Perdão, leitores
De volta à casa

Prezado leitor, estimada leitora, este é um pedido de desculpas: nos últimos 15 dias, mais ou menos, dediquei a este blog menos tempo do que você merece. Está certo, publiquei algumas coisinhas e você até gostou, a julgar pelos comentários, mas a atualização não foi tão amiúde como de costume.
Deixei de comentar, por exemplo, a condenação da ex-supervelocista Marion Jones a seis meses d cadeia, não pelo doping, mas por mentir à Justiça.
Também passou o desempenho de Haile na maratona de Dubai, onde ele mais uma vez correu na casa das 2h04, mas não conseguiu baixar seu recorde e deixou escapar o prometido prêmio de US$ 1 milhão oferecido pelos magnatas do petróleo.
Para ele, não faz mal. Ele corre atrás de marca ainda mais exclusiva: "Acho que ainda posso correr em 2h03min. No futuro, creio que os atletas poderão cumprir a distância em duas horas. Talvez menos", disse ele em entrevista ao repórter Adalberto Leister, da Folha (leia AQUI, exclusivo para assinantes da Folha e/ou do UOL).
Quero dizer, porém, que não se tratou de desleixo nem de descaso por esse blog e por seus maravilhosos leitores, por quem tenho o maior carinho. Foi, sim, superconcentração em outras atividades.
Estive por quase 15 dias nos Estados Unidos, a serviço da Folha, fazendo cobertura de dois supereventos de informática. Um em Las Vegas, a CES, maior feira de eletrônica de consumo do mundo. O outro foi em San Francisco, a MacWorld, em que a Apple apresentou o que chama de o notebook mais fino do mundo.
O resultado da cobertura saiu no caderno Informática e também no blog de tecnologia que edito, o Circuito Integrado, também aqui na Folha Online. Dê uma olhada por lá.
Mas claro que aproveitei o pouco tempo livre para dar umas corridinhas. Aliás, nos dois finais de semana em que lá estive, participei mesmo de provas oficiais, uma meia-maratona e uma maratona, que outra hora conto em detalhes.
Falando sobre os treinos, porém, posso dizer que correr em Las Vegas é tão ruim ou tão bom quanto correr em qualquer outra cidade absolutamente plana e com calçadas largas. É bem verdade que, quando você sai da avenida principal, apelidada de Strip, o espaço para pedestres não é tão generoso. E as obras dominam o terreno.
Meu primeiro treininho, uma corrida de recuperação que deveria ser de uns sete ou oito quilômetros, me levou direto à ladeira da memória (em Vegas, ladeira só na mente mesmo ou nas rampas de hotel). Fui em direção ao lugar ande ficava o primeiro hotel em que me hospedei na cidade, já lá se vão uns dez ou 15 anos, sei lá.
Era o Stardust, que marcou uma época e participou dos cenários de uma grande quantidade de filmes, pois ficava bem em uma ponta do Strip. Suas proporções monumentais e o néon rosa e roxo do logotipo eram o emblema de uma Vegas breguíssima e farta, como continua hoje, cada vez mais farta, rica, decadente.
O hotel foi implodido há alguns anos, e no local há obras. Outro também famoso era o Frontier, cujos funcionários estavam em longuíssima greve quando lá estive no início da década de 1990. Hoje é uma terreno baldio, ainda com os restos da destruição do prédio. Sabe-se lá o que vai surgir.
A última vez que lá estive, o Bellagio, que hoje aparece em tantos filmes, era apenas uma promessa. Trata-se de um complexo gigante, de cassino, hotel, centro de convenções, spa e ainda agora abriga obras de um supercondomínio.
Essas obras, por sinal, me derrubaram: eu queria fazer uma voltinha e acabei passando por trás da construção. Daí, como retornar á avenida principal e ao meu hotel, que estava do outro lado?
No way, como dizem os gringos. Tive de contornar o terrenão, levando meu treino para mais de 14 quilômetros e já botando caraminholas na minha cabeça, me deixando a perguntar se não tinha exagerado tão perto de uma maratona.
Mas isso é assunto para outra conversa. Por aqui, deixo as fotos. Lá no alto, uma cena de Vegas fotografada por este que vos fala. Cá embaixo, um mapinha mostrando o hotel em que estive e, em frente, a gigantesca área em construção. Alia será feito um novo centro cívico, com shoppings, hotéis, centro de convenções, teatros, cassino e ainda, mais para trás, a expansão do Bellagio a que me referi.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h31
Brasileiro é pentacampeão na Maratona da Disney
Colorido e divertido
Ele foi a estrela na foto de abertura da revista "Runner’s World" que está nas bancas aqui nos Estados Unidos, onde estou em uma viagem a trabalho. E o destaque parece ter sido premonitório, pois Adriano Bastos voltou a vencer a maratona da Disney.
O coloridérrimo brasileiro, que gosta de competir usando cortes de cabelo especiais, agora é dono do inédito título de pentacampeão da prova.
Neste ano, a coisa foi fácil. Ele completou em 2h20min56, mais de 14 minutos à frente do segundo colocado --ou seja, cerca de quatro quilômetros de distância.
Ele já foi convidado para a próxima edição e já começa a se preparar para o hexa.
Saiba mais sobre o atleta clicando AQUI.
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h16
