Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Falta reportagem para a Globo na Maratona de SP

Deselegância de Franck Caldeira

A velha falta de reportagem da Globo na cobertura de corridas de rua que ela mesmo promove se repetiu hoje na Maratona de São Paulo. Mais uma vez, o narrador parece saber tanto quanto a gente em relação ao desenrolar do evento: só sabe o que aparece no vídeo, e isso a gente também pode ver.

Pior: às vezes sabe menos do que a gente, porque manifesta desatenção, estando mais interessado no desafio dos famosos ou coisa que o valha do que na informação precisa e correta sobre o que está acontecendo na corrida.

A prova, por seu lado, se desenrolou sem grandes lances de emoção, com a previsível vitoria do queniano Elias Chelimo, que já tinha 2h08 e caquerada na maratona, muito mais forte do que qualquer contendor.

A nota feia e deselegante foi dado por Franck Caldeira, que terminou em segundo, mas parece ter ficado até segurando para chegar instantes antes da campeã do feminino e aproveitar o fato de que as câmeras estavam grudadas nela para fazer seu cirquinho particular. Rompeu a fita que esperava a campeã Marizete Moreira, agradeceu aos céus em gestos grandiloquentes e foi buscar o olho da câmera.

Enquanto isso, Marizete, que teve de administrar fortes dores musculares nos últimos quilômetros, sofria sozinha, pois os médicos demoraram intermináveis segundos para chegar até ela e lhe dar o necessário apoio.

Para completar, quando a terceira colocada, Marily dos Santos, estava chegando, as câmeras da Globo se transferiram todas para o tal desafio de famosos, e ficamos sem ver a passagem da atleta.

Bueno, pode ser que um dia melhore, mas está difícil...

PS.: Mande seu relato da prova, você que participou do evento

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h58

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Maratona festeja conquista do Everest

Nas alturas

 

Corredor participa da sétima edição da maratona Tenzing-Hillary Everest, realizada hoje no distrito em Solukhumbu, cerca de 140 km a nordeste de Kathmandu, no Nepal (foto Divulgação).

O evento é organizado em homenagem aos conquistadores do Everest,Tenzing Norgay Sherpa e Edmund Hillary, que chegaram ao topo da mais alta montanha do mundo em 29 de maio de 1953.

Hoje foi quebrado o recorde dessa maratona: Furba Tamang, um garoto nepalês de apenas 21 anos, completou a prova em 3h40min47.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h04

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Corrida também é ação política

Em defesa da vida

Corredores participam da meia maratona Sotokoto Safari, em um parque nacional em Nairobi. A prova foi organizada pelo medalhista olímpico queniano Douglas Wakiihuri, com o apoio da ex-campeã olímpica da maratona Naoko Takahashi (Sydney-2000), como parte de uma campanha pela conservação do ambiente no Quênia.

A prova foi vencida, no domingo passado, pelo queniano David Tarus em 1h02min29 (foto Reuters).

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h00

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Fuja da muvuca na maratona de São Paulo

Busão é bão

 Há 15 mil corredores inscritos nos vários eventos que envolvem a maratona de S. Paulo, que será realizada na manhã deste domingo. Se você contabilizar aí público e pessoal envolvido na organização e apoio, esse número sobe fácil para umas 20 mil pessoas. Imagine só toda essa gente convergindo para o local da largada, mais ou menos na mesma hora, cada um no seu próprio carro...

Só confusão, não é?

Pois a assessoria da maratona mandou material sugerindo que os corredores deem preferência ao transporte coletivo. De fato, se você se programa com antecedência, provavelmente terá menos dores de cabeça indo de ônibus do que de carro. Há 21 linhas de ônibus que trafegam aos domingos pelas avenidas Santo Amaro e Engenheiro Luis Carlos Berrini, pontos mais próximos à linha de largada, que será na avenida Jornalista Roberto Marinho.

Esses obviamente são pagos, mas a organização vai colocar, como cortesia 40 ônibus fretados. Eles sairão da avenida Sargento Mário Kozel Filho, ao lado da Assembleia Legislativa, no Ibirapuera, a partir das 5h30, com destino à área de largada.

Para os atletas que disputarem os 25K, também haverá transporte gratuito da Avenida Escola Politécnica, ao lado do IPT, local de chegada desta distância, para a região do Ibirapuera.

Para mais informações, visite o site oficial da maratona, AQUI.

E, se você não for correr (como eu), saiba que dá para acompanhar a prova pela TV. A Globo vai transmitir no programa "Esporte Espetacular". A maratona começa a partir das 8h55.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h42

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Maratona de Porto Alegre em fotos

Trilegal

 

Adriano Bastos, o hexacampeão da Disney, ganhou neste ano a prova da Flórida, venceu a maratona de Santa Catarina e, no domingo, papou a de Porto Alegre, completando o percurso em 2h19min20. Fez uma festa trilegal, correndo tranquilo (foto acima) o tempo todo e comemorando bastante na chegada.

A festa havia começado bem cedo, às 7h, com a largada da rústica, que prometia 10 km de emoção. Na que, até agora, parece ter sido a única falha da organização, o percurso teve cerca de um quilômetro a menos. Mas deu para o povo se divertir.

Junto com a rústica, largaram as mulheres da maratona, e logo Conceição Maria de Carvalho Oliveira assumiu a ponta para não perder mais, chegando em 2h43min25.

Num ritmo desses, talvez os velozes corredores da elite não tenham tido oportunidade de apreciar o ambiente: o tranquilo Guaíba servia de palco para aves e navegadores.

Os corredores encheram de cores e suor o asfalto do parque Marinha (a gente chama assim, mas são vários parques que se combinam). Acima, os competidores têm ao fundo o complexo do Gasômetro, hoje transformado em agitado centro cultural.

Famílias se acomodam no parque, trazendo o tradicional chimarrão, enquanto nós corremos.

Atleta passa por cartaz anunciando show da Rolastones, banda cover dos Stones em que meu irmãozinho caçula é Keith Richards.

Vindo pela Praia de Belas, corredores se preparam para seguir rumo ao marco da primeira metade da prova.

Que bela cena da cidade ensolarada, não? Eu adorei. Palmas para a fotógrafa!!!

"Tô chegando", grito eu para a Eleonora, completando em 4h34min23.

Festa e festa.

Todas as fotos foram feitas por Eleonora de Lucena.

Veja mais clicando AQUI.

E, se você está chegando agora, role a página para ler o relato da corrida em Porto Alegre.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h32

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Sol carimba de suor maratona de Porto Alegre

 Organização e festa

Desta vez, prezado leitor, amiga leitora, os organizadores da maratona de Porto Alegre deram um banho de bola. Não consegui encontrar um ponto sequer que merecesse crítica; ao contrário, a organização parece ter aprendido com os erros da prova do ano passado e tomou providências para evitar confusões provocadas pelo crescimento do evento.

Para o maratonista, pelo menos do ponto de vista deste corredor, não houve falhas. As placas de quilometragem estavam visíveis e havia água pelo menos fresca, algumas vezes geladinha, em todos os postos de abastecimento. E o meu maior temor se provou injustificado: não vi nenhum tipo de bagunça ou confusão nos trechos em que o percurso da maratona margeava o percurso do revezamento de equipe de oito.

Pois a Maratona Internacional de Porto Alegre, que neste ano teve sua edição de número 26, reuniu ainda rústica (10km), revezamento de duplas e revezamento em equipe de oito atletas. Foi um grande evento, com mais de 4.000 participantes no total e um bom público na área de concentração.

O percurso foi também alterado para muito, mas muito melhor. São praticamente duas provas em uma: na primeira parte, até mais ou menos o km 20, corre-se pelas ruas da cidade. Chegamos ao centro, tangenciamos o Mercado Público, vemos de perto a Rodoviária (que, para mim, será sempre a Rodoviária Nova, construída nos primórdios de minha adolescência), voltamos pela Mauá e Gasômetro até o local da larga para seguir ainda por outros bairros.

Subimos o viaduto da Silva Só (onde, na primeira vez em que fiz a prova, ficava o km 41), cortamos pela princesa isabel para chegar até a Azenha, tangenciamos o glorioso estádio Olímpico e, de novo, embicamos em direção à área da largada, mas passando ao largo dela.

Faz-se aquele miolo e, a partir do km 23, inicia a nova prova, com grandes retas margeando o Guaíba, entranhando-se no parque Marinha, àquela altura já bem movimentado pelo público domingueiro.

Para mim, a maratona de Porto Alegre foi mais do que especial, foi um aniversário. Ali fiz minha primeira maratona e ali completei ontem dez anos de maratona. Foi minha prova número 28, entre maratonas e ultras, mas a tensão, o nervosismo e as emoções eram de um debutante --os erros também.

O mais chato deles foi com o meu relógio-GPS: apesar tê-lo carregado na sexta-feira, quando liguei o dito cujo minutos antes da corrida, a informação na tela foi carga zero. De fato, não funcionou. Mas não me incomodei. Tirei as traquitanas e resolvi seguir o conselho do Chico Maratonista, gremista leitor deste blog e veteraníssimo de mais de 80 maratonas: correr sem amarras, sem hora, sem lenço nem documento.

O dia estava lindo, prenunciava um excelente domingo para um passeio no parque, praia, andar sem camisa pelo campo: às 7h, os termômetros marcavam 18 graus. O céu azul, limpo de nuvens, e o sol brilhante, prenunciavam muito suor para os corredores. E, desde ali, sabia que, depois das 10h, a prova ficaria bem difícil.

Resolvi então não economizar: saí no melhor passo que podia e, à medida que que me acostumava, ia procurando melhorar, acertando o ritmo, subindo um pouquinho patamar por patamar.

Lá pelo km 8, quando retornamos pela primeira vez à área da largada, passando por boa concentração de torcedores, já estava me achando um atleta em ritmo de competição. Um grito de alguém me colocou no devido lugar: "Vai, caco velho!", berrou o sujeito, com aquela rude gentileza que caracteriza a minha terra. Pouco depois, ouvi de revesgueio alguém comentar, apontando para mim: "Aquele senhor lá, ele tem 52 anos..." E mais não pesquei para não me incomodar...

Só fui correndo, alegrado pelos encontros, de vez em quando, com a Eleonora, que fotografou a prova de vários pontos. Passei por um casal que prometia correr toda a prova de mãos dadas, saudei e fui saudado por muitos leitores do blog e corri muito, para meus padrões.

Não sentia as tradicionais dores na lombar nem no isquiotibial, o que me alegrava e estimulava. Mas sabia que em algum momento ia baquear. Isso aconteceu lá pelo 28, quando a musculatura começou a sentir. Por alguns quilômetros ainda resisti, mas quanto mais lento eu seguia mais forte batia o sol, tornando-me ainda mais lento. Às vezes, dava uma descansadinha, caminhando cem, 200 metros, para retomar com mais força.

O final do retão ao lado do Guaíba trouxe um percurso ainda mais belo, pelas ruas da Tristeza, muito bem urbanizadas, com sombra e brisa fresca. Foi um oásis, quando aproveitei para retomar um ritmo mais rápido.

Já antevia, porém, a volta ao solaço, ao asfalto do parque Marinha, ao Guaíba. E por lá fui em ritmo de festa, deixando passar pela memória trechos de tantas provas. Ali mesmo, no Marinha, na minha primeira maratona tive de fazer um pit-stop numa árvore. E uma passante galhofeira não perdoou. Vendo as mensagens que trago na camiseta, ameaçou: "Vou contar para a Eleonora!!!"

A Eleonora me esperava na chegada. Em beijo final e cruzo a linha. Saímos então para novas comemorações. E assim seguimos, a passos suados, por este mundo velho sem porteira.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h37

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Dicas para quem vai estrear na Maratona de Porto Alegre

Comer, beber, dormir

 

 

Faltam poucas horas para a largada da maratona de Porto alegre e das diversas provas que compõem o evento. Com clima ameno (parece que o domingo, porém, será mais quente que o esperado) e trajeto quase todo plano, é uma boa pedida para quem quer melhorar seu tempo ou fazer sua estreia na distância.

Como é de esperar, o nervosismo agora toma conta de todos, experientes e debutantes. Nervosismo que pode provocar erros indesejados.

Para tentar ajudar a minorar problemas, coloco a seguir algumas dicas, que são fruto de conversas com treinadores e corredores mais experientes, além dos próprios conhecimentos que este corpo velho foi acumulando nestes anos de asfalto.

DESCANSAR. Tente dormir cedo hoje ou, pelo menos, ir cedo para a cama. No sábado, então, jante às 19h, descanse um pouquinho e vá dormir, porque o despertar será quase de madrugada (eu pretendo acordar às 5h50).

SOLTAR OS MÚSCULOS, especialmente se você viajou hoje ou viaja amanhã. Um trotinho de meia hora, levíssimo, no parque Marinha do Brasil, já basta para dar aquela desencarangada. Ou uma boa caminhada de meia hora, 45 minutos...

BEBER - Espero que você já venha tomando mais água. Capriche neste tempo que falta. Pelo menos dois litros na sexta, dois ou três no sábado. Durante a prova, minha política é beber água sempre que ela for oferecida. Dou uns dois ou três goles de cada vez e pronto.

COMER - A melhor parte. Desde ontem estou botando mais uma colher de arroz, batata ou massa no prato. Nas próximas refeições, mantenha tudo no estilo leve, sem molhos brancos nem carnes gordurosas ou sobremesas supercremosas (apesar de que eu sou rei de chutar o pau da barraca nessas horas).

Nutricionistas recomendam não incluir, nas refeições de sábado, feijão e legumes como repolho, couve, brócolis e outros que podem provocar gases. Pela mesma razão, recomendam evitar bebidas gaseificadas.

No sábado, jante cedo, como eu falei. No café da manhã de domingo, eu pretendo comer duas fatias de pão, uma com requeijão e outra com requeijão e mel, além de uma banana e chá. Durante a prova, só costumo tomar os sachês de carbohidrato, uma cada 50 minutos/uma hora, mais ou menos. Não costumo tomar isotônico durante; no final, se não tiver fila, bebo um copo e pronto.

VESTIR - Use roupa e tênis que você já conhece. Eu passo vaselina líquida nas pernas e braços para evitar assaduras. Nos mamilos, tenho colocado microporo e/ou uma pomada qualquer.

CORRER - Vá com calma, que a prova tem 42.195 metros e só acaba quando termina. Se tiver dor, caminhe. Se persistir, avalie a possibilidade de desistir da prova. Ou siga alternando caminhada e trote por sua conta e risco. Mas lembre-se de que há muito mais maratonas na sua vida e que não terminar uma não é o fim do mundo. Já uma lesão braba pode trazer prejuízos por vários meses...

ACIMA DE TUDO, divirta-se, que a corrida está aí para isso. Bons treinos, boas provas e até a próxima.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h11

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Últimos preparativos para a Maratona de Porto Alegre

Vamos nessa

Hoje é sexta-feira, eu viajo amanhã de madrugada para Porto Alegre, e a maratona é no domingo. Mas desde ontem minha mochila está pronta, com a roupa da corrida embalada, a pochete com os sachês de carbohidrato, câmera, GPS e outros equipamentos para a corrida. Falta colocar a pochete com remédios, pomadas etc.

Já comentei aqui de como não me livro das tensões pré-prova. Mas vou dizer: acho que isso é muito bom. Demonstra que eu estou vivo, e que a prova em questão é importante para mim. Não virou carne de vaca.

Também repito: agora é uma maratona --e mais, um marco na minha vida de corredor--, mas isso acontece, em maior ou menor grau, em provas de outras distâncias. Qualquer distância merece respeito.

Hoje, porém, já não dá mais para ficar pensando só nas tensões, medos e emoções. Tão perto da prova, é hora de rememorar com carinho os bons treinos, rever os caminhos percorridos, às vezes lamentar alguma coisa.

Eu lamento a minha barriga, cada vez que me olho no espelho. Olha que eu batalhei neste ano para diminuir o peso, fui mexendo em alguns hábitos sobremesísticos e conseguir uma redução razoável, que mostrava que estava seguindo o bom caminho. Mas, de uns dois meses para cá, fui relaxando aos poucos e, rapidamente, perdendo o pouco que havia conquistado.

Está certo: chegou um momento que eu quis me despoliciar, largar mão de alguns controles e fiz isso conscientemente. Mas pensando em retomar depois a linha mais severa. Coisa que fiz, mas não com a severidade necessária. Enfim, às vezes me pego pensando se a gente não tem algum mecanismo de autosabotagem...

De qualquer forma, vou para a prova não com uns quilinhos a mais do que eu desejava.

É sempre assim: quando me perguntam sobre peso e altura, respondo: mais baixo do que gostaria, mais pesado do que eu deveria...

Agora não dá mais tempo de pensar nisso.

Tenho é de comer bem, dormir bem, descansar, esvaziar o espírito ou enchê-lo de luta e esperança, que está próxima a hora da largada.

Está próximo também o momento de encontrar ou reencontrar amigos e conhecidos --pessoas com quem só tenho contato pelo mundo virtual. Neste sábado, às 11h30, os Marathon Maniacs do Brasil vão se encontrar no local de entrega dos kits da maratona. Se você estiver por lá, apareça.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h59

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Fragmentos paulistanos - ano 1, nº 16

Mundo animal

Dia desses fui correr pelo parque da Água Branca, relembrar os tempos de quando lá levava minhas filhotas.

Certa vez, levei as crianças, priminhos delas e vizinhas, passeando em fila indiana apenas eu e aquele monte de meninada. Isso espantou uma senhora já entrada em anos, que me perguntou então: "São todos esses seus filhos?"

Só rindo...

Pois o parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo, continua lindo, pelo menos em seu arruamento, que estava com um cuidado razoável e limpo. Mas os prédios parecem abandonados: as cavalariças estão em petição de miséria e várias construções bacanas têm portas e janelas estragadas.

Enquanto corria, resolvi me concentrar nos animais, que tanto alegravam a criançada --e a ainda as divertem muito. Mas não pude deixar de começar clicando este sujeito cheio de cavalos no motor....

A escultura também é recheada de animais.

E este cenário é muito bacana, o lago em degraus...

... com seu rico chafariz.

O ambiente parece convidar à amizade entre os animais.

Outro exemplo de convivência pacífica.

Mas a galinha prefere manter os pintinhos ao seu redor.

 

O elegante pavão faz pose para a câmera.

E o galo também se ergue orgulhoso.

Depois de tudo visto, há mais espaço para brincadeiras infantis.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h34

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Corrida de 5 km custa R$ 150 em SP

Asfalto dourado

Modetes, ricos, famosos podem participar de uma prova criada especialmente para eles, corrida em uma das mais nobres regiões de São Paulo.

Quem não for rico ou famoso também pode participar da quarta edição da Iguatemi FashionRun, desde que pague R$ 150 para ter direito oficial a correr 5 km pelo Jardim Paulistano --ou seja, R$ 30 por quilômetro. Esse valor é apenas até dia 31 de maio; passa a R$ 180 até 30 de junho, subindo para R$ 200 até 2 de julho. 

Apenas para comparação, no mesmo dia cinco de julho será realizada no Paraná a terceira Meia-maratona das Cataratas do Iguaçu, com inscrição, até 26 de junho, por R$ 70 (R$ 3,33 por quilômetro). Depois, passa a R$ 100.

O release distribuído à imprensa pela promotora do evento paulistano-chique diz que haverá "um confortável espaço VIP, que recebe os cerca de mil participantes, entre atletas, convidados e acompanhantes, com um frugal café da manhã com cardápio balanceado , um espaço de massagem, além da distribuição dos kits com camisetas Thermodry da Track & Field -, entre outros mimos".

Na prova do Paraná, o preço da inscrição inclui seguro do atleta, um ingresso ao Parque Nacional (todo acesso é pago), um jantar de massas (inclui bebida não alcoólica) no Hotel Mabu na véspera da corrida e 1 kit do atleta (camiseta, boné e brindes oferecidos pelos patrocinadores).

Ah, e também para o mesmo dia está marcada prova popular no bairro Aricanduva, em São Paulo, com inscrição gratuita. Essa corrida faz parte de um circuito criado pela prefeitura, que inclui corrida de 5 km e caminhada de 2,5 km a cada etapa. A estimativa da Secretaria Municipal de Esportes é que 22 mil pessoas participem das provas; no ano passado, o circuito teve 20 mil participantes. Apesar de gratuito, o circuito exige inscrição prévia, que é feita via site Ativo.com.

Mais informações sobre a FashionRun AQUI; sobre a meia das cataratas, AQUI. Sobre o Circuito de Corridas de Rua da Cidade de São Paulo, saiba mais AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h40

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Fala, leitor - Mensagem de Juiz de Fora

Curtinha e tinhosa

O leitor FRANCISCO ANTONIO OZORIO MARQUES, morador de Juiz de Fora, começou a correr em 2004. Naquele ano, ele, que fumava muito, resolveu parar com o vício. dedicou-se á atividade física: caminhadas, hidroginástica e, por fim, corrida. "De uns meses para cá, comecei a participar de algumas provas", disse esse bancário que está prestes a complet 52 anos. A mais recente foi uma prova juizforense mesmo, terra em que, diz ele, "as corridas são bem pobrezinhas, têm pouca divulgação, são bem diferentes das corridas no aterro do Flamengo, no Rio. Aqui só vai quem tem muita vontade".

Pois no domingo último ele dominou a vontade de ficar dormindo e enfrentou o frio para participar da X Corrida Rústica Caic Rocha Pombo Pare de Fumar Correndo. É essa aventura que ele nos conta a seguir.

"Apesar da pequena distância a ser vencida, apenas 5,4 km, foi para mim a mais cansativa de todas que corri (que baita pretensão, até parece que possuo uma extensa coleção de corridas no meu currículo). Acontece que o percurso era cheio de subidas e descidas. isso que, no dia anterior, visitei o local da prova, mas notei apenas a existência de uma rampa para subir. É, avaliamos errado, fazer o que.

Antes de começar a correr estava para lá de ansioso. Acontece de tudo, dói o joelho, dói a cabeça, quero ir ao banheiro, imediatamente antes da largada quero ir ao banheiro outra vez. Parece que vou ter diarréia. Não aprendo a me controlar. A corrida era às 9h30, e às 5h30 eu já estava acordado. E era para correr só 5,4 km.

O dia estava ótimo para correr, fazia um friozinho, mas com pouco tempo de corrida já dava para sentir um pouco de calor.

A animação dos corredores é uma constante. É muito legal, é uma alegria contagiante, dá vontade de rir sem saber o porquê. Mais uma vez, palmas para o pessoal do "visão no esporte", que participa auxiliando os portadores de deficiência visual.

Nunca havia participado de uma corrida com tantas subidas. Já cansado, lá pelas tantas, entrei em uma rua e avistei os fundos do Caic Rocha Pombo. De imediato, concluí que era só correr mais uns 200 m, dobrar a esquina, correr mais uns 50 m e pronto, terminaria a prova.

Ah! Tá fácil, pensei. Dei uma acelerada daquelas malucas, um sprint prá ninguém botar defeito, acelerei tudo que podia, afinal já estava terminando mesmo.

Quando cheguei à esquina não era para dobrar à direita, mas sim pegar um rua na diagonal, que subia e subia e subia mesmo. Olho o que tenho pela frente e vejo um monte de participantes caminhando. Desanimei e tive vontade de caminhar também, afinal eu estava prá lá de ofegante.

Mas acabei por pensar "eu vim aqui para correr e não para caminhar", olhei para o chão para não ver o quanto faltava e fui do jeito que dava.

Aí foi descer ladeirinha abaixo e cruzar a chegada.

Cheguei cansadaço em 27min30, mas muito contente.

Valeu a manhã de domingo. Foi muito bom."

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h37

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Padre de Vanderlei quer virar artista

Dança irlandesa

O padre irlandês que agarrou o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima quando ele corria em busca do ouro olímpico, em Atenas-2004, foi aprovado na primeira fase do mesmo programa de calouros que revelou para o mundo a voz de Susan Boyle.

Neil Horan, que largou a batina em 2005, mostrou uma dança folclórica irlandesa e recebeu o sim de dois dos três jurados do programa "Britains Got Talent", da TV britânica.

Os produtores do programa afirmam que o passado do artista só veio à tona depois de sua apresentação.

Além de atacar Vanderlei, ele já invadiu uma pista de corrida de carros.

Horan, por sua vez, disse que estava ‘orgulhoso por representar a Irlanda e mostrar a dança folclórica‘.

Não vou incluir neste blog a dança do sujeito, mas, se você estiver mesmo muito interessado em ver a apresentação do irlandês, clique AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h21

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Maurren salva Brasil no GP do Rio

Salto de ouro

 

A saltadora brasileira conquistou o primeiro lugar no pódio e, mais uma vez, recebeu o carinho da torcida, como registrou hoje a Folha: "Maurren Maggi, 32, redimiu o Brasil do fiasco no GP do Rio, no domingo, no estádio do Engenhão. A campeã olímpica venceu o salto em distância com salto de 6,85 m. Foi o primeiro evento de atletismo olímpico na arena desde o Pan-07.

Durante a prova, Maurren foi, de longe, a mais assediada pelo público, que lotou apenas o anel inferior da ala leste do Engenhão, bem ao lado de onde ocorria a disputa. Apesar da entrada gratuita, os demais anéis ficaram pouco preenchidos --segundo o Botafogo, havia cerca de 6.000 torcedores (leia AQUI o texto completo).

O que você não leu no texto, vê aqui, a seguir: o salto campeão de Maurren conforme registrado pelas lentes de Rafael Andrade, da Folha Imagem; só a penúltima imagem da série não é dele, mas sim da agência EFE.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h41

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Bolt irrompe em rua britânica

Recorde para o povo

 

No meio da multidão que saiu às ruas de Manchester (foto AP), o jamaicano Usain Bolt disparou para arrasar com mais um recorde mundial. Correu em 14s35 a pouco comum distância de 150 metros, derrubando a marca de 14s99 estabelecida por Donovan Bailey há 12 anos.

Depois, foi saudado com alegria pelo público que acompanhou a prova, disputada em um formato que era bastante usado no século 19 na Grã-Bretanha (foto Reuters).

E, no dia anterior, fez um show posando para fotos com o recordista mundial Haile Gebrselassie (foto Reuters), que também correu em Manchester no final de semana (leia texto neste blog).

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h20

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Marilson corre e vence no Brasil

Santos, não Nova York

O bicampeão da maratona de Nova York, Marilson Gomes dos Santos, correu e venceu hoje os 10 km da Tribuna de Santos, uma das mais tradicionais provas do gênero no Brasil --hoje foi sua 24ª edição.

Depois de uma semana conturbada, ele fechou a prova na frente de dois quenianos para conquistar sua quarta vitória naquela corrida.

E a semana foi conturbada porque até sexta-feira Marilson estava agendado para correr uma prova de 10 km no Central Park, em Nova York. Era, por sinal, um dos nomes apontados como candidatos a quebrar o recorde do evento.

Mas alguém pisou feio na bola, e o pedido de visto para os EUA deu entrada tardiamente. Resumo da ópera: ele não viajou porque o visto norte-americano não chegou a tempo.

E a trapalhada ganhou, obviamente, registro internacional: no site da IAAF, o texto que anunciava a presença de elenco estelar na Healthy Kidney 10K, incluindo o nome do brasileiro, foi atualizado no final da tarde de sexta-feira para informar a ausência de Marilson e o bate-cabeça do passaporte.

Bom, voltando à prova de Santos: no feminino, a queniana Eunice Jepkirui fechou em 32min52, quebrando o recorde de Marta Tenório, que já durava 11 anos (ele 1998, ela marcou 32min57.

E, se você estranhou a foto que ilustra este texto, fique tranquilo: não é o Marilson, não, mas sim Ronaldo da Costa, melhor marca brasileira e sul-americana da maratona, que também disse presente em santos. Ele foi um do elenco de astros que atuaram como marcadores de ritmo (foto Guilherme Dionízio/ FMA Notícias).

O mais badalado, sem dúvida, foi Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na maratona da Olimpíada de Atenas e recordista da prova santista desde 1997, com 28min01s. Ele puxou os atletas para 50 minutos. Também foram marcadores o angolano João Ntyamba, único tri consecutivo da prova, Ednalva Lauriano, a Pretinha, tetra na disputa santista (55 minutos) e Valmir Nunes, bicampeão mundial dos 100 km (60 minutos).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h46

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Vento forte derruba esperanças de recorde

Nem ele, nem ela

O recordista mundial da maratona, Haile Gebrselassie, saiu hoje para derrubar o recorde mundial dos 10 km na Great Manchester Run, na Inglaterra. E, especialista em splits negativos que é, o fato de ter passado a metade da prova em 13min31 indicava boas chances de nova marca mundial (split negativo é fazer a segunda parte de uma corrida em menos tempo que a primeira).

Foi quando o etíope pegou o vento na contramão. Coisa triste. As esperanças foram sopradas para um novo dia, em algum momento no futuro. Hoje, deu apenas para fechar em 27min39, que nem recorde da prova é, quanto mais mundial...

Mas, pelo menos, serviu como treino forte para outra tentativa de marca mundial que Haile fará (foto EFE). No dia primeiro de junho, vai tentar bater o recorde para uma hora de corrida, que é dele mesmo. Na pista de Hengelo, seu esforço será bater a distância de 21.285 metros, que correu em 2007 em Ostrava.

No feminino, a história se repetiu: a queniana Vivian Cheruiyot deu de cara com o vento. Dona da melhor marca do ano para os 10 km, não chegava a almejar quebra de recorde mundial: queria apenas detonar a marca britânica estabelecida por Paula Radcliffe (30min38). "O vento estava forte demais", disse a garota (25 anos) ao terminar em 32min01.

A Great Manchester Run é uma das maiores corridas do mundo em número de participantes. Hoje, reuniu cerca de 33 mil corredores.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h29

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Faltou a melancia no pescoço

Guampas gigantes

 

Esse, sim, é um sujeito entusiasmado. Corredor aparentemente norte-americano usa gigantescos cornos e carrega bandeira do texas enquanto tenta acompanhar grupo de ciclistas que participam da sétima etapa do Gira de Itália, disputada hoje da cidade austríaca de Innsbruck à italiana de Chiavenna (foto EFE).

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h50

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Crise atinge indústria de calçados esportivos

Nike demite no mundo todo

A Nike, maior empresa de roupas e calçados esportivos do mundo, anunciou hoje que vai demitir 5% de seu exército internacional de funcionários, que hoje totaliza 35 mil. O corte de 1.750 empregos é o maior já feito pela empresa, que diz que o objetivo da medida é ganhar competitividade.

O número de demissões é maior que o inicialmente previsto: em fevereiro, a empresa havia anunciado que uma redução em suas atividades internacionais provavelmente resultaria em um facão de 4%. Agora, até a sede, no Oregon, está sendo atingida, com previsão de demissão de 500 dos 6.800 funcionários.

A Nike já suspendeu a produção em suas fábricas na China e no Vietnam, segundo a Reuters, e também fez cortes em seu orçamento de marketing, além de promover uma reorganização administrativa.

A empresa vem registrando seguidas quedas em seu faturamento e também nos lucros. No trimestre encerrado em 31 de agosto passado, por exemplo, a receita foi de US$ 5,4 bilhões; no último trimestre, encerrado em 28 de fevereiro, ficou em US$ 4,4 bilhões. Nos mesmos períodos, o lucro líquido foi de US$ 510,5 milhões e US$ 243,8 milhões.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h21

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O medo do corredor na linha de largada

Frio na barriga

Já corri 21 maratonas e sete ultras, o que pode ser muito para alguns e pouco para outros, mas, de qualquer forma, ensina alguma coisa e dá alguma experiência.

Só não tira o medo e a emoção que me povoam a cada vez que uma nova prova se aproxima.

É certo que, mesmo em provas curtas, acabo me tensionando no dia anterior. Organizo a roupa da corrida com precisão exagerada, revejo horários de sono e alimentação, bebo água a intervalos precisos, verifico ene vezes se o despertador está funcionando e se está regulado para a hora certa do despertar (e depois reviso de novo, temendo tê-lo desregulado ao revisar).

Quando, porém, a prova é uma maratona, as coisas são multiplicadas de forma geométrica.

O tema do almoço de ontem, por exemplo, a mais de dez dias da prova, foi o horário de despertar e o meio de transporte que utilizaríamos no dia da prova.

Vamos de carro? De táxi? Alguém nos leva? Se formos de carro, onde vamos estacionar? Quanto tempo antes precisaremos sair? E, de táxi, com quem marcar? Se alguém nos levar, como podemos fazer as combinações? Será que tem ônibus até perto da largada? E se chover?

Por aí você pode imaginar a sequência. Ou não, sei lá.

Não sei de você, mas eu só encontro a tranquilidade depois do tiro da largada. Aí não tem mais o que temer nem o que fantasiar: basta correr, dar o que tem e depois ver se consegue melhorar. Engolir asfalto e cuspir vento, até chegar. E, enfim, descansar.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h06

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Foto do dia

Três tigres alegres

 

Os filhotinhos de tigre de Bengala Dareen, Toleen e Lowrence passeiam em paz e cheios de curiosidade no Universal Animal Zoo, perto de Amman, onde nasceram há duas semanas. A mãe, Shorook, passa bem . O pai, Nahar, está feliz da vida (ao que se sabe... ou não se sabe, sei lá).

Foto Reuters

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h15

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Beba mais em tempo seco

Evite riscos

Pois terminei meu treino mais tranquilo que água de poço.

Era para ter corrido 18 km, mas me enganchei pelas ruas da cidade e acabei chegando aos 22, sem muito esforço a mais.

É certo que, quando a gente sai para fazer um treino x, se faz x mais um pouquinho já parece cansado, e os últimos quilômetros foram meio preguiçosos, mas tudo bem.

O problema foi depois.

Já alimentado e de banho tomado, começando a me aprontar para o trabalho, eis senão quando empedram as panturrilhas.

pela primeira vez em não sei quanto tempo, mas muitos anos, com certeza, surgem cãibras nas pernas em relação com corrida.

Eu costumo ter cãibra nos pés durante a natação, mas nunca tive na corrida, antes ou depois.

Ontem, não. Foi um sufoco, que me impediu de andar por alguns momentos, até que eu resolvesse enfrentar a dita cuja, e passei a fazer alguns alongamentos.

Nem sei se é a melhor técnica ou se é indicada por especialistas, mas o alongamento tirou a dor por alguns momentos.

Depois voltou e, ao longo do dia, fui negociando com as panturrilhas. Caminhava devagar, parava, alongava, sentava. Se a dor continuava, alongava mais um pouco.

Os efeitos deletérios da cãibra só foram passar lá pelo meio da tarde.

Foi quando eu passei a tentar descobrir as causas. Sei que não há uma explicação única e definitiva para as cãibras; de modo geral, porém, são vinculadas a esforço excessivo e hidratação insuficiente.

Meu treino não teve nada de excessivo ou, pelo menos, não julguei assim. está certo que, no final e já cansado, peguei alguns subidas fortes e inesperadas, mas isso faz parte do mundo da corrida de rua.

Também fiz as duas costumeiras paradas para água e carboidrato que esse tipo de treino requer. É menos que o indicado: em uma corrida da mesma distância, teria de beber pelo menos o dobro... Mas, para as condições de treino, é o que costumo fazer.

O problema, descobri depois conversando com um especialista em treinamento, é que não estamos vivendo hoje, em São paulo, as condições "costumeiras". O tempo seco exige medidas especiais, notadamente para quem gasta muita energia e perde muita água, como é o caso de quem realiza treinamento aeróbio na rua.

Então, é bem possível que a falta de hidratação adequada tenha contribuído para a cãibra indesejada, inesperada, incomum.

Por isso, recomendo que cada um examine se está bebendo que chega durante os treinos e ao longo do dia. E, se estiver fazendo tudo como sempre faz, talvez seja o caso de mudar e aumentar um pouco a ingestão de água nesse período.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h33

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Princesa recebe mãe corredora

Abraço real

A princesa espanhola Letizia Ortizq (è dir.), mulher do príncipe Felipe de Borbon, abraça Cristina Blazquez, a primeira mamãe que cruzou a linha de chegada em uma corrida feminina realizada no domingo último, Dia das Mães, em Madrid. cerca de 15 mil mulheres participaram do evento (foto EPA/J.L. PINO)

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h15

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Mais uma da corrida noturna de sábado

Chuva com cãibras

O repórter ALEXANDRE NOBESCHI, 27, atleta das letras na vizinha editoria Cotidiano, aqui na Folha, partipa de corridas há três anos. "Pseudoatleta desde sempre, comecei a correr só pra tirar uma onda e viciei", diz ele, que também participou dos 10 km encharcados do último sábado, na USP. Leia a seguir o relato que Nobeschi mandou especialmente para este blog.

"Era para ser só uma corrida noturna na USP, mas o que também se viu (ou melhor, se sentiu) foi um temporal daqueles que parecem acontecer só no verão. Nada que tenha atrapalhado a diversão dos 10 mil participantes, que, segundo os organizadores, estiveram na Fila Night Run.

É verdade que tem gente que prefere assim. Eu, estreante na modalidade às escuras e com chuva, ainda prefiro dar minhas pernadas pela manhã, mesmo com o Sol que muitas vezes nos castiga.

Correr à noite e com chuva fica mais fácil. Mas fica mais fácil pra todo mundo, cara pálida. E, pelo que vi, tinha uma turma que corria firme. Acho que queriam acabar mais rápido porque temiam os relâmpagos que iluminavam o caminho.

Antes da largada, aquele climão de balada. DJ, música eletrônica, gente bonita e tal. Minutos antes do sinal liberando a boiada, começaram os primeiros pingos --não havia até então a menor pinta de que o céu cairia.

Minha estratégia foi largar num ritmo confortável, de cinco minutos por quilômetro, até o corpo esquentar. Missão cumprida até o terceiro quilômetro, quando me propus a aumentar a passada e seguir um pouco mais rápido até o sétimo quilômetro, recuperar o fôlego no oitavo, e voar --para os meus padrões-- daí pra frente.

Mas a chuva também resolveu cair mais forte, e as pernas, que já haviam corrido atrás de bola na manhã do mesmo dia, começaram a ‘abrir o bico‘. Resultado: em vez de alargar as passadas, elas foram minguando. Eu via meu irmão abrir uma larga vantagem enquanto sua frase por eu ter ido jogar futebol martelava na minha cabeça: ‘Molecagem‘.

As cãibras dificultaram a vida no finalzinho, e eu não via a hora de sair debaixo daquele aguaceiro.

.....

PS.: O pessoal da Fila se propôs a fazer uma medalha bacanuda e tal, mas se esqueceram de gravar a data e o local da prova no galardão."

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h57

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Dia das Mães regado a corrida

Troca de ritmo

O último final de semana foi pródigo de boas corridas em São Paulo. Depois da sabatina noturna, a manhã domingueira brindou os atletas com uma prova de 10 km em benefício do GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). O sociólogo CARLOS DIÓGENES, 32, veterano de 132 corridas (sete maratonas e uma ultra), esteve lá e traz para nós um breve relato.

"Cheguei ao Ibirapuera às 7h, e o dia prometia ser bonito. Céu azul e sol, mas não estava quente; música, muita gente. Fiquei até com saudade --fazia um bom tempo que não participava de corridas e mais tempo ainda que não participasse das provas da Corpore. Como estava meio enferrujado, estabeleci uma meta de fechar abaixo de 50 minutos...

O meu setor de largada era o preto --o primeiro setor de largada antes da elite. Por incrível que pareça, no início o pessoal ainda respeitava os setores designados para a largada, mas, próximo às 8h, começou uma pulação da grade e lotou de gente de outros setores...

É legal sair na frente --não pega trânsito, mas, por outro lado, o ritmo sempre é mais forte: acabei passando o primeiro quilômetro 4min40min. No segundo, que fechei em 4min45, encontrei um amigo e combinamos fechar sub50min.

Mas, dois quilômetros mais tarde, percebi que ainda estava num ritmo mais forte do que poderia. Apesar de a cabeça querer correr, o coração e a panturrilha não deixavam. Eles me lembravam de que precisaria treinar mais para voltar aos bons tempos ...

Meu amigo se foi, e eu relaxei. Sabia do sobe-e-desce e do vai-e-vem da avenida 23 de Maio e resolvi curtir a música, apreciar a paisagem e os outros corredores.

Quando saímos da 23, sabia que agora faltava uma retona, duas curvas e uma subidinha até a chegada. Comecei a acelerar, passei o km 9 a 4:40min/km.

E fui passando as plaquinhas "Faltam 800m", "Faltam 600m". No "Faltam 400m", viramos à direita, e a divisão dos caminhantes e corredores sumiu, e acabou formando um engarrafamento de corredores, caminhantes e carrinhos de bebê, principalmente na ultima curva.

Mesmo assim, fiz o ultimo quilômetro a 4min10, fechando com 47min50, fiquei feliz. No final, peguei a medalha (bonitinha, mas igual as outras medalhas) e o kit Corpore com bolinho de chocolate, sanduíche, frutas, água.

Foi um bom início do Dia das Mães!"

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h58

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Chuva tempera corrida noturna

Muvuca e dilúvio

A web designer CINTHIA SUENAGA, 31, é apaixonada por corrida e por ciclismo --bom, e também pelo marido, um "paraquedista maluco", segundo ela, que é recém-casada. Mesmo assim, por causa dos rumos profissionais, acabou ficando uma ano e meio fora das corridas. Voltou no último sábado, quando participou, com duas irmãs, da Fila Night Run, na Cidade Universitária. Leia a seguir o relato que ela faz da prova (e visite também o blog Paixão pela Magrelinha, em que Cinthia fala do mundo do ciclismo).

"Nunca fui uma pessoa pontual, acho que é de família. E, como estava indo para a prova com minhas irmãs, é claro que saímos de casa em cima da hora. Talvez seja por isso que tivemos que estacionar o carro bem longe da largada e correr um pouquinho mais do que os 10 km do percurso da prova.

A organização, no início, estava um pouco confusa. Fomos à portaria 2 da USP (ok, ok, não lemos o regulamento que dizia que estaria fechada), nos mandaram para o portão 1, de onde nos mandaram para o 3. Paramos o carro perto do 1, e trotamos até lá, onde vimos que haviam liberado a entrada dos carros (!!!).

A largada foi pontual, e a chuva também. Demoramos exatamente 7min48seg para passar pelo tapete da largada, e ainda assim não conseguíamos correr. Só a partir do km 4, quando os trajetos dos 5 e dos 10km se separavam, é que houve um pouco menos de muvuca. Mas aí o dilúvio começou. Além de ter de desviar das pessoas e das poças, lutava para tentar enxergar alguma coisa. A chuva não poderia ficar mais forte, e por sorte não vi ninguém caindo na minha frente. Mas, como uma corredora de aventura, achei divertido, no mínimo diferente, esse temperinho da prova.

Fui com minhas duas irmãs, e tenho mais uma, que até chegou a se inscrever, mas ficou gripada e achou melhor abortar a missão.... Não corremos juntas, mas só o fato de termos largado juntas já foi muita emoção. Terminei a prova em 1h02, até que não fui tão mal para quem está voltando a correr... As minhas irmãs Claudia e Cristina terminaram em 1h13 e 1h06. Elas foram muito bem!!! E agora estão começando a se preparar para Meia da Disney!!!

Achei a organização da prova muito boa: tinha vários postos de hidratação, isotônico e frutas na chegada. A medalha também estava muito bonita. Enfim, foi uma aventura e tanto, adoramos!!!"

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h38

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Maratona agora também é coisa de criança

Garotão emedalhado

As maratonas costumam traçar um limite mínimo de idade para seus participantes, exigindo que os inscritos tenham pelo menos 18 anos. É porque se acredita que, para corpos ainda é formação, as exigências da longa distância são prejudiciais.

Mas o garotão Richard Trageton, de apenas 15 anos, não quis nem saber. Inscreveu-se na maratona de Fargo, correu e completou os 42.195 metros no último sábado.

Ele já tinha corrido duas vezes a meia-maratona e acabou envolvendo toda a família no projeto de completar a distância maior.

Sua planilhas, por exemplo, foram organizadas por sua mãe, que foi buscar informações em sites dedicados a candidatos a maratonistas.

Além dos treinos, a preparação do menino incluiu modificação nos hábitos alimentares: fez cortes no consumo de refrigerantes, doces e hambúrgueres....

E completou a prova em 4h57min19.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h41

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Fotos do dia

Cenas da maratona de Praga

 

É uma cidade muito bela, a capital da terra de Zatopek, que hoje abrigou a 15ª edição de sua maratona, com a presença de mais de 6.000 corredores --até um cachorrinho participou (fotos Reuters).

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h19

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RS tem áreas de risco de febre amarela

Maratonista vacinado

Quem vai participar da maratona de Porto Alegre deve conversar com seu médico sobre a necessidade de vacinação contra a febre amarela, doença que atingiu várias cidades do Rio Grande do Sul. E também ataca regiões de São Paulo.

Porto Alegre, segundo o secretário municipal de Saúde, Eliseu Santos, não é considerada área de risco, porque lá não houve nenhum caso da doença em humanos ou macacos. "A cidade é considerada área ampliada de vacinação, devido à morte de dois bugios no município vizinho de Guaíba. Vamos imunizar a população de forma gradativa", diz ele.

O jornal local Zero Hora publicou um material especial sobre a doença, que você pode conferir AQUI.

Entre as informações, há um texto de perguntas e respostas em que o diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Francisco Paz, esclareceu algumas dúvidas de leitores.

Ele diz: "O Rio Grande do Sul não registrava mortes por causa de febre amarela desde 1966. Porém, desde o início deste ano, duas pessoas foram vítimas comprovadas da doença".

E também alerta: "A vacina pode trazer reações adversas graves. Por essa razão, não tem sentido vacinar quem não está exposto ao risco. A Febre Amarela Silvestre só é transmitida pela picada do mosquito, que vive na mata e não sai de lá. Não há outra forma de transmissão, não havendo risco algum para quem não entra em contato com o mosquito transmissor. A vacinação só é indicada para quem mora em área de circulação viral ou vai se dirigir para tal área. Nestes casos o risco de contrair a doença é maior do que o risco de ter reação vacinal".

Bom, a todas essas, como é que fica o corredor que vai participar dos eventos em Porto Alegre?

Minha primeira sugestão é que você busque mais informações sobre a doença, como nos links que coloquei neste texto. Fale com seu médico sobre a necessidade de vacinação. Há casos em que ela não é recomendada e pode até matar --leia texto AQUI.

Eu já me vacinei contra a febre amarela há alguns anos, e a vacina ainda está valendo (ela tem efeito por dez anos, a crer no que dizem os especialistas).

Se você não é vacinado e pretende fazê-lo, vá logo, porque a imunização só começa a ter efeito dez dias após a vacinação.

Aliás, é bom saber que São Paulo também tem vários municípios considerados área de risco, como informa texto publicado pela Secretaria Estadual da Saúde, que você pode ler AQUI. E você encontra AQUI uma lista de postos de vacinação.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h55

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Treinos finais para a maratona de Porto Alegre

Longão de respeito

Faz tempo que eu não treino por um período tão longo para uma maratona como venho fazendo para a de Porto Alegre, que vai marcar o décimo aniversário de minha estreia no mundo dos 42.195 metros.

Nos últimos anos, tenho pulado de uma corrida para outra, e as planilhas de treinos nem sempre são obedecidas; acabam adaptadas às necessidades do trabalho e aos desejos surgidos no meio do caminho.

Neste ano, não. Venho treinando obedientemente, de olho no objetivo de novamente chegar perto das 4h ou, pelo menos, fazer uma corrida sem dores, só de alegria. A bem da verdade, fiz uma maratona em março, bem divertida, que entrou de contrabando, bagunçando um pouco os projetos idealizados por meu treinador.

Azar, a vida é assim mesmo. Mas, depois dela, segui à risca (ou quase) as orientações técnicas e agora, a uns 20 dias na prova, estou na reta final.

Na última quinzena, corri duas meia-maratonas, uma para tempo e outra para seguir na estrada pelo maior tempo possível sem ficar cansado ou chateado. E hoje fiz um longão de respeito, 31 quilômetros pelas ruas de São Paulo, enveredando pela Cidade Universitária.

Conto logo o mais legal do treino: depois de uns 16 quilômetros no confortável ritmo entre 6min30 e 6min50, decidi partir para uma volta mais rápida, mais energizada e tasquei oito quilômetros para um pouquinho menos de 6min/km, o que é forte para os meus padrões.

Deu para suar e, mais importante ainda, deu para me emocionar, ver a passagem dos 30 km na prova, imaginar o retão ao lado do Guaíba, fazendo força para acelerar, manter o ritmo e ganhar bem o trecho final.

Agora, vou tratar de aproveitar essas imagens para que elas me levem com carinho até a largada.

Nos próximos dias, a reta final mesmo para a Maratona de Porto Alegre, a maioria dos treinos será de rodagem simples, em ritmo confortável, por de oito a 15 quilômetros. Provavelmente terei mais um longo e talvez ainda um treino de ritmo, de uns 15 km.

Vou contando tudo isso porque alguns leitores pediram dicas para esses 20 dias que faltam para a prova. Não sou treinador, e cada um é cada qual, mas posso, pelo menos, contar o que vou fazer e falar, para quem está debutando na distância, sobre alguns cuidados.

O primeiro e mais importante cuidado é prestar atenção em você mesmo. A partir de agora, dificilmente você vai ganhar alguma ou muita coisa se forçar distância ou intensidade. Aliás, se exagerar pensando que vai recuperar algum treino perdido, corre risco de se estrepar.

Eu faço duas ou três semanas de resfriamento ou polimento antes da prova: diminuo o volume semanal total e mantenho apenas um treino mais importante, ou de distância ou de ritmo, nesse período.

Começo a cuidar mais da alimentação, do descanso, da hidratação. Penso na prova, mas procuro não me fixar em números, em um tempo-objetivo, e sim no desempenho mesmo: me ver correndo, controlando o ritmo, acelerando, relaxando, retomando...

E penso na festa que vou fazer quando terminar.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h10

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Boas maneiras na corrida aumentam a diversão

Respeito e bom senso

Em recentes corridas e treinos em parques, passei por momentos desagradáveis por causa da atitude desastrada e egocêntrica de outros corredores.

Em uma meia-maratona, em Porto Alegre, quase fui derrubado por um sujeito que participava do revezamento e estava doidão para passar o bastão para outro de sua equipe; caminhando no parque Villa-Lobos, em São Paulo, por pouco não fui atropelado por um corredor que, em pleno domingão ensalorado, com o parque lotado, resolveu fazer na trilha dos caminhantes o seu treino de velocidade ou de ritmo, sei lá.

Se o quase tivesse se transformado em fatos concretos, a minha diversão e a do outro cara seriam prejudicadas, assim como provavelmente a de outros em torno. Foi o que me levou a pensar que, como em todos os outros lugares da vida social, os treinos e corridas também são momentos em que precisamos exercitar o bom senso e o respeito ao próximo, respeitando algumas regras básicas de convivência e de respeito ao próximo.

Comecei até a fazer uma listinha, uma espécie de decálogo do corredor bem-educado, mas acho melhor deixar as coisas mais simples, sugerindo dicas que, espero, ajudam a melhorar o relacionamento nas ruas e nas pistas --ou, pelo menos, ajudam a impedir choques e enfrentamentos.

A primeira dica é exatamente esta: não atropele ninguém. Por mais rápido que você esteja ou deseje estar, passar por cima de outrem não vai ajudar em nada a melhorar o seu tempo; ou contrário, vai fazer com que você perca o ritmo, além de poder machucar alguém e sair machucado. Portanto, preste sempre atenção nos outros. Se estiver mais rápido, desvie, diminua o ritmo. E não fique gritando dizendo para o sujeito abrir ou sair da frente. O caminhante ou corredor mais lento pode estar menos atento do que você, e gritar só vai assustá-lo ou irritá-lo, podendo também prejudicar seu treino.

Outra coisa desagradável é a forma como grupos de corredores e caminhantes tomam conta da pista. Algumas assessorias esportivas colocam suas alunos para correr em batalhão, no Ibirapuera ou na USP, e parecem ser os donos do terreiro. Procure prestar atenção nisso. É muito legal correr em turma, conversando e fazendo brincadeiras. Mas há que deixar espaço para quem pode querer ultrapassá-los e, especialmente, para quem vem em sentido contrário.

Se você corre ouvindo música, lembre-se que essa é uma escolha sua, e que ninguém é obrigado a ouvir música enquanto corre nem muito menos apreciar o seu gosto musical. portanto, mantenha o som num volume apropriado ao seu mundinho, sem incomodar o mundão.

Depois de beber água, olhe para o lado antes de jogar fora seu copo. O mesmo vale para cusparadas e outras emissões comuns em treinos e corridas.

Bom, eu já fico satisfeito com isso: se ninguém me atropelar, não fechar meu caminho, não me obrigar a ouvir o som de seu iPod e não cuspir em mim, já está meio caminho andado para um bom treino. Mas há gente que considere que há muito mais regras necessárias para o bom andamento de treinos e corridas.

Mario Rollo, diretor técnico da Corpore há mais de dez anos, chega a dar uma dica para o corredor não feder durante a prova: "Caso não possua desodorante, utilize metade de um limão e passe em baixo do braço". A sugestão está em um artigo de Rollo publicado há um tempão no WebRun (clique AQUI para ler o texto completo; o documento é de 2002, e eu tive um certo trabalho para conseguir abrir o link, mas ele funciona, sim).

Em sites estrangeiros, há listas muito mais completas, detalhadas. Chegam ao ponto de serem um tanto ranzinzas, mas, de qualquer forma, não custa dar uma olha para ver o que os caras pensam. Confira AQUI as dicas do New York Road Runners Club, que organiza a maratona de Nova York. O texto é do ano 2000, superdetalhado; mais direto ao ponto é a lista de regrinhas apresentadas pelo Corredor Careca, que você pode ver AQUI. Finalmente, sugestões de boas maneiras para quem participa de corridas em trilha podem ser vistas AQUI.

E fique à vontade para mandar suas histórias de maus momentos em treinos ou corridas provocados pelo desrespeito às regras básicas de convivência.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h07

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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