Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Entrei numa ultragelada na Irlanda

Que friaca!!!

Tenho ainda uma noite de sono antes de largar na ultramaratona de Connemara, na Irlanda, numa região muito bela e de ares selvagens no oeste do país.

Serão 64 quilômetros de puro desafio. Se eu sair inteiro, conto como foi.

Gosto de correr no frio, mas eles estão abusando.

A faixa de temperatura ideal, para mim, fica entre os 12 e os 16 graus.

Hoje fez metade disso aqui em Clifden, a uns 30 km do ponto de largada. O vento corta pior que o Minuano.

Para amanhã, o homem do tempo promete que tudo vai piorar.

Falam em chuva, ventania e neve.

Vai ser uma beleza.

Que meda!!

Torça por mim...

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h02

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Ainda há esperanças para o Blade Runner

Pistorius vai aos tribunais

O corredor sul-africano Oscar Pistorius, que teve as duas pernas amputadas, continua lutando para conseguir autorização para competir nos Jogos Olímpicos.

Recordista em três eventos paraolímpicos, o velocista já tem participado, com relativo sucesso, de competições contra corredores que têm duas pernas.

Em janeiro passado, porém, seu sonho foi destruído pela decisão da IAAF de que não poderia competir contra corredores de duas pernas porque suas próteses (lâminas de material especial, daí o apelido Blade Runner) lhe dariam vantagem. Por causa delas, ele gasta 25% menos energia do que o corredor não-deficiente físico.

Disposto a não cair sem luta, ele recorreu da decisão, e seu caso será analisado no final deste mês pela Corte de Arbitragem. Caso ganhe, ainda terá de conquistar nas pistas uma vaga na equipe sul-africana.

No ano passado, ele competiu no campeonato nacional de 400 m e ganhou o segundo lugar. Tem recordes paraolímpicos nos 100, 200 e 400 metros.

Pistorius nasceu sem fíbulas (o longo e fino osso da perna) e tinha 11 meses quando suas pernas foram amputadas logo abaixo do joelho.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h46

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Brasileiro corre em Angola sob 30ºC

Estréia com chope

O André Augusto Choma jé é seu conhecido. Trata-se de um brasileiro que está trabalhando em Angola, onde luta para manter seu plano de treinamento. Ele já participou deste blog contando sobre os treinos na terra ancestral do Brasil. Agora, participou pela primeira vez de uma corrida em Benguela. Leia a seguir o relato que ele mandou. No blog de André você encontra mais fotos e outros detalhes.

Benguela é a segunda maior cidade de Angola e fica a pouco mais de 500 km ao sul da capital, Luanda. Quando vim para cá no início do projeto, na metade de 2007, estava preocupado em arrumar condições (local e horário) para treinar, pois tinha acabado de baixar dos 40 minutos o meu tempo nos 10km.

Vi que não seria tão fácil! As ruas têm muito movimento, e nem sempre é possível correr pelas calçadas. Faz calor o ano todo, mesmo logo cedo (já peguei 25ºC antes das 8h), quando estou acostumado a treinar (já que à noite muitas ruas não possuem iluminação).

Depois de nove meses aqui, finalmente fiquei sabendo que haveria uma prova de 5,5 km no dia 30 de março --era a chance de conseguir participar de alguma competição em Angola, depois de tantos treinos. Fui convidado pelo secretário local de Juventude e Desportos, e no domingo cedo segui para o local indicado para a largada, contando com a torcida de toda a equipe do projeto em Angola.

Chegando ao local, descobri que a prova era exclusiva para os funcionários de uma grande cervejaria (a maior do país), mas que eu poderia participar como convidado, desde que não concorresse aos prêmios. Nada mais justo.

Eram cerca de 70 corredores, a maioria com trajes de futebol e com chuteiras ou tênis sem qualquer amortecimento (vi até um corredor largando apenas de meias!!!).

A largada foi atrasada das 8hs para as 9hs, o que complicou para a maioria, devido ao calor infernal que já fazia logo cedo. A organização mostrou-se muito boa (apesar da mudança do horário), levando-se em conta a realidade local: camisetas para todos com o número já preso, percurso bem sinalizado nas esquinas (porém sem as placas a cada km), e povo incentivando nas ruas (crianças, principalmente).

Eu larguei lá atrás do pelotão, tomando cuidado para não sair com tudo e ser traído depois pelo calor. Com menos de 10 minutos de prova, eu já estava entre os 10 primeiros – os ponteiros não estavam tão distantes, e eu conseguia contar os corredores à minha frente. Mantive o ritmo, e fui passando mais alguns pelo caminho, mas o calor foi apertando. A temperatura já beirava os 30ºC e eu já estava torcendo para a prova terminar logo!

Na chegada (com 22min30seg), com direito à "aviãozinho" e tudo, mais surpresas: uma ampla área de dispersão, água à vontade, sanduíches para os corredores e até chope (afinal de contas, a empresa é uma cervejaria)! Além disso, meus colegas avisaram que eu tinha terminado a prova em quarto lugar no geral, o que eu realmente não esperava! Acho que alguns competidores ficaram pelo caminho no trecho final, sem que eu os visse.

O resultado, então, foi bastante comemorado, ainda mais por se tratar da primeira prova em continente africano! Não ganhei o microondas destinado ao quarto colocado porque era convidado (não seria justo com os funcionários), mas fiz questão de cumprimentar o campeão –Marcos Borges– que chegou com 21min45seg e levou uma moto zerinho!

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h42

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Quando você corre??

Sem lugar nem hora

 Na minha coluna desta quinta-feira, no caderno Equilíbrio, da Folha, comentei a luta que muitos de nós fazemos para conseguir tempo para correr.

Não se trata de arranjar tempo para uma diversão, mas sim de garantir um tempo de saúde física e mental, um intervalo pessoal, particular, na vida de hoje, sempre tão complicada por tantas relações.

Antes já tinha feito post semelhante aqui no blog, e muita gente mandou comentários falando sobre seus horários, suas lutas, seus compromissos.

Estão todos lá e mais continuam a chegar. Se você não mandou sua opinião, sinta-se à vontade para comentar.

Destaco aqui alguns dos comentários, como o da leitora Flor, de Uberlândia, que bem ilustra a decisão de fazer o que é possível quando é possível. Ela diz "Gosto de correr pela manhã, as 6:00 - mas quando não dá, corro lá pelas 8:00. Não gosto de correr à noite, estou cansada. Gosto de correr com outra pessoa, mas nunca dá certo, então resolvi, só vou correr só.".

Já o Alexandre, de Porto Alegre, está lutando para se adaptar a uma nova situação:

"Sempre gostei de correr pela manhã,(7hs), mas agora que meu filho está estudando pela manhã ficou complicado. Tenho treinado à tardinha e o rendimento não é o mesmo, já estou cansado do trabalho do dia e não consigo fazer os mesmos tempos e percurso que fazia quando treinava pela manhã."

De Sintra, Portugal, Luis nos conta que, durante a semana, corre sempre antes de ir trabalhar e, por isso, muitas vezes queima o chão quando ainda esta escuro.

E o Eduardo, lá no quente e úmido norte brasileiro, diz: Aqui em Belém tem que ser bem cedo ou à noite. A humidade mata! Corro cedo pra garantir o treino. A noite bate aquela preguiça e a vida profissional e social podem atrapalhar."

Há os que avaliam o seu desempenho e conseguem definir quando se saem melhor, mas nem sempre acham o tempo exato, como comenta o Calazans, de São Paulo: "Tirando por mim, acho que há uma diferença entre o horário preferido de correr e único o horário disponível para correr. Eu mesmo prefiro me exercitar ao anoitecer. Desde criança, sempre pratiquei esportes exaustivamente até o dia ficar escuro. Além disso, de manhã eu sou muito mole. Porém, o meu trabalho impede que eu corra na parte da tarde, já que entro às 10 da manhã e saio às 8 da noite. Acabo tendo de correr no horário que eu menos gosto, que é o da manhã."

As complicações da vida também são lembradas por Yuri, de Brasilia: " Meus horários são limitados. Trabalho manhã e tarde e faculdade à noite... amo correr, então só me resta a hora do almoço, aquí em Brasília chegamos a enfrentar, na seca, umidade por volta de 20%, tudo bem vamos lá... dá pra dar uma corrida básica de 11,5 Km 3 ou 4 vezes por semana, no final de semana prefiro os longos pois meu objetivo é uma maratona, então, tenho liberdade de escolha de horário, sempre manhã, quanto maior a quilometragem que vou correr mais cedo começo."

Enfim, cada um tem a sua história. Mande também a sua.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h16

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Recordista na maratona é barrado nos 10.000m

E agora, Haile???

A Federação Etíope de Atletismo não autorizou a participação do recordista mundial da maratona, Haile Gebreselassie, na competição olímpica dos 10.000 m.

O corredor anunciou que não participaria da maratona por causa da poluição de Pequim, mas poderia estar presente na prova mais curta.

O diretor técnico da entidade etíope, Dube Jillo, disse que ‘não compete a Haile Gebreselassie decidir a sua participação‘, pois ‘é a federação que deve determinar se está ou não apto para participar‘.

‘É muito difícil para ele competir com os atletas jovens. ele não está preparado para correr os 10.000 metros nos Jogos Olímpicos‘, completou o preparador de fundo etíope, Woldemeskel Kostre.

Haile tem quatro títulos mundiais (1993, 1995, 1997 e 1999) e dois ouros olímpicos nos 10.000 m.

Vamos ver se essa decisão se sustenta pelos próximos meses.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h53

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Garis de Belô vão à maratona de Paris

Jornada triunfal

Três garis e um eletricista do serviço de limpeza urbana de Belo Horizonte vão participar domingo da Maratona de Paris, depois de uma vida dedicada às corridas.

Quarentões e usando o serviço para treinar, o quarteto lutou bastante para conseguir o apoio necessário para a concretização do sonho.

A história dos quatro é muito bacana, e eu a li na internet, no portal UAI. Leia AQUI o texto integral.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h52

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Maratonista massai tem guia de conduta

Usem cuecas

Seis guerreiros massai que vão participar da maratona de Londres receberam um guia de como se comportar durante sua visita às terras da rainha Elizabeth.

Eles podem correr com suas roupas tradicionais e até usar armamentos durante a prova, mas, nos dias de passeio, devem deixar em casa suas lanças e escudos. Também são orientados a usar cuecas e a não urinar em público.

Os guerreiros da tribo da Tanzânia são também orientados sobre o comportamento dos nativos. O guia "Visiting England - A Cultural Briefing" esclarece que a cara feia de alguns britânicos não significa que eles não sejam boa gente; é que eles são obrigados a trabalhar em escritórios e não gostam disso.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h04

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Maratona do milhão versão 2008

Campeões no asfalto

A maratona de Londres é a primeira prova deste ano a contar para a disputa milionária das grandes maratonas do mundo (World Marathon Majors),. Em seguida, nos Estados Unidos, a próxima etapa do campeonato 2007-2008 é a tradicional maratona de Boston, que no dia 21 realizará sua edição número 112.

Como você sabe, a campeã do circuito 2006-2007 foi a etíope Gete Wami, que chegou em segundo em Nova York, seguindo a britânica Paula Radcliffe. Paula não vai competir em seu quintal, pois está machucada e quer se preservar para Pequim. Mas Wami estará a postos no dia 13.

Já o ganhador do prêmio de 2006-2007, o queniano Robert Cheruiyot, nosso conhecido da São Silvestre, volta ao asfalto em Boston, onde busca o tetracampeonato (venceu em 2003, 2006 e 2007).

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h02

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Etiópia ganha tudo no Mundial de cross-country

Marilson fica para trás

A Etiópia levou todos os ouros disputados no Mundial de cross-country realizado hoje em Edimburgo, na Escócia. Atletas do país chegaram em primeiro nas provas masculina e feminina, na categoria júnior, e repetiram o feito na categoria principal.

Liderando a esquadra esmeraldina esteve o lendário Kenenisa Bekele, 23, que provavelmente já perdeu a conta de quantos títulos mundiais já levou para casa. Só no cross, essa é sua sexta vitória na competição. Ele tem ainda cinco ouros no Mundial de distância curta, um no Júnior e quatro por equipe; incluindo as conquistas de prata e bronze, Bekele tem o número recorde de 27 medalhas. 

Ele hoje cozinhou o galo, ficando lá atrás até a metade da prova de 12 km, encostado no pelotão dos dez primeiros. Daí foi melhorando, só para um calor nos adversários. Na penúltima volta, estava fungando na nuca do líder, que não resistiu ao assédio e entregou o ouro na volta final.

O ex-campeão da maratona de Nova York e esperança nacional de luta por medalha em Pequim Marilson Gomes dos Santos foi o melhor brasileiro na competição. Terminou 2min39 depois do líder, ficando na 54ª colocação.

No feminino, a barreirista Zenaide Vieira foi a melhor brasileira. Ela completou os 8 km em 28min45, pouco mais de três minutos e meio depois da vencedora, a etíope Tirunesh Dibaba, o que lhe valeu o lugar de número 70 entre as 90 concluintes. Maria Zeferina Baldaia chegou seis posições depois, fechando em 28min59.

Diraba agora é a corredora de maior sucesso no Mundial de cross, com cinco ouros. mas a etíope de 22 anos festeja ainda mais a vitória de sua irmã, Genzebe, 17, na categoria júnior.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h33

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Jornalista da Globo também corre

Brasileiros em Praga

Menos de uma dúzia de brasileiros disse presente à meia-maratona de Praga, realizada ontem nas ruas da belíssima capital da República Tcheca (na última vez que a visitei, ainda era Tchecoeslováquia).

O mais bem colocado foi Sérgio Alves, da minha faixa etária, que terminou em 1h42. O jornalista da Globo Carlos Tramotina, que também aprecia o pedestrianismo e também é da mesma faixa etária, completou em 2h09min41.

O vencedor foi o queniano Eliah Muturi Karanja, que fechou em 1h02min08, o que não dá camisa a ninguém, mas impressiona a nós outros, que fazemos o dobro do tempo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h06

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Participe do Mundial de meia-maratona

Inscrições abertas

Como você sabe, neste ano o Mundial de meia-maratona será no Brasil. E, pela primeira vez na história, os pangas de todas as idades, velocidades, pesos e tamanhos poderemos enfrentar, de igual para igual (tá bom não tão igual assim), a nata da elite internacional.

Isso porque a IAAF (a Fifa do atletismo) aprovou a meia internacional do Rio de Janeiro como cenário da disputa oficial.

Bom, tudo isso já é notícia velha, que recupero aqui só para dizer que, finalmente, abriram as inscrições para a prova.

No Brasil, não há muita tradição de as inscrições acabarem com muita rapidez, com exceção da São Silvestre e de algumas corridas da Corpore, mas é bom você ficar esperto se quiser enfrentar quenianos, etíopes e marroquinos no asfalto carioca.

A prova será realizada no Dia da Criança, 12 de outubro, e o site oficial está cheio de informações sobre o evento. É lá também que você pode se inscrever.

Os primeiros pagam menos: até 10 de abril a vaga custa R$ 45; depois, vai aumentando. Há 15 mil lugares (no ano passaram, houve 14 mil inscritos).

A prova é muito bonita, mas o calor costuma ser infernal, ainda mais por causa do horário tardio da largada, 9h15 (a elite feminina sai meia hora antes). E, como é prova da Globo, nem sempre sai no horário. Vamos ver se, neste ano, a coisa melhora.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h59

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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