Êta treininho bom
Frio e velocidade
Em geral, fico na minha com os treinos do dia-a-dia, mas hoje peço licença para compartilhar com você a alegria e a satisfação que tive no longuinho matinal.
Apesar de ter ido dormir tarde, depois da meia-noite, acordei às 6h para aproveitar o clima propício.
pouco antes da sete, afinal, saí em direção à USP, já enfrentando as ladeiras da Pompéia, mas descansando na descida da Pereira Leite.
A USP, quando cheguei, estava vazia, cinzenta, tristinha. Os primeiros treinadores organizavam seus lugares, mas o povo não tinha chegado ainda. Corriam por lá os mais madrugadores.
Eles pareciam ser também muito rápidos, pois só depois de 3 km rodando fui alcançar alguém. Mas não estava dando muita bola para isso, prestava mais atenção em como meu corpo estava respondendo ao que eu pedia. E respondia bem.
Era para rodar entre 6min40 e 7min10, mas os quilômetros estava ficando em torno de seis minutos e meio, sem esforço. Claro que a subida da Biologia deu uma derrubada no tempo, assim como a descida, que encarei com todo o cuidado.
Quando terminei a primeira volta, com 15 km, estava lépido e fagueiro, pronto para a outra. Agora já tinha mais gente, dava para ultrapassar, fazer que estava em alguma disputa, marcar "adversários".
Só fui sentir um pouco de cansaço lá pelo km 22, mas daí já estava quase no fim e, para combater o inimigo, sentei o pau, fiz o penúltimo km em 6min07 e o último, em 5min50.
Sei que são tempos lerdíssimos para boa parte dos corredores, mas, para mim, foi um conquista, especialmente porque obtidos no final de um treino bem mais forte que o planejado.
Enfim, apesar de alguma dor lombar, deu tudo certo, e saí muito feliz, sabendo que podia fazer pelo menos mais 10 km sem cansar e pensando em encontrar logo-logo uma maratona por aí e estraçalhar. Quem dera...
Escrito por Rodolfo Lucena às 16h34
Para ninguém esquecer
Direitos humanos
O fato de você e eu gostarmos de corrida não significa que fiquemos cegos para o que ocorre no mundo, que celebra nesta segunda-feira, dia 10, o Dia dos Direitos Humanos.
Para lembrar a data, a agência EFE distribuiu hoje a foto das mãos atadas e pintadas de Christian Diyoka, um refugiado da República Democrática do Congo (RDC), durante um protesto contra o tratamento dado pelo governo sul-africano aos refugiados. A manifestação ocorreu em frente ao Parlamento, na Cidade do Cabo, na terça-feira.
Escrito por Rodolfo Lucena às 20h13
Histórias da São Silvestre
Sem meia-noite
Dando seqüência às histórias vividas na São Silvestre, trago agora o relato de JAIR SANTIAGO FILHO, 29, administrador de empresas que corre há sete anos e pretende estrear na maratona em 2008. Ainda dá tempo para você mandar a sua história (envie o texto para rodolfolucena.folha@uol.com.br). Bom, vamos à experiência de Jair.
"Sou triatleta e viciado em corrida.
"Na São Silvestre de 2004 (a edição de número 80), eu e minha então namorada (hoje esposa) resolvemos correr. Como ela trabalhava em uma das empresas patrocinadoras do evento, conseguimos largar nas categorias elite (para ela) e elite B (para mim).
"Tive, assim, a oportunidade de não ficar no meio da galera e de aquecer junto aos atletas de elite. Impressionante, mas os quenianos não sabem trotar: são muito desengonçados.
"Como nunca havia disputado nenhuma prova no período da tarde (e a prova só se iniciava às cinco), fiz um almoço baseado em arroz, feijão, batatas e carne. Não preciso nem comentar que o efeito memória do almoço ainda estava presente no final da tarde.
"Quando deu a largada, saímos correndo como loucos, eu e o meu técnico tentando alcançar o pessoal da elite. Eu e um amigo estávamos em um ritmo sub-4min/km, na esperança de terminar a prova em cerca de uma hora, até menos.
"Mas, no km 8, a coisa começou a azedar, e as pernas a endurecer (para mim, o trecho da av. Rio Branco é o pior).
"Subimos a Brigadeiro e vi meu técnico uns 500 metros à nossa frente. Um colega que estava comigo deu a idéia de darmos um tiro para alcançarmos... Mas quem é que teria pernas no km 14?
"Resolvemos gritar e chegamos juntos em um tempo heróico de 1h07.
"Naquele mesmo ano, correu conosco um camarada com uma peruca cor-de-rosa. Não preciso nem mencionar os xingamentos que o sujeito ouvia (e eu por tabela). Uns dois meses vim a conhecê-lo e até hoje treinamos juntos...
"A festa de final de ano? Ficou para o ano seguinte. As pernas doíam muito e não tínhamos nem condições de chegar à meia-noite."
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h10
Dicas básicas de nutrição para esportistas
Comida de corrida
Como está prometido na minha coluna desta quinta-feira, no caderno Equilíbrio, da Folha, trago para você um texto da nutricionista CYNTHIA ANTONACCIO com dicas sobre alimentação para esportistas. Ela é mestra em nutrição pela USP, sócia-proprietária da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-estar e autora de "Boa Forma em 8 Semanas" (ed. Marco Zero).
Confira a seguir a orientação que ela apresenta.
"Um programa alimentar que atenda às demandas nutricionais de um exercício físico intenso é fundamental para o bom desempenho e a evolução nas metas estabelecidas tanto para a corrida quanto para outras modalidades esportivas. Por isso, os esportistas devem assumir um compromisso com:
Disciplina de horário - tanto para as refeições principais quanto para aquelas antes, durante e após o exercício. Ficar horas sem comer estimula o cortisol --um hormônio que estimula a utilização dos aminoácidos como fonte de energia-- ou seja, permite o catabolismo do músculo.
Planejamento das compras - para ter sempre à disposição alimentos e suplementos que permitam desde uma refeição rápida em casa àquelas que você carregará quando estiver na rua.
Ser mais seletivo - quanto ao grupo de alimento. É claro que todos os alimentos devem participar da dieta, mas dentro de um mesmo grupo de alimentos prefira opções com maior teor de fibras, com gorduras de boa qualidade (mono e poliinstauradas) e com baixo teor de açúcar e sódio.
Portanto, nas refeições principais, combine de forma adequada ao seu gasto energético, as seguintes porções:
1. Proteína de boa qualidade sem excesso de gordura saturada;
2. Vegetais coloridos e preparos ao vapor por serem mais nutritivos;
3. Grãos integrais: uma das melhores opções é a combinação de arroz com feijão. Mas vale também a batata, cozida ou como purê, e o macarrão.
Já os lanches podem ser compostos de alimentos de fácil digestão, como cereais em flocos ou em barras, iogurtes com menor teor de gordura, castanhas, pão integral com um pouco de queijo e frutas.
O lanche antes do treino
Eles devem incluir principalmente o carboidrato --esse nutriente garante uma energia contínua durante o exercício. Tente evitar o consumo de refeições ‘pesadas‘, com excesso de proteína ou gordura --cuja digestão é mais lenta, podendo provocar desconforto gástrico durante o exercício.
Os carboidratos são os principais substratos energéticos envolvidos na atividade física. Eles servem de matéria-prima para a produção de glicogênio muscular, que é a primeira e a principal fonte de energia utilizada durante o exercício. Quando a quantidade de carboidratos é insuficiente, o desempenho fica prejudicado.
A sua refeição antes do exercício depende do horário:
30 minutos antes: prefira alimentos de rápida absorção, como os isotônicos e água de coco, por não serem muito concentrados e permitirem um rápido esvaziamento gástrico. As barras energéticas e gel podem ser também boas alternativas para entregar carboidrato.
1 hora antes: alimentos como frutas, torradas, pão, geléia, suco, ricos em carboidratos e sem excesso de fibras são a melhor opção. Mas também valem as barras, gel e bebidas concentradas em carboidrato.
Mais de 1 hora antes: como já existe um tempo maior para digestão, vale testar como o organismo reage ao consumo de alimentos que contêm tanto carboidratos quanto proteína --com baixo teor de gordura. Exemplos são: pão com frios light, torradas com requeijão light, salada de fruta com iogurte ou mesmo uma vitamina com frutas, cereais e iogurte, bem como barras de proteína.
Após os exercícios
Os carboidratos ainda são importantes após o exercício para repor a energia gasta durante o treino. Seu consumo associado a proteínas tanto potencializa a absorção dos carboidratos quanto a reposição das proteínas. Um lanche natural com um suco de fruta é uma ótima opção! Mas, dependendo do horário, pode ser oportuno um shake de proteína ou mesmo uma refeição com grelhado, salada e uma porção de arroz ou batata.
Hidratação
Para garantir uma boa hidratação, procure ingerir líquidos antes de treinar e a cada 15 minutos. Em casos de uma atividade física muito intensa (acima de uma hora) ou em condições climáticas específicas (clima seco), é necessário recorrer a bebidas esportivas que contenham um pouco de carboidrato e eletrólitos (sódio, potássio etc.), pois só a água muitas vezes não consegue repor todos os minerais perdidos durante o treino.
E não espere sentir sede para começar a ingerir líquidos, pois a sensação de sede já é um dos mecanismos do organismo avisar que está em processo de desidratação. Quanto antes começar a ingestão de líquidos é melhor! A quantidade ideal de líquidos pode ser avaliada com a diferença entre o peso corpóreo antes e logo após a atividade."
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h27
Nova vida no verão de 2008
Dicas para bons treinos
Como digo na minha coluna desta quinta-feira no Equilíbrio, na Folha, convidei a treinadora CRISTINA CARVALHO para dar algumas orientações básicas para nortear os primeiros passos de quem quem começar nas caminhadas e corridas. Cristina, 38, é formada em educação física pela USP e diretora do Projeto Mulher e do Núcleo Aventura. Integrou a seleção brasileira de triatlo de 1991 a 2002, participou da Natura Atenah, melhor equipe brasileira do Ecomotion Pró 2006, e foi a melhor brasileira nas edições de 2006 e 2007 do Xterra.
Leia as recomendações que ela nos manda.
1. EXAME MÉDICO - Para iniciar um treinamento, é OBRIGATÓRIO estar com seus exames médicos em dia. Caso contrário mantenha um ritmo que você consiga conversar durante a caminhada ou corrida do começo ao final do seu treino.
2. ALONGAMENTO - Alongue os principais músculos envolvidos na corrida antes e depois do seu treinamento, fique de 30 segundos a um minuto em cada posição e foque sua atenção na sua respiração. Além disto, antes de começar seu treino, você dever fazer 20 rotações de um lado e depois do outro nas principais articulações do seu corpo (tornozelo, joelhos, quadris, ombro e pescoço). CUIDADOS: Logo após sua caminhada ou corrida, seu corpo está mais aquecido. Se você exagerar na amplitude e intensidade do seu alongamento, você pode machucar sua musculatura além de alonga-la. Portanto, lembre-se que nesse momento o alongamento sugerido é suave e feito com tranqüilidade.
3. DIVIDA SEU TREINO EM TRÊS FASES: aquecimento, série principal e desaceleração.
4. FASE 1: AQUECIMENTO - Dedique de 10 a 15 minutos para aquecer seu corpo, procurando manter o ritmo da sua caminhada ou corrida constante e confortável.
5. FASE 2: SÉRIE PRINCIPAL- Aumente o ritmo do seu treino em relação ao aquecimento ou faça um jogo de velocidade com intervalos de ritmo fortes intercalado com intervalos de ritmo fracos. Vale combinar corrida com caminhada, caminhada firme com caminhada forte, corrida leve com corrida forte, corrida forte com caminhada... A idéia é nessa fase você exigir mais das suas pernas e coração.
6. FASE 3: DESACELERAÇÃO - Dedique de 10 a 15 minutos com caminhada ou corrida num ritmo constante e confortável antes de terminar seu treino.
7. PERIODIZAÇÃO- Inicie seu treinamento periodicamente. Comece com dois ou três treinos distribuídos na semana. Aumente, gradativamente, essa freqüência até, no máximo, seis vezes na semana. Neste caso, intercale dias de treino fortes com dias de treinos mais leves.
8. DURAÇÃO DE CADA TREINO: Os treinos podem durar de 40 minutos a uma hora. Se você quiser exceder esse intervalo, seria prudente buscar a orientação de um treinador ou professor de corrida. Lógico que caminhadas longas em ritmo de passeio vale usar e abusar do corpo... Apenas não esqueça da hidratação, protetor solar e estar bem alimentado.
9. INTENSIDADE DO TREINO: O ritmo do seu treino deve ter três intensidades diferentes: moderado, firme e forte. Moderado é aquele ritmo em que você consegue falar e dar risada sem se cansar, é a caminhada para alguns ou o trotinho de corrida para outros. Firme é um ritmo que permite falar, mas, falar menos e se concentrar na respiração para não perder o fôlego (pode ser caminhada, trote ou corrida mais acelerada). Forte é um ritmo que não dá para falar: o coração bate forte, a respiração fica ofegante e não dá para manter o esforço por muito tempo (é como fugir de alguém).
10. RESPIRAÇÃO: Concentre-se na respiração, ela é a principal responsável por seu desempenho físico. Use a boca e o nariz para entrada e saída do ar. A inspiração (entrada de ar) costuma ser menos eficiente quando aceleramos o ritmo da caminhada ou da corrida. Se você quiser no início inspirar dois tempo para cada expiração (saída de ar), isso pode ajudar a manter o esforço por mais tempo sem perder o fôlego. O mais importante aqui é você lembrar de usar a boca além do nariz para respirar durante a fase do treino que o ritmo estiver mais acelerado.
11. FREQUÊNCIA CARDÍACA: A freqüência cardíaca pode servir de parâmetro para a intensidade do seu treinamento.Se seus exames cardíacos estiverem em dia, vale deixar a freqüência subir sem medo; se você não estiver em dia com seus exames médicos, mantenha a freqüência dentro do permitido para sua idade (uma fórmula genérica para saber a freqüência máxima é tirar a idade de 220: se você tem 38 anos, por exemplo, sua freqüência máxima é de 182 e seu ritmo confortável, de 110 a 130 batimentos por minuto.
A seguir, confira duas planilhas com sugestão de treino de um mês para quem deseja começar a correr (caminhantes) e para quem está nos primeiros passos da corrida (iniciantes).
Bons treinos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h33
Nova vida no verão de 2008 - caminhantes
Um passo à frente
Eis aqui a planilha elaborada pela professora Cristina de Carvalho com sugestão de treino de um mês para quem quer começar a correr (nivel caminhante)
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SEMANA 01 |
SEMANA 02 |
SEMANA 03 |
SEMANA 04 | ||||
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Segunda |
LIVRE |
ALONGAR 1H ANDAR FIRME 100 ABDOMINAIS ALONGAR |
ALONGAR 1H ANDAR FIRME 100 ABDOMINAIS ALONGAR |
ALONGAR 1H ANDAR FIRME 100 ABDOMINAIS ALONGAR | |||
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Terça |
ALONGAR 10'ANDAR LEVE 3 VEZES: 3 X 30 AGACHAMENTOS 2'ANDAR/ 3'CORRER 10'ANDAR LEVE ALONGAR |
ALONGAR 10'ANDAR LEVE 3 VEZES: 3 X 30 AGACHAMENTOS 2'ANDAR/ 3'CORRER 10'ANDAR LEVE ALONGAR |
ALONGAR 10'ANDAR LEVE 3 VEZES: 3 X 30 AGACHAMENTOS 1'ANDAR/ 3'CORRER 10'ANDAR LEVE ALONGAR |
ALONGAR 10'ANDAR LEVE 10 X 1’ TROTE 20 AGACHAMENTOS 2’ MUITO FORTE 10'ANDAR LEVE ALONGAR | |||
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Quarta |
LIVRE |
LIVRE |
LIVRE |
LIVRE | |||
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Quinta |
ALONGAR 15'ANDAR LEVE 6 X 2'CORRER 4’ ANDAR 10'ANDAR LEVE ALONGAR |
ALONGAR 15'ANDAR LEVE 4 X 4’ CORRER 4‘ ANDAR 10'ANDAR LEVE ALONGAR |
ALONGAR 15'ANDAR LEVE 5 X 4’ CORRER 2' ANDAR ANDAR ATÉ 1 H TREINO ALONGAR |
ALONGAR 10'ANDAR LEVE 5 X 4’ CORRER 1' ANDAR ANDAR ATÉ 1 H TREINO ALONGAR | |||
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Sexta |
LIVRE |
LIVRE |
LIVRE |
LIVRE | |||
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Sábado |
ALONGAR 5 X 4'ANDAR 2'CORRER ALONGAR |
ALONGAR 6 X 4'ANDAR 2'CORRER ALONGAR |
ALONGAR 7 X 4'ANDAR 2'CORRER ALONGAR |
ALONGAR 8 X 4'ANDAR 2’ CORRER ALONGAR | |||
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Domingo |
LIVRE | ||||||
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h33
Nova vida no verão de 2008 - iniciantes
Mais ritmo
Eis a planilha elaborada pela professora Cristina de Carvalho com sugestão de treino de um mês para quem já corre (nível iniciante).
| SEMANA 01 |
SEMANA 02 |
SEMANA 03 |
SEMANA 04 | ||||
| Segunda |
LIVRE | ALONGAR
40'CORRER LEVE 200 ABDOMINAIS ALONGAR |
ALONGAR
45'CORRER LEVE 200 ABDOMINAIS ALONGAR |
ALONGAR
45'CORRER LEVE 200 ABDOMINAIS ALONGAR | |||
| Terça |
ALONGAR 10'CORRER LEVE 2' FORTE / 4' FORTE / 6'FORTE / 6'FORTE / 4' FORTE / 2'FORTE / COM 2'ANDAR 10'CORRER LEVE ALONGAR |
ALONGAR
10'CORRER LEVE 3 VEZES : 3X (30''MTO FTE/ 1'30 LEVE) 4'FORTE / 2'ANDAR 10'CORRER LEVE ALONGAR |
ALONGAR
10'CORRER LEVE 2' FORTE / 4' FORTE / 6'FORTE / 8' FORTE / 6'FORTE / 4' FORTE / 2'FORTE / 10'CORRER LEVE ALONGAR |
ALONGAR
10'CORRER LEVE 3 VEZES : 6X (30''MTO FTE/ 1'30 LVE) 4'FORTE / 1'ANDAR 10'CORRER LEVE ALONGAR | |||
| Quarta |
LIVRE | LIVRE | LIVRE | LIVRE | |||
| Quinta |
ALONGAR 10'CORRER LEVE 8 X 2’ TROTE 20 AGACHAMENTOS 1’ MUITO FORTE 10'CORRER LEVE ALONGAR |
ALONGAR
10'CORRER LEVE 8 X 2'TROTE 20 AGACHAMENT. 2' MUITO FORTE SOLTAR ATÉ 1 H TREINO ALONGAR |
ALONGAR
10'CORRER LEVE 15 X 1’ TROTE 20 AGACHAMENTOS 1’ MUITO FORTE SOLTAR ATÉ 1 H TREINO ALONGAR |
ALONGAR
10'CORRER LEVE 10 X 1’ TROTE 20 AGACHAMENTOS 2’ MUITO FORTE SOLTAR ATÉ 1 H TREINO ALONGAR | |||
| Sexta |
LIVRE | LIVRE | LIVRE | LIVRE | |||
| Sábado |
ALONGAR 40'CORRER LEVE ALONGAR |
ALONGAR
45'CORRER LEVE 200 ABDOMINAIS ALONGAR |
ALONGAR
45'CORRER LEVE 200 ABDOMINAIS ALONGAR |
ALONGAR
45'CORRER LEVE 200 ABDOMINAIS ALONGAR | |||
| Domingo |
| ||||||
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h31
Acabaram as vagas para a São Silvestre
Paulista lotada
Os organizadores da São Silvestre encerraram o processo de inscrição para a prova. As 20 mil vagas foram preenchidas, o que indica uma Paulista lotadaça no próximo dia 31.
As inscrições, feitas somente pela internet, foram abertas no dia 12 de setembro, e o anúncio do encerramento foi colocado no ar hoje no site da prova.
Os kits deverão ser retirados no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, rua Abílio Soares, 1.300, no Ibirapuera. Nos dias 27 e 28, o atendimento será das 12 às 20 horas. Nos dias 29 e 30, a entrega será das 9 às 17 horas. No dia da prova não serão entregues kits.
Fique esperto com os novos horários de largas. Às 15h15, saem cadeirantes e categoria especial; às 16h30, elite feminina; e às 16h45, elite masculina e demais categorias. Como você já viu neste blog, neste ano homens e mulheres correrão no mesmo horário.
A festa vai ser grande e a muvuca também. Deixe o carro em casa e vá de metrô; a estação Trianon-Masp dá na boca da largada, mas talvez seja melhor descer na estação Brigadeiro e vir caminhando com calma até a largada.
Devo dizer que não tenho muito entusiasmo pela prova, mas já vi tantos relatos bacanas que resolvi me garantir e fazer minha inscrição. Estarei de plantão no dia 31, então decidirei na hora.
Escrito por Rodolfo Lucena às 16h26
Jogos dos Povos Indígenas
Carregamento de tora
Em primeiro lugar, perdão, leitor, pela demora em trazer as informações prometidas sobre os Jogos Indígenas, cuja nona edição terminou no último final de semana, em Olinda.
Como já disse neste blog, a Olimpíada indígena envolveu vários esportes específicos, mas também jogos de futebol e modalidades de atletismo, como a corrida de cem metros.
Bueno, mas claro que as grandes atrações foram as modalidades indígenas, como o carregamento de tora, uma corrida de revezamento em que o atleta carrega um tronco de árvore que pesa algumas dezenas de quilos.
Na quarta-feira passada, mulheres da nação Kanela
fizeram uma demonstração da competição (foto no alto da página). Oito moças,
divididas em dois grupos, se revezaram para correr com as toras de 80 kg. No dia
seguinte, ocorreu a corrida para valer, e os homens tiveram de carregar troncos
de cerca de 100 kg enquanto o cacique pronunciava palavras de incentivo. Atletas
da nação Kanela (foto ao lado) enfrentaram adversários da nação Xavante e
levaram a melhor.
Também houve competições de cem metros e corridas mais longas de quase 3.000 metros. A foto acima é da prova de velocidade disputada na quarta-feira. A última cena mostra índios de diversas tribos erguendo seus troféus, no dia do encerramento do evento.
Todas as fotos são da Reuters.
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h12
Dança das cadeiras para a maratona olímpica
Tá fraco, mas tá bom
Vanderlei Cordeiro de Lima terminou hoje na sétima posição na maratona de Milão, com o tempo de 2h12min54.
Nada demais, inferior até ao recorde que ele estabeleceu na maratona de São Paulo, mas suficiente para, neste momento, fazer com que ele pule do sexto para o terceiro posto no ranking brasileiro de maratonistas, conseguindo uma vaga na equipe brasileira que vai a Pequim.
Mas quem se deu bem, mesmo, foi José Teles de Souza, 36, que terminou uma posição à frente de Vanderlei, cravando 2h12min24 nas ruas milanesas, passando a ser, por enquanto, o dono da segunda vaga na equipe olímpica. Isolado no primeiro posto está Marílson Gomes do Santos, que tem a marca de 2h08min37, que parece difícil de ser batida.
Com os resultados de hoje, Clodoaldo Gomes da Silva e Franck Caldeira, que estavam no segundo e terceiro postos no ranking brasileiro da maratona, despencam para o quarto e quinto lugares, respectivamente.
Talvez quem mais tenha festejado, porém, tenha sido o alagoano Cosme Ancelmo de Souza. Ele terminou em décimo em Milão, mas seu tempo (2h14min44) é um segundo melhor que o de Geovane de Jesus Santos, e lhe vale o sexto posto no ranking brasileiro.
Souza demonstra um altíssima capacidade de recuperação, pois estabelecera seu melhor resultado havia pouco mais de um mês, quando correu 2h22min30 em Foz do Iguaçu, no dia 12 de outubro.
A data-limite para a definição do time brasileiro de maratonistas para Pequim é 11 de maio.
Bom, só para não dizer que não falei dos vencedores de Milão, deu dobradinha queniana. Evans Kiprop Cheruiyot venceu no masculino e Pamela Chepchumba dominou a prova feminina. Ambos tinham sido medalha de bronze no Mundial de corrida de rua em Udine. Foi a estréia de Cheruyot na distância, estabelecendo a boa marca de 2h09min15, melhor tempo registrado na Itália neste ano.
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h46
9ª edição da Volta Internacional da Pampulha
Marizete e Baldaia
Franck Caldeira conquistou hoje o tricampeonato na Volta da Pampulha, em Minas, correndo alegre e festejando muito nos metros finais, o que acabou por impedir que ele tirasse de Vanderlei Cordeiro de Lima o título de melhor tempo brasileiro na prova. Mas, pelo pouco que a TV, entretida com a virada da seleção masculina de vôlei no Japão, mostrou da prova, os nomes da corrida foram Marizete Rezende e Maria Zeferina Baldaia.
Falo isso porque, na penúltima vez que a Globo mostrou a competição da elite feminina, a queniana Nancy Kipron dominava sem contestação, seguida pela tricampeã Lucélia Peres, que era acompanhada, passos atrás, por Baldaia, com seu maravilhoso sorriso aberto e agora com cabelos mais longos.
Quase fora do vídeo, vinha Marizete, mais para a esquerda, parecendo desviada da rota. O imagem terminou com as ponteiras engolindo a câmera e Marizete parecendo seguir para a calçada, dando a impressão de que desistia.
Na verdade, ela apenas, na hora, havia escolhido pegar água do outro lado. Continuava na prova e se manteve firme na perseguição, como mostrou a última parte da transmissão da prova, quando a queniana tomou conta da tela, parecendo chegar sozinha para a vitória. Mas Marizete vinha firme, corpo mirrado em comparação com a longilínea Kipron. Na TV, a distância era enorme, e a brasileira fazia um esforço danado para correr: será que iria desistir, será que não iria agüentar?
Na tomada seguinte, estava mais próxima, até dava vontade de torcer por uma chegada embolada. Não se via nenhuma outra brasileira, era com Marizete mesmo, que já tem no seu cartel títulos da São Silvestre e da maratona de São Paulo, além de uma dura experiência de dois anos de suspensão por doping (leia AQUI uma entrevista que fiz com ela em 2001, antes que tudo isso acontecesse)..
No seu rosto estavam estampados o esforço e a vontade de chegar, mas o corpo não deixou: "Não sei exatamente do que se trata, mas o fato é que não consegui respirar direito. A perna estava boa, mas faltou ar", disse ela, que agora volta aos treinos para tentar lugar no pódio em São paulo no dia 31 de dezembro.
Depois dela, quem chegou foi Baldaia. Não deu para saber se Lucélia fraquejou ou se a corredora radicada em Sertãozinho tinha guardado fôlego para a arrancada final no forte calor. O fato é que Maria Zeferina está voltando aos pódios, depois de uma longa temporada de sobe-e-desce por causa de lesões. Foi a segunda na São Paulo Classic, com um tempo bem razoável de 34min40, e demonstra que também está disposta a buscar um lugar de destaque na avenida Paulista.
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h43
Fala, leitor - São Silvestre da Costa Rica
A conquista de Seu Francisco
Como prometido, começo neste domingo a publicar algumas das muitas histórias que chegam sobre a São Silvestre. Se você ainda não enviou a sua, sinta-se convidado, convocado até. Mande para rodolfolucena.folha@uol.com.br. O relato de hoje foi mandado por ANDRÉ DA SILVA DIAS, 36, engenheiro florestal paulista que mora na Costa Rica com a mulher e a filha. Corredor desde os 15 anos, ele relata experiências vividas lá e cá. Vamos ao texto.
Há 12 anos não moro mais em São Paulo. Como
final de ano é época de estar com a família, quando aviso que estou chegando
logo me perguntam: "Vai correr a São Silvestre?".
Já é parte da vida.
Para mim é mais de que uma corrida. Tem a parte atlética, claro. Mas vou mesmo por que é uma linda festa de corredor.
Quem já participou sempre chega à próxima corrida procurando na multidão aquelas figurinhas carimbadas: o Raul Seixas, o cara vestido de noiva, o Super-Homem, o Ayrton Senna de capacete e tudo, o garçom, o cara com a bicicleta superenfeitada, alguém fantasiado de presidente, Jesus Cristo em pessoa carregando a cruz.
E tem a música do filme "Carruagens de Fogo" na hora da largada e na chegada. Para mim, é a música da São Silvestre. Até quando a escuto em um elevador ou na sala de espera do dentista me emociono.
Uma vez, fiquei realmente contente com meu tempo. Fiz em 1h16. Meu recorde pessoal. Cheguei um pouco atrás do Papai Noel e um pouco antes do Incrível Hulk. Que chegada...só a São Silvestre para proporcionar isto.
Mas há vezes que dá vontade de não correr nunca mais. Em 2000, primeiro ano com inscrição por internet, fui todo contente e ansioso retirar meu kit e, para minha surpresa eu não existia no sistema. Solução da organização: devolver o dinheiro da inscrição.
Até parece que o único investimento do corredor é a inscrição. E os meses de treinamento, os gastos com viagem e hospedagem, as responsabilidades com quem patrocinou? E o sonho do corredor?
Um senhor ao meu lado, Seu Francisco, vinha de Pernambuco realizar seu sonho: correr a famosa corrida que na cidade dele todos viam pela televisão montada na pracinha central na noite de Ano Novo e que ele disse a todos que um dia iria corrê-la. A prefeitura estava ajudando com os custos. E nada da inscrição dele, mesmo com todos os comprovantes.
No final das contas, depois de muita discussão e espera (três dias!!!), todos que tiveram este problema (éramos muitos) receberam um número alternativo e puderam participar. O Seu Francisco deveria ter sido mais bem tratado.
Atualmente moro na Costa Rica, onde sigo participando de corridas de rua. Quando digo que sou brasileiro logo me perguntam se já corri a São Silvestre. Mesmo sem Rede Globo por aqui (que maravilha!!!!), a corrida é muito famosa, pelo menos entre os corredores. Já tive que levar minhas medalhas para o pessoal ver, tamanho o interesse que eles têm pela nossa corrida.
Acho que é porque em 1974 o vencedor foi um costarriquenho, Rafael Angel Perez. Vive por aqui e é um herói nacional por suas várias conquistas internacionais, incluindo a de São Paulo.
Ano passado, quando soube que passaria o Ano Novo por
aqui, logo me inscrevi na Carrera de San Silvestre (na foto, o número de André).
Sim, aqui também tem uma. É disputada as 9h da manhã do dia 31 de dezembro em um
percurso de 10,5 km pelas ruas da capital, San José.
Corrida modesta, com pouco menos de mil participantes e que em nada se parece com a nossa (a não ser pelas subidas e descidas, coisa que por aqui é difícil evitar). É uma corrida como outra qualquer. Coisa que definitivamente a nossa não é. E é nessas horas que entendo porque brasileiro é conhecido por ser um povo animado, alegre.
Enfim, a São Silvestre tem muita qualidade como competição atlética e tem muito prestígio. E assim deve ser. Mas pode colocar dez Paul Tergat na elite que a corrida não é a mesma sem o Seu Francisco.
Neste ano vou correr minha sétima São Silvestre, largando lá do fundão. E estou ansioso como se fosse a primeira vez.
Escrito por Rodolfo Lucena às 08h24
