Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Papai Noel não descansa na Coréia do Sul

Natal no asfalto

 

Vestidos de Papai Noel, milhares de corredores participaram da Maratona de Natal, uma corrida beneficente de dez quilômetros realizada em Seul, Coréia do Sul, no sábado passado (fotos AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h57

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Encontro marcado na São Silvestre

Te vejo na Paulista

Acabei decidindo mesmo correr a São Silvestre deste ano, talvez o mais desafiador que já enfrentei na minha curta vida de corredor.

Fiz três ultramaratonas, encavalei uma maratona 15 dias depois de uma prova de 50 km encabritadíssima, enfrentei meus primeiros cem quilômetros sem parar e sem perder nenhum pedaço do corpo, visitei lugares novos, conheci gente sensacional.

E tive o prazer e a honra de manter esse blog, que é engalanado pela sua leitura. Cada leitor vira um amigo, acompanhando esses momento todos, mandando comentários, fazendo sugestões, pedindo dicas, enviando colaborações sensacionais.

Bueno, conheço vários de vocês e gostaria de conhecer muitos mais.

Quem sabe, vai dar para a gente apertar a mão e se desejar Feliz Ano Novo ao vivo, na Paulista, depois da São Silvestre.

Se nada der errado e tudo der certo, vou fazer em menos de 1h45, talvez lá por 1h30. Depois de pegar a medalha, vou ficar um pouco por ali, em frente ao prédio da Fiesp, para saudar os amigos. Se der, apareça.

Outra coisa: não deixe de visitar este blog mesmo no feriadão. Até domingo, segunda cedinho no mais tardar, vou colocar no ar uma bela entrevista feita por um colaborador que vive no estrangeiro.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h46

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Fala, leitor

Dilúvio na Brigadeiro

Na São Silvestre, tudo pode acontecer. E mesmo os mais bem preparados podem se surpreender, como mostra o relato do leitor FÁBIO ROGÉRIO SILVEIRA NAMIUTI, 36, analista programador que nos conta agora como foi sua primeira experiência na maior prova do Brasil.

Dias antes desta corrida, em dezembro de 2005, a minha principal dúvida era: quantas vezes eu teria que parar durante a prova para conseguir concluir os 15 km. Era só a minha sexta prova, pouco mais de seis meses depois da estréia. A mais longa até então, já que eu só fizera provas de 10 km antes.

Desde que eu era moleque, algo assim como 16 anos, já falava brincando que um dia iria participar da São Silvestre. O dia chegou, e como eu me preparei para ele! A começar por perder 30 kg (passar de 110 para 80), deixar de ser fumante (dois maços por dia), absolutamente sedentário, hipertenso, com triglicérides marcando 512 ... Mas isso tudo é uma outra história!

Chegamos, eu, minha esposa e minha irmã na Paulista mais de duas horas antes da largada, uma muvuca tão grande que mal deu pra ver a largada feminina. E como o tempo custou a passar, que ansiedade era aquela?

Uma hora antes fiz um trote leve pra aquecer, um alongamento meia-boca (mal tinha espaço para isso) e fui alinhar pra largada, longe pra caramba do Masp e no meio de um tumulto enorme. Até passar pelo pórtico foram intermináveis 12 minutos andando, quase rastejando.

O primeiro km na Paulista foi lento à beça, nem tinha como ser diferente no meio daquele povo todo. Muito legal se sentir uma ‘celebridade‘, a molecada na rua esticando a mão para te cumprimentar, a platéia te incentivando quase o tempo todo.

Na descida da Consolação deu uma dispersada, mesmo assim tendo que desviar dos fantasiados e disputar espaço palmo a palmo com o Lula, o Raul Seixas, a noiva, o Hulk, o cara com o vaso na cabeça e outros tantos.

Desci devagar para poupar os joelhos, conforme recomendado em todos os sites de corrida. Na Ipiranga e na São João já começaram a aparecer os primeiros desistentes, o calor estava brabo. No km 4 apareceu um camarada de São José que me cumprimentou e disse que já me vira treinando algumas vezes.

Foram passando Minhocão, av. Pacaembu, Rudge, as temidas subidas dos viadutos. Tudo o que eu estava acostumado a ver na TV em anos anteriores e que tinha até decorado de tanto estudar o percurso na internet.

E eu lá, firmão ! No km 10, na Rio Branco, eu estava na faixa dos 54 minutos. Eu não via a hora de encarar a Brigadeiro, passei quase sem olhar por toda aquela região do centro velho.

Perto do Teatro Municipal, o incentivo de um cara que estava assistindo foi muito importante. Ele disse algo como ‘vocês se esforçaram muito para chegarem até aqui e merecem terminar bem‘. Estava pronto para subir. Mas aí veio o inesperado: o dilúvio !!!

A chuva já começou forte, deu uma refrescada legal. A temperatura, que estava nos 32 ºC no início da prova, iria cair para 18 ºC. Mas as vantagens pararam por aí. A chuva estava tão forte, com granizo junto, descendo a ladeira e formando poças enormes na lateral da pista, que mal dava para enxergar.

Não conseguia olhar para a frente, tinha que ficar com o rosto de lado ou até de cabeça baixa. O tênis encharcou, as pernas já estavam pesadas e as trombadas com outros corredores eram inevitáveis.

Quando virei à direita, no final da Brigadeiro, a chuva já mais fraca, ainda tinha gás para um sprint nos 400 metros finais da Paulista. Mas aí já era meio tarde, o tempo bruto já passava de 1 hora e 39 minutos. E o tempo líquido, de 1 hora e 27 minutos. Se eu falar que não fiquei um pouco decepcionado, vou estar mentindo. Tinha tudo pra fazer um tempo bem melhor. Mas, de qualquer maneira, foi ótimo concluir a prova sem parar uma única vez.

Foi emocionante cruzar aquela linha de chegada que eu só via na televisão desde moleque. Passou todo um filme na minha cabeça, desde aquele primeira ‘tentativa de treino de corrida‘, ainda cheio de nicotina no sangue, alcatrão nos pulmões e com muitos quilos a mais, que não durou mais de 250 metros.

As piadinhas que eu ouvi nos primeiros trotes na rua, do tipo ‘vai rolando que chega mais rápido‘. O esforço todo que foi me livrar de tanto peso extra, queimados em cinco, seis treinos por semana. A primeira prova, seis meses antes nos morros do Parque Estadual de Campos do Jordão, que teve 10 Km e umas cinco paradas pra ganhar fôlego. Os meses de preparação para essa corrida, as subidas todas. Não importava que eu fosse apenas o 5634º da prova masculina e nem que tivesse feito quase o dobro do tempo do Marilson Gomes dos Santos.

A medalhinha que deram nem bonita era, mas naquele momento valia pra mim o mesmo que a de um campeão olímpico. Viriam muitas outras corridas depois, mas certamente essa estréia na São Silvestre foi inesquecível.

Escrito por Rodolfo Lucena às 06h57

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Feliz Natal, tchurma!

Alegria, alegria


Divirta-se muito neste Natal, aproveite a folga, coma e beba o que der e, quando der vontade, aproveite para uma corridinha

Ho, ho, Ho

Muito obrigado pela companhia, leitura, comentarios, sugest~oes e incentivos.

Desculpe se esta mensagem sair meio estranha, com formato diferente, pois nao estou no meu computador e , ao que parece, as coisas nao estao saindo perfeitas.

No outro Natal, se der certo, a gente corrige

Divirta-se!!

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h28

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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