Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Maratona de Chicago já está com as inscrições abertas

Corrida por vaga

Palco de cenas deprimentes e revoltantes em 2007, com demonstração de incapacidade da organização de reagir a tempo aos efeitos do calor excessivo e incomum para a época, a maratona de Chicago muda para tentar continuar um dos melhores eventos do gênero no mundo.

Agora tem novo patrocinador, que provocou até mudança no nome oficial da prova e no logo. É que o Bank of America comprou o LaSalle Bank, que era o "dono" da prova.

Bom, mais isso é lá com eles. O que interessa para os corredores é que a maratona já tem data anunciada: será no domingo 12 de outubro, Dia da Criança e da descoberta da América.

E as inscrições para as 45 mil vagas abriram hoje no site oficial, que você pode conferir AQUI, em inglês.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h03

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Como se prevenir da fratura por estresse

Cautela e caldo de galinha

Ontem conversei com um colega aqui da Redação que vem se dedicando às corridas já há algum tempo. Ele está de molho desde o início do ano, proibido de correr: fratura por estresse nas duas tíbias. Não pode correr, não pode bicicletar, não pode rodar na máquina elíptica, nada.

Imagine: daqui a pouco o cara fica com síndrome de abstinência de corrida, coisa que muitos de nós já sentimos.

Brincadeiras à parte, é preocupante ver o número de pessoas com problemas graves ou mais ou menos graves decorrentes da corrida. Eu, que sou assíduo freqüentador de consultórios de ortopedia e clínica de fisioterapia, tenho visto gente de todo tipo com as mais diversas lesões, não raro decorrentes do exagero.

Minha primeira fratura por estresse tive depois de dois anos correndo. Aprendi (acho) e, desde então, sofri outros males, mas não decorrentes do chamado "uso excessivo" (do inglês "overuse").

Como evitar isso?

Treinar sob a orientação de algum especialista é um caminho, mas nem todos (ou a grande parte) podem bancar e, além disso, não é garantia nenhuma _na já citada lesão, eu seguia fielmente planilhas de até 110 quilômetros semanais, o que pode ser pouco para alguns, mas foi demais para este corpinho velho e cansado...

Bom, eu diria que o principal caminho é ter cautela, calma, paciência. Coisas que, em geral, não estão no nosso cardápio quando descobrimos a corrida. Ao contrário, queremos mais: mais rápido, mais distância, mais tempo correndo.

O resultado acaba sendo o menos, porque a lesão está logo ali depois da curva, no tropeço e no exagero.

Uma boa forma de controlar é acompanhar graficamente, metodicamente, o que a gente faz: registrar os treinos e então seguir algumas regras básicas.

De modo geral, a receita é seguinte:

1. Procure alternar dias de treino mais forte e mais fraco.

2. Evite aumentar em mais de 10% a distância total corrida a cada semana.

3. Insira, a cada duas ou três semanas, uma semana mais fraca.

4. Descanse, beba água, alimente-se direito.

Bueno, para fazer os tais controles, vale o que você achar melhor. No passado (e talvez até hoje em dia), havia quem enchesse cadernos e cadernos com os registros, fazendo uma espécie de diário.

Acho que não precisa chegar a tanto. Você pode montar uma tabelinha no seu editor de textos ou na sua planilha eletrônica, de modo a permitir a inclusão da quilometragem percorrida a cada dia e a soma da semana.

Eu ainda monto uma tabela em editor de texto on-line, para poder acessá-la de qualquer computador.

Se preferir, há vários serviços on-line que fazem isso de graça e ainda calculam a quilometragem dos tênis, apresentam gráficos, o diabo. Já usei o da revista "Runner’s World", depois achei melhor o CoolRunning e, atualmente, uso o WinningStats. De modo geral, basta um registro rápido, e você já pode usar o serviço.

Mais recentemente, surgiram alguns em português, mas não testei nenhum. Vários leitores já comentaram aqui o da revista "O2", por exemplo.

Enfim, é uma forma de cuidar um pouco mais e melhor de seus treinos e de você mesmo. Boas corridas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h01

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900 quilômetros depois...

Despedida

Não dá mais. Hoje foi a gota d’água: corri pela última vez com esse tênis, que tantas alegrias me deu, mas começa a ameaçar trazer problemas.

Correndo lentinho, deu dor nas costas.

Se ia mais rápido, o calcanhar parecia bater direto no asfalto.

Tudo bem, eu já sabia que ele estava pelas tabelas, mas queria tentar ainda. Afinal, nas caminhadas, é uma maravilha. Até corri com ele a São Silvestre, numa espécie de despedida antecipada.

Hoje foi para valer. Antes dos dez quilômetros, já tinha até uma bolha, coisa que não aparece há muitos e muitos quilômetros.

Povavelmente, não foi culpa dele, mas entrou no pacote, para ajudar a justificar a aposentadoria.

Que nem é tão precoce assim: ao final do treino dos 26 quilômetros de hoje, esse tênis contabilizava 918 quilômetros corridos, sem contar as caminhadas e as saídas na vida civil...

E olha que, nessa conta, estão percursos muito especiais: com ele percorri 80 dos 100 quilômetros de minha aventura na Itália, os 100 Km del Passatore, além de outras provas mais curtas...

Mas, enfim, chegou a hora. Tchau, companheiro de corridas.

E você? Calcula a quilometragem de seus calçados de corrida? Quão longe vai com cada um?

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h48

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Corredores enfrentam água, fogo e arame farpado

Coisa de macho

 

Um corredor atravessa uma área em chamas durante a Tough Guy Challenge (Desafio dos Machões, em tradução livre), uma prova totalmente doidona que é realizada na Inglaterra e inclui atletas como o que aparece na foto menor (todas as imagens são da AP).  

Segundo noticiário que encontrei em um site inglês, "milhares" de fanáticos atletas heavy-metal peregrinam até Staffordshire para participar do desafio, mas, pelas fotos, o número de participantes deve ser menor. Apesar do nome, há mulheres que participam da competição.

Os organizadores afirmam ser o maior desafio à resistência humana (confira AQUI o site da prova): envolve uma prova cross-country de 13 quilômetros e mais uma série de obstáculos, como fogo, arame farpado, túneis sob a água, riachos e precipícios.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h59

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Britânica vence a dona da casa

Coisa de mulher

Mara Yamauchi festeja ao cruzar em primeiro lugar a linha de chegada da maratona feminina de Osaka, no Japão (foto Reuters). Ela passou uma das apostas da casa, Kayoko Fukushi, pouco antes do km 35, e correu para fazer a melhor marca de sua vida, fechando em 2h2510.

A japonesa havia corrido na frente, sozinha, até o km 33. Depois começou a ser atacada mais duramente e cedeu espaço.

Foi a primeira vitória de Yamauchi, que é casada com um japonês e vive no Japão: "Eu esperava ser mais rápida, mas uma vitória é uma vitória, e eu estou muito feliz", disse ela.

No total, 13 atletas fecharam em menos de 2h30, o que já dá um bom indicador do nível que pode ser esperado para a prova olímpica.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h37

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Foto do dia - Maratona de Miami, 27.jan.2008

Reflexos milionários

Imagem de corredores que participam da maratona de Miami é refletida no capô de um Rolls Royce estacionado em frente à mansão em que viveu Gianni Versace (foto AP). A prova foi vencida por Jose Garcia, da Guatemala, em 2h17min43, deixando para trás o queniano Samuel Kiprotich e o etíope Demesse Tafera, who finished at 2:18:29. No feminino, Kelly Lijleblad foi a campeã, com 2h47min33. Mais de 10,4 mil corredores participaram do evento.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h35

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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