Rodolfo Lucena

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Fala, leitor

Experiência gelada

Prezado leitor, muito obrigado pela grande participação. Estão chegando muitas histórias sobre participações inesquecíveis na São Silvestre, uma mais bacana que a outra. Estou dando aquela editada legal e vou começar a publicar as histórias, aos poucos, a partir de domingo.

Bom, antes disso quero apresentar a você o MARCOS SANCHES, que talvez já seja seu conhecido dos comentários que faz aqui no blog. Estatístico de profissão, ele hoje mora no Canadá, para onde foi convocado pela empresa onde trabalha. É um corredor de quatro costados, daqueles que busca o recorde pessoal a cada treino, começa uma maratona como se fosse prova de 100 metros e sai vivo...

Também é co-fundador da equipe Nossa Turma, assim como eu e mais um pequeno punhado de apaixonados por corrida. Bem, no Canadá ele está treinando em ruas frias e correndo provas mais frias ainda. Uma delas foi a Withby Waterfront Race, uma prova de dez milhas (16 km) realizada no domingo passado em torno de um lago, com temperatura abaixo de zero. Vamos ao que ele nos conta.

"Peguei meu kit, composto pelo número e pelo gorro, e caí fora, queria andar lá fora, ver o lago, tantas coisas. Voltei já próximo do horário da largada. Só então notei que o sujeito no microfone falava do chip. Que chip? Eu realmente não sei o que houve. Às vezes tenho dificuldade com o inglês, mas hoje me pareceu tão claro: "Esse é o seu número e esse é o seu gorro! Essa fitinha embaixo do número é para participar do brunch". Não me deu chip. Azar. Não fui atrás do chip e com isso meu resultado não deve sair na lista. E vale uma palavrinha sobre o brunch, é uma refeição entre o breakfest e o lunch. Fala sério, esse pessoal só pensa em comer...

A largada foi dada enquanto um vento muito frio soprava. Eu já não agüentava mais, apesar de a espera ter sido curta. E como os canadenses são diferentes da gente, parecia que ninguém queria ficar na primeira fila! Eu também não, mas foi engraçado, a largada foi dada com a galera dispersa ali na frente, muito espaço sobrando, parecia o fundão! E o sujeito da org pediu para termos cuidado, que havia gelo na ciclovia, que hoje não era dia para recorde pessoal.

A largada foi dada e o meu treino pífio não me deixou ser rápido. A trilha beirando o lago se chama Waterfront Trail, e existe aqui em Toronto, segue para leste e oeste, tem interrupções, mas parece que sempre recomeça. Withby é depois de Ajax, que fica depois de Pickering, e a trilha tá lá firme e forte.

A largada foi às 10h, e eu lembrei que no Brasil já era 1h da tarde, a galera já deveria ter terminado lá em Curitiba. E voltei a pensar em mim, uma situação diferente, sozinho, nesse mundo diferente, grande, cheio de gelo no chão.

E logo o gelo no chão não me deixou pensar em mais nada: entramos na trilha e a neve pisada derretendo vira um gelo liso, muito liso, perigoso até, você escorrega demais, pode cair muito facilmente.

Diminuí bastante o ritmo e segui, meio que tentando ir atrás de um canadense --afinal, eles devem saber correr nesse negócio. Mas até para eles era difícil. Às vezes eu saía para a grama, que também tinha neve, mas lá era neve e não gelo. O problema era que lá o terreno era irregular, perigoso ter uma torsão. Depois do km 3 ou 4, pegamos uma parte longa onde a neve tinha derretido, e então deu para rodar bem.

A corrida era um vai e volta. Lá no final, já quase na hora de voltar, muita neve novamente, pontes de madeira escorregadias, chão liso.

Os primeiros começaram a aparecer do outro lado e eu comecei a contá-los. Descobri que eu era o corredor número 29, e na volta passei cinco e não fui passado; portanto, se não errei em nada, terminei na posição 24, com tempo em torno de 1h16m.

Há que se dizer também que os lugares ali eram muito bonitos, muito mato, árvores sem folhas e pinheiros, muita natureza e às vezes dava para ver o lago lá longe. Era um lugar muito gostoso de correr, diferente de qualquer lugar no Brasil.

Na ida, eu senti calor por volta do km 5, estava com a roupa da primeira foto + luvas, e tirei as luvas, abri o zíper da blusa, estava realmente sentido calor. Mas já percebia que era porque estava correndo a favor do vento, a volta seria diferente. E foi: mal comecei a voltar, eu tive que colocar as luvas novamente e tinha lugares que o vento era forte, não só atrapalhava correr, mas judiava muito porque era muito frio. Mas eu segui sempre.

Foi bem legal, desta vez teve medalha, mas não camiseta, e nem nada mais. Teve chip, apesar de eu ter comido bola. A org no percurso era extremamente simples, teve água e isotônico. No final teve o tal brunch, eu comi um pouco e caí fora, ainda tinha que caminhar uns 3 km até a estação de trem...

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h19

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Você na São Silvestre

Faltou dizer

Se você preferir mandar sua história por e-mail, mande-a para rodolfolucena.folha@uol.com.br.

O e-mail tem anti-spam, então tenha um pouco de paciência e confirme que você é mesmo uma pessoa.

Eu lerei todos e publicarei o que for possível, dentro daqueles tais critérios pessoais e arbitrários que já comentei aqui.

Aprochegue-se.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h53

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Histórias da São Silvestre

Fala, leitor!

Há quem adore, há quem odeie. Mas o fato é que a São Silvestre está aí de novo, chamando milhares de pessoas para as ruas, atraindo milhões de espectadores por esse Brasil afora.

Esse milhões aí é chute, mas acho que qualquer coisa que passe na Globo acaba tendo uma audiência bem polpuda.

A São Silvestre faz parte da minha memória familiar. No século passado, quando toda a família Lucena e mais agregados se reuniam na casa de minha avó para a passagem do ano, a TV ficava ligada na corrida, fazia parte do ritual da noite.

Não que a família tivesse alguma vocação atlética; era vocação de telespectador mesmo, acho eu.

E também acho que ninguém dava muita bola para o que se passava lá em São Paulo (nós estávamos no Rio Grande do Sul), mas total, era o que tinha.

No primeiro ano em que participei de corridas, depois de décadas de sedentarismo, corri a São Silvestre.

Estava com a família em Florianópolis, para o feriadão, e saí da praia no dia 30 para descansar aqui antes da prova. Acordei às 6h30 da manhã, no dia 31, e fui para a academia para a aula de alongamento. Só tinha eu, o professor e mais um louco (eu, obviamente, era absolutamente normal).

Participei da aula, ainda fiz um pouco de musculação (vá saber por quê) e voltei para dormir mais um pouco, depois de um café leve.

Pontualmente às 13h comi um almoço caseiro levíssimo, com arroz, filezinho de frango e abóbora. Às 15, assisti à largada da prova feminina e, em seguida, saí de casa para ir procurar minha turma na Paulista e conseguir uma vaguinha na multidão.

O resto é igual à história de tantos milhares de outros corredores e também totalmente diferente da história deles, pois cada um de nós experimenta sensações únicas, passa por dificuldades especiais, supera desafios particulares, vive uma vida corrida excepcional, incomparável a qualquer outra.

Por isso, convido você, caro leitor, a contar sua história da São Silvestre. Pode ser sua estréia ou algum outro momento marcante. Mande pelo sistema de comentário, se for um relato curto. Ou fique à vontade para mandar relatos gigantescos por e-mail, que a tudo se dá um jeito. O melhor é que os textos não passem de 3.000 caracteres.

Se você mora fora de São Paulo, conte algo da sua região ou do país em que está vivendo. Há corridas semelhantes, de passagens de ano, por aí. Não esqueça de incluir seus dados pessoais (nome, idade, profissão, há quanto tempo corre etc.), rg e telefone para eventuais confirmações.

Olha, já vou avisando: vou fazer uma seleção. Não prometo publicar todos os textos e também não vou avisar qual texto e quando será publicado. Mas vou ler todos com o maior carinho e vou procurar mandar a todos uma resposta dizendo que a mensagem chegou. A colaboração é gratuita e a seleção, como falei, é arbitrária.

Para começar, convidei o ultramaratonista Julio Latini, conhecido por muitos como Bond, para contar sua história. Professor de educação física, ele é um entusiasta das corridas de longa distância, já tendo participado de várias ultramaratonas. Foi integrante da equipe brasileira que disputou o Mundial de 24 horas em 2006. Neste ano, foi o terceiro no Desafio Brasília-Pirinópolis -137 km, correndo por 21 horas.

Vai participar da São Silvestre pela oitava vez.

A história dele está na próxima mensagem.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h13

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Fala, leitor - Especial São Silvestre

Bolhas e desmaio

Como prometido, eis o relato de JULIO LATINO, hoje ultramaratonista. Mas, no fim do século passado, a história era outra. Vamos ao que ele nos conta.

"Até o início de novembro de 2000, não me passava pela cabeça um dia estar correndo, muito menos estar em uma São Silvestre. Pesava 96 quilos. Não parece muito, mas, quando se tem 1,62 de altura, você é um ponto de referência para os outros. "É ali do lado do gordinho..."

Consumia seis litros de refrigerante por dia, além de muita comida --uma pizza inteira, quatro ou cinco sanduíches de uma vez.

O preço de tanta gula? Acordar uma noite com dificuldade para respirar. O desespero foi grande. Minutos depois, lá estava eu parecendo uma árvore de natal na UTI do hospital Cristo Rei, que por sorte ficava a cinco minutos casa. Entubado fiquei por três dias, saí da UTI, passei mais dois dias no hospital até receber alta.

Fui para casa achando que havia comido algo estragado. Antes de chegar em casa , passei em uma churrascaria para tirar o gosto de comida de hospital da boca. A rotina voltou! Três dias depois, lá estava eu de volta ao hospital, novamente entubado.

Após alguns dias, o médico me informava que minha estada ali seria longa. Que não me daria alta enquanto não comprasse um respirador artificial pois essas paradas respiratórias podem deixar seqüelas irreversíveis ou até a morte. Me explicava que tudo o que ocorria devia-se ao excesso de peso.

Questionei qual seriam minhas outras alternativas. O médico dizia que precisava urgentemente perder peso, mudar a alimentação e fazer exercícios.

Saí em uma semana do hospital, prometendo mudar. Vendo uma propaganda na TV, a luz me acendeu: "Corrida São Silvestre, faça sua inscrição". Na minha cabeça, isso era exercício. Fiz a inscrição e quase matei meus amigos e familiares de tanto rir com a notícia.

Já estávamos no início de dezembro e o máximo de exercício que havia feito até ali eram os famosos levantamentos de garfo e caminhada até o carro.

Resolvi treinar. Mas como? Resolvi visitar a padaria que ficava a um quarteirão e meio de minha casa. Moro em uma descida, me preparei em uma manhã e lá fui, desci correndo e voltei andando. Feliz da vida. Pelas minhas contas havia corrido 1 km, fiz as contas do tempo gasto e comecei a sonhar até em chegar entre os primeiros na SS. Era só lembrar daquele trajeto por 15 vezes. Hoje sei que a padaria está a 150 metros de casa...

Não mudei drasticamente minha dieta, mas diminuí pela metade o que consumia. Passava uma fome danada. Havia perdido quatro quilos nessas idas e vindas ao hospital. Me sentia até mais leve...

No dia da prova, acordei cedo e comecei a receber ligações de parentes querendo apostar que eu não conseguiria chegar nem mesmo a Consolação. Havia outros que apostavam que eu nem largaria.

Almocei um belo prato de leitão à pururuca, arroz, feijão, farofa e refrigerante. Três horas antes da largada, lá estava eu a postos me espremendo em busca de uma melhor posição de largada.

Eu era tão atleta que não tinha short de corrida. Usei um confortável short de algodão , parte de baixo de um pijama, a camiseta da prova e tênis de tênis. Mandei plastificar o número para não estragar.

Largada! Eu estava a uns cem metros da linha, saí correndo. Quando cruzei a linha, já estava morto de cansaço. Continuei, me arrastei até a Consolação, imaginando que descendo todo santo ajuda e que lá estaria salvo. Ledo engano.

As primeiras cãibras apareceram, comecei a sentir bolhas nos pés. Estava apenas no km 5, parecia uma eternidade. No primeiro posto de água, bebi o que dei e ainda carreguei vários copos de água.

Alternei caminhada com parada para descanso. Recebia o incentivo do público que assistia a prova e de outros atletas. Via tudo me passar, Noiva, árvore, super-heróis de todos os tipos (Batman, Super-Homem, Zorro ), mas consegui chegar ao pé da Brigadeiro.

Havia colocado como meta chegar em duas horas para ganhar minha medalhinha. Tinha ainda 40 minutos para fazer três quilômetros. Já estava sem tênis, com bolhas nos pés e cãibras por tudo. Passou por mim uma senhora comendo um sorvete, caminhando. Me ofereceu um pouco de sorvete me incentivou a não parar.

Tentei fazer um esforço e acompanhá-la. Só consegui outra cãibra. Me contorcia pelo chão de dor. Mas segui mancando, tênis na mão.

A dez minutos do tempo-limite, entrei na Paulista, faltavam 800 metros. Já não conseguia mais sentir dor, eu era a própria. Procurava na multidão minha família, chorava. Noto um staff se preparando para fechar a chegada com uma rede. Grito para que ele espere, começo a trotar e dar pequenos saltos , as pernas não me obedecem, localizo ,minha família , escuto aplausos e gritos, as lágrimas descem.

Cruzo a linha de chegada. 2 horas 01 minuto 23 segundos, faltou muito pouco para ser o último colocado , mais isto não importava, eu havia dado o primeiro passo para mudar..

Peguei minha tão cobiçada medalha, coloquei no peito e apaguei.

Acordei no hospital , o médico me perguntava : "Você aqui de novo?"

E eu respondi: "Mas agora eu sou um atleta, corri a São Silvestre"."

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h02

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Jornalista sai da esteira e vai para as maratonas

Mamãe maníaca

Recebi por e-mail uma história muito legal, que reconto para você. É a experiência da jornalista brasileira Taciana Yonkovich, que hoje já não exerce a profissão, mora nos EUA e acaba de se integrar ao Marathon Maniacs, um clube de fanáticos por maratona do qual também faço parte.

É melhor deixar que ela mesma conte como foi essa mudança de vida.

"Eu tenho 36 anos e comecei a correr aos vinte e poucos. Mas era sempre off and on, parava e voltava. Depois que me mudei pra cá, me casei e tive a Julia, engordei muito e decidi cuidar de mim outra vez.

"Corria basicamente na esteira da academia. Um dia, um treinador me falou de uma 10K e eu acabei participando. Mas no inverno engordei de novo porque não botava o nariz fora de casa (morava em Boston).

"Em maio de 2006, corri uma 5K empurrando minha filha no carrinho --running stroller (a corrida permitia). Cheguei em casa e me inscrevi em oito corridas naquele mesmo ano, sendo a última a minha primeira maratona, que foi Cape Cod, em Massachusetts.

"Treinei para a primeira com um técnico on-line. Era um corredor de elite que agora faz isso como meio de vida. Conheci então, pela internet, as Running Moms, que é um grupo de mulheres que correm. Aos poucos, fomos nos encontrando em pessoa. Há também homens que fazem parte do grupo.

"Depois da primeira maratona, eu já estava inscrita para a segunda e a terceira (Vermont City e Richmond). Uma amiga minha com quem tenho muito em comum (somos conhecidas como gêmeas por isso), me incentivou a me inscrever na Marine Corps porque assim poderíamos entrar para o Marathon Maniacs. Fizemos as duas juntas e entramos pro clube com numeros consecutivos. A pedido nosso, eles nos deram os numeros 698 (Alemma) e 699 (eu)."

Bem, o que ela não disse é que, no Brasil, trabalhou na Globo no Rio e em Brasília, também fez rádio e foi assessora de imprensa. Nos Estados Unidos, trabalha como gerente no escritório de uma nutricionista, cuida da filha e corre maratonas: pretende participar de 12 no ano que vem, além de uma ultra.

E vai mandar colaborações para este blog.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h01

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Começa 9ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas

Índios em ação

 

Cerimônia de abertura da nona edição dos Jogos dos Povos Indígenas, realizada ontem em Olinda, Pernambuco (fotos Reuters).

Com o tema "Água é vida, direito sagrado que não se vende", o evento deve reunir aproximadamente mil indígenas de cerca de 30 etnias brasileiras, além de visitantes internacionais.

Corridas também farão parte dessa Olimpíada indígena: há provas de 100 metros, corrida de fundo e corrida de tora. Outras modalidades incluem arco e flecha, canoagem, arremesso de lança, cabo de força e natação (travessia), além de futebol masculino e feminino.

As provas serão realizadas em arena montada na praia do Bairro Novo, em Olinda (com exceção do futebol de areia, que ocorrerá no Campo da Torre).

Além das provas competitivas, haverá apresentação de práticas esportivas tradicionais de algumas etnias, como Akô, Jãmparti, Kaipy, Katukaywa, Huka-huka, Tihimore, Xikunahaty e Zarabatana.

A competição vai até 1º de dezembro. O site oficial do evento está AQUI. Ao longo da semana, vou procurar conseguir pelo menos as infromações sobre as corridas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h33

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Nome de Marion Jones é cortado dos arquivos do atletismo

Fora da história

Todos os resultados da velocista norte-americana Marion Jones desde setembro de 2000, incluindo seus ouros na Olimpíada de Sydney e no Mundial de 2001, foram anulados hoje por causa de doping. As marcas foram apagadas dos registros da IAAF (a Fifa do atletismo).

A entidade também determinou que a ex-atleta devolva o dinheiro que ganhou em prêmios no período _cerca de US$ 700 mil nos cálculos na IAAF.

A IAAF também recomendou que as companheiras de Jones nas provas de revezamento sejam desclassificadas e que os EUA percam aqueles ouros conquistados fraudulentamente em Sydney-2000.

A agência de notícias AP (foto) procurou Jones, mas ela não quis fazer comentários.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h47

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Subida ao Morro da Cruz

Atendendo a pedidos

Vários leitores escreveram querendo saber mais a respeito da subida ao morro da Cruz, prova realizada em Florianópolis no feriado do 15 de Novembro que comentei aqui no blog.

Pelo que sei, essa prova é antiga na cidade, mas tinha sido abandonada e, neste ano, um grupo resolveu tentar revitalizar a corrida.

A organização foi muito simples e até meio atabalhoada _o percurso mudou um dia antes da data da prova, por orientação dos responsável pelo trânsito na capital catarinense. Mas todos foram muito atenciosos, e a prova transcorreu sem mais problemas.

Havia um posto de água, o que, para o dia, foi suficiente; os quilômetros não estavam marcados. Ao final, a premiação foi demorada, considerando o pequeníssimo número de participantes; eu ainda esperei um pouco, mas, depois de meia hora, desisti de aguardar pelo início da entrega dos troféus.

Noves fora, o percurso vale a pena pela beleza e pelo desafio; poderia ser mais longo, pois duvido que alguém vá até Floripa para correr seis quilômetros. De qualquer forma, se os organizadores conseguirem manter a prova, é bem possível que atraiam um número maior de corredores no próximo ano.

O site dos organizadores está AQUI. Ser você quiser ver fotos da prova deste ano, confira AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h59

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Maratonas brasileiras em 2008

Hora da seleção

Algumas das principais maratonas brasileiras já anunciaram suas datas para o ano que vem. Confiando que nenhuma delas faça como a de Florianópolis, que, neste ano, trocou de dia várias vezes, há um bom tempo para quem deseja enfrentar 42.195 metros de asfalto.

Mas é preciso escolher, pois as provas estão bem encavaladas: Florianópolis em abril; um mês depois, Porto Alegre, e daí São Paulo e Rio em junho, uma no início, outra no fim.

Para quem vai estrear ou quer fazer tempo, a melhor opção é Porto Alegre, que costuma oferecer clima excelente para a corrida (a última vez que a fiz, os termômetros marcavam 12 graus no início e 18 no final, beleza pura), tem um trajeto bonito e praticamente plano.

Floripa é uma gracinha, mas a prova tem pontos contra. O clima em abril é incerto (bueno, como em qualquer outro mês, há que convir), mas pode ficar bem quente (já fiz uma volta à ilha de queimar os costados; em outra, choveu a cântaros). Também há a mesmice do percurso, pois se passa quatro vezes pela largada. Em contrapartida, corre-se à beira-mar e o percurso é uma planura só, com exceção de um viaduto.

São Paulo junta tudo de ruim que uma maratona pode ter. Apesar de o outono estar findando, em geral o tempo é quente, abafado. O percurso na USP é um tédio, e o desrespeito aos corredores mais lentos é vergonhoso. Mas é na cidade que abriga mais corredores (pelo menos, no olhômetro estatístico deste blogueiro) e tem transmissão da Globo.

O Rio brande com orgulho o título autoconcedido de maratona mais bonita do Brasil (para mim, Porto Alegre é imbatível, mas eu não posso votar porque é minha terra). De fato, a cidade é bela e o percurso é bacanérrimo. Mas quem vai agüentar aquele calor?

Enfim, cada um com seu cada qual, mas sugiro que você pense bem antes de decidir, veja quais são seus objetivos, o que vale mais a pena para você, e daí trace um plano para a realidade escolhida. O fato de alguém achar ruim uma prova em clima quente não quer dizer que outro não possa gostar; e há gente que prefere trânsito engarrafado e fumarento a campo aberto, minuano soprando e cheiro de bosta de vaca.

Bueno, antes que este texto vire filosofia, encerro com as datas anunciadas para algumas das pouquíssima maratonas brasileiras. Além dessas, há a bem organizada Curitiba, quentíssima e de duro percurso, e a novata das Águas, que fez sua estréia neste ano em Foz do Iguaçu. Recife também tem sua maratona calorífica.

Eis o calendário

20/04/2008 - Maratona de Florianópolis

25/05/2008- Maratona de Porto Alegre

01/06/2008- Maratona de São Paulo

29/06/2008- Maratona do Rio de Janeiro

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h28

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Maratona de Beirute abre espaço para protestos

Corrida política

A maratona de Beirute, realizada no domingo passado, transformou-se num palco para manifestações políticas.

Entre as mais de 20 mil pessoas que participaram do evento, vários grupos portavam cartazes e faixas pedindo paz, no momento em que o país entre numa semana decisiva, com o mandato do presidente Emile Lahoud prestes a expirar.

No meio da multidão, membros do grupo Khalass levaram uma enorme faixa (foto acima, da Reuters) com dizeres pacificiasta. A palavra significa "chega", e o movimento foi lançado pelo medo que se abra novo ciclo de violência no país por causa da incerteza política.

Marcando a situação de insegurança, soldados fortemente armados acompanharam a prova, como esse que aparece no canto da foto (Reuters) em que um homem participa da festa (houve corridas em várias distâncias) com sua filha e o cachorrinho da família.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h52

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Os últimos chegarão depois

Cruz de subida

Quando vi aquele punhadinho de gente, quase todos trotando com os dentes rilhando, tentando nao ficar encaragados com o vento frio que soprava na manhã de hoje em Florianópolis, já me anuviei todo: vou ser o último, não tem nem dúvida.

Os que não pareciam jovens e fortes pareciam velhos e fortes, todos com jeitão de muito mais bem preparados do que eu e em melhor forma física (o que também, não exige muito , diga-se de passagem).

Era o início da subida do morro da Cruz, o topo do mundo no centro de Floripa, lugar de bela vista e de ventos inclementes. Oficialmente, eram 52 corredores, mas sei lá se todos apareceram ou se outros se incorporaram.

Até o dia anterior, a quarta-feira, a largada seria nos baixios da ponte Hercílio Luz, que talvez muitos não conheçam pelo nome: é a ponte velha, velha e belíssima, cartão-postal desta também bela cidade.

Por razões do trânsito e da segurança, mudou-se a largada na última hora: estávamos, na manhã de hoje, na praça Celso Ramos, pertinho do que até pouco tempo era o único grande shopping center da cidade, em frente ao mar calmo da baía norte. Da vista, não dava para reclamar.

Com atraso de uns quinze minutos, saiu enfim a contagem regressivo. No zero, dispararam os outros, eu saí no meu trotinho de sempre, até um pouco mais rápido para tentar ficar com a turma.

Íamos correr um quilômetro e meio e voltar, para então começar a subida.

Quando vi que não ia chegar perto do penúltimo nem por força de vontade superior, tratei de me dedicar à vista mesmo, que me engolia os olhos: aquele marzão plácido, mexido de vento pouca coisa, uma gaivota voando, outra tomando banho, e eu me movendo como dava para fugir do frio.

Filosofava também, discutia comigo mesmo que esse negócio de ser o último ou o primeiro não era importante, que o bom mesmo era correr, que não fazia mal etc e tal... Mas, na curva no km e meio, novamente vi o que, para mim, era o penúltimo, e ele nem estava tão longe.

Então não ser o último passou a ser uma meta a alcançar: veja só como a gente muda de opinião, não é? Tudo bem, acabei passando o sujeito, mas continuou não sendo importante nem se tratando de grande feito, pois o grande feito viria a seguir: subir a lomba.

Pelo que me falaram, seria 420 metros subidos em cerca de três quilômetros, o que dá bem a noção da dificuldade da coisa. Antes da subida, uma providencial agüinha gelada refrescou o espírito. Também recebi o apoio na Eleonora, que ficara na praça da largada apenas para dar aquele incentivo tão necessário.

Dali ela sairia para o topo da montanha, que eu subiria a pé em seguida. Foi curva para cá, curva para lá, subida assim e subida assada. Nos trechos menos íngremes, trotava; nos mais íngremes, caminhava. E assim fui passando mais uns tantos que antes tinham corrido muito...

E aproveitava para me deliciar com Florianópolis lá embaixo. A cada curva, a cidade ficava mais distante, via-se mais dela, ela se mostrava mais. Coisa muito linda: o mar na baía norte, a ponte, a baía sul, as montanhas no continente... E a gente subindo...

Ser o último já não era problema para mim, pois não seria: tinha passado um monte na subida ao morro da Cruz, coisa muito boa. Mas ainda acho que não faz tanta diferença assim, e só corri o que posso correr, como é o que a gente costuma fazer mesmo. O bom é correr, em qualquer circunstância.

Acabou que chegamos lá cima todos, no alto do morro, com vista de 360 graus sobre a cidade. Fomos recebidos com banana, laranja, isotônico, água, uma bela medalhinha com o cartão-postal da cidade e vontade de quero mais. Muita vontade.

Quem sabe outro dia.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h28

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Equipe roda 100 km em Hong Kong

Sempre juntos

A foto da Reuters mostra um momento da Trailwalker, uma competição de caminhada/corrida realizada nos arredores de Hong Kong, na China.

Trata-se de uma das mais tradicionais provas do país e reúne milhares de atletas dispostos a enfrentar o desafio de percorrer 100 km em grupos --não há participação individual--, um desafio que pode levar até 48 horas.

Parece ser muito divertido, como você pode apreciar no vídeo abaixo, feito na competição do ano passado.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h17

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Fala, leitor

Meia molhada

Trago para você hoje o relato de VICTOR STARZYNSKI, 21, estudante de meteorologia que corre há dois anos e que acaba de fazer, em Itanhaém (litoral sul de São Paulo), sua primeira meia-maratona. Foi no na noite de sábado, dia 3 de novembro. Mas ele chegou mais cedo à praia. Vamos ao relato de Victor.

"Lá pelas quatro da tarde resolvemos almoçar em um restaurante exatamente ao lado da largada... Como o ‘sistema‘ do restaurante estava com alguns defeitos, nossos pedidos demoraram certo tempo para serem compilados e preparados.. .. Mas o tempo esperado valeu a pena, me alimentei muito bem para meus primeiros 21 km e 97 metros...

"Bom, estava chegando e a hora... e junto com a hora, a chuva! Começamos a nos preparar enquanto o meu irmão foi dar uma leve corridinha. Dez minutos antes da largada, a chuva começou a cair forte. Eu não tinha nem idéia de quanta chuva iria tomar na corrida....

"No momento da largada, o frio dominava. Começamos a dar leves pulinhos para não deixar o corpo esfriar muito. A largada foi exatamente às sete da noite.

"Nas primeiras curvas, era visível a diversão de todos os corredores ( o ser humano realmente adora a água ) tomando aquela chuvarada na cabeça e passando pelos riachos que cruzavam pelo meio das ruas.

"A diversão logo virou coisa séria, quando percebi que a parte da rua que estava reservada para os corredores estava alagada e nós éramos obrigados a ‘disputar‘ um espacinho entre os carros...

"Nos cruzamentos, sempre havia dois ‘riachos‘ que éramos obrigados a passar. A preocupação geral era o medo de alguma torção ou coisa do gênero no meio de toda aquela inundação.

"Um momento marcante foi quando um raio caiu tão próximo de onde estávamos que por alguma fração de segundos fiquei totalmente cego com o brilho! (Como meteorologista, fiquei fascinado!).

"Pouco depois da largada, tivemos que passar por um trecho de terra _que já tinha virado pura lama_ e pensei em andar. Mas, como corredor na primeira meia, eu não ia aliviar por nada: passei numa boa, seguindo os passos do corredor à frente (se ele caísse, eu pulava pro lado e tudo resolvido!).

"Depois de vários pontos de alagamento, chegamos à parte em que, apesar de perigosa, mais me diverti... A iluminação da rua era péssima e a coluna de água no chão devia bater no meio das canelas no ponto mais raso... Me senti correndo uma corrida de aventura!!! No quinto quilômetro, já tínhamos passado dois postos de água e achei que, pelo menos nesse quesito, a organização tinha mandado bem...

"No final da primeira volta, passei por um apuro. Em um desvio que nos levava para uma calçada beira-mar, percebi que o chão estava extremamente liso e pensei em correr na rua. Quando fui sair da calçada, vi que a rua não existia e no lugar havia pedregulhos e uma porrada de coisa alagada. Decidi correr pelo liso.

"Saindo da calçada, tínhamos de passar por um atoleiro e duas vezes meu pé afundou na lama até a altura do meio da canela.

"Fiz a primeira volta em ritmo bom (58min) e fiquei espantado de ver que meu relógio da banquinha estava agüentando bem a chuva ( mera ilusão ). Na segunda volta, apertei o ritmo, não sentia nem sede nem dor, e a chuva não parava nem por um minuto.

"Depois de cruzar novamente aqueles riachos todos (já tinha acostumado com eles), passei pela parte do lamaçal, agora com menos gente em volta.

"Em alguns momentos, estava sozinho e ficava receoso de errar o caminho já que a corrida estava extremamente mal sinalizada.

"O momento de atravessar novamente o atoleiro estava chegando, mas eu não via a placa para a virada em direção a praia. Estava sozinho e não via um staff sequer em volta da pista.

"Acabei passando batido por acidente na entrada da parte critica e só percebi isso quando fiz uma curva e dei de cara com o portal da chegada. Fiquei chateado e ao mesmo tempo aliviado por não ter tido que passar por lá de novo.

"Fechei a corrida muito abaixo do tempo que eu esperava (fiz em 1h52min e esperava duas horas ), dois minutos atras de meu amigo que pegou o pódium de terceiro lugar.

"Adorei fazer 21 quilômetros, e os próximos que me aguardem!"

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h09

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O prazer da terra depois da chuva

Tapete verde

Quase sempre corro pelas ruas da cidade, martelando o asfalto e o concreto, respirando fumaça e fugindo dos carros e ônibus fumacentos.

Hoje não foi diferente, mas encontrei refúgio no canteiro da Pedroso de Moraes, em Pinheiros.

Quando atravessei a rua e dei o primeiro passo na terra, o mundo pareceu mudar.

A terra e a grama, afofadas e unidas, umedecidas pela chuva de ontem, estavam que era um tapete, um colchão de espuma, uma nuvem para este corredor cansado.

É coisa muito boa, e têm razão os técnicos que nos recomendam correr na grama, na terra: o esqueleto agradece.

Claro que, num dia como hoje, depois de uma chuvona tal qual a de ontem, há que cuidar com o barro: um escorregão, e a terra vai te mostrar que pode ser tão dura, áspera e inimiga quanto o concreto.

Bueno, mas tudo isso me levou a pensar sobre o quanto São Paulo é inimiga dos corredores, e quão facilmente poderia se tornar mais amável.

Pensei, por exemplo, que, se um dia pudesse dar um sugestão para a administração pública dos parques e praça das cidade, recomendaria um banho de loja em todas elas: a retirada do asfalto e do concreto.

Essa medida ajudaria a tornar a cidade mais permeável (o que é muito importante) e tornaria mais saudável os repetidos treinos dos atletas que aqui vivem.

Não é preciso tirar todo o asfalto das alamedas, pois afinal há muita gente para quem as ruas arrumadinhas são úteis: mães com seus carrinhos de bebê, cadeirantes, ciclistas, pessoas com dificuldade de locomoção. Uma faixa de terra nos basta, já vai dar saúde e alegria.

E também vai exigir dos poderes públicos mais criatividade na administração dos recursos, pois é claro que manter um terreno vivo é mais difícil e mais caro que cuidar do asfalto (pelo menos nas praças e parques). Que se façam parcerias, promoções, sei lá, com criatividade e vontade política, dá para fazer disso realidade.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h57

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A cidade mais rápida do mundo

Falam as estatísticas

Os números não mentem jamais, afirma o dito popular. Mas também podem ser usados para provar qualquer coisa.

Os organizadores da Maratona de Amsterdam mandaram mensagem para jornalistas do mundo inteiro provando que a prova da simpática cidade holandesa foi mais rápida, neste ano, do que as maratonas mais badaladas do planeta.

Eles fizeram o seguinte: calcularam a média dos tempos dos dez primeiros corredores de cada prova e, com base nisso, construíram um ranking.

E até divertido ver o fraseado do material enviado, que compartilho com você: "Mesmo depois das maratonas de Frankfurt e de Nova York, Amsterdam continua a número 1 no ranking das maratonas mais rápidas do ano. Frankfurt conseguiu passar Berlim, mas Amsterdam segue imbatível. Todas as maratonas do grupo Big Five [Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York] já foram realizadas e, apesar de seus enormes orçamentos, não se provaram as mais rápidas".

Parece coisa de criança!

De qualquer forma, como curiosidade, trago até você o resultado dos cálculos do povo de Amsterdam.

RANKING DAS MAIS RÁPIDAS DE 2007

1. Amsterdam - 2h07min52

2. Frankfurt - 2h09min35

3. Berlim - 2h09min38

4. Hamburgo - 2h09min41

5. Londres - 2h09min55

6. Paris - 2h10min34

7. Eindhoven - 2h11min51

8. Nova York - 2h12min25

9. Rotterdam - 2h12min28

10. Lake Biwa/Otsu - 2h13min02

11. Tóquio - 2h15min15

12. Boston - 2h15min47

13. Chicago - 2h17min50

AS MAIS RÁPIDAS DE TODOS OS TEMPOS

(média dos dez melhores tempos na história de cada uma)

1. Berlim - 2h05min57

2. Chicago - 2h06min15

3. Londres - 2h06min29

4. Amsterdam - 2h06min40

5. Rotterdam - 2h06min53

6. Paris - 2h07min29

7. Fukuoka - 2h07min32 (sem 2007)

8. Tóquio - 2h07min41

9. Boston - 2h07min43

10. Lake Biwa/Otsu - 2h07min56

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h47

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Novos ricaços das maratonas

Wami e Cheruiyot

A Maratona de Nova York encerrou o circuito 2006-07 da World Marathon Majors, que premia com um total de US$ 1 milhão os vencedores de um circuito com as cinco grandes provas internacionais -- Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York-- mais o Mundial e a maratona olímpica.

A etíope Gete Wami, como já disse neste blog, levou os US$ 500 mil no feminino; no masculino, a bolada foi para o queniano Robert Cheruiyot.

Tal como o circuito da Fórmula 1, a competição atribui pontos conforme a colocação: 25 para o primeiro lugar, 15 para o segundo, 10 para o terceiro, 5 para o quarto e 1 para o quinto.

Confira a seguir a classificação final.

Masculino

1. Robert Cheruiyot, Quênia, 80

2. Martin Lel, Quênia, 65

3. Hailé Gebrselassie, Etiópia, 50

4. Felix Limo, Quênia, 35

5. Abderrahim Goumri, Marrocos, 30

Feminino

1. Gete Wami, Etiópia, 90

2. Jelena Prokopcuka, Letônia, 65

2. Berhane Adere, Etiópia, 55

4. Chunxiu Zhou, China, 40

5. Catherine Ndereba, Quênia, 36

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h13

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Maratona de Buenos Aires

Brasileira na área

A brasileira Sirlene Souza do Pinho venceu ontem a Maratona de Buenos Aires no feminino, fechando em 2h39.

A marca não basta, porém, para lhe dar lugar na equipe brasileira que irá a Pequim.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h09

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Dica de leitura

Role a página

Prezado (a) leitor (a).

Se você não abriu este blog no final de semana, não deixe de conferir a cobertura da maratona de Nova York que fiz ao longo do domingo.

Como foram muitos posts, a capacidade de cada página ficou esgotada e, ainda no domingo, várias notícias caíram para a vala das "mensagens anteriores".

Por isso, não se contente em ver o que a primeira página apresenta. Use a barra de rolagem para conferir as anteriores e clique também no link que leva para os textos de domingo.

Boa leitura.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h41

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Final da maratona

Demorou...

Aplaudida pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, Paula Radcliffe, que não correu de meião, mas usou uma espécie de submeia para fugir do frio nova-iorquino, espera a chegada da segunda colocada, a etíope Geta Wami.

Parece dizer: "Demorou, hein..."

As duas correram lado a lado praticamente a prova inteira. Nos últimos 400 metros, Radcliffe abriu enorme distância.

Wami continuou na dela, direto para vencer uma bolada de US$ 500 mil pela conquista do primeiro título da World Marathon Majors.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h26

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Artista nas ruas de Nova York

Sob nome suposto

A atriz Katie Holmes foi uma das mais de 37 mil pessoas que participaram ontem da Maratona de Nova York.

Segundo os organizadores, ela foi recebida no final pelo marido, Tom Cruise, e a filha do casal, Suri (foto AP).

Holmes se registrou sob nome suposto, para não chamar a atenção por antecipação, mas seu tempo foi registrado com seu nome verdadeiro: 5h29min58.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h23

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Meio milhão

Perdeu, mas ganhou

A etíope Gete Wami não conseguiu superar a britânica Paula radcliffe nas ruas de Nova York, mas, mesmo assim, terminou a corrida muito, mas muito satisfeita.

É que ela estava só cozinhando o galo para garantir sua vitória na primeira edição do prêmio World Marathon Majors, que reúne as cinco principais provas do mundo.

A edição 2006/2007 se completou hoje, exatamente nos EUA. Wami, que vencera em Berlim há apenas 35 dias, liderava o ranking com uma diferença de dez pontos sobre Jelena Prokupcuka, a campeão de Nova York-2006.

Bastava, portanto, ficar à frente da rival para levar o pote de ouro.

Ganhou US$ 500 mil, pois a bolada de US$ 1 milhão é dividida entre o campeão masculino e a vitoriosa no feminino.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h25

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Maratona de Nova York

Marílson é o oitavo

Não deu para o brasileiro Marílson Gomes dos Santos defender seu título na Maratona de Nova York.

Já na altura da metade da prova o campeão de 2006 ficava um pouco para trás, ainda que se mantendo no entorno do pelotão que liderava.

Uma pouco mais tarde, quatro atletas se desgarraram, e Marílson ficou oficialmente no segundo pelotão.

Quando chegoua hora de ver quem ia para a disputa final, apenas Lel e o marroquino Abderrahim Goumri disseram presente. Ramaala, da África do Sul, ficou no segundo pelotão, Marílson ainda estava mais para trás.

O brasileiro terminou em oitavo, com 2h13min47.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h16

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Maratona de Nova York

Disparou!!!

Faltando 400 metros, Lel, 30 recém-completados, disparou e não deu chance nenhuma para o marroquino tentar qualquer coisa.

Fechou em 2h09min04 (não oficial).

O sprint do queniano foi algo impressionante. Parecia que não tinha corrido nada.

Ficou só esperando para ver se o marroquino vinha.

Não veio, e ele foi (foto AP).

Bicampeão.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h20

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Maratona de Nova York

Falta uma milha

Os dois estão pau a pau, parece que nem estão fazendo esforço.

O segundo pelotão está mais de um minuto atrás.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h14

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Maratona de Nova York

Cadê Marílson?

Na prova masculina, o queniano Martin Lel, bicampeão da Maratona de Londres, lidera ao lado do marroquino Abderrahim Goumri, que terminou a prova de Londres três segundos depois de Lel e pode agora tentar dar o troco.

Marílson não aparece no vídeo. 

A corrida já tem 2h01min28.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h10

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Maratona de Nova York

Mãe maravilha

Repito o título em homenagem a Paula Radcliffe (foto Reuters), que acaba de completar vitoriosa a Maratona de Nova York, sua primeira prova na distância desde que nasceu sua primeira filha, em janeiro passado.

A britânica completou em 2h23min09 (não oficial) e logo pegou no colo sua garotinha, Isla. Com o marido e a bandeira da Inglaterra, saúda o público.

Wami, que tentou encostar quando faltavam 800 metros, terminou em segundo, seguida por Jelena Prokopcuka.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h04

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Maratona de Nova York

Teste

Com 2h20min18, Wami passou, mas Radcliffe respondeu e abriu, foi embora.

Pode ter definido aí a sua vitória.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h58

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Maratona de Nova York

Uma milha

É o que falta para o final da prova feminina.

radcliffe continua defendedno sua posição

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h54

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Maratona de Nova York

De novo

Radcliffe tenta escapar, abriu alguns metros, Wami vai chegando...

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h53

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Maratona de Nova York

Que final!

Será quie Radcliffe agüenta?

Será que Wami ataca?

As duas estão na briga. Radcliffe parece sofrer, mas ela sempre parece sofrer.

Wami parece relaxada.

Vai saber...

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h50

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Maratona de Nova York

2h09min49

Diminui a diferença.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h47

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Maratona de Nova York

Abriu

Radcliffe já abriu alguns metros sobre Wami.

É a primeira vez na prova que as duas não estão lado a lado.

No masculino, Marilson continua olhando os líderes, em que Rodgers Rop, do Quênia, também aparece com destaque.

Rop, 31,é um dos poucos corredores que ganhou, no mesmo ano, as maratonas de Boston e de Nova York.

O feito ocorreu em 2002.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h45

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Maratona de Nova York

Escaparam

Ramaala e Lei estão agora em um grupinho menor, que resolveu dar uma fugida, tentando abrir, marcar posição e, quem sabe, partir para o "às ganha", como a gente dizia lá no Rio Grande quando eu era guri.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h41

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Maratona de Atenas

Choque com um bonde

Ele estava quase chegando, mas não viu o bonde, que vinha bem devagar. E ... bumba! Chocou-se com o veículo.

O queniano Bett James Kipkemboi, 28, machucou-se com a batida, mas não sofreu ferimentos graves, segundo os organizadores, que informaram que Kipkemboi já tinha apresentado problemas em pontos anteriores da prova.

A vitória foi de Benjamin Kiprotich Korir, que estabeleceu novo recorde nas ruas de Atenas (2h14min40).

A vencedora foi a russa Svetlana Ponomarenko (2h33min19).

Na foto da AP, um atleta francês corre fantasiado.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h39

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Maratona de Nova York

Vai correr?

Com 1h47min51 de prova feminina, Paula Radcliffe deu uma acelerada.

Parece que quer tentar fugir, mas Wami responde na mesma balada.

Ndereba, a terceira, está mais de um quilômetro atrás.

No masculino, o pelotão continua compacto. Marilson está para trás, mas junto com o bloco.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h27

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Maratona de Nova York

Atrás do milhão

A etíope Gete Wami não corre apenas atrás do título nova-iorquino.

Ela está liderando a Copa das Maratonas, que reúne as cinco principais provas do mundo.

Com sua vitória em Berlim, ficou dez pontos à frente de Jelena Prokopcuka, que tem 55 pontos. 

O prêmio da World Marathon Majors é de US$ 1 milhão, dividido meio a meio entre o campeão e a campeã.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h23

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Maratona de Nova York

Multidão

É impressionante a quantidade de gente que acompanha a prova nas ruas de Nova York.

Por onde passam os corredores, há sempre alguém aplaudindo, incentivando.

Em alguns pontos de concentração, chega a se formar uma pequena multidão.

Os homens acabam de completar sua primeira hora de prova.

As mulheres continuam na mesma balada, com Radcliffe e Wami fazendo uma prova sensacional, sozinhas as duas, balançando os braços no mesmo ritmo, Wami meia passada atrás.

No segundo pelotão, Ndereba, que já foi recordista mundial, assumiu a ponta.

Eu queria poder ver o que rola na cabeça desse povo, imagine só o que elas estão pensando nessa hora...

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h12

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Maratona de Nova York

Firme e forte

O pelotão masculino, com pouco mais de 55 minutos de prova, continua gordinho.

Está compacto, com alguma alternância na ponta.

Marílson se protege, fica na terceira fila, mas junto com a turma.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h07

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Maratona de Nova York

Chegou

A primeira mulher cadeirante acabou de chegar. É a suíça Edith Hunkeler, que completou em 1h52min (não oficial).

No feminino, Wami já tirou as luvas; no pelotão perseguidor, Jelena Prokopcuka resolveu escapar.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h00

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Maratona de Nova York

Perseguição

Radcliffe, de luvas brancas, e Wami, de luvas negras, seguem sozinhas.

Há um trio de perseguidoras de alto nível, mas a 2min27 de distância.

São elas a queniana Catherine Ndereba, a campeã Jelena Prokopcuka e a russa Lidiya Grigoryeva.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h53

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Propaganda

Que coisa, hein

Eu me sinto roubado cada vez que passa um anúncio em canal da TV paga. Afinal, já pagamos bem caro por um serviço que nem sempre é o desejado (sem falar do atendimento por telefone, senhor).

Quando estou assistindo a um evento ao vivo, então...

Bueno, a transmissão foi interrompida para passar alguns reclames. Fica o meu protesto.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h47

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Maratona de Nova York

Pelotão

Não durou muito a tentativa de Ramaala. O pelotão já ficou de novo na mesma balada, ainda que o sul-africano permaneça à frente.

Marílson fica por ali, mas está um pouco para trás.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h44

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Maratona de Nova York

Desgarrou

O sul-africano Hendrick Ramaala faz uma primeira investida e arranca para ficar alguns metros à frente do pelotão. Ele parece estar se divertindo um monte.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h42

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Maratona de Nova York

Chegou

O vencedor entre os cadeirantes foi o australiano Kurt fearnley. Fechou em 1h33min59 (não oficial).

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h40

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Maratona de Nova York

Cabeça desprotegida

Com 57min28, Wami já tirou a tal boina ou coisa que o valha.

Vestida em vermelho forte e tênis pretos, está nos calcanhares de Radcliffe, que usa uniforme preto (ou pelo menos é o que parece nessa TV) com detalhes em branco e tênis brancos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h37

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Maratona de Nova York

Meiões

Desta vez, Paula Radcliffe está correndo com meias brancas de cano curto, não os meiões azuis que ficaram sua marca.

Em contrapartida, Gete Wami, 32, que corre no mes segundo da britânica, usa meias brancas até os joelhos. E protege a cabeça com uma espécie de boina alvíssima.

Falei espécie de boina porque não sei se aquele chapéu tem algum outro nome; enfim, um protetor de cabeça.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h31

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Maratona de Nova York

Voltaram

Terminou a copa de ginástica. Espero que agora a transmissão siga sem mais interrupções.

No feminino, elas já passaram do km 10. Paula Radcliffe segue na frente, acompanhada de pertinho pela etíope Gete Wami, que parece bem pequenina ao lado da britânica.

No masculino, o primeiro pelotão está bem fornido, com uns 15 atletas rodando na mesma balada.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h25

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Mortes no esporte

Algo muito errado
 
O leitor Arnaldo Massari Junior, de Campinas, manda carta comentando as mortes no esporte. Publico a seguir a mensagem do leitor.
 
 
"Tenho acompanhado ultimamente os noticiários a respeito de mortes súbitas em provas pedestres e atividades esportivas em geral e confesso que não consigo me livrar da sensação de que existe algo muito errado. Hoje, mais uma vez, me surpreendi com a notícia do rapaz da equipe de maratona dos Estados Unidos.
 
"Sou amigo de infância do Rodrigo Campos, falecido em agosto último na corrida TVB de Campinas. Treinei com o Rodrigo durante alguns anos, chegamos a correr duas provas de São Silvestre e posso afirmar melhor do que ninguém que era uma pessoa muito bem condicionada fisicamente. No caso particular dele, perdi uma pessoa que para mim era como um irmão.
 
"Se for enumerar somente os fatos que lembro de cabeça, temos Marc Vivien Foe, jogador de Camarões; o zagueiro Serginho, do São Caetano; Miklos Feher, jogador do Benfica; o caso do Rodrigo e agora esse rapaz da equipe americana, todos vítimas de atividade física esportiva. Isso sem fazer nenhum esforço de pesquisa, porque se for feito um levantamento, com certeza há mais.
 
"Mais uma vez, não consigo pôr de lado a sensação de que há algo muito estranho nisso tudo. Os laudos raramente apontam algo de errado. No caso do Rodrigo, estive pessoalmente com a família, e os laudos inexplicavelmente não apontam nada.
 
"Tenho a nítida impressão de que há algo que está passando despercebido pela medicina. Ao mesmo tempo, não vejo nenhum tipo de esforço, pesquisa ou movimento que busque esclarecer esses acontecimentos. Sinceramente, não creio em tantas "fatalidades"."
 
Faço aqui a pergunta que muitos que conheço também gostariam de fazer: o que realmente está acontecendo?
 
 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h20

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Maratona de Nova York

De laranja

Marílson largou vestindo uma camiseta diferente da que ele costuma usar.

Pela TV, parece meio avermelhada, alaranjada forte.

A largada aconteceu há poucos segundos; e a Sportv voltou para a competição internacional de ginástica artística --é a Copa da Suíça de ginástica artística.

Daniele Hypolito levou dois tombos na trave.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h12

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Maratona de Nova York

Começou

Pouco depois das 12h35, largou a elite feminina.

A Sportv interrompeu por alguns minutos a transmissão de ginástica que fazia para passar os instantes iniciais da prova.

A britânica Paula Radcliffe saiu na frente, com suas luvinhas brancas, seguida pela campeã da prova, Jelena Prokopcuka, e por Catherine Ndereba, do Quênia.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h47

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Morte na seletiva olímpica dos EUA

Cai o jovem campeão

Às 10h46 de hoje (hora de Brasília), os médicos do hospital Lenox Hill, em Nova York, declararam morto o jovem campeão Ryan Shay, que caiu numa alameda do Central Park durante a seletiva para escolha dos maratonistas norte-americanos para Pequim.

Shay passou mal pouco antes do km 9, foi atendido e levado de ambulância para o hospital, mas não resistiu. Até o momento, não saiu boletim informando a causa da morte.

Casado com a corredora profissional Alicia Craig Shay (a cerimônia foi em julho último), Ryan tinha vários títulos norte-americanos em maratona e em distâncias menores.

Foi o campeão nacional da maratona em 2003, e da meia-maratona em 2003 e 2004; levou o título dos 20 km em 2004 e dos 15 km em 2005.

Estava treinando agora com o Team USA Califórnia, um grupo que inclui os medalhistas olímpicos Meb Keflezighi e Deena Kastor, além de Ryan Hall, vencedor da seletiva de hoje.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h06

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Seletiva norte-americana para Pequim - o time

Nem Meb nem Khalid

Vem das montanhas o líder do time norte-americano que vai disputar a maratona olímpica no ano que vem em Pequim.

A vitória na maratona seletiva realizada hoje nas ruas de Nova York (basicamente, no Central Park) caiu para o garoto Ryan Hall, dono do recorde americano da meia-maratona.

Seu tempo não foi grande coisa, considerando a elite mundial e as grandes maratonas internacionais, mas lhe deixou quase um quilômetro à frente do segundo colocado.

Hall terminou em 2h09min02; foi seguido por Dathan Ritzenhein, com 2h11min07 (perto do recorde de Vanderlei Cordeiro de Lima na Maratona de São Paulo), e por Brian Sell, quase trintão, que marcou 2h11min40.

O ex-recordista mundial Khalid Khannouchi amargou um quarto lugar e o medalhista olimpíco Meb Keflezighi ficou na rabeira do top 10, conseguindo apenas o oitavo posto.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h49

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Seletiva norte-americana para Pequim

Morto em Nova York

O atleta Ryan Shay, de Flagstaff, Arizona, morreu hoje quando participava em Nova York da prova seletiva para escolha dos maratonistas que irão representar os EUA na Olimpíada de Pequim.

Shay, 28, caiu pouco antes do km 9. Até agora, não vi informações sobre as causas do colapso.

Além da tragédia, o caso chama a atenção pelo fato de a vítima ser um atleta de alto nível, da elite dos corredores norte-americanos.

Outras casos recentes de mortes em maratonas e mesmo corridas menores envolveram corredores "do povão", ainda que vários fossem muito experientes.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h40

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Maratona de Nova York - personagem

Mãe maravilha

Qualquer que seja o resultado deste domingo, a britânica Paula Racliffe é a estrela em Nova York. Recordista mundial na distância, Radcliffe faz amanhã sua primeira maratona desde o nascimento de sua primeira filha, no dia 17 de janeiro passado.

Ela correu durante toda a gravidez, até na véspera do parto, e recomeçou os treinos 12 dias depois do nascimento de Isla.

E o ritmo não era de brincadeira. Durante a gravidez, ela corria duas vezes por dia, num total de até duas horas, até o quinto mês. Depois reduziu para um treino diário de corrida, pela manhã, e meia horinha na ergométrica à noite.

Depois do parto, na volta aos treinos, ela sofreu duas lesões, mas conseguiu retomar ao ritmo exigido, chegando a fazer 140 milhas por semana (mais de 220 quilômetros).

Será o suficiente para levar essa atleta de 33 anos a um ponto próximo de seu máximo? Em 2003, ela correu a maratona em 2h15min25. Claro que agora o percurso é pior, e as condições podem não ser as ideais, mas ela está mais madura, consciente de si mesma.

Segundo disse ao "The New York Times", ela acredita que vai correr melhor que nunca. Está mais resistente do que antes da gravidez e seu tempo de recuperação dos treinos diminuiu.

"Eu estou feliz", disse ela. "Quando eu estou feliz, eu treino melhor e corro melhor. E o fato de ter essa anjinha na minha vida me faz correr ainda melhor".

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h43

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Direto de Nova York

Veteranos de guerra

A repórter DENYSE GODOY, correspondente da Folha em Nova York, está acompanhando os preparativos para a maratona de domingo. Ela produziu o texto abaixo especialmente para este blog. Aproveite.

É com a mesma resignação dos tempos em que lutava no Iraque que o marine Jimmy King, 28, vai enfrentar a Maratona de Nova York. "Tenho que ir lá e fazer o meu trabalho", disse ele na sexta-feira, durante recepção promovida pelo Clube dos Soldados, Marinheiros, Marines, Guardas Costeiros e Aeronautas.

No dia 29 de maio de 2004, King viajava nas cercanias de Bagdá com quatro companheiros em um carro que foi atingido por uma bomba. Só ele sobreviveu, porém teve a perna esquerda amputada um pouco acima do joelho. "É sorte estar vivo, então quero mostrar a todos o orgulho de servir o meu país." King mora em Chesterville, Virginia, com a mulher e o filho de três meses.

Vindos de todas as partes dos EUA, cerca de 80 militares feridos em combate no Iraque e do Afeganistão participarão da corrida utilizando bicicletas movidas com as mãos (iguais à de Alex Zanardi).

Rico Roman, 26, de Washington, DC, não vê a hora de chegar o domingo. "Sempre quis correr uma maratona; no entanto nunca tive tempo, oportunidade... Esta é minha primeira vez. Talvez eu só tenha dado valor para uma coisa simples que é caminhar depois de perder uma perna", comentou. Ele não tem mais a perna esquerda do joelho para baixo, perdida em uma batalha no sul do Iraque em fevereiro deste ano. "Estou treinando para a maratona há três meses", contou, empolgado.

Também de Washington, o marinheiro Derrick Wallace, 24, não tem mais a perna direita, amputada após um acidente de carro em 2004, um mês antes de ser enviado ao Afeganistão. "Esta é a segunda vez que participo da maratona na condição de veterano de guerra. Faz parte do meu esforço para me manter ativo", comentou.

Ao seu lado, Latseen Benson, 28, concorda. Ele se alistou no Exército em 2001. Em 2005, o veículo em que estava passou por cima de uma bomba em Tikrit, no Iraque. Tudo voou pelos ares e Benson (foto) ficou sem as duas pernas _agora, usa próteses.

Ao contrário dos demais, que defendem contundentemente as empreitadas americanas no Iraque Médio, é o único que hesita quando questionado se o seu sacrifício valeu a pena. "Não sei." Mudou a sua opinião sobre a guerra? "Honestamente, não sei." Ele afirma que sua intenção, ao participar, da maratona, é provar para si mesmo que pode. "Quero apenas terminar, cruzar a linha de chegada." Faz uma pausa, pensativo. "Mas, na verdade, é exatamente essa a motivação de todo mundo que corre, não é?"

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h48

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Maratona de Nova York - Marílson

Badalada final

O brasileiro Marílson dos Santos, campeão de Maratona de Nova York do ano passado, participa da cerimônia de toque do sino que encerra as operações diárias da Bolsa de Nova York. Nessa foto AP de ontem, está ladeado pela vide-presidente da Bolsa, Noreen Culhane (esq.) e pela presidente do New York Road Runners Club, Mary Wittenberg.

Apesar das badalações, Marílson parece estar relegado ao segundo plano no que se refere às apostas para a prova de domingo.

Posaram para foto, como favoritos, o campeão olímpico Stefano Baldini (Itália), o sul-africano Hendrick Ramaala e os quenianos Martin Del e Rodgers Rop.

No feminino, o destaque vai para a presença da recordista Paula Radcliffe, que faz sua primeira participação em maratona depois do nascimento de sua filha. A campeão da prova, Jelena Prokopcuka, vai defender seu título.

No sábado, como você já viu neste blog, será realizada a maratona seletiva para a escolha da equipe olímpica norte-americana, com destaque para a presença de Meb Keflezighi, nascido na Eritréia, e Khalid Khannouchi, nascido no Marrocos. Ambos são hoje cidadãos dos EUA.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h47

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Maratona de Nova York

Piloto de outras rodas

O ex-piloto de Fórmula 1 Alex Zanardi dirige sua bicicleta movida com as mãos enquanto sua pernas artificiais ficam num banco (foto AP).

O italiano Zanardi, 41, que perdeu as duas pernas num dramático acidente em 2001, vai participar da Maratona de Nova York neste domingo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h46

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Maratona de Nova York vai passar na TV

Almoço com maratona

Recebi há pouco a informação de que a Maratona de Nova York será transmitida ao vivo também para o Brasil.

Vai passar no domingo na Sportv, a partir das 13h10.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h11

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História extraordinária

Um passo por vez

Com quase 140 quilos, excessos de quase tudo, o jornalista Todd Starnes, âncora da rede norte-americana de rádio Fox News, jazia numa cama de hospital, recuperando-se de uma cirurgia cardíaca que, possivelmente, lhe daria uma sobrevida.

Era o dia seguinte à operação, e um fisioterapeuta adentra o quarto de hospital.

‘Hora de sair da cama‘, disse ao paciente de 37 anos, que respondeu de forma pouco civilizada, deixando claro que não pretendia se mexer.

Os muxoxos não foram suficientes para demover o terapeuta. Starnes acabou descendo da cama e, com muito esforço, deu o primeiro passo, não sem reclamar, gemer e xingar.

Seu "algoz" lhe disse então que ele tinha feito o mais difícil. Quem sabe, logo estaria correndo uma maratona.

A idéia parece uma coisa louca para o sedentário jornalista, mas ocupou um terreninho em algum canto de seu cérebro. Já germinou, cresceu, tomou conta e virou objetivo de vida.

"No dia em que eu saí do quarto 419 do Sutter Memorial Hospital, fiz uma promessa a mim mesmo: perder peso, fazer exercícios e correr a Maratona de Nova York", conta ele em seu blog, que traz até vídeo e você pode ver AQUI (está em inglês).

Ele está treinando. Já fez duas meias-maratonas, várias provas de 10 km, muitos treinos nas mais diversas condições de clima, passou por dores e inchaços, e agora vai: estará domingo entre os quase 38 mil corredores que, como ele, vêem a maratona como muito mais que uma corrida.

É uma conquista de vida. Uma batalha em que a vitória é dar um passo de cada vez.

Escrito por Rodolfo Lucena às 06h37

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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