Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Fragmentos Paulistanos - ano 1, nº 14

Reflexos

 

Esta série começou por acaso, em um dia que cruzei o Pinheiros armado com minha pequena câmera. Vi a beleza da árvore refletida na água suja, quase preta, com lixo boiando por tudo (acima), e achei que podia dar samba (para não perder o Carnaval).

As primeiras cenas foram capturadas ao cruzar a ponte Eusébio Matoso, depois de descer uma movimentada Rebouças.

As próximas fotos foram feitas já no caminho de volta, ainda no rio Pinheiros, mas cruzando a ponte Cidade Jardim, depois de circular um pouco pelo baixo Morumbi, se é que se pode chamar assim aquela região.

É bacana ver a limpa arquitetura enfiada na gosma que virou a água do Pinheiros. Dá para filosofar um monte a respeito, mas eu prefiro olhar --e compartilhar com você as imagens.

Para completar, uma espécie de ensaio dentro do ensaio. É, eu tomei a liberdade de dar o pomposo nome de ensaio a esta experimentação com reflexos, que bolei enquanto ouvia na minha memória o som meloso de "Reflections of My Life" --se você tem mais de 45 anos provavelmente dançou ao som dela em algum bailinho da vida ou reunião dançante, como a gente chamava. Essa era a música da hora-do-vamos-ver, a lenta, quando os corpos se aproximavam, e a gente inventava qualquer coisa para continuar bailando com a guria em questão...

Bom, mas tergiversei. Ia apresentar o ensaio dentro do ensaio. Chamei de "Reflexos do Jornal" e se trata do conjunto de imagens abaixo.

Fechando a série, a que eu mais gostei. Aproveite.

Bom Carnaval (ou fim dele, sei lá...)

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h11

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O medo do corredor diante do pit bull

Na calçada

 

Pois ia hoje, feliz e satisfeito, de camisa aberta ao peito, em meu treininho relaxante, quando, de repente, não mais que de repente, sai de uma oficina mecânica especializada em motos um pit bull.

Chega de poesia. De uma tacada só, na frase acima, já citei Casimiro de Abreu ("Meus Oito Anos") e Vinicius de Moraes ("Soneto da Separação"). E o meu encontro nada teve de poético.

O pit bull saiu da oficina sem guia, sem focinheira, sem focinheira, sem ninguém atrás que porventura pudesse se lhe impor como autoridade.

Saiu e veio na minha direção.

Ou eu pensei que o bicho vinha na minha direção.

Fiquei calculando se daria para atravessar a rua, mas eu não via o trânsito.

Pensei que não deveria olhar o bicho nos olhos, pois ele encararia como um desafio.

E nessas de vai não vai, ele veio vindo na minha direção e eu fui seguindo na dele, tratando de me afastar o máximo possível para o lado da rua.

E o pit bull ficava o máximo possível do lado das casas, encontrou um lugarzinho sem cimento, areia pura.

Cavocou o chão, enrodilhou-se, acocorou-se: era uma cadela. E, calmamente, fez seu xixizinho amigo.

Eu passe sem olhar para ela, ela não olhou para mim. Tudo seguiu na mais santa paz...

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h40

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Sol e mar na Travessia Torres-Tramandaí

Corrida da memória

As praias gaúchas têm areia fina, mar gelado e vento cortante. E corredores, muitos corredores...

Pelo menos, foi o que aconteceu no sábado, 14 de fevereiro, na quinta edição da Travessia Torres-Tramandaí, uma prova de 80 quilômetros em revezamento, com times de oito atletas, descendo da mais bela praia gaúcha até a mais populosa, tradicional e popular.

Foram quase mil corredores nos mais de 120 times inscritos (117 concluíram); mais a turma de apoio e a torcida, encheram de cores e suor as já salgadas areias.

A prova começou na madrugada do sábado, com largadas escalonadas _times com previsão de mais demora para conclusão da corrida saíram mais cedo. Foi o caso de uma das equipes Percorrer, que simpaticamente acolheu este gaúcho exilado em um dos muitos grupos que formou _foi a assessoria com maior número de times participantes.

Eu esperava uma bela muvuca, como soe acontecer em provas de revezamento, mas só encontrei alegria e organização. Pulei a largada e fui direto para o primeiro posto de troca, para ver a partida de meu irmão Rafael, que faria a segunda perna do grupo.

Como você pode perceber, era uma coisa assim família, como é para mim cada volta ao Rio Grande. Torres, então, tem um cheiro de cuca no café da tarde que só ela: quando guri, passei por lá temporadas em uma colônia de férias de funcionários públicos, como eram meus pais.

E naquela batida memorialista resolvi acompanhar meu irmão em seu trecho, aproveitando para soltar os músculos em dez quilômetros, ver se eu estava inteiro e beber um pouco do sol que recém nascia e já vinha mostrar seu poder.

Fizemos, ele e eu, boa parte de um caminho que eu percorrera a passo havia quase 40 anos. Era guri ainda, cabeludo, mas não barbudo, e decidimos, meu primo e eu, sairmos numa aventura madrugadeira. A família dele tinha casa na praia, em Rondinha, a um rol de quilômetros de Torres, onde de vez em quando eu também aparecia.

Devíamos ter uma idade qualquer em que nos achávamos muito mais que demais, pois passamos o início da noite a preparar o farnel para a empreitada: caipirinha, pão, queijo, água, tudo metido em mochilões. Às cinco da madrugada, partimos rumo a Torres.

Nosso plano era caminhar 50 minutos e parar dez, para uma bicada e um descansinho. Depois da segunda parada, os descansos foram levando mais tempo, as caminhadas ficando mais curtas. Sei que chegamos com sol alto a Torres, os donos do mundo, aventureiros da estrada... Para voltar, tratamos de arranjar carona, desbravando territórios como só o fazem os adolescentes.

Pois a perna corrida pelo Rafael terminou na mesma Rondinha de onde tínhamos saído meu primo e eu nos primórdios dos anos 70. Agora, lá nos esperava uma tia, e fomos todos descansar um pouco na mesma casa de onde partíramos para nossa empreitada.

Foram rápidos momentos de abraços, alegria, conversas em altos brados, risos, fotos. Tias, primos, sobrinhos, uma profusão de família em alta intensidade. E tratamos de correr, porque o atleta número 3 era rápido e seu era o quarto, não podia marcar bobeira.

Já estava achando que ia correr bem, pois os 10 km com meu irmão foram leves, tranquilos e fortes, para meus parâmetros. Agora teria de fazer melhor, para mim mesmo, nos 12 km que se seguiriam.

CONTINUA...

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h11

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Sol e mar na Travessia Torres-Tramandaí - final

Vento no coração

 

Não tinha vento.

A frase acima merece mesmo o destaque que lhe dei, pois é quase impensável chegar a uma praia gaúcha e não ser açoitado pela areia fina cortando as pernas, enrigelando o sangue, azulando as orelhas...

Pois não tinha vento e o sol castigava, mas tratei de fazer eu mesmo minha ventania, bebendo o mar que embebia a areia, areia firme e segura, um tapetão para correr.

Acidentes geográficos, fora um que outro riacho, só mesmo os buracos cavados pelas patas de cavalos que era levados para a Cavalhada do Mar, encontro de gaúchos e tropeiros, cavaleiros gaudérios que também iniciavam naquela manhã uma longa jornada, que, tal e qual a nossa, começava nas belezas rochosas de Torres.

Os quilômetros passavam em menos de seis minutos, coisa rara na minha forma atual, e tratei de lutar por isso. Depois da metade do percurso, qualquer coisa me fez relaxar um pouco, perdi por um certo tempo o ritmo, mas tratei de me reerguer.

Na marca do km 10, ainda olhei para as montanhas ao longe, a serra que observa do alto o mar, e me alegrei com aquele verdejar todo. E resolvi me dar de aniversário um sub-6: ia tratar de conquistar a média de menos de seis minutos por quilômetro, o que pode parecer uma lentidão sem fim para uns, mas para outros, tal qual este escriba, é vitória para estourar fogos.

E voei para me explodir, já vendo no meio do praião sem fim o posto de troca, o movimento da turma, a Eleonora me esperando. Cada passo era mais rápido que o outro, mais vigoroso, mais forte, como eu que me agigantava em mim. E me fui.

Mas a prova não terminou aí. Apenas acabou minha perna, que festejei com berros, brados, abraços, beijos, encontros no mar...

A prova seguiu, com características especiais. O quinto corredor, para quem entreguei o chip, foi o último da primeira etapa, que se encerrava em Atlântida, praia da gente fina, cheia de gaúchos ricos, território da elite. Pois ali esperamos todos chegar o último número cinco da última equipe.

Uma vez todos alinhados, cada um trocou de roupa, tirando o uniforme da equipe própria para vestir a camiseta da prova. E assim saímos, irmanados e alaranjados, para um trote festivo. Em pouco menos de três km, chegamos a Capão da Canoa (segredo: ali passei belos dias de namoro, já lá se vão 30 anos e ainda continuam...), onde uma tenda VIP esperava os corredores, com abrigo do sol, comida farta, frutas em profusão, isotônico e refrigerante gelado.

Festejamos todos, e às 14h30 foi dada nova largada, para os trechos seis, sete e oito, terminando tudo lá pelo final da tarde, mas ainda com sol alto, pois foi também o último dia do horário de verão.

Ao fim e ao cabo, para lhe dar um resumo da ópera, noves fora foi só alegria.

Tristeza mesmo foi deixar o Rio Grande. Mas outra hora qualquer a gente volta. E, de qualquer jeito, aquela terra galopa comigo no meu trote.

 

As fotos são de Eleonora de Lucena (menos a primeira do primeiro post)

PS.: Recebi um monte de felicitações pelo meu aniversário. Festejo com você e agradeço pela lembrança, o carinho e a leitura.

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h08

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Oxigênio em excesso alegra corredor

Totalmente excelente

 

Saí para dar uma corridinha, relaxar a musculatura, mexer o esqueleto um pouquinho só. Afinal, amanhã tenho uma prova importante, participo do revezamento TTT, Travessia Torres-Tramandaí, no litoral norte do glorioso Rio Grande do Sul.

Como se sabe, nos revezamentos a gente acaba correndo mais do que deve, incentivado pela equipe e pelo peso da responsabilidade. Eu imagino que vou fazer isso não só porque é a terra gaúcho, mas também porque a corrida faz, para mim, parte dos festejos de meu natalício. Neste 14 de fevereiro, completo 52 anos e espero ter fôlego para, pelo menos, apagar as velinhas.

Por isso tudo, saí de casa hoje relaxadão, disposto a soltar os músculos sem compromisso. nem ia levar relógio, que acabei colocando na última hora.

Pois quando entrei na Sumaré, o mundo mudou. O chuvisco voltou, o vento deu uma sopradinha, o céu chumbou-se um pouco mais, o terreno à minha frente estava vazio, era como uma pista só minha, apesar dos carros deslizando apavorantes pelo asfalto molhado.

Me fui. E meu fui e me fui e fui. E fui indo. E me fui.

Larguei o corpo, deixei rolar, minuto atrás de minuto em cima de minuto ao lado de minuto, centímetro a centímetro, passada a passada. O trote virou galope sem que eu nem sentisse, até que comecei a sentir a cabeça solta, livre, leve, até meio abestalhada.

E fui me dando conta que estava ficando tonto. Não tonto de trupicar ou perder o equilíbrio, mas de voejar, ter borboletas fazendo estrago no cérebro, sei lá.

Comecei a perceber que, caso continuasse naquela balada, não ia conseguir nem terminar o treininho, quanto mais correr amanhã.

Conseguiria , sim, mas não deveria. Não estava arfante nem cansado nem puxando ar.

Que nada!

Todo o ar subia para a cabeça.

Tratei de trotar, mas não deu certo, continuava meio bobo. Caminhei quase um quilômetro até ganhar o mundo novamente e recomeçar o trote, embicar para iniciar a volta, agora em ritmo sensato, relaxadão, constante, confiante.

Mas a lembrança do etéreo ficou lá, está cá.

É bom deixar o corpo te levar. Se e quando tu te entregas ao corpo, na corrida ou, principalmente, fora dela, ele te leva para lugares maravilhosos.

Aproveite.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h34

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Fragmentos Paulistanos, ano 1, nº 13

De volta a Porto Alegre

 

Essa ruinha aí de cima, cheia de frondosos jacarandás, é a rua Pelotas, em Porto Alegre, onde minha vó aportou quando saiu de Mina dos Ratos com a filharada. Também por lá passei parte de minha infância, joguei futebol na rua, pião e bola de gude.

Mais tarde, conheci o centro, com a rua da Praia ("que não tem praia, que não tem rio, onde as sereias andam de saias, e não de maiô") e a praça da Alfândega, ícones de minha terra, que revisitei pouco antes do último Natal.

Na minha revisão corrida, era ainda muito cedo na manhã de sábado, mas os vendedores de chinelos coloridos já tinham organizado sua banquinha.

Na beira do Guaíba, o casal namorava (ou talvez estivesse descansando da balada).

No parque Marinha do Brasil, estão algumas da melhores trilhas para corrida na cidade, e você ainda aproveita esculturas como esta.

Por ali, restos do monotrilho, uma das invenções alegreportenses que não foram para a frente.

Na encruzilhada, o despacho colorido relembra que Porto Alegre é uma das cidades mais umbandistas do país.

Duas vistas da ponte dos Açorianos, recanto que ainda guarda uma certa melancolia dos tempos antigos.

E o parque da Redenção, que a gente chama de parque Farroupilha, é outro centro da diversão e da ação nos dias de sol. O povo descansa ou corre observado pelo monumento aos Expedicionários...

Ou só relaxa, como esse historiador, que aproveitou o calorzinho matinal para colocar em dia sua leitura.

No total, foram 16 quilômetros percorridos com o coração cheio de saudade. E a poesia sobre a rua da Praia é do compositor Alberto do Canto. É inacreditável o quão pouco se encontra sobre esse poeta (se você conhecer algum site sobre ele, avise); em compensação, achei um monte de curiosidades sobre a cidade, que você pode ver clicando AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h25

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Quase centenária, morre jornaleira corredora

Rosario, campeona

Salve, salve, campeona, como dizem os castelhanos.

Ela foi muito mais que campeã, maior que qualquer título que tenha conquistado ao longo da vida.

Quando tinha 80 anos, em 1990, Rosario Iglesias reforçava a aposentadoria entregando jornais nas ruas da Cidade do México. Pegava os diários em um posto e corria para colocá-los na porta dos assinantes, percorrendo uns dez quilômetros por dia.

Até que um freguês chegou para ela e sugeriu que ela começasse a participar de corridas. Iglesias, animadérrima, tratou logo de ingressar em algumas competições e passou a conquistar medalhas, troféus e agrados os mais diversos.

Pois desde então estabeleceu cinco recordes mundiais em sua faixa etária. Em 2004, ela foi uma das atletas que carregaram a tocha olímpica durante sua passagem pela Cidade do México, rumo a Atenas (foto arquivo EFE).

Depois de vencer competições locais e nacionais nos 200, 400, 800 e 1.500 metros, "Chayito", como era conhecida a atleta, passou a correr no exterior. Conquistou vitórias no Japão, na África do Sul, em Barbados, na Inglaterra, na Austrália, no Canadá, em Porto Rico e nos EUA.

Segundo a entidade mundial de atletismo veterano (WMA), a trisavó mexicana era dona dos recordes mundiais nos 400 e nos 800 metros nas categorias 85-89 e 90+ e nos 200 m na categoria 90+ (82s29!!!).

Nascida na Cidade do México em 31 de agosto de 1910, Rosario Iglesias morreu no último dia 30 janeiro, aos 98 anos. Ela teve duas filhas, 15 netos, 30 bisnetos e cinco trinetos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h09

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Brasileiro completa ultrasuperdesafio

Derrotando o frio

Seis esquiadores começaram, apenas um terminou. Foram 26 ciclistas na largada, 15 chegaram. E 27 corredores aceitaram o desafio de correr a ultramaratona Arrowhead, enfrentando 217 quilômetros gelados no Minnesotta; apenas oito completaram. E um deles foi Márcio Villar, o primeiro brasileiro a terminar essa incrível ultramaratona.

Com o feito, Villar se tornou também o primeiro corredor a completar o circuito das 135, ultramaratonas em trilhas em condições extremamente difíceis. O circuito é integrado pela Arrowhead gelada, pela fervente Badwater e pela montanhosa Brazil 135. O número se refere à distância da prova em milhas.

Leia a seguir mensagem mandada pelo Márcio (foto Divulgação) a Mário Lacerda, organizador da etapa brasileira do circuito.

"Amigos, terminou. Não sei como, mas consegui: foi o maior desafio da minha vida.

"Uma nevasca na noite anterior à prova tornou tudo mil vezes mais difícil. Foi algo desumano: 58 horas enfrentando temperaturas de até 38 negativos, com a neve muito fofa e subindo varios morros puxando o trenó.

"Nunca sofri tanto na minha vida. No quilometro 82, torci o joelho em um buraco, tornando tudo mais difícil. As madrugadas eram de doer: corria com quatro casacos, três calças, três meias e três luvas.

"Os últimos 40 quilômetros foram intermináveis, pois, além do joelho direito torcido, estava com assaduras que já tinham virado feridas, devido às muitas roupas, e com os dois calcanhares cheios de cortes, devido ao congelamento.

"Fechei com 58 horas em sexto lugar, me tornando o único atleta do mundo a completar todas as provas da Copa."

Salve ele!

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h42

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Fragmentos Paulistanos - ano 1, nº 12

Ainda em obras

Talvez você se lembre da polêmica que envolveu o parque do Povo, que era ocupado por um circo, um teatro e vários clubes esportivos, privatizando uma área pública de tamanho razoável. Fica na Chácara Itaim, uma região nobre na zona oeste de São Paulo (a imagem acima, do Google Maps, está desatualizada, mas serve para ter uma idéia de onde é a área), e uma de suas vias de acesso é a bela passarela que você vê abaixo.

Depois de várias batalhas judiciais, o parque foi afinal liberado, remodelado e entregue ao público. Apesar de oficialmente reinaugurado no ano passado, a cerimônia foi feita ainda com as obras em andamento. Pois elas continuam, como atestam as imagens a seguir, que fiz há uns 15 dias, durante um treininho pela cidade.

 

E os litígios judiciais provavelmente também ainda estão em andamento, pois nem toda a área que seria do parque está aberta ao público. O belo portão abaixo fecha a fronteira com a área que era ocupada por um grupo teatral meio mambembe (não vai aí juízo de valor; as instalações eram realmente muito simples).

Mas o parque é bem bacaninha, com algumas árvores nas áreas laterais (muitas numeradas) e muita coisa plantada. Um dia, você poderá correr por alamedas sombreadas por frondosas cachopas; por enquanto, é sol no lombo o tempo todo.

As reportagens que vi sobre o parque se entusiasmam com o tamanho, como se seus 112 mil metros quadrados fossem grande coisa. A volta por fora, nas calçadas, tem 1.500 metros quase exatos, a confiar no meu GPS.

Pela alameda interna mais perto da cerca, a volta fica em pouco menos de 1.300 metros. Mas, como há vários caminhos que se cruzam e entrecruzam, dá para criar um percurso maiorzinho, sem muita repetição, chegando talvez a uns três quilômetros. E não é tudo totalmente plano, o que torna o treino um pouquinho mais divertido.

Há várias quadras, amplas instalações banherísticas e uma área com aparelhos de ginástica para idosos (pomposamente chamada de Academia da Terceira Idade. No dia em que passei lá, estava meio vazia, o que é uma pena, pois os aparelhos são bem legais.

Para completar, uma estátua lembra o dia-a-dia do paulistano, sempre fugindo da chuva, que nos ameaça quase o tempo todo, com nuvens perigosas tingindo o céu de chumbo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h00

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Corredores sobem escadarias do Empire State

Além e acima

 

Começou!

A foto mostra a largada da 32ª edição da Empire State Building Run-Up, realizada hoje em Nova York (Reuters).

Os caras sobem 86 andares das escadarias do que uma vez já foi o mais alto edifício do mundo, mas ainda é um marco na urbe.

No total, são 1.576 degraus até a chegada, no Observatório. Os melhores corredores levam em torno de dez minutos; as mulheres da liderança demoram entre 12 e 14 minutos para atingir o topo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h58

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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