Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Maratonistas perdem o ônibus para a largada

Ah, se fosse no Brasil....

Imagine só o que a gente não iria xingar: cerca de 400 corredores perderam os ônibus gratuitos que os levariam ontem para a largada na Seafair Marathon, em Seattle, EUA, e não puderam participar da corrida.

Os organizadores perceberam que havia um problema no transporte e atrasaram a largada em 15 minutos, mas, mesmo assim, esse povo todo que treinou como você sabe ficou a ver navios.

Os organizadores colocaram 30 ônibus escolares rodando a partir da cinco da manhã entre o parque Bellevue e o estádio onde seria dada a partida da competição. Cada um faria quatro viagens, levando 50 pessoas a cada vez, o que, em tese, daria para colocar todo mundo na largada antes das 7h.

Mas o povo resolveu chegar para os ônibus mais tardios, e filas imensas se formaram para a viagem das 6h45. A prova não podia ser atrasada por mais tempo por causa de exigências das autoridades controladoras de trânsito.

Mas que fique claro: os corredores chegaram dentro do tempo previsto para as saídas dos ônibus.

Cerca de 5.000 pessoas estavam inscritas para a prova, e aproximadamente 4.600 conseguiram participar do evento, segundo cálculos não-oficiais.

A organização prometeu entrar em contato com cada um dos maratonistas frustrados. "Queremos que eles fiquem satifeitos", disse um porta-voz dos patrocinadores.

Você ficaria?

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h03

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Campeão de Honolulu perde medalha e dinheiro

O doping é uma m...

Pela primeira vez nos seus 35 anos de história, a Maratona de Honolulu desclassificou o seu campeão. O vencedor da última edição da prova, realizada em dezembro do ano passado, foi pego no antidoping: tinha morfina no corpo.

Ambesse Tolossa, da Etiópia, perde seu troféu e o dinheiro recebido. O prêmio de US$ 40 mil, por sinal, já estava suspenso, pois o primeiro teste, realizado depois da prova, já havia dado positivo. Mas só agora saiu a confirmação.

Os organizadores manifestaram surpresa com o tipo de droga usada, pois não é uma substãncia que melhore a performance. Agora, o vice recebe o título de campeão e o respectivo prêmio. Com a mudança, Jimmy Muindi, que foi o segundo colocado, passa a contar seis vitórias em Honolulu no seu cartel.

O co-diretor da prova, Ken MacDowell, disse que a medida manda um recado para os atletas de elite: "Se você quer correr aqui, seja bem-vindo, mas saiba que estamos fazendo todo o possível para que todos tenham as mesmas chances".

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h38

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Registrar treinos ajuda o desempenho

Normas e controles

Muitos de nós somos obsessivos-compulsivos em relação aos treinos. Há quem corra sempre o mesmo circuito, anote direção do vento, ritmo, batimentos cardíacos, quilometragem dos tênis e por aí vai, enchendo cadernos e mais cadernos de rabiscos ou arquivando tudo em pastas eletrônicas, recurso que tanto facilita a nossa vida nos dias de hoje.

Um amigo meu é assim. Faz não só porque gosta, mas porque aprendeu que, examinando os treinos passados, pode reprogramar os treinos do presente e até pensar em opções para treinos futuros. Aliás, ele faz isso com tanta maestria que recentemente estabeleceu em Porto Alegre novo recorde pessoal na maratona.

O mais legal é que ele compartilhou com os amigos os seus registros, permitindo a cada um do grupo de discussão acompanhar sua evolução e conferir as opções que tomou. Pois um do grupo é um bibliotecário, que produziu um texto muito bacana sobre a importância dos registros históricos (no caso, da história pessoal do corredor) para o crescimento da pessoa --e, por extensão, da sociedade (isso eu que estou dizendo.

Bom, o autor do texto, que passo agora a compartilhar com você, é o EDMAR RINALDO TANAKA, 45, corredor e amante de corridas de rua, praias, estradas e montanhas desde 2002. Vamos ao texto.

"A partir da observação do treinamento, dos relatos de treinos e provas recebidos aqui no grupo e da minha própria pouca experiência de corredor e muita de profissional bibliotecário especializado em normas técnicas, tirei a seguinte conclusão: O sucesso de um treinamento e conseqüente resultado em uma prova depende do conjunto "treino + registro".

Só treinar pode dar certo algumas vezes, mas não garante resultados regulares e diminui a longevidade do corredor, pois é fator de desenvolvimento de lesões.

O correr precisa de controles. Planejamento e registro de resultados. Seja por planilhas (treino técnico), seja pelos relatos (treino emocional). Técnica e emoção, devidamente dosados e aplicados, garantem sucesso, regularidade e prazer nas corridas.

E não adianta achar que o cérebro vai guardar tudo sozinho. Guardamos na memória nossos limites, mas utilizar apenas esse dado como parâmetro de treino não é suficiente e torna-se prejudicial com o passar do tempo.

Sempre treinei pelo limite, seja pelo limite daquele dia, seja pelo limite global. Pode ser satisfatório para o treino daquele dia, mas nunca será pelo conjunto.

Dá trabalho e às vezes pode ser chato seguir planilhas e registrar resultados, mas é fundamental. Exige disciplina! (Qualidade admirável, uma das que mais admiro!) Pelo menos para quem pretende se colocar como "atleta amador" ou algo parecido.

Os corredores profissionais, de elite, o fazem obrigatoriamente. E o fazem sempre com o objetivo de ultrapassar limites e por isso têm uma vida mais curta.

Os amadores devem fazê-lo para garantir resultados, progredir em cima desses resultados e ter uma longa vida de corridas.

Com o passar do tempo, treinando e planilhando e relatando, vai-se criando normas técnicas de corridas, ou seja, o conhecimento consolidado dos treinos executados, documentados e comprovados nas provas:

Norma 1 Corrida de 5k

Norma 2 Corrida de 10k

Norma 3 Corrida de 21k

Norma 4 - Corrida de 42k

Norma 5 Corrida de ....

Estas normas não são imutáveis. Devem ser atualizadas à medida que surjam novas variáveis: novas técnicas, idade, ambientes ...

A definição internacional para "norma técnica" é: "Documento (...) que fornece, para uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto".

Seguir normas não vai garantir resultados surpreendentes nas provas. Vai garantir o resultado do que foi treinado e a regularidade desses resultados enquanto forem seguidas as normas."

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h21

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Fabiana e Marílson vencem no Troféu Brasil

Deu a lógica

Os favoritos confirmaram a escrita na tarde fria e escura desta quarta-feira. Fabiana Cristine da Silva sagrou-se a primeira medalhista de ouro desta edição do Troféu Brasil. Logo depois, também nos 10.000 m, o Marílson Gomes dos Santos venceu com autoridade, fechando em 29min24s61.

Único brasileiro com índice nos 10.000 m para os Jogos Olímpicos, o brasiliense Marílson reafirmou que a maratona é a sua prioridade, pois considera que nela tem mais chances de medalha. Mas não fechou as portas para a corrida na pista, ainda que muitos técnicos de prestígio a vejam como um risco desnecessário.

No feminino, a pernambucana Fabiana venceu com folga, fechando em 34min24s64. A marca está longe do índice olímpico para a distância, que é de 32min20, mas a vitória já alegrou a corredora: "Fiquei quase um ano parada por causa de uma lesão no tendão da perna direita e só voltei a treinar há seis meses. O objetivo era vencer".

O Troféu Brasil vai até domingo no estádio do Ibirapuera, em São Paulo. Os resultados completos e a programação você encontra no site da CBAt, que realiza o evento.

Fotos: Wander Roberto/Divulgação CBAt

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h42

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Troféu Brasil começa nesta quarta em Sampa

Programão vespertino

Se você tem tempo livre nesta quarta-feira à tarde, uma boa pedida é dar um pulo até o estádio do Ibirapuera (estádio Ícaro de Castro Melo), onde começa o Troféu Brasil, mais importante competição do atletismo brasileiro de pista.

O meeting já começa quentíssimo, pois Marílson Gomes dos Santos estará na pista já no primeiro dia do evento: vai participar da final dos 10.000 m, com início marcado para as 18h30. Outro maratonista qualificado para Pequim, José Telles de Souza, também disputa a prova.

Antes, às 17h10, será realizada a final feminina na distância. O destaque é a pernambucana Fabiana Cristine da Silva, ouro no Campeonato Brasileiro Caixa de Fundo em Pista, em abril, no Rio de Janeiro.

O ingresso é gratuito e, se o frio continuar desse jeito, é bom você ir bem agasalhado e levar uma almofada. Faz um vento danado no estádio...

Para saber mais detalhes da programação, clique AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h14

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Cena do dia, atrasada

Paz e amor

 

Perdão, prezado leitor. Deveria ter colocado essa foto no ar ontem, mas acabou não dando tempo.

O povo que foi ao Ithaca Festival, em um parque em Ithaca, Estado de Nova York, se reuniu para fazer o maior símbolo da paz montado com gente como a gente.

Na tarde do último domingo, 5.814 homens, mulheres e crianças se combinaram para o esforço combinado organizado por um líder pacifista de uma escola local.

Até agora, segundo a AP, que mandou a foto, o maior ícone de paz havia reunido 2.500 pessoas, no campus da Universidade de Michigan.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h16

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Os melhores filmes norte-americanos sobre esporte

Corrida está por fora

Nem Steve Prefontaine, o fundista que abalou corações americanos na década de 1970, foi tema forte o suficiente para um filme sobre corridas conseguir entrar na lista dos dez melhores filmes sobre esportes de todos os tempos, no opinião de especialistas dos EUA.

O ranking foi divulgado nesta semana pelo Instituto de Cinema Americano (AFI, na sigla em inglês) em um superespetáculo televisivo. A entidade fez a lista dos dez melhores em dez gêneros (comédia, épico, romance e por aí vai).

Com "Touro Indomável" e "Rocky", o boxe abocanha os dois primeiros lugares no gênero "esportes". A lista completa é a seguinte, que você pode também ver AQUI com mais detalhes.

1. ‘Touro Indomável‘ (1980), de Martin Scorsese.

2. ‘Rocky‘ (1976), de John G. Avildsen.

3. ‘Ídolo, Amante e Herói‘ (1942), de Sam Wood.

4. ‘Momentos decisivos‘ (1986), de David Anspaugh.

5. ‘Sorte no Amor‘ (1988), de Ron Shelton.

6. ‘Desafio à Corrupção‘ (1961), de Robert Rossen.

7. ‘Clube dos Pilantras‘ (1980), de Harold Ramis.

8. ‘Correndo pela Vitória‘ (1979), de Peter Yates.

9. ‘A Mocidade é Assim Mesmo‘ (1944), de Clarence Brown.

10. ‘Jerry Maguire - A Grande Virada‘ (1996), de Cameron Crowe

 

Na minha modesta opinião, "Forrest Gump" dá um pau em todos eles. E alguém vai me dizer que FG não é de esporte, mas sim sobre a vida. E o que é a vida, então?

Como diz um cartaz da torcida do Grêmio, "treino e jogo, jogo é guerra". Talvez não tenha nada a ver, mas foi uma lembrança que pintou neste momento.

Bom, para continuar nas lides cinematográficas, há uma outra lista, menos pomposa, mas que casa em muitos pontos com a do AFI. Foi colocada no ar no ano passado pelo site especializado Rotten Tomatoes (Tomates Podres). Coloca "Carruagens de Fogo" no 30º lugar entre 53 títulos listados.

Para eles, os dez primeiros são:

1.Bull Durham (Sorte no Amor)

baseball

elenco: Kevin Costner, Susan Sarandon e Tim Robbins

diretor: Ron Shelton

2.Murderball (Paixao e Glória) documentário

rugby / paraplegicos

elenco: Joe Bishop, Keith Cavill e Andy Cohn

diretores: Dana Adam Shapiro e Henry Alex Rubin

3.Raging Bull (Touro Indomável) 1980

boxe

elenco: Robert De Niro, Joe Pesci e Cathy Moriarty

diretor: Martin Scorsese

4. When We Were Kings (boxe)

Oscar de melhor documentario

elenco: Muhammad Ali, George Foreman e George Plimpton

diretor: Leon Gast

5. Hoop Dreams (Basquete Blues) 1994

elenco: William Gates, Arthur Agee e Emma Gates

diretor: Steve James

6. Offside (Fora do Jogo) 2006

futebol fem.

elenco: Ida Sadeghi, Mohammad Kheyrabadi e Shayesteh Irani

diretor: Jafar Panahi

7. The Hustler (desafio a corrupcao) 1961

sinuca

elenco: Paul Newman, Jackie Gleason e Piper Laurie

Diretor: Robert Rossen

8.Lagaan (Era uma vez na Índia) 2001)

cricket

elenco: Aamir Khan, Gracy Singh e Rachel Shelley

diretor: Ashutosh Gowariker

9.The Life and Times of Hank Greenberg 1998

elenco: Hank Greenberg, Alan Dershowitz e Michael Moriarty

diretor: Aviva Kempner

10. The Bad News Bears (Sujou, chegaram os bears) 1976

baseball

elenco: Walter Matthau, Tatum O’Neal e Jackie Earle Haley

diretor: Michael Ritchie

A lista completa, começando pelo fim, está AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h56

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Lido na traseira de um caminhão em Sampa

Vamos nessa

Para quem acha que as coisas estão difíceis, esta frase, que descobri hoje enquanto corria pela cidade, pode apresentar uma nova perspectiva de vida:

"Nasci pelado, careca e sem dentes; daí para a frente, tudo é lucro".

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h22

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O incrível caso da medalha evanescente

Recuerdo virtual

No ano da graça de 2006, o prezado leitor Félix Luis, cearense de quatro costados, participou da corrida dos farmacêuticos. Merecidamente, ganhou uma medalha alusiva ao feito.

Professor e consultor de informática, o jovem corredor (então com 35 anos) guardou a lembrança carinhosamente, ao lado de outras lembranças de sua movimentada vida de corridas.

Pois não é que as informações contidas na tão duramente conquistada medalha foram desaparecendo ao longo do tempo?

"Acho que o material usado era genérico", diz Félix. Mas ele resolveu guardá-la, apesar da deterioração: "Suei tanto naqueles 10 km para conquistá-la que preferi deixá-la no quadro de medalhas assim mesmo".

Para você ter uma idéia, na foto abaixo aparece a medalha evanescente e, no lado direito, a medalha da mesma corrida, edição de 2007, que ainda está firma e forte.

Para saber mais sobre o Félix, você pode clicar AQUI. É o site Portal do Corredor, que também traz informações sobre corridas no Nordeste.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h25

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Falta informação nas medalhas

Belas, mas capengas

 

Em vários dos relatos de corridas que coloquei neste blog, comentei por alto a medalha da prova. Algumas são bonitas, grandonas; outras, mais modestas, mas elegantes; de qualquer forma, são uma lembrança bacana do feito completado, seja ele uma ultramaratona, seja uma prova de 5 k (há muito tempo eu aprendi que toda distância é distância, depende de quão preparado você está e o que você tenta atingir na prova).

Bom, mas voltando às medalhas, o fato é que muitas organizações ficam economizando nesse suvenir, o que acaba por tornar a lembrança capenga.

Estou me referindo, em primeiro lugar, à falta de informação nas medalhas. Ela deveria ter o nome da prova, a data, o local e a distância. Em algumas provas, na Europa e nos Estados Unidos, você pode até ter a medalha personalizada com seu nome e tempo oficial (serviço pago, prestado por terceiros).

Além disso, o fato de um evento incluir várias provas não é desculpa para todo mundo receber medalha igual. Já disse alguém muito sábio, cujo nome minha ignorância não lembra, que "tratar igualitariamente não significa tratar todo mundo igual, mas tratar desigualmente os desiguais". A citação pode estar errada, mas dá para pegar o sentido.

As medalhas que ilustram este texto são exemplos dessas várias falhas. Para meu gosto, ambas são bacaninhas, diferentes etc. e tal.

A da Fila Night Run é de uma pobreza informativa de chorar. Traz só o nome do evento e mais nada.

A da maratona de Porto Alegre não é da maratona, mas sim da maratona e da meia-maratona... Também não tem data.

Enfim, há quem despreze as medalhas, diz que não corre por elas, ainda mais que são apenas de participação, não indicam que o sujeito teve um desempenho superior. Mas são lembranças e deveriam ser mais bem tratadas pelos organizadores de provas.

Aliás, tem muita gente que adora suas medalhas, faz coleção, lustra, coloca na parede etc. Se você quiser compartilhar com a gente sua medalha preferida, mande uma foto e informações sobre a prova. Aos poucos, irei publicando.

Ah, mande para este E-MAIL (tem anti-spam).

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h26

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Cai recorde na ultramaratona de Comrades

África russa

Os russos confirmaram ontem seu domínio na ultramaratona de Comrades, a mais famosa e tradicional prova de longuíssima distância do mundo, que neste ano atraiu 11 mil pessoas para subir os 87 km na África do Sul.

Leonid Shvetsov voou para chegar em 5h24min46, melhorando em 47 segundos a marca anterior, que já durava oito anos e fora estabelecida por seu compatriota Vladimir Kotov.

Kotov, por sinal, correu ontem também. Aos 50 anos, chegou em oitavo na duríssima disputa.

Com a vitória, Shvetsov não apenas se sagrou bicampeão, mas tornou-se o primeiro homem --desde Bruce Fordyce, nos anos 1980-- a vencer em ambos os sentidos e ainda ter os dois recordes. Como se sabe, a Comrades é corrida em sentidos diferentes a cada ano: nos pares, é "para cima"; nos ímpares, "para baixo".

No feminino, o domínio russo também se manteve. As gêmeas Nurgalieva voltaram a vencer. Elena venceu pela terceira vez seguido no sentido "para cima", marcando 6h14min36. Foi seguida pela mana Olesys, que chegou 1min15 depois. Suas compatriotas Tatyana Zhirkova, Marina Myshlyanova e Marina Bychkova completaram o pódio.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h56

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Cai recorde que já durava dez anos

Incansável

Dire Tune, da Etiópia, ganhou a maratona de Boston em abril passado. E hoje bateu o recorde mundial da hora, derrubando marca estabelecida pela lendária Tegla Loroupe, do Quênia, em 1998.

Tune correu 18.517 metros na pista de Ostrava, da República Checa (foto AP). A queniana tinha registrado 18.340 metros em Borgholzhausen, Alemanha.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h15

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Barreirista cubano bate recorde dos 110 m

Volta por cima

O cubano Dayron Robles suplanta barreira na sua trajetória para quebrar o recorde mundial da modalidade, estabelecendo a marca de 12s87 hoje em Ostrava, República Checa (à esquerda,na foto AP, o checo Stanislav Sajdok, que terminou enm sétimo)

Robles, de 21 anos, foi medalha de prata nos 60 m com barreiras no Mundial indoor de 2006 e se deu mal no Mundial deste ano, nos 110 m, pois parou pensando que um competidor tivesse dado uma saída em falso.

Agora, deu a volta por cima. E que volta.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h05

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O nascimento de um gigante

Que fofa!!

A baleiazona passeia com sua baleiazinha recém-nascida no aquário de Vancouver. A mamãe se chama Qila e é uma baleia da espécie beluga.

O bebê nasceu na última terça-feira e todo o processo foi fotografado (abaixo).

 

Rapidamente, a baleiazinha toma contato com o novo mundo (fotos AP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h47

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Pedal pelado chega a São Paulo

Nu eletivo

Há alguns dias, coloquei aqui um pequeno texto e uma foto mostrando um momento do World Naked Bike Ride, movimento internacional em que manifestantes pedalam pelados em defesa de um mundo mais limpo.

Pois o evento terá sua versão paulista na próximo sábado, numa festa que tem nome em inglês que significa "O quão nu você ousar" --ou seja, se você preferir ir de roupa ou de calção, também pode. O nu é eletivo.

No e-mail que a grande fotógrafa e emérita ciclista e aventureira Renata Falzoni mandou, o texto afirma: "Por que pedalar nu? Porque é como os ciclistas se sentem disputando espaço com os veículos motorizados. Enquanto os motoristas estão protegidos de todos os lados, nós só contamos com a esperança de sermos vistos e respeitados."

Bom, o passeio está marcado para sábado, a partir das 14h, com concentração a partir do meio-dia, na praça do Ciclista (av. Paulista, 2.440).

Para saber mais, clique AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h17

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E nós aqui sentados em frente ao computador...

Ai que vontade que dá

 

Que bela foto, hein?!

Um sujeito aproveitou uma folguinha na friaca que está fazendo na Cidade do Cabo e botou seu caiaque na rua, quer dizer, na água.

O solzinho deu uma ajuda, e o fotógrafo da Reuters não perdeu a oportunidade de nos deixar a todos com vontade de ir passear por este mundão velho sem porteira.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h28

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Ainda a Fila Night Run

Fala a organização

Recebi e-mail de Tomás Junqueira Sallowicz Dreyfuss, sócio-diretor da Iguana Sports, que organizou a Fila Night Run.

Ele comenta algumas das observações que fiz neste blog a respeito da prova, que foi realizada na noite do último sábado na Cidade Universitária, em São Paulo.

Diz o e-mail:

"Em relação à necessidade de usar o comprovante de inscrição para retirada de kit, trabalharei em duas alterações. A primeira, com o nosso pessoal de TI para verificar por que nossos e-mails estão parando nos anti-spams da vida e fazer as devidas correções. A segunda, mudar o procedimento e permitir que o atleta retire o seu kit apenas com o documento em mãos, inclusive de um colega, caso tenha o documento dele."

Tomás também fala sobre a questão do chip: "A retirada de chip para nós é um problema que ainda não conseguimos contornar. Em duas de nossas provas, testamos a entrega de chip com a entrega de kit. O problema é que 10% dos atletas inscritos retiram seu kit nas lojas e não correm a prova e, conseqüentemente, não devolvem o chip à organização. É verdade que eu consigo recuperar uma parte dos danados ligando para os corredores; para o restante, a empresa que efetua a cronometragem nos cobra R$ 100,00 por chip extraviado, o que não consigo repassar aos custos do evento."

Sobre o problema do trânsito, ele diz: "Para a próxima etapa, vamos reformular a parte de acesso e saída dos atletas ao evento. Eu, pessoalmente, fiquei muito aborrecido em ter organizado um evento como muitos por aqui, um baita evento sem estrutura no entorno".

Pelo menos, como se vê, o organizador se mostrou uma pessoa aberta ao diálogo. O que permite crer em melhoras para eventos futuros.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h28

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Mutola é hexadecacampeã em evento nos EUA

Exagerada

 

Ao cruzar a linha de chegada na prova dos 800 m no Prefontaine Classic feito registrado na foto acima (Reuters), Maria Mutola sagrou-se campeã daquele evento pela 16ª vez consecutiva.

Com a vitória, a atleta de Moçambique, que já participou cinco vezes de Jogos Olímpicos, disse que deu para a bola: despediu-se da festa de Eugene, Oregon, um dos grandes centros mundiais de atletismo e onde a própria Mutola também treinou em outras épocas.

A supercampeã, que foi a primeira atleta a ganhar o prêmio de US$ 1 milhão da Liga de Ouro, lá em 2003, fechou a prova de hoje em 1min59.24.

Só para comparar, a vitória com que conquistou a já citada montoeira de grana foi obtida com a marca de 1min57.78. E seu recorde pessoal é de 1min55.19 (em 1994)

Mutola, de 35 anos, está acostumada a longas seqüências de vitórias. A página de sua biografia no site da IAAF (a Fifa do atletismo) lista 11 primeiros lugares seguidos de setembro de 1999 a março de 2004.

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h14

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Corrida noturna na USP

Balada engarrafada

Foram 15 minutos para superar cerca de 500 metros, e olha que eu não estava com dor nas costas nem com as pernas amarradas, e sim confortavelmente sentado em um carro capaz de passar com facilidade da marca de 140 km/h.

Mas o veículo se arrastava no engarrafamento na avenida Politécnica, ontem à noite, para entrar na Cidade Universitária, onde se realizaria a Fila Night Run, que, àquela altura, eu já apelidara de fila imensa night run...

De qualquer forma, conseguimos estacionar o carro a tempo de, caminhando velozmente, chegar à barraca da entrega dos chips às 19h20 (dentro do prazo estabelecido no regulamento, mas fora do prazo informado em outra página, já citada aqui, do mesmo site oficial).

Tudo bem. Sem grandes confusões, deu para apreciar aqueles momentos pré-prova, que estavam bastante bonitos. Muito som que não consegui reconhecer, mas pelo menos era um agito. Canhões de laser iluminavam os céus, e gente de todo tipo circulava por ali.

A prova começou na hora, numa largada apertadíssima, juntando as turmas dos 5 k e dos 10 k. Não me incomodei, porque aquilo tornava tudo mais animado. Levei seis minutos para passar pelo pórtico de largada, mas em seguida já dava para trotar.

A corrida, pelo que pude observar, transcorreu sem maiores problemas. Na altura do primeiro quilômetro, as turmas se dividiam, com o pessoal dos 10 k seguindo percurso próprio.

O clima estava ótimo, e a noite muito bonita. O contraste de luz e sombra e os diversos tons de luz davam ares cinematográficos às alamedas da Cidade Universitária, que pela primeira vez eu percorria à noite.

Não faltou água, fresca ou gelada, mesmo para os mais retardatários.

A medalha é bonita, mas não tem local, data nem distância. Obviamente, como são varias etapas com o mesmo nome, os organizadores fazem aquela economiazinha. Parece sovinice, pois a corrida estava cheia de patrocínios, e a inscrição, a R$ 70, faz dela uma das mais caras provas de 10 k (ou de 5 k) do país. Falando em país, poderiam usar o idoma oficial desta terra para dar nome à corrida...

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h59

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Ciclistas pelados defendem ambiente limpo

Vai ter corrida?

Está rolando o passeio ciclístico pelado mundial (World Naked Bike Ride), em que os participantes se manifestam em defesa de uma atitude mais positiva sobre a saúde e reivindicam um ambiente mais limpo.

O passeio fotografado acima (AP) foi realizado hoje em Utrecht, na Holanda, como aquecimento para uma manifestação que reivindicava uma legislação mais dura a respeito do clima e do uso de fontes renováveis de energia.

Recentemente, neste blog, registrei uma corrida de peladas que queriam ampliar a consciência sobre alguns problemas de saúde das mulheres.

Nos Estados Unidos, há alguns eventos que tradicionalmente dispensam roupas, como a Naked Quad Run, festa de final de ano de estudantes de uma universidade de Medford, Massachusetts.

E tem um povo meio estranho que está organizando um evento artístico, cultural, corredístico e peladístico para outubro próximo. Saiba mais AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h38

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Meeting da Liga de Ouro em Oslo

Recorde pulverizado

A duas vezes campeã mundial dos 10.000 m Tirunesh Dibaba, da Etiópia, mostrou hoje em Oslo que é também muito rápida, além de resistente. Nos Bislett Games, o segundo meeting da Liga de Ouro 2008, demoliu o recorde dos 5.000 m, que era de sua compatriota Meseret Defar, campeã olímpica emundial da distância.

A marca de Defar, estabelecida em 15 de junho do ano passado, era de 14min16.63. Pois Dibaba rompeu a fita em 14min11.15. E ainda festejou a vitória com suas irmãs --e competidoras-- Genzebe, ao centro, e Ejegayehu, esquerda na foto AP.

Bom, aproveite também para dar uma olhada na imagem abaixo e veja se você consegue dizer quem está na frente. Para mim, à primeira vista, a loirinha da foto AP é que estava ganhando.

Pura ilusão de ótica.

Foi a jamaicana Sherri Ann Brooks que levou o ouro nos 100 m hoje em Oslo.

E a dourada Yuliya Nestsiarenko, de Belarus, ficou apenas em terceiro; a segunda, que não aparece na foto, foi Bianca Knight, dos EUA.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h26

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Fila Night Run

Complicação desnecessária

Os organizadores de provas continuam tentando inventar desafios diferentes, o que é muito bom, mas continuam criando complicações inúteis, que só servem para incomodar.

É o caso do pessoal da Fila Night Run, evento que vai ser realizado na Cidade Universitária na noite do próximo sábado e que promete ser bem bacana --pelo menos, o kit anunciado parece interessante, vamos ver a corrida.

Falando em kit, as complicações começam por ele.

Para a retirada, deveria ser necessário entregar cópia de e-mail de confirmação de sua inscrição. Agora, me diz: quem recebeu essa tal confirmação?

Eu fiz minha inscrição há mais de um mês e até agora nem pelota. E não fui só eu: todos os comentários da notícia, no site da revista "O2", são de pessoas que não receberam o e-mail confirmando.

Tudo bem: você pode ir ao site em que fez sua inscrição, entrar com sua senha e imprimir o recibo. Mas não é o que estava combinado. E espero que os caras aceitem.

Outra coisa: só tem um posto de retirada dos kits; em compensação, a entrega é feita a partir de hoje e os horários são elásticos.

Mas o pior não está aí. Seguindo o exemplo de outras organizações, o kit vem sem o chip, que deve ser retirado no dia da prova. Mas a corrida começa às 20h, e a retirada do chip vai das 18h às 19h. Quer dizer: você tem de chegar pelo menos 90 minutos antes da largada e ainda provavelmente encarar um filinha básica e totalmente desnecessária.

Faça-me o favor...

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h45

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Leitor avalia Maratona de São Paulo

Chegada decepcionante

Freqüentador assíduo deste blog, em que posta muitos comentários, o advogado Ricardo Nishizaki faz hoje sua estréia como colaborador. Procurador do município, esse paulistano da Liberdade, de 32 anos, começou a correr "de verdade", como ele diz, em 2004 para participar da São Silvestre. Fez sua primeira maratona no ano passado, em Porto Alegre, e no domingo debutou na prova de sua terra natal, um treino para o Desafrio de Urubici, 50 km em região de montanhas de Santa Catarina. Leia a seguir o relato de Nishizaki.

"Desta vez não houve muita reclamação com o horário da largada..Na manhã de chuva e frio, 12 mil pessoas estavam lá na nova ponte sobre o Pinheiros. Desses, só umas 2800 pessoas iriam enfrentar os 42 km. O resto se dividia entre as corridas de 5 e 10km.

Aliás, esse foi o primeiro problema da prova. A organização dividiu os participantes em bolsões em seqüência. Na frente, a elite da maratona. Depois os outros maratonistas por ordem de tempo previsto. Atrás deles, os corredores de 10k e depois os de 5k. Ou seja, os corredores mais rápidos de 10km largariam no mesmo momento e atrás do pelotão mais lento da maratona. Quando soou a largada, aconteceu o previsto: um monte de corredores rápidos se acotovelando e passando na marra os maratonistas mais lentos, numa confusão dos diabos. E ainda havia os corredores de 5km, para repetir a dose.

A confusão continuou logo após a segunda ponte da corrida, a ponte do Morumbi. Ali havia uma bifurcação: os corredores de 5km deveria seguir para a esquerda para terminarem a prova lá mesmo na largada; os de 10k e da maratona seguiriam à direita para entrar na av. Juscelino Kubistchek. Só que quem disse que havia uma indicação clara disso? Uma plaquinha minúscula, na própria bifurcação e umas duas ou três solitárias pessoas a tentar orientar a turba. Vi muita gente entrando na via errada, tendo que pular mureta de concreto... eu mesmo só descobri que deveria ir para a direita quando praticamente trombei de frente com a plaquinha, baixinha, praticamente invisível no meio da multidão.

Invisíveis também estavam, pelo menos no começo da prova, as placas de quilometragem. A primeira eu só vi no km 5. Em vez de marcações claras, uma plaquetinha da altura de um cone de trânsito, no cantinho da via. Ai que saudade dos totens das provas da Corpore...

Se não bastasse a chuva, a organização, num ato de ‘extremo bom-senso‘ deixou funcionando os totens que jogavam spray de água nos corredores para refrescá-los... valeu muito a pena, num frio de 12ºC e sob chuva! Só serviu pra embaçar os óculos dos pobres corredores míopes, como eu! Realmente não faltou água na corrida! Só queria saber quem paga a conta de tanto desperdício!

A Maratona de São Paulo também tem um velho problema, comum a praticamente todas as maratonas brasileiras: a falta de público incentivando, especialmente no sofrido trecho da USP, entre os kms 19 e 34. Ali é só você e sua vontade. Mesmo o pessoal da organização, que tentava dar algum incentivo nos trechos de fora da USP, ficava calado ali, vendo o pessoal quebrar pouco a pouco.

Ali também eu finalizei o meu longão de 30 km, bastando caminhar 12 até a chegada. E então pude prestar um pouco mais de atenção no sofrido final de maratona. A partir do km 32, muita gente simplesmente desliga e não consegue mais correr. Vários corredores mais lentos do que minha caminhada, corredores que já andavam completamente tortos e que só continuavam devido à sua força de vontade.

E eram justamente essas as pessoas que mais precisavam de incentivo _que simplesmente inexistiu para a turma que correu acima de 4 horas. A organização pareceu abandonar esse povo. As bandas paravam de tocar. O pessoal da organização via tudo calado. Os poucos gritos de incentivo vinham de populares. Nas avenidas semi-interditadas do final da corrida, os carros passavam bafejando monóxido de carbono e buzinando, mais irritados com o trânsito de duas faixas bloqueadas do que incentivando os últimos corredores.

E a chegada tampouco foi lá muito emocionante. Havia música, havia gente da organização, mas a falta de vibração era terrível. Terminar a prova era um desafio. Superar a falta de ânimo geral no local era outro. Um corredor dormia numa mureta, exausto, sem que ninguém da organização se dignasse a ver se estava tudo bem. Peguei minha medalha, despedi-me dos meus colegas e fui embora pra casa de táxi. Não sei como estavam os ônibus da organização que faziam o trajeto chegada-largada, mas temi ficar deprimido se passasse mais um minuto por lá."

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h10

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Espanhol corre mil km contra o câncer

Lobo solitário e solidário


O atleta espanhol Lisardo Díaz Lobo, conhecido como “Correcaminos”, terminou ontem uma solitária corrida de quase mil quilômetros que realiza para arrecadar fundos em benefício do tratamento do câncer.
Desde 2005, Lobo faz a cada ano uma prova longa e beneficente. Ele passou a fazer essas ultramaratonas depois da morte de sua mãe, de câncer, acreditando que a corrida pode ajudar a aumentar a consciência sobre a doença e também despertar o sentimento de que tudo é possível.
Na atual jornada, iniciada em Sevilha no dia 21 de maio passado, “Correcaminos”, vem fazendo em média 90 km por dia pela Ruta de la Plata, que tem 968 km (Sevilha-Gijón).
Aos 38 anos, o atleta diz que a ultramaratona solitária e solidária foi mais difícil do que ele esperava, pois sofreu dores e enfrentou lesões inesperadas. “Quando sofro, lembro das pessoas que têm câncer ou estão em cadeiras de rodas e sigo adiante porque quero mostrar que é possível perseguir os sonhos e realizá-los”.
Na foto EFE, Lobo é aplaudido pelo engravatado diretor de esportes do Principado de Asturias, Misale Fernández Porrón, ao passar por Cabañaquinta. Com em grande parte da jornada, “Correcaminos” é incentivado por corredores que o acompanham por alguns trechos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h53

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Cai recorde do homem mais rápido do mundo

Ouro olímpico é melhor

Menos de um ano depois de o jamaicano Asafa Powell ter se tornado o homem mais rápido do mundo, ao correr cem metros em 9s74, o rei da velocidade foi destronado. E por um compatriota.

Na noite de sábado, o também jamaicano Usain Bolt cravou 9s72 no Grand Prix de Nova York, na terceira largada da prova (as duas primeiras tiveram irregularidades).

O cara largou para o recorde, é só o que se pode dizer de sua explosão inicial, que lhe permitiu acelerar muito da metade em diante, deixando os outros competidores muito para trás.

Medalha de prata nos 200m no Mundial de Osaka, no ano passado, Bolt (foto Reuters) disse que sua corrida foi "99%" perfeita, mas destacou que bom mesmo é ganhar o ouro em Mundiais ou na Olimpíada.

"O recorde mundial não significa nada sem uma medalha de ouro em Mundiais ou nos Jogos Olímpicos. Se você é campeão olímpico, ninguém pode tirar a sua glória, pelo menos durante quatro anos."

Encontrei no YouTube este vídeo mostrando a rapidez do Raio jamaicano:

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h08

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Quenianos são destronados na Maratona de São Paulo

Gaúcho paciente

A maratona é uma prova de paciência, ensinou hoje o tricampeão da maratona de Porto Alegre, Claudir Rodrigues, depois de vencer a primeira edição da maratona de São Paulo que passa pela recém-inaugurada ponte Octavio Frias de Oliveira, a ponte estaiada (foto Leandro Moraes/Folha Imagem).

Foi com muita paciência que ele correu quase 38 quilômetros segurando as forças, mantendo o ritmo, esperando a hora de dar o bote. Quando o fez, foi com certeza e determinação, engolindo o então segundo colocado, Marcos Antônio Pereira, e passando de passagem pelo líder, Chiquinho dos Santos, que dominara a prova desde o km 15, quando os três quenianos que tinham hegemonia inconteste abandonaram o percurso.

Rodrigues fechou em 2h17m07, seguindo por Luis Carlos Fernandes da Silva, que também chegou de trás e, depois dos túneis, passou Marcos, que ficou em terceiro.

No feminino, Maria Zeferina Baldaia deu um show, correndo com elegância e alegria, nem parecendo ter corrido uma maratona há menos de um mês --em 11 de maio, em Praga, ela tentou, sem sucesso, ‘tempo que a qualificasse para a Olimpíada.

Acompanhei a prova pela TV e, pelo que vi, pareceu bem organizada, com pórticos nos vários bairros por onde os atletas passaram e até algumas bandas mandando ver na animação. O clima estava excelente para correr, e o novo percurso me pareceu melhor que o anterior (mas isso é só impressão de quem vê sem correr).

A cobertura da Globo foi bem melhor que em anos anteriores. Nos comentários, a bobagem maior foi quando alguém comentou que a maratona já tem 150 anos de tradição, aumentando em quase 40 anos a idade dessa sensacional modalidade esportiva.

Talvez tenha contribuído para isso --não ser falada tanta bobagem-- o fato de que boa parte do tempo foi dedicada á cobertura de uma prova de revezamento exclusiva, feita por um time só, formado por ex-atletas olímpicos, artistas e os maratonistas Jose Telles e Marily dos Santos, que vão representar o Brasil em Pequim.

O revezamento foi curioso, assim como foram interessantes as pílulas de informações e gráficos sobre os pontos por onde passavam os corredores --a cada pórtico havia algum dado sobre o local, como o número de habitantes do bairro ou a relevância da Cidade Universitária no cenário internacional.

É lamentável, porém, a falta de reportagem acompanhando o evento. O narrador parecia saber sobre a prova tanto quanto nós, espectadores, surpreendendo-se com mudanças de posições de atletas tal qual a gente. Talvez por isso, por sinal (e por não ter prestado a devida atenção que se espera de quem esteja fazendo uma cobertura como a de ontem), a Globo tenha apresentado Adriano Bastos, que chegou em sexto, como o quinto colocado (que foi um queniano).

Também foi lamentável --e é algo que se repete em provas-- o desempenho dos batedores no final da prova, quando os líderes do masculino alcançaram e superaram as líderes do feminino, provocando um enxame de motos na pista, o que deve ter atrapalhado a concentração dos corredores.

Se o espectador, a muitos quilômetros dali, já ficava nervoso, imagine só quem tinha de respirar a fumaça, agüentar a barulheira e, principalmente, driblar os veículos para ver o que viria pela frente.

De qualquer forma, parece ter sido um belo evento. Aguardo os comentários de quem participou e pode falar com mais detalhes sobre o acontecido.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h43

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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