Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Está pintando novo recorde na maratona

Quem acompanhou a maratona de Boston percebeu que é apenas questão de tempo e oportunidade para que tenhamos nova quebra do recorde mundial da maratona, talvez até rompendo a barreira das duas horas e três minutos.

E o vencedor de Boston, o queniano Geoffrei Mutai, que completou aquela corrida em 2h03min02, confirmou ontem que é fortíssimo candidato à sucessão do etíope Hailé Gebrselassie, atual recordista mundial (2h03min59).

Mutai (foto Divulgação) sagrou-se ontem campeão do Giro di Castelbuono, que se apresenta como a mais antiga corrida de rua da Europa (“nasceu” em 1912). A prova da Sicília reuniu um elenco superestrelado, com a presença dos três melhores maratonistas da atualidade (considerando suas conquistas mais recentes).

Além de Geoffrei Mutai, estavam lá seu compatriota –mas não parente-- Emmanuel Mutai, campeão de Londres 2011 (2h04min40), e o etíope Gebreegziaber Gebremariam, vencedor de Nova York 2010.

Eles deixaram doidão o fanático público que acompanha essa prova realizada em um vilarejo nas montanhas sicilianas. Boa parte da população de 10 mil pessoas sai às ruas para acompanhar e incentivar aos berros os corredores, que enfrentam um duríssimo circuito cheio de altos e baixos.

Por isso mesmo é mais importante ainda o tempo feito por Mutai, que fechou a prova em 29min05. Fora nove voltas em um circuito encabritado, num dia de calor (é verão no hemisfério norte).

Na terceira volta, definiu-se o pelotão da frente, com Geoffrey Mutai, Gebremariam e Matthew Kisorio (campeão da superprestigiosa meia maratona de Stramilano, também na Itália). Mais uma volta e meia e Mutai demonstrou que não só é provavelmente o mais rápido maratonista da atualidade mas também é um monstrinho nos 10 km (acabou de vencer uma prova em Boston com 27min19 e fez 27min27 em um 10.000 m em pista no ano passado).

Acelerou numa subida e deixou para trás os rivais, que passaram então a fazer um duelo particular. Terminaram mais de um minuto depois de Mutai, mas em feroz competição, com o etíope fechando apenas um segundo antes de Kisorio.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h43

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Americano conquista recorde na maratona do Rio

Como você leu aqui neste blog, o norte-americano Chris Solarz veio ao Brasil para tentar estabelecer um novo recorde mundial: o de tempo total mais rápido somando maratonas realizadas em cada um dos sete continentes.
Considerando sua história anterior, bastaria a Solarz terminar a maratona do Rio em seu tempo médio que já seria suficiente para obter o recorde.

Mas ele fez mais: apesar  do calor carioca, o consultor financeiro de 32 anos estabeleceu no Rio sua melhor marca em maratonas: 2h49min26. Antes, tinha feito pouco mais de três horas na maratona de Boston.

Com isso, seu tempo total de maratonas corridas nos sete continentes dá 22h14min08, cerca de uma hora e meia mais rápido do que o recorde anterior, estabelecido pelo britânico Nicholas Twomey.

Agora o norte-americano vai juntar toda a documentação comprovando seu feito e mandar para verificação pelo Guinness. Ele já tem três outras marcas  no Livro dos Recordes: a maratona mais rápida amarrado a outros quatro corredores, o menor tempo para visitar de uma tacada só todas as estações do metrô de Nova York e o mais veloz na mais longa altitude já corrida (subiu 55 vezes as escadas de um arranha-céu da Filadélfia, somando uma altura total de aproximadamente 1.300 metros superior à do monte Everest).

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h29

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Batalha contra o sol na estreia em maratona

A maratona do Rio, com seu cenário fantástico, foi um convite para que muitos corredores resolvessem se testar na poderosa distância. Um desses debutantes foi o jornalista BRENO ALTMAN, 49, que começou a correr em 2008 e já está de olho na Comrades, que pretende disputar no ano que vem. Diretor do site Opera Mundi, BRENO mandou o relato abaixo, que compartilho agora com você.

 

"Comecei a correr há pouco menos de três anos. Quase por acaso. Estava na academia, às voltas com meus exercícios habituais desde o início do século, quando um professor parou diante da esteira. “Estamos precisando de mais uma pessoa na equipe de revezamento para a Maratona do Pão de Açúcar”, foi logo falando. “Não quer se juntar a nós?” Nunca tinha pensado em disputar provas de rua, ou sequer treinado a céu aberto, mas gostei do desafio e acabei topando. Debaixo de chuva, fiz meus primeiros cinco quilômetros em competição.

No domingo, pouco antes da largada para a Maratona do Rio, eu me lembrei dessa história incidental. O vício da corrida tinha rapidamente me trazido para os confins do Recreio dos Bandeirantes, com a meta de chegar ao Aterro do Flamengo dali a quatro horas. Já havia, desde 2008, participado de várias provas, de 5 km a meias maratonas. Tinha treinado duro nos últimos seis meses, após meio ano parado por motivos profissionais. Mas, confesso, quando tocou o hino nacional e foi dada a largada, senti o desafio cortando minhas veias.

 

Aos 49 anos, era minha primeira maratona. Quase desanimei quando vi o termômetro marcando, às 7h30, apavorantes 24 graus. Mas decidi zarpar no ritmo previsto: 5min35/km, ou 10,8 km/h. Eu tinha escolhido uma trilha sonora eclética, que combinava músicas de balada e marchas militares, prazer e guerra. Minha modesta e particular epopeia foi iniciada ao som de “Bella Ciao”, cantada pelo coro do Exército Vermelho, da falecida União Soviética. Sentia-me entrando em combate, contra meus próprios limites.

 

Fiz os primeiros 14 quilômetros dentro da cadência planejada. O calor era bestial, percebia sinais de fadiga, mas imaginava que poderia ir naquela toada até completar dois terços da prova e, então, desacelerar. Aproveitaria o “colchão” de tempo acumulado e terminaria em menos de 4h15. A ilusão se desfez quando cruzei a Praia do Pepe, na Barra, completando metade do percurso. Os relógios da orla cravavam 9h34 e 29 graus. Fechei os 21 km um tiquinho acima das duas horas, mas exausto. Olhei para o frequencimetro: 172 batidas por minuto na média, última volta a 178. Uma barbaridade. Quase 95% de minha frequência máxima.

 

Reduzi a velocidade um pouco, para me recuperar e pensar no que fazer. Quando ultrapassei a marca dos 25 km, em menos de 2h30, e já avistava a subida da Nieymeier, recordei uma frase de meu avô, Waldemar Zumbano, histórico técnico de boxe. Ele sempre ensinava a seus pupilos que aprender a bater era fácil, duro era aprender a apanhar. Na corrida, isso significa saber reconhecer o incumprimento do objetivo inicial, aceitar a derrota parcial e reorganizar seu plano de ataque. Sem cair na tentação da desistência ou se deixar tomar pela frustração. A verdade é que eu tinha quebrado, precisava aceitar isso e seguir adiante, estipulando outra meta. Nada me impediria de concluir minha primeira maratona.

 

Do quilômetro 26 em diante, combinei corrida, trote e caminhada. Meu corpo, esfriando aos poucos, reclamava do esforço pesado. O joelho esquerdo doía muito. Uma bolha no pé direito quase impedia que pisasse corretamente. Depois de acelerar na descida que desemboca no Leblon, a torcida das pessoas que se aglomeravam nas avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica injetava oxigênio direto no pulmão. Os corredores, nessas horas, se sentem heróis de uma batalha sem armas.

 

Aos trancos e barrancos cheguei ao Aterro. Voltei a correr no km 41. Levemente. Quando avistasse o pórtico de chegada, iria dar uma arrancada final. Tinha direito a meus duzentos metros de Emil Zatopek. No fone de ouvido, tocava a canção-tema de “Rocky”. Vieram lágrimas aos olhos quando avistei o final da prova. Acelerei o que pude. Cheguei a 18 km/h. Às favas o cansaço e a dor. Eu tinha vencido o asfalto e o sol. A duras penas. Sem alcançar o resultado almejado, pois finalizei em 4h50. Mas sentindo uma das maiores alegrias de minha vida."

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h11

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Maratonista dos EUA busca recorde no Rio

Se você bateu os olhos no título e já começou a dar risada, sabendo muito bem que não vai ter nenhum queniano de ponta na capital fluminense e que o calor carioca, para não falar do percurso, dificulta até pensar em recorde mundial, alto lá, pois quando se trata de recorde a coisa é muito mais complexa do que simplesmente ser mais rápido do que Haile Gebrsellasie.

Que o diga Chris Solarz, 32, um consultor financeiro de Nova York que, nas horas vagas, é tarado por recordes. No bom sentido, é claro. O jovem ianque investe seu lazer no estudo das curiosidades do Guinness no terreno das corridas e fica imaginando coisas que ele pode fazer melhor para entrar no Livro dos Recordes.

Até agora, vem tendo muito sucesso: é dono de três marcas registradas no Guinness e vem ao Rio para, neste final de semana, na maratona que acontece na Cidade Maravilhosa, estabelecer mais um e garantir nova entrada no Guinness.

A tarefa é a seguinte: obter o menor tempo total somando maratonas realizadas em cada um dos sete continentes. E aqui faço parênteses de leve protesto: quando eu estava no primário, eram cinco os continentes (havia uma explicação para que a Antártida não fosse contada, mas não lembro qual era). Agora, os americanos contabilizam sete: além de Europa, Ásia, Oceania e África, contam ainda as Américas do Norte e do Sul como continentes separados (e simplesmente elidem a Central) e agregam a Antártida.

Atualmente, o recordista mundial dessa modalidade é Nicholas Twomey, do Reino Unido, que fez suas sete maratonas em um tempo total de 23h41min49 (média de pouco mais de 3h20 por corrida). O americano está superconfiante de que vai derrubar essa marca, pois precisa apenas correr a maratona do Rio em menos de 4h17min06 para superar o rival. E, até agora, o pior tempo de Solarz foi de 3h32min12 na maratona da Antártida que, segundo ele, foi muito complicada, com muita lama gelada no já difícil percurso, além de vento contra de mais de 55 km por hora (foto Arquivo Pessoal).

 Agora, mesmo que consiga sua façanha, Twomey pode tentar dar o troco logo em seguida. Isso porque as maratonas não precisam ser numa sequência ou período determinados. Ou seja, basta que ele escolha uma maratona rápida e queime o chão que pode voltar ao Guinness –isso se efetivamente for destronado neste domingo.

Voltando aos recordes de Solarz devidamente registrados no Guinness. O primeiro foi em 2009, quando ele e um amigo fizeram uma corrida em Nova York visitando cada uma das 468 estações do metrô da cidade. A empreitada levou 22 horas e 51 minutos.

Os outros dois recordes foram estabelecidos no mês passado. No dia 4 de junho, ele e mais quarto colegas correram uma maratona amarrados, completando a prova em 3h26 e superando o recorde anterior por 12 minutos.

Dias depois, ele subiu 55 vezes as escadarias de um arranha-céu da Filadélfia em pouco menos de 12 horas. E, agora, vem ao Rio em busca de mais um registro.

“Acho muito legar ver esses atletas buscando seus sonhos olímpicos, mas eu tenho outros sonhos”, diz Solarz. “Eu sonho com recordes no Guinness. Não encaro isso com muita seriedade. É pura diversão.”

De fato, ele não ganha dinheiro com isso, mas reforça os laços familiars. Corre com a mulher, Bea Reig, muitas das maratonas que faz ao redor do mundo –já esteve, por exemplo, em Hong Kong e na Ilha de Páscoa.

Quando ela não corre com o marido, Reig, que é médica, atua como apoio nos desafios encarados por Solarz. Nas escadarias da Filadélfia, por exemplo, ela controlou o tempo e serviu bebidas e alimentos para o corredor.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h44

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Sedentário pode virar corredor da São Silvestre

Um completo sedentário pode começar a correr tendo de cara a São Silvestre como objetivo? Afinal, é a prova mais emblemática do país, símbolo de corrida de rua, e pode servir como estímulo para aqueles que desejam mudar de vida. Esse foi o tema de minha coluna desta terça-feira no caderno Equilíbrio, da Folha (AQUI, para assinantes da Folha e/ou do UOL). Conversei com vários técnicos e especialistas, que me disseram: “Sim, é possível”. Todos, porém, completaram a frase com algumas condicionantes: o candidato deve ter passado por exames médicos, precisa estar superfocado no seu objetivo e disposto a abandonar, caso em elgum momento fique comprovado que o esforço pode ser demasiado para ele.
“Não há garantia de que todos irão conseguir o objetivo proposto”, alerta CLÁUDIO ROBERTO DE CASTILHO, um dos técnicos que ouvi e que dá a seguir dicas importantes para iniciantes, veteranos e para quem apenas agora resolve começar uma nova atividade física. Ex-presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo, Claudio é supervisor técnico de atletismo  do Pinheiros e atuou  como treinador da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim e no Mundial de atletismo em Berlim.

+CORRIDA - É possível a uma pessoa sedentária, um pouco fora de forma (digamos IMC 26 ou 27), se preparar para correr a São Silvestre deste ano, começando em JULHO a preparação? O objetivo seria completar no tempo-limite.
CLÁUDIO CASTILHO -
Nada é impossível, porém obter êxito pode depender de alguns fatores, tais como: encontrar-se saudável, com resultados de exames atualizados e sem nenhum impedimento clinico. Realizar e obedecer fielmente um planejamento prévio, estabelecendo metas que contenham em primeiro lugar objetivos equilibrados com a forma física atual sem criar desafios complexos. Aproveitar as 25 semanas de preparação e cumprir fielmente a prescrição técnica, iniciando de forma gradual sem pular nenhuma das etapas. Mesmo cumprindo os passos apresentados, não há garantia de que todos que pretendam correr dentro destas características irão conseguir o objetivo proposto. Devem-se fazer reavaliações constantes da evolução do indivíduo, fazendo mudanças caso seja necessário e, se houver qualquer indício de perigo à saúde, abortar e reprogramar a estréia.
 
+CORRIDA - É recomendável ou saudável? Obviamente que o candidato deveria passar por uma avaliação física antes de começar o treinamento.
CLÁUDIO CASTILHO -
Como expliquei anteriormente, pode até ser recomendável para alguns, pouco recomendável para outros e condenável para talvez poucos, depende dos fatores físicos momentâneos envolvidos e também de como será a adaptação do corpo de cada indivíduo treino a treino, semana a semana.
Estamos tratando de questão muito individual, pois se estivermos falando de um individuo com algum histórico de atividade física na sua vida, mesmo que esteja parado há algum tempo e fora de forma, essa pessoa pode apresentar uma facilidade maior de resgate da saúde e forma fisíca, principalmente se não houver problemas pregressos com fumo e bebidas alcoólicas. Sem dizer da herança genética de alguns poucos, que irão descobrir isso somente treinando.
 
+CORRIDA - Digamos que a pessoa queira muito tentar correr a prova. Você daria treino para ela?
CLÁUDIO CASTILHO -
Se estivesse clinicamente apta a iniciar, orientaria sem nenhum problema, porém na primeira conversa falaria de todos os fatores envolvidos. Se caso nas avaliações intermediárias fosse detectado algum impedimento, abandonaríamos a missão sem nenhuma sombra de dúvida.
 
+CORRIDA - Como seriam esses cinco meses de treinamento, em termos gerais? Por favor, especifique em que tipo de treino você daria ênfase no primeiro ou nos dois primeiros meses e em cada um dos meses seguintes?
CLÁUDIO CASTILHO -
Muito complicado falar em linhas gerais, visto que existem muitas variáveis. Certamente no começo seriam atacados os pontos frágeis apresentados nos exames e testes (força, capacidade aeróbia, triglicérides, colesterol, sobrepeso etc...) e, caso houvesse evolução e equilíbrio nas variáveis principais que determinam a saúde, poderíamos seguir incrementando a prescrição direcionamento para a especificidade necessária para corredores desta distância, até quem sabe chegar ao ponto mais específico de treinar em percursos parecidos com o da SS sem descuidar da aclimatação.
 
+CORRIDA - Você recomendaria trabalhos extras de fortalecimento? Com que regularidade? Que tipo de exercício?
CLÁUDIO CASTILHO -
Sempre é recomendável, e o ideal seria executar no mínimo duas vezes por semana, levando em consideração que trabalhos como a flexibilidade são tão importantes quanto o fortalecimento.
 
+CORRIDA - E quanto aos alongamentos?
 CLÁUDIO CASTILHO -
É uma parte importante da sessão de treinamento e devem ser realizados com frequência após cada sessão, evitando trabalhos muito intensos pós sessões que tenham sido realizados estímulos de velocidade ou que o corredor demonstre fadiga profunda. Nestes casos sugiro que seja realizado após algumas horas de descanso.
Sessões de flexibilidade devem ser incluídas no planejamento, onde se busca ganho de amplitude de movimentos, este trabalho pode ser realizado em sessão exclusiva e tem fundamental importância na busca do equilíbrio do sistema músculo esquelético do corredor.
 
+CORRIDA - Faria recomendações em relação aos hábitos alimentares do corredor?
CLÁUDIO CASTILHO -
Certamente, assim como há alterações na rotina de exercícios físicos, o mesmo deve acontecer na alimentação e descanso, evitando excessos, buscando uma reeducação alimentar e se for o caso de encontrar dificuldades na implementação destas mudanças, procurar a ajuda de um profíssional da nutrição.
 
+CORRIDA - Incentivaria o correr o participar de provas mais curtas durante o período (5 km em agosto, por exemplo, e 10 km em outubro)?
CLÁUDIO CASTILHO -
É uma importante ferramenta de controle para que se possa evoluir nos treinos, respeitando, sem dizer do aspecto de aprendizado psicológico ajudando a nutrir a motivação do corredor. Logicamente e estratégicamente colocado no planejamento e deve-se ter o cuidado de não extrapolar e cometer excessos, participando de muitas provas.
 
+CORRIDA - Proporia provas-teste, que permitissem avaliar a condição do corredor?
 CLÁUDIO CASTILHO -
Seria usadas as provas controle conforme citei na resposta anterior, inclusive a medida que o corredor fosse evoluindo, poderia ser colocado metas simples a cada prova, tais como; respeitar a FC alvo e junto com essa tarefa controlar o pace registrando o tempo km a km.
 
+CORRIDA - Que outras recomendações daria?
CLÁUDIO CASTILHO -
 Rever o objetivo sempre que necessário, principalmente nos casos que haja risco a saúde e integridade física, ensinar que rever a meta não pode ser um trauma e sim uma necessidade tanto para menos quanto para mais. Aprender a ouvir e respeitar os sinais que o corpo certamente irá fornecer....não ter pressa, pois não será o fato de completar uma prova como a SS. que trará a garantia de saúde e sim a mudança de postura, absorvendo a rotina de praticar os exercícios físicos por toda a vida.
 
 +CORRIDA - Pensemos agora em um corredor iniciante, que já treina desde o início do ano e que já participou de umas duas corridas de 5 km e uma de 10 km. O que precisa mudar nos treinos que vem fazendo?
CLÁUDIO CASTILHO -
Todos os conceitos citados acima se aplicam também a esse caso, a única diferença é que este corredor está mais adiantado no planejamento e certamente poderá dedicar mais tempo a cada etapa da preparação o que teoricamente trará mais segurança a execução do planejamento. Porém, como citei anteriormente, isso também não garante que estará apto.
 
+CORRIDA - Deve incluir rampas? Quando (em que mês, contando a partir de JULHO)?
 CLÁUDIO CASTILHO -
O trabalho de rampas se encaixa na categoria de um treino de força especifica, sendo assim, pode ser incluído sim, porém não sem antes ter a garantia de que foi feito trabalhos gerais de força seja em aparelhos ou mesmo com pesos livres em forma de circuito, o momento desta manifestação de força dever ser direcionado um pouco mais adiante tomando o cuidado de inserir gradativamente no planejamento. Sugiro, que seja incluído também treinos contínuos em ritmos moderados em percursos com variações de relevo e pouco a pouco rever o volume seja em km ou tempo.
 
+CORRIDA - Qual a distância dos longos?
 CLÁUDIO CASTILHO -
Isso vai depender também, mas o ideal é que a pessoa faça no mínimo duas sessões iguais ou pouco superiores à distância da SS, algo em torno de 10%.
 
+CORRIDA - Deve correr no horário da prova, de vez em quando? A partir de qual mês?
 CLÁUDIO CASTILHO -
Essa aclimatação é fundamental e deve ser realizada nas últimas quatro a cinco semanas pré-prova, deve-se realizar com distâncias mais curtas e posteriormente aumentar a distância, não necessariamente a mesma que a da prova, no caso do perfil desse corredor, não sugiro que execute treinos intensos, pois ainda é precoce.


LEIA A SEGUIR entrevista com LUÍS EDUARDO TAVARES.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h10

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Iniciante precisa de programação específica

Na sequência das entrevistas com treinadores, confira agora as dicas de LUIS EDUARDO TAVARES, 44, que tem pós-graduação em treinamento desportivo e é  técnico da Assessoria Esportiva EC Tavares há 18 anos.
+CORRIDA - É possível a uma pessoa sedentária, um pouco fora de forma (digamos IMC 26 ou 27), se preparar para correr a São Silvestre deste ano, começando em JULHO a preparação? O objetivo seria completar no tempo-limite.
LUIS EDUARDO TAVARES -
Sim, nesse caso teria que fazer uma grade de programação específica.
+CORRIDA - É recomendável ou saudável? Obviamente que o candidato deveria passar por uma avaliação física antes de começar o treinamento.
LUIS EDUARDO TAVARES -
Ele deverá passar por uma avaliação médica para certificar que, apesar do sedentarismo, não há nenhum outro tipo de problemas de saúde tipo diabetes, colesterol, problemas cardíacos, respiratório etc.
Estando tudo ok, aí sim passamos a próxima etapa, começando a atividade física de forma bem gradativa e bem direcionada.
Eu diria que é recomendável, pois a pessoa passa a ter uma meta (concluir a São Silvestre) e isso gera a vontade de começar a atividade física. É saudável e benéfico procurar sair do sedentarismo.
+CORRIDA -  Digamos que a pessoa queira muito tentar correr a prova. Você daria treino para ela?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Sim, com certeza, inclusive já realizei missões quase impossível, como o caso de um aluno que me procurou desejando correr a Maratona de Nova York sem ter nunca participado de uma prova de 10 km. Para pior, faltavam exatamente seis meses para a maratona. Fui realista, falei sobre os riscos e decepções que poderia sofrer e que não recomendaria. Como era um desejo dele e tinha em mente realizá-la, fomos em frente. Com um trabalho bem compacto e progressivo, ele participou e concluiu em um pouco mais de seis horas. Foi uma vitória para ele, mas não recomendo.
+CORRIDA - Como seriam esses cinco meses de treinamento, em termos gerais? Por favor, especifique em que tipo de treino você daria ênfase no primeiro ou nos dois primeiros meses e em cada um dos meses seguintes?
LUIS EDUARDO TAVARES -
  Nos dois primeiros meses, daria um treino apenas de rodagem e por tempo, ou seja, um dia 30 mins leve, outro dia 40 mins leve e assim por diante.
No terceiro mês passaria a incorporar os kms como 6km leve; 8 km leve etc. Nessa fase, incluiria alguns tiros curtos de 50 metros para soltar.
No quarto mês, começaria uma quilometragem nas proximidades dos 10 a 12 km e alguns em locais com pequenas subidas.
No quinto mês aumentaria pelo menos um dia da semana um local com percursos de subidas e descidas e um dia para trabalhos intervalados que poderia ser 5 min correndo um pouco forte com 5min bem leve (trotando), intercalando até completar 40min de treino total.
Começaria a diminuir o volume duas semanas antes da prova.
+CORRIDA - Você recomendaria trabalhos extras de fortalecimento? Com que regularidade? Que tipo de exercício?
LUIS EDUARDO TAVARES –
Sim, se puder fazer alguns trabalhos de fortalecimento , principalmente dos membros inferiores nos dois meses iniciais, duas vezes por semana. Pode ser exercícios de agachamento, educativos, abdominais, etc.
+CORRIDA - E quanto aos alongamentos?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Recomendo um breve aquecimento no inicio com um alongamento bem leve e forçar mais alongamento no final do treino
+CORRIDA - Faria recomendações em relação aos hábitos alimentares do corredor?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Apenas aconselharia a se alimentar antes de correr, evitando correr jejum e se hidratar bem antes, durante e depois do treino
+CORRIDA - Incentivaria o corredor a participar de provas mais curtas durante o período (5 km em agosto, por exemplo, e 10 km em outubro)?
LUIS EDUARDO TAVARES –
Sim, seria ótimo, como parte de preparação.
+CORRIDA - Proporia provas-teste, que permitissem avaliar a condição do corredor?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Sim, indicaria inclusive a Gonzaguinha (15 km), que ocorre duas semanas antes da São Silvestre.
+CORRIDA - Que outras recomendações daria?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Por se tratar a maior prova do pedestrianismo nacional, com uma enorme cobertura da imprensa, a ansiedade é grande, por isso há a necessidade de controlar o lado emocional para não se estressar.
+CORRIDA - Pensemos agora em um corredor iniciante, que já treina desde o início do ano e que já participou de umas duas corridas de 5 km e uma de 10 km. O que precisa mudar nos treinos que vem fazendo?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Aumentar um pouco o seu volume de treino.
+CORRIDA - Deve incluir rampas? Quando (em que mês, contando a partir de JULHO)?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Pode aumentar rampas no terceiro mês.
+CORRIDA - Qual a distância dos longos?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Pode fazer de 15 a 18 km no máximo
+CORRIDA - Deve correr no horário da prova, de vez em quando? A partir de qual mês?
LUIS EDUARDO TAVARES -
Não recomendo, por ser um horário muito quente e maior concentração de poluentes. Seria um desgaste desnecessário, porém pode, sim, fazer uma vez com intuito de um reconhecimento do percurso no horário da prova.
+CORRIDA - Que outras recomendações daria?
LUIS EDUARDO TAVARES -
O mais importante é procurar se hidratar bem, e correr dentro de suas condições física e de treino, ou seja, não inventar de correr em um ritmo além do que treinou.

LEIA A SEGUIR entrevista com MIGUEL SARKIS

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h03

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Adaptação à corrida é a principal meta

Um sedentário pode virar corredor e completar a São Silvestre com cinco meses de treino, diz MIGUEL SARKIS, corredor há 35 anos e treinador há 33 anos. Confira a seguir a entrevista com ele, que é diretor da Miguel Sarkis Personal Trainer e autor dos livros “Andar ou Correr?” e “A Construção do Corredor”.


+CORRIDA - É possível a uma pessoa sedentária, um pouco fora de forma (digamos IMC 26 ou 27), se preparar para correr a São Silvestre deste ano, começando em JULHO a preparação? O objetivo seria completar no tempo-limite.
MIGUEL SARKIS -
Com o tempo-limite da prova em torno das três horas, é possível. Se ele andar rápido, fará na razão de nove ou dez minutos o quilômetro. Nada mal para quem nem sequer correu. Dado que andar, quase todos podem, então se treinar minimamente, fará algo em torno de duas horas.

+CORRIDA - É recomendável ou saudável? Obviamente que o candidato deveria passar por uma avaliação física antes de começar o treinamento.
MIGUEL SARKIS -
Primeiro acredito que a pessoa deva ter o objetivo como a sua maior meta. Depois, conhecer bem essa meta, para não sair muito dela. Então, se ela treinou duas vezes por semana, na razão de 8 a 10 km por dia, ela terá percorrido aproximadamente 60 treinos e em torno de 600 km. Se ela estiver adaptada, que seria a sua principal meta de treino, então sua prova estaria garantida, e com um treinamento muito simples e sem grandes episódios técnicos.

+CORRIDA - Digamos que a pessoa queira muito tentar correr a prova. Você daria treino para ela? Como seria o treinamento?
MIGUEL SARKIS -
Sim. Primeiro o treinamento teria como meta principal a adaptação I e II, que trata de Andar e Correr, além de exercícios de propriocepção e fortalecimento localizado. Depois, Correr e aperfeiçoar a coordenação especifica, com exercícios apropriados a cada característica individual. Dependendo do avanço e da especialização do individuo, então os treinamentos cabíveis de morros, rampas e ritmos variados seriam empregados para aprimorar ainda mais sua condição de realizar ainda melhor os 15km da prova.

+CORRIDA - Você recomendaria trabalhos extras de fortalecimento? Com que regularidade? Que tipo de exercício?
MIGUEL SARKIS -
Considero os exercícios de fortalecimento uma questão de oportunidade para cada individuo, principalmente pela condição de se adaptar, além de seu histórico de saúde. A periodicidade, a quantidade e a intensidade serão de acordo com as qualidades fisiológicas e condições para a melhor qualidade de vida de cada um.
 
+CORRIDA - E quanto aos alongamentos?
MIGUEL SARKIS -
Alongamentos, fugindo um pouco dos critérios científicos, considero importante para o pré-aquecimento de treinos de caminhantes e corredores, com sessões de duração máxima de até 15 segundos (nessas sessões, entendemos que os exercícios, quando bem realizados, ajudam a “destravar” a musculatura tensionada pelo medo, pelo estresse de trabalho e pelo trânsito, quando o corredor tem que utilizar o automóvel para chegar no local de treino), além de uma sessão mais tarde ou em outro dia em que não aconteça os treinos, fora do horário de treinos, para fazer cumprir a necessidade de flexibilidade e elasticidade de cada ser humano.

+CORRIDA - Faria recomendações em relação aos hábitos alimentares do corredor?
MIGUEL SARKIS -
Sim, o básico e atendendo a minha especialização na universidade. Somente aqueles procedimentos rotineiros em que não esteja em vigor alguma doença mais séria. As cinco, seis refeições diárias; os tipos de alimentos mais leves, e não os mais pesados, os menos gordurosos, as frutas e demais que farão toda a diferença para tornar as pessoas mais saudáveis nesse quesito.
 
+CORRIDA - Incentivaria o corredor a participar de provas mais curtas durante o período (5 km em agosto, por exemplo, e 10 km em outubro)?
MIGUEL SARKIS -
Caso a adaptação já tenha alcançado patamares onde a participação signifique aprimoramento físico e emocional, sim.
 
 +CORRIDA - Que outras recomendações daria?
MIGUEL SARKIS -
Cuidados gerais de vestuário, horas de sono, procedimento tático, pensamentos para treinar e ritmo de prova trabalhados em treinamentos.

+CORRIDA - Pensemos agora em um corredor iniciante, que já treina desde o início do ano e que já participou de umas duas corridas de 5 km e uma de 10 km. O que precisa mudar nos treinos que vem fazendo?
MIGUEL SARKIS -
Partindo do principio de que já se encontrasse adaptado, prepararia o corredor, partindo de observações da velocidade e ritmo, além de volume maior de quilometragem, incluindo alguns treinos mais longos de 12 ou 15 km, para se adaptar mais para a obtenção de um resultado significativo.

+CORRIDA - O que precisa mudar nos treinos que vem fazendo?
MIGUEL SARKIS -
Trataria o período em três partes de dois meses: Base, Pré-competitivo e Competitivo. No primeiro bimestre, seria o volume e fortalecimento; no segundo, distâncias médias e ritmos maiores; e no terceiro estágio, distâncias menores e treinos específicos, onde entrariam os treinamentos de velocidade de resistência, os de força especifica para subidas e descidas.
 
+CORRIDA - Deve incluir rampas? Quando (em que mês, contando a partir de JULHO)?

 MIGUEL SARKIS - Depende da especialização, entrariam como adaptativas no mês de julho e passaria a especifica para aprimoramento nos meses adiante.
 
+CORRIDA - Qual a distância dos longos?
MIGUEL SARKIS -
De 12 km a 15 km, dependendo do estágio alcançado pelo corredor.
 
+CORRIDA - Deve correr no horário da prova, de vez em quando? A partir de qual mês?
MIGUEL SARKIS -
A dificuldade de utilizar o percurso deve ser considerada, já que a adaptação não seria tão importante, desde que o corredor em questão aceite que esse não seria o melhor dos treinos. Um ou dois para se sentir bem, aproximadamente dois meses antes, pode ser considerado útil para as adaptações psicológicas.
 
+CORRIDA - Que outras recomendações daria?
 MIGUEL SARKIS -
Sair bem devagar, desenvolver o ritmo de forma progressiva e não se alterar em função do ritmo da prova. As outras recomendações estão nos cuidados com a hidratação, alimentação antes, durante e após a prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 07h56

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Algumas dicas para depois da Maratona do Rio

No próximo domingo, acontece a autoproclamada mais bela maratona do Brasil. E talvez seja mesmo, pois a maratona do Rio bebe nas águas da baía de Guanabara e recebe a benção do Cristo Redentor.

Se você vai correr essa prova ou a meia maratona que acontece em paralelo, já deve estar mais do treinado, na ponta dos cascos.

Use, portanto, esta semana para descansar. Dia sim, dia não, faça algum treino leve, para mostrar a seu corpo que você ainda está correndo. Aos poucos, aumente a ingestão de líquidos. Também não deixe de ter aqueles cuidados básicos com a alimentação. E trate de dormir cedo e acordar tarde, se for possível.

Com calma, paciência e caldo de galinha, você vai chegar inteiro à linha de largada, prontinho para sentar o pé no asfalto e fazer a melhor corrida de sua vida.

Mas não esqueça que a maratona não termina na linha de chegada. O esforço feito ao longo dos 42.195 metros cobra altíssimo preço de seu corpo, e você precisa cuidar para que a conta não se transforme em nota fiscal de hospital...

Por isso, logo ao cruzar a linha, não desabe, não pare. Caminhe mais um pouco, uns cinco minutos, dez minutos, antes de sentar ou rolar na areia da praia. A gente não deve fazer as coisas de chofre, nem começando nem terminando a corrida. Se pintar inspiração, dê um mergulho nas águas cariocas: seu corpo vai agradecer.

Só porque terminou a prova não significa que você pode começar a jejuar: beba, continue se hidratando ao longo das horas seguintes. Também coma logo um sanduíche, uma banana, barrinha de cereais, mas não exagere, pois há risco de reviravolta estomacal.

Depois de algum tempo caminhando, com o corpo um pouco menos tenso, faça alguns alongamentos. De novo: sem exagero, sem dor, apenas para ir aos poucos distensionando a musculatura. Se houver massagem para os corredores, aproveite. Mas veja como é que está a fila: eu, em geral, acabo desistindo para não me incomodar. Se a muvuca for grande, o que deveria ser um prazer acaba virando uma provação.

Se a musculatura estiver muito dolorida, faça aplicações de gelo por 15 minutos. Eu tenho uma receita ótima para você mesmo fazer sua sacolinha de gelo superadaptável: compre um daqueles balões grandes, de festa de aniversário e coloque nele um copo de álcool e um de água. Amarre com firmeza e deixe no freezer. O embrulho vai ficar supergelado, mas não vai congelar. E é moldável: fica fácil de colocar no joelho ou no tornozelo, por exemplo.

Mas muita atenção: NUNCA deixe o balão encostado diretamente na sua pele. Use um pano de prato ou uma toalha leve para envolver seu saco de gelo. E as aplicações NÃO devem ser de mais de 15 minutos. Ouça a voz da experiência: até hoje tenho marcas de queimadura de gelo nas costas porque achei que a camisa fosse proteção suficiente; não era.   

Tire a semana seguinte para descasar. Alguns técnicos recomendam simplesmente não correr ao longo da semana, sugerindo um ou dois dias de natação ou passeios de bicicleta bem descansados. Eu em geral fico dois dias sem correr e depois vou retomando aos poucos, mantendo quilometragem baixa e rodando em terrenos planos.

Claro que você já estará pensando na próxima corrida. Que não seja, porém, outra maratona de imediato. Em geral, a recomendação é que se deixe um intervalo de cerca de um mês até a próxima prova.

Minha sugestão é que você escolha uma boa prova de 10 km, em percurso plano e em local com temperatura baixa, pois você estará em planas condições de fazer os 10 km mais rápidos de sua vida, mesmo com todo o descanso –merecido e necessário—depois da maratona.

Para finalizar, lembro que todas essas recomendações, dicas e sugestões são resultado de minha experiência em corridas e de orientações que já recebi de técnicos, nutricionistas e médicos ao longo de minha vida corrida. Mas sou jornalista, não médico, técnico ou nutricionista.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h14

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Na meia das Cataratas, cenário recompensa esforço

 

A meia maratona das Cataratas, realizada no último domingo, já entrou de vez no calendário das boas provas do gênero.

Com boa premiação, atrai corredores de elite _a vitória neste ano foi de Franck Caldeira (1h03min05), que já tinha amargado a segunda colocação nas duas últimas edições. E foi sofrida, pois ele terminou apenas um segundo à frente do segundo, Paulo Roberto de Almeida (na foto do alto, de Divulgação, o pega decisivo).

No feminino, a queniana Dorcas Kiptarus correu quase o tempo todo na frente para conquistar o bi, com direito a novo recorde (1h13min31). Em segundo lugar chegou a brasileira Marily dos Santos (1h17min).

O belíssimo e desafiador percurso (veja abaixo a altimetria) atrai amadores como EDUARDO GRAMINHANI, 29, que tirou um tempinho para contar suas aventuras em Foz do Iguaçu. Que começaram bem antes, como você vai ver a seguir no relato de EDUARDO, a quem agradeço pela colaboração.

"A viagem não foi fácil... O voo saiu às 23h50 da sexta de São Paulo rumo a Foz e no avião já era possível sentir o clima da corrida, ouvindo os comentários de dezenas de corredores amadores que estavam no vôo, assim como eu e os inseparáveis amigos de corrida Arnaldo e Tiago.

Após uma hora de voo, o comandante fala aos passageiros: “Infelizmente não temos teto para pousar em Foz do Iguaçu por causa do nevoeiro e passado o tempo limite estamos agora voltando a São Paulo, aguardem informações sobre acomodação e sentimos muito pelo transtorno”.

 Voltamos a Congonhas e lá permanecemos até as 4h da madrugada esperando informações, cochilando sentado. Sabia que isso  afetaria muito negativamente o desempenho na corrida: afinal, uma boa noite de sono é fundamental para qualquer corredor. Em seguida vieram as informações que, devido a demais vôos cancelados por causa das cinzas do vulcão do Chile, os hotéis próximos não tinham vagas. Estava começando a me sentir como Tom Hanks no filme “O Terminal”!

Alguns passageiros foram ficando mais exaltados e reclamando com a companhia aérea, ouvimos frases do tipo: “Vou correr uma meia maratona amanhã! Preciso dormir!”

Pegamos um táxi e cruzamos a cidade até a região do Brooklin, na casa do Arnaldo, e tiramos apenas um rápido cochilo; voltamos ao aeroporto para um novo vôo marcado para 9h. Já dentro do avião em solo, novamente tomamos uma canseira: depois de um “pequeno” atraso, o vôo só saiu às 11h.

Durante esse tempo no avião a corrida era o assunto de todos a bordo! Chegamos ao hotel em Foz após o almoço, felizes por estar lá pois estávamos receosos de perder a prova por novos problemas de vôo.

Passados os imprevistos de viagem, retiramos o kit do atleta sem filas, no Hotel Mabu, onde fomos recebidos pelo simpático Quati, mascote da cidade. Foz do Iguaçu realmente respira a prova no fim de semana, acolhe os atletas de uma forma especial.

De noite, fomos ao jantar de massas dos corredor. A comida estava gostosa, com variedade de massas, molhos, arroz, salada e picadinho de carne. Comi dois generosos pratos de macarrão, afinal precisaria de carboidrato para a manhã de domingo!  Exibiram um vídeo sobre a edição anterior da corrida e o envolvimento da cidade. O ambiente estava ótimo, todos com sorriso no rosto e na expectativa para a prova. Os corredores de elite estavam todos lá.

 A madrinha do evento, Rosa Mota (medalha de ouro por Portugal na Maratona das Olimpíadas de Seoul 1988), fez um breve discurso e abrilhantou ainda mais o evento. Os organizadores comemoraram o recorde de inscritos nessa edição: 1.700 participantes.

Dormimos cedo para recuperar o sono perdido e às 06h estava de pé para tomar café. Gosto de fazer a ultima alimentação no máximo duas horas antes da prova para dar tempo de digestão e evitar qualquer desconforto abdominal. O restaurante do hotel estava lotado, já repleto de corredores e o café foi mais uma oportunidade de conversar e fazer amizades.

Fomos a pé para a largada, trotando bem devagar para esquentar, pois estava 8 graus. Corri usando luvas e foi muito bom para conter o frio. Devido a uma gripe, estava havia mais de uma semana sem treinar e não me sentia preparado. Foi a primeira corrida em que tive medo de não completar desde que comecei com o delicioso vicio de correr, dois anos atrás.

Planejei fazer os primeiros 5K em ritmo mais confortável e correr de forma evolutiva. Me sinto muito melhor assim nas meias, aumento o ritmo progressivamente para curtir a prova em vez de ficar pedindo o final dela. Deu certo! A gripe não incomodou, e o frio pouco a pouco ficou para trás.

A prova é repleta de sobe e desce, mas eu havia treinado bem as subidas nos últimos meses e adorei fazê-las com conforto e bom ritmo. Os nove primeiros quilômetros são em estrada sentido Parque Nacional do Iguaçu; em seguida entramos na parte mais bonita da prova dentro da área de preservação. Daqui para frente não há como explicar muita coisa. Você precisa estar lá para sentir o ambiente! A paz do local, o ar puro, a mata conservada.

 No ultimo km você ouve o som das Cataratas, vê as quedas no meio da paisagem e é merecidamente presenteado por sua leve garoa. Missão cumprida: após o cansaço da viagem veio a sensação de recompensa.

Cheguei no sprint final junto com meu amigo Arnaldo, tempo 1h48, depois de queimar o chão no último quilômetro, feito em quatro minutos."

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h44

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Minha última maratona

Hoje é o dia do aniversário de minha última maratona. Para ser mais preciso, completa-se hoje um ano desde a última vez que comecei uma corrida de 42.195 metros, pois nem sequer cheguei a completar aquela tentativa. No km 23, derrotado por dores que se acumulavam e multiplicavam praticamente desde o início do percurso, abandonei a maratona de Pacasmayo, no litoral norte do Peru.

Desde então, venho tratando os vários problemas que acometem meu corpo. Parei totalmente de correr por mais de dois meses, fiz um tratamento que maltratou meu calcanhar esquerdo de forma brutal, que eu jamais teria imaginado possível, retomei os treinos de forma gradativa, trotando cinco minutos em um dia, folgando dois e voltando a trotar na grama por sete minutos, em uma progressão entediante e enlouquecedora que chegou a 20 minutos de trote leve e desengonçado, faço quatro sessões de fisioterapia e fortalecimento por semana, nado duas vezes por semana e não sei, hoje, se algum dia sequer terei condições de voltar a treinar para uma maratona.

Os médicos dizem que é preciso aguardar, os fisioterapeutas acreditam que vou conseguir –mas não se arriscam a dizer quando. Enquanto isso, cabe ao maratonista --ultramaratonista, que quero continuar sendo—apertar os dentes (às vezes, chegam a doer os carrinhos, dá dor de cabeça e dor de ouvido) e seguir, buscando força onde ele mesmo só vê fraqueza.

Não sei direito quando tudo isso começou, talvez no exato instante em que decidi treinar para minha primeira maratona, em 1999. Eu corria havia apenas um ano, depois de uma vida inteira de sedentário, e certamente não estava com musculatura preparada para enfrentar o desafio de forma segura –se é que existe isso.

Azar da musculatura, pois me apaixonei pela brincadeira e, um ano depois, corri a segunda, no que ainda hoje é o melhor tempo de minha vida –3h53min22. Foi uma espécie de senha para buscar mais, e o corpo deu o troco: fratura por estresse numa perna, síndrome de estresse na outra.

Foram mais de três meses parado, fazendo tentativas pífias de retorno até o dia de um maravilhoso treino na Quarta Praia, em Morro de São Paulo, 20 minutos de trote que foram os primeiros passos para uma nova vida de maratonista.

Corri o mundo e muitas dores correram comigo, sendo tratadas ao longo do caminho, calejando tendões e músculos, forjando ossos mais poderosos, mas também sensíveis a quaisquer mudanças.

Sucederam-se “ites” de todo o tipo, tratadas a alongamento e musculação. Hérnias foram descobertas, enfrentadas e deixadas de lado, pois a corrida segue e, já disse alguém, “quando o corpo não aguenta, o moral é que o sustenta”.

Pode ser, mas há limite. E, ao contrário do que se diz, a gente jamais consegue rompê-lo; treinamos, sim, para jogá-lo mais para frente. Mas, se batemos no muro, o corpo quebra.

Os sinais de que eu estava chegando muito perto desse ponto surgiram no final de 2009, quando uma fasciite plantar tentou me deixar fora de combate por alguns dias. Eu corria com dor mesmo, pois descobrira um jeito de arrumar a passada e disfarçar o incômodo.

Acabei buscando ajuda médica. O tratamento foi rápido e convencional: alongamentos e exercícios me deixaram pronto para outra em pouco mais de um mês. Precisava, porém, seguir fazendo exercícios por minha conta e conter a ansiedade de buscar mais e mais quilômetros.

O asfalto venceu, e aos poucos foi buscando mais e mais distância, deixando de lado as tais medidas recomendadas. E já estava de olho em uma maratona, mesmo sem conseguir passar dos 30 minutos de corrida contínua.

As dores voltaram, e agora eu queria soluções imediatas, milagrosas, apesar de ser incréu de carteirinha. Cheguei a entregar meu pé esquerdo para as marteladas de um especialista em medicina oriental, que usou a moxabustão como processo anestésico. Foram 40 minutos de gritos, carne queimada e batida, mas eu saí caminhando e voltei a treinar dois dias depois.

Fiz a tal maratona, a do Chile, no ano passado, participando das festas do bicentenário da independência da terra de Allende, Neruda, Ángel e Violeta Parra. Ali tomei consciência de que não poderia prosseguir por muito tempo: fizera a metade da prova em duas horas e a segunda parte, em quase três.

Eram dores no próprio calcanhar esquerdo, da fasciite mal curada ou não curada. O corpo todo ficava troncho, pois eu ajeitava a passada para diminuir as dores, fazendo com que a lombar ficasse ainda mais responsável por sustentar o vivente, contraindo profunda e dolorosamente alguns músculos que queriam apenas ficar quietos onde estavam.

Depois da maratona no Chile, o melhor que eu poderia ter feito para mim mesmo era parar de correr por algum tempo e enfrentar o tratamento que tinha abandonado, que tinha trocado por exercícios realizados de forma irregular.

Mas não é assim que a gente pensa. A maratona em Santiago fora a de número 31, incluindo nessa contagem seis ultramaratonas, em distâncias de 50 km a 100 km. Se eu conseguisse completar pelo menos mais uma em 2010, faltariam apenas 28 para que eu chegasse, no ano de meu 60º aniversário, à marca de 60 provas de longa distância. Estando bem de saúde, não seria nem de longe um projeto inatingível, pois me bastaria fazer quatro maratonas por ano para atingir a meta desejada. Haveria de conseguir com o pé nas costas, acreditava eu, pois já fizera o dobro disso em anos anteriores.

Portanto, lá me fui eu para os treinos de olho em Pacasmayo, que imaginava ser uma prova relativamente fácil, pois o percurso que via na internet dava a  impressão de margear o oceano Pacífico. Plana, portanto.

Para driblar as dores, meus treinos incluíam longas caminhadas. Acreditava não precisar de longões tradicionais, pois já estava careca de fazer longos pelas ruas de São Paulo, cortando a cidade de fora a fora. E confiava que meus exercícios irregulares e aperiódicos fossem dar conta do que precisava.

CONTINUA...

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h27

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Minha última maratona – parte 2

Entrei na corrida, no dia 4 de julho, já derrotado, cansado, de saco cheio (com o perdão de meu francês).

Os primeiros quilômetros foram em bom ritmo, mas forçado pela pura vontade, pela determinação, já que as pernas estavam pesadas. O calcanhar esquerdo, maldito, não doía, mas todo o resto reclamava: a lombar era a dona do sofrimento, mas também costas, pescoço, ombros. Até torcicolo eu tinha.

Corria um pouco, caminhava outro tanto, calculando que, se seguisse naquele ritmo, acabaria completando em menos de cinco horas. Mas as caminhadas foram ficando cada vez mais longas e os períodos de trote envergonhado, mais curtos e doloridos. Até que fiz o que talvez devesse ter feito dois meses antes, na metade da maratona de Santiago: parei. Não valia a pena continuar sofrendo. E decidi que tinha de voltar a me tratar decentemente, mesmo que isso significasse não voltar logo a  treinar.

Foi isso mesmo que aconteceu. A primeira falha a ser atacada foi o calcanhar. Enfrentei uma provação que alguns chamam de tratamento por ondas de choque, mas que é tortura pura. A máquina usada para quebrar pedras de rim é modificada para atingir a inflamação enrijecida da fáscia, que é uma membrana que recobre a musculatura. No pé, é a fáscia plantar, pois a inflamação em geral ocorre na planta do pisante.

Aliás, eu já tivera uma anteriormente, havia alguns anos, mas cedeu com alongamentos e exercícios convencionais. Fora no mesmo pé esquerdo, mas no arco; agora, no calcanhar, não cedia nem com reza brava. Haveria de ceder às marteladas tecnológicas, pois o tal TOC é uma versão anabolizada do martelo usado pelo especialista em medicina oriental que havia me atendido no início do ano passado.

Em suma, a cada segundo o pé recebe duas traulitadas violentíssimas. Não há impacto efetivo, mas posso garantir que você sente a dor efetivamente. Mal comparando, é como se alguém desse uma martelada em uma placa de madeira que estivesse encostada a seu corpo. O martelo não encostaria na sua pele, mas você haveria de sentir a pancada.

Foram três sessões, uma por semana, em que recebi de 2.000 a 3.000 ondas dessas; a primeira sessão foi sem anestesia e doeu muito. Nas demais, mais intensas, recebi um anestésico, o que apenas filtrou a dor. Não dormi nem fiquei abobado com o remédio, mas a orientação médica é que só saísse do hospital –é, foi tudo feito em um hospital—acompanhado.

Nessas semanas de tratamento, fiz apenas fisioterapia. De vez em quando, bicicleta ergométrica. Só fui voltar a correr no dia 21 de setembro do ano passado, dois meses e 17 dias depois da fatídica parada na bela Pacasmayo, paraíso de surfistas, que vão ao litoral peruano à caça da mais longa onda de esquerda do mundo.

Aos poucos, fui ganhando minutos de trote e, no final do ano passado, cheguei a participar de uma prova de verdade, com inscrição e tudo, camiseta e medalha. Para mim, naquele momento, aquela corridinha de seis quilômetros no fim da tarde, no velho conhecido percurso do Pacaembu, foi a melhor corrida do mundo, me enchendo de esperanças de ver a luz no fim do túnel.

Como reza a piada, porém, a luz vinha dos holofotes de um trem que corria em alta velocidade na minha direção. Mudanças na passada, provocadas para enganar o calcanhar doente, agora tido como curado, causaram problemas em outros pontos do corpo, especialmente na lombar, já fragilizada por hérnias. O resultado é que não consigo correr por muito tempo sem que dores passem a avisar que os limites estão sendo atingidos.

Voltei a fazer exames, que constataram o que já sabíamos: há uma certa degeneração em ossos e cartilagens, alguns ossos estão onde não deveriam estar, e os músculos tentam sustentar tudo para que as coisas não desabem de uma vez –o que faz com que também enfrentem consequências danosas.

Apesar de tudo, o cara quer continuar a correr.

Tasca mais fisioterapia, mais alongamento, musculação e ainda um tratamento sensacional chamado osteopatia (termo que, a bem da precisão jornalística, até agora não consegui entender direito, mas que, com o risco de ser crucificado pelos terapeutas, posso definir como uma supermassagem, uma combinação de massagem e quiropraxia). Tudo combinado com orientações e exercícios para mudar a chamada biomecânica da corrida –ou seja, o jeito de correr.

Tudo parece estar dando certo –ma non troppo. Ou seja, corre um pouquinho mais, voltam as dores. Dorme de mau jeito, voltam as dores. Fica muito tempo no computador, voltam as dores. O que não impede que surjam vitórias importantes.

No mês passado, em Porto Alegre, participei de uma corrida de 10 km. Não apenas não senti dores, como fiz a segunda parte mais rápido do que a primeira, completando meio minuto abaixo de uma hora, feito que saudei com gritos, pulos, abraços e beijos.

Passei a semana cuidando de dar um descanso ao corpo, mas me entusiasmei com uma corrida fora de estrada que me caiu no colo e lá fui tomar o principal veneno para quem precisa de estabilidade. A irregularidade da trilha e as tensões exigidas para enfrentar o percurso me detonaram legal, advertindo que um dia talvez eu vá ficar bom, mas é melhor não fazer m*** no percurso.

E assim chego eu ao primeiro aniversário de minha última maratona. Corro e caminho, tenho dores e alegrias, sonho escondido com maratonas e ultras, mas não tenho sequer perspectivas de quando poderei voltar a treinar de forma convencional –hoje, minha planilha é controlada pelo orientador físico que também me ajuda a modificar a tal biomecânica de corrida.

Há momentos em que bate a depressão, que se aninha no colo da falta de esperança. Olho para o que fiz na semana, constato que segui à risca mandamentos de médicos, professores e fisioterapeutas, mas mesmo assim tenho dor nas costas ou o lado esquerdo anda torto. Em outros momentos, corro meia dúzia de quilômetros sem suar, e parece que a maratona está ali na esquina.

Nem um nem outro, eu sei. Mas é só o que sei.   

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h26

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Quênia leva timão para o Mundial de atletismo

Para os menos avisados, informo que o timão a que me refiro não é o Coringão, mas sim uma superequipe de maratonistas montada pelo país africano para disputar o ouro no Mundial de Daegu, no mês que vem. E olha que a federação de atletismo local aceitou os pedidos de dispensa de algumas de suas maiores estrelas.

Bueno, o time masculino é liderado pelo campeão mundial Abel Kirui; o feminino, pela campeã da maratona de Nova York, Edna Kiplagat. É pouco ou quer mais?

Tem mais: no masculino, o vice de Roterdã, Vincent Kipruto, o campeão de Paris Benjamin Kiptoo e o campeão de Dubai, David Barmassi Tumo. No feminino, a campeã de Roterdã, Philes Ongori, e a vencedora de Paris, Prisca Jeptoo.

E veja só quem ficou de fora, a pedido (eles querem correr é pelo recorde, coisa que o clima na Coreia do Sul torna bem complicado): os dois Mutai: Emmanuel, que ganhou em Londres, e Geoffrei, que deu aquele show em Boston, batendo o recorde mundial por cerca de um minuto, mas sem que a marca seja reconhecida pela IAAF.

Também não vão Martin Lel, multivencedor de Londres, e Moses Mosop, que foi o segundo em Boston também com marca subrecorde.

As ausências femininas mais marcantes são as campeãs de Londres, Mary Keitany, e de Praga, Lydia Cheromei.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h39

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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