Rodolfo Lucena

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Shangai

Shangai

42 km de emoções

O treinador brasileiro Marco Antonio de Oliveira, que já dirigiu a seleção brasileira de ultramaratonstas e outros escretes nacionais, acompanhou no domingo passado a maratona de Shangai. Mandou um texto especial para este blog, que vocês podem ler a seguir.

Cerca de 16 mil pessoas ocuparam, na manhã de domingo passado, a mais famosa rua comercial de Shangai, a metrópole chinesa que combina passado remoto e arquitetura futurista. Às 7h30, pontualmente, foi dada a largada para a prova na Nanjing Road East (foto acima), num dia especial para correr: a temperatura de 14 graus Celsius e a umidade de 78% eram de fazer inveja à maratona de Berlim. A organização se preocupava em atender bem à multidão local e estrangeira. Exemplo disto foi a locução multilíngüe nas arenas de largada e de chegada, com as informações transmitidas em mandarim, shangainês, japonês e inglês.

O vizinho Japão não perdeu a festa e se apresentou com Mizuki Noguchi para correr a meia-maratona e Hiromi Taniguchi para prestigiar o evento. A moça foi ouro em Atenas-04 na maratona. Tanigushi conquistou o ouro em Tóquio no mundial de 91. Noguchi mostrou a que veio e bateu o recorde do percurso, com 1h09min04. Após a corrida, ficou sempre acompanhada de sua torcida uniformizada.

Dizem que assistir a uma maratona é monótono, mas quem viu essa edição da maratona de Shangai, que acontece desde 1997, não vai acreditar muito nisso. Vejam algumas cenas e vocês vão concordar.

Após cruzar a linha de chegada da meia-maratona, uma corredora chinesa imediatamente foi pedida em casamento pelo noivo nervoso e ansioso, que a aguardava com flores.

Um maratonista estrangeiro também teve seu momento especial ao terminar a prova, no estádio Minhang: estourou uma garrafa de champagne, encheu varias taças e brindou com o público.

A disputadíssima ‘briga’ pelo primeira colocação entre Paul Korir e Jonathan Kosgei acabou com os dois quenianos cruzando a linha no mesmo segundo: 2h15min25) para os dois quenianos. Além de perder no olhômetro, Kosgei caiu sentado (foto). A má sorte já havia dado seu sorriso torto a Kosgei na altura da metade da prova, quando ele quase foi atropelado por um veículo de apoio, perdendo preciosos segundos.

Na largada da Run Fun de 4, 5 km, que também fazia parte do evento, um casal chinês largou pronto para o casório. Ele na estica e ela toda de branco, véu e grinalda. Eles se conheceram na meia-maratona do ano passado e resolveram se casar nesta edição da prova. Foi uma boa escolha, pois a chegada da prova curta foi em um templo.

A TV estatal chinesa CCTV não perdeu nenhuma dessas cenas. Por sinal, a transmissão foi bem diferente da que estamos acostumados a assistir . Os corredores de elite tiveram pouquissimo destaque. A estrela para a CCTV foi a massa humana correndo.

A massa, por sinal, não abandona seus hábitos tão facilmente. Aquele bordão conhecida nosso no Brasil, "largue o cigarro correndo", aqui em Shangai, na própria maratona, foi virado do avesso: corra até onde puder e depois relaxe fumando. Muitos dos que paravam ao longo do percurso aproveitavam para acender um cigarrinho.

 

Saiba mais sobre o autor: Marco Antonio de Oliveira, 48, atua como técnico de triatlo e atletismo desde 1981. Foi treinador de seleções brasileiras em eventos internacionais de atletismo em 11 oportunidades, é tecnico de atletismo da ONG Sylvio de Magalhaes Padilha/Reebok e sócio-fundador da Infinitum, onde é responsável pelo planejamento e implementação do processo de acompanhamento personalizado para executivos,
profissionais liberais e empresas.
 
 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h26

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Shangai

Shangai

Cenas de uma maratona

O treinador brasileiro Marco Antonio de Oliveira, que já dirigiu a seleção brasileira de ultramaratonstas e outros escretes nacionais, acompanhou no domingo passado a maratona de Shangai. Mandou um texto especial para este blog e várias fotos exclusivas. Aqui, algumas das imagens do evento.

Com a bandeira do Brasil na camisa, chega Hui Chen, que tem dupla nacionalidade (Brasil e Taiwan). Ultramaratonistas, corre provas de 24 horas e de 100 km. Fez a maratona como treino.

Mizuki Noguchi, ouro na maratona em Atenas-04, junto com a sua torcida uniformizada depois de quebrar o recorde do percurso na meia-maratona. Ela está com o número 1. Ao fundo, mais para o lado direito, o campeão da maratona no Mundial de Tóquio-91, Hiromi Taniguchi (com a fita do crachá aparecendo) conversa com um sujeito de óculos

Uma dúzia dessas motos especiais, com carrinho de carona na lateral, foi usada no suporte à organização. Eram dirigidas por profissionais sócios de um grupo de motoqueiros (Obs.: as motos parecem ser Chang Jiang, réplicas de modelos usados na Segunda Guerra, mas se alguém aí tiver mais informãções, mande, por favor. Abaixo, uma vista mais próxima)

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h17

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Curitiba

Curitiba

Luto

Durante a maratona de Curitiba, Raimundo Rodrigues Sobrinho, 57, passou mal na altura do km 40. Foi atendido por socorristas e levado ao Hospital Evangélico, mas não resistiu. O corpo foi liberado ontem à noite e levado para Apucarana (interior do Paraná), onde seria realizado o enterro, segundo informações da Prefeitura de Curitiba.

Antes do início da prova, foi feito um minuto de silêncio em memória de Clécio José dos Santos, 28, vencedor da maratona de Recife deste ano. Clécio, que morreu no início do mês, foi o primeiro corredor a se inscrever para a maratona de Curitiba deste ano.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h13

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Curitiba

Curitiba

Divulgação

Apoio contagiante

 A maratona de Curitiba reuniu hoje 1.628 atletas, consolidando-se como uma das mais importante provas do gênero no país, ao lado das corridas de São paulo e do Rio. No total, 3.014 pessoas participaram do evento, que incluiu prova de 10 km, caminhada e maratona de cadeirantes. Para falar sobre a maratona, trago para vocês a palavra de Gilmário Mendes Madureira, treinador do Multsport Clube de Corredores, da Bahia. Vamos ao texto dele, especial para este blog.

Dia nublado, tempo abafado, com variação de temperatura entre 20º e 22º, e muita festa na largada. O apoio da população de Curitiba à maratona é contagiante e vem de uma cultura administrada pelos órgãos responsáveis, trazendo para o grande público o conceito de que esporte é cidadania e saúde. Nisso Curitiba tem experiência de sobra para servir de exemplo.

No percurso talvez esteja a única falha da prova, pois a cada mudança ele se torna mais travado, com muitas ladeiras depois do km 35, o que é um suplício para os atletas.

O abastecimento é ótimo e o apoio, tanto de staffs quanto pessoas comuns na rua, é indescritível. Muitos moradores colocam suas cadeiras na porta de casa para ver a passagem dos atletas e aplaudir de perto até os mais lentos com bastante entusiasmo.

Na prova masculina, o atleta Lindenberg, de Brasília, liderou isolado desde o começo, só sendo alcançado por Adriano Bastos no km 30. Ao encostar no atleta brasiliense, nem lhe deu tempo de reagir, pois a disposição para a vitória era visível em Bastos (foto abaixo), que conquistou seu primeiro título na distância no Brasil, ele que já é figura carimbada no posto mais alto do pódio na maratona da Disney, nos EUA.

Usando uma tática totalmente inversa, o garoto Urias Yostaque saiu do oitavo lugar, ainda no km 21, para começar a buscar os mais afoitos, que imprimiam um ritmo de 3min15/km. Não deu outra: chegando com sobras, Urias ultrapassou três competidores nos últimos três quilômetros. O terceiro posto ficou com Eliesio Miranda da Silva.

No feminino, a disputa pelo primeiro lugar só durou até o km 20, pois Rosa Jussara abriu muito em relação às outras depois desse ponto. Denise Paiva e Marluce Queiroz duelaram pelo vice com uma distância de 200 m uma da outra. Denise conseguiu abrir no final e atribuiu sua força às muitas ladeiras que treinou em Itamonte.

Entre os amadores, era nítido o esforço final para superar a parte mais difícil do percurso. Uma chuva fina veio brindar os amadores nos dez a 15 quilômetros finais para quem fazia acima de 3h30 de maratona.

Um sistema de transporte perfeito, um atendimento de primeira e uma cidade satisfeita em receber os atletas. Que mais pode se esperar de um município com a fama de ser sinônimo de qualidade de vida?

Divulgação

Saiba mais sobre o autor do texto: Gilmário Mendes Madureira, 39, é baiano de Salvador e treina atletas de elite e amadores há 18 anos. É diretor-técnico do Multsport Clube de Corredores, um grupo de corrida que existe há 15 anos, englobando 65 atletas -50 amadores e 15 de elite regional e nacional, como Marily dos Santos (líder do Circuito Nacional de Corridas de Rua), Marluce Queiroz (terceira colocada na Maratona de Curitiba 2006 e na Maratona do Rio 2005) e Manoel Teixeira (vencedor da Meia-maratona de Palmas 2006). Formado em educação física e pós-graduado em treinamento desportivo pela Ufba, dirige um projeto social com atletas carentes na cidade de Pojuca, interior da Bahia.

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h35

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Beirute

Beirute

Na linha de fogo

A maratona de Beirute, que deveria ser realizada hoje no Líbano, foi adiada por causa do assassinato do ministro Pierre Gemayel, da Indústria e Comércio, morto na última quarta-feira.

"Estamos adiando, e não cancelando a corrida", disse um porta-voz da BLOM Bank Beirut Marathon. "Não seria correto fazer um evento como o nosso nas atuais circunstâncias, mas vamos realizar a prova em outra data."

Em setembro passado, os organizadores da prova haviam dito que, apesar da destruição sofrida pela cidade durante o conflito de julho com Israel, a corrida estava mantida.

A decisão foi motivo de admiração, e os organizadores receberam o apoio do governo, que anunciou que faria reparos em ruas do percurso da prova.

Com o recente assassinato, porém, não foi possível manter os planos.


Escrito por Rodolfo Lucena às 08h53

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Fala, leitor

Fala, leitor

Montanhas, gelo e diversão

Pessoal, como prometido, sábado é o Dia do Leitor. Hoje trago um breve relato enviado por Noëlle François, que, com José Carlos Barbagli (na foto acima), formou a primeira equipe brasileira a participar da Gore-Tex TransAlpine Run, uma corrida-monstra nos Alpes. Vamos logo ao texto que ela mandou.

 A Gore-Tex TransAlpine Run é uma ultramaratona que, ao longo dos seus 233 quilômetros, cruza os Alpes, passando por Alemanha, Áustria, Suíça e Itália. São oito dias de competição árdua, com uma variação de 14 mil metros de altitude, porém todo esse sofrimento é compensado com os belíssimos cenários alpinos.

Devido ao alto grau de dificuldade encontrado nas trilhas, nos trechos atravessados com auxilio de cabos de aço e nas escaladas repletas de enormes pedras soltas, é obrigatório (por questões de segurança) que a competição seja realizada por equipes de dois atletas, podendo ser times masculinos, femininos ou mistos.

A largada acontecia todos os dias pontualmente às 8h e cada equipe tinha até as 18h para completar o percurso do dia. Cada percurso variou de 28 a 42 quilômetros por dia. A grande dificuldade estava em vencer as elevações de altitude, a dor e o cansaço que iam somando dia a dia, o que tornava uma etapa algo nem sempre confortável.

A organização, sempre de prontidão, contava com um time de ortopedistas, médicos, fisioterapeutas e massagistas _além, é claro, de um jantar de massas ao final de cada etapa.

Com dias ensolarados e a sorte de não chover, os atletas enfrentaram todo tipo de desafio ao longo do percurso. As maravilhosas paisagens dos Alpes, com suas geleiras permanentes eram os pontos altos da prova.

As pedras pelo caminho eram um dos grandes obstáculos a serem enfrentados, sem falar, é claro, dos problemas de enjôo causados pela altitude, bolhas nos pés e dores por toda parte.

Essa competição, que aconteceu de 2 a 9 de setembro, contou pela primeira vez com a participação da equipe brasileira _José Carlos Barbagli (nove vezes Ironman Finisher) e Noëlle François (quatro vezes Ironman Finisher), da Academia Dandy Sports. Eles fizeram um tempo total de 55h43min, ficando em 29º lugar entre as 41 equipes mistas. A Gore-Tex TransAlpine Run neste ano de 2006 contou com 117 equipes.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h41

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São Paulo

São Paulo

Pago, não pago

Tudo azul para a Samsung 10K Corpore São Paulo Classic, que acontece na manhã deste domingo. A Corpore pagou a taxa de R$ 24 mil cobrada pela CET para liberar ruas e prestar serviços de apoio à prova. Portanto, a corrida não está mais sob ameaça.

Segundo o vice-presidente da Corpore, Octávio Aronis, a entidade recebeu nesta semana uma notificação advertindo que, se a taxa não fosse paga, a CET suspenderia o apoio.

Mas agora, como disse Roberto Scaringella, presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego, que cuida do trânsito paulistano, "está tudo resolvido".

Na verdade, não é bem assim. Para domingo, tudo está mesmo ok. Mas essa não é a única pendenga entre Corpore e CET.

Há, informa Aronis, uma dívida de R$ 90 mil referente às taxas cobradas pela CET pelos serviços de apoio à meia-maratona realizada em abril deste ano. Scaringella confirmou a inadimplência, mas disse não saber o valor exato nem se há mais do que um caso em aberto.

A cobrança foi contestada pela Corpore e a discussão no plano jurídico está em andamento.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h34

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Quênia

Quênia

Evelyn Hocksteins/The New York Times

 

Pela vida e pela paz

A supercampeã Tegla Loroupe, a sorridente senhora da foto acima, é dona das melhores marcas mundiais para uma hora, 20, 25 e 30 quilômetros, ex-recordista da maratona (2h20min43 em Berlim, 1999) e também uma ativa militante pela paz mundial -especialmente, pela paz em sua terra natal, o Quênia.

No sábado passado, ela realizou mais uma de suas corridas pela paz, eventos que a Fundação que leva seu nome organiza no país desde 2003 e também no Sudão e em Uganda.

Centenas de guerreiros de tribos rivais depuseram armas, pelo menos naquele dia, e disputaram em paz a prova de 10 km em Kapenguria, no noroeste do país.

A região é sangrada por conflitos intertribais em que o gado é o pomo da discórdia. A própria família de Tegla Loroupe foi atingida _um primo dela foi morto por ladrões de gado há 20 anos.

As corridas ganham significado cada vez mais importante para a comunidade e para as vidas de alguns guerreiros. Há dois anos, Mark Lokitare, da tribo Pokot, trocou seu rifle AK-47 por um par de tênis. Ele acabou se tornando um herói da comunidade, chegou a falar perante as Nações Unidas e teve um encontro com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

No próximo ano, a grife Tegla Loroupe de corridas pela paz vai ganhar a Europa. Uma prova de 10 km que vem sendo realizada há 33 anos na pequena cidade italiana de Navazzo mudará de nome para entrar na campanha pacifista-corredora que a grande campeã queniana lidera.

Leia mais sobre a prova do último final de semana AQUI, em inglês. A foto abaixo é uma cena da corrida no ano passado.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h24

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Floripa

Floripa

 

De última hora

A foto acima mostra a lagoa da Conceição vista do morro de Ratones, no interior de Florianópolis.

Esse morro é um dos desafios da prova que marca o início do Circuito de Corridas de Montanha, que terá outras etapas distribuídas ao longo do ano que vem, sempre com corrridas de 8 km a 12 km. A de estréia tem 8 km e vai de Ratones à Costa da Lagoa pela através da Trilha da Costa.

A má notícia é que a prova será realizada neste domingo e as inscrições vão só até amanhã. Se você tem pique, tempo e dinheiro, parece ser uma bela opção de fim de semana. 

O lugar é superlegal e por isso estou dando a informação. Mas não sei nada a respeito dos organizadores, a X3 Eventos Esportivos, em cujo site você encontra mais informações sobre eles e sobre a prova.

Boa sorte. Se você for, mande notícias depois.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h27

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Quito

Quito

Metade do Mundo

Dessa eu nunca tinha ouvido falar, mas os resultados estão no site da Associação Internacional de Maratonas e o site da prova é bem bacana. Pode valer a pena você colocar em seu calendário do ano que vem.

Trata-se da meia-maratona Quito, Metade do Mundo, cuja segunda edição foi realizada no último domingo na capital do Equador.

Pela qualidade do site e pelas informações lá colocadas, parece ser uma prova bem interessante, basicamente plana (ainda que, como diz o ditado, "quem vê cara não vê coração"). O vencedor de domingo completou a prova em 1h04min59 _para comparação, Franck Caldeira venceu a última meia do Rio com 1h03min25.

A partir do site da prova, você tem acesso a outras páginas de esportes do Equador, abrindo um leque de oportunidades turísticas e esportivas que parecem ser bem legais.

Coloquei tudo no condicional (pode, parece) porque não conheço nada por lá. Se alguém tiver mais informações, mande que a gente publica.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h39

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São Paulo

São Paulo

 O tempo da moça do tempo

Deliciem-se agora com um texto de Daniel Castro, 39, colunista da Folha, onde escreve sobre televisão diariamente. Corre e nada há vários anos, mas é novato em provas. A primeira foi em abril deste ano. Numa equipe formada por colegas aqui do jornal, ele correu na manhã de hoje a maratona de revezamento Ayrton Senna Racing Day.

A chuva da madrugada de ontem frustrou um fabricante de filtro solar que montou tenda no autódromo de Interlagos. Mas foi uma dádiva para os participantes da terceira Ayrton Senna Racing Day, maratona de revezamento. Sem a chuva, provavelmente milhares de pessoas teriam fritado no asfalto do autódromo de São Paulo.

A Ayrton Senna Racing Day reuniu equipes de dois, quatro e oito corredores, que percorreram ao todo 42,2 km dando oito voltas no circuito de Interlagos. As equipes largaram dos boxes e seguiram em sentido anti-horário, como nas corridas. Logo de cara, há uma descida de quase um quilômetro, pela reta oposta, e quase no final, antes da reta dos boxes, há um bom trecho de subida em pista inclinada. Muita gente abre o bico nesse trecho. Alguns param de correr e simplesmente andam. As corridas em Interlagos são consideradas duras.

Fui o segundo a correr pela equipe da Folha, de oito pessoas. O asfalto ainda estava bem molhado, mas já não chovia desde as 6h30 da manhã. Como foi minha segunda vez em Interlagos, fiz uma corrida sem surpresas. Segurei um pouco o ritmo na descida da reta oposta, para não maltratar muito a perna direita, que doía um pouco. O asfalto molhado pesava um pouco, mas nada que atrapalhasse. Passei sem qualquer trauma (e sem ser ultrapassado por ninguém) pelo subidão que vai dar nos boxes e aumentei o ritmo na reta final. Terminei os 5.270 metros que me cabiam em mais ou menos 25 minutos (o resultado oficial ainda não foi divulgado) com gosto de "quero mais". Se pudesse, repetiria o trajeto.

Nossa equipe participava de uma disputa à parte, a dos jornalistas. No ano passado, a Folha ficou em segundo lugar, atrás do jornal "Valor Econômico". Neste ano, nem nós, que levamos quase quatro horas para completar a prova, nem os colegas do "Valor" subimos ao pódio. A equipe campeã foi a da TV Record, que completou a prova em 3h24min39, segundo resultado não-oficial. Depois veio a F1 Racing, publicação especializada em Fórmula 1.

As corridas em Interlagos costumam ser bem organizadas. Desta vez, no entanto, faltaram banheiros no início da prova. Filas se formaram em frente aos horrendos banheiros químicos dispostos atrás dos boxes. Mais tarde alguém teve a brilhante idéia de abrir os toaletes dos boxes e as filas sumiram.

Um patrocinador montou camarote em dois boxes do autódromo. A ginasta Daiane dos Santos foi o destaque, mas um painel do homenageado do dia, Ayrton Senna, num boxe ao lado, foi muito mais requisitado para "rechear" as fotos dos corredores.

No camarote, havia até autorama (no qual o publicitário Washington Olivetto brincou um pouco) e sorvete fino, mas faltaram frutas. Moça do tempo, repórter e apresentadora da TV Globo, a jornalista Flávia Freire chamava a atenção no espaço carente de VIPs. Ainda com o número de peito (323-6), Flávia contava que era sua primeira corrida em Interlagos. "Depois da última subida, a sensação é de que não acaba nunca", disse, pouco antes de acenar para o colega de TV Globo Carlos Tramontina, que encerrava a penúltima volta da equipe de globais. A moça do tempo fez um bom tempo (para os parâmetros de atletas-jornalistas, é claro): 31 minutos.

Lá fora, a corrida continuava. Já era quase meio-dia e, apesar do calor, estava agradável devido à ausência do sol _que afugentou os corredores do estande da marca Copertone, que apresentava um novo protetor solar. Ayrton Senna, o homenageado, foi lembrado no pódio, nos cartazes, numa exposição de fotos e na chegada dos campeões, saudados com o "Tema da Vitória".

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h17

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Tóquio

Tóquio

Só deu japa na parada

As corredoras estrangeiras não tiveram chances na Tokyo International Women’s Marathon, realizada neste domingo no Japão. Até o quilômetro dez a bicampeã da São Silvestre Olivera Jevtic ficou pau a pau com as líderes japonesas, que a partir dali foram se distanciando aos poucos, segundo a segundo.

Na metade da prova, a ex-recordista mundial Naoko Takahashi estava na mesma passada de Reiko Tosa, que foi terceira em Boston em abril passado, com 2h24min11. Takahashi ainda suportou a disputa até o km 30, mas sucumbiu. Tosa (foto), mais jovem, mais alta e mais leve, tomou conta do pedaço e foi sozinha até o final, fechando com 2h26min15.

Akemi Ozaki, 29, que vinha na espreita, aproveitou a degringolada da ex-recordista depois do km 35 e chegou ao km 40 já na segunda posição, que manteve até o final.

Veja abaixo uma ilustração do percurso da maratona em Tóquio.

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h49

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Tóquio

Tóquio

O Japão vai tremer

Neste domingo, passadas leves e delicadas farão estremecer o asfalto das ruas de Tóquio e o coração de todos os que estiverem acompanhando a Tokyo International Women’s Marathon, prova feminina que vem sendo realizada desde 1979.

Sempre muito disputada, neste ano promete ser ainda mais: uma das atletas nativas convidadas é nada mais nada menos que a campeão olímpica da maratona em Sydney-2000 e ex-recordista mundial Naoko Takahashi. Em Berlim, em 2001, ela se tornou a primeira mulher a fazer os 42.195 metros em menos de 2h20. Mas seu recorde durou pouco: no domingo seguinte, foi derrubado pela queniana Catherine Ndereba, em Chicago.

O elenco internacional também é estelar. Só para citar uma nossa conhecida: estará lá a bicampeã da São Silvestre Olivera Jevtic, que no ano passado deu um banho de estratégia na queniana Rose Cheruiyot na ruas de São Paulo.

O site da prova não promete fazer cobertura ao vivo e também não está na grade da programação da NHK, mas assim que eu tiver notícia coloco as informações aqui.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h49

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São Paulo

São Paulo

Divulgação

Outras opiniões

Elogios, críticas, alegrias e desapontamentos se combinam e se atracam nos comentários sobre a prova de hoje.

Um corredor veterano afirmou: "O que mais aborreceu foi na largada, prestes a iniciar a corrida. Pouquíssimos banheiros disponíveis (todos com filas imensas). Acho que na largada tinha no maximo uns 50 banheiros. Outros, próximo ao setor de guarda-volumes, não tinham seu acesso permitido por pessoas da organização da corrida. Não entendi porque tinham sido instalados. Os poucos banheiros tinham filas enormes. Faltavam dez minutos para o inicio da corrida, e havia 20, 30 pessoas em cada fila. Eu e minha filha desistimos. O espaço da largada não comportava 24 mil ou 25 mil corredores. Estes, em massa compacta, correram por todo o trecho da corrida. Parecia uma procissão de Semana Santa."

Outro participante declarou: "O mais legal foi ter passado o Vanderlei Cordeiro e o Marilson no km 8!!! Ok, pra eles, aquele ritmo devia ser trote, mas o que importa é que eu passei os dois e nem olhei pra trás! hehehe..."

No site da Corpore, o texto sobre a prova traz a seguinte declaração do rapper MV Bill, presidente da Central Única das Favelas, entidade que recebeu parte do dinheiro arrecadado na prova:  “Estou achando o evento muito louco, por causa de tudo que é proporcionado. Não só pelo entretenimento, mas também a pratica esportiva, que pra mim combina com coisa saudável, geral acordando cedo, 25 mil pessoas aqui e com espaço para a solidariedade. É um evento maneiro e estou torcendo para ser uma atitude copiada por outras marcas, empresas, Governo Federal, Municipal, sociedade... O que me deixa feliz é saber que ano que vem teremos mais um evento que vai ajudar outra instituição. O ciclo aqui não pára”. 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h47

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São Paulo

São Paulo

Valeu pela festa

Divulgação

 

 

Especial para vocês,  um texto de meu colega Adalberto Leister Filho, 32, repórter do Esporte da Folha. Ele corre há três anos e participou hoje da Nike 10K, que foi sua 23ª prova de rua em São Paulo. Leiam o que ele nos conta.

A impressão que me deu, quando a Nike anunciou que colocaria 25 mil corredores de rua para disputar sua prova em São Paulo é que, mais uma vez, nós brazucas naufragaríamos diante de nossa eterna falta de preparo para grandes eventos. Não participei da competição do ano passado (estava viajando), mas amigos me disseram que foi caótico. Em vários pontos houve congestionamento e necessidade de literalmente andar, desperdiçando preciosos minutinhos para quem gosta de competir contra si mesmo, em busca de recordes pessoais.

Não foi o que aconteceu hoje, na Nike 10K, afora uma falha. Para limitar o acesso à Cidade Universitária, foram montados bolsões de estacionamento. Na capital, é o mesmo esquema utilizado no GP Brasil de F-1. A intenção era fazer com que a chegada até a USP, local da prova, não tivesse contratempos. O problema é que quase todo mundo (eu incluído) resolveu se dirigir até o shopping Eldorado. As filas imensas me fizeram chegar atrasado. Larguei quando o cronômetro já superava os 27 minutos de prova. Os setores coloridos, de onde largavam os corredores de acordo com sua média de tempo, não serviram assim, para nada.

Fiz praticamente toda a prova tendo que me desvencilhar de caminhantes e retardatários. Nas curvas, a situação ficava um pouquinho mais complicada. O ideal era já planejar a diminuição do ritmo nesses trechos e retomar a corrida nas retas. Em uma das passagens, quando me mostrei ansioso para ultrapassar um casal que trotava e me impedia seguir adiante, ouvi da garota: "Faz parte". De fato, faz parte, em uma corrida festiva daquela deixarmos um pouco de lado a preocupação com o tempo e curtirmos o mar de camisetas amarelas que coloriam a rua.

Na avenida Luciano Gualberto, por volta do km 8, a bateria da escola de samba Rosas de Ouro era de entusiasmar. Cheguei àquele trecho quando tocavam "Ah, vira virou, a Mocidade chegou...", da Mocidade Independente-1990, um de meus sambas-enredo prediletos. Era um alento para quem completava a parte final do percurso. No km 9, finalmente não havia mais retardatários para atrapalhar. Havia fôlego para um sprint final. Completei em 55 minutos cravados (descontado o tempo da largada), apenas oito minutos atrás do Marilson dos Santos e do Vanderlei Cordeiro de Lima. Nada mau, para meus padrões. Valeu pela festa.

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h57

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São Paulo

São Paulo

Gargalo

 Esta é para o pessoal que vai correr a Nike 10 K no domingo: técnicos que eu ouvi estão alertando para alguns gargalos no início da prova.

O primeiro momento que pode gerar confusão é a saída da USP para pegar a av. Escola Politécnica. É que ali a multidão que vem pela avenida da raia olímpica se afunila. Fique esperto nessa hora e também nas primeiras curvas.

Bueno, a festa vai ter a presença do medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima e do saltador Jadel Gregório. A lista de famosos ainda inclui a VJ Marina Person, a modelo Carolina Magalhães, a empresária Cristiana Arcangeli e o rapper MV Bill.

Quem não viu o mapa no site da prova dê uma olhada aqui:

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h34

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São Paulo

São Paulo

Festerê

No próximo domingo, acontece na Cidade Universitária mais uma grande festa do mundo das corridas. É a segunda edição do Nike Run Americas, prova de dez quilômetros patrocinada pela empresa de material esportivo.

O objetivo da Nike é colocar nas ruas de nove cidades da América Latina um total de 120 mil corredores vestindo a camiseta da Nike 10 K. Em São Paulo, há vagas para 25 mil atletas. E, até este momento, segundo a assessoria da empresa, ainda há vagas. As inscrições continuam somente no shopping Eldorado (avenida Rebouças, 3.970 - Pinheiros; piso térreo, átrio azul). O valor é de R$ 50.

Com tanta gente na prova, a corrida também será lenta. Mas divertida, especialmente para quem está começando e gosta da energia bacana que costuma rolar nesses eventos. Haverá música e até um show especial para os participantes. No dia seguinte, promete a empresa, cada corredor poderá ver no site da prova um vídeo com o momento da sua chegada.

O percurso é batido, combinando um trecho dentro da USP e um trecho na avenida Escola Politécnica, e fácil, não devendo assustar corredores iniciantes ou com pouco experiência em rodagens no asfalto.

Eu só não gosto do fato de o corredor ser obrigado a vestir a camiseta da prova -seu número vem impresso na camiseta. O objetivo da Nike, claro, é ter fotos de multidões vestindo amarelo, como teve multidões de laranja no ano passado.

É o marketing das multidões.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h36

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Nova York

Nova York

Vídeo bem legal

Apenas para inspiração, não é um documentário.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h03

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Blumenau

Blumenau

Da noite para a manhã

A maratona de Blumenau estava anunciada como a primeira noturna do Brasil, mas, na própria semana do evento, os organizadores, alegando razões externas à vontade deles, mudaram o horário do fim da tarde de sábado último para o início da manhã de ontem.

Foi mais uma das confusões que envolveram essa prova, que tradicionalmente é realizada em meados do ano para aproveitar o clima, propiciando bons tempos.

Para complicar mais as coisas, os banheiros químicos não chegaram na hora combinada: na largada, não estavam lá.

Mas, pelo que dizem atletas que correram a prova, tudo isso foi compensado por uma boa organização no percurso, que foi fechado ao trânsito. Bom suprimento de água e frutas, resultados divulgados rapidamente. Enfim, os relatos que ouvi deram uma nota positiva depois de uma negativa.

Os tempos foram altos:

Masc

 1.Claudir Rodrigues 02:20:15
2.Claudioi da Cruz 02:22:03
3.Andre A Ferreira 02:22:25
4.Paulo da Silva 02:23:56
5.Jose Pedro Mendes 02:25:54

Fem
1.Erinelda R da SIlva 02:47:41
2.Ilaine Wandsheer I 02:48:10
3.Maria Sandra P da Silva 02:48:44
4.Maria do Carmo A Guimaraes 02:49:51
5.Luciana Beatriz L da Luz 02:53:22
6.Maria dos Remedios Castro 02:58:22
7.Maria Salete S Herold03:10:19

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h29

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Deu no New York Times

Deu no New York Times

Marilson na primeira página

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h23

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Nova York

Nova York

Bicampeã

No feminino, a vitória foi da campeã do ano passado, que correu baseada na sua experiência, seguiu a coelho nos primeiros quilômetros, mas tomou a frente e manteve a liderança o tempo todo.

O resultado oficial:

  1. Jelena Prokopcuka (LAT) 2:25:05
  2. Tatiana Hladyr (UKR) 2:26:05
  3. Catherine Ndereba (KEN) 2:26:58

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h43

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Nova York

Nova York

Marilson do Brasil

Marilson dos Santos, campeão da São Silvestre, agora é também o campeão da maratona de Nova York.O brasileiro esperou a hora, atacou e foi-se embora. Na hora dos vamos ver, a tábua de resultados apontou:

  1. Marilson Gomes dos Santos (BRA) 2:09:58
  2. Stephen Kiogora (KEN) 2:10:06
  3. Paul Tergat (KEN) 2:10:10

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h38

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Nova York

Nova York

Eis a estrela

Lance Armstrong, visto pela câmera especial que vai acompanhá-lo ao longo da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h35

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Nova York

Nova York

Perseguição

A campeã Prokopcuka, da letônia, lidera o grupo das mulheres, seguida pela norte-americna Deena Kastor

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h30

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Nova York

Nova York

Os homens estão nas ruas

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h20

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Nova York

Nova York

Passagem

A líder Prokopcuka passou a marca dos 5 km em 17:34, e o pelotão, com Deena Kastor, em 18:32. A coelho Talpos está bem na frente.

E agora o locutor anuncia as estrelas masculinas: Tergat, Ramala, Baldini.... Não deu para ouvir se o brasileiro Marilson foi anunciado.

Vai tocar o hino norte-americano, o som está legal, mas o vídeo continua daquele jeito.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 12h09

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Nova York

Nova York

Desgarradas

A coelho da corrida está dando um banho, correndo mais do que devia ou que era esperado.

Só a campeão da prova, Jelena Prokopcuka, acompanha o ritmo da coelho, Luminita Talpos, mas segue um  pouco atrás.

O pelotão está quase dois quarteirões atrás das líderes, mas é só o começo.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h56

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Nova York

Nova York

Mulheres na pista

 

Com um elenco estelar, acaba de começar a prova feminina.

A transmissão continua aos soluções, pelo menos com a conexão que eu consegui. Parece mais uma série de slides. Mas o som está ótimo, tanto dos narradores quanto do ambiente.

Bem bacana.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h40

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Nova York

Nova York

Soluços e tropeços

 

A transmissão já está no ar. O som vem legal, mas as imagens surgem aos soluços. Agora, neste exato momento, só tenho listas coloridas na tela, enquanto ouço os narradores fazendo aumentar a tensão, dizendo que a prova feminina está prestes a começar.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h26

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Nova York

Nova York

Começou

 

12h15: Os cadeirantes já estão rodando nas ruas da cidade. A temperatura no Central Park, pouco antes do início da prova, era de seis graus centígrados.

A minha janela de vídeo já abriu, mas as transmissões ainda não começaram. Vamos ver se dá certo.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h17

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Nova York

Nova York

Frio na barriga

Agora é aquela hora em que os corredores ficam pensando em tudo que pode dar errado, duvidam do treino que fizeram, alongam um pouquinho mais e daí levantam a cabeça, pensando: "Vai dar tudo certo!".

Um sorriso, um puxão no quadríceps, mais uma vez checar a amarração dos tênis, muda o humor. Calcula o ritmo, pensa se vai começar forte ou fraco, pensa se o tempo está legal ou se vai esfriar ou vai esquentar.

Chega! Vai soar o tiro da largada.

Para mim, aqui na frente do computador, também é uma emoção nova. Não sei se vai funcionar a transmissão ao vivo, se eu vou ter habilidade e rapidez para colocar as mensagens no ar assim que os eventos acontecerem. Sei que vou tentar fazer o melhor, mas também sei que o melhor de cada um nem sempre é o suficiente.

Boa maratona para todos que estão em Nova York, para os que correm, para os que assitem, para os que trabalham e para os que torcem.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h49

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Nova York

Nova York

Pela honra e pelo emprego

 

O deficiente físico Brian O'Sullivan, 30, terá muitos desafios pela frente na maratona de hoje em Nova York. Além de vencer a distância, ele quer deixar ainda mais evidente o que considera discriminação por parte do Departamento de Polícia de Nova York.

Sullivan, que não tem uma perna, está processando o NYPD des de 1999. Em 98, ele passou no exame escrito para conseguir uma vaga na polícia, mas seu nome foi riscado da lista quando viram que ele usava uma prótese. Não permitiram sequer que ele fizesse o exame físico. "Foi uma humilhação", diz ele.

Hoje ele pretende demonstrar ser perfeitamente capaz de fazer a ronda das ruas. Com sua perna mecânica, vai mandar ver nos 42.195 metros. "E seu tempo será muito bom", afirma seu advogado, Brian O'Dwyer.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h36

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Atenas

Atenas

De novo, um queniano

 

O domingo maratonístico começou em Atenas, onde, para variar, um queniano levou a taça. Foi Henry Tarus, 26, que se arrastou pelo caminho para terminar em 2h17min45. Lembrem-se que o percurso tem duas longas e doloridas subidas e o calor de Atenas já derrubou muita gente.

A primeira mulher foi a japonesa Ogushi Chikako, que fez 2h40min45 e ficou em 21 no geral.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h26

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Nova York

Nova York

Brasileiro na área

A edição deste ano da maratona de Nova York, que acontece neste domingo, reúne talvez o mais galáctico dos elencos galácticos que costumam rechear a famosa e charmosa prova.

Para começar, nada menos que o recordista mundial e superconhecido dos brasileiros, o queniano Paul Tergat, que defende o título. No feminino, a campeão do ano passado, Jelena Prokopcuka, também volta ao campo.

Os norte-americanos vão torcer pelo seu compatriota Meb Keflezighi, medalhista olímpico nascido na Eritréia. Talvez com mais chance de beliscar o pódio corre Deena Kastor, que fez uma prova cerebral nos Jogos de Atenas para conquistar sua merecida medalha.

Conforme o clima, um brasileiro também pode incomodar. O campeão da São Silvestre, Marilson Gomes dos Santos, 29, está lá para tentar mais do que simplesmente fazer bonito. Ele deve correr os 5.000 e os 10 mil metros no Pan, mas isso não quer dizer que vá deixar de lado uma oportunidade como esta. Com tempo de  2h08min48 na maratona de Chicago, em 2004, Marilson tem credenciais e cabeça para dizer presente entre os melhores.


 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 13h56

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Nova York

Nova York

Muita grana

A maratona de Nova York oferece a maior premiação da história nessa modalidade de corrida. No total, são mais de US$ 740 mil em prêmios. O primeiro homem e a primeira mulher levam US$ 130 mil cada um. Haverá bônus diversos premiando desempenhos sub-2h11min30, para homens e sub-2h29 para mulheres.

Pela primeira vez na história, a corrida vai ser transmitida ao vivo pela internet. Uma parceria de NBCSports.com, NBC Ports e MediaZone vai dar acesso às imagens para quem pagar US$ 4.99. Eu já paguei, estou devidamente registrado e, se tudo der certo, vou contar para vocês os principais lances da corrida neste domingo pela manhã.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h27

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Nova York

Nova York

Estrela entre as estrelas

Um ciclista será a pessoa mais paparicada amanhã entre os 37 mil corredores que vão participar da maratona de Nova York. Trata-se do heptacampeão do Tour de France, Lance Armstrong, que vai tentar mostrar que é tão bom no chão quanto no pedal.

Para chegar inteiro, correndo e com um bom desempenho, será auxiliado por outras estrelas, estas do mundo das corridas. Terá como pacers, ou seja, corredores que lhe ditam o ritmo, nada menos que o maior herói norte-americano da longa distância, Alberto Salazar, último vencedor em Nova York que levantou a bandeira dos EUA, e Joan Benoit Samuelson, que venceu a primeira maratona olímpica feminina.

Salazar, 48, vai rodar com ele as dez milhas iniciais (16 km). A vencedora de Los Angeles-84, de 49 anos, ditará o ritmo nos 16 quilômetros seguintes. Para chegar quase até o final, Armstrong terá a orientação do campeão olímpico dos 1.500 e 5.000 metros, Hicham El Guerrou. O superciclista só vai correr sozinho, mesmo, os tais 195 metros que matam.

Tomara que ele sobreviva.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h04

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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