Rodolfo Lucena

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Noruega

Noruega

Perigo na estrada

Na bela foto da Reuters, um corredor passa por um sinal de alerta contra a perigosa presença de ursos polares nas redondezas, no arquipélago de Svalbard, Noruega.

O cartaz adverte: "Vale para toda Svalbard".

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h32

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Maratona de Londres

Maratona de Londres

É de Lei

Martin Lei mandou ver e venceu novamente a maratona de Londres, com 2h07min41, alguns passos sobre o segundo colocado.

No feminino, a chinesa CHUNXIU ZHOU fechou em 2h20min38.

Veja todos os resultados AQUI.

 

 

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h46

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Maratona de Londres

Maratona de Londres

Turma do balacobaco

Essa foto da Reuters tem estrelas de grandezas maiores que as da Via Láctea. Todos esses galácticos do atletismo estarão disputando o trono da maratona de Londres no próximo domingo.

Na ponta esquerda, temos o candidato a recordista Haile Gebrselassie, da Etiópia, que é ladeado pelo campeão olímpico Stefano Baldini, da Itália.

No meinho, o marroquino Jaouad Gharib, campeão mundial da maratona, vitória que obteve exatamente sobre o italiano. E, na ponta direita, a simpatia do sorriso do recordista mundial e multicampeão da São Silvestre Paul Tergat, do Quênia.

A prova será transmitida pela SporTV2. A transmissão ao vivo começa às 5h. Haverá VT às 15h. Os comentários serão de Lauter Nogueira. A programação é sujeita a alterações.

Eu vou tentar assistir, mas não sei se haverá condições objetivas para isso. Se você acompanhar a prova, mande seus comentários sobre a corrida e a transmissão.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h12

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Boston feminina

Boston feminina

Trio calafrio

A campeã de Nova York, Jelena Jelena Prokopcuka, da Letônia, a mexicana Madai Perez e a russa Lidiya Grigoryeva competem nas ruas de Boston. A russa venceu, Jelena Prokopcuka a seguiu e a mexicana chegou em terceiro (foto AP).

Se Madai Perez, que fechou em 2h30min16, vier para o Pan do Rio, vai fazer estragos...

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h53

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Roterdã

Roterdã

Prova suspensa

O calor fez com que os organizadores da maratona de Roterdã, realizada hoje na Holanda, suspendessem a corrida após três horas e meia de prova. O objetivo, segundo o diretor da prova, foi proteger a saúde dos atletas.

Claro que o calor extremo era para eles: a temperatura passou dos 25 graus (segundo a EFE, chegou a 28 graus) e muita gente teve de ser atendida pelos médicos (como mostra foto da EFE).

Pelo menos 26 corredores foram levados a hospitais, diz a agência de notícias ANP, e pelo menos 14 foram internados, dois com problemas cardíacos.

Segundo o diretor da prova, Mario Kadiks, a medida foi "puramente preventiva". Ele disse que as críticas de alguns corredores quanto à falta de água eram bobagem: foram distribuídos 200 mil saquinhos de água e 200 mil esponjas molhadas.

Para a elite, a corrida já havia terminado há muito tempo. O queniano Joshua Chelanga, que acaba de completar 34 anos, venceu com 2h08min21, quase dois minutos à frente do segundo colocado, o japonês Takayukuki Matsumiya.

No feminino, as nacionalidades se inverteram no pódio: a japonesa Hiromi Ominami chegou sozinha com 2h26min37, com mais de um quilômetro de diferença sobre a queniana Helena Kiprop Loshanyang.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h52

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Paris - final

Paris - final

"Sou um maratonista"

Parte final do relato da estréia de Henrique Cabrita no mundo das maratonas. Vamos logo ao relato...

"Enfim, a meia-maratona. Estou bem, passei com 1h58min, acho que dá para terminar em quatro horas... Vamos em frente. Havia combinado com minha esposa de encontrá-la no km 26, mas nos desencontramos.

"É muito legal ter alguém conhecido te incentivando na hora. Vi uma mulher com um bebê de colo correndo atras do marido: "Allez, allez!"

"Um maluco estava correndo com uma Torre Eiffell em cima e cinco caras do lado (foto AP). Aliás: este foi meu primeiro erro: tentei passar um pouco mais depressa o sujeito ( estava no km 27) e senti levemente uma pontada no posterior da coxa. Só faltava essa.

"Aprende, Cabrita, não passa do limite, não corre que nem maluco, vai na boa...

"Km 30. Místico. A barreira, o paredão, o muro do km 30. Um monte de gente desabando, muito calor e uma subida para ajudar. Mas até que eu estava legal.

"Fui controlando as passadas e checando o relógio.

"No Bois de Boulogne, um parque maravilhoso, entramos nas retas finais.

"Uma coisa legal em Paris são esses parques. Corri pelo menos 15 km em terra, meu terreno favorito.

"Depois do km 30, o pessoal se amontoa anda toda a vez que tem água. Tenho que atropelar alguns para manter o ritmo.

"No km 38, eu vi o quanto uma maratona é realmente séria.

"O pior acontece a um corredor de aproximadamente 40 anos. Ele desmaia na minha frente, cai e abre uma ferida na testa. Três pessoas imediatamente o acodem, sendo duas delas médicos.

"Paro para falar com eles. Um é socorrista, e todos pedem para chamar a organização da prova. Fico preocupado. Será que ele ficou vivo? Varias ambulâncias levaram corredores para o hospital neste dia.

"Faltam apenas quatro quilômetros... Ora, corro isso habitualmente. Agora é baba.

"Mas aí é que o pensamento vai longe. Chego no 40. Mais dois. Em 12 minutos e termino em 4 horas. Faltam 300 metros. Penso em tudo para me incentivar. Meus filhos, minha esposa, minha mãe, meu pai, meus pacientes, meus amigos, até no cachorro!

"Corro o pique final achando que sou um velocista (minha esposa viu e me disse que não foi bem assim, ela achou que eu fiz foi mais cara feia)

"E foi. Acabou. 4h00min09s.

"Tudo, da cintura para baixo, dói. Mal consigo tirar o chip e pegar água. Me deito junto a milhares de colegas. Juntos na alegria do dever cumprido.

"Como será que ficarei amanhã?

"Não interessa. O momento é hoje. A alegria é hoje. Eu sou um maratonista hoje.

"E o Freitas? Eu sabia que eu ia chegar de qualquer modo, mas e ele?

"Depois de 5h30min, lá vem ele. Mais vencedor do que eu, ele encarou 42 quilômetros sem nunca ter corrido mais que 18 quilômetros.

"Está certo? Está errado?

"Não sei. Foi arriscado para ele, mas eu lhe falei: "Isto é a sua vida, cara! Nunca você vai esquecer. Você venceu, não importa como foi. E uma das maiores maravilhas que a vida pode te dar".

"Como diziam os romanos antigos, "a perseverança venceu a batalha"."

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h16

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Nova Friburgo - RJ

Nova Friburgo - RJ

 

Dolorida ecologia

Em preparação para sua primeira maratona, Marcus Vinícius Pinheiro correu ontem os 30 quilômetros de Friburgo, no Rio de Janeiro, uma das belas provas fora do asfalto que o Brasil nos oferece. Analista de sistemas, Marcus era praticamente um sedentário te metade do ano passado. Em seis meses, saiu da mesa do computador com 92 kg para as corridas nas ruas, agora com 74 kg. Aos 38 anos, treina de cinco a seis vezes por semana e nos brinda com um belo relato. Leia a seguir o texto de Pinheiro, que pretende estrear na maratona do Rio, em junho próximo.

"A 83 dias da maratona, as distâncias devem aumentar. Com esse pensamento fui a Friburgo realizar os 30 km Ecológicos, uma dureza onde 15 km são da mais pura subida, culminando em uma altitude de dar vertigens.

"Mas com uma coisa eu não contava: a dor na lateral do joelho esquerdo proporcionada por um recente deslocamento da "cabeça" do perônio. Sim, aquele osso mais fino da parte inferior da perna que, não sei por que motivo, saiu do lugar há duas semanas. A discussão filosófica é: "Dói mais quando sai ou quando coloca no lugar ?"

"Lá estava eu em um ritmo excelente morro acima. Mas, no km 6, o pior dos meus pesadelos aconteceu. Uma superdor na lateral do joelho esquerdo, tornando impossível não mancar.

"Não acreditava: km 6, em uma prova de 30 km? O que fazer? Não conseguia imaginar ter que suportar aquela dor por mais 24 km. Comecei a pensar e agir. E em um procedimento repetitivo fazia: "Esfrega, caminha e corre ..."

"No km 8, não via perspectiva de melhora ...

"Meus colegas de equipe, ao passarem por mim, gritavam: "É melhor não forçar ... "Mas como iria abandonar? Não era a simples perda da medalha, e sim minha última grande prova antes da maratona.

"Fiquei no meu mantra: "Esfrega, caminha e corre ..."

"Um motoqueiro da organização parou ao meu lado e perguntou: "Quer abandonar? Eu te levo de volta ..."

"Respondi que iria tentar mais um pouco.

"Eu lembrava dos telefonemas que recebi essa semana, de minha treinadora, de amigos, todos dizendo: "Você é capaz". Lembrava do meu atual livro e cabeceira, "Portões de Fogo", o conto de Heródoto que deu origem ao filme "Os 300 de Sparta". Eles eram Guerreiros! Não desistiam nunca, sua glória era morrer lutando ...

"Esfrega, caminha e corre ..."

"E a dor foi diminuindo. Era milagre! Só podia ser: km 11 e o joelho a estabilizado. A dor não sumira completamente, mas já era suportável.

"O mantra mudou: "Corre, agradece e corre ..."

"Meu plano de terminar a prova em menos de três horas foi para o espaço. Mas àquela altura do campeonato terminar era lucro!

"E dá-lhe ladeira acima. Cheguei à metade. Agora é tudo morro abaixo ...ou quase isso.

"Lá vou eu tentando recuperar o tempo perdido. Km 21, 25, 28. Só faltam dois!

"E enfim a chegada !!!

"Ao entrar na rua, vi um corredor de 50 e poucos anos, de minha equipe, e sua comemoração com o filho por estar chegando.

"Faltando cerca de seis metros para a chegada, ele percebeu minha aproximação e chegou para o lado para que eu o passasse.

"Eu o cutuquei e disse : "O senhor merece essa chegada " Ele retrucou: "Não! Você está mais rápido! Cruze você."

"Acabamos cruzando junto. O tempo valeu como treino: 3h17min35.

"E que venha a Maratonaaaaaaaaaa !!!!"

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h43

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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