Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Corredor conta em livro sua conquista da maratona

 

42.195

 

O título do livro resume a história que vai contar: "42,195 - A Maratona de desafios que superei nos meus 42 anos e 195 dias de vida por meio da corrida".

Fauzer Simão Abrão Jr., um sujeito como eu e você, corredor amador dedicado, dá mais informações: "O livro conta desde minhas primeiras provas e maratonas, até o ano que precisei parar de correr após passar por cinco cirurgias num período de 11 meses".

O título também surge de uma coincidência na história de Fauzer: ele botou o ponto final no livro quando completou 42 anos e 195 dias de vida.

Apresentado pelo heptacampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, o livro será lançado em sessão de autógrafos nesta sexta-feira, dia 2, a partir das 19h, na livraria Saraiva Mega Store do shopping Morumbi.

O lançamento será comentado ao vivo pelo twitter do autor, AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h51

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Ex-menina de rua vence corrida em NY

 

A Animal quer mais

 

 

A Animal está em Nova York e está arrasando. Na última semana, tratou de visitar lojas e mais lojas atrás de camisetas do time de basquete New York Knicks. Queria homenagear o ex-jogador Earl Monroe, campeão da temporada 1972-73, que, por sua vez, tinha feito uma homenagem a essa ex-menina de rua brasileira, que tem anjo no nome, mas ganas de correr que lhe valeram o apelido mais revelador, de quem vive com sangue nos olhos.

Ana Luiza dos Anjos Garcez, 49, foi a campeã feminina da New York Colon Cancer Challenge, prova de 4 milhas (6,4 km) organizada pelos mesmos organizadores da maratona de Nova York e realizada no Central Park no domingo passado. Não ganhou prêmio em dinheiro, mas recebeu o troféu das mãos do ex-campeão de basquete (foto), esporte que é uma espécie de obsessão para essa superdeterminada corredora.

Estava fazendo muito frio –2 graus na hora da largada--, mas a Animal não deu muita bola e mandou ver, completando em 25min52. “Ela liderou do começo ao fim”, conta a jornalista Fernanda Paradizo, fotógrafa e maratonista, que me passou essas informações.

As duas estão hospedadas no Brooklin, onde Ana Luiza já encontrou uma pista para treinar (foto abaixo). Foi um alívio, pois para ela os treinos são sagrados, mesmo em viagens. “Dia de rodagem é dia de rodagem, dia de pista é dia de pista”, comenta Paradizo, que também mandou para mim as fotos aqui apresentadas.

A pista fica a uns dez minutos no trote do local onde as duas estão hospedadas, e para lá se vai a Animal faça sol, chuva ou neve, como aconteceu um dia desses.

Aliás, o frio nova-iorquino foi talvez o principal adversário da corredora brasileira na sua estréia nesta temporada em terras norte-americanas.

Ela correu a meia maratona de Nova York –aquela em que Marílson ficou em oitavo lugar-- esperando fazer um tempo que lhe desse direito a um lugar no pódio. Sofreu muito, porém, contando que em alguns momentos perdeu a sensibilidade nas mãos e nos pés. Usando seu tradicional sunquíni, chegou passando mal, mas completou em 1h29.

Agora, a Animal está de olho em outra meia maratona. No próximo domingo, novamente no Central Park, será realizada uma corrida feminina, e ela está trabalhando para conquistar um bom resultado.

“Essa meia é um pouco mais difícil. São duas voltas no Central Park, num percurso repleto de subidas e descidas”, diz Fernanda Paradizo. Mesmo assim, ela acredita que a Animal pode conquistar o pódio na faixa etária e até beliscar um posto na frente no geral.

Vai lá, garota!

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h09

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Peso pesado dá o maior show em maratona nos EUA

Recorde mundial

 

Tudo bem, você já deve ter visto a notícia, que também saiu neste blog. No domingo retrasado, Kelly Gneiting, tricampeão norte-americano de sumô, quebrou o recorde mundial e interplanetário de homem mais gordo a completar uma maratona.

O recorde aguarda oficialização da Guinness, mas é questão de tempo: Kelly tem 1,81 m, 183 kg e uma cinturinha de 1,53 m. Eu fiz uma entrevista com ele, que foi publicada hoje no caderno Equilíbrio da Folha (AQUI, para assinantes da Folha e/ou do UOL).

Acontece, porém, que, ao contrário do que diz a lenda, o papel não aceita tudo. Faltou contar um monte de detalhes da história de Kelly, que é mesmo um lutador --não só de sumô, mas na vida civil. Apesar de já ter por sete vezes representado os Estados Unidos no Mundial de sua área, não tem patrocínio que permita que se dedique integralmente ao esporte.

Ao contrário, como a maioria de nós, precisa trabalhar para garantir o leite das crianças.

E são muitas crianças. Casado há 17 anos, o lutador tem cinco filhos, que vivem com a mãe em Idaho, Estado natal de Kelly, que tem 40 anos.

Para pagar as contas, o lutador trabalho no outro lado do país, a mais de 1.100 quilômetros de distância. Das 8h às 17h, esse mestre em geografia cuida das estatísticas de um hospital; depois, trata de treinar.

Kelly Gneiting treina seis vezes por semana: dois dias faz exercícios de luta, outros dois faz treinos em escadarias e nos outros, corre. No geral, seus treinos duram 45 minutos, em média. A corrida faz parte de sua preparação para as lutas de sumô, que duram seis segundos. Quando ele decidiu fazer uma maratona, porém, passou a realizar uma preparação mais específica.

Sua primeira maratona foi em Los Angeles. Com mais de 192 quilos, completou a prova em 11h52min11. Já então era, de fato, o recordista mundial, pois o dono da marca pesava menos de 150 quilos. Mas não fez os devidos registros e a história passou.

Agora, com nove quilos a menos, fez tudo direitinho. Pesou-se antes da prova e depois: perdeu menos de dois quilos ao longo de suas 9h48min52 no asfalto, trotando e caminhando contra o vento e a chuva...

"Melhorei meu tempo em mais de duas horas. Quero ver um queniano fazer isso!", disse ele depois da corrida. Ele pode parecer falastrão, mas o fato é que treina muito e se dedica ao esporte como poucos.

Morando em uma reserva índia (o hospital em que trabalha é da reserva), ele vive numa relativa solidão. Vê a família poucas vezes por ano, treina sozinho e cuida ele mesmo de sua preparação.

Para a maratona de Los Angeles, por exemplo, enfrentou uma viagem de 12 horas de trem, chegando a Los Angeles no sábado. Depois, correu sozinho, sem apoio sequer de seus amigos do sumô.

Esportista desde a juventude, desenvolveu habilidades para a luta que lhe garantia uma bolsa na universidade; também jogou futebol americano por dois anos durante o período universitário.

Chegou ao sumô mais tarde, levando quatro anos até conseguir uma medalha no campeonato nacional de sumô: foi terceiro em 2004. Entusiasmado, partiu para cima dos rivais e foi campeão nacional nos três anos seguintes...

Ao lado do esporte, tem uma ativa vida política. É coordenador regional do U.S. National Independent American Party. E não tira a cabeça de novos desafios.

Agora que já completou sua segunda maratona, sonha em nadar o canal da Mancha e quer fazer uma supercaminhada do Mar Morto, ponto mais baixo da Terra, ao Everest, o mais alto.

Quem viver verá. Enquanto isso, Kelly Gneiting diz: "Os gordos podem fazer o que quiserem. Eu não vou permitir que meu peso me impeça de fazer qualquer coisa".

Boa, Kelly! Manda ver.

 

PS.: A foto foi gentilmente cedida por Andrew Loos, da Attack Marketing

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h17

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Campeão olímpico desiste de Londres

A culpa é do joelho

O campeão olímpico da maratona desistiu de participar agora em abril da prova de Londres, que já venceu em 2009. O motivo da desistência de Samuel Wanjiru é uma lesão no joelho direito.

"Estou terrivelmente desapontado", disse Wanjiru.

Eu não vou ficar aqui duvidando dele nem de ninguém, mas o fato é que o jovem e talentoso corredor tem passado por maus bocados na sua vida particular. No final do ano passado, envolveu-se em um entrevero com sua mulher e um guarda-costas que acabou na polícia. Wanjiru foi acusado de tentativa de homicídio, mas a queixa acabou sendo retirada e tudo ficou em paz.

Enquanto ele trata de cuidar de suas feridas, outro grande corredor queniano aparentemente conseguir se recuperar dos problemas que enfrentava.

O tricampeão de Londres, Martin Lel (2005,2007 e 2008), disse que já está em condições de correr em alto nível e volta a disputar a prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h12

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Trapalhada na maratona de Jerusalém

Sob proteção armada

 

Lá vem Kipkoechh... O queniano vai vencer a primeira maratona de Jerusalém... Acelera com vigor, deixando todos para trás e cruza a linha de chegada .... da meia maratona.

Não sei como a história foi contada hoje durante a corrida realizada em Israel sob forte proteção militar, com soldados armados de metralhadoras dispostos ao longo do percurso (foto Reuters)... Poderia ter sido tão confusa quanto o parágrafo acima.

Raymond Kipkoechepp, 34, cruzou a linha de chegada da meia maratona e ainda assim foi declarado vencedor da maratona, prova em que ele efetivamente estava inscrito e que ele disputou.

Ao que parece, o corredor, em algum momento do percurso, fez uma curva para o lado errado, o que acabou fazendo com que ele chegasse ao ponto final errado _a linha de chegada da meia ficava na mesma avenida, mas alguns quarteirões antes da linha de chegada da maratona, segundo relata despacho da France Presse que usei como base para este texto.

De qualquer forma, os organizadores declararam o queniano vencedor, com o tempo de 2h26min44; Mutai Kokorir, seu compatriota, chegou 11 segundos depois.

Para os cerca de 10 mil participantes do evento, porém, a confusão da elite não chegou a atrapalhar. A maratona ocorreu sem incidentes no final de uma semana em que uma bomba explodiu no terminal de ônibus da cidade, matando uma pessoa e ferindo várias.

O evento foi criticado por partidos de oposição de Israel e também por palestinos. Isso porque o percurso da prova cruzou por áreas do setor árabe anexadas por Israel. Um grupo chegou a escrever para a Adidas, que patrocina a prova, para que deixasse de apoiar a corrida.

Bueno, ao fim e ao cabo, a corrida aconteceu e ninguém se machucou, apesar das questões políticas e militares. Como se sabe, Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível, o que não é reconhecido pela comunidade internacional. Os palestinos desejam ver a parle leste de Jerusalém como capital de um futuro Estado palestino.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h04

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Lutador de sumô completa maratona em dez horas

Cintura larga

Todo mundo está dizendo: o recorde mundial foi batido na maratona de Los Angesles. Não o de velocidade, que está longe de ser desafiado pelos tempos de hoje, mas o de forma física. Um lutador norte-americano de sumô completou a maratona na manhã de domingo último e já se candidata oficialmente ao recorde mundial de homem mais pesado do mundo a completar uma prova do gênero.

Trata-se de Kelly Gneiting, de 40 anos e mais de 181 quilos, que enfrentou a distância, o vento e a chuva para terminar em 9h48min52, derrubando em mais de duas horas o seu tempo anterior --ele estreou na maratona em 2008, lá mesmo em los Angeles, quando completou em 11h52min11.

Com mais de 1,5 m de cintura e medindo 1,83 m, ele disse ter corrido os primeiros 13 km e caminhado o restante.

Muita gente, nos fóruns e sites de notícias norte-americanos, detonou o cara, dizendo que maratona é para correr, que ele não fez nada demais etc e tal.

Este blogueiro discorda: 42 quilômetros e 195 metros não é para qualquer um. Mesmo que ele tivesse caminhado todo o tempo seria um feito marcante. Talvez não seja saudável, mas o cara deve ter uma estrutura musuclar poderosa, pois lutar sumô também não é a coisa mais fácil do mundo.

E ele é muito mais pesado que o atual detentor do recorde, que, segundo a imprensa norte-americana, é um maratonista de apenas 125 quilos.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h54

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Cuba faz homenagem a Terry Fox

Correndo por um lutador

As ruas do centro velho de Havana foram tomadas por corredores, no sábado, durante mais uma edição de corrida em homenagem ao garoto canadense Terry Fox, que se tornou símbolo da luta contra o câncer.

Morto há 30 anos, Fox enfrentou no asfalto canadense a doença que acabou por matá-lo. Mesmo sem uma perna, correu maratonas sem fim para arrecadar fundos para pesquisas contra o câncer. Acima de tudo, mostrou que é possível e que é preciso lutar contra a doença.

 

De certa forma, é também essa demonstração de coreagem que fizeram ontem, em Cuba, cadeirantes de todas as idades.

A corrida em homenagem a Fox mobilizou também representantes da comunidade chinesa, que levaram às ruas símbolos de sua cultura (fotos AFP).

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h54

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Marílson atinge meta em Nova York

Ritmo de relógio

Marílson Gomes dos Santos terminou a meia maratona de Nova York, na manhã de hoje, bem dentro do que ele e seu treinador esperavam. Adauto Domingues havia dito que seu pupilo deveria completar em até 1h02; Marílson estava a fim de um minuto a menos. No final, 1h01min23 foi um bom resultado nessa preparação do brasileiro para sua participação na maratona de Londres, em abril.

Ainda não tive notícias da assessoria do corredor quanto a seu estado geral, mas as passagens a cada cinco quilômetros indicam consistência do brasileiro, que não deve ter sentido nada --garanto que qualquer dorzinha besta já seria o suficiente para impedir passagens tão regulares. Vamos a elas.

Nos 5 km, passou em 15min06, no blocão de liderança, um segundo a menos que os primeiros; no km 10, estava na frente do pelotão líder, com 29min31; no km 15, ficou três segundos para trás, mas ali no pacotão, com 43min39.

A partir daí, o pelotão de liderança se dividiu, com os primeiros tentando se desgarrar --e conseguindo. O etíope Gebre-Egziabher Gebremariam, que terminaria em segundo, passou o km 20 com 57min29, um segundo à frente do britânico Mo Farah, que venceria a disputa. Marílson ficou mais de 40 segundos atrás, com 58min12.

O quilômetro final (e os 97 metros) foi ainda mais rápído, e Farah completou em 1h00min23.

No feminino, a queniana Caroline Rotich completou sozinha e altaneira em 1h08min52, novo recorde da prova (o anterior era da britânica Mara Yamauchi.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h26

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Beijo celebra vitória etíope em Los Angeles

Dobradinha em Santa Monica

 

A corredora etíope Buzunesh Deba ganha um beijo do maridão depois de detonar o circuito da maratona de Los Angeles, se desgarrando do primeiro pelotão pouco depois do km 35 para chegar inteira e sozinha em 2h26min34.

Seu compatriota Markos Geneti, por seu lado, não só estabeleceu novo recorde na prova como também se tornou o segundo mais rápido maratonista neste ano, fechando em 2h06min35. O recorde anterior era de 2009, estabelecido pelo queniano Wesley Korir: 2h08min24. E a melhor marca deste ano é do queniano Wilson Kipsang Kiprotich, que fechou em 2h06min13 a maratona do lago Biwa, no Japão.

De lambuja, acabou com a hegemonia queninana na prova, que já durava 12 anos na prova masculina. O bicampeão Korir, por sinal, foi levado ao limite na disputa com o etíope e teve de receber atendimento médico depois de cruzar da linha de chegada (abaixo, fotos AP), em Santa Monica.

Para completar seu dia feliz, Geneti ainda ganhou o desafio dos gêneros: a elite feminina largou com vantagem de 17min03, mas o etíope alcançou as moças pouco depois do km 32. Pelo feito, ganhou mais US$ 100 mil.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h41

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Miguel faz um mês e Marílson vai a Nova York

De olho em Londres

Neste domingo, quando seu primogênito, Miguel, completa o primeiro mês de vida, Marílson Gomes dos Santos estará correndo em Nova York, na meia maratona que leva o nome da cidade.

O melhor maratonista brasileiro da atualidade encara a prova como um treino de luxo e de alta qualidade na fase final de sua preparação para a maratona de Londres, que será realizada em 17 de abril.

Nas terras da rainha, Marílson sonha em fazer o melhor tempo de sua vida. Hoje, seu recorde pessoal na maratona é 2h08min32, uma marca respeitável, mas aquém do que ele imagina que pode alcançar.

Para Nova York, agora, a expectativa é correr bem, talvez estabelecer sua melhor marca na temporada, mas não baixar seu tempo. Como a prova é “muito dura”, o técnico de Marílson, Adauto Domingues, imagina que seu pupilo deverá completar em 1h ou mesmo 1h02.

Destacando que a prova faz parte do treinamento para Londres, Marílson faz filosofia: “Estou subindo degraus”.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h51

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Paula Radcliffe anuncia volta às competições

Seja bem-vinda

A recordista mundial da maratona, a britânica Paula Radcliffe, fora das competições desde sua participação na maratona de Nova York em 2009, anunciou que está de volta e logo estará mostrando seu estilo durão nas ruas da grã-Bretanha.

Depois de um ausência que completará 15 meses, sua primeira competição será uma prova de dez quilômetros, a Great Manchester Run, no dia 15 de maio.

Depois da maratona de Nova York de 2009, em que ela terminou num modesto quarto lugar, sofrendo muito com dores na perna esquerda, Radcliffe deu um tempo. Parou para se recuperar e tratar direito seus problemas, além de se dedicar ao descanso maternal, pois esperava seu segundo filho, Raphael.

"Vai ser muito legal voltar ás corridas depois de tanto tempo", disse ela, que afirmou estar "entusiasmada".

Aos 37 anos, a recordista mundial está de olho na maratona olímpica em sua pátria, mas evitou falar nisso. "Fazer minha volta em uma prova de 10 km é o ideal, pois estou apenas na base de meu treinamento e ainda falta para chegar às condições de competir bem em uma maratona."

Bueno, tomara que tudo dê certo e que ela tenha um ótimo desempenho, sem imprevistos como as pedras no caminho que infernizam o etíope Hailé Gebrselassié, recordista mundial da maratona e também ausente das corridas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h47

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Cenas do fim de semana

Feridos de volta ao asfalto

 

Mais de 5.000 pessoas participaram ontem, em Bogotá, da corrida Heróis da Pátria, que homenageia soldados e policiais que perderam membros na explosão de minas terrestres.

A prova de 10 km também arrecada fundos para entidades beneficentes e tem a participação de muitos atletas com deficiência física. Veja mais fotos (Reuters) a seguir.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h10

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Confira teste do Timex Global Trainer GPS

A pior compra de minha vida

Desculpe aí pelo título revelador, mas acontece que ele resume com precisão meus sentimentos após mais de uma semana de uso do aparelho em questão. O que não significa que o relógio da Timex com GPS não funcione bem; eu não gostei do que ele oferece (ou, mais precisamente, do que ele deixa de oferecer), mas talvez o aparelho agrade a você. Por isso, aceite meu convite para acompanhar esta via crúcis de consumidor frustrado.

Viajei para os Estados Unidos, no final de fevereiro, já com um alvo na cabeça. Apesar de minha frustração com vários modelos que GPS da Garmin que já usei, iria abrir a carteira e comprar o Forerunner 310XT sem nem olhar a concorrência (eu sabia do relativamente recente lançamento do Timex GT GPS, que era minha segunda opção).

Na hora, porém, amarelei diante do preço. Gastar US$ 400 (R$ 720) num brinquedinho desses pareceu demais, o equivalente a mais de três pares de tênis (muuuoito mais: encontrei um tênis excelente, em promoção, por US$ 45). Resolvi comprar um modelo antigo do Garmin, que já tinha me deixado na mão, mas que estava em liquidação: US$ 170, boa. Mão fechada, acabei decidindo ir ainda em uma outra loja, esta especializada em artigos esportivos, para ver se não encontrava ofertas melhores.

O 310 estava no mesmo preço, mas havia lá o tal Timex GPS. Fiquei grudado no mostrador até que uma vendedora apareceu, ofereceu para mostrar o aparelho. É um relogião bonito que só ele (eu gosto de relógios grandes), uma vantagem em relação ao produto da Garmin, que é quadradão. E estava em promoção: com preço de lista de US$ 300, saía por US$ 225. Já estava mais próximo do Garmin ultrapassado e achei que valia a pena investir em um produto mais moderninho, ainda mais depois de minhas tristes experiências com o Forerunner, já relatadas neste blog.

Para completar, a vendedora disse que tinha um desconto adicional de US$ 50. Desconfiado, perguntei se não era o tal em que a gente precisava mandar pelo correio a prova da compra para receber, também pelo correio e apenas no território norte-americano, o cheque com o desconto. Ela garantiu que não, que a redução seria na boca do caixa, mas só ia valer dali a dois dias.

Tudo bem.

Voltei três dias depois, mas ninguém sabia do GPS, que supostamente deveria estar reservado em meu nome... A vendedora também não estava... Finalmente acharam o dito cujo, que estava mesmo com meu nome, em um escaninho. Mas nada de desconto, ninguém sabia disso. Insisti, a caixa foi falar com o gerente, que veio falar comigo. Contei toda a história, e eles foram fuçar nos seus alfarrábios. Encontraram as informações da Timex, havia o desconto, já estava valendo, mas era só o tal de mail-in rebate, como eu havia previsto. Reclamei mais um pouco, fiquei achando que devia largar tudo, que nuvens negras anunciavam péssimo futuro para aquela compra, mas acabei comprando tudo e ainda levando umas meias de lambuja (pagas separadamente).

Naquela altura, minha viagem já estava quase no fim e aproveitei apenas para dar uma primeira carga no relógio (como outros aparelhos, você não pode usar o Timex GPS de cara, tem de primeiro carregar totalmente a bateria, que vem virgemzinha da loja). Como sabia que a configuração seria complicada _todos esses relógios são muito ruins no que se refere à interface com o usuário_, deixei para fazer cá na terra, com tempo e disposição.

Fiz duas tentativas sem manual, mas quase não consegui ligar o aparelho. Precisa segurar o botão de liga/desliga por alguns segundos. Para mudar os modos de operação, você não deve apertar por alguns instantes o botão respectivo (Mode), mas sim dar um toquezinho rápido no dito cujo, coisa que aprendi por tentativa e erro.

As configuração pessoais também consegui fazer sem ajuda do manual, mas, a partir daí, tive de consultá-lo para entender a operação. Configurei tudo como eu desejava, ma non troppo. Há cinco telas, cada uma com possibilidade de mostrar até quatro janelas. Como é um relógio voltado para triatletas, as telas vêm identificadas como de bicicleta, natação e corrida; as outras duas são as personalizadas.

Nos primeiros dias em que usei, achei que só podia mexer nas telas de corrida e personalizáveis, mas depois percebi que podia mudar o nome das de bicicleta e natação, ficando portanto com cinco telas, cada uma com até quatro janelas. Que beleza, hein?! Quanta informação disponível...

Ledo e ivo engano. Há muita janela, mas pouca informação para colocar nelas. Vou me ater apenas às relativas a tempo e distância, porque não comprei o relógio com monitor cardíaco (ainda bem, pois o gasto teria sido maior e a frustração, ainda mais brutal).

Falando nisso, o tamanho das letras foi uma decepção. Considerando o tamanho do monitor, esperava letras legíveis por um senhor cinquentão; nada disso. Consigo ler as mensagens na tela apenas em locais de ótima iluminação _os registros dos treinos, por exemplo, são um mistério para mim até que eu transfira tudo para o computador. E a configuração da telas também foi decepcionante, com quantidade de informação aquém do que eu esperava.

Claro que há tempo e distância percorrida, e vários registros para ritmo (da volta, médio, atual, ainda que o ritmo atual seja igual ao da volta, como é óbvio). Ele registra automaticamente a volta que você determinar (pode ser por tempo ou distância) e informa o tempo da volta, mas não informa a distância na volta, o que é muito importante para quem faz repetições. O tamanho dos algarismos é ótimo, pois configurei as telas para apenas uma ou duas janelas. O número de voltas aparece em uma letrinha menor, mas não pode ser mostrado em uma janela específica.

CONTINUA....

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h17

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Confira teste do Timex Global Trainer GPS - parte 2

Lamentável falta de informação

Continua minha avaliação do Timex Ironman Global Trainer.

O GPS funciona muito bem. Rodei em vários circuitos conhecidos e a precisão é bem razoável. O tempo para aquisição do sinal do satélite, no início do processo, às vezes é de mais de um minuto, mas isso também acontece com outros aparelhos. Ele não fica doidão se você dá a volta sobre seus próprios passos e também entende retornos abertos (desce por um lado e volta pelo outro lado da rua). É meio lerdo em reconhecer mudanças de ritmo, especialmente de ritmo mais lento para mais rápido, o que é irritante quando você está buscando um ritmo específico), mas, noves fora, ganha nota 8.

Já o relógio propriamente dito é uma gracinha. Você não pode acertá-lo: a sincronização é por GPS. E também é outra fonte de irritação. Durante dois dias, ficou em 2010... Finalmente, chegou à data certa, mas a hora foram outros 500. Mandei sincronizar com a hora de Brasília, e ficou tudo certinho. Quando saí para treinar, porém, não encontrava o satélite nem com reza braba. Passei para São Paulo, e achou o satélite imediatamente, mas o relógio adiantou 11 horas.

Liguei e desliguei umas tantas vezes, em horários e dias diferentes, mas a loucura permanecia: por alguma razão, o sistema acha que Brasília e São Paulo estão em zonas horárias diferentes e que a diferença é como a que existe entre São Paulo e Xangai.

Acabei resolvendo o caso colocando Brasília como zona horária e esperando um tempão (uns três minutos) para encontrar o satélite. De qualquer forma, o Timex Global Trainer GPS, como os demais aparelhos do gênero, não é um relógio. Sua bateria tem carga com vida útil mais longa que a dos concorrentes, com o GPS desligado, mas dura menos de um dia: ou seja, se você quiser usar o dito cujo como relógio, tem de dar carga todas as noites.

E isso é mais uma fonte de incomodação: a conexão dele com o computador (ou a corrente elétrica). A ligação é por USB ma non troppo: ou seja, do lado do computador é USB, mas, do lado do relógio, são aqueles conectores por contato, nas costas do relógio, assemelhados aos do Garmin Forerunner 305, de triste memória.

A vantagem, em relação ao Garmin, é que não é um bercinho, mas uma espécie de prendedor de roupa, que faz o contato. Com isso, esperava eu, a precisão do contato estaria garantida, assim como a necessária pressão. Ledo e ivo engano. Na quarta vez que liguei o dito cujo ao computador já tive de começar a dar jeitinhos, liga e desliga, tira e põe o conector, até que o relógio falasse com o software que instala na sua máquina na primeira vez em que é ligado a ela.

E o software, meu caro leitor, é o maior problema desse aparelho. Feio, ruim, insuficiente, ultrapassado, muito inferior ao dos concorrentes.

Cada vez que abro meu computador para ver os treinos, fico com vontade de bater a cabeça na parede de tanta raiva de mim mesmo, de não ter pesquisado mais antes de comprar, de não ter feito mais perguntas na loja (talvez isso fosse inútil, pelo que vi no atendimento).

Como eu disse, o software é uma decepção (fico repetindo essa palavra, que se refere aos meus sentimentos e expectativas, para não usar os termos injuriosos que o programa merece). Não se trata de um programa independente, que permita que você veja seus treinos em seu computador, mas de um registrador dos treinos, um receptáculo dos treinos e um sistema de comunicação para que você faça o upload dos treinos para um site onde eles ficam armazenados (o registro é gratuito, com uma conta que oferece muito pouco em termos de informação; há versões pagas, que não me pareceram muito melhores dos que a básica).

Ou seja, você é obrigado a ter um programa em um computador, o que lhe deixa cativo da máquina nestes tempos de computação em nuvem, mas não tem acesso ao programa e aos dados, o que lhe deixa cativo do site que traduz em palavras e números as informações arquivadas.

Há versões do instalador em vários idiomas, inclusive uma em português muito mal-acabado e sem capricho: o sistema não reconhece letras com acento, por exemplo, colocando sinais gráficos no lugar delas...

E o site é de uma pobreza de dar dó (ou raiva, mais precisamente). Além de feioso, não mostra informações elementares. Não apresenta, por exemplo, os tempos de cada volta nem o ritmo de cada quilômetro (são duas coisas diferentes, ainda que os valores possam ser iguais se você definir que a volta é de 1 km).

Pior de tudo: não mostra o mapa do treino ou da corrida, não fala como o Google Maps nem nenhum outros sistema de mapas. Se você clica em Rotas, pode criar a sua ou carregar rotas gravadas por outros usuários, mas elas não saem automaticamente dos registros do seu GPS, função que é básica e gratuita em outros serviços. Aliás, olhar a rota no Google Maps e fazer o passeio automático no Google Earth eram para mim grandes fontes de diversão, agora suprimidas.

Resumo da ópera: a pior compra de minha vida. O aparelho não é ruim e o GPS funciona bem, mas o chamado ecossistema, tudo que envolve o uso dele, é lamentável, desagradável, insuficiente, chocho.

Azar e caveirocas, como dizia minha mãe. Minhas corridas também estão lamentáveis, então vai daí que, por via de consequência, fica tudo por isso mesmo até que eu encontre outra saída.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h14

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Las Vegas promete a maior corrida noturna da história

Noite ma non troppo

Os organizadores da maratona de Las Vegas acabam de anunciar uma novidade muito legal: a corrida deste ano será realizada à noite. Os caras estão tão empolgados que até já registraram a marca Maior Corrida Noturna do Mundo (tradução livre da marca registrada).

Eles esperam receber cerca de 30 mil participantes, que poderão escolher entre maratona e meia maratona, tudo começando na famosa Strip, a superavenida que corta Las Vegas e onde fica a maioria dos grandes hotéis-cassinos da Cidade da Perdição.

É bem verdade que a maratona é noturna ma no troppo, pois a maratona começa às 16h e a meia, na hora do lusco-fusco, às 17h30. Mas com certeza a maioria dos participantes chegará à meta final já sem o sol, recebendo as luzes do néon ilumina a noite local. Tudo acontece no dia 4 de dezembro.

Desde 2009, a maratona de Las Vegas faz parte do circuito Rock ’n’ Roll, que é um dos mais animados dos EUA. Em 2008, eu corri a edição de Phoenix (Arizona), que oferecia 70 bandas nos percursos (as rotas da maratona e da meia eram diferentes). Os grupos eram legaizinhas, mas o que tocava no km 30 arrasou e me ajudou a fazer lá meu segundo melhor km na prova (o mais rápido foi o final).

Na Strip, além das bandas há uma tradição: corredores em penca participam da prova vestidos como Elvis Presley.

Outra marca especial da maratona é uma capela running-thru montada no percurso: casaizinhos que passam por ela podem aproveitar o momento para selar seus laços de matrimônio.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h27

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Britânicas fazem corrida da panqueca

Em busca de absolvição

Pois olhe só que em plena Terça-feira Gorda consegui umas fotinhos bacanas de corrida, proporcionadas por Matt Dunham, da AP, que acompanhou o esforço de meninos, meninas e mulheres de uma pequena cidade inglesa para correr ao mesmo tempo em que viram panquecas no ar. Coisa muito especial, a julgar pela aparência das panquequinhas, que você vê em detalhe abaixo.

Mas é bom que se diga que a coisa tem profundas raízes históricas. Lá nas terras britânicas _e, pelo que vi, também em outros países d’além mar_ comemora-se hoje a Shrove Tuesday, que posso traduzir para Terça da Confissão ou, por consequência, Terça da Absolvição. É o dia em que tradicionalmente os crentes se confessam a seus pastores (padres e demais ministros da fé), em preparação para o período da Quaresma.

Pois reza a lenda que, em 1445, os "sinos da confissão" tocaram na pequena cidade britânica de Olney chamando para a missa correspondente. Uma dona de casa, muito ocupada com suas tarefas domésticas, perdera a hora e, ao ouvir o bimbalhar sagrado, saiu correndo para a igreja, tal como estava: de avental e panela na mão, carregando as deliciosas panquecas que então preparava.

Vai daí que a mulheres da cidade recriam a cada ano a corrida da tal senhora, percorrendo um trajeto que vai do mercado local até a igreja de São Pedro e São Paulo. A gurizada local também participa. As meninas largam antes (no alto), seguidas pelos garotos (acima). Muitos vestem roupas tradicionais, como você pode apreciar nessas fotos.

O evento principal, porém, é a corrida das mulheres, que enfrentam o frio e a dificuldade de fazer malabarismos com sua panela e respectiva panqueca.

Pois para vencer, como demonstra a alegre e vitoriosa Nicky Sallis, lançando ao ar sua panqueca, não basta ser rápida: é preciso também virar a panqueca um certo número de vezes ao longo da prova...

Faltou dizer só uma coisinha: por que, afinal das contas, a fulana lá em 1445 estava cozinhando panquecas? Pois se trata de outra tradição, esta dedicada a agradar às papilas gustativas. Como a partir da Quarta-feira de Cinzas os crentes entrariam em processo de jejum, a Terça da Confissão era a última oportunidade para se empapuçar de gostosuras feitas de açúcar, manteiga e ovos... Vai daí que as panquecas eram o acepipe do dia, cobertas de mel e outras gostosuras.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h47

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Corredores tomam as ruas de Paris e Barcelona

Que delícia!!

Olha só a multidão que tomou conta das ruas de Paris no domingo, participando da meia maratona que leva o nome da Cidade Luz (fotos AFP). Nesta época, é uma delícia correr por lá, num friozinho que só faz a gente querer correr mais rápído.

A temperatura deve ter dado um estímulo extra para as mulheres, pois a queniana Peninah Arusei arrebentou a boca do balão e estabeleceu novo recorde para a prova, que fechou em 1h08min30. Seu compatriota Stephen Kibet não bateu o recorde masculino, mas fez um tempo bem razoável de 1h01min36.

Na multidão de cerca de 24 mil corredores, o clima era de festa e alegria, com muita gente correndo de fantasia. Um exemplo são os fulanos abaixo, que se vestem de gnomos irlandeses, os leprechauns.

Também na Espanha a massa tomou as ruas, desta vez na maravilhosa Barcelona, que entregou suas ruas e alamedas como palco para talvez a mais bela maratona urbana na Europa. A cena da largada, com a massa de mais de 13 mil corredores, dá uma ideal do visu (AFP).

Os corredores passam por cenários históricos e obras de arte com a igreja Sagrada Família, uma das tanta sobras de Gaudí que engalanam a cidade (Reuters).

Do ponto de vista técnico, porém, a maratona teve resultados díspares. No masculino, mesmo sem a presença dos corredores etíopes convidados, que tiveram problemas para viajar, o queniano Levi Omari Matebo não deixou a peteca cair e cravou 2h07min31. No feminino, porém, a ausência das atletas da terra de Hailé doi sentida, deixando a prova bem lenta: a sueca Josephine Ambjörnsson venceu com 2h45min31, o que, em geral, não dá camisa a ninguém nas grandes provas do mundo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h46

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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