Ciclistas pelados defendem ambiente limpo
Vai ter corrida?
Está rolando o passeio ciclístico pelado mundial (World Naked Bike Ride), em que os participantes se manifestam em defesa de uma atitude mais positiva sobre a saúde e reivindicam um ambiente mais limpo.
O passeio fotografado acima (AP) foi realizado hoje em Utrecht, na Holanda, como aquecimento para uma manifestação que reivindicava uma legislação mais dura a respeito do clima e do uso de fontes renováveis de energia.
Recentemente, neste blog, registrei uma corrida de peladas que queriam ampliar a consciência sobre alguns problemas de saúde das mulheres.
Nos Estados Unidos, há alguns eventos que tradicionalmente dispensam roupas, como a Naked Quad Run, festa de final de ano de estudantes de uma universidade de Medford, Massachusetts.
E tem um povo meio estranho que está organizando um evento artístico, cultural, corredístico e peladístico para outubro próximo. Saiba mais AQUI.
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h38
Meeting da Liga de Ouro em Oslo
Recorde pulverizado
A duas vezes campeã mundial dos 10.000 m Tirunesh Dibaba, da Etiópia, mostrou hoje em Oslo que é também muito rápida, além de resistente. Nos Bislett Games, o segundo meeting da Liga de Ouro 2008, demoliu o recorde dos 5.000 m, que era de sua compatriota Meseret Defar, campeã olímpica emundial da distância.
A marca de Defar, estabelecida em 15 de junho do ano passado, era de 14min16.63. Pois Dibaba rompeu a fita em 14min11.15. E ainda festejou a vitória com suas irmãs --e competidoras-- Genzebe, ao centro, e Ejegayehu, esquerda na foto AP.
Bom, aproveite também para dar uma olhada na imagem abaixo e veja se você consegue dizer quem está na frente. Para mim, à primeira vista, a loirinha da foto AP é que estava ganhando.
Pura ilusão de ótica.
Foi a jamaicana Sherri Ann Brooks que levou o ouro nos 100 m hoje em Oslo.
E a dourada Yuliya Nestsiarenko, de Belarus, ficou apenas em terceiro; a segunda, que não aparece na foto, foi Bianca Knight, dos EUA.
Escrito por Rodolfo Lucena às 17h26
Fila Night Run
Complicação desnecessária
Os organizadores de provas continuam tentando inventar desafios diferentes, o que é muito bom, mas continuam criando complicações inúteis, que só servem para incomodar.
É o caso do pessoal da Fila Night Run, evento que vai ser realizado na Cidade Universitária na noite do próximo sábado e que promete ser bem bacana --pelo menos, o kit anunciado parece interessante, vamos ver a corrida.
Falando em kit, as complicações começam por ele.
Para a retirada, deveria ser necessário entregar cópia de e-mail de confirmação de sua inscrição. Agora, me diz: quem recebeu essa tal confirmação?
Eu fiz minha inscrição há mais de um mês e até agora nem pelota. E não fui só eu: todos os comentários da notícia, no site da revista "O2", são de pessoas que não receberam o e-mail confirmando.
Tudo bem: você pode ir ao site em que fez sua inscrição, entrar com sua senha e imprimir o recibo. Mas não é o que estava combinado. E espero que os caras aceitem.
Outra coisa: só tem um posto de retirada dos kits; em compensação, a entrega é feita a partir de hoje e os horários são elásticos.
Mas o pior não está aí. Seguindo o exemplo de outras organizações, o kit vem sem o chip, que deve ser retirado no dia da prova. Mas a corrida começa às 20h, e a retirada do chip vai das 18h às 19h. Quer dizer: você tem de chegar pelo menos 90 minutos antes da largada e ainda provavelmente encarar um filinha básica e totalmente desnecessária.
Faça-me o favor...
Escrito por Rodolfo Lucena às 11h45
Leitor avalia Maratona de São Paulo
Chegada decepcionante
Freqüentador assíduo deste blog, em que posta muitos comentários, o advogado Ricardo Nishizaki faz hoje sua estréia como colaborador. Procurador do município, esse paulistano da Liberdade, de 32 anos, começou a correr "de verdade", como ele diz, em 2004 para participar da São Silvestre. Fez sua primeira maratona no ano passado, em Porto Alegre, e no domingo debutou na prova de sua terra natal, um treino para o Desafrio de Urubici, 50 km em região de montanhas de Santa Catarina. Leia a seguir o relato de Nishizaki.
"Desta vez não houve muita reclamação com o horário da largada..Na manhã de chuva e frio, 12 mil pessoas estavam lá na nova ponte sobre o Pinheiros. Desses, só umas 2800 pessoas iriam enfrentar os 42 km. O resto se dividia entre as corridas de 5 e 10km.
Aliás, esse foi o primeiro problema da prova. A organização dividiu os participantes em bolsões em seqüência. Na frente, a elite da maratona. Depois os outros maratonistas por ordem de tempo previsto. Atrás deles, os corredores de 10k e depois os de 5k. Ou seja, os corredores mais rápidos de 10km largariam no mesmo momento e atrás do pelotão mais lento da maratona. Quando soou a largada, aconteceu o previsto: um monte de corredores rápidos se acotovelando e passando na marra os maratonistas mais lentos, numa confusão dos diabos. E ainda havia os corredores de 5km, para repetir a dose.
A confusão continuou logo após a segunda ponte da corrida, a ponte do Morumbi. Ali havia uma bifurcação: os corredores de 5km deveria seguir para a esquerda para terminarem a prova lá mesmo na largada; os de 10k e da maratona seguiriam à direita para entrar na av. Juscelino Kubistchek. Só que quem disse que havia uma indicação clara disso? Uma plaquinha minúscula, na própria bifurcação e umas duas ou três solitárias pessoas a tentar orientar a turba. Vi muita gente entrando na via errada, tendo que pular mureta de concreto... eu mesmo só descobri que deveria ir para a direita quando praticamente trombei de frente com a plaquinha, baixinha, praticamente invisível no meio da multidão.
Invisíveis também estavam, pelo menos no começo da prova, as placas de quilometragem. A primeira eu só vi no km 5. Em vez de marcações claras, uma plaquetinha da altura de um cone de trânsito, no cantinho da via. Ai que saudade dos totens das provas da Corpore...
Se não bastasse a chuva, a organização, num ato de ‘extremo bom-senso‘ deixou funcionando os totens que jogavam spray de água nos corredores para refrescá-los... valeu muito a pena, num frio de 12ºC e sob chuva! Só serviu pra embaçar os óculos dos pobres corredores míopes, como eu! Realmente não faltou água na corrida! Só queria saber quem paga a conta de tanto desperdício!
A Maratona de São Paulo também tem um velho problema, comum a praticamente todas as maratonas brasileiras: a falta de público incentivando, especialmente no sofrido trecho da USP, entre os kms 19 e 34. Ali é só você e sua vontade. Mesmo o pessoal da organização, que tentava dar algum incentivo nos trechos de fora da USP, ficava calado ali, vendo o pessoal quebrar pouco a pouco.
Ali também eu finalizei o meu longão de 30 km, bastando caminhar 12 até a chegada. E então pude prestar um pouco mais de atenção no sofrido final de maratona. A partir do km 32, muita gente simplesmente desliga e não consegue mais correr. Vários corredores mais lentos do que minha caminhada, corredores que já andavam completamente tortos e que só continuavam devido à sua força de vontade.
E eram justamente essas as pessoas que mais precisavam de incentivo _que simplesmente inexistiu para a turma que correu acima de 4 horas. A organização pareceu abandonar esse povo. As bandas paravam de tocar. O pessoal da organização via tudo calado. Os poucos gritos de incentivo vinham de populares. Nas avenidas semi-interditadas do final da corrida, os carros passavam bafejando monóxido de carbono e buzinando, mais irritados com o trânsito de duas faixas bloqueadas do que incentivando os últimos corredores.
E a chegada tampouco foi lá muito emocionante. Havia música, havia gente da organização, mas a falta de vibração era terrível. Terminar a prova era um desafio. Superar a falta de ânimo geral no local era outro. Um corredor dormia numa mureta, exausto, sem que ninguém da organização se dignasse a ver se estava tudo bem. Peguei minha medalha, despedi-me dos meus colegas e fui embora pra casa de táxi. Não sei como estavam os ônibus da organização que faziam o trajeto chegada-largada, mas temi ficar deprimido se passasse mais um minuto por lá."
Escrito por Rodolfo Lucena às 15h10
Espanhol corre mil km contra o câncer
Lobo solitário e solidário
O atleta espanhol Lisardo Díaz Lobo, conhecido como “Correcaminos”, terminou ontem uma solitária corrida de quase mil quilômetros que realiza para arrecadar fundos em benefício do tratamento do câncer.
Desde 2005, Lobo faz a cada ano uma prova longa e beneficente. Ele passou a fazer essas ultramaratonas depois da morte de sua mãe, de câncer, acreditando que a corrida pode ajudar a aumentar a consciência sobre a doença e também despertar o sentimento de que tudo é possível.
Na atual jornada, iniciada em Sevilha no dia 21 de maio passado, “Correcaminos”, vem fazendo em média 90 km por dia pela Ruta de la Plata, que tem 968 km (Sevilha-Gijón).
Aos 38 anos, o atleta diz que a ultramaratona solitária e solidária foi mais difícil do que ele esperava, pois sofreu dores e enfrentou lesões inesperadas. “Quando sofro, lembro das pessoas que têm câncer ou estão em cadeiras de rodas e sigo adiante porque quero mostrar que é possível perseguir os sonhos e realizá-los”.
Na foto EFE, Lobo é aplaudido pelo engravatado diretor de esportes do Principado de Asturias, Misale Fernández Porrón, ao passar por Cabañaquinta. Com em grande parte da jornada, “Correcaminos” é incentivado por corredores que o acompanham por alguns trechos.
Escrito por Rodolfo Lucena às 09h53
Cai recorde do homem mais rápido do mundo
Ouro olímpico é melhor

Menos de um ano depois de o jamaicano Asafa Powell ter se tornado o homem mais rápido do mundo, ao correr cem metros em 9s74, o rei da velocidade foi destronado. E por um compatriota.
Na noite de sábado, o também jamaicano Usain Bolt cravou 9s72 no Grand Prix de Nova York, na terceira largada da prova (as duas primeiras tiveram irregularidades).
O cara largou para o recorde, é só o que se pode dizer de sua explosão inicial, que lhe permitiu acelerar muito da metade em diante, deixando os outros competidores muito para trás.
Medalha de prata nos 200m no Mundial de Osaka, no ano passado, Bolt (foto Reuters) disse que sua corrida foi "99%" perfeita, mas destacou que bom mesmo é ganhar o ouro em Mundiais ou na Olimpíada.
"O recorde mundial não significa nada sem uma medalha de ouro em Mundiais ou nos Jogos Olímpicos. Se você é campeão olímpico, ninguém pode tirar a sua glória, pelo menos durante quatro anos."
Encontrei no YouTube este vídeo mostrando a rapidez do Raio jamaicano:
Escrito por Rodolfo Lucena às 19h08
Quenianos são destronados na Maratona de São Paulo
Gaúcho paciente
A maratona é uma prova de paciência, ensinou hoje o tricampeão da maratona de Porto Alegre, Claudir Rodrigues, depois de vencer a primeira edição da maratona de São Paulo que passa pela recém-inaugurada ponte Octavio Frias de Oliveira, a ponte estaiada (foto Leandro Moraes/Folha Imagem).
Foi com muita paciência que ele correu quase 38 quilômetros segurando as forças, mantendo o ritmo, esperando a hora de dar o bote. Quando o fez, foi com certeza e determinação, engolindo o então segundo colocado, Marcos Antônio Pereira, e passando de passagem pelo líder, Chiquinho dos Santos, que dominara a prova desde o km 15, quando os três quenianos que tinham hegemonia inconteste abandonaram o percurso.
Rodrigues fechou em 2h17m07, seguindo por Luis Carlos Fernandes da Silva, que também chegou de trás e, depois dos túneis, passou Marcos, que ficou em terceiro.
No feminino, Maria Zeferina Baldaia deu um show, correndo com elegância e alegria, nem parecendo ter corrido uma maratona há menos de um mês --em 11 de maio, em Praga, ela tentou, sem sucesso, ‘tempo que a qualificasse para a Olimpíada.
Acompanhei a prova pela TV e, pelo que vi, pareceu bem organizada, com pórticos nos vários bairros por onde os atletas passaram e até algumas bandas mandando ver na animação. O clima estava excelente para correr, e o novo percurso me pareceu melhor que o anterior (mas isso é só impressão de quem vê sem correr).
A cobertura da Globo foi bem melhor que em anos anteriores. Nos comentários, a bobagem maior foi quando alguém comentou que a maratona já tem 150 anos de tradição, aumentando em quase 40 anos a idade dessa sensacional modalidade esportiva.
Talvez tenha contribuído para isso --não ser falada tanta bobagem-- o fato de que boa parte do tempo foi dedicada á cobertura de uma prova de revezamento exclusiva, feita por um time só, formado por ex-atletas olímpicos, artistas e os maratonistas Jose Telles e Marily dos Santos, que vão representar o Brasil em Pequim.
O revezamento foi curioso, assim como foram interessantes as pílulas de informações e gráficos sobre os pontos por onde passavam os corredores --a cada pórtico havia algum dado sobre o local, como o número de habitantes do bairro ou a relevância da Cidade Universitária no cenário internacional.
É lamentável, porém, a falta de reportagem acompanhando o evento. O narrador parecia saber sobre a prova tanto quanto nós, espectadores, surpreendendo-se com mudanças de posições de atletas tal qual a gente. Talvez por isso, por sinal (e por não ter prestado a devida atenção que se espera de quem esteja fazendo uma cobertura como a de ontem), a Globo tenha apresentado Adriano Bastos, que chegou em sexto, como o quinto colocado (que foi um queniano).
Também foi lamentável --e é algo que se repete em provas-- o desempenho dos batedores no final da prova, quando os líderes do masculino alcançaram e superaram as líderes do feminino, provocando um enxame de motos na pista, o que deve ter atrapalhado a concentração dos corredores.
Se o espectador, a muitos quilômetros dali, já ficava nervoso, imagine só quem tinha de respirar a fumaça, agüentar a barulheira e, principalmente, driblar os veículos para ver o que viria pela frente.
De qualquer forma, parece ter sido um belo evento. Aguardo os comentários de quem participou e pode falar com mais detalhes sobre o acontecido.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h43
