Rodolfo Lucena

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Esquadrão queniano vence em Atenas nos 2.500 anos da Batalha de Maratona

Primeira conquista

 

O percurso da maratona de Atenas provou mais uma vez que pode ser perigoso e traiçoeiro, detonando os poderes dos mais rápidos e sendo benfazejo a quem consegue se poupar.

Na prova de hoje, que marcou a comemoração dos 2500 anos da batalha de Maratona, onde guerreiros de Atenas enfrentaram e derrotaram o poderoso exército persa, um esquadrão queniano levou as honras.

Mas a vitória não sorriu para Jonathan Kosgei Kipkorir, o competidor com a marca mais rápida. Depois de se manter firme no primeiro pelotão (foto AP), teve de amargar o segundo posto, deixando o ouro para seu compatriota Raymond Bett, que conquistou hoje sua primeira vitória em maratona. O terceiro posto foi para Edwin Kimutai.

Bett fechou em 2h12min40, com mais de 200 metros de vantagem sobre Kipkorir, e estabeleceu novo recorde para a prova, mas não para o percurso. Isso porque a maratona olímpica de 2004 foi disputada no mesmo trajeto e, em 2004, Stefano Baldini venceu em 2h10min55.

É a marca em que Bett, 26, está de olho: “Foi minha primeira vitória em maratonas, e estou muito feliz. O percurso é muito difícil, com morros e muitas subidas e descidas. Mas agora já conheço o trajeto e, se for convidado para o ano que vem, vou bater o recorde do percurso”.

No feminino, o pódio foi todo eslavo. A lituana Rasa Drazdaukaite  venceu em  2h31min06, seguida pela russa Olga Glok  e por Svitlana Stanko, da Ucrânia. “Estava quente, mas eu consegui terminar bem”, disse Drazdaukaite. As temperaturas ficaram em torno dos  20 graus durante a prova.

Mais de 12 mil corredores de 88 países participaram da maratona, que começou em Maratona (foto da largada, Reuters), próximo ao local da tumba onde estão enterrados restos de guerreiros que participaram da histórica batalha no ano de 490 antes de Cristo.

 

As comemorações de hoje começaram com um revezamento de tocha da Maratona: ao longo de cinco quilômetros, grandes corredores do passado carregaram a tocha. O revezamento largou com a recordista grega da maratona, Maria Polyzou, e teve ainda a participação da vencedora da primeira maratona olímpica feminina, a norte-americana Joan Benoit Samuelson, e da campeã olímpica Constatina Dita, da Romênia, que acenderam a pira da maratona próximo à largada da prova.

A festa teve ainda a participação de milhares de corredores, alguns devidamente paramentados (foto Reuters, no alto) em provas de 5 km e 10 km, todas terminando, como a maratona, no histórico estádio Panathinaikos, construído sobre as ruínas da arena onde foram disputados os Jogos da Antiguidade.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h15

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Reta final para a celebração dos 2.500 anos da Batalha de Maratona

Conheça os favoritos

 

Faltam poucas horas para o tiro de largada da 28ª edição da Maratona de Atenas, a maior da história da Grécia, que comemora agora os 2.500 anos da vitória na Batalha de Maratona, quando os atenienses enfrentaram e derrotaram o poderoso exército persa.

A festa corre solta nas ruas de Atenas, pelo menos no universo dos corredores: mais de 20 mil vão participar do evento, que inclui também provas de 10 km e 5 km. Além disso, a organização levou para as cerimônias que antecedem a corrida alguns dos mais renomados maratonistas da história.

Estiveram lá, participando de palestras e dando depoimentos sobre suas experiências em maratonas passadas em Atenas, gente como a portuguesa Rosa Mota, multicampeã da São Silvestre e vencedora da primeira maratona feminina do campeonato Europeu de atletismo, em 1982, na Grécia, quando Mota fez seu debute na distância. Também esteve lá o ex-campeão olímpico Stefano Baldini, que venceu a prova em 2004, depois de o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que liderava a prova, ter sido atacado por um padre irlandês...

Eles e outros, como a norte-americana Kathrine Switzer, primeira mulher a competir oficialmente na maratona de Boston, falaram sobre suas experiências no duríssimo percurso que vai de Maratona a Atenas, é cheio de subidas longas e disputado em que as temperatura ainda estão altas (quando eu corri lá, em 2003, foi para mais de 30 graus e teve gente desmaiando no caminho; no ano seguinte, a hoje recordista mundial da maratona Paula Radcliffe não conseguiu terminar a prova.

Mota lembrou sua emoção ao chegar ao estádio Panathinaikos, que foi palco dos Jogos da Antiguidade e reconstruído para sediar a primeira Olimpíada de nossa era, em 1896. “Era o primeiro campeonato internacional de maratona para mulheres, a sede da primeira Olimpíada, toda a história do esporte... Quando entrei no estádio, foi como um sonho. Até hoje fico arrepiada ao pensar naquele momento...”

Bom, mas há muita gente boa tendo arrepios ao pensar nos momentos que virão. Apesar dos problemas econômicos que a Grécia enfrenta, os organizadores conseguiram levar um pequeno, mas categorizado pelotão internacional, que vai tentar derrubar os recordes do percurso.

O favorito, entre os homens, é o queniano Jonathan Kosgei Kipkorir, que correu a maratona de Paris em 2h07min31 no ano passado. Com essa marca, pode parecer fácil detonar o tempo de Baldini (2h10min55  em 2004), mas a prova de Atenas tem altimetria e clima bem diferentes dos costumeiramente oferecidos para maratonas em alta velocidade. Por isso mesmo, o queniano não põe muita pilha na história de derrubada de recorde: “O percurso é difícil. Se o tempo estiver bom, quem sabe a gente consiga fazer a meia maratona em 65 ou 66 minutos. Sou favorito, mas qualquer um capaz de correr uma maratona em 2h10 é candidato ao título”.

Um deles é seu compatriota Jacob Yator, que marcou 2h09min02 na Holanda, no ano passado: “Kipkorir é favorito, mas eu estou em boa forma”, disse ele.

Entre as mulheres, as russas Irina Permitina e Olga Glok despontam como favoritas, mas devem enfrentar dura resistência por parte da japonesa Eri Hayakawa.

Para todos, o grande adversário deve ser o clima instável de Atenas. Nesta semana já houve uma tempestade, mas a previsão para amanhã é de tempo seco, com  temperaturas de 13 a 18 graus Celsius. Se for assim, vai ser uma beleza.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h21

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Meia maratona de fim de ano

Para todos os gostos

 

Eu não costumo divulgar provas, ainda mais corridas que não conheço ao vivo ou que estão apenas começando, mas, de vez em quando, surge alguma prova que parece interessante, diferente, e que talvez o leitorado se interesse em conhecer.

 

É o caso da meia maratona que será realizada em Alphavile, na Grande São Paulo, no dia 19 de dezembro, quando a temporada de corridas se encaminha para o final.

 

Pelo que dizem os organizadores, trata-se de uma prova com vocação para encontro festivo. O formato encontrado, de fato, parece indicar esse caráter. É uma prova de revezamento, mas com distâncias diferentes para cada perna, oferecendo assim desafios para corredores de diversos níveis.

 

Os trechos são divididos assim: o primeiro tem 7.600 metros, o segundo, 9.500 metros, e o terceiro, 3.997,5 metros. A prova pode ser corrida em trio, dupla ou solo.

 

O percurso parece bem bacaninha, pelas alamedas de Alphaville, e os organizadores afirmam que o trajeto é totalmente plano. O principal problema, para mim, é a hora da largada. Mesmo com o horário de verão, considero muito arriscada a largada às 8h (7h50 é o horário oficial) em pleno dezembro, ainda mais considerando que a prova, por suas características, pode atrair corredores menos experientes.

 

Para saber mais, confira o site oficial da corrida, AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 20h10

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Milhares festejam em Atenas os 2.500 anos da Batalha de Maratona

Ato de bravura

Você já conhece a história: os persas estavam para invadir Atenas com sua superpoderosa esquadra, mas os gregos foram ardilosos e montaram uma nova e surpreendente estratégia de guerra.

E assim, quando a Armada persa aportou na baía de Maratona, em 490 antes de Cristo, teve uma grande surpresa. Suas tropas desembarcaram e mal tiveram resistência, tão pequeno era o número de oponentes, que fugiam apavorados.

Que gregos medrosos!, devem ter pensado os persas, acostumados às batalhas de então, em que os exércitos simplesmente se enfrentavam e vencia o maior ou mais forte.

Saíram em perseguição, sem perceber  que outras tropas estavam preparadas nas laterais e foram fechando os flancos, apertando uma armadilha mortal capaz de derrotar um exército mais de dez vezes maior.

Louco de alegria, o comandante mandou um soldado, vestido tal como estava, correr até Atenas, a cerca de 40 km do campo de batalha, para anunciar a vitória. “Vencemos”, festejou o dito-cujo ao chegar, e caiu mortinho da silva.

Os milênios se passaram até que um linguista francês, envolvido nas discussões sobre a retomada dos Jogos Olímpicos, propôs a criação de uma prova olímpica em homenagem ao feito daquele soldado. Surgiu assim, em 1896, a maratona. A primeira prova com esse nome foi corrida na Grécia, para experimentar o percurso da maratona olímpica. Depois, houve mais uma para fazer a seleção dos atletas nacionais que participariam do evento. E, finalmente, a prova olímpica, vencida pelo aguadeiro grego Spiridon Louis.

A lenda será mais uma vez festeja neste domingo, quando Atenas realiza a maior maratona de sua história. Mais de 12 mil corredores vão fazer o trajeto realizado há 2.500 pelo tal soldado; além deles, haverá corredores em provas de 10km e 5 km, totalizando mais de 20 mil corredores no evento.

Era para eu estar lá, mas o mundo dá voltas que não podem ser previstas. Já lá estive na prova que antecedeu a Olimpíada de 2004. Sofri no calor e festejei com a bandeira brasileira a chegada ao estádio Panathinaikos. Tomara um dia possa voltar lá.

E saudações a todos que participam dessa festa. E, por certo, a cada maratonista deste mundo velho sem porteira, que repete em seu esforço diário o heroísmo da luta contra o tempo, a distância e a preguiça. Saravá, meus irmãos!

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h19

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Inscrições para Boston se esgotam em tempo recorde

Avidez ampla, geral e irrestrita

As inscrições para a maratona de Boston de 2011 abriram às 9h de ontem (horário local) e fecharam às 17h03.

Essas oito horas foram o tempo necessário para que se esgotassem todas as vagas para a prova –no ano passado, as inscrições para a corrida de 2010 se esgotaram em cerca de dois meses.

A avidez dos corredores pela prestigiosa prova, a maratona anual mais antiga do mundo, fez com que as inscrições se esgotassem em tempo recorde.  Neste ano, a prova teve 26.790 inscritos, número que foi mantido para 2011.

Note-se que a maratona de Boston é uma da poucas do mundo que exigem um tempo de qualificação, conforme a idade e o sexo do corredor.

A marca precisa ser obtida em uma maratona oficial e é bem exigente –homens de 35 a 39 anos, por exemplo, devem comprovar ter completado uma maratona em menos de 3h15min59 (veja mais AQUI).

A prova de 2011 será realizada no dia 18 de abril. 

PS: Obrigado ao atento leitor Carlyle, que me avisou do novo recorde de Boston.

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h45

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Brasil conquista quinto lugar inédito no Mundial de meia maratona

Recorde pessoal para as três

 

Não importou o calor nem a umidade nem o cansaço das dezenas de horas de vôo. Superando todas as dificuldades e correndo com sangue nos olhos, a seleção brasileira feminina conquistou um inédito quinto lugar por equipe no Mundial de meia maratona, realizado no fim da noite de ontem (horário de Brasília) em Nanning, na China. O treinador MARCO ANTONIO OLIVEIRA, que hoje está radicado em Xangai, acompanhou os últimos momentos da preparação do Brasil e todo o desenrolar da prova. Ele mandou, especialmente para este blog, as fotos que ilustram esta mensagem e o relato que você acompanha a seguir.

 

"Desde a chegada a Nanning, cidade que fica em meio a uma floresta, na fronteira da China com o Vietnã, o grupo brasileiro estava bastante descontraída, ainda que restassem apenas dois dias para a largada. Mesmo com todas as adversidades (clima, voo, fuso horário e alimentação), os atletas demonstraram uma confiança fora do comum e não fugiram da raia. A prova disso foi a conquista do quinto lugar por equipe no feminino, resultado inédito para o Brasil e com recordes pessoais para as três atletas brasileiras.

 

"No masculino, Damião Ancelmo de Souza, que tem respeitáveis 28min26 nos 10.000 m, não desgrudou do primeiro bloco até os 10 km e concluiu num bom 17º lugar, entre 68 atletas que largaram. O outro brasileiro, Giovani dos Santos, completou a prova na 40ª colocação. Sem a presença do terceiro atleta (que não embarcou por problemas de passaporte), o Brasil não pôde competir  por equipe no masculino.

 

 

"Além de altamente competitiva e profissional, a prova foi também um grande acontecimento local, pois o evento também contava com corrida para as massas (é a segunda vez que isso acontece na história; a primeira foi no Rio de Janeiro, em 2008). A multidão de corredores (cerca de 25 mil) pintou de azul e laranja as ruas de Nanning. Na prova do Mundial, a curiosidade ficou para o carro-madrinha, um portentoso Hummer, jipão que faz sucesso entre os figurões de Hollywood e que agora é fabricado por uma montadora chinesa.

 

"Na ponta da prova, faltaram 20 metros para Zersenay Tadese, da Eritréia, conquistar o pentacampeonato. Desde o km 18, correra lado a lado com o queniano Wilson Kiprop, depois de ter feito muito esforço, a partir do km 14, para se livrar da incômoda perseguição encetada por três quenianos. Tadese baqueou e, quando já via a faixa da chegada, chegou mesmo a caminhar, abrindo caminho para o gigante queniano (Kiprop tem quase 1m90) arrancar para vencer em uma hora e sete segundos.

 

"Com a vitória também no feminino, Quênia faz sua quarta dobradinha em Mundiais. Praticamente estreante na distância (seu debute foi há pouco mais de um mês, na França), Florence Kiplagat, 23, não se intimidou frente à experiente etíope Dire e venceu em 1h08min24. É seu segundo título mundial –no ano passado, venceu o campeonato de cross country.

 

"Mesmo chegando bem depois, as competidoras brasileiras fizeram bonito. Cada uma delas estabeleceu novo recorde pessoal para a distância, e o esforço valeu à equipe um inédito quinto lugar (Quênia venceu). Adriana Silva chegou em 25º lugar, em 1h14min24; Sueli Silva (27º), 1h14min31 e Fabiana Silva (30º), 1h15min10.

 

"A nota estranha ficou para o uniforme das equipes brasileiras: o time feminino recebeu agasalhos pretos e o masculino, brancos, em lugar das tradicionais cores nacionais. Parece que a Nike brasileira continua tendo problemas de fornecimento de material para algumas modalidades esportivas no Brasil."

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h42

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Enviado especial conta preparativos dos brasileiros para Mundial de meia maratona

Nanning está em festa

 

Na manhã deste sábado, na China (fim do dia de hoje cá no Brasil), será disputado o Mundial de meia maratona. O Brasil está lá com cinco atletas, dois no masculino e três no feminino, e este blog tem em terras chinesas um correspondente de luxo. O treinador MARCO ANTONIO DE OLIVEIRA, que atualmente vive em Xangai, está em Nanning acompanhando os preparativos finais para a prova. Não só mandou o texto que você pode apreciar a seguir como também as fotos que ilustram esta mensagem.

"Na véspera do evento, a avenida principal de Nanning já está preparando para a largada do Mundial. O percurso de  ida e volta é totalmente plano, pelas grandes avenidas arborizadas de Nanning.

"A cidade está no meio de uma floresta, na fronteira com o Vietnã. Uma praça gigante, no meio do centrão nervoso de Nanning recebe o pórtico de largada (foto no alto).

"O Mundial tem como patrocinador chinês a gigante mundial  Sinopec, a Petrobras chinesa. 

"Os integrantes da seleção brasileira já estão no segundo dia pós-jornada aérea de 42 horas. O grupo está bem humorado, sem nada de negativismo.

"Os técnicos que acompanham a equipe, Claudio Castilho e  Henrique Viana, estão usando toda sua experiência para que os atletas aproveitem o máximo o curto tempo entre a chegada a Nanning e a largada do Mundial. O hotel em que os atletas estão concentrados virou uma passarela de corredores da elite internacional (abaixo, o saguão).

"Hoje (ontem no Brasil), a tempera melhorou para os atletas estrangeiros, que não estão acostumados ao calor e a à umidade. As equipes brasileira, mexicana, peruana, japonesa e coreana, porém, torcem por clima clima totalmente adverso. Vamos ver como fica na hora da larga.

"No feminino, os favoritos por equipe são Quênia, Etiópia e Japão. O Brasil tem grandes chances de ter uma boa participação, caso o clima favoreça.

"O objetivo do grupo é buscar uma boa classificação, já que o clima poderá dificultar a obtenção de grandes marcas."

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h26

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Corredor de elite comenta seus erros de preparação

Leão de treino

Ryan Hall, tido como a maior esperança dos Estados Unidos na maratona, resolveu dar um tempo. Único nascido nos EUA entre os representantes daquele país na turma dos supertops, ele desistiu de participar da maratona de Chicago, realizada no ultimo domingo, por considerar que não estava na forma desejada. Disse que pretende rever seu processo de treinamento, pois considera que vem chegando ao ponto ideal antes da data certa, acabando por competir mal.

Numa longa entrevista ao site Universal Sports, Hall falou de problemas que muitos de nós enfrentamos: o treinamento exagerado ou mal planejado, que acaba fazendo com que a gente fique cansado só de olhar para uma planilha...

“Não era coisa de apenas um treino ruim em que eu decidisse parar. Era semana após semana de me sentir incapaz de completar meus treinos de ritmo. Saía para fazer minhas 15 milhas, completava, mas abaixo do esperado. Na semana seguinte, só ia até a milha 12. Depois, mal chegava na nona…”

Isso aconteceu mesmo no processo de treinamento para provas nas quais ele se saiu bem, como a maratona seletiva para definição da equipe dos EUA que iria à Olimpíada de Pequim. Hall ganhou aquela disputa, mas teve de fazer uma espécie de “despreparação” antes da maratona.

“Eu chegava ao máximo do desempenho duas ou três semana antes. Então tinha de fazer um ´destreino` para quase ficar fora de forma e então recomeçar….”, disse ele.

A receita imediata é descanso, afirma o corredor. E repensar a forma do treinamento, assim como tirar as competições do horizonte imediato.

A reciclagem do treinamento passa por pensar em prazos mais longos, fazer uma progressão mais lenta, deixar para mais tarde os trabalhos de maior intensidade e aumentar os períodos de descanso ou descansar a intervalos menores. Com isso, ele espera estar em condições de competir decentemente em uma maratona de meados do primeiro semestre do ano que vem.

Eu acho que sempre é bom a gente ouvir histórias como essa para que pensemos também nos nossos treinos, na participação em provas e no planejamento que fazemos (ou deixamos de fazer).

Muitos de nós ficamos absolutamente fissurados por participar de provas, e não dá para passar um fim de semana sem ganhar uma medalhinha (eu já cheguei a correr numa prova de 10 k no sábado à noite e repetir a dose na manhã de domingo, ainda meio sonado --e olha que não sou dos mais doidões). Esse abuso do corpo acaba por cobrar sua conta em dores, lesões ou simplesmente cansaço: achar que, de repente, nada mais daquilo vale a pena.

Claro que cada pessoa é uma criatura, cada um com seu cada qual, mas pense um pouco se você também não precisa descansar, passar um domingão de pernas para o ar e renovar o corpo para seguir treinando, competindo, se divertindo os quilômetros do mundo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h32

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Brasil voa para Mundial de meia maratona

Rumo à China

A seleção brasileira que vai participar do Mundial de meia maratona já está mais ou menos na metade de sua maratona aérea até chegar a Nanning, na China, onde será realizada a competição, no próximo dia 16.

Com o desfalque de Giomar Pereira da Silva, que, segundo a CBAt, não conseguiu resolver a tempo problemas de passaporte, o Brasil leva dois atletas para a competição no masculino e três no feminino.

Damião Ancelmo de Souza, líder do ranking brasileiro de meia maratona, com 1h03min57, comporá a equipe masculina com Giovani dos Santos, terceiro no ranking brasileiro de meia maratona, com 1h04min31.

Giovani viaja ainda feliz com os louros conquistados na maratona de Buenos Aires, realizada domingo passado, quando se sagrou bicampeão da prova. A vitória lhe valeu também o título de campeão ibero-americano, pois a maratona argentina valia para aquela competição.

No feminino, Adriana Aparecida da Silva, que no mês passado estabeleceu a quinta melhor marca brasileira da história em maratonas, Fabiana Cristine da Silva, especialista em 5.000 e 10.000 m e Sueli Pereira da Silva são as integrantes do time.

A seleção embarcou ontem para Madri e hoje deve prosseguir viagem para a próxima escala, em Pequim.

Segundo a CBAt, o técnico Cláudio Castilho, que viajou como chefe da delegação, pretende orientar treinos nos dois aeroportos de escala. "Vamos procurar fazer a adaptação ao fuso horário já durante a viagem", disse ele.

Tomara que consiga, pois o caminho escolhido pela seleção foi criticado por técnicos que conhecem bem os roteiros do Brasil para a China. Segundo um deles, se a rota tivesse sido mais bem escolhida, daria para economizar de dez a 12 horas de viagem, que deverá ter cerca de 40 horas.

Além do cansaço da viagem e do pouco tempo para adaptação ao fuso horário, o time brasileiro terá adversários de respeito.

O pelotão masculino reúne oito corredores sub60min, sendo dois deles sub59min --Zersenay Tadese (58min23), da Eritréia, e Sammy Kirop Kitware (58min58).

No feminino, a recordista Lornah Kiplagat, que compete pela Holanda, não deve estar presente, mas isso não facilita muito a situação. Sobram nomes como as quenianas Florence Jebet Kiplagat(1h07min40) e Peninah Jerop Arusei (1h07min48), além da etíope Dire Tune (1h07min18).

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h30

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Maior corrida da história reúne mais de 100 mil pessoas

Pela limpeza de um rio

 

Mais de 100 mil pessoas participaram ontem de uma supercorrida em Manila, nas Filipinas, estabelecendo um novo recorde de participação em corridas de rua (a ser ainda confirmado pelo Guinness). A gigantesca mobilização (foto acima) teve como mote divulgar a necessidade de despoluição do rio Pasig e arrecadar fundos para os trabalhos de limpeza.

Segundo a organização 160 mil pessoas se inscreveram para a corrida do rio Pasig, que teve provas de 3 km, 5 km e 10 km, e contou com a presença de líderes políticos e empresariais e celebridades do país, como o boxeador Manny Pacquiao (abaixo, fotos AP).

"Distribuímos 160 mil números de peito, mas a conta final de concluintes é de 116.086 pessoas", disse Gina Lopez, diretora da Fundação ABS-CBN, que promoveu o evento. Ela citou dados que lhe foram passados pela empresa de auditoria que certificou os resultados.

Com isso, a corrida ontem em Manila passa a ser o maior evento de corridas da história, superando o recorde estabelecido em 1988 pela corrida Bay to Breakers, prova de 12 km realizada em San Francisco (EUA), que registrou então 110 mil participantes.

A se acreditar em uma lista publicada na Wikipédia, além dessas há apenas mais outra corrida na história que conseguiu mais de 100 mil participantes, a Cursa El Corte Ingles, prova de 11 km realizada em Barcelona (Espanha), que teve 109.457 concluintes em sua edição de 1994.

Ainda que o evento de ontem tenha incluído provas de várias distâncias, é de se tirar o chapéu, especialmente pelas circunstâncias vividas nas Filipinas, país que tem sofrido com a violência. A corrida pelo rio Pasig mostrou que é possível reunir uma multidão nas ruas de Manila sem que ocorra uma explosão.

"Nós mostramos hoje dos que os filipinos são capazes", disse Lopez, acrescentando: "Podemos fazer coisas juntos e em paz. Nós poderemos repetir isso ano após ano, até que o rio Pasig esteja limpo..."

Que tal a gente começar a correr pela limpeza do Tietê?

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h44

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Belas cenas das provas do fim de semana

Sombra, luz e alegria

 

Corredora participa de maratona realizada ontem em Nicósia, no Chipre (foto AP).

Com o sol se pondo ao fundo, corredor participa da maratona que completou o Ironman do Havaí (foto Reuters). O mundial da modalidade viu o australiano Chris McCormack se sagrar bicampeão; sua compatriota Caroline Steffen venceu no feminino.

A corredora não consegue conter sua alegria enquanto participa da maratona de Chicago (foto Efe), que teve mais de 40 mil inscritos e registrou o número recorde de 38.131 concluintes. Além da felicidade geral dos participantes, a comemoração se espalhava pelas calçadas, com milhares de pessoas aplaudindo os atletas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h41

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Russa bota para quebrar em Chicago

Melhor da história

As emoções da maratona de Chicago, realizada na manhã de hoje, ficaram por conta da final masculina, decidida nos últimos metros. Os números portentosos, porém, foram produzidos pelas mulheres. Por uma mulher. A campeã. A bicampeã.

A russa Liliya Shobukhova largou na prova com vários objetivos em mente, começando pela decisão de estabelecer novo recorde nacional. Queria mais: a vitória significaria também a conquista da World Marathon Majors, especial de Mundial das maiores maratonas do mundo (Chicago, Nova York, Boston, Londres e Berlim).

Pois ela fez mais ainda. Quando se livrou das últimas adversárias, pouco antes do km 34, não baixou a guarda. Ao contrário, seguiu firme em seu ritmo para terminar em 2h20min25 e estabelecer novo recorde russo. A marca, seu recorde pessoal, é também o melhor tempo da história em Chicago e o melhor do mundo desde a maratona de Berlim do ano passado, quando Irina Mikitenko venceu em 2h19min19.

Para completar, a vitória lhe deu os pontos necessários para meter a mão no prêmio de US$ 500 mil, que ela vai usar para construir um hotel na Rússia, em parceria com a família. Primeiro, porém, vai levar maridão e filhos para o Disney World, onde vão festejar todas essas conquistas.

O vencedor no masculino, o queniano Samuel Wanjiru, também está (quase) com a mão no prêmio do WMM. O problema é que, matematicamente, o segundo colocado de Chicago ainda pode alcançá-lo, se vencer em Nova York e Wanjiru ficar em terceiro.

Mas, como se sabe, é altamente improvável que isso aconteça. O etíope Tsegaye Kebede, que hoje foi derrotado por 19 segundos, já disse que está cansado e nem pensa em correr em Nova York. Não fechou as portas à possibilidade, porém: “Se eu puder, vou correr”.

Se correr, é bom que monte uma estratégia um pouco mais cautelosa do que a usada hoje contra o rival queniano.

Wanjiru sofreu neste ano com problemas nos joelhos e nas costas. No final de sua preparação para Chicago, uma dor de barriga daquelas fez com que ele perdesse vários dias de treino e quase ficasse de fora de Chicago.

Seria praticamente entregar o ouro para o etíope, pois os dois chegaram empatados em número de pontos no ranking da WMM. E lado a lado seguiram pela maior parte da prova, juntos chegando à reta final.

Por volta do km 38, Kebede abriu um pouquinho, chegou a olhar para trás sem ter Wanjiru em seu campo de visão. Mas era por causa das curvas, pois depois do 40 o queniano retomou a frente.

E dali em diante seguiram até o km 42, quando acabou a brincadeira e os dois partiram para o sprint final.

“O meu último tiro deu certo”, festejou Wanjiru (fotos Reuters), levando o ouro para casa depois de fechar em 2h06min24, o que pode não ser grande coisa para quem corre atrás do recorde, mas é melhor do que nada, digamos assim...

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h55

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Chicago espera novo recorde mundial amanhã

Respirando maratona

 

O prezado leitor deste blog CARLYLE VILARINHO, economista radicado em Brasília, está em Chicago, onde participa amanhã da maratona. Entre seus passeios pela Cidade do Vento, tirou um tempinho para contar para a gente como estão os momentos finais que precedem essa prova, uma das mais concorridas do mundo. Leia a seguir o relato que ele mandou para a gente.

 

“Estou aqui em Chicago pronto para mais uma maratona. Corri aqui ano passado e gostei tanto que voltei.

“A cidade respira maratona desde a quarta, quando cheguei. Já no aeroporto cartazes alusivos à prova davam boas vindas aos corredores.

“Na esteira para retirar a bagagem vejo diversas pessoas com pinta de corredor:  estilo físico, tênis, camiseta, e a conversa....

“Andando pela cidade,  você vai  vendo pessoas a correr, pelas ruas, pelos parques, na avenida que beira o lago. Tudo isso dá uma motivação incrível, vontade de também sair correndo. Mas é preciso se controlar, se guardar para os 42 de amanhã.

“Fui à feira da maratona. Muito organizada. Diversos ônibus partem do centro da cidade levando os atletas a um grande centro, onde é a feira. As principais marcas  de material esportivo estão aqui. Algumas trazem novos produtos, algum lançamento. Outras trazem ofertas imperdíveis. Organizações beneficentes mostram seus trabalhos em busca de corredores que queiram correr por uma causa, para levantar fundo para alguma instituição de pesquisa ou saúde ou paz.

“A organização da prova traz atletas e profissionais ligados ao mundo das corridas (corredores aposentados, fisioterapeutas, nutricionistas) para palestras..

“A gente chega à feira de mãos vazias e de repente está com umas cinco  sacolas carregadas --compras, brindes, uma lembrança da corrida...

“!Fora desse clima mias festivo, há um pequeno grupo de corredores de ponta que não vieram aqui a passeio. A organização investiu pesado para convencer os mais rápidos corredores a virem aqui tentar um novo recorde mundial. Sim, espera-se que amanha tenhamos novo recorde. Eu também espero quebrar o meu."

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h45

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Maratona do Algarve é nova prova na terrinha

Pequena adesão

Para quem gosta de viajar e correr, uma ótima notícia: surge mais uma maratona em Portugal, terrinha que muitos de nós almejamos conhecer um dia (ou rever, no caso dos mais afortunados).

O ruim é que a divulgação internacional praticamente inexistiu e a prova vai acontecer no próximo domingo, o mítico 10-10-10, mesma data da maratona de Chicago e da de Buenos Ayres, que conquistou muitos brasileiros.

Já a prova do Algarve, realizada na cidade de Faro, não conseguiu muito apoio não, apesar do percurso aparentemente ser bem bacana e do trajeto não oferecer grande dificuldade, do ponto de vista da altimetria.

Em lugar dos milhares de inscritos esperados pela organização, até ontem havia apenas 200 confirmados para a maratona; as provas acessórias tinham bem mais inscritos (há revezamento, meia maratona e corrida familiar).

Bom, tomara que, apesar disso, a prova sobreviva mais alguns anos, pois eu bem que gostaria de conhecer Portugal correndo Lisboa, Porto e Algarve. Além disso, é sensacional ler a apresentação e se deliciar com o respeito à língua.

Logo na primeira frase, a gente dá de cara com uma mesóclise para ninguém botar defeito (“O centro nevrálgico da prova localizar-se-á no Estádio Municipal de Faro...”.

E há outros belos exemplos, como a explicação da rota da maratona (“é composta por duas voltas ao percurso”.

Bom, se você quiser saber mais sobre essa prova, clique AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h22

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Chicago quer ser palco de recorde

Data mística

Até a numerologia está sendo usada pelos organizadores da maratona de Chicago para incentivar os participantes. Na primeira página do site da maratona, marcada para este domingo, está lá a patacoada: "10-10-10 - The date to motivate". Claro que a simples data de uma prova pode ser motivo de inspiração, quando ela cai no dia do aniversário do corredor, por exemplo, ou quando a prova completa um natalício redondo, sei lá... Mas apenas pelos números? Tudo bem, há quem creia. É mais uma diversão.

Apesar da numerologia, a maratona de Chicago encara o esporte com muita seriedade e continua correndo atrás de voltar a ser palco de recorde mundial. Por isso, convocou neste ano uma tropa de elite daquelas... Os organizadores afirmam ser o mais poderoso plantel já reunido na história da prova.

De fato, não dá para brincar com essa turma, que inclui, para começar, cinco atletas sub2h06 na prova masculina. Além do campeão olímpico Samuel Wanjiru, traz o também queniano Vincent Kipruto, os etíopes Tsegaye Kebede (campeão de Londres) e Feyisa Lilesa, mais o campeão de Boston Robert Kiprono Cheruiyot.

Com tempo um pouquinho pior do que os desses aí, mas ostentando respeitabilíssimo cartel de feitos, o campeão de Boston-2009 Deriba Merga, que pode surpreender se os mais velozes fraquejarem.

Na seara feminina, a disputa promete ser também emocionante. Um trio de moças etíopes para ninguém botar defeito: Astede Baysa, bicampeão da maratona de Paris, Askale Tafa Magarsa, vice em Berlim-2008, e Mamitu Daksa, ouro na maratona de Dubai deste ano. Elas enfrentam a russa Liliya Shobukhova, que vai defender seu título, e a alemã Irina Mikitenko, que já venceu em Londres e Berlim. A tropa americana é liderada por Magdalena Lewy-Boulet ( 2h26min22).

Eu vou torcer para que a veterana Colleen De Reuck, que corre pelos EUA, tenha um bom desempenho, porque é sensacional ver uma pessoa de 46 anos disputando maratonas na turma de elite. Dá mais ânimo para velhinhos como eu e, mais uma vez, mostra que é possível enfrentar e superar as limitações que o tempo impõe (ou tenta impor) aos nossos corpos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h29

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Nova rota da maratona olímpica provoca protestos

Só no centrão

O percurso oficial da maratona olímpica acaba de ser anunciado e já provoca protestos em Londres. O conselho do bairro Hamlet Towers, na zona leste da cidade, está protestando contra a decisão de modificar o traçado originalmente previsto e concentrar a corrida no centrão.

O trajeto inicialmente planejado passava pelo Hamlet Towers e outros pontos do East End. Segundo o Comitê Organizador de Londres-2012 (Locog na sigla em inglês), a mudança foi uma de suas decisões "mais difíceis". A mudança se deveu, segundo os organizadores, a problemas de infraestrutura; além disso, dizem, o novo percurso é "mais amigável" para os espectadores e torcedores, que poderão ver os atletas várias vezes em um mesmo ponto.

A nova rota se concentra no centrão, começando no parque St. James, a poucos metros do palácio de Buckingham, e passando por vários pontos turísticos da cidade, como a praça Trafalgar e a Torre de Londres.

O trajeto começa com uma voltinha de 3,5 km e depois segue um percurso de pouco mais de 12,8 km, cheio de curvas e esquinas, dobra para cá e dobra para lá (confira o mapa acima, versão em PDF AQUI). Como é óbvio, os corredores terão de passar repetidas vezes por esse circuito para completar os míticos 42.195 metros da não menos mítica maratona.

Aliás, como você deve saber, foi exatamente em Londres, nos Jogos Olímpicos de 1908, que a maratona foi disputada pela primeira vez na distância hoje oficial. Até então, a extensão da prova havia variado, ficando em torno de 40 km, mais para 41 km. Em Londres-1908, a largada e a chegada da prova foram alteradas para agradar à família real, e assim foi gerada essa estranha distância.

Naquele ano, a maratona terminou no estádio olímpico, em frente ao camarote real. Em 2012, porém, se for mantida a rota agora divulgada, a prova vai terminar no parque St. James mesmo, que é muito bonito, mas não é o estádio olímpico.

Estádio que, por sinal, está no coração da zona leste londrina, que esperava ter também a maratona. Quando o novo percurso foi divulgada, o parlamentar trabalhista Rushanara Ali tomou as dores de Hamlet Towers e disse que a mudança foi feita porque os organizadores tinham "vergonha" do East End, que é uma zona mais pobre da cidade.

A zona leste londrina, por seu lado, por seu lado, continua em pé de guerra, e o conselho de Hamlet Towers está fazendo um abaixo-assinado para tentar mudar o percurso novamente (veja AQUI, em inglês). Eles dizem que "a rota confirmada dá aos moradores de Tower Hamlets todos os problemas de tráfego e outros inconvenientes dos Jogos, sem nenhum de seus benefícios".

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h03

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Mulheres disputam corrida de salto alto na Eslovênia

Elegância e tombos

Encarapitadas em saltos altíssimos, 20 mulheres participaram ontem de uma corrida promovida por uma revista feminina (fotos Reuters).

O evento foi realizado no centro velho de Ljubljana, na Eslovênia, e foi uma demonstração clara de que, sem cuidado, quem corre de

salto vai ao chão. 

Mas, de modo geral, as moças demonstraram elegância ao correr com sapatos de salto de, no mínimo, 8 cm. As agências de notícias não informaram a distância da corrida nem o tempo da vencedora. Minhas pesquisas iniciais também não lançaram luz sobre o momentoso tema.

O certo é que realizar corridas de salto alto está virando uma mania pelo mundo afora.

No dia 28 passado, foi realizada em Sydney uma corrida de revezamento 4x100 em que as mulheres deveria usar saltos de pelo menos 3 cm. A prova era beneficente, arrecadando fundos para pesquisas sobre câncer de mama.

Também na Austrália, mas em Brisbane, aconteceu ontem a Stiletto Run, que dava prêmios em dinheiro para a vencedora. Lá também foram registrados tombos esplendorosos, como você pode ver AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h33

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Suco de beterraba pode melhorar desempenho atlético

Energia da horta

Se for só assim, meus amigos, vai ser fácil virar ultramaratonista. Especialistas da área médica estão dizendo que incluir suco de beterraba na sua dieta pode contribuir para expandir sua resistência e sua capacidade atlética.

Em estudos realizados na Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, o pesquisador Stephen Bailey e seus colegas descobriram que ciclistas que beberam meio litro de suco de beterraba algumas horas antes do teste conseguiram ficar pedalando 20% a mais do que um grupo que tomou apenas água colorida. A conclusão dos pesquisadores é que o suco de beterraba permite que a pessoa se exercite consumindo menos oxigênio (ou, colocando de outra forma, permite mais exercício com o mesmo consumo de oxigênio).

"O suco funcionou mesmo em que não tinha treino", disse Bailey. Segundo ele, o suco "reduz as exigências de energia dos músculos, permitindo assim que a pessoa aguente o exercício por mais tempo.

Se dá certo para as pessoas normais, não sei, mas o fato é que um ultramaratonista inglês diz que o suco de beterraba é o segredo de seu sucesso (no alto, foto AP). No ano passado, ele participou de uma ultramaratona de 24 horas na Escócia, conseguindo fechar 225 quilômetros. neste ano, acrescentou suco de beterraba à sua dieta: consumiu a bebida todos os dias na semana que antecedeu a prova. O resultado: venceu a dita cuja, completando 238 quilômetros em 24 horas. E garante: "A única coisa que mudei no meu treino foi o consumo de suco de beterraba".

Os pesquisadores não conseguiram explicar, porém, por que o suco traz esses benefícios. Bailey acredita ser a alta concentração de nitrato a responsável pelos benefícios providos pelo suco de beterraba. Segundo ele, o acréscimo à dieta pode se transformar em melhora de 1% a 2% no desempenho, o que deve interessar (se tanto) apenas a atletas de elite.

Os pesquisadores também não sabem exatamente qual a dose certa para melhorar o desempenho, nem quando o suco deve ser consumido (algumas horas antes do treino é a dica informada no texto da agência de notícias).

Bom, o certo é que isso não vai tirar minha dor nas costas nem transformar nenhum corredor de seis minutos por quilômetro em um campeão do mundo. E outra coisa: se você se interessar por fazer a experiência produzindo sue próprio suco de beterraba, vá com calma.

O consumo em excesso, sendo o especialista em medicina esportiva Andy Franklyn-Miller, pode resultar em cólica, dores abdominais diversas e diarreia.

Além disso, apesar dos benefícios comprovados de uma dieta saudável, os especialistas também advertem que não há alimento que substitua o treino nosso de cada dia. "Alguns alimentos ajudar o atleta a maximizar os benefícios do exercício, mas não a reduzir a quantidade de exercício", diz o especialista em nutrição esportiva Roger Fielding.

Em suma: coma bem, beba bem, descanse bem e ’bora treinar!, gente!, que o tempo urge e há muitos quilômetros pela frente.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h41

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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