Blog do Rodolfo Lucena - + corrida
 

Lido na traseira de um caminhão em Sampa

Vamos nessa

Para quem acha que as coisas estão difíceis, esta frase, que descobri hoje enquanto corria pela cidade, pode apresentar uma nova perspectiva de vida:

"Nasci pelado, careca e sem dentes; daí para a frente, tudo é lucro".

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h22

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O incrível caso da medalha evanescente

Recuerdo virtual

No ano da graça de 2006, o prezado leitor Félix Luis, cearense de quatro costados, participou da corrida dos farmacêuticos. Merecidamente, ganhou uma medalha alusiva ao feito.

Professor e consultor de informática, o jovem corredor (então com 35 anos) guardou a lembrança carinhosamente, ao lado de outras lembranças de sua movimentada vida de corridas.

Pois não é que as informações contidas na tão duramente conquistada medalha foram desaparecendo ao longo do tempo?

"Acho que o material usado era genérico", diz Félix. Mas ele resolveu guardá-la, apesar da deterioração: "Suei tanto naqueles 10 km para conquistá-la que preferi deixá-la no quadro de medalhas assim mesmo".

Para você ter uma idéia, na foto abaixo aparece a medalha evanescente e, no lado direito, a medalha da mesma corrida, edição de 2007, que ainda está firma e forte.

Para saber mais sobre o Félix, você pode clicar AQUI. É o site Portal do Corredor, que também traz informações sobre corridas no Nordeste.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h25

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Falta informação nas medalhas

Belas, mas capengas

 

Em vários dos relatos de corridas que coloquei neste blog, comentei por alto a medalha da prova. Algumas são bonitas, grandonas; outras, mais modestas, mas elegantes; de qualquer forma, são uma lembrança bacana do feito completado, seja ele uma ultramaratona, seja uma prova de 5 k (há muito tempo eu aprendi que toda distância é distância, depende de quão preparado você está e o que você tenta atingir na prova).

Bom, mas voltando às medalhas, o fato é que muitas organizações ficam economizando nesse suvenir, o que acaba por tornar a lembrança capenga.

Estou me referindo, em primeiro lugar, à falta de informação nas medalhas. Ela deveria ter o nome da prova, a data, o local e a distância. Em algumas provas, na Europa e nos Estados Unidos, você pode até ter a medalha personalizada com seu nome e tempo oficial (serviço pago, prestado por terceiros).

Além disso, o fato de um evento incluir várias provas não é desculpa para todo mundo receber medalha igual. Já disse alguém muito sábio, cujo nome minha ignorância não lembra, que "tratar igualitariamente não significa tratar todo mundo igual, mas tratar desigualmente os desiguais". A citação pode estar errada, mas dá para pegar o sentido.

As medalhas que ilustram este texto são exemplos dessas várias falhas. Para meu gosto, ambas são bacaninhas, diferentes etc. e tal.

A da Fila Night Run é de uma pobreza informativa de chorar. Traz só o nome do evento e mais nada.

A da maratona de Porto Alegre não é da maratona, mas sim da maratona e da meia-maratona... Também não tem data.

Enfim, há quem despreze as medalhas, diz que não corre por elas, ainda mais que são apenas de participação, não indicam que o sujeito teve um desempenho superior. Mas são lembranças e deveriam ser mais bem tratadas pelos organizadores de provas.

Aliás, tem muita gente que adora suas medalhas, faz coleção, lustra, coloca na parede etc. Se você quiser compartilhar com a gente sua medalha preferida, mande uma foto e informações sobre a prova. Aos poucos, irei publicando.

Ah, mande para este E-MAIL (tem anti-spam).

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h26

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Cai recorde na ultramaratona de Comrades

África russa

Os russos confirmaram ontem seu domínio na ultramaratona de Comrades, a mais famosa e tradicional prova de longuíssima distância do mundo, que neste ano atraiu 11 mil pessoas para subir os 87 km na África do Sul.

Leonid Shvetsov voou para chegar em 5h24min46, melhorando em 47 segundos a marca anterior, que já durava oito anos e fora estabelecida por seu compatriota Vladimir Kotov.

Kotov, por sinal, correu ontem também. Aos 50 anos, chegou em oitavo na duríssima disputa.

Com a vitória, Shvetsov não apenas se sagrou bicampeão, mas tornou-se o primeiro homem --desde Bruce Fordyce, nos anos 1980-- a vencer em ambos os sentidos e ainda ter os dois recordes. Como se sabe, a Comrades é corrida em sentidos diferentes a cada ano: nos pares, é "para cima"; nos ímpares, "para baixo".

No feminino, o domínio russo também se manteve. As gêmeas Nurgalieva voltaram a vencer. Elena venceu pela terceira vez seguido no sentido "para cima", marcando 6h14min36. Foi seguida pela mana Olesys, que chegou 1min15 depois. Suas compatriotas Tatyana Zhirkova, Marina Myshlyanova e Marina Bychkova completaram o pódio.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h56

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PERFIL

Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).

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