foi técnico de golfe e de hóquei. Ele precisa se submeter a duas horas diárias de tratamento por causa de uma doença genética chamada fibrose cística.
Sua condição foi diagnosticada quando ele ainda era bebê, e os médicos então disseram que ele não passaria dos três anos de vida...
Pois no domingo ele e as duas filhas estarão nas ruas de Nova York aplaudindo Laura na maratona, que nada mais é senão uma metáfora da dura e sofrida luta de cada um de nós pela vida livre, liberta e sã.
Assista AQUI a um vídeo sobre a epopéia de Laura Kittredge e sua família, que vivem em Somers, Estado de Nova York.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h21
A maior corrida da terra - Nairobi
Começou
Largada da Maratona de Nairobi, realizada ontem no Quênia (foto Reuters).
A prova marcou o início da edição 2007/2008 da competição A Maior Corrida da Terra, que congrega quatro maratonas e é disputada em revezamento por equipes representando países.
Na primeira edição, o anfitrião saiu vencedor no masculino, mas a China papou a prova feminina.
O Brasil até que não se saiu mal na prova masculina, ficando em sexto lugar: Everton Moraes correu em 2h29min07 contra 2h21min05 do vencedor.
Na prova feminina, a história foi outra. Deve ter ocorrido algum problema com Luiza da Silva, cuja melhor marca, segundo o site da prova, é 2h37: ela terminou em último lugar, com tempo registrado de 5h30. A vencedora fechou em 2h47min37.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h13
Maratona cruza dois continentes
Esporte e protesto
Milhares de pessoas correm da Ásia para a Europa cruzando a ponte do Bósforo, em Istambul, que une os dois continentes. A 29ª edição da Maratona da Eurásia, realizada domingo, foi também palco de manifestações políticas, com muitos corredores levando bandeiras turcas --um protesto contra a violência dos rebeldes curdos, segundo a agência de notícas AP, que mandou a foto.
Para sabe mais sobre a situação na Turquia, leia AQUI texto da Folha Online.
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h13
