Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Sem Hailé, outro etíope domina Tóquio

Amador surpreende

 

Com o joelho machucado, o recordista mundial da maratona não pode voltar ao asfalto em Tóquio neste domingo, como estava planejado. Na falta de Hailé Gebrselassie, outro etíope tomou o trunfo. Hailu Mekonnen conquistou sua primeira vitória na distância ao completar a prova em 2h07min35.

Mas o mais sensacional da prova foi o terceiro lugar de Yuki Kawauchi, talvez o único amador a conquistar um posto desses em uma maratona de alto coturno.

Ele trabalha em um escola, como funcionário de escritório, treinando nas horas de folga. Mesmo assim, conseguiu cortar quatro minutos de seu melhor tempo e fechar em 2h08min37, o que lhe garantiu um lugar na equipe japonesa que vai para o Mundial de Daegu, na Coreia do Sul.

Entre as mulheres, o título foi para quem soube preservar as forças. Na metade da prova, a russa Tatiana Aryasova estava quase um quilômetro atrás do primeiro pelotão. Foi quando resolveu começar a acelerar aos poucos: "A maratona é uma prova longa, há tempo para você se recuperar", disse ela depois.

De fato, enquanto ela investia as forças que armazenara, a líder Yoko Shibui, ex-recordista nacional, via seu fôlego se esvair. Foi passada pela russa no km 40 e ainda deu chance para outras duas, acabando em quarto lugar.

Fora do mundo da elite, a prova teve várias personalidades. Entre os 32 mil corredores (foto da largada, acima, da AP), lá estava o chileno Edison Peña, um dos mineiros que sobreviveram ao desabamento de uma mina no seu país. Peña, que todos os dias, durante o período de "enterro", correu 10 km nas entranhas da terra, fez seu debute em maratonas em Nova York. Agora, melhorou seu tempo em mais de meia hora, terminando em 5h08.

Já o britânico Joseph Tame demorou quase seis horas e meia, mas ele corria supercarregado. Levava montada no corpo uma estrutura cibernética para transmitir todo o que via e sentia durante a prova (como já contei aqui no blog).

Blogou, tuitou, mandou informações sobre seus movimentos e frequência cardíaca, além de monitorar as condições atmosféricas.

No total, os equipamentos e a estrutura que montou pesavam cerca de 4 kg; ele chegou a ser acompanhado on-line, em alguns momentos, por 3.000 pessoas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 00h00

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Corrida com surpresa em San Francisco

Som das ruas

Depois de um dia de folga, tratei de sair hoje para mexer o corpo pelas ruas geladas de San Francisco. Não há neve, mas o frio é de rachar. Se você der uma topada, meu amigo, os dedinhos parecem que vão se quebrar todos. E o vento... Se eu já não conhecesse o Minuano, que corta os pampas como faca afiada em filé mignon, ia dizer que esse daqui era gelado que nem o capeta (bueno, vá lá saber se o capeta é gelado, quente ou morninho...).

O certo é que aproveitei o frio para correr. Parece que as juntas doem menos. Sei que a gente tem de correr forte, pelo menos no começo, para dar aquela suada boa.

Vou de calça comprida e calção por cima, camiseta de manga comprida tecnológica e camiseta comum por cima, luva, gorro e ainda um protetor da garganta, além de meias grossas...

Desço até o porto e vejo um monumento que não conhecia e que encima este texto: o tal do arco e flecha, que gostei bastante.

Fiquei babando para atravessar aquela ponte, mas essa não é pro meu bico. Diferentemente da Golden Gate, que já cruzei em outra oportunidade, a Bay Bridge é só para o povo motorizado. Azar. Sigo pelo porto, acompanhando as figuras que também por aqui circulam, admirando monumentos como essa brincadeira com as viagens espaciais...

Descubro um restaurante peruano que parece se muito bom e não é dos mais caros do mundo, a julgar pelo menu que fica na vitrine. Quem sabe consiga tempo para experimentar o ceviche dos gringos. Duvido que vá ser melhor que o de Pacasmayo, mas...

Pena que não possa correr muito. Deu meia hora e eu começo a voltar, tenho de obedecer a planilha para não deixar que costas, quadris e pés sofram muito... As lesões estão vivas, é preciso evitar que voltem com tudo.

Mas é ruim, porque as ruas perpendiculares ao calçadão do porto estão todas na sombra... E, nos cruzamentos, o vento encana que é o demo.

Baixo a cabeça, trinco os dentes e corro pelas ruinhas fedegosas, vazias na manhã domingueira.

Já vou chegando mais perto do hotel quando noto movimento de meu lado esquerdo, um grupo de cabeludos testando guitarras, bateria...

É uma turma que parece interessante, velhos como eu que resistem do seu modo... Paro, peço para tirar umas fotos, vou entrando no boteco, que é um bar meio chiquezinho ma non troppo, que abre para o brunch sabático. Não são nem dez da manhã e a banda já está lá...

Fico sabendo que os caras fazem jazz de rua, blues. O grupo se chama Bohemian Knuckleboogie (veja o site deles AQUI) e começa a tirar um sonzinho para acertar a afinação. Perguntam onde vão sair as fotos e, quando digo que num site do Brasil, olha só o que os caras me aprontam....

Quando me dei conta, passei a câmera para o modo vídeo e ainda me entusiasmei, tentando acompanhar Mike Pitre. Desculpe pela inconveniência, mas o resto está bem bacaninha, apesar do lamentável aprendiz de cineasta. Veja o resultado AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 03h32

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Homem-mídia corre a maratona de Tóquio

Ciborgue maratonista

A maratona de Tóquio é talvez a corrida do gênero que mais tenha corredores fantasiados. Os japoneses adoram e os estrangeiros que lá vão também aderem à festança, como já mostrei neste blog em outras oportunidades.

Pois agora um produtor free-lancer vai fazer uma fantasia funcional: que serve para alguma coisa, além de simplesmente embelezar o atleta.

Joseph Tame vai ser um homem-midia nas ruas de Tóquio na manhã de domingo (noite de hoje cá no Brasil), correndo com vários telefones e câmeras e transmitindo ao vivo suas impressões da corrida.

Ele montou uma geringonça vestível para "compartilhar com o mundo esse desafio épico", como diz. O aparato foi batizado de iRun em homenagem às tantas peças da Apple que usa... Mas deixe-me descrever logo o que o cara estará vestindo/carregando.

Começa com quatro iPhones montados em plataformas rotatórias (tendo, portanto, visão de 360 graus) e inclui ainda um iPad, um telefone Android (sistema do Google), três roteadores wi-fi (para conexão sem fio à internet), um ventilador, um monitor das condições atmosféricas e um monitor cardíaco.

É mole ou quer mais? O cara, na visão de estudiosos do assunto, pode ser considerado um ciborgue; ainda que não tenha implantado no corpo aparatos eletrônicos, usa os aparelhos como extensões do corpo. Enfim, há uma tese para cada fato deste mundo, e essa é uma tão boa quanto qualquer outra.

Com tudo isso ela vai transmitir a prova ao vivo, via Skype, passando para um estúdio de Tóquio, que fará a retransmissão; também vai mandar para o mundo, ao vivo, dados sobre sua frequência cardíaca, ritmo de corrida, condições atmosféricas e mais um mundo de coisas.

E ele fez tudo isso com seu próprio dinheiro, ganhando apenas alguns apoios acessórios, como as roupas de corrida que vai usar.

Bueno, se você quiser acompanhar a corrida de Tame, se ligue no site dele, AQUI. A corrida começa às 20h de hoje, horário de Brasília,se é que eu não me encalacrei todo com o fuso horário.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 02h35

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Haile desiste de correr no Japão

Retorno adiado

Acabo de receber comunicado do manager do recordista mundial da maratona, Haile Gebrselassie, dizendo que o corredor etíope não vai mais participar da maratona de Tóquio no próximo domingo, como estava programado.

Como você se lembra, a última maratona de Haile foi em Nova York, em novembro passado. Ele chegou aos Estados Undios cheio de esperanças de fazer uma boa estreia no país, mas estava com problemas no joelho. Resolveu correr mesmo com lesão e acabou abandonando a prova.

Ficou muito decepcionado e anunciou sua imediata aposentadoria das corridas profissionais. Menos de 15 dias depois, porém, voltou atrás.

Tratou a lesão, as dores diminuíram, voltou a treinar. Participou de algumas provas curtas e, ainda no ano passado, anunciou que faria no Japão a sua volta à maratona.

Segundo o comunicado distribuído por Jos Hermens, Haile levou um tombo durante um treino e bateu com o joelho em uma pedra.

O prognóstico é que sua recuperação leve cerca de quatro semanas, o que impossibilita sua presença no prova de domingo.

Haile mora e treina em Adis Abeba e nos arredores da capital etíope, em trilhas e terrenos irregulares. Quedas não são incomuns e até têm ocorrido com frequência, mas sem maiores consequências. Não foi o caso desta última, que deixou o recordista mundial muito desapontado.

“Eu estava me sentido ótimo nos treinos, estava pronto para mopstrar algo muito especial em Tóquio”, disse Haile, pedindo desculpas aos seus amigos e fãs japoneses. Prometeu, porém, que vai voltar ao Japão.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h50

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Papai novo, Marílson corre domingo em Sampa

Meia para treino

Ainda de sorriso aberto de orelha a orelha, feliz com o nascimento do primeiro filho --Miguel, que veio ao mundo com 2,8 kg e 47 cm--, Marílson Gomes dos Santos vai correr domingo a Meia Maratona Internacional de São Paulo como parte de sua preparação para a maratona de Londres, em abril.

É a primeira prova do ano para o bicampeão de Nova York, que está sem competir desde a conquista do seu terceiro título da São Silvestre, em 31 de dezembro passado.

Mas o desafio mais difícil, mesmo, será aprender a cuidar do filho, que nasceu de cesária e passa bem, assim como a mãe. Juliana, também corredora cheia de títulos, e Miguel deveriam sair hoje do hospital, segundo me informou a assessoria do atleta.

Este blogueiro deseja muitas alegrias para o Miguel e seus pais.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h25

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Cenas das maratonas do fim de semana

Festa oriental

 

Veja só a alegria de Yoshimi Ozaki ao cortar a faixa e vencer a maratona feminina de Yokohama, realizada ontem. Medalha de prata no Mundial de 2009, a japonesa abriu no km 39 e não foi mais alcançada para vencer em 2h23min56 (AP).

Em Hong Kong, a festa é do povo: mais de 65 mil pessoas participaram dos eventos realizados sob as asas da maratona da cidade. Houve corrida de 10 km e meia maratona, enchendo as ruas de alegria e suor (Reuters).

O percurso é em plena selva de pedra, que guarda muita semelhança com as ruas de São Paulo. Aliás, assim como na maratona brasileira, os corredores da prova chinesa precisam enfrentar o mergulho em túneis e a dura subida de volta ao nível da rua (AP). O tempo do vencedor também lembra o ritmo paulistano: o queniano Nelson Kirwa Rotich ganhou ontem em 2h16.

A foto acima não mostra apenas uma maratona, mas o poder da corrida. Ou o poder que se pensa que a corrida tem. Na Coreia do Sul, decidiram realizar uma maratona para apoiar a candidatura de Pyeongchang a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018. Por alguma razão, os caras resolveram correr seminus Reuters), o que me parece um contrassenso: será que eles queriam mostrar que a cidade é geladinha, mas o frio nem é tanto assim?

Já na África, ninguém discute o calorão. Mesmo assim, aquele povo não dispensa uma corridinha. E qualquer uma vira final olímpica. Na foto acima (FP), porém, não se tratava de qualquer uma, mas da seletiva para definir a equipe nacional vai participar do Campeonato Africano de Cross Country e do Mundial da modalidade. Geoffrei Mutai (número 105), bicampeão da maratona de Eindhoven, manteve-se tranquilo no pelotão da frente e acabou vencedo essa bateria. No último Mundial da modalidade, em Bydgoszcz, na Polônia, Quênia conquistou os oito ouros em disputa.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h26

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Programão para o fim de semana

Cinema para pensar

De vez em quando, é bom a gente tirar um pouco da cabeça a idéia fixa de melhorar o tempo na maratona ou de derrotar aquele velho adversário.

Neste final de semana, quem mora em São Paulo tem boas razões para voltar seus pensamentos para direções outras.

Finalmente estréia no circuito comercial “Trabalho Interno”, um dos melhores documentários que já vi, candidato ao Oscar da categoria e uma didática lição de economia, jornalismo e sem-vergonhice.

Analisa, de forma clara e compreensível até por este blogueiro, a crise econômica mundial de 2008, que resultou em quebradeira geral, perda de casa e trabalho para milhões de pessoas. Saiba mais AQUI.

Outro candidato a ajudar a manter vivo o pensamento crítico é a sensacional peça “12 Homens e Uma Sentença”, texto que já gerou dois filmes de ótima qualidade.

No teatro, você acompanha o ridículo do consenso fabricado e vê a dúvida se entranhar pelos espíritos menos esclerosados. De quebra, tem o privilégio de assistir ao elegante desempenho de José Renato, 84, mais conhecido por ser um dos fundadores do Teatro de Arena. Saiba mais AQUI.

Bueno, e para não dizer que não falei das flores, Dona Ivone Lara traz seu canto de rainha para terras paulistanas.  Saiba mais AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h17

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Maratona de robôs será realizada no Japão

Estreia em Osaka

O Japão vai ser palco de uma maratona de robôs. No próximo dia 24, em Osaka, os homens de lata vão tentar mostrar que também sabem correr no ritmo e segurar a onda por 42.195 metros.

A Robo Mara Full, apresentada como a primeira do gênero no mundo, é aberta apenas para robôs de duas pernas, que terão de dar 422 voltas em uma pista de cem metros. Segundo a empresa que organiza o evento, o objetivo é mostrar a durabilidade, a resistência e a facilidade de manobrar os androides.

Até agora, apenas cinco robôs estão inscritos para a contenda. Eles terão de correr sem parar --são permitidos apenas pit stops para troca de baterias e eventuais reparos rápidos. Ontem, alguns dos desafiantes foram apresentados e fizeram uma rápida demonstração de suas habilidades (fotos AP).

Se tudo der certo, o desafio deve terminar no dia 27, quando será a realizada a maratona de Tóquio --esta, para humanos.

Aliás, a maratona de Tóquio vai marcar a volta de Haile Gebrselassie à distância. Como você lembra, o recordista mundial abandonou a maratona de Nova York, em novembro, com dores no joelho e jogou a toalha. Disse que ia cair fora e se aposentar. Ainda em novembro, voltou atrás, e agora vamos ver o que ele vai fazer em terras japonesas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h21

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Corredores se destacam nos céus da terra dos Beatles

 

 

 

 

 

Arte em movimento

Coisa linda a foto acima, não é? Trata-se de uma obra de arte em exposição ao ar livre em Liverpool, cidade britânica famosa por ter sido o berço dos Beatles (o que já é coisa que chega para qualquer terra que se preze). No terreno esportivo, as proezas do time de futebol que leva o nome da cidade também são cantadas em prosa e verso.

Pois a cidade inaugurou ontem uma exposição superlegal chamada Liverpool Discoveries, em que artistas expõem trabalhos sobre aspectos pouco conhecidos ou por demais sabidos da vida e da história do município _música e artes, saúde, ciência e tecnologia são alguns dos temas abordados (saiba mais AQUI). Além do esporte, é claro, encarnado pelos corredores vistos nessas fotos de Phil Noble, da Reuters.

A obra, instalada no teto de um estacionamento, é um conjunto de sete escultura de tamanho natural que homenageia um momento liverpúlico pouco conhecido. No século 19, a cidade foi palco de um festival de competições esportivas chamado Grand Olympic Festival, realizado pela primeira vez em 1862. Um publico de mais de 10 mil pessoas assistiu a competições de corrida, marcha, boxe e ginástica, entre outras modalidades.

O projeto foi idealizado por dois filhos da cidade, John Hulley e Charles Melly, e supostamente inspirou Pierre de Coubertin (o barão da frase "o importante é competir") para a gestação dos Jogos Olímpicos de nossa era.

A escultura agora em questão foi criada por uma artista chamada Faith Bebbington, que é especialista em trabalhos com fibra de vidro. No site dela, que você pode conhecer clicando AQUI, há um relato sobre o processo de criação, construção e instalação da peça, com muitas fotos bacanas, como a que você vê abaixo (Reprodução).

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h35

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Encontro debate prevenção de lesões

Inscrições gratuitas

Vai ser realizado na próxima semana o primeiro Encontro Científico Vitalidade, que terá apresentações especialistas falando sobre prevenção de lesões na corrida e outros temas ligados ao dia-a-dia do corredor.

Será tudo numa noite só, numa série de pequenas conferências, abordando os seguintes assuntos: biomecânica na corrida, lesões na corrida, prevenção de lesões e nutrição do corredor.

O encontro será na terça, dia 22, a partir das 20h, no auditório do prédio HMC (Rua Mato Grosso, 306, região central de São Paulo) e as inscrições são gratuitas. Há 80 vagas. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (0xx11) 3123-8470 ou pelo e-mail andrea.eva@vita.org.br.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h36

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Maratona de beijos empolga casais na Tailândia

Sem 42 quilômetros

Ele ficam o tempo todo parados, no mesmo lugar. Se ela é baixinha como a tailandesa da foto acima (FP), fica numa plataforma, uma espécie de banquinho, para acertar a altura com o parceiro --o estrangeiro, no caso, era bem altão, ou ela bem baixinha, como você preferir.

Estavam os dois em uma maratona em que não se corre, mas que exige muito movimento. É um concurso de beijos em andamento na romântica e turística Pattaya, famosa por suas praias, seus prédios e pela trepidante vida noturna (veja cenas da cidade na imagem abaixo, reproduzida do Google).

O objetivo dos 14 casais envolvidos na maratona beijoqueira, realizada para marcar o Dia dos Namorados (que na Tailândia, como nos EUA, é celebrado em 14 de fevereiro, Dia de São Valentim), é quebrar o recorde mundial de mais longo beijo da história.

Não consegui encontrar um dado oficial sobre o recorde. Supostamente, o casal alemão Nikola Matovic e Kristina Reinhart é o dono do troféu, com um beijaço de 32h07min14 entre 13 e 14 de fevereiro de 2009 em Hamburgo. O casal gay Matt Daley e Bobby Canciello, dos EUA, se beijou por 33 horas no ano passado, mas não está claro se o Guinness confirmou o recorde ou se criou uma categoria nova.

Se alguma dupla conseguir, leva um prêmio de mais de US$ 6.600 (cerca de R$ 12 mil) e um anel de diamantes. Um casal não deu nem para a saída: a dama desmaiou depois de 30 minutos envolvida no amasso...

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h11

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Corrida contra a fome

800 km de propaganda

Começou na Casa Branca, em Washington, e vai até Ontario, no Canadá, a corrida solitária de um mestrando em saúde pública que quer conquistar corações, mentes e bolsas para a luta contra a fome no mundo.

No seu trajeto de mais de 800 km, que planeja completar em 17 dias (o primeiro foi quarta-feira passada), Joseph Henry vai tentar abrir os olhos dos norte-americanos sobre a pobreza no mundo e sobre a fome.

"A maior de nós, que moramos nos Estados Unidos, vamos para a cama todas as noites de barriga cheia. Mas para quase 1 bilhão de pessoas que sofrem com a fome crônica, isso não é bem assim. Essa situação é inaceitável em uma época em que a produção de alimentos é suficiente para todos", diz ele no site sobre o projeto, Hunger 500, que você pode ver clicando AQUI.

Henry vai aproveitar as paradas para descanso para fazer palestras em universidades, conclamando estudantes e entidades para o congresso Universities Fighting World Hunger (Universidades combatendo a fome no mundo), que vai acontecer em Ontario, destino final da corrida. Ele também tenta arrecadar fundos para o Programa Alimentos para Mundo, das Nações UNidas.

Bom, mas claro que a Hunger 500 (o número se refere à distância que será percorrida, em milhas) não é apenas política, mas um evento estafante, mesmo para um ultramaratonista experimentado. Henry, de 27 anos, vai correr quase 50 km por dia, em média. E está um frio de lascar nos EUA neste momento. Menos mal que ele tem o apoio dos pais, amigos e colegas --um grupo que acompanha a prova numa vá e lhe dá suporte.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h39

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Homem de 36 anos morre em meia maratona nos EUA

Organização é investigada

Um homem de 36 anos anos morreu domingo instantes depois de cruzara linha de chegada em uma meia maratona realizada em san Francisco. A administração municipal vai investigar se os organizadores da prova mantinham serviços de emergência de acordo com o regulamento --parece que não, segundo a avaliação inicial das autoridades locais.

Isso porque, conforme lembra o vice-diretor do Departamento de Administração de Emergências, Rob Dungeon, o pessoal da organização teve de chamar atendimento de urgência da prefeitura; a cidade exige, porém, que eventos como a corrida de domingo tenham seus próprios serviços de emergência, inclusive ambulância.

O certo é que Peter Hass, casado há 14 anos com Eden, com quem divide a administração e o trabalho em uma loja de acessórios de luxo para animais de estimação, foi atendido na hora por colegas corredores.

Ele cruzou a linha de chegada instantes antes da marca de duas horas, e caiu. Morreu ali mesmo.

Três corredores, incluindo um médico que tinha acabado de completar a prova, aplicaram técnicas de reanimação enquanto eram chamados os médicos do evento, segundo disseram os organizadores. Mas depoimentos de outros corredores, ouvidos pela imprensa local, contam história diferente.

Dizem que o pessoal da prova chegou de moto só depois de dez ou 15 minutos, e os paramédicos vieram depois de uns 20 minutos. Os organizadores da corrida ligaram para os serviços de emergência e prestaram atendimento enquanto não chegava o pessoal do Corpo de Bombeiros local.

Aparentemente, não havia ambulância.

Os organizadores da prova negaram que não houvesse pessoal médico especializado no local e afirmaram que havia, sim, uma ambulância, mas ela estava atendendo outro caso. Já os patrocinadores do evento, uma grande empresa de seguro saúde, disseram que apenas patrocinavam a corrida, e não estavam envolvidos em sua organização.

Enfim, nada vai trazer de volta o corredor morto, mas parece que a administração municipal não pretende deixar as coisas por isso mesmo.

Quando às causas da morte de Hass, começam a ser investigadas hoje, quando será realizada uma necropsia. Os resultados devem demorar para sair.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h39

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Belga completa 365 maratonas em 365 dias

Pela vontade de fazer

Desta vez, não se trata de ginástica beneficente nem de pagamento de promessa. O belga Stefaan Engels, que você vê comemorando na foto acima (AP), completou no sábado, em Barcelona, sua 365ª maratona percorrida em 365 dias seguidos. Claro que a enorme maioria não foi de provas oficiais, mas corridas solo controladas por GPS e com avalistas que atestam a execução do desafio --medidas necessárias, porque Engels pretende ver sua façanha incluída no Guinness.

Pelo jeito, ele quer se tornar assíduo frequentador do Livro dos Recordes, onde já registrou um feito em 2008, quando completou ao longo do ano 20 provas de Ironman, o triatlo de longa distância, que inclui 3.800 m de natação, 180 km de pedal e uma maratona.

Ele não pretendia arrecadar fundos para nenhuma obra benemerente. Seu desejo é apenas, segundo diz, divulgar a atividade física e seus benefícios para a saúde. No meio tempo, consegue divulgação para seu site, seu trabalho como treinador, a lojinha virtual de roupas esportivas e o livro que pretende lançar neste ano. Enfim, ele podia estar matando, estar roubando, mas não, está lá correndo e fazendo o bem. Merece todo o nosso apoio.

Trata-se de um sujeito bem pragmático, como leva a crer esta declaração que inclui no seu site (AQUI, em inglês): "Não vejo meu ano de maratonas como uma tortura. É mais como um trabalho cotidiano, comum. Eu corro todos os dias da mesma forma que o cidadão comum sai para o trabalho todos os dias, esteja com vontade ou não".

Bom, o certo é que ele passou, neste ano corrido, por lugares muito mais bacanas do que aqueles enfrentados pelo cidadão comum no seu caminho para o trabalho. Veja abaixo cena da última maratona de Engels, pouco antes de sua chegada a Barcelona (AFP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h13

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Conheça a vencedora da corrida mais difícil do Brasil

 

Garçonete multirrecordista

 

Talvez você já tenha ouvido falar da BR 135, talvez não tenha nem ideia do que essa mistura de letra e números, que mais parece nome de rodovia, significa. Em qualquer caso, este blog agora esclarece: trata-se da mais difícil e exaustiva corrida do Brasil, de onde tira, é claro, o "BR". Já o 135 se refere à distância da prova, em milhas _usa a unidade de medida dos EUA porque faz parte de um circuito internacional de ultramaratonas. Em quilômetros, são 217, que é melhor a gente escrever assim, bem marcadinho _du-zen-tos-e-de-zes-se-te_, porque cada um deles é um desafio, um sofrimento e uma conquista.

A prova é toda realizada nas montanhas da serra da Mantiqueira, em Minas Gerais (uma referência para eventuais peregrinos: ela acontece no trecho de maior dificuldade do Caminho da Fé). Apenas 20 km dos seus 217 km são planos. Ao final da corrida, o concluinte terá subido mais de um monte Evereste (subida acumulada: +de 10 km) e descido outro tanto (descida acumulada de cerca de 9 km).

Falta dizer que o desafiante precisa completar o percurso em até 60 horas. No ano que vem, vai ficar pior: se o desafiante quiser usar a prova como classificatória para participar de etapas internacionais, terá de completá-la em até 48 horas.

Bueno, agora que você já conhece a BR 135, apresento-lhe a domadora-mor desse trajeto encabritado, enlameado, quente e frio, ensolarado e coberto de neblina: Débora Aparecida Simas, uma garota catarinense de 40 anos, músculo puro e vontade férrea em 1,58 m e 50 kg, que corre nas horas vagas, geralmente das duas às cinco da tarde, de segunda a sexta. Nos sábados, faz seu longão e, no meio de tudo isso, ainda acha tempo para duas sessões semanais de musculação e três de pilates.

No resto do dia, ela trata de ganhar a vida, pois atletismo ainda não dá camisa a ninguém (ou dá para muito poucos) e menos ainda no solitário terreno da ultramaratona. Trabalha em uma lanchonete em uma academia da bela Florianópolis. Foi lá, por sinal, que começou a correr.

Débora não era disso. Gostava mesmo era de musculação. Para ela, corrida eram os minutinhos que passava na esteira para aquecer a musculatura antes de levar o corpo às máquinas de leg press, supino, abdutor, adutor, pulley costas e outras tantas que tomam o chão da academia.

Pois num belo dia, já lá se vão sete anos, ela ficou curiosa a respeito de um grupo de corrida que saía pelas ruas para treinar. Tratou de buscar informações e logo se agregou à turma. Começou a treinar, pensando em participar da prova de 10 km que aconteceria em paralelo à maratona de Santa Catarina. Foram três meses de dureza e descobertas; a mais importante: quem 10k que nada, vou logo para a maratona. Incentivada pela treinadora, mudou de prova na sua primeira experiência. Completou Floripa em 3h27 e ficou em quarto lugar na sua categoria.

Durante três anos, fez provas curtas, chegando até maratonas, em que conseguiu baixar seu tempo para 3h10, em Porto Alegre. Então aconteceu Rio Grande.

Dessa eu falo de cadeira, pois foi uma das melhores e das piores corridas que já fiz.

A prova sai de Cassino, praia daquela histórica cidade gaúcha, vai até o centro urbano, circula pelo porto em completa solidão e volta por campo aberto, contra o vento e sob um sol de rachar, para então se derramar pela areia da praia, sentindo o cheiro de carne assando em improvisadas churrasqueiras espalhadas na praia pelos veranistas. Chega-se enfim ao mesmo ponto de onde se partiu. Chega-se mais cansado, talvez mais sábio.

Débora escolheu um ano terrível para conhecer a Supermaratona de Rio Grande: para nós, os lerdos, faltou água desde o km 5, mas os velozes, como ela, também sofreram com os erros de uma organização mal ajambrada, caótica. De qualquer modo, ela descobriu as ultramaratonas ali mesmo e não parou mais.

CONTINUA...

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h22

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Conheça a vencedora da corrida mais difícil do Brasil - parte 2

Cabritos e corredores

Débora Simas fez o Desafrio de Urubici, nas montanhas invernais de Santa Catarina, um monte de vezes: é pentacampeã e recordista da prova, que tem 25 km de subida e depois volta outro tanto. Também é recordista e pentacampeã do Desafio Praias e Trilhas (sequência de duas maratonas em dois dias seguidos em algumas das piores pirambeiras de Floripa). Mas adora provas de 24 horas, corridinhas de cem quilômetros, desafios em que você fica rodando em pista de 400 metros, duas horas para cá, duas horas para lá... "Passou de 50 km, tô dentro!", diz ela, explicando: "É a melhor coisa, você tem quilômetros para administrar e não fica correndo com o coração na boca".

Isso, é claro, se você tiver fôlego para se preparara direito, o que não é exatamente a coisa mais fácil do mundo, como diz a ultragarçonete: "Os treinos para essas provas te preparam física e psicologicamente para você no mínimo completar. Se você faz ultra, não tem quem treine com você. É muita quilometragem e você tem de encarar sozinha. É acordar cedo, colocar alguma coisa pra comer, gel, dinheiro pra comprar algo no caminho e sair, muitas vezes fazer treinos de cinco, seis, sete, oito horas e sozinha".

Mesmo assim, nunca sofreu, ao longo desses sete anos, lesão que a impedisse de participar de uma prova: "Respeito muito meu corpo. Se ele me dá sinais de cansaço, eu descanso. Descanso também é treino".

Isso é o que ela diz... No fogo da batalha, porém, a coisa é diferente, como prova sua participação na K42 de Villa Angostura, maratona nas trilhas da Patagônia argentina: "Torci o pé no km 8 e corri mais 34 km assim, depois fiquei duas semanas de molho em um intensivo de fisioterapia e pilates e logo voltei aos treinos e me senti muito bem".

E foi com essa bagagem que ela chegou à BR 135 no mês passado. Coisa de doido, dureza extrema mesmo para ela, que já correu mais de 204 km em prova de 24 horas. "Já fiz muitas provas, mas essa, você coloca todas as outras juntas e ainda é pouco. Muita subida e quando você acha que terminou, sobe mais ainda, depois despenca na descida, muito calor...

Se não bastassem as dificuldades do percurso e o sofrimento imposto pelo clima, o corredor também erra: "O pior momento foi quando anoiteceu e descobri que minhas lanternas eram uma porcaria; tive de colar em uma dupla, depois em um trio, para correr na madrugada".

A sorte foi que seu apoio estava sempre atento, e ela agradece a colaboração: "O dia estava escaldante, mas meu apoio Beto Júnior não deixou faltar nada, preparadíssimo, sempre atento, se manteve a noite toda acordado e até me presenteava com alimentos mais sólidos quando chegava antes do previsto ao posto de controle".

Às vezes, a população local tomava parte ativa na corrida, lembra Débora, sorrindo: "Passei por uma casa, pedi para uma mulher para usar o banheiro e ela me cedeu.Quando eu saí, ela segurou no meu braço e não me deixava sair até que passasse alguém pra eu acompanhar, temendo não sei o quê... Para minha sorte, minutos depois passa um rapaz que estava fazendo a prova em dupla".

Débora, como quase todos os que participam dessa prova, guarda na memória a paisagem vista desde o Pico do Gavião (fotos publicadas com permissão do autor, que aparece no Facebook com o apelido Pico do Gavião; veja o álbum completo AQUI). Mas o que interessava, mesmo, era chegar:

"O final da prova é dramático, você sobe e vê a cidade de Paraisópolis, que parece miragem, pois aí vem a descida, e a cidade some, para reaparecer depois de um morro mais alto ainda, que só nós e os cabritos sobem."

Débora Simas, número 21 no peito, subiu, desceu, viu e venceu. Terminou os 217 km em 33 horas e 49 minutos, superando em mais de sete horas o recorde feminino anterior, que era de 41h08, estabelecido por Valderez Pereira em 2009.

Ficou feliz, festejou, brincou. Quando baixou a poeira, voltou-lhe o olhar de ultramaratonista insatisfeita, sempre focada em um novo desafio, sempre querendo cobrar mais do corpo. Que fale Débora, diga lá o que representou para você essa conquista na mais difícil ultramaratona do Brasil?

"Para mim, chegar em primeiro no feminino, sexta no geral, batendo o recorde feminino na prova quer dizer que posso arriscar mais quilometragem, sonhar mais alto. Quem sabe, quebrar o recorde de 24 horas em pista, que é hoje de 224 km... Ir mais, muito mais, ser uma Forrest Gump."

Vai lá, Débora, vamo que vamo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h18

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Exercício moderado aumenta o cérebro de idosos

Turbinando a memória

Correr é muito bom, mas parece que caminhar é melhor ainda, quando se trata de pensar apenas na saúde.

Pesquisa realizada na Universidade de Pittsburgh mostra que exercícios moderados (caminhadas) podem melhorar a memória de idosos porque propiciam o aumento do tamanho do hipocampo, a parte do cérebro em que se localizam as lembranças. Melhor ainda: os exercícios conseguem reverter casos em que a pessoa já está experimentando atrofia naquela região --e consequente falha na memória.

"Em geral, acredita-se que, com a idade avança, a atrofia do hipocampo é quase inevitável", diz Kirk Erickson, professor de psicologia e o principal autor do trabalho. "Mas nossas pesquisas mostram que mesmo exercícios moderados, por um ano, podem aumentar o tamanho daquela estrutura. Ou seja: mesmo em idosos o cérebro ainda é modificável".

Os pesquisadores trabalharam com um grupo de pouco mais de 120 idosos (não achei as idades da turma, mas imagino que pessoas com mais de 60 anos) que não sofriam de demência. O grupo foi dividido em duas turmas: uma fazia caminhadas em uma pista por 40 minutos, três dias por semana, e a outra turma se limitou a exercícios de alongamento e tonificação da musculatura.

Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética antes do início da pesquisa, seis meses depois do início e ao final do experimento, que durou um ano.

Os resultados são claros: os que fizeram exercício tiveram aumento volume do hipocampo, tanto do direito (1,97%) quanto do esquerdo (2,12%); os que ficaram no outro grupo tiveram redução daquela estrutura cerebral (1,43% e 1,4%, respectivamente).

Também foram realizados testes de memória. Novamente, o povo que fez as caminhadas demonstrou melhora da memória em relação ao desempenho anterior ao início da pesquisa. Os pesquisadores associam essa melhora da memória ao aumento observado no hipocampo.

Além dos exames de imagem e dos testes de memória, os pesquisadores examinaram vários biomarcadores relacionados com a saúde do cérebro; todos os resultados apontaram na mesma direção.

"Os resultados de nossa pesquisa mostram que, para idosos sedentários, mesmo pequenas quantidades de exercício podem levar a ganhos substanciais de memória e da saúde do cérebro", diz Art Kramer, diretor do Beckman Institute e também autor da pesquisa.

Bueno, tomara...

Só espero que daqui a pouco não venha outra pesquisa dizer que correr, ao contrário, faz diminuir o tamanho do cérebro e piorar a memória. Quero continuar lembrando de tudo --e por muito tempo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h58

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Blogueiro dá dica de filme imperdível

"Corações e Mentes"

A gente gosta de correr, mas não esquece o mundo lá fora.

Por isso, aproveito este momento de erupções guerreiras, revoltas populares e repressão violenta para indicar a você um grande filme, que faz profunda reflexão sobre todos esses assuntos.

Trata-se de "Corações e Mentes", um documentário sobre a Guerra do Vietnã produzido em 1974 --talvez você não fosse nem nascido naquela época, mas ela influenciou profundamente o mundo em que hoje vivemos. Apesar de crítico em relação à política do governo dos EUA, o filme ganhou o Oscar de documentário no ano seguinte.

A boa notícia é que, se você mora em São Paulo, tem uma excelente oportunidade para assistir a essa obra de arte, que também é um libelo contra a violência e em defesa da autodeterminação dos povos.

Haverá uma sessão amanhã, às 19h, na Cinemateca Brasileira, que fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207 (relativamente perto do metrô Vila Mariana). O telefone é (11) 3512-6111 e o site você confere AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h54

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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