Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Já estão abertas as inscrições para a São Silvestre

Primeiros pagam menos

A corrida de São Silvestre já começou. Pelo menos, na internet. Estão abertas as inscrições para a mais tradicional prova de rua no país, que chega neste ano à sua 86ª edição. Há 20 mil vagas, e as inscrições devem ser feitas pelo site da organização.

Os preços para o pelotão geral variam conforme a data de inscrição. Até o próximo dia 10, o registro custa R$ 85. De 11 a 31 de outubro, sobre R$ 5, e em novembro vai custar R$ 95.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h55

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Treinador de corredores de elite está pessimista com atletismo brasileiro

“A situação é ruim”

 

A minha coluna desta terça-feira no caderno Equilíbrio, da Folha (AQUI, para assinantes da Folha e/ou do UOL), comenta a recente medida provisória de apoio ao esporte de alto rendimento no país. Anunciada no apagar da luzes deste governo, a medida me parece positiva, opinião que ouvi também de vários entrevistados que cito no texto.

 

O problema é que, apesar de, em princípio, benéfica, a iniciativa dificilmente vai possibilitar a descoberta de novos talentos, coisa que exige uma política ainda mais ampla e de prazo mais longo que o horizonte de Rio-2016. Com o aporte de recursos, talvez seja possível burilar algumas promessas existentes hoje, disseram alguns de meus entrevistados. Ou menos que isso, de acordo com o quadro pintado por Claudio Castilho, treinador de corredores de elite do clube Pinheiros, como o maratonista olímpico José Telles, além de corredoras como Maria Zeferina Baldaia e Adriana da Silva.

 

Eis a avaliação que ele faz da situação atual do mundo dos corredores de elite no país: “A situação é realmente ruim no fundo brasileiro. No masculino, temos volume de corredores, mas não qualidade. Está se tornando normal subir no pódio de qualquer prova com marcas bem fracas, algo como 29min30 até 30min30 nos 10 km e todos aceitarem isso como uma coisa normal. Na meia maratona, então, temos um único atleta que corre normalmente sub1h03 (Marílson). Todos os demais acima --e bem acima-- disso. Vejo que de forma geral os atletas fogem dos combates e dentro das provas se acomodam com posições que garantam premiações mínimas”.

 

Para o treinador, é difícil apontar um único motivo para essa situação. Ele diz: “Prefiro acreditar que todos nós minimamente envolvidos no atletismo temos nossa parcela de culpa: confederação, federações, clubes, treinadores e atletas. Não cito aqui os organizadores de prova, por não considerar que algum dia eles se preocuparam com a evolução do atletismo; eles só buscam lucros e negócios através do nosso esporte. Creio que a CBAt deveria ser mais incisiva e taxativa em relação a normativa para todos eles”.

 

Sem fugir a polêmicas, Castilho continua a montar um quadro pessimista em relação às chances de o país ter boa participação nas provas de fundo no Rio-2016: “No feminino, a coisa é muito, mais muito pior, pois não temos nem volume (quantidade de atletas). A atleta mais jovem no momento é a Michele Chagas, e olha que já a conheço desde a categoria pré-mirim, o que deve fazer pelo menos uns 12 anos. Nossas outras atletas que poderiam ter conquistado algo estão lesionadas e praticamente abandonaram a competição, como Lucélia Perez e Pretinha (Ednalva Laureano). As demais todas estão acima dos 29 anos de idade e com muito tempo de atletismo”.

 

O treinador faz ainda um alerta e apresenta propostas: “Estamos muito atrasados no processo de descoberta de talentos, temos que fazer algo para que haja um retorno ao esporte escolar regional. Não me agrada a política de fazer a política do `saiu atleta novo manda buscar´ porque, além de ser mais caro, a chance de dar errado é grande".

 

E conclui: "Penso que os ministérios do Esporte e da Educação deveriam sentar e fazer a lição de casa, primeiro incentivando a pratica das modalidades nas escolas, segundo incentivando e preparando os professores para esse futuro com as crianças. Basta aparecer um garoto que o professor, quase sem nenhum conhecimento, tenta conduzir o treinamento, muitas vezes inadequado”.

 

 

PS.: As respostas de Castilho chegaram depois do fechamento de minha coluna publicada no jornal.

Escrito por Rodolfo Lucena às 04h07

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Adriana se une às melhores da maratona no Brasil

Quinta sub2h33

A melhor novidade para o atletismo brasileiro na maratona de Berlim, realizada ontem nas ruas daquela cidade alemã, foi o bom desempenho de Adriana da Silva.

Ela não chegou perto do índice para o Mundial, de 2h30min59, mas conseguiu entrar no Top 5 das melhores maratonistas brasileiras da história.

Com frio, chuva e ventania, Adriana completou a prova em sétimo lugar entre as mulheres, cravando 2h32min30, tornando-se uma das cinco brasileiras que correram os 42.195 metros em menos de duas horas e 33 minutos.

E fez isso no que os especialistas chamam de split negativo, ou seja, correndo a segunda parte da prova em menos tempo que a primeira. Ela foi exatamente um minuto mais rápido na segunda metade da maratona, indicando uma boa administração de seus recursos físicos.

Pela ordem, as demais sub 2h33 são Carmen Oliveira, Márcia Narloch, Janeth Mayal e Viviany Anderson.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h40

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Gorilas se enfrentam nas ruas de Londres

Fantasiados por uma causa

 

Corredor fantasiado de gorila cumprimenta público que acompanha a Great Gorilla Run, corrida beneficente realizada ontem em Londres (foto AP).

A prova, em que os participantes se vestem de gorilas e enfrentam uma distância de 7 km, arrecada fundos para a The Gorilla Organisation, entidade que realiza projetos na África em áreas onde o habitat de gorilas está ameaçado.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h54

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Queniano bate recorde mundial dos 10 km

Primeiro sub27

O jovem queniano Leonard Patrick Komon derrubou hoje, na Holanda, o recorde mundial dos 10 km. Komon, 22, venceu a Singelloop, em Utrecht, em 26min44, tornando-se o primeiro homem da história a completar a distância em menos de 27 minutos, em corridas de rua. A marca anterior era de 27min01, estabelecida pelo também queniano Micah Kogo também na Holanda, no ano passado.

Só para você ter um termo de comparação, Marílson Gomes dos Santos venceu os 10.000 m (pista) no Troféu Brasil, neste mês, com 28min44s59. Se estivesse na prova holandesa, faltaria a ele ainda quase um quilômetro para correr no momento da vitória do queniano.

Komon cumpre, assim, a promessa que fez no ano passado, quando venceu em Utrecht com 27min10, estabelecendo então a quinta marca dos 10 km na história. Ele disse na época que pretendia voltar à cidade para tentar derrubar o recorde mundial e baixar dos 27 minutos.

Medalha de prata no Mundial de cross country de 2008, Komon saiu com tudo, fechando o primeiro quilômetro em 2min36 e atingindo a metade da prova em 13min19. Como se percebe, deu uma "esmorecida" na segunda parte, que fez pouca coisa mais lentamente (13min25)...

O recorde ainda precisa ser homologado pela IAAF.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h02

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Três fecham maratona de Berlim com sub2h06

Pódio histórico

Nunca antes na história das maratonas Berlim viu um pódio tão nivelado: os três líderes da veloz prova concluíram a disputa em menos de duas horas e seis minutos --os três chegam em um intervalo de apenas 17 segundos. Apesar da alta velocidade da turma, o recorde mundial, estabelecido ali mesmo no asfalto germânico, há dois anos, pelo etíope Haile Gebrselassie, nem chegou a ser ameaçado.

Chuva, que chegou a bater forte ao longo do percurso, e vento impediram a corrida contra a marca de Haile, e exigiram muita força dos quenianos Patrick Makau e Geoffrei Mutai, que já tinham duelado na maratona de Roterdã, no primeiro semestre, quando estabeleceram os melhores tempos deste ano. POis os dois mantiveram os postos: Makau chegou com 2h05min08, dois segundos à frente do rival. Bazu Worku, da Etiópia, completou em 2h05min25 para conquistar o terceiro posto.

A prova feminina foi um pouco menos concorrida, pois a vitoriosa etíope Aberu Kebede, que chegou em 2h23min58, conseguindo uma folga de um minuto sobre a compatriota Bezunesh Bekele. O que não significa que não tenha se esforça muito: depois de cruzar a linha, botou os bofes para fora e precisou de ajuda para se recompor e ir receber as homenagens para a conquista.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h05

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Sargento da Rota completa ultra de 246 km na Grécia

Não deu para Valmir

O sargento Rosivaldo Santos Ferreira, 39, foi o único "sobrevivente" da delegação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), batalhão de choque da Polícia Militar de São Paulo, que participou da Spartathlon, ultramaratona de 246 km realizada entre Antenas e Esparta, na Grécia. A equipe tinha ainda três soldados, que desistiram da competição ao longo do terrível percurso, que apresenta grandes variações de altitude e de clima.

Isso não é desdouro para ninguém: o melhor ultramaratonista brasileiro, Valmir Nunes, que venceu a dificílima prova em 2001, chegou a ficar entre os líderes da prova, ocupando o terceiro posto, também abandonou. Outro que desistiu da empreitada foi o experiente treinador de ultramaratonistas Herói Fung, que acompanhou o pessoal da Rota.

Já o jornalista Harry Serrão, de Santos, não só conseguiu ir até o final como foi o melhor brasileiro na competição. Serrão, de 36 anos, fechou em 33h49min37, completando a disputa num sensacional 49º lugar.

A conquista é mais bacana ainda considerando a história deste corredor que, em 2002, terminou uma corrida de aventura mal conseguindo andar, vítima de fortes dores nas costas que o deixavam todo travado.

"Na época, eu tinha apenas 28 anos, mas minha coluna tinha 80, com hérnias de disco na L1-L2, L4-L5 e uma protusão discal da L5-S1. Cheguei a ouvir uma neurologista dizer que eu não conseguiria nem mesmo carregar meus filhos. Era o fim da minha curta vida no esporte", conta ele em seu blog, que você pode ver AQUI.

O corredor resistiu ao diagnóstico, passou a fazer fisioterapia e foi voltando lentamente às atividades normais. "Em menos de seis meses eu já estava rodando bem devagarinho, mas pra mim aquilo bastava. Tive que abandonar todos os outros esportes e me apeguei a corrida", diz ele.

Em 2004, correu em São Paulo sua primeira maratona. Hoje já são seis maratonas e oito ultras, currículo que agora ganha mais uma, especial demais.

A Spartathlon reproduz a rota que supostamente foi percorrida, há 2.500 anos, pelo soldado-mensageiro Fidípides, que partiu de Atenas para pedir a ajuda dos espartanos contra a ameaça de invasão dos persas.

Esparta negou fogo, e Fidípidepes voltou correndo para Atenas, que então teve de se preparar sozinha. Conseguiu, como se sabe, vencer a famosa batalha na baía de Maratona, que inspirou a criação da prova de mesmo nome na primeira edição dos Jogos Olímpicos de nossa era, em 1986.

Bom, mas voltando à Spartathlon que terminou hoje em Esparta: o sargento Rosivaldo completou o percurso em 34h56min02, no 93º posto.

Ele faz parte da turma de ultramaratonistas do batalhão de choque da PM que treinam sob a orientação do mestre Fung. O treinamento deles, como o da maioria dos amadores, é feito nas poucas horas de folga e, mesmo assim, eles costumam rodar de 20 a 30 quilômetros por dia.

A PM divulgou informações sobre a aventura do sargento e dos três soldados, mas destaca que a participação é iniciativa dos próprios militares. "Eles mesmos se inscreveram e se esforçaram, com a ajuda de alguns patrocínios, para arcarem com os custos. A premiação e recompensa final são pelo fato de terem participado e cumprido a prova", disse o comandante da Rota, tenente-coronel Paulo Telhada.

A edição deste ano da Spartathlon foi vencida pelo italiano Ivan Cudin, um engenheiro mecânico de 35 anos que completou o percurso em 23h03min06. Ele liderou desde cedo e terminou com folga de quase meia hora em relação ao segundo colocado, o holandês Jan Albert Lantink, que trabalha na área da saúde.

A vencedora no feminino foi a britânica Emily Gelder, que cruzou a linha de chegada em 30h17min03, o que lhe valeu o 14º posto geral.

Na edição deste ano, largaram 351 corredores; mais da metade não chegou ao final.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h45

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Pódio de Valmir Nunes na Spartathlon está ameaçado

Policias da Rota também entram na ultra grega

O melhor ultramaratonista do Brasil voltou à Grécia neste ano para mais uma vez disputar a Spartathlon, superultramaratona de 246 quilômetros de Atenas a Esparta. Nunes, que já foi campeão da prova em 2001, ainda se mantém entre os líderes. Até pouco tempo atrás, apenas quatro corredores tinham chegado ao posto de controle número 52, na marca dos 172 quilômetros.

Naquele momento, Valmir detinha o terceiro lugar, mas vinha perdendo terreno para um feroz perseguidor, o alemão Jan Prochaska. O rival chegou ao posto apenas 13 minutos depois do brasileiro que, no posto de controle anterior, tinha uma vantagem de 50 minutos.

Além de Nunes, a edição deste ano da prova teve a presença do veterano treinador de ultras Herói Fung, que acompanhou uma delegação de policiais da Rota por ele orientados. O sargento Rosivaldo Santos Ferreira, 39, e os soldados Getúlio Ferreira Martins, 42, Rogério Andrade Viana, 44, e Carlos Alberto dos Santos, 45, largaram na difícil competição.

Entre eles, apenas Rosilvado Ferreira aparece na listagem do posto de controle do km 124, por onde também passou o brasileiro Harry Serrão, jornalista de Santos que começou a correr ultras em 2007. Nenhum deles aparece na passagem do km 148,5.

Na sua 28ª edição, a Spartathlon não apenas oferece alto desafio por causa do percurso superondulado (para dizer o mínimo) como também pelas exigências de desempenho. Os competidores da ultramaratona devem passar pelos 246 km --distância maior que a entre as cidades de São Paulo e Botucatu-- em até 36 horas. O trajeto de asfalto, trilha e montanha possui um ponto com 1.200 metros de altura. O clima também varia muito. Os corredores podem fazer cerca de 70 pausas em postos de controle colocadas a cada três ou quatro quilômetros, apenas para comer e um xixizinho amigo ou outras necessidades imperiosas.

Segundo informações da Polícia Militar, este é o segundo ano em que policiais da Rota participam da corrida. No ano passado, o soldado Rogério Andrade Viana chegou a largar, mas abandonou a prova por causa de uma contusão. Os ultraPMs treinam durante as horas de folga, fazendo de 20 a 30 km por dia.

Apesar da divulgação feita pela corporação, os policiais não tiveram muito apoio para a viagem, de acordo com o comandante da Rota, tenente-coronel Paulo Telhada: "Eles mesmos se inscreveram e se esforçaram, com a ajuda de alguns patrocínios, para arcarem com os custos. A premiação e a recompensa final são pelo fato de terem participado e cumprido a prova".

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h30

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Maratona de Berlim promete alta velocidade

Jovens disputam lugar de Haile

O recordista mundial da maratona, Haile Gebrselassie, não estará nas ruas de Berlim no próximo domingo, queimando o asfalto onde por duas vezes estabeleceu as melhores marcas da prova na história.

Mas, se o experiente etíope deu preferência ao charme das onduladas ruas de Nova York, um esquadrão de jovens quenianos estarão domingo secos para aproveitar o percurso plano em terras germânicas.

O dono da melhor marca é o Patrick Makau, 25, que correu a maratona de Roterdã, em abril, em 2h04min48, estabelecendo o melhor tempo do ano. Seu vice naquela prova, Geoffrei Mutai, volta a desafiá-lo: na prova holandesa, Mutai, que já correu uma meia maratona em 59min30, cravou 2h04min55.

Com tempos superiores a 2h05, destacam-se o queniano Eliud Kiptanui, 21, que correu apenas duas maratonas e fechou a segunda em 2h05min39, o etíope Bazu Worku, 20, que aos 18 anos correu a maratona de paris em 2h06min15, e o queniano Gilbert Yegon, 22, que quebrou o recorde da maratona de Amsterdã, que era de Haile. Foi sua primeira maratona, no ano passado, e marcou 2h06min18.

Esses são os que despontam com mais credenciais, mas há vários outros sub 2h07 que podem surpreender, se as condições estiverem abaixo de ótimas (como costuma estar em Berlim). Como se sabe, currículo não ganha maratona.

Entre as mulheres, a mais rápida é Bezunesh Bekele, 27, que correu 2h23min09 no calor de Dubai em 2008. Sua principal concorrente é a também etíope Aberu Kebede, 21, bronze no mundial de meia maratona do ano passado; seu melhor tempo é de 2h24min26, também em Dubai.

A japonesa Tomo Morimoto, 26, chega credenciada por um tempo de 2h24min33, e a prata da casa é Sabrina Mockenhaupt, 29, campeã alemã dos 10.000 m no ano passado. A quinta mais bem ranqueada da prova é a etíope Genet Getaneh, 24, cuja melhor marca é 2h26min27, em Dubai no ano passado.

Todas essas marcas parecem coisa pouca comparadas com o recorde de 2h15min25, mas são uma enormidade para as corredoras brasileiras, que há mais de sete anos não sabem o que é correr abaixo de 2h30 --em abril de 2003, Marcia Narloch cravou 2h29min59 em Hamburgo, na Alemanha. E a melhor marca de uma corredora brasileira é 2h27min41, estabelecida em 1994, em Boston, pela grande Carmen de Oliveira, que ainda hoje detém também os recordes dos 10.000 m e dos 5.000 m.

Pois neste ano uma brasileira vai tentar chegar perto da marca. Adriana Aparecida da Silva, 29, já está em Berlim tentando acalmar o nervosismo, fazer aqueles trotes leves e reparadores, preparando-se para o que pode ser a abertura de novos horizontes para sua carreira.

Na semana passada, ela aproveitou o Troféu Brasil, realizado em São Paulo, para fazer seu apronto final. Correndo contra especialistas, ficou em terceiro nas provas de 10.000 m e 5.000 m. Completou as 25 voltas na pista em 34min28s69, o que não deve assustar nenhuma das etíopes citadas acima, mas já dá para pensar em um bom desempenho.

É exatamente isso o que ela me disse que pretende: "Quero correr bem". Afirmou não pensar em um tempo específico, mas é claro que o índice para o Mundial de atletismo (2h30min59) deve estar marcado em seu caderninho.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h36

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Revezamento atrai milhares para as ruas de São Paulo

Debute no asfalto

 

O clima colaborou com os participantes da Maratona Pão de Açucar de Revezamento, realizado ontem na zona sul de São Paulo, percorrendo avenidas como a Rubem Berta, no alto, e a 23 de Maio, abaixo (fotos Caio Guatelli/Folhapress).

Maior evento de corridas no país, a prova teve 32 mil inscritos, e serviu de palco para a estreia de uma verdadeira multidão: nada menos de 23% dos inscritos jamais haviam participado antes de uma corrida de rua.

Apesar da muvucada geral, teve gente que conseguiu espaço até para correr com seu melhor amigo, como você vê na foto abaixo (Luiz Carlos Murauskas/Folhapress).

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h04

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Maratona festeja 50 anos de ONG Cubana

Correndo pela revolução

Corredores participam de maratona realizada ontem em Havana (fotos EFE) para comemorar os 50 anos do Comitê de Defesa da Revolução, uma entidade não governamental que organiza os moradores do país para desempenhar tarefas de vigilância coletiva.

A corrida partiu do centro velho de Havana, em frente ao antigo palácio presidencial, hoje Museu da Revolução, e percorreu as ruas da cidade.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h56

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Garoto de 12 anos passa da meia maratona

Rompendo barreiras

Alexander Abramson é faixa preta em artes marciais, o que pode parecer impressionante, mas não é nada inesperado, já que enfrentou adversários de sua categoria, e a honraria é a chamada “júnior’, para meninos de 12 anos, como Alex, de North Miami Beach.

O que é incomum é a disposição do garoto de ajudar o próximo: decidiu usar sua habilidade física para arrecadar fundos para um hospital local que atende crianças com câncer.

Montou um site (confira AQUI) e saiu pela vizinhança para obter apoio financeiro; em troca, correria uma meia maratona. “Vou fazer mais do que isso”, garantiu ele.

Com uma frequência cardíaca de apenas 48 batimentos por minuto em descanso, foi liberado pelo seu pediatra para a empreitada e recebeu o apoio da família.

No dia 29 de agosto, partiu para sua prova, que não era uma corrida oficial. Ele se propôs a dar voltas em um parque de Miami até completar ou passar a distância.

E cumpriu o prometido. Fechou a maratona no respeitável tempo de 2h08 e ainda deu mais duas voltas, passando dos 25,5 km.

O que mais impressionou os adultos, porém, foi a arrecadação financeira, pois conseguiu um total de US$ 2.479 em doações. “Eu imaginava que ele fosse conseguir apenas  uns duzentos e pouco”, disse seu pai.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h47

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Dicas para se dar bem na maratona de revezamento

Atenção e paciência

 

Mesmo no finalzinho de minhas férias, consegui escrever a reportagem de capa do caderno Equilíbrio de hoje, que trata da maratona de revezamento que será realizada no próximo domingo em São Paulo (LEIA AQUI, para assinantes da Folha e/ou UOL).

A prova tem 32 mil corredores inscritos, o que a coloca entre os maiores eventos do gênero no mundo. É muito bacana, atraindo debutantes para o mundo das corridas: é a primeira vez para 23% dos inscritos.

Bom, na reportagem publicada dou algumas dicas para quem quer passar pelo dia sem muito estresse. Porque, é bom que se diga, a prova é bem muvucada e nem sempre bem organizada.

 

Bueno, sem mais, seguem minhas dicas:

 

1. Chegue cedo (pelo menos 45 minutos antes da largada ou do horário previsto para sua participação)

 

2. Nas equipes de oito, pelo menos os quatro primeiros devem estar na largada, para não deixar o time nervoso

 

3. Saiba onde você deve se posicionar para receber a munhequeira

 

4. Certifique-se de que você sabe quem vai lhe passar a munhequeira e a quem você vai entregá-la

 

5. Se você for o capitão do time, tenha os números dos celulares de todo o time e não deixe de ligar para garantir que ninguém se atrase

 

6. Se você for o capitão, tenha uma estratégia pronta para o caso de algum corredor não aparecer (o regulamento pode parecer pouco flexível, mas na hora o que importa é que o time siga participando) 

 

7. Procure manter o bom humor mesmo nos piores momentos de muvuca; o engarrafamento vai passar e você eventualmente vai conseguir correr

 

8. Se você for o último corredor, lembre-se de usar o chip de conometragem, além da munhequeira, e não esqueça de pegar as medalhas do time

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h11

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Calor e vento marcam a Meia Maratona de Natal

Ano que vem tem mais

Cerca de 5.000 corredores participaram ontem da segunda edição da Meia Maratona de Natal, mais uma prova de longa distância que mexe e remexe no circuito nordestino de corridas, cada vez mais atraente.

A presença daquele povo foi no evento como um todo, pois havia ainda provas de 10 km e de 5 km.

Não é preciso dizer, mas eu digo, que o principal dessa prova é a beleza local: você corre o tempo todo com o mar ao lado, aquele verdão todo que alegra o coração e apazigua a alma.

Isso não quer dizer que os organizadores devam abusar da paciência e da boa vontade dos corredores. Pior que fizeram: apesar do sol inclemente, atrasaram a largada em cerca de 20 minutos, segundo relatos que vi na internet.

Uma vez dada a largada, porém, parece que saiu tudo a contento, não fosse o vento contra e o calor, que derrubaram muita gente corajosa.

Isso não aconteceu com o biólogo Gilmar Farias, professor da Universidade Federal de Pernambuco e observador de aves, que fez em Natal a terceira meia maratona de sua vida de corredor. Apesar das adversidades, ele terminou a prova em menos de duas horas e fez um belo relato no seu blog, recheando sua história com termos característicos do linguajar local. Vale a pena conferir o texto do Gilmar, que você pode ler AQUI.

Os campeões da corrida de Natal foram José Márcio Leão da Silva e Mary Emannuela  Oliveira.

Também ontem foi realizada uma meia maratona em Salvador, debaixo de forte calor (com o perdão da rima rica, mas o clima soteropolitano me causa estupor).

Ali, também, a beleza foi fundamental. Era um percurso ponto a ponto, com largada no farol de Itapoã, seguindo pela maravilhosa orla  e terminando no farol da Barra.

Entre as mulheres, a vencedora foi Marily dos Santos (1h18min03). No masculino, o campeão foi Giomar Pereira da Silva (1h06min49).

Saudações a todos os que participaram dessas duas corridas que, ainda que belas, devem ter sido duríssimas por causa do calor.  Continuo achando que, no nordeste, meia maratona deveria começar às 6h e maratona, às 5h.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h13

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Jardineiro das mil maratonas dá pau em ataque cardíaco

Rumo à vitória

Não foi um nem foram dois, mas três ataques cardíacos em sequência. Para completer, uma infecção de arrebentar (quase) todas as defesas do organismo humano.

Nem assim Norm Frank, que passou grande parte de sua vida tocando sua empresa de jardinagem, desistiu de sua meta: correr mil maratonas.

Há quase exatos dois anos, em outubro de 2008, a chegada parecia próxima. Ele havia completado, então, sua maratona de número 965, quilometragem suficiente para dar a volta ao mundo na altura do Equador e ainda sobrar quilômetros –afinal, cem daquelas mais de 900 provas foram ultramaratonas.

Aliás, se você é leitor antigo e fiel deste blog já deve conhecer o jardineiro e supermaratonista Norm Frank, pois ele foi o inspirador da crônica “Maratona na Veia”, a primeira de minha coluna +Corrida, no caderno Equilíbrio, da Folha, em novembro de 2006. Uma entrevista com ele dá mais brilho ao meu livro “+Corrida” –se você não tem o livro, confira a entrevista AQUI (é preciso rolar a página até chegar à entrevista).

Pois isso foi lá nos idos de 2006. A partir de 2008, depois dos ataques cardíacos e de outros problemas de saúde, ele ficou por muito tempo praticamente inválido. Durante um certo período, não teve sequer capacidade de controlar suas funções corporais.

Hoje Frank já deixou a cama e, apesar de ainda estar muito enfraquecido e tonto para caminhar sozinho, é capaz de se deslocar com a ajuda de um andador. Ele consegue até se manter mais ou menos equilibrado em uma esteira especial, na sala de ginástica da residência para idosos onde vive, em Brighton, Nova York (seu Estado natal).

“É horrível”, disse ele a um jornal local. “Eu não consigo controlar direito meu equilíbrio. Ainda bem que não levei nenhum tombo até agora.” Na próxima semana, ele vai começar a experimentar caminhar sem a ajuda do andador, apoiado apenas em uma bengala.

Antes disso, porém, vai a uma maratona. Não para correr, mas para receber justas homenagens e dar a largada à prova. Será neste domingo, em Rochester, sua cidade natal.

Ele é o único a correr todas as edições da prova, desde 1972, e pretendia fazer lá sua milésima maratona, no ano passado. Mas os problemas de saúde o deixaram em um estado de vertigem permanente.  

Aos 79 anos, ele ainda não abandonou a esperança de voltar a correr e talvez consiga auxiliado por um dispositivo desenvolvido na Universidade John Hopkins. Trata-se de um aparelho que, colocado no ouvido, ajuda o paciente a manter o equilíbrio. Deu certo com chinchilas, mas os testes em humanos só devem começar dentro de três anos.

“Eu quero experimentar isso”, disse Norm. “A essa altura, é minha única esperança”.

Em abril passado, na maratona de Boston, Norm foi homenageado pela USA Track&Field (a confederação de atletismo dos EUA) por ser o recordista norte-americano em número de maratonas

Foi uma espécie de chamado para o guerreiro voltar a pensar em retornar ao asfalto. “Eu sempre adorei o desafio, desde a minha primeira, em Boston, quando eu tinha 35 anos”, disse ele ao  “Democrat&Chronicle”. “Era um dia chuvoso e muito frio, horrível, mas, ao terminara prova, eu senti uma emoção como nunca havia vivido antes. A maratona me conquistou”.

“Agora que estou mais velho, é tudo mais difícil, mas a maratona ainda me emociona. Eu fico arrepiado cada vez que vou participar de uma prova. Isso nunca mudou.”

Agora ele vai em busca de outras emoções, as da cura. Pelo que vale, fica aqui a torcida deste blogueiro pela plena recuperação desse grande atleta da vida, exemplo e inspiração para milhares de corredores. Se você quiser saber mais sobre Norm Frank ou mandar uma mensagem de apoio ao corredor, clique AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h34

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Porto Alegre sediará Mundial de veteranos em 2013

Primeira vez na América do Sul

A capital do Rio Grande do Sul será a sede da 20ª edição do World Master Athletics Championships Stadia, o Mundial de atletismo para veteranos. O evento, que recebe da nata dos esportistas maiores de 35 anos, será realizado pela primeira vez em um país da América do Sul.

Segundo informações da Associação Brasileira de Atletismo Master, a competição deverá reunir mais de 7.000 atletas representando mais de 150 países.

Ao longo de 14 dias, serão realizadas provas de campo e pista, como saltos, arremessos e corridas, além de maratona marcha atlética de 10 km e 20 km.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h57

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Ana Claudia derruba recorde sul-americano dos 100 m

Marca já durava 11 anos

A velocista Ana Claudia Lemos Silva estabeleceu hoje novo recorde sul-americano nos 100 m. No Centro Olímpico do Ibirapuera, em São Paulo, ela venceu a prova no 4ª Torneio Federação Paulista de Atletismo cravando 11s15.

Em março passado, Ana Claudia já havia igualado o recorde anterior, de 11s17, estabelecido pela também brasileira Lucimar Aparecida de Moura em Bogotá, Colômbia, em 25 de junho de 1999.

Ela foi descoberta aos 13 anos no projeto Correndo pelo Futuro, de Criciúma (SC). Em 2008, integrou a delegação brasileira que participou das competições de atletismo nos Jogos de Pequim, convocada como reserva para a equipe do revezamento 4x100.

 

O recorde aguarda homologação.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h09

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Bolt sonha jogar futebol

Direto para o Manchester United

Não contente em tirar o resto do ano com sabático, depois de ser anunciado como o mais novo super-hiperrico do atletismo, o jamaicano Usain Bolt vem agora contar seus mais íntimos desejos ao público sequioso de novidades.

Pois o homem mais veloz do mundo gostaria de jogar futebol quando sua carreira nas pistas despencar –ou depois do final de seu multimilionário contrato, que vai até 2013.

“Posso ser um jogador de alto nível, se eu conseguir me manter em forma”, disse o bem-humorado corredor.

E, se a carreira do velocista assim prosseguir, ele já escolheu seu destino: o Manchester United.

“Eu torço para o Manchester. Nada mais natural do que jogar no time que eu gosto”, concluiu o atleta.

Eu digo que, se ele tiver boa pontaria, pode ser um bom centro-avante para o Grêmio, como foram Jardel ou o Diabo Loiro –os defesas seguram os adversário, largam a bola para os alas, que dão um chutão para a frente, para Bolt arrancar e marcar.

Talvez assim o Grêmio se livre do fantasma do rebaixamento. Pelo menos em sonhos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h45

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Sociólogo sobe escada em alta velocidade

Escalada sem atestado

 

Você talvez já tenha lido a respeito da corrida vertical que foi realizada no domingo passado em São Paulo. O evento faz parte de um circuito internacional de provas em edifícios, em que se corre em escadas em vez de suar no asfalto. Huve até a presença de corredores estrangeiros, especialistas em escalar degraus, mas eu trago para você, com exclusividade mundial, o relato de um sociólogo paulista que resolveu participar do evento. CARLOS DIÓGENES tem 34 anos e corre desde os 25. Sem mais delongas, acompanhe a aventura dele.

"Nunca uma corrida tão pequena me deu tanta dor de cabeça...

Eu tinha recebido o e-mail falando que minha inscrição estava confirmada, mas não percebi que o regulamento dizia que eu devia levar um atestado medico com data posterior a 15 de julho de 2010!

Eu não vi,  e  metade do pessoal que estava lá também não viu...

Daí, começou uma confusãozinha... Mó estresse. Eu ia embora, mas pensei: estamos no Brasil, vamos ver o que vai dar...

Os caras da organização falaram que a turma estava inscrita, mas que, sem o atestado, não ia poder pegar o kit. Rolava um estresse chato...

Logo se formou um grupinho dos sem atestado ou com atestado antigo. Havia até uma galera de funcionários da Nestlé (a prova foi realizada no prédio da empresa, que patrocinava o evento).

Quando deu umas 8h20, a organização viu que tinha uma galera nessa situação e um monte de gente não ia correr, e começou a "abrir as pernas" pro atestado.

Os funcionários da Nestlé sem atestado válido tiveram permissão pra correr; depois, dois jornalistas que não tinham atestado foram liberados pra correr, mas nós, "os normais", ainda estávamos fora da corrida...

Daí, 8h50, quando os organizadores viram que ainda faltava uma galera para pegar a inscrição, resolveram deixar todo mundo pegar o kit!!

Era preciso, porém, que cada corredor assinasse um termo escrito a mão que falava basicamente que tinha esquecido o atestado, mas que era capaz de correr sem ter um piripaque!

Ufa, consegui! 

Começou uma correria.

Eu descobri que seria da primeira bateria. Peguei o meu chip, coloquei a camiseta, o chip e fui correndo pro guarda-volume. Deixei as minhas coisas lá e fui voando para a linha de largada, pois estavam nos últimos segundos antes da largada.

Nos segundos antes de começar, eu ainda estava prendendo o número de peito e tomando um gel de carboidrato... Essa corridinha foi o meu aquecimento...

Deram a largada! Havia umas 10-15 pessoas nessa primeira bateria ... Foi legal ser da primeira bateria .. todo mundo aplaudindo a gente...

A prova tem de ser por grupos, assim, porque não dá para todo mundo sair junto pelas escadarias. O prédio é o quinto mais alto da cidade, com 142 metros de altura, 31 andares e 765 degraus.

Começava com uma corridinha de uns 100 metros pelo hall do prédio e começava a subir.

No início, pela empolgação, comecei a subir correndo, cheio de adrenalina. Já no quinto andar, comecei a sentir as pernas queimando, e resolvi, por bem, parar de correr e começar a andar...

Parecia mais uma sessão de leg press versão turbo do que uma corrida ...

Como a corrida era dividida em baterias, não teve congestionamento nem nada --só nos primeiros andares, depois eu subi quase que sozinho.

Depois de tentar correr, reduzi a velocidade para subir de dois em dois degraus. Lá pelo 17º andar,  resolvi subir de degrau em degrau, pois nem isso tava conseguindo ...

Quando estabeleci este ritmo, deu pra ir bem. As pernas queimavam como na subida do pico do Jaraguá ou do morrão de Maresias,  mas mantive o mesmo ritmo...

Na chegada no topo do prédio, até tentei dar um minisprint, mas as pernas tremeram. Terminei a prova com direito a cruzar a faixa de chegada e tudo.

Foi muito legal. Fora o estresse do atestado, a organização foi perfeita --tinha gente em todos os andares, equipe médica etc.

O meu tempo oficial foi 7m10s. Fiquei na 99ª colocação entre 177 atletas –não tinha 600 atletas como falaram por aí.

Mas foi tudo muito divertido. Eu recomendo."

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h12

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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