Rodolfo Lucena

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Corredor lesionado na Rocinha conta sua história

Se você viu o vídeo que fizemos sobre a corrida Rocinha de Braços Abertos (se não viu, clique AQUI e confira) deve ter notado que, quando passei pela trilha mais complicada, falei que ali era muito perigoso, que qualquer um poderia tropeçar e ver o fim da prova ali mesmo.
Até disse, porque tinha ouvido comentários de policiais, que um corredor tinha saída dali na maca. As imagens, por sinal, foram captadas pelo videorrepórter Daniel Marenco. Faltava saber quem tinha sido a vítima.
Pois os meandros internéticos permitiram que a charada fosse resolvida. O empresário Alexandre Aguiar Moura, 32, corre desde os 18 anos, mas sua experiência não foi suficiente para evitar uma pedra no meio do caminho. A partir de agora, ele nos conta o que aconteceu, desde o comecinho....


“Estou treinando para uma das maiores corridas de revezamento do país, a Volta à Ilha em Florianópolis. Serão 150 km divididos por dois, eu e Alexandre Maximiliano, da equipe Start. Por isso, já estou com um volume de corrida que passam de 100 km semanais e ainda complemento com outras atividades, como natação e ciclismo, para manter o condicionamento físico para minha principal modalidade, o triatlo.

No domingo, dia da corrida, saí de casa às 6h30 da manhã para percorrer a distância do Flamengo à Rocinha até as 8h e tentar largar junto com todos. Foram 15 km antes, só para aquecer os motores, e partir para os 10 km dentro da comunidade.

Comecei a prova travado, por motivos óbvios, porém com o desenrolar da corrida fui me sentindo melhor e comecei a subir bem. Havia pontos onde só eu corria, e o povo andava!
Após as grande subidas e escadaria, já estava bem na frente da grande multidão que participava da prova, conseguia acelerar bem e até ver os líderes da prova.
Comecei a descer, e a velocidade já estava alta, pelo relógio já chegava a 18km/h. Acostumado a fazer provas em trilhas, fui confiante que encostaria na ponta e faria um excelente treino.

Mas, no km 3,6, meu pé esquerdo escorregou numa pedra molhada e torceu (aquela que você consegue escutar o estalo). Desabei para o lado direito para não forçar mais a torção. Acontece que tinha uma baita pedra, em que eu dei um bom abraço e acabou de ralar muito todo lado direito, parecendo até uma queda de moto.

Tentei levantar e não consegui pela dor. Pedi auxilio para ir até uma queda d'água para lavar os ferimentos, quando chegaram os soldados do Bope para me retirar de lá.
Tivemos que sair de prancha até uma moto, da moto para ambulância e dela para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Rocinha, onde recebi os primeiros cuidados.

Depois de vários exames, a conclusão é que não vou poder correr nos próximos 45 dias. Porém poderei fazer tudo aquilo que sempre negligenciei: musculação, alongamento, exercícios funcionais e natação. Tentarei manter o condicionamento físico para assim que voltar à corrida não sinta muito e possa encarar novamente os treinos para em abril disputar a corrida principal deste semestre."

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h12

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Queniano vence em Miami por um quarto de segundo

Foi de exatos 25 centésimos de segundo a diferença que deu ao queniano Samuel Kipkosgei Malakwen a vitória ontem na maratona de Miami. Na mais apertada chegada da história daquela maratona –que eu saiba, de todas as maratonas--, ele garantiu em cima da fita a supremacia sobre o etíope Teferi Bacha Regasa. E olha que os dois nem foram tão rápidos assim: o queniano foi campeão com 2h16min54s58; a marca do etíope foi diferente apenas nos centésimos de segundo: 83.

Nos últimos 300 metros, Malakwen partiu para o sprint; Regasa foi no vai da valsa, respondendo pernada por pernada, mas na chegada não deu para ele.

Na disputa feminina, a argentina Maria Raquel Maraviglia venceu com o tempo nem um pouco maravilhoso –com o perdão do trocadalho—de 2h41min39.

As condições para correr também não foram das mais brilhantes. A umidade ficou perto de 90%. Na largada, às 6h15, a temperatura já estava por volta dos 20 graus centígrados. Havia 19 mil inscritos na meia maratona e 6.000 na maratona.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h45

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Sob chuva, Rocinha corre pela paz

 A forte chuva da manhã deste domingo não abalou a determinação dos corredores que participaram do Desafio da Paz, que percorreu becos e vielas da Rocinha, maior favela do Brasil.

Organizada pelo grupo AfroReggae, é a segunda grande corrida de rua naquela comunidade que, no domingo passado, recebeu a prova Rocinha de Braços Abertos.

 O percurso da corrida acompanhou parte do antigo circuito da Gávea, que abrigou corridas de carros no século passado. Além de representantes da comunidade, participaram também atletas consagrados, como Marílson Gomes dos Santos e Marcia Narloch.

Entre as moradoras, a vitória ficou com Alba Valéria de Menezes Gomes; no masculino, o campeão foi Márcio Souza; na categoria geral, os vencedores foram Jackeline Juma Sakilu, da Tanzânia, e de Gilmar Silvestre Lopes.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h30

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Confira vídeo que fiz na Rocinha

 

Os editores da TV Folha acabam de colocar no ar o clipe editando vídeo e entrevistas que fizemos na primeira corrida da Rocinha, no domingo passado.

Eu corri todo paramentado, com um capacete de skate modificado para sustentar uma pequena câmera. Assim, capturamos toda a corrida sob o ponto de vista do corredor, mostrando o chão que a gente pisa.

Tivemos também a companhia de dois videorrepórteres, a Inara Chayamiti e o Daniel Marenco, que também tiveram que suar nas ladeiras, becos e escadarias da Rocinha. Depois de duas horas de correria, ainda capturamos o depoimento de vários corredores, como o comandante do Bope, René Alonso, e representantes da equipe da Rocinha.

O resultado recebeu uma edição superbem cuidada da Inara (que aparece em uma das cenas), que incluiu material de arquivo para mostrar a ocupação da favela e também umas gracinhas da arte (você vai perceber)...

Dito isso, vá direto para o vídeo, clicando AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h44

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Corredores voltam à Rocinha neste domingo

Depois da ocupação pelas forças de segurança, em novembro passada, a maior favela com Brasil virou palco de corridas que procuram marcar uma desejada nova era de segurança na região. Com cerca de 70 mil moradores, a comunidade incrustrada em um morro na zona sul do Rio recebeu no domingo passado mais de 2.000 corredores que participaram do evento pioneiro Rocinha de Braços Abertos. Neste domingo, é a vez do Desafio da Paz chegar à área, oferecendo um percurso diferente, de 5 km, para o qual as vagas já estão esgotadas.

Realizado pela primeira vez no ano passado, no Complexo do Alemão, que foi palco do mais emblemático enfrentamento entre polícia e traficantes, o Desafio é promovido pelo AfroReggae, entidade que já tem um longo trabalho desenvolvido junto à população carente do Rio.

“O Rio de Janeiro está mudando. Aquela `cidade partida´ de antes está acabando, e o Desafio da Paz foi criado para ajudar nesse processo, unindo as pessoas, os lugares, juntando atletas famosos e artistas com anônimos, policiais, empresários, movimentos sociais, esse é o diferencial da prova”, afirma José Junior,  coordenador-executivo do AfroReggae.

Segundo informa o site da entidade (confira AQUI), Franck Caldeira e Marílson Gomes dos Santos confirmaram presença. Os corredores vão enfrentar um percurso que, apesar de curto, oferece muitas dificuldades, além de cenários grandiosos e instigantes.

A prova começa na praça Santos Dumont e avança pela Estrada da Gávea, percurrendo trechos do “circuito da Gávea” que, nos anos 1930, foi usado em competições de automobilismo. Vem, portanto, “por trás” favela, como você pode ver no mapa do alto, que mostra também a altimetria do percurso. A chegada é na Via Ápia, porta de entrada da Rocinha a partir da estrada Lagoa-Barra.

Se você participar da corrida, fique ligado nas pessoas. Cumprimente, saúde, festeje com todos e tenha uma pitada de conhecimento sobre um pedaço sofrido de nossa terra. Corri pela Rocinha no domingo passado; para mim, mais do que um evento esportivo, foi uma aula de Brasil.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h49

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Maratonistas correm amarrados e entram para o Guinness

O Livro dos Recordes acaba de confirmar mais uma quebra de marca pouco usual, a de maior número de pessoas que correram uma maratona amarradas. Estranho é pouco, não?

Mais uma demonstração de que a corrida pode ser o mais coletivo dos esportes individuais.

Desta vez, 62 pessoas se amarraram para correr a maratona de Milwakee, nos Estados Unidos, em outubro passado.

Além de se divertirem, eles arrecadaram fundos para o tratamento de uma atleta, Jenny Crain, que sofreu um acidente quando treinava para conseguir uma vaga nos Jogos de Pequim-2008.

Conseguiram levantar mais de US$ 100 mil em doações. Mas acho que ficaram ainda mais satisfeitos por terem conseguido levar a sua “Jennipede” (palavra formada com o nome da atleta e o final da palavra centopeia, em inglês; seria algo como Jennipeia) até o final da prova. Eles completaram em 6h18.

Taí um recorde que não é difícil de quebrar. A marca anterior registrada pelo Guinness era de 53 pessoas, na maratona de Paris, em abril do ano passado. Deve ser meio chato, mas, se você incluir no grupo alguns bons contadores de piada e se todo mundo encarar a coisa como uma grande brincadeira, pode até virar algo divertido.

Para mim, porém, correr é um esporte individual, ainda que a gente se divirta em grupo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h19

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Etiópia revoga suspensão de Bekele

Não durou nem uma semana a suspensão do campeão olímpico Kenenisa Bekele e outros 34 corredores etíopes de elite. Eles não apareceram num treinamento convocado pela Federação de Atletismo da Etiópia e receberam uma punição que, em teses, deixaria a todos fora dos Jogos Olímpicos de Londres-2012.

Além de Bekele, ouro nos 5.000 m e 10.000 m em Pequim-2008 e recordista mundial nos dois eventos, outra figura de ponta punida foi

Tirunesh Dibaba, que ganhou os mesmos ouros em Pequim nas provas femininas.

Os cartolas viram que a punição seria um tiro no pé; por sua vez, os atletas afirmaram que seguiriam todas as próximas convocações da federação.

Isso nos acordos burocráticos, pois os atletas ainda estão furibundos. Bekele ficou furioso e chegou a fazer consultas sobre troca de nacionalidade, segundo disse seu agente, Jos Hermens.

Bueno, agora tudo volta à santa paz, e os maratonistas etíopes poderão correr atrás dos ricos prêmios da maratona de Dubai.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h09

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Motorista corre para chegar aos 90 kg

Descobri o Sérgio Pessoa por esses meandros das redes sociais internéticas. Depois de algumas experiências em corridas, ele estava se preparando para correr a prova de São Sebastião, na semana passada, no Rio de Janeiro. Iria fazer o percurso de 5 km na sexta e, no domingo, enfrentar a inédita corrida na Rocinha. Pedi a ele que contasse sua história de vida corrida, que é semelhante à de muitos de nós e, ao mesmo tempo, única, exclusiva, incopiável. A partir de agora, fique com o texto que ele mandou para este blog.

 

“Tenho 38 anos, moro em Jacarepaguá (zona oeste do Rio) e sou motorista de ônibus urbano. Comecei a correr em outubro de 2011 fazendo treinos leves no meu bairro e, após ver uma propaganda na televisão, me aventurei a correr a minha primeira competição: os 5 km da Rio Panamericana.

Mas não comecei a correr na rua por acaso. Após um check-up médico, no teste ergométrico, me assustei com o cansaço rápido que tive em apenas seis minutos na esteira, em que minha pressão arterial subiu muito. Até hoje guardo esse exame, cujo laudo diz: “Exame interrompido por cansaço progressivo, chegando à exaustão.”

Percebi que, independentemente da orientação do médico, eu precisava largar essa vida sedentária e me livrar daquela barriga que se formava. Em pouco tempo, eu tinha passado de 93 kg, o que era bom para mim, pois tenho 1,96 m, para 111 kg.

Trabalho como motorista de ônibus, no período da tarde, indo da zona oeste para a zona norte, nesse transito maluco e cheio de obras para a Olimpíada, dividindo cada metro de asfalto com motoristas superestressados e apressados, exercendo dupla função (cobrando passagem e dirigindo), aguentando aquele motor quente nas pernas, o barulho do ronco do motor nos ouvidos e tantos outros motivos que fazem qualquer um terminar o dia com uma fadiga mental e um cansaço além do normal.

Talvez essa seja uma das profissões mais estressantes aqui no Rio de janeiro, mas eu amo dirigir. Não daqueles que correm e cometem infrações por imprudência, pois pra mim, correr, só de tênis.

Em quatro meses como corredor de rua, já participei de sete competições, e fiz da corrida de rua a minha válvula de escape para o meu estresse do dia a dia, pois corro pela manhã e vou para o trabalho a tarde com minha autoestima mais elevada e com mais disposição e animado pra trabalhar. Meus 111 kg de quatro meses atrás já se transformaram em 107 kg, e tenho como meta chegar aos 90 kg.

Correr a São Sebastião veio para se somar às vitórias que tenho a cada dia que corro. O dia começou bem cedo. Acordei às cinco horas da manhã, às 6h já estava no Aterro, me confraternizando com outros corredores. Mesmo tão cedo, o clima já estava bem abafado.

Quando chegou perto da hora da largada, procurei um lugar no pelotão central entre milhares de corredores que disputavam um espacinho na sombra das arvores, pois o calor aumentava. Faltando meia hora para a largada, o consumo de água passou a ser comum entre todos os corredores.

É dada a largada às 8h, e muitos corredores empregavam um pique rápido para sair do meio de grupos mais lentos. Eu procurava manter um ritmo sem forçar e ao mesmo tempo desviar de muitos corredores. Já no km 2, após o posto de hidratação, me sentia mais à vontade para correr sem ter que me desviar de outros corredores.

No retorno, próximo ao km 3, alguns corredores já mostravam sinais de cansaço, e não era difícil encontrar gente desistindo de correr e passando a caminhar.

No último posto de hidratação, antes do km 4, aumentei o ritmo, pois já tinha esquecido da dorzinha na panturrilha.
Ao avistar as tendas da organização, percebi que faltavam 500 metros, e aquele calor que derrubava tantos no meio do caminho, mas sempre foi o meu passageiro nas minha viagens de ônibus, me empurrava para uma chegada suave.

Cheguei. O cronômetro da organização marcava 27min42, mas, como eu não uso relógio com cronometro, preferi aguardar o resultado oficial. Meu tempo líquido foi 26min57, na posição 196 no geral do masculino nos 5K (entre 851 homens nos 5K) e fiquei na 26ª posição por faixa etária.

Hoje eu sou um motorista rodoviário que corre atrás de qualidade de vida. Para o próximo ano, tenho como meta fazer os 10 km da São Sebastião estando com 90 kg e levar outros amigos motoristas de ônibus a seguir o mesmo caminho que o meu."

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h02

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Nuvens ajudam atletas na corrida de São Sebastião

 

 

O Rio de Janeiro continua lindo e quente “prá dedéu”, como dizem os cariocas. Não deu outra na prova de São Sebastião, que homenageia o padroeiro da cidade. Quando acordei, o céu já estava tingido de laranja e vermelho, indicando que o calor ia ser forte, como costuma acontecer no verão.

Então, a gente sofre, mas não pode dizer que não sabia de como deveriam ser as condições climáticas. Eu torcia apenas para que a prova não fosse uma bagunça, não atrasasse muito e tivesse água à vontade.

Pois lhe digo que a corrida largou na hora, com o sol já castigando as nucas dos 8.000 participantes –havia provas de 5 km e 10 km. O trajeto é no aterro do Flamengo, um percurso que, para os cariocas, talvez seja batido, mas, para mim, trazia muito novidade.

Muito verde, o mar lá longe, gramado, árvores... E que árvores! Nos dois primeiros quilômetros, ajudaram muito, fazendo sombra para quem, como eu, começava a aquecer os motores. Consegui correr bem, para meus padrões, e até comecei a me entusiasmar.

Muita calma nessa hora. Foi fazer o primeiro retorno –grosso modo, a prova vai 2,5 km para a frente, volta 5 km até o túnel do Botafogo e retorna outros 2,5 km— e o calor começou a castigar. Meu entusiasmo logo se desvaneceu, pensei que iria caminhar, quem sabe me arrastar no final.

Planejei caminhar nos postos de água, que estavam bem colocados e bem fornidos, com garrafinhas de água bem gelada. Aliás, pelo que pude perceber, tudo funcionou muito bem na corrida. 

E eu não precisei caminhar, pelo menos até bem depois da metade da prova. É que, com poucos mais de 20 minutos passados, nuvens começaram a disputar com o sol o espaço celeste. Continuava o calor, mas sempre amaina um pouco, o que dá um certo alívio e permite ao corredor seguir em frente com menos sofrimento.

 

 

Aí dá para apreciar o Rio que nos rodeia. O Pão de Açúcar nos olha de longe; mais para o lado, o Cristo do Corcovado abençoa os corredores. No último retorno, metros antes do túnel de Botafogo, ficamos mais perto do mar, vemos lanchas e veleiros ancorados na marina.

Falta pouco. É a última perna da corrida. Apesar de cansado, ainda consigo prestar atenção em conversas entreouvidas. “Depois da minha primeira corrida, fiquei quatro dias sem poder caminhar. Nem fui trabalhar na segunda”, revela um sujeito para seu colega de jornada.

Fico pensando se, do jeito que estou, conseguirei caminhar amanhã. Acho que sim, até agora nada de dores mais brutais. Dá até para acelerar um pouco, abrir os braços, comemorar com o Rio a festa da Cidade Maravilhosa.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h53

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Australiano corre 21 mil km do polo Norte ao polo Sul

O ultramaratonista australiano Pat Farmer acaba de completar um épico desafio: correu do polo Norte ao polo Sul, sem dias de folga, em uma supercampanha para arrecadar fundos para projetos da Cruz Vermelha.

Farmer, de 48 anos, largou no dia 2 de abril do ano passado para só terminar agora sua jornada de 21 mil quilômetros (foto Divulgação). Passou por 14 países, enfrentando chuva, calor e tempestades de neve, entre outras dificuldades.

Segundo disse a agências de notícias, chegou a se perder nos desertos peruanos, teve de fugir de ursos polares, cobras, crocodilos e bandidos armados, além de escapar de um caminhão desgovernado que quase o atropelou. Sua jornada diária envolvia correr nada menos que 80 km, o que fez apesar de lesões e problemas provocados por desidratação.

“Vou sentir as consequências dessa corrida pelo resto de minha vida”, disse ele, que tem dois filhos e conseguiu, nessa jornada, arrecadar cerca de US$ 105 mil.

Ele não é exatamente um novato em ultradesafios. Tem sete recordes mundiais nesse tipo de empreitada, como ter feito a mais rápida volta da Austrália, 15 mil quilômetros em 191 dias (acima, o percurso que fez naquela travessia/foto AFP).

Já cruzou duas vezes o deserto central da Austrália e também participou de uma corrida costa a costa nos EUA.

“Correr longas distâncias é o meu dom, meu jeito de fazer diferença”, afirmou ele. Saiba mais sobre o projeto no site de Farmer, clicando AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h27

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Reis da maratona estão na pré-seleção olímpica do Quênia

 

 

O recordista mundial da maratona e os dois caras que correram ainda mais rápido do que ele, mas não tiveram seus tempos referendados pela IAAF, lideram a equipe provisória do Quênia para a maratona olímpica. Além de Patrick Makau (foto Reuters), Geoffrei Mutai e Moses Mosop, a pré-seleção tem ainda o bicampeão mundial da prova, Abel Kirui, o campeão de Londres, Emmanuel Mutai, e o campeão da maratona de Frankfurt, Wilson Kipsang Kiprotich, considerado um dos mais brilhantes talentos emergentes.

No feminino, também há brilho para mais de metro: lá está, por exemplo, Prisca Jeptoo, que ganhou a maratona de Paris e a São Silvestre. Outros destaques são Edna Kiplagat, Mary Keitany e Florence Kiplagat, campeã de Berlim.

Ao anunciar os nomes dos pré-selecionados, o presidente da federação de atletismo do Quênia, Isaiah Kiplagat, disse que “não foi fácil” escolher os nomes, pois o país tem 150 homens e 50 mulheres com índice para a maratona olímpica –é pouco ou quer mais?

Os 12 pré-selecionados foram escolhidos baseados em seus resultados, consistência e colocações em campeonatos internacionais. A seleção final será anunciada no dia 30 de abril, pois cada país tem direito a apenas três atletas com índice A em cada prova. O que é uma pena. Eu adoraria ver esse time de homens e mulheres se enfrentando para valer e duelando estratégias, alguns querendo segurar o ritmo nas primeiras voltas, outros dando o sangue desde a largada.

Bueno, aproveitando o ensejo, lembro que o queridinho da América do Norte não ganhou a seletiva para a maratona olímpica. Ryan Hall, o mais rápido dos 111 atletas da prova masculina, saiu mandando brasa, puxando a prova em ritmo forte, passando a meia maratona em 63min25, o que parecia muito para todos os contendores, menos para Hall.

Mas a vida é dura, meus senhores, e a maratona tem 42.195 metros, não 21.097 metros. A cerca de cinco quilômetros do final, Meb Keflezighi (nascido na Eritreia, naturalizado norte-americano) assume a ponta e não vai largar mais a posição, secundado por Hall. E Abdi Abdirahman (nascido na Somália, naturalizado norte-americano), que havia, quilômetros antes, festejado o que parecia caminhar par uma vitória sensacional, começa a perder as forças, mas ainda arrebanha vigor suficiente para não perder o terceiro posto e a vaga olímpica.

No feminino, houve semelhanças no script. Desiree Davila puxou a prova, definiu o ritmo, apostando na sua resistência e tentando quebrar a mais veloz Shalane Flanagan. Não conseguiu: Flanagan ficou firme no duelo até a hora de dar o golpe final e conquistar a vitória. A terceira vaga é de Kara Goucher.

Além do posto na seleção olímpica, os três primeiros colocados na seletiva olímpica, que aconteceu no sábado, em Houston, na véspera da maratona da cidade (e não na maratona, como alguns sites registraram), levaram para casa um bom dinheiro: US$ 74 mil para o campeão, US$ 63 mil para o segundo colocado e US$ 52 mil para o terceiro. Houve premiação em dinheiro até o décimo posto. Fartura, não?

Os tempos dos homens foram os seguintes: Meb Keflezighi, 2h09min08; Ryan Hall, 2h09min30; Abdi Abdirahman, 2h09min47. Mulheres: Shalane Flanagan, 2h25min38; Desiree Davila, 2h25min55; Kara Goucher,  2h26min06.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h56

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Maratona não aumenta risco de ataque cardíaco, diz estudo

Correr é muito perigoso, sabemos todos. Estudos científicos mostram que o coração do maratonista sofre depois de uma prova, e parece que toda semana morre alguém que participa de uma corrida. Agora, um estudo baseado em análise de milhões de dados sobre corridas e corredores, mostra que participar em maratonas e meia maratonas não está ligado a um maior risco de ataque cardíaco.

O trabalho, publicado na versão on-line do “New England Journal of Medicine”, demonstra que a maioria dos corredores que foram vítimas de ataque cardíaco durante uma prova de longa distância tinha problemas cardíacos pré-existentes e não diagnosticados ou não diagnosticados corretamente.

Segundo a pesquisa dirigida pelo doutor Aaron Baggish, do Massachusetts General Hospital, a taxa de ataques cardíacos em maratonas e meias maratonas é igual ou menor à registrada em outras atividades físicas, do triatlo à corrida leve (fora de competição). Os homens apresentam risco maior e formam o maior número de vítimas.

Segundo Baggish, correr maratonas é uma atividade “em geral segura e bem tolerada [pelo organismo]”. Claro que o sujeito precisa estar treinado...

A pesquisa analisou a incidência e os resultados de ataques cardíacos que ocorreram durante ou imediatamente depois da conclusão de maratonas nos Estados Unidos de 2000 a 2010. Além da análises dos dados médicos, entrevistaram sobreviventes e parentes de vítimas fatais.

 

Eis alguns dos principais dados que emergem do estudo:


Entre os quase 11 milhões de corredores inscritos nas provas analisadas, houve 59 ataques cardíacos, 40 em maratonas e 19 em meias maratonas, o que dá um índice de 0,54 por 100 mil corredores

Mais de 85% das vítimas eram homens

Doenças cardiovascular pré-existente foi a principal causa

A taxa de ocorrência em maratonas foi bem maior do que nas meias maratonas (1,01 por 100 mil contra 0,27 por 100 mil)
Dos 59 casos, 42 (71%) foram fatais

 

A conclusão é que “maratonas e meias maratonas estão associadas a baixo risco de ataque cardíaco e morte súbita”.

Os autores também lembram que a taxa de mortalidade nos ataques cardíacos (71%) é menor do que a registrada em ataques cardíacos que ocorrem fora de hospitais (92%). Eles sugerem que isso é por causa do rápido atendimento que em geral as vítimas recebem.

Só quero lembrar que isso não significa que liberou geral. Há riscos e eles podem ser prevenidos. Todo corredor deve fazer uma avaliação médica anual, e os candidatos a corredores também devem fazer uma visita ao médico antes de começarem a praticar esporte –isso vale para quem jogo seu futebolzinho no final de semana, o vôlei de fim de noite ou o futebol society seguido por leve cervejada.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h32

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Desempenho irregular ofusca beleza do GPS MotoActv

 

O MotoActv, da Motorola, é o GPS de pulso mais bonito que já testei. Quando recebi a mensagem da empresa anunciado o lançamento no Brasil, já achei bacana. Ao abrir a embalagem, quando o aparelho chegou para os testes, a impressão se confirmou totalmente, ainda mais que ele veio montadinho em uma bela pulseira de plástico, vermelha e negra, estilosíssima –pelo menos, para o meu gosto.

Pois o MotoActv não é um relógio, e sim uma traquitana quadradinha de 46 milímetros de lado e pouco menos de um centímetro de espessura que pode ser montada em várias plataformas, como a tal pulseira, um suporte que se prende à bicicleta ou um clipe, que pode ser enganchado na camisa ou no cinto. Ele faz tudo que um GPS de corrida faz (mede distância, calcula velocidade e ritmo, marca tempo, traz sistema para estabelecer metas etc. e tal) e ainda armazena músicas e se comunica com celulares inteligentes baseados em sistema Android.

A tela sensível ao toque é muito boa, e o sistema reage bem aos comandos das batidinhas e “puxadas” com os dedos. Além disso, tem vários botões: o de ligar/desligar, o para iniciar o treino, o para entrar no modo música e os de volume do som. Tudo muito bacaninha.

Então, `bora correr! 

Calma lá, não precisa fazer algo antes? Dar pelo menos uma olhadinha no manual? Você, que acompanha este blog, sabe que eu não sou muito fã de abrir manual, mas talvez lembre que, nos últimos testes que fiz, acabei derrotado pelas complicações operacionais dos aparelhos testados e tive de me render aos guias do usuário. Bueno, no caso do MotoActv não houve a menor necessidade –tá bom, olhei o guia rápido que veio com o aparelho, mas só para confirmar que estava fazendo tudo certo.

O aparelho leva 30 segundos para entrar em condições de uso, a partir do instante em que você aciona o botão de liga/desliga. Isso é muito mais que a ligação instantânea do GPS que uso, mas tudo bem, o treino não começou e você pode ligar o bichinho um pouco antes, 30 segundos não fazem mal a ninguém.

Uma vez pronto para usar, a tela que aparece é a do relógio; com o dedo, você muda a tela até chegar à de treino, onde então escolhe a atividade –para mim, sempre, Correr, mas há também Bicicleta, Andar, Elíptico e Máquina de Step (como se vê, ele funciona também em ambientes fechados, baseado nos movimentos do corpo).

A tela seguinte pergunta se o treino será na rua ou em ambiente fechado; depois, se você quer começar imediatamente, prefere definir uma meta ou cumprir um treino previamente planejado (tudo isso pode ser feito com bastante facilidade). Claro que eu quero começar já, agora, imediatamente.

É preciso, porém, encontrar o satélite. Ele começa a busca, com resultados irregulares. Em testes que fiz na praia, o sistema demorou cerca de dois minutos para encontrar o satélite, ainda que eu tivesse começado os treinos sempre do mesmo ponto. Em comparação, o GPS que uso levou metade do tempo; no último teste, foi praticamente instantâneo.

Mais uma vez, tudo bem. Dois minutos já é bastante tempo, mas não é uma eternidade. Em São Paulo, porém, ele levou mais que o dobro do tempo para se alinhar com o satélite –esgotou a primeira rodada de quatro minutos, estabelecida pelo próprio aparelho, só conseguindo o encontro na segunda rodada (pior que o meu velho GPS). Em outros locais, obviamente, pode ter melhor desempenho, mas esses foram os resultados dos testes.

Largada!

O primeiro treino foi uma beleza. Fiquei muito satisfeito com tudo o que experimentava no GPS e considerei que estava bem preciso. Fiz um percurso em que sou macaco velho e que já percorrera várias vezes com outros GPS; a acuidade do aparelho estava bem razoável, considerando que nenhum desses bichinhos é absolutamente exato.

A tipologia escolhida para os números e textos informativos é excelente. Mesmo as informações apresentadas em algarismo menores são perfeitamente compreensíveis pelos olhos cansados deste blogueiro cinquentão. O que vale não é tanto o tamanho dos algarismos –são menores do que no GPS que uso, por exemplo--, mas a qualidade e a definição da tela. Ah, e ele é levíssimo (35 gramas).

Toda essa minha satisfação não me impediu de notar que o aparelho parecia um pouco lento para perceber minhas mudanças de ritmo –na minha atual fase de tentativa de recuperação de minhas lesões, alterno corrida e caminhada. Todos os GPS demoram um tantinho para perceber isso, mas é coisa de instantes. No caso do MotoActv, a impressão que tive foi que ele levava bem mais do que isso.

No segundo treino, em que alternei sete minutos de corrida forte (para mim, o que significa, hoje, qualquer coisa melhor que 6min30/km) e caminhada ritmada (em torno de 11min/km), ficou clara a irregularidade do desempenho do MotoActv. Às vezes, ele nem sequer percebia que eu tinha começado a caminhar e mantinha a informação de ritmo de corrida durante quase todo o intervalo da caminhada; quando começava a correr, indicava ritmo de caminhada por algumas centenas de metros.

Resolvi correr como ele e o meu GPS, que uso há cerca de um ano com bons resultados. Nos treinos ao nível do mar, sob forte calor, a irregularidade se repetiu. Em seus piores momentos, o MotoActv só percebeu a troca de ritmo depois de 600 metros; nos melhores, entrava no ritmo depois de 100 m a 200 m de mudança.

Claro que os resultados finais não bateram, com diferenças de até 5%.

O pior dia do MotoActv, nos treinos da praia, acabou sendo o de meu longão (“gão” considerando a reduzida quilometragem que venho fazendo, mas vá lá...). Saí pela estrada afora correndo na direção que meu nariz me levava, sentia-me leve e satisfeito, o sol vinha forte, mas o vento compensava, enfim, aquela coisa bacana de botar o corpo para correr, sem lenço nem documento. Foi então que...

CONTINUA...

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h54

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Desempenho irregular ofusca beleza do GPS MotoActv – final

Caminhei por um quilômetro, depois corri por outros nove em seguida, sempre com aparente bom desempenho do GPS, marcando ritmo de corrida bem lenta, em que eu efetivamente estava. Foi cravar o décimo quilômetro, porém, e o bicho ficou doidão.

Fiz o km 11 caminhando devagar, pois já estava bem quente e eu precisava recuperar as forças para iniciar a volta. O MotoAcvt não quis aceitar aquele momento, e marcou a 11ª volta como se tivesse sido feita em um ritmo mais forte que a décima. Talvez para compensar, marcou ritmo de caminhada para o km 12, que fiz correndo.

Só depois de 600 metros passados do km 12 ele descobriu que eu estava correndo e passou a marcar ritmo coerente com minhas passadas. Mas aí já era tarde: eu tinha perdido a confiança nele, e ele tinha perdido a energia. Apesar de eu ter carregado completamente a bateria no dia anterior, o MotoActv arriou com cerca de 1h30 de trabalho.

Foi seu pior desempenho nos testes de bateria. Na praia, fiz outras duas vezes o processo de descarga e carregamento total; em ambas, a carga durou cerca de 2h40, pouco mais da metade do tempo oficialmente previsto, que era de cinco horas para o aparelho nas condições em que eu estava testando.

Em São Paulo, corri ainda algumas vezes com mo MotoActv, e os resultados foram mais animadores, especialmente no que se refere à bateria. Com carga completa, aguentou três treinos, totalizando alguns minutinhos a mais que as cinco horas prometidas pelo fabricante.

No que se refere à rapidez para perceber a mudança de ritmo, também notei melhora no desempenho. Em dois treinos, ele percebeu a mudança de corrida para a caminhada e vice-versa em segundos, praticamente tão rapidamente quanto o meu GPS. Em um treino, porém, novamente ficou doidão na hora de mudança de corrida para caminhada.

Era na subida de uma das alamedas na região da Paulista e, enquanto eu caminhava, a traquitana registrava instantaneamente ritmos alucinantes, como 1min20/km; eu deixei aquilo rolar por um certo tempo, mas acabei desligando o aparelho e dando um tempo enquanto tomava água. Liguei novamente, mas passei a controlar o treino com o meu GPS velho.

No final, fiz 16 km, mas o MotoActv registrou mais de 17 km, sendo que dois deles em ritmo de cerca de 4min/km. Há mais de dez anos, fiz um quilômetro em menos de 3min50, mas num tiro só; em corridas, as melhores médias de minha vida são em torno de 4min30/km em uma prova de 8 km e em um tirão de pouco mais de 6 km. Hoje em dia, 4min/min nem em sonhos.

Esse desempenho irregular ofusca um pouco a beleza do MotoActv, mas não o torna um produto de má qualidade. Os sistemas GPS são afetados por um sem número de interferências; já testei vários que ficavam absolutamente malucos quando eu fazia um retorno em formato de “U”, levando vários segundos para perceber a nova direção e reconhecer o ritmo (ainda que ele não tivesse mudado). Isso não acorreu com o MotoActv que, de modo geral, funcionou bem.

As coisas ficaram ainda melhores quando os dados foram passados para o site (motoactv.com), onde ficam arquivados e disponíveis para estudo (veja acima um exemplo). Podem ser mostrados de vários formas e há ótimas ferramentas para análise, além da possibilidade de criar planos de treinamento e outros mequetrefes bacanas.

Não testei o MotoActv como sistema musical durante a corrida. Sou contra usar fones de ouvido nos treinos de rua e, portanto, não tenho experiência nisso, o que prejudicaria qualquer avaliação que eu fizesse. Mas usei o aparelho para ouvir música, no escritório, e me pareceu muito bom: os fones são confortáveis, o som é legal, e quem gosta de volume alto provavelmente não ficará frustrado.

A conectividade do MotoActv é muito boa. Reconheceu com facilidade redes Wi-Fi e dispositivos Bluetooth; não testei sua comunicação com celulares com sistema Android, mas resenhas que vi na internet não apresentam maiores críticas.

A questão da duração da bateria, de apenas cinco horas quando em uso do GPS (20 horas somente no modo musical), me parecia ser o ponto mais fraco do aparelho. No apagar das luzes deste teste, porém, recebi a informação de que um novo software melhora esse desempenho, e o tempo prometido de duração de uma carga é de oito horas, o que é compatível com o oferecido por outros aparelhos.

O preço sugerido é R$ 999, segundo a assessoria da empresa. Inclui o aparelho com memória de 8 Gbytes (dá para músicas aos montes), o cabo de dados/carregamento, um clipe, uma pulseira e os fones de ouvido esportivo. Nos EUA, custa US$ 249,99 sem a pulseira (que, atualmente, vem como bônus).

A cinta para monitoramento cardíaco precisa ser comprada à parte, mas ainda não está à venda no Brasil. Para comparação, encontrei na internet um Garmin 405 pelo mesmo preço, incluindo a cinta cardíaca.

Cada um desses GPS, é claro, tem seus pontos fortes e seus problemas. A escolha depende menos de uma avaliação técnica, e mais dos gostos e objetivos do comprador. O certo é que, apesar dos problemas, o MotoActv desponta como um competidor de boa qualidade na luta pelo coração (pulsos, ouvidos, cérebro) dos corredores.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h52

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EUA fazem seletiva para escolher maratonistas olímpicos

No próximo sábado, mais de 300 corredores vão disputar a seletiva para a seleção norte-americana que irá disputar a maratona olímpica nos Jogos de Londres, no segundo semestre deste ano.

Pela primeira vez, as equipes masculina e feminina serão escolhidas no mesmo dia, na mesma prova –uma maratona em Houston, na véspera da tradicional maratona daquela cidade texana.

A corrida terá desenho semelhante ao programado para a maratona olímpica; haverá uma volta inicial no centro da cidade, com pouco mais de 3,5 km, seguida por três voltas em um circuito de cerca de 13 km, tudo planinho como gostam os maratonistas mais rápidos.

Os três primeiros de cada prova deverão forma a equipe, depois da aprovação final da direção do Comitê Olímpico dos EUA.

Os anfitriões estão entusiasmados com o evento e prometem recepcionar os atletas “como estrelas do rock”. E haverá prêmios consideráveis, além da vaga na equipe olímpica. Os campeões levam para casa US$ 50 mil, e a seletiva vai distribuir um total de US$ 500 mil em prêmios, considerando as competições masculina e feminina.

Na prova masculina, o mais rápido é Ryan Hall, que correu 2h04min58 na maratona de Boston no ano passado. É seguido por Meb Keflezighi (2h09min13) e Dathan Ritzenhein (2h10).

Entre as mulheres, o melhor tempo de classificação é de Desiree Davila (2h22min38).
Atrás vêm Kara Goucher (2h24min52) e Magdalena Lewy Boulet (2h26min22) from the 2010 Fortis Rotterdam Marathon.

Um dos critérios de classificação para a seletiva era maratona em sub2h19 para os homens e sub2h39 para as mulheres, tempo obtido de 1º de janeiro de 2010 a 30 dias antes da seletiva.

Trata-se de um processo interessante para escolha da equipe nacional, uma espécie de prova geral em que todos correm nas mesmas condições de altimetria e clima. O Brasil tem critério diferente: o tempo de classificação pode ser obtido em qualquer maratona reconhecida oficialmente.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h45

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Filme sobre pai da maratona de Nova York sai em DVD

Já está disponível em DVD, nos Estados Unidos, o documentário que conta um pouco da história e das aventuras de Fred Lebow, aclamado no mundo do atletismo como o pai da maratona de Nova York (abaixo/Divulgação).

 

Em pouco mais de 90 minutos, “Run for Yor Life” (Corra por sua vida), apresenta entrevistas com outros pioneiros da maior maratona do mundo, traz cenas das provas, depoimentos de corredores e do próprio Lebow.

Nascido na Romênia em 1932, Fischel Lebowitz americanizou o nome depois de emigrar para os Estados Unidos, onde acabou se transformando em uma das maiores figuras da história do atletismo –não como atleta, mas como um visionário, o homem que capitaneou a transformação de uma prova que teve, em sua primeira edição, apenas 55 concluintes, na gigantesca manifestação popular que é hoje.

Ele correu sua última maratona de Nova York aos 60 anos, quando já estava atacado por um câncer no cérebro. Correu com sua grande amiga Grete Waitz, nove vezes campeã de Nova York, e os dois completaram em 5h32min35.

O filme é uma homenagem a esse corredor e incansável organizador de eventos de corrida –criou a corrida pelas escadaries da Empire Building State, a Milha da Quinta Avenida e a Crazy Legs Mini Marathon, tida como a primeira corrida exclusivamente feminina.

O tom da obra chega a ser laudatório em alguns momentos, mas não deixa de ter qualidade e de apresentar uma boa dose de informação. Acima de tudo, procura transformar em imagens e sons a emoção de correr em Nova York.

Para mais informações, confira AQUI o site do filme.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h50

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Recorde da maratona não sobrevive a abril, diz treinador italiano

Antes do final do mês de abril, cairá o recorde mundial da maratona, afirmou o italiano Renato Canova, um dos mais importantes treinadores de corredores de longa distância do mundo. Ele orienta, por exemplo, o campeão mundial da maratona, Abel Kirui, o superveloz Moses Mosop, segundo colocado na maratona de Boston, e Florence Kiplagat, campeã mundial da meia maratona.

Em entrevista a um blogueiro italiano, Canova previu que, ao final da próxima maratona de Londres, a marca de 2h03min38, de Patrick Makau, terá virado. O novo recorde, afirmou o treinador, deverá ser sub 2h03.

Ele falou Londres como segundo terreno propício, pois acredita que o recorde cairá uma semana antes da prova britânica, nas Terras Baixas: a maratona de Roterdã será o palco, segundo a bola de cristal do italiano.

É lá que estará o pupilo de Canova Moses Mosop. “Ele vai tentar quebrar o recorde mundial. Se não conseguir, ainda haverá boas chances em Londres com Wilson Kipsang e o próprio Makau”, disse o treinador, para quem o ano será marcado por tempos bem mais baixos que os registrados em 2011.

“Pelo menos oito atletas devem romper a barreira das 2h04”, previu ele. No ano passado, apenas o recordista Makau e Kipsang, considerado por Canova um dos candidatos a recordista, romperam aquela marca, segundo os registros da IAAF. A entidade não reconhece os tempos de Geoffrei Mutai e Moses Mosop na maratona de Boston, onde os dois correram em menos de 2h04.

Outros candidatos ao recorde mundial que vão correr em Roterdã são os quenianos Sammy Kitwara, que tem 58min48 na meia maratona, e Peter Cheruiyot Kirui, que foi coelho de Makau em Berlim.

De acordo com a bola de cristal do treinador italiano, a russa Liliya Shobukhova, dona do melhor tempo de 2011 na maratona, é a principal candidata.

“Várias de minhas atletas têm chances de medalha, mas a Shobukhova que eu vi em Chicago é invencível, se estiver em plena forma”, afirmou, sem deixar de reconhecer as chances da queniana Mary Keitany, vencedora da maratona de Londres e pupila de Gabriele Nicola, também italiano).

Mas disse que outras quenianas também devem ser observadas com atenção, como Florence Kiplagat, e Luci Kabuu, que tem 1h07min04 na meia maratona e vai estrear na maratona em Dubai neste mês.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h39

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Adriano Bastos perde octa da Disney por 14 segundos

O brasileiro Fredison Costa sagrou-se neste domingo bicampeão da maratona da Disney depois de uma disputa acirrada, metro a metro, com Adriano Bastos, o multicampeão daquela prova, que buscava sua oitava vitória nos domínios de Mickey e Pateta.

Fredison completou em 2h19min02; Adriano, que se alternou com o rival na liderança ao longo do percurso, chegou 14 segundos depois.

As passagens pelos postos de controle dão uma boa idéia de como foi renhida a batalha travada pelos dois brasileiros.

Adriano passou na frente na marca das cinco milhas (cerca de 8 km), com 26min39 e o rival um segundo atrás. Na marca das 10 milhas, os dois passaram no mesmo segundo, mas Fredison aparece na frente na listagem da prova. A situação se inverteu na meia maratona, quando novamente os dois passaram no mesmo segundo (1h09min55), mas Adriano estava ligeiramente na frente.

Ele conseguiu manter a liderança na passagem das 20 milhas (cerca de 32 km), quando chegou a livrar um segundo de vantagem sobre o rival.

Mas ainda faltavam 10 km para a chegada, e Fredison reverteu o quadro e conquistou sua segunda vitória nessa prova que atrai muitos brasileiros e tem, para os amadores, a atração do Desafio do Pateta.

Trata-se de coisa para quem gosta mesmo de dificuldade: fazer no sábado uma meia maratona, que integra o rol de eventos, e participar da maratona completa no domingo.

Aliás, a meia maratona também teve o verde-amarelo no mais alto do pódio, com a vitória de José Virgínio de Morais em 1h10min12.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h58

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Sessentão faz 113 maratonas em um ano

Você já percebeu que eu gosto de apresentar aqui feitos do pessoal da terceira idade. Talvez seja porque cada vez me aproximo mais dela (a terceira idade), mas o fato é que considero inspirador ver o pessoal mais velho, que comumente a sociedade relega a segundo ou terceiro plano, mostrando-se capaz de realizações supostamente incompatíveis com a idade.

Bom, deixando de lado a conversa fiada, apresento o senhor Laurence Macon, 67, que está prestes a ser reconhecido como recordista mundial em número de maratonas em um ano.

Ao completar a New Year`s Double Marathon em Allen, um subúrbio de Dallas, na virada do ano, esse advogado texano totalizou 113 maratonas em 2011.

Quando entregar ao Guinness toda a documentação comprovando sua participação em cada uma das provas, será reconhecido como titular absoluto do posto de pessoal com mais maratonas oficiais completadas em um ano.

De fato, ele já aparece no Livro dos Recordes, pois em 2010 totalizou 106 maratonas. Isso, porém, lhe valeu apenas um empate com sul-coreano IM Chae Ho, que havia atingido aquele número no ano anterior.

Macon simplesmente gosta de participar de corridas, põe uma perna na frente da outra e vai em frente, na velocidade que lhe for possível.

 

Seu melhor tempo é de quatro horas e 45 minutos, mas ele não está nem aí com os minutos, gosta mesmo é de quilômetros. Em fevereiro passado, correu uma prova na Carolina do Sul em um dia, no dia seguinte fez outra em Maryland e no terceiro dia, uma na Califórnia. Era cruzar a linha de chegada e seguir direto para o aeroporto...

Ou seja, além de saúde de ferro, é preciso ter também uma boa conta bancária para conseguir fazer tantas maratonas em um ano.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h00

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Corrida contra o câncer

Neste domingo, no Rio de Janeiro, um grupo de corredores vai participar do Desafio Solidário, uma corrida de 38 km que tem como objetivo arrecadar doações para o Inca, Instituto Nacional do Câncer.

 

Para participar, o corredor precisa apenas levar uma lata de leite em pó. Doações de não corredores também são bem-vindas, segundo me dizem os organizadores.

Um deles é Nilton Pedro do Amaral, ultramaratonista e cabo da Aeronáutica, que enfrentou em 2008 um câncer linfático e vem se dedicando a campanhas para colaborar no combate à doença.

A prova, que é praticamente um treino coletivo, não tem prêmios. A largada é às 7h30, em frente ao quartel da Aeronáutica, no Campo dos Afonsos (av. Mal Fontenelle, 1.000). A chegada é em frente à sede do Inca, na praça da Cruz Vermelha, no centro do Rio. Batedores da PM abrirão o caminho para os corredores e haverá uma van da Aeronáutica dando apoio aos atletas.

Saúde e sorte a todos os participantes.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h18

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Corrida e caminhada são temas de palestras gratuitas

 

Neste fim de semana o Sesc Osasco realiza uma programação de bate-papo sobre corrida e caminhada.

No sábado, o velocista Vicente Lenílson, medalhista olímpico, conversa com a turma, contando sua experiência e dando dicas para iniciantes.

No domingo, é a vez deste blogueiro (veja detalhes AQUI).

A participação é gratuita, mas é preciso se inscrever. O quadro abaixo traz mais informações. O Sesc Osasco fica na avenida Sport Club Corinthians Paulista, 1.300, e o telefone é (011) 3184-0900.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h06

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Reflexões sobre uma São Silvestre distante

 

Vi de longe a São Silvestre, acompanhando pela televisão o show que a chuva deu, aparecendo e desaparecendo, caindo a cântaros ou simplesmente gotejando, criando poças gigantescas ou escorrendo rapidamente pelos esgotos.

Vi a coragem do irmão de Bekele e a bravura indômita de Priscah Jeptoo, defendendo a todo custo a liderança conquistada e que, em alguns instantes, pareceu perdida. Acho que ela é a corredora de elite com o estilo mais estranho que já vi.

Não tenho, porém, como avaliar o desenrolar da prova para os milhares de apaixonados por corrida que lá estiveram.

Sei, porque corri nele e porque entrevistei médicos e técnicos, que o novo circuito oferece mais riscos para os corredores, é mais perigoso. A mudança, feita de última hora, pode ter pegado muitos atletas despreparados para o rigor das duas grandes descidas. Mas não encaro isso como um problema ou demérito do circuito: se for mantido, os candidatos a corredores de São Silvestre terão de organizar seu treinamento para esse tipo de percurso e pronto.

Do ponto de vista de desenho do trajeto, acho pior a chicane da Mario de Andrade, que me parece um incômodo desnecessário. Os desenhistas do percurso poderiam quebrar a cabeça um pouco mais e evitar aquele cotovelão de umas poucas centenas de metros.

Quanto à reação dos corredores, os primeiros comentários que chegaram foram de crítica, especialmente à zona de dispersão, que ficou um charco, segundo os relatos que recebi e mensagens que conferi nas redes sociais e fóruns especializados.

De fato, como a previsão era de chuva, acredito que os organizadores poderiam ter previsto que o gramado não iria segurar os milhares de passadas chegantes e tomado medidas para tornar a dispersão um pouco mais confortável. Mas aí já não era a prova.

Houve reclamações, também, de falta de água nos postos iniciais, o que considero uma falha grave, ainda mais em uma prova que se proclama internacional.

Quanto ao percurso, os comentários variaram. Teve gente que reclamou das dores da descida, e houve quem dissesse que a  Brigadeiro, ladeira abaixo, foi demais, superemocionante. É normal que os comentários também reflitam o desempenho de cada um na prova ou como cada um encara a São Silvestre.

Muitos comentários mantiveram o protesto contra a mudança da chegada na Paulista, e consideraram decepcionante a chegada no Ibirapuera, complicada pela falta de chuva e pela dificuldade de acesso a transporte –muitos taxistas se recusaram a levar corredores encharcados, segundo vi nas redes sociais..

Para mim, porém, a imagem que ficou da prova foi a de um grupo de gordinhos, totalmente molhados, correndo felizes da vida, ainda nos primeiros quilômetros da prova, pouco depois do Pacaembu. Aliás, mesmo os não corredores que assistiam à prova comigo notaram o grupo, sorriram, elogiaram.

Aquela imagem de entusiasmo deixa evidente que a corrida é para todos e que, por mais dura que pareça e por mais difíceis que sejam as condições, pode ser um prazer e uma alegria. E que todos podem desfrutar dela, gordos ou magros, jovens ou velhos, ricos ou pobres. É a democracia dos corpos no asfalto.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h30

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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