Enfim chegou o livro de Dean Karnazes impresso, pronto e acabado, em português.
E a editora corrigiu aquele erro feio na capa e na aprresentação, que identificava o ultramaratonista como "o único homem que tinha corrido dez maratonas em um dia".
Até hoje, duvido que alguém saiba de onde saiu a tal informação, que obviamente não estava no texto original. Mas, enfim, erros acontecem, e é muito bom quando a gente tem tempo de corrigi-los.
De resto, o livro "O Ultramaratonista" é muito interessante, como já comentei aqui neste blog. Cheguei mesmo a apresentar uma breve entrevista exclusiva com o Karnazes, que você pode reler AQUI (tem de rolar a página um pouco até chegar à entrevista, ok).
Na edição deste mês, a reportagem de capa é sobre o fotoenvelhecimento
de pele e cabelos: a exposição, durante treinos e provas, faz dos corredores
alvos mais suscetíveis aos efeitos dos raios solares; exageros na corrida também
envelhecem mais.
Outra matéria de destaque é o perfil de Jesse Owens, o negro que
peitou Hitler. Ele não se abateu pelo preconceito racial, levou quatro ouros nas
Olimpíadas de Berlim e fez o líder nazista se retirar do Estádio Olímpico em
1936.
Quando terminei minha primeira maratona, em 1999, pulei, gritei,
senti lágrimas escorrendo pelo rosto, abracei minha mulher, nós nós beijamos,
comemoramos. E depois, andando já de pés descalços pelo asfalto da Perimetral,
ao lado do Parcão, em Porto Alegre, cantei.
Com gritos roucos, toscos, desafinados, berrei os primeiros
versos da "Suíte dos Pescadores", de Caymmi, também conhecida como "Minha
Jangada...". Sei lá por quê. Ainda hoje me pergunto de que escaninho empoeirado
de minha memória saiu o som daquele início de tarde, mas também não investigo
muito.
A música fez parte da minha criação. Na família de minha mãe,
especialmente, as reuniões do clã eram regadas a canções alemãs, folclore
brasileiro, ritmos de roda. Na infância e adolescência, tentei aprender alguma
coisa, mas minha incompetência foi maior do que a paciência dos professores. Já
quase quarentão, redescobri os corais e participei de alguns grupos com meu som
de baixo-barítono. Ou será barítono-baixo?
Mas nunca ouvi música ao correr. Acho perigoso e,
principalmente, não gosto: ao correr, quero engolir o mundo com todos os meus
sentidos. Mas cantar, já fiz, mesmo jogando pro espaço meu
desempenho.
Já subi a Sumaré inteira entoando o "Baião de
Ninar", sonhando com "um berço feito de raios de luar". Num treinão
longuíssimo na USP, empurrei minhas pernas com a força do refrão de Djavan: "Vou
andar, vou voar pra ver o mundo. Nem que eu bebesse o mar, encheria o que eu
tenho de fundo".
E me atirei no mar da memória e do mundo ao final de minha
primeira maratona.
Está de volta às livrarias brasileiras uma velha e excelente história
de Stephen King, escrita
pelo mestre do terror e do suspense sob o pseudônimo Richard Bachman lá nos idos
dos anos 80. E que, pelo menos no título original, tem a ver com corredores.
Trata-se de "The Running Man", que poderia ser traduzido como "O
Corredor" ou "O Fugitivo". No Brasil, o famosíssimo filme baseado no drama levou
o nome de "O Sobrevivente", estrelado por Arnold Schwarzenegger. O livro foi
batizado de "O Concorrente" e é leitura para uma sentada só, rápida, nervosa,
emocionante.
Na verdade, o herói pouco corre no sentido literal, como nós
fazemos. Usa principalmente outros meios em sua fuga desenfreada, como
automóveis e até um helicóptero.
A aventura é ambientada num futuro em que as diferenças sociais
são supostamente mais gritantes que hoje (talvez porque King não conheça
profundamente o desnível sócio-econômico brasileiro). Para alguns, tal como hoje
é a Mega Sena, a única saída da lama é tentar a sorte em programas de auditório
mortíferos. Em um deles, asmáticos correm em esteiras enquanto são submetidos
uma saraivada de perguntas...
O mais sensacional, de maior audiência e que paga mais, porém, é
uma luta sem trégua e sem quartel entre um corredor (o concorrente, o fugitivo)
e seus perseguidores, que são literalmente apoiados pelo mundo todo (ou quase,
como vamos ver ao longo do drama).
Ficar vivo é a missão do cara, para levar uma grana e salvar sua
filhinha doente. Um pouco mais complicado que correr uma maratona, mas a vida
também o é.
O destaque da edição de janeiro, que já está chegando às bancas, é o Ranking Brasileiro de Maratonistas, elaborado pela revista, tendo como base as cinco maratonas oficiais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio, Florianópolis e Curitiba). Trata-se de uma seleção baseada em limites de tempo por faixa etária, o que leva a revista a dizer que apresenta "os melhores maratonistas em 2006".
A edição traz ainda um panorama sobre das cinco maratonas, com detalhes sobre altimetria, temperatura, organização etc.
Na área de orientação técnica, dicas para o treinamento de base nos primeiros meses do ano, para obter melhores resultados ao longo do período.
Um perfil da bicampeã da maratona de Nova York, Jelena Prokopcukaa, é um dos destaques da revista "SuperAção" deste mês, que também traz uma entrevista com José João da Silva, o bicampeão da São Silvestre que é hoje empresário de eventos esportivos.
Na área de orientação técnica, a revista traz uma reportagem com várias dicas para começar a praticar a corrida com tudo neste ano.
Em primeiro lugar, ele é gaúcho. Maratonista, tem um traço de primeira. O nome todo do Iotti, que muitos devem conhecer das páginas da "Contra-Relógio", é Carlos Henrique Iotti. Ele nasceu em 1964 em Caxias do Sul, na serra gaúcha. É jornalista, cartunista, corredor e pescador. Publica diariamente nos jornais "Zero Hora", "Pioneiro", "Diário Catarinense", "O Estado do Paraná", entre outros. Seu personagem Radicci é best-seller no Sul do Brasil.
Já está nas bancas a edição deste mês da "Contra-Relógio", decana das revistas brasileiras de corrida. A vitória de Marílson em Nova York é analisada em detalhes na reportagem de capa, na qual o treinador do campeão, Adauto Domingues, fala sobre como foi a preparação do atleta e sobre a tática adotada. A revista mostra como foi a evolução do atleta em suas cinco maratonas.
Outras matérias de destaque da CR de dezembro são "Musculação só traz benefícios para o corredor" e "A magia do repouso (para correr bem)". Para saber mais, visite o site da revista.
Em primeiro lugar, ele é gaúcho. Maratonista, tem um traço de primeira. O nome todo do Iotti, que muitos devem conhecer das páginas da "Contra-Relógio", é Carlos Henrique Iotti. Ele nasceu em 1964 em Caxias do Sul, na serra gaúcha. É jornalista, cartunista, corredor e pescador. Publica diariamente nos jornais "Zero Hora", "Pioneiro", "Diário Catarinense", "O Estado do Paraná", entre outros. Seu personagem Radicci é best-seller no Sul do Brasil.
Vejam só o que encontrei em minhas pesquisas na
internet: Marathon é o nome de uma banda punk que nasceu nos Estados Unidos em
2002 e acabou neste ano. Aqui ao lado você vê o panfleto de divulgação do último
show.
Não entendo nada de punk, mas o som dos caras, pelo pouco que
ouvi, é bacaninha. Também não sei se o nome tem a ver com a corrida, pois, como
é de conhecimento corrente, a palavra maratona já extrapolou há muito o terreno
do esporte e significa esforço hercúleo, determinação, continuidade e mais
tantas coisas.
De qualquer forma, a tal banda continua bem viva no MySpace,
onde tem um espaço
próprio. Você também pode saber mais sobre os caras no site do grupo. E curta a seguir
um videoclipe da Marathon, agora ouvida, e não corrida.
Orlando é um sujeito de mil facetas, todas elas muito boas. Ilustrador e chargista, também encontra tempo na sua movimentada vida desenhada para ser agitador cultural e sindical, mobilizando os colegas de pincel e lápis. De nome completo Orlando Pedroso, é paulistano e nasceu em 1959.
Faz parte do conselho da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil, para quem organizou o 2º e 3º ilustrabrasil! em parceria com o Senac Lapa. Participa do grupo de formação das câmaras setoriais de artes aplicadas junto à Funarte.
Acaba de lançar o livro "Moças Finas", com 84 desenhos inéditos.
Saiba mais sobre Orlando e seus trabalhos AQUI e AQUI.
Jean Carlos Galvão, 34, é cartunista há 14 anos. Começou fazendo cartuns para sindicatos de trabalhadores e charges diárias para um jornal de São José dos Campos, onde mora.
Colaborou com "Veja", "BUNDAS", "Jornal do Brasil" e "O Pasquim21", criou vinhetas animadas (plim-plins) para a TV Globo e hoje publica charges na Folha e ilustrações e tiras semanais na revista "Recreio".
Conquistou vários prêmios, dentre os quais três Vladimir Herzog de Direitos Humanos.
Em primeiro lugar, ele é gaúcho. Maratonista, tem um traço de primeira. O nome todo do Iotti, que muitos devem conhecer das páginas da "Contra-Relógio", é Carlos Henrique Iotti. Ele nasceu em 1964 em Caxias do Sul, na serra gaúcha. É jornalista, cartunista, corredor e pescador. Publica diariamente nos jornais "Zero Hora", "Pioneiro", "Diário Catarinense", "O Estado do Paraná", entre outros. Seu personagem Radicci é best-seller no Sul do Brasil.
Orlando é um sujeito de mil facetas, todas elas muito boas. Ilustrador e chargista, também encontra tempo na sua movimentada vida desenhada para ser agitador cultural e sindical, mobilizando os colegas de pincel e lápis.
De nome completo Orlando Pedroso, é paulistano e nasceu em 1959.
Em 1978, publica pela primeira vez, já na época da abertura política, no jornal oposicionista "Em Tempo".
Colabora com a Folha desde 1985 e com revistas como "Veja" e "Você S/A", além de ilustrações e capas para editoras como Moderna, Scippione e Ediouro.
É co-autor do "Livro dos Segundos Socorros", dos grupo Doutores da Alegria, além de ser responsável pela criação de suas peças de comunicação. Em 2002, organiza o livro "Dez na área, um na banheira e ninguém no gol", lançado pela Via Lettera. Prêmio hqmix de melhor ilustrador de 2001 e 2005, presidente do 16º e 17º hqmix em 2003 e 2004.
Faz parte do conselho da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil, para quem organizou o 2º e 3º ilustrabrasil! em parceria com o Senac Lapa. Participa do grupo de formação das câmaras setoriais de artes aplicadas junto à Funarte.
Acaba de lançar o livro "Moças Finas", com 84 desenhos inéditos.
Saiba mais sobre Orlando e seus trabalhos AQUI e AQUI.
Rodolfo Lucena, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista, autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record).
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