Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Não tem nada a ver, mas...

21 aninhos

Desculpe aí se você acha que este blog só pode falar apenas, exclusiva e tão somente de corrida, mas não resisti à vontade de compartilhar a foto acima, que foi mandada por uma assessoria de imprensa.

Ela retrata a tenista russa Maria Sharapova no momento em que apaga as velinhas em sua festa de aniversário, em Nova York, na noite da última terça-feira.

E, como já estou me sentindo patrulhado por corredores heavy-metal, que só querem saber de assuntos corredísticos, aproveito o ensejo para acrescentar uma informação que não tem nada a ver com Sharapova, mas sim com os Jogos Olímpicos.

A presença em Pequim do campeão olímpico da maratona Stefano Baldini está ameaçada. O italiano sofreu uma fratura por estresse na perna esquerda e vai ficar em tratamento por um mês.

"Não quero fazer drama, mas isto complica as coisas. Estamos perto das Olimpíadas e acho que me machucar não é a melhor maneira de me aproximar dos Jogos", disse ele.

E eu que pensava que só pangarés amadores como este escriba sofriam de tais males, típicos de algum erro de treinamento...

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Baldaia tenta índice para Pequim

Sorriso no asfalto

Neste domingo, na Alemanha, a simpaticíssima Maria Zeferina Baldaia coloca seu famoso sorriso para correr. No asfalto de Hamburgo, essa mineira de Nova Módica, crescida na paulista Sertãozinho, vai tentar uma vaga na maratona olímpica. para isso, ela precisa obter o índice A, correndo abaixo de 2h37min.

Não é um bicho-de-sete cabeças para ela, que fez um minuto abaixo dessa marca em condições bem piores, na maratona de São Paulo de São Paulo de 2002, em que foi a campeã. Pelos últimos resultados, Baldaia (foto Folha Ribeirão/Edson Silva/Folha Imagem) está em ótima forma e no maior alto astral: no primeiro domingo deste mês, venceu a meia-maratona de Stramilano no feminino.

"Ela está muito confiante e pretende melhorar a marca pessoal. Faremos uma prova bastante estratégica, tentando não cometer loucuras. Não temos nenhuma preocupação com o pódio, mas sim de tentar buscar uma das vagas olimpícas", disse o treinador da atleta, Claudio Castilho, em entrevista exclusiva, por e-mail, para este blog.

Baldaia já vem treinando há algum tempo na Europa, para se acostumar com as condições climáticas. Segundo o técnico, desde setembro de 2007, ela vem treinando pensando nisso.

"Os resultados vieram acontecendo, e vivemos todos esses momento um a um, semana a semana, treino a treino um de cada vez. O grande vestibular aconteceu na São Silvestre, por ser uma prova que ela tem um carinho especial pelo fato de ter sido campeã anteriormente. Sabíamos que haveria muita ansiedade da parte dela e muita cobrança, mas ela correspondeu muito bem e saímos um pouco mais fortalecidos".

Claro que nada disso garante um bom desempenho. Mas que seria bom ver essa ex-cortadora de cana, ex-bóia fria levar seu sorriso a Pequim, lá isso seria.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O pior tênis do mundo

Caca de cachorro

Uma coisa chata de correr pelas ruas e parques de São Paulo é o risco sempre presente de pisar em alguma caca de cachorro traiçoeira.

Ainda não passei pela humilhação ou, menos pomposamente, pelo mico de não só pisar mas também escorregar na sujeirada e me esborrachar no chão.

Mas já voltei várias vezes com o tênis empesteado para casa.

Com base nessa fedorenta experiência, declaro que a linha Creation, da Mizuno, notadamente o 7, mas acredito que também o 8, é a pior que conheço quando se trata de pisar em caca de cachorro.

O problema todo é aquela estrutura de espaços vazios no solado, apresentada como importante elemento para o amortecimento. Pode até ser, mas, quando você pisa de jeito em dejetos caninos, a porcaria se gruda na sola e entremeia a entresola, solertemente se infiltrando naqueles tais espaços.

Não adianta esgravatar com palitinho ou galho de árvore, muito menos arrastar na grama, pois as fezes animalescas se encontram protegidas pelas camadas de ondas da sola. O único jeito é lavar mesmo os tênis completamente, não sem antes tê-los deixado sob forte jato de água.

Para não fazer injustiça com a Creation que, afinal de contas, é até uma boa linha de amortecimento, apesar de problemas já relatados nesse blog, devo dizer que suspeito que todas as famílias de calçados de corrida que têm estruturas de amortecimento vazadas ou similares (as tais molinhas, por exemplo) devem ser um prato cheio para a meleca canina.

Qual a sua opinião? Você tem alguma história fedida para contar?

Sinta-se à vontade para mandar seu relato, mas, por favor, contenha-se no uso do vocabulário, como pode notar que eu fiz nesta mensagem, em que procurei manter um elegante vernáculo apesar do tema escatológico.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Quênia divulga sua seleção de maratonistas para Pequim

Time de campeões

Quênia vai para arrasar em Pequim, na maratona olímpica.

Veja só o time que a entidade nacional de atletismo divulgou hoje: o tetracampeão da maratona de Boston, Robert Cheruiyot, o recordista da maratona de Londres, Martin Lel, e o recordista mundial de meia-maratona, Samuel Wanjiru, que fez dobradinha com Lel no pódio londrino de abril último.

É pouco ou quer mais?

Se quiser mais, não tem problema: na reserva vai ficar Luke Kibet, o campeão mundial da maratona, vencedor de Osaka...

Paul Tergat, o ex-recordista mundial, já havia anunciado não ter condições de disputar a vaga por não estar com preparação adequada.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Impressões sobre uma corrida na Costa Rica

Detalhes

ANDRÉ DA SILVA DIAS, paulista que hoje mora na Costa Rica, ficou impressionado (como muitos de nós) com a bagunça registrada em provas do chamado Primeiro Mundo, como uma realizada na Inglaterra e reportada aqui neste blog. Para comparação, André, que já colaborou outras vezes com o +Corrida, manda um relato de uma corrida de 10 km em que participou. Segue o texto que ele mandou (a foto também foi mandada por ele). A prova, pelo visto, pode servir de exemplo para muitos organizadores de corrida aqui no Brasil.

"A Carrera San Juan de Murciélago está em sua edição número 18 e é organizada pelo Lions Club de uma cidade chamada Tibás, na Grande San José, capital da Costa Rica.

Trata-se de uma corrida de 11,5 km que integra o calendário de corridas de rua do país, segundo as normas da Federación Costarricense de Atletismo. O calendário é composto por cerca de 50 corridas ao longo do ano, com percursos que variam de 8 km até uma maratona. A corrida é de categoria A, segundo a Federação, contando pontos para o ranking nacional de 10 km.

A inscrição custava cerca de US$ 7 e podia ser feita em oito pontos da cidade (lojas de material esportivo). O kit continha apenas uma camiseta de algodão e o número. A premiação para o vencedor masculino e feminino era de US$ 200, com US$ 150 e US$ 100 para o segundo e terceiro colocado respectivamente. Também havia premiação para as categorias juvenil, veteranos (sete faixas etárias) e portadores de necessidades especiais.

No dia da corrida, cheguei uma hora antes da largada, prevista para as 9 da manhã de um domingo ensolarado. Foi então que soube que haveria chip para marcar o tempo, coisa bem rara nas corridas por aqui. Uma grata surpresa. Com pouca fila, logo peguei meu chip e comecei a buscar os amigos da equipe de corrida a que faço parte.

Corrida bem popular, se não pelo número de corredores (pouco mais de 500), mas pela diversidade dos participantes. Muitos grupos de corrida presente, jovens e veteranos. Os corredores de elite não são mais do que 30, todos do país. Para se ter uma idéia, a corrida com mais participantes aqui não chega a 4.000 inscritos.

A largada foi bem pontual, em um percurso de muitas subidas e descidas pelas principais ruas e avenidas da cidade, saindo e chegando à praça central.

No começo, o trânsito estava fechado para os carros, mas, aos poucos, conforme o grupo de corredores se dispersava, a coisa complicava, pelo menos para os do fundão, como eu. Já no km 4 era apenas meia pista para os corredores; depois do oitavo quilômetro apenas uma das faixas. Considerando que a segurança é uma prioridade, o controle do transito não é o ponto forte das corridas por aqui. Mas já participei de outras muito piores por aqui.

Havia pontos de assistência nos quilômetros 3, 7 e 10, com apenas saquinhos de água. Mesmo com o calor de 28 graus, acho que a quantidade foi suficiente, pois os postos ainda estavam cheios quando passei.

Durante o percurso, alguns moradores tentavam refrescar os participantes jogando água com mangueiras. Havia também muita gente dando assistência a amigos e familiares, principalmente ao final das subidas.

Na chegada, nenhum tumulto para tirar o chip e pegar a medalha, só um pouco de aglomeração nas barracas de comida e hidratação. Cada corredor recebia um saco plástico com uma fatia de abacaxi, duas bananas e um sachê com geléia. Curioso é o sistema de controle da organização para impedir que alguém pegue mais comida: ao retirar seu pacote de frutas, rabiscavam seu número.

Em outra barraca havia distribuição de isotônico em míseros copinhos plásticos de 100 ml. Para quem quisesse massagem, outra barraca oferecia o serviço, de graça.

Além dos aspectos relacionados à corrida, vale à pena mencionar alguns pontos sobre o ambiente na qual a corrida foi realizada: estacionei o carro a uma quadra da praça e não havia um flanelinha na região; também não havia um guarda por perto, é verdade, além dos que estavam para orientar o trânsito; ninguém veio me pedir dinheiro em quanto estive circulando e também não vi ninguém mendigando; apenas um vendedor ambulante na praça, com um carrinho de pipocas.

São detalhes, mas não tão detalhes assim. São reflexos de como vive a população, de como se comportam, das dificuldades que enfrentam para viver em uma cidade grande em algum país da América Latina. E são detalhes como esses que fazem deste país, a Costa Rica, um lugar singular na região."

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Diferença de dois segundos em Boston

 

Meninos, eu vi

A prova feminina na Maratona de Boston 2008 entra na história com uma das finais mais emocionantes já vistas nessa disputa.

O último quilômetro foi um show de emoção, garra, técnica, determinação, força e velocidade pura. As líderes Dire Tune, da Etiópia, e Alevtina Biktimirova, da Rússia, corriam ombro a ombro, tentando, cada uma, ler a mente da outra para ver quando atacar.

A jovem etíope, enfim, não resistiu e abriu a passada, ficou um, dois, cinco metros à frente quando faltavam meras centenas de metros para a chegada. A russa reagiu, acelerou, encostou, passou, mostrando no rosto o enorme esforço e a determinação de não ceder.

A liderança de Biktimirova durou o tempo suficiente para Tune se refazer daquela penúltima batalha. Elas já viam a chegada, e o relógio foi como uma injeção de adrenalina. A etíope se desgarrou, a russa reagiu, mas a diferença entre as duas aumentava centímetro a centímetro, e não havia mais percurso, a prova iria acabar (na foto da AP, os metros finais, com Tune à frente e a russa lutando para chegar).

A câmera mostra o rosto da russa, que já conhecia o percurso e já tinha em seu currículo uma vitória em maratona, ainda que no lento circuito de Honolulu. É uma máscara de esforço, músculos todos retesados, contraídos, forçados.

Mais fluida, a etíope não cede. Vence em 2h25min25; sua adversária chega dois segundos depois, na mais apertada decisão feminina da história de Boston, a mais antiga maratona do mundo, que hoje teve sua 112ª edição. A menor diferença anterior havia sido de dez segundos, em 2006.

O final refletiu o desenrolar da prova, em que as duas estiveram sempre no pelotão da frente. As parciais mostram a parelha: mesmo segundo no km 5, um segundo de diferença no km 10, mesmo segundo no 15 e no 20, um segundo de diferença na meia e no 25, mesmo segundo no 30, no 35 e no 40.

Deve ser um horror, para cada uma, sentir que tudo o que faz a outra responde. Elas devem ter ficado o tempo todo pensando, calculando, imaginando, sonhando, esperando o erro da adversária. E, se ninguém errasse, alguém teria de atacar.

Tune, de 22, que tinha a marca de 2h24min40, mostrou-se mais agressiva. A outra liderou por mais tempo, mas a etíope era como uma pantera na cola da gazela, dona de marca inferior (2h25min12 em Frankfurt, 2005). E festejou, gloriosa o suficiente para abraçar a adversária.

Frente a tantas emoções, como diria Roberto Carlos, a chegada de Robert Cheruiyot para marcar sua quarta vitória foi quase um anticlímax.

Nos últimos quilômetros, ele olhava o relógio sem parar, talvez calculando se dava para quebrar o recorde da prova, que é dele mesmo. Não correu que chega para se derrotar, mas o suficiente para chegar sozinho à reta final e, depois de vencer em 2h07m46, fez graça para a TV, contando 1, 2, 3, 4 com os dedos da mão.

A cobertura da Sportv foi ok, esforçada. Eles tinham os dados biográficos e a numeralha dos principais corredores e aproveitaram bem as informações. Também demonstraram atenção ao desenrolar da prova, apontando mudanças aqui e acolá.

Quando tinham de dar opinião ou acrescentar algo fora do script, porém, deram algumas escorregadas. Cheguei a anotar cada coisa que notei, mas não é preciso ficar relembrando os erros aqui. Tomara que, para a próxima, eles se preparem melhor.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Circuito olímpico passa primeiro teste

Com poluição e tudo

 

Sob o olhar do eterno presidente Mao, grupo de corredores participa em Pequim de maratona que testou ontem o circuito olímpico (EFE).

A prova foi lenta, vencida por Serod Batochir, da Mongólia, em 2h14min15, seguido pelo chinês Li Zhuhong, que é aplaudido pela torcida na foto abaixo (AP).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Marily dos Santos é Brasil em Pequim

Saiu o índice A

Se estava toda enrolada a escolha da representante brasileira na maratona olímpica de Pequim, hoje Marily dos Santos a desenrolou.

Com chuva e frio que acabaram por fazer a três vezes competidora olímpica Marcia Narloch desistir da prova, Marily, que notoriamente prefere tempo mais quente, correu concentrada e determinada, fazendo o que no meio do atletismo se chamada split negativo, ou seja, correu a segunda parte da maratona mais rápido do que a primeira.

E terminou em primeiro lugar, ganhando o carro de prêmio ao vencedor. Mas provavelmente ela festejou ainda mais a marca que registrou, 2h36min21, mais de meio minuto melhor que o índice A para ter o direito de representar o Brasil na Olimpíada. Os resultados de Florianópolis foram confirmados pela delegada-técnica da CBAt junto à organização da prova, segundo texto publicado no site da Cbat.

Bicampeã do ranking Caixa/Cbat de Corredores de rua, ela já tinha o índice B, mas sua marca era pior que a das outras duas atletas que também estavam na briga, Marizete Moreira dos Santos e Sirlene do Pinho.

Agora, as duas precisam correr para buscar o índice A. Com a marca melhor, o país pode levar até três atletas (como acontece no masculino).

Marily é natural de Joaquim Gomes, Alagoas. Hoje com 30 anos, trabalhou na roça, com a família, na infância e na adolescência. Ainda em seus "teens", começou a participar de corridas, incentivada por um primo que era atleta profissional.

Hoje, com razão, ela festeja sua conquista. As dificuldades superadas podem ser medidas pelo depoimento de seu treinador e marido, Gilmário Mendes (também colaborador eventual deste blog), que comentou hoje em um fórum de atletismo:

"A Marily detestou sair de 32 graus que fazia em Salvador e pegar 17 graus no meio da prova, correr na forte chuva, no congelante frio, contra um vento absurdo em alguns pontos e desviar das poças fazendo percurso maior que os 42.195m...

"Eu já a conhecia há 11 anos, mas hoje assisti a um show de determinação, pois a ida dos primeiros cinco quilômetros estava quase a ritmo de 4min/km, quando ela resolveu que ganhar o carro já era bom, mas não o suficiente... Perguntou ainda para a Márcia e Ilda Alves se alguém queria forçar com ela. E de repente começei a ver quilômetros para 3min29, 3min35, mesmo desviando das poças e tangenciando por fora.

"Avisei a ela que teria de dobrar a segunda meia mais forte, pois passou na marca dos 21,1 em 1h18min26. O resto só assistindo para entender: alguém sozinho por 26 km e já mais de 4min da segunda colocada na passagem dos 30 km e correr contra o relógio...!".

E foi o que ela fez muito bem feito.

No masculino, o ganhador em Florianópolis foi Adriano Bastos, com 2h16min25, o que também é melhor que o índice A. Mas sete brasileiros já obtiveram a marca. Os líderes atuais são Marilson Gomes dos Santos (2h08min37), José Teles de Souza (2h12min23) e Franck Caldeira de Almeida (2h12min32).

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cinqüentona mostra vigor da juventude

Joan faz a festa

Aos quase 51 anos, a primeira campeã da maratona olímpica feminina disputou hoje a seletiva norte-americana pau a pau com a meninada.

Joan Benoit Samuelson não só deixou para trás mais de 50 de suas adversárias, mas estabeleceu um novo recorde de seu país para a faixa etária de 50 a 54 anos. Chegou em 90º lugar com 2h49min08, melhorando a marca anterior em mais de um minuto e meio.

Muito disciplinadamente, ela começou a prova usando o boné de seu patrocinador, mas, em algum momento da corrida foi tomada por outras emoções: terminou com um boné de seu time do coração, a equipe de beisebol Boston Red Sox (que também tem como torcedor famoso o rei do mistério e do suspense, Stephen King).

Afinal, nas seletivas para Los Angeles-84, também terminou usando o boné do Red Sox (na foto AP, a veterana corredora é beijada pela vencedora da prova, Deena Kastor).

"De lá para cá, tivemos alguns anos sensacionais e outros não tão bons assim, tanto eu quanto o Red Sox", disse Samuelson depois da corrida de hoje.

Ela é a única atleta a ter conseguido índice para se classificar para as sete seletivas para a maratona olímpica realizadas até hoje nos EUA.

Por vontade própria, deixou de participar nas édições de 1988, 1992 e 2004. Agora, veio com tudo, treinando sozinha, fazendo entre 110 e 130 quilômetros por semana desde o início do ano.

"Vou fazer a minha corrida", disse ela antes da prova. "Espero conseguir manter meu ritmo e passar de algumas no final."

Fez muito mais, e foi saudada pelo público de ponta a ponta.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Deena Kastor lidera seleção dos EUA em Pequim

Olho no olho

Com seu poderoso ataque nos quilômetros finais, a medalhista olímpica Deena Kastor confirmou seu favoritismo e venceu a seletiva norte-americana para definir a equipe que vai representar o país na maratona em Pequim.

Ao terminar, tirou os óculos escuros para aproveitar melhor o contato com a multidão que a aplaudia. Já carrega uma bandeira norte-americana e se diverte festejando a conquista. Sua marca foi de 2h29min35.

A segunda colocada foi Lewy Boulet, que completou em 2h30min. A seleção fecha com Blake Russell, que marcou 2h32min40. Com Deena, as três festejam a mais não poder.

É uma time de veteranas, a começar pela própria Kastor, experiente aos 35 anos (ela nasceu no dia do meu aniversário, 16 anos mais tarde....).

A segunda, Magdalena Lewy Boulet, tem 34 anos e foi a quinta colocada na seletiva norte-americana para Atenas. Teve seu primeiro filho em 2005, e desde então vem trabalhando para voltar à melhor forma. Como demonstrou hoje, está na ponta dos cascos.

E Russel, que completa a seleção, também tem histórias de provas dramáticas para recordar. Na seletiva de 2004, liderou a prova durante um bom tempo, mas acabou perdendo forças e não resistiu aos ataques das adversárias, terminando em quarto e fora do time. Tem 32 anos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Seletiva olímpica norte-americana


Tudo dominado?

Deena passou mesmo e lidera a prova. Para os repórteres da "Runner`s World", a coisa está praticamente definida.

Neste momento, faltando duas milhas para o final, a seleção norte-americana terá Kastor, Boulet e Russell.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Seletiva olímpica norte-americana

 

Deena ataca

Veja como são as coisas: duas milhas depois, na 22, a lideraça de Boulet já não está mais tão garantida.

Ela, que tinha 90 segundos de vantagem sobre Deena Kastor, agora está protegida por apenas meio minuto. Junto com Deen, a terceira colocada, Blake Russell, também acelera.

E a turma da "Runner`s World" pergunta se a líder vai conseguir segurar ou terá, ao final da seletiva, apenas mais uma triste história para contar?

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Seletiva olímpica norte-americana

Quem será a terceira?

Quando começo a escrever este texto, a primeira atleta passa a marca do km 32. É Magdelena Lewy Boulet, que assumiu a liderança desde os primeiros instantes e agora marcou 1h53min47 na vigésima milha.

Quinta colocada na seletiva de 2004, Boulet parece que agora vai carimbar o passaporte. Ela está cerca de 90 segundos á frente de Deena Kastor, medalhista olímpica na maratona de Atenas.

A briga pelo terceiro lugar, que ainda dá vaga para pequim, está entre Blake Russell e Davila, conforme a cobertura on-line da revista "Runner’s World", de onde estou tirando essas informações.

Daqui a pouco já vamos para o final.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.