Rodolfo Lucena

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São Paulo

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Sampa noturna

Cerca de 50 pessoas participaram na noite de ontem da corrida festiva Sampa Noturna, apesar da chuvarada, das festas e do fato de que vários ainda se preparavam para dizer presente na São Silvestre desta tarde. A turma se reuniu no vão do Masp, na av. Paulista, a partir das sete e pouco da noite.

Quando eu cheguei, lá pelas 19h40, já havia um bom grupo espalhado por ali, entre as grades que seriam usadas hoje na SS, palanques para a televisão e uma turma acampada sob a proteção do prédio. Eles dizem integrar um movimento contra o aumento das passagens de ônibus, mas não cheguei a conversar com nenhum deles.

Por causa da chuva, os planos tiveram de ser revistos na última hora, já que os corredores não poderiam ser acompanhados por ciclistas, como inicialmente estava previsto. Como a segurança teria de ser feita de carro, nada de reviver os românticos primórdios da São Silvestre, quando a prova tinha cerca de metade da distância de hoje e o percurso era invertido: descia-se pela Brigadeiro e sofria-se na subida da Consolação.

A participação no evento foi gratuita. Os organizadores pediram apenas que cada atleta levasse um quilo de alimento (o total arrecadado foi doado para uma obra beneficente). Havia uma camiseta alusiva (boa qualidade e belo desenho), que custava R$ 15, mas seu uso não era obrigatório (eu, por exemplo, corri com a minha regata dos Marathon Maniacs). Vários de nós usamos algum sistema individual de iluminação _um corredor, mais experiente em trechos noturnos, parecia uma árvore de Natal.

Com toda essa confusão, o início atrasou por cerca de meia hora, mas enfim saímos a passo, atrás do primeiro carro de apoio (outro fecharia o comboio e havia mais um ou dois acompanhando). Pela Paulista, fomos todos mais ou menos em bloco, mas, mal chegamos à Consolação, os corredores se agruparam em basicamente dois grandes grupos, os mais rápidos e os mais lentos. E havia também uma meia dúzia de gatos pingados não tão rápidos, mas não tão lentos, na qual se incluía este que vos fala. Calculo que o cortejo ocupasse mais de cem metros, contando as lacunas entre os diversos grupos.

Para mim, a descida da Consolação foi complicada, procurando não escorregar e tentando fazer com que as costas não doessem. Tinha de aproveitar a diversão, conversar com os amigos e saudar motoristas e transeuntes que nos cumprimentavam.

No viaduto do Chá, fizemos uma parada para confraternização, água e fotos do grupo. Depois, enfrentamos a pior subida do percurso, a traiçoeira Líbero Badaró e o tradicional largo de São Francisco. Ali fomos saudados por um grande grupo de moradores de rua que se escondia na chuva nas marquises dos prédios em frente às vetustas Arcadas.

Finalmente, Brigadeiro. Foi um cada-um-por-si, pois o acompanhamento pelos carros da segurança tornou-se muito complicado no corredor de ônibus. Alguns seguiram pelo asfalto, outros pela calçada. Eu fui pulando de um lado para outro, conforme me parecesse mais seguro.

Num zás-trás, estávamos na Paulista, encharcados e satisfeitos, correndo para o final do treino de pouco mais de sete quilômetros. Ainda ganhamos bebida isotônica gelada e um simpático kit, com minipanetone, torrone e outras guloseimas. Mas o melhor foi a promessa de que no ano que vem tem mais.

 

 

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h01

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São Paulo

São Paulo

Quente e lenta

O horário da São Silvestre é um fator de risco para os corredores e uma ameaça para as marcas. Hoje, a campeã pan-americana da maratona, Márcia Narloch, afirmou que, por causa da hora da largada, é quase imposssível cair o recorde da prova feminina. "Ninguém vai conseguir correr abaixo dos 52 minutos", disse a catarinense tricampeã da Maratona de São Paulo, referindo-se á disputa no feminino. Na prova masculina, José Telles, campeão da Maratona de São Paulo nop ano passado, disse esperar correr "45 baixo", enquanto Franck Caldeira (foto) acredita que poderá correr em menos de 45 minutos.

Mesmo assim, a julgar pelas previsões dos crredores, ninguém deverá levar o bônus por quebra de recorde oferecido pelos organizadores para atletas brasileiros. A bolsa é de 50% do valor do prêmio de ganhador. O vencedor da prova recebe R$ 21 mil, e o prêmio para os brasileiros eventualmente recordistas está estipulado em R$ 10,5 mil.

No masculino, o recorde é do queniano Paul Tergat, que marcou 43min12seg na edição de 1995. O recorde feminino é de 1993, quando a também queniana Hellen Kimaiyo cruzou a linha de chegada em 50min26seg.

As fotos são de Mastrangelo Reino/Folha Imagem

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h18

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Berlim

Berlim

Hora da digestão

Na Alemanha, como aqui e em quase todo o mundo, os dias 24 e 25 de dezembro são marcados por altas comilanças. Para compensar as quantidades teutônicas de calorias extras, a turma germânica faz uma festa corredística, em que aproveitam para queimar um pouquinho do peso conquistado á mesa. Trata-se da tradicional Corrida da Digestão do Ganso Assado, cuja oitava edição começou às dez da manhã em ponto, no dia 26, no estádio Mommsen, em Berlim.

Exatos 394 participantes, um número recorde, deram a largada na corrida sem caráter competitivo, que durou pouco mais de uma hora. O percurso pela Floresta Grünewald previa uma etapa na casa florestal Saubucht ("Baía da Porca", nome romântico, né?), onde os participantes fizeram um pit-stop regado a quentão e biscoitos natalinos, antes do regresso ao estádio.

Na linha de largada havia uma série de "atletas" vestidos de Papai Noel, além de um ganso de verdade, que obviamente tinha sobrevivido às comilanças natalinas (fotos). A corrida foi organizada por Wolfgang Paech. Entre os acompanhantes da turma, estava também Bernd Hübner, o legendário maratonista que largou -e chegou ao fim- em todas as 33 Maratonas de Berlim.

O mais legal de tudo isso é que este texto me foi mandado por um gaúcho que hoje vive na Alemanha e que foi meu colega na quarta série do ginásio, no glorioso colégio Pio XII, lá nas lombas do Alto da Bronze. Ele toca violão, dá aula em faculdade de música e faz apresentações numa cidadezinha perto da Floresta Negra, onde também cuida de sua sensacional família. Trata-se de Fábio Shiro Monteiro, que é fiel leitor da Folha Online e colaborador honorário deste blog nas Europas... Obrigado, Fábio.

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h51

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Nairóbi

Nairóbi

Corrida engajada

O Fórum Social Mundial, que teve seus dias de glória na Porto Alegre vermelha, será realizado no mês que vem no Quênia, procurando lembrar aos poderosos do planeta os sofrimentos e as necessidades da maioria da população desta terra.

A corrida e os corredores terão parte ativa no evento, que vai de 20 a 25 de janeiro. O recordista mundial da maratona, Paul Tergat, e a ex-recordista Tegla Loroupe estarão na linha de largada da Maratona pelos Direitos Básicos: Um Outro Mundo é Possível Mesmo para os Favelados", que acompanha o lema do evento neste ano: "Um Outro Mundo é Possível".

A corrida vai começar em Korogocho, uma favela na zona leste de Nairóbi, e rodar por 14 quilômetros pelas ruas da cidade, terminando no parque Uhuru. Cerca de 10 mil moradores de favelas e loteamentos irregulares do país deverão participar, além dos forumitas, correndo e reivindicando melhores condições de vida e mais atenção do governo para os favelados do país.

Há 199 favelas na capital do Quênia. A Korogocho, que significa "confusão" na língua dos kikuyu, o maior grupo étnico do país, é um exemplo delas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h24

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Bento Gonçalves - RS

Bento Gonçalves - RS

Maratona do vinho brasileiro

A Fenavinho, evento anual realizado em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, para festejar o preciso líquido, agregou aos festejos de sua próxima edição uma maratona de revezamento.

O site do evento informa que "a prova de revezamento acontecerá no Vale dos Vinhedos, com largada e ponto de chegada no hotel Villa Michelon. O trajeto contempla a passagem por vinícolas, parreirais e pontos turísticos da região _100% rural, a maratona passará de cantina em cantina, além de um túnel formado por parreirais."

O nosso grande colaborador Iotti, que engalana com suas charges as páginas deste blog, é o padrinho do evento e também vai participar. Os organizadores prometem ainda a presença de Márcia Narloch.

Também será realizada a 1ª Maratoninha do Suco de Revezamento, com 1.800 metros de percurso. Crianças e adolescentes de 7 a 15 anos podem participar em duplas que poderão competir nas categorias A (7 a 9 anos), B (10 a 12 anos) e C (13 a 15 anos).

Já estão abertas as inscrições para equipes de dois, quatro ou oito atletas, a R$ 30 por cabeça. Confira mais informações já citado site da Fenavinho.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h19

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Honolulu

Honolulu

 

Com fogos de artifício, a largada acontece no escuro da madrugada

Vitória na pele

O chef franco-italiano Alain Poletto, 49, está no Brasil há quatro anos, depois de rodar o mundo como consultor gastrônomico _é autor de um livro sobre cozimento a vácuo e foi professor na escola francesa de hotelaria de Thonon-Les-Bains. Em São Paulo, ele incorporou a corrida à sua rotina. Participou de provas de rua, fez duas meias-maratonas e, no último dia 10, tornou-se maratonista. Escolheu para a estréia o cenário paradisíaco de Honolulu, no Havaí, que abriga a sexta maior maratona do mundo, com mais de 28.500 corredores registrados. Acompanhe suas emoções.

 Estou superfeliz com minha corrida, porque é verdade: já é uma vitória simplesmente passar a linha de chegada (vi muitas pessoas parando ou sofrendo muito).

Por causa do calor, a largada é muito cedo. A prova começou às 5h, então corremos cerca de uma hora e meia com noite ainda. Quando o sol surgiu, foi lindo. Mar, flores, vista maravilhosa, uma paisagem que mistura Miami e Taiti.

Essa maratona é muito difícil! Vim com dois amigos, que têm grande experiência, já estão na quinta maratona, e eles quebraram... Precisaram parar e andar porque as condições são muito difíceis: vento, calor, subidas....

Eu fiz um tempo muito bom. Poderia fazer até melhor porque até o km 32 estava muito bem, mas depois o cansaço chegou. Eu baixei meu ritmo para poder chegar inteiro (tempo líquido=3h51min20). Minha estratégia foi perfeita: aprendi a esperar, a me segurar nos primeiros 20 quilômetros. Foi uma boa decisão, porque vi muitas pessoas parando a alguns metros da linha de chegada.

Chorei já na largada, quando vi os competidores com necessidades especiais chegarem com suas cadeiras de rodas. Eles dão uma lição de vida. Nunca vou esquecer.

Também chorei durante a prova porque de repente me dei conta de que estava fazendo uma maratona, a minha maratona, algo que eu pensava que jamais conseguiria fazer.

Cheguei cansado, mas sem nenhuma lesão porque foi muito bem preparado por minha equipe e por meu professor de musculação, que me ajudou muito.

Na chegada, a ficha não caiu. Eu não estava me dando conta do que tinha feito. Demorou algumas horas e chorei de novo.

Minha felicidade é grande porque foi uma coisa que eu sempre admirei muito e nunca pensei conseguir. É uma vitória, estou aprendendo muito com essa experiência.

Agora vou fazer uma tatuagem aqui no Havaí porque quero gravar minha vitória de uma outra forma.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h44

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Berlim

Berlim

Inscrições abertas

Abrem nesta sexta-feira as inscrições para a Maratona de Berlim, que será realizada em setembro e é o maior evento maratonístico da Alemanha - quiçá, do mundo.

Com percurso plano e temperatura geralmente amena, a prova já foi palco de várias quebras de recorde mundial. O atual, de Paul Tergat, foi estabelecido lá, assim como a marca do brasileiro Ronaldo da Costa.

Neste ano, a prova teve 47.755 participantes registrados, e as inscrições acabaram muito antes do prazo oficial.

Visite o site da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h22

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Litoral paulista

Litoral paulista

Pé na areia

A TH5 já confirmou e anunciou a sua programação de provas para o ano que vem.

O Circuito das Praias, de corridas de 10 km, continua com seis etapas _a primeira será em 11 de fevereiro, em Peruíbe. Em pelo menos duas etapas, os percursos serão de 12 km.

As provas de 30 km formam reformatadas: agora as duas InterPraias terão 25 km. E haverá duas maratonas de revezamento.

Como muitos sabem, essa empresa organizadora de provas não tem exatamente a aprovação unânime dos corredores. Já foram registrados atrasos no início das provas e fornecimento irregular de água, para falar de apenas dois tipos de reclamação. Eu corri a primeira InterPraias, com 30 km na época, e foi um desastre no que se refere aos aspectos citados.

Mas é legal correr na praia, e acho que isso faz com que muitos releguem os problemas. De qualquer forma, espero que os organizadores melhorem seu desempenho em 2007.

Veja o calendário completo no site da TH5.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h44

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Aparecida - SP

Aparecida - SP

É amanhã

Gente, só hoje vi informações sobre uma corrida que parece interessante. Falha minha, pois ela está na edição número 40...

Bueno, é a 40º Prova Pedestre Henock Reis Filho, disputada em Aparecida, em um percurso de dez quilômetros. O mais chamativo é o horário da corrida, que tem início marcado para as 20h de amanhã.

A inscrição é um quilo de alimento. Saiba mais no site da prova.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h57

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Egmond aan Zee

Egmond aan Zee

Maase (esq.) chega um segundo antes de Susan Chepkemei (F2)

Em busca da revanche

A sorte está lançada. Os organizadores da meia-maratona holandesa de Egmond aan Zee conseguiram confirmar a presença dos campeões deste ano na prova do ano que vem: a queniana Susan Chepkemei terá a chance de dar o troco ao melhor corredor holandês de longa distância, Kamiel Maase.

Em janeiro deste ano, Maase venceu o desafio homem vs. mulher por uma diferença de apenas um segundo. Agora, no dia 14 de janeiro de 2007, Chepkemei terá a oportunidade de resgatar a taça. Na prova, as mulheres largam cerca de nove minutos antes dos homens e precisam tratar de manter a diferença.

A corrida na cidade litorânea, que já está com as inscrições fechadas, oferece outros desafios além da distância, como a incerteza do clima e o difícil percurso, que inclui trechos em dunas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h35

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São Paulo

São Paulo

Ferrugem

Muitos corredores estão reclamando do kit da Gonzaguinha, tradicional prova paulistana seletiva para a São Silvestre.

As críticas detonam a medalha, considerada cópia descarada da medalha da Super40 (prova organizada pela Yescom, que assumiu a Gonzaguinha neste ano). Eu não a vi, mas dizem que nem a distância da prova estava informada na medalha.

E a camiseta também não agradou....

Quanto à corrida, foi disputada num clima que pode ser chamado de agradável, considerando a época calorenta que vivemos. Sirlene Souza de Pinho foi bicampeã da prova; no masculino, a vitória foi de João Ferreira de Lima, o João da Bota _que ganhou esse apelido porque, quando começou a participar de provas, corria com as mesmas botinas que usava para trabalhar na roça.

A Gonzaguinha foi realizada no domingo último, na zona norte de São Paulo, e reuniu cerca de 4.000 atletas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h34

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Nova Friburgo

Nova Friburgo

Troféus para todos

No domingão, aconteceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, umas mais simples e simpáticas corridas do nosso calendário. É a Festa Nacional do Corredor, que completou 17 anos de vida simples, mas cumpridora.

Cerca de 700 corredores participaram da prova, mas até agora não vi os resultados publicados na internet. Percurso plano, que tinha de ser dividido com os carros. Dois postos de água, mas pouca gente para distribuir o precioso líquido. E faltou para os mais lentos.

O locutor era bem-humorado: quando o neomaratonista Alexandre Issao Minamihara completou seus dez quilômetros, botaram no ar a musiquinha do Jaspion, homenageando os ancestrais nipônicos do atleta.

No final, troféus para todos, em lugar de medalhas, e um lauto almoço, completado com sorvete. Uma festa do interior.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h15

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São Paulo

São Paulo

Opções noturnas

Quem não agüenta mais a São Silvestre, mas gosta de fazer uma corridinha festiva de final de ano, não pode mais reclamar.

Serão realizados dois eventos noturnos em São Paulo, nos dias 23 e 30 deste mês. Os organizadores preferem não chamar de prova porque é mais uma confraternização do que uma competição. E não há a estrutura que as corridas convencionais costumam oferecer.

A São Silvestre Noturna, que tem como um dos objetivos angariar brinquedos para crianças carentes, vai ser realizada no dia 23, às 20h30, com saída no Masp, na avenida Paulista. Há cem vagas e é preciso doar um brinquedo para participar do evento, que exige inscrição prévia. A distância é de 15 km, no mesmo percurso da São Silvestre.

Já a Sampa Noturna resgata o velho percurso de 8 km da antiga São Silvestre, descendo a Brigadeiro e subindo a Consolação. Além da festa, o objetivo da prova é angariar alimentos para distribuição a entidades beneficentes. Começa às 20h do dia 30, também no Masp, e há apenas 50 vagas. A inscrição é obrigatória: um quilo de alimento não perecível. Quem quiser camiseta especial comemorativa pagar R$ 15,00.

Eu participei da São Silvestre Noturna no ano passado e foi muito divertida e animada. Claro que as condições de segurança não são as melhores, por isso todos precisam prestar muita atenção e correr em grupo, procurando ficar principalmente nas calçadas. Quem tiver lanterna de cabeça ou aqueles faixas com luzinhas piscantes pode (deve) levar.

Mais informações e inscrições no site RunnerBrasil.

Escrito por Rodolfo Lucena às 08h53

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Beirute

Beirute

Resistência

A maratona de Beirute, que havia sido adiada por causa do assassinato do ministro da Indústria e Comércio do país (leia neste blog AQUI), foi realizada ontem sem problemas, mas com incidentes.

O percurso teve de ser aumentado um pouco para desviar de uma manifestação que acontecia no centro da cidade. Com isso, o trajeto ficou em 42,8 quilômetros, o que impede a comparação dos resultados de ontem com as marcas anteriores.

O campeão foi o queniano Moses Kemboi, que completou a prova em 2h17min28. No feminino, a também queniana Eunice Korir fechou em 2h49min17.

Mas a verdade é que, como bem diz o SITE da prova, "cada corredor é um vencedor".

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h05

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Belo Horizonte

Belo Horizonte

Tri-Bi

Deu dobradinha brasileira na Volta da Pampulha, na manhã de hoje em Belo Horizonte.

A mineira radicada em Brasília Lucélia Peres sagrou-se tricampeã da prova, enterrando o fantasma daquela não-chegada na Meia do Rio, quando passou mal a poucos metros do final. Passeou na prova, chegou inteiraça e sorridente em 1h02min16, cerca de meio quilômetro (a julgar pelos tempos) na frente da segunda colocada, Márcia Narloch (1h04min02). Em terceiro chegou Marily dos Santos (1h04min40).

Na prova masculina, Franck Caldeira conquistou o bicampeonato, tal como Vanderlei Cordeiro de Lima. O mineirim mandou ver na terrim, com os quenianos na cola, mas dominando o terreno. Passou a linha de chegada em 53min53, seguido pelos quenianos os quenianos Kosgei Kiplino (54m03s) e Cosmers Kemboi.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h42

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Fukuoka

Fukuoka

Ficou para 2007

Nove semanas depois de estabelecer o melhor tempo da maratona neste ano, em Berlim, o legendário Haile Gebrselassie voltou a vencer, agora em Fukuoka, supertradicional prova japonesa que completou sua edição de número 60. Mas não veio o recorde sonhado pelos organizadores do evento: o etíope, dono de dois ouros olímpicos nos 10.000 m e de 21 recordes mundiais nas mais variadas distâncias, fez "apenas" 2h0652, quase um minuto mais lento do que havia sido na Alemanha.

"Hoje o mais importante era vencer", disse Gebrselassie (na foto, já com os louros da vitória), que escapou do pelotão no km 38, deixando o campeão da prova, o ucraniano Dmytro Baranovskyy, e o marroquino Jaouad Gharib (bicampeão mundial da maratona) em segundo e terceiro lugares.

Satisfeito por ter chegado em menos de 2h07, o etíope afirmou: "Quero quebrar o recorde logo. Isso deve acontecer no ano que vem".

A marca a ser batida foi estabelecida por Paul Tergat em Berlim em 2003: 2h04min55, naquela prova épica em que o coelho Korir quase venceu, terminando também sub-2h05. Aliás, aqui neste blog está disponível o vídeo dessa chegada. Procurem no arquivo, no lado direito, ou façam uma busca com os nomes dos dois.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h11

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Fukuoka

Fukuoka

Domingo tem Haile

Neste domingo, o melhor maratonista do ano volta a correr. O etíope Haile Gebrselassie, que venceu em Berlim com 2h05min56, vai disputar a tradicional prova de Fukuoka, no Japão, e os organizadores torcem para que pinte um novo recorde.

Gebrselassie é especialista nisso: já estabeleceu 21 recordes mundiais nas mais diversas distâncias, mas os 42.195 metros ainda estão virgens para ele. Pior: o dono da melhor marca é seu rival das ruas e das pistas, o queniano Paul Tergat, que já amargou terríveis derrotas olímpicas nos 10.000 m.

Neste domingo, ele enfrenta o marroquino Jaouad Gharib, bicampeão da maratona nos Mundiais de Paris-03 e Helsinque-05, que tem como melhor marca 2h07min02. Nenhum deles pode descartar, porém, a concorrência do queniano Paul Biwott, que tem recorde pessoal inferior, mas é um bravo lutador nas ruas.

A esquadra nipônica é comandada pelo recordista de Fukuoka, Atsushi Fujita, que estabeleceu a marca de 2h06min51 no ano 2000. "Não importa quem seja o oponente, eu posso vencer se correr a minha corrida", diz ele, que venceu os Mundiais de 1999 e 2001.

A maratona de Fukuoka é uma das mais tradicionais do mundo, fazendo agora sua edição de número 60. Em 1995, a vitória ficou com o brasileiro Luiz Antonio dos Santos. Para saber mais sobre a história desta prova, leia longo e pormenorizado relato no site da Iaaf (a Fifa do atletismo), em inglês, AQUI.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h39

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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