Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Tênis e trecos

Teste - Mizuno Solarum

Teste - Mizuno Solarum

Vontade de tirar

A Mizuno lançou aqui no Brasil sua jaqueta de corrida musical, a Mizuno Solarum, que vem com toca-MP3 e uma bateria solar para recarregar o bichinho sem gastar energia elétrica. Convidei a médica oftalmologista CRISTIANE LEITE DE ALMEIDA, 32, para testar o equipamento. Ela participa de corridas de ruas há quatro anos, preferindo provas curtas, de até 12 quilômetros. E sempre usa seu toca-MP3 nos treinos. Leia a seguir a avaliação que ela fez.

"Testei a jaqueta para corridas da Mizuno, a Solarun. Ela vem em um kit composto por um toca-MP3 e um painel de placa solar. A tal bateria solar tem o objetivo de carregar ‘ecologicamente’ o toca-MP3 durante os treinos.

"O design do casaco é bonito, com zíperes refletores, bolsos estratégicos para colocar a bateria solar (nas costas) e o aparelho de MP3 (braço esquerdo), mantendo toda a fiação de conexão entre os dois devidamente escondida.

"Após dificuldades iniciais para a instalação do CD-ROM no computador (que não era reconhecido no drive D), entrei em contato com a assessoria da Mizuno e fui orientada que, para salvar as músicas nesse aparelho de MP3, não é necessário nenhum programa especial, e sua utilização é bem fácil. E não é que é verdade?

"Com as músicas salvas, parti, então, para o teste propriamente dito.

"Inicialmente a bateria solar demora um pouco para carregar (talvez devido aos dias nublados em São Paulo?), mas, depois, a alimentação do aparelho de MP3 ocorre tranqüilamente, desde que se esteja em um ambiente com boa iluminação externa (não necessariamente sob o sol).

"Pontos desfavoráveis? O preço é um pouco ‘salgado’ para uma jaqueta de corrida (em torno de R$ 500)...

"... E, na verdade, utilizar uma jaqueta para correr em um país com altas temperaturas como o Brasil me parece inviável. Não há como não sentir calor após alguns minutos de corrida, e sentir uma vontade irresistível de tirar o casaco e esquecer da placa solar...

"Mas foi bem legal a experiência do uso de uma fonte de energia renovável e não-poluente."

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h48

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Maldito GPS

Maldito GPS

Trajetória oscilante

Já tive oportunidade de publicar aqui uma avaliação do GPS Forerunner 305, da Garmin, em que coloquei pontos positivos desse produto assim como seus claros defeitos.

Mais tarde, falei das falhas clamorosas do aparelho em uma corrida.

Depois daquela prova, no litoral paulista, fui em busca de esclarecimentos da assistência técnica. Descobri que vários outros aparelhos tinham registrado falha semelhante (deixaram de registrar a freqüência cardíaca). E o conserto, se houve, poderia implicar ter de esperar peça do exterior.

Quando recebi esse diagnóstico, faltavam dois dias para minha viagem para a Itália, onde eu faria minha primeira prova de cem quilômetros, como já relatei aqui.

Sabia que a bateria do Forerunner não agüentaria as mais de 15 horas em que eu previa correr a prova (para o 305, a empresa informa duração de bateria de dez horas, mas vários depoimentos que recebi e a minha própria experiência indicam tempo inferior).

Então pensei em comprar um segundo aparelho, que usaria na prova e revenderia depois. Abriria mão do monitoramente cardíaco (usando também o meu aparelho defeituoso), mas teria o acompanhamento do GPS para poder montar um quadro preciso e belo do trajeto no Google Earth e imprimir um registro da altimetria mais exato que o quadro relativamente grosseiro fornecido pela organização da prova.

Para não gastar tanto, acabei optando pelo modelo 301, que é mais mangolão, mas promete mais tempo de bateria e custa, em reais, um terço do preço do 305. Também tem visor maior e números maiores, o que é excelente para um sujeito na minha idade. Em contrapartida, a sensibilidade do GPS é menor, segundo a própria Garmin (que dá a informação pelo outro lado, dizendo que a do 305 é maior...).

Bem, pude constatar, infelizmente, a baixa sensibilidade do GPS. Ao longo da prova, especialmente quando nas subidas de montanhas, o aparelho avisou sobre sinal fraco. Mas seguia funcionando.

Lá pelas 12 ou 13 horas de prova, notei que o reloginho não informava mais o ritmo, apesar de continuar marcando tempo e distância.

Para me garantir contra uma pane seca do 301, lá pelo km 70 coloquei também o 305.

Como o modelo menos sofisticado continuava funcionando, segui com ele.

Ao final da prova, sua marcação de tempo batia com a oficial. A de distância indicava quase 700 metros a mais que os tais cem quilômetros. Quando dei o Enter para fechar a prova, o 301 simplesmente desabou, desligou, fechou, morreu.

Por falta de compatibilidade entre as tomadas italianas e o plug do aparelho, não o recarreguei durante a viagem.

Quando, finalmente, coloquei o 301 ligado ao computador, tive a grata surpresa de ver o completo monitoramento cardíaco e todas as 101 voltas (a 101ª incompleta, claro). Mas várias voltas tinham tempo zero ou distância estranha (as tais, imagino, em que ele alegou sinal fraco do GPS). Então vale como referência, mas a informação completa não é confiável.

O pior de tudo foi na hora de mapear o percurso. Por incrível que pareça, apesar de, como disse, o aparelho ter registrado todos quilômetros, só marcou no mapa da metade do percurso em diante (ou seja, as montanhas mais cabeludas desapareceram). Eu fucei um pouco para tentar entender ou, com sorte, resolver o problema, mas acabei ficando tão furioso que deixei de lado e aceitei a vida como ela é.

Resumo da ópera: vou continuar usando essas traquitanas para marcar meus treinos, mas não dá para depositar muita confiança nelas. E olha que, para meu gosto, esses aparelhos são os melhores do mercado.

O que dá bem a noção do quanto elas precisam melhorar para que se tornem efetivamente úteis para os corredores.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h29

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Eu não disse?

Eu não disse?

Contra o iPod – parte 2

 

 

Tempos atrás, dediquei a coluna +Corrida, que escrevo mensalmente no caderno Equilíbrio, da Folha, ao momentoso tema do uso de iPods e congêneres por corredores. Intitulei o texto “Contra o iPod” (AQUI, apenas para assinantes da Folha e/ou do UOL).

 

No texto, dizia que várias maratonas norte-americanas já condenam o uso dos aparelhinhos, mas não chegam a tomar medidas punitivas contra os corredores que preferem participar da prova ao som de sua música pessoal.

 

Pois bem, a Grandma`s Marathon resolveu engrossar. Trata-se de uma das maiores dos Estados Unidos e talvez a mais “runner-friendly”, como eles gostam de dizer, referindo-se ao espírito amigável da prova e aos organizadores interessados no bem-estar dos atletas.

 

A partir da edição deste ano, em junho próximo, os toca-MP3 e congêneres estão banidos, proibidos. O uso dos aparelhos sujeita o corredor à desclassificação, e o nome do incauto não vai constar na lista dos concluintes.

 

No site da prova, que teve 6.909 concluintes no ano passado, os organizadores recomendam que os inscritos nem sequer levem seus aparelhos ao evento. Quem levar terá a opção de entregar os dispositivos, que serão guardados e devolvidos por correio aos legítimos donos.

 

Assim, a prova e outras corridas dos mesmos organizadores se adaptam às regras definidas pela entidade norte-americana de atletismo (USATF).

 

Na verdade, pelo que observei, acho que o artigo não tem muito a ver com o espírito das provas de rua. O objetivo do item citado (regra 144.3b) para justificar o banimento de dispositivos eletrônicos de áudio ou vídeo é impedir que os competidores recebam algum auxílio externo. E claro que não é essa a razão pela qual os corredores usam seus iPods e outros tocadores de música digital.

 

Além disso, até agora, eu sempre tinha visto a segurança e o respeito aos demais corredores alinhados como razões para que os organizadores de provas recomendassem que tocadores de músicas não fossem usados pelos atletas. O que, na minha opinião, até faz sentido. Mas deveria ser uma recomendação, não uma condição.

 

E outra coisa: os termos do comunicado colocado no site da prova poderiam ter sido mais elegantes e simpáticos, ainda mais considerando que a prova se orgulha de ser hospitaleira e ter grande espírito comunitário. 

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h09

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Primeiras impressões

Primeiras impressões

Creation 8

Acabo de testar o Creation 8, que a Mizuno está lançando agora no Brasil para corredores com pisada neutra ou supinada.

Trata-se de uma verdadeira evolução em relação ao Creation 7, mas também mantém os problemas da linha (e acho que dos produtos Mizuno em geral).

O modelo novo é bem mais bacana que o anterior. O design é mais agressivo, e a combinação de cores tem mais impacto. É bem verdade que havia alguns modelos do Creation 7 com cores sólidas que eram muito legais também (e o  verde-amarelo é muito simpático).

Bom, mas a principal mudança é no sistema de amortecimento. As estruturas ovais no calcanhar (entre a "onda" plástica e a sola propriamente dita) estão maiores, mais altas e mais alongadas, o que me deu impressão de mais balanço (na foto do alto, o Creation 8 é o da direita).

Há mais conforto no calcanhar. Parece que a Mizuno alargou um pouco a estrutura: ali, o Creation 7 fica justo, enquanto o 8 ficou um pouco folgado, exigindo uma amarração mais cuidadosa.

O novo modelo também está um pouco mais flexível, mas mantém a característica de "dureza" que marca os tênis da Mizuno. Fiz treinos de até 15 quilômetros. Acho que, em distâncias maiores, há risco de aumentar bastante o desconforto na parte da frente do pé.

Esse, por sinal, é um problema dos dois modelos: o amortecimento é relativamente bom no calcanhar, mas insuficiente na parte da frente (outras fabricantes já estão dando mais atenção a essa área). Tenho a impressão de que houve uma pequena evolução do Creation 7 para o 8 nesse terreno, mas nada muito notável.

Outro ponto duvidoso é o solado. Corri muito bem no asfalto do Ibirapuera, mas bastou passar por áreas mais úmidas para sentir o tênis perder a aderência. A sensação se repetiu em terreno de chão batido.

Claro que há lugares que são escorregadios para qualquer tênis comum, mas a reação do Creation 8 me pareceu exagerada (o Glycerin 4, da Brooks, também não se sai muito bem em terreno escorregadio).

Em resumo, é um tênis mais confortável e flexível que o modelo anterior, mas manteve os principais defeitos da linha.

E outra coisa: não confio muito naquelas estruturas ovais tão grandes. Só de olhar parece que vão desabar. Claro que é apenas impressão, e pode ser que as tais estruturas sejam ainda mais resistentes que a modelagem anterior. Mas não sei não...

O preço, R$ 549, está fora da realidade. Por R$ 50 a menos, você compra modelos de outras marcas tão bons ou melhores. De qualquer forma, os preços dos tênis no Brasil voltaram a explodir, tornando a compra no exterior um imperativo para quem tem a oportunidade.

Nos Estados Unidos, modelos de amortecimento top de linha são encontráveis por de US$ 80 a US$ 120 nas lojas comuns. Comprando pela internet ou em outlets, os preços são ainda menores.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h14

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Pegasus Air

Pegasus Air

Palmilha incômoda

Ao longo de meus anos de corredor, raramente usei tênis da Nike. Talvez uma espécie de vingança, pois meus primeiros calçados de corrida foram da empresa e destruíram minha unha do dedão...

É porque a forma mais afilada não casa com os meus pés meus largos e altos.

Isso começou a mudar com o lançamento da linha Pegasus. É um bom modelo de tênis neutro, comparativamente leve e um pouco mais largo que o estilo que caracteriza a Nike.

Já testei pelo menos duas gerações, com algum sucesso e também decepções. Basicamente, servem, no meu caso, para treinos curtos, de até uma hora e meia. Mais do que isso, há risco de bolhas e de desconforto.

Apesar de saber disso, bateu o olho grande quando vi numa loja aqui nos EUA o Pegasus Air, que eu não conhecia. Para meu gosto, é muito mais bonito que o Pegasus comum, tem menos jeito de mangolão, um ar mais agressivo.

Experimentei e já saí da loja com ele. Superconfortável, larguinho e bem mais leve que os tênis com que estou acostumado, sem perda de amortecimento.

Bom, mas nada poderia ser tão perfeito assim.

Na manhã seguinte, quando fui amarrar os tênis para valer, para enfrentar um longuinho que durou quase três horas, já me incomodei com os cadarços. São cilíndricos, e não chatos, o que é comum, mas deixa a amarração menos segura. O pior é o tecido, que acho que tem muito nylon ou coisa que o valha, pois é bem escorregadio. Em suma, o nó duplo é obrigatório, e não uma simples recomendação de segurança.

Os primeiros quilômetros foram uma beleza, mas depois de uma meia hora comecei a sentir um repuxado bem no meio do pé. Percebi que podia se tornar um problema grave, bolhas no arco dos pés no meio de um longo...

Não ia parar mesmo, então fui correndo e ajeitando os pés. Quando sentia a dor, movia um pouco, tentava evitar de deixar o pé sempre no mesmo ponto dentro do tênis.

Resumo da ópera: depois da corrida percebi que a palmilha do Pegasus tem um arco que avança um pouco na lateral. É isso que provoca o incômodo (não chegou a dar bolhas).

Pensei que seria apenas uma questão de adaptação e rodei mais um dia com ele, mas sem sucesso. Acho que até poderia agüentar, mas nunca teria confiança de usar o tênis em uma prova.

Em suma, o produto pode ser uma beleza, mas não deu certo para mim. Talvez corredores com arco do pé um pouco mais alto se dêem melhor.

O mais legal é que a loja aceitou receber o tênis de volta, mesmo com 32 quilômetros nos costados (ou no solado, no caso). Talvez porque seja uma loja de corredores para corredores (os caras organizam treinos gratuitos na comunidade e fazem promoções para equipes; eu ganhei desconto por ser do Marathon Maniacs), mas as lojas brasileiras especializadas também poderiam aprender com isso. Tênis de corrida se testa correndo, e a loja deveria ser parceira do cliente nessa experiência.

Escrito por Rodolfo Lucena às 21h57

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Akron Marathon

Akron Marathon

Tênis de graça

Assim como a gente ganha camisetas aos terminar uma corridinha de 10k ou uma dolorida maratona, o pessoal que participar da Road Runner Akron Marathon vai ganhar tênis ao completar a prova.

Trata-se de uma parceria com a Brooks, que vai fornecer quatro modelos para cada corredor escolher, de acordo com seu tipo de pisada.

Além do presentinho para os concluintes, todos os participantes no evento, que será em setembro e inclui ainda meia-maratona e revezamento, vão ganhar uma camiseta especial  também da fabricante norte-americana de tênis, que é a segunda dos EUA no mercado de calçados para corredores.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h15

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Dica

Dica

Amarração

Pessoal, hoje vou dar uma dica de amarração de tênis que tem como objetivo segurar mais o calcanhar, evitando que, em descidas, o pé escorregue e o dedão ou todos os dedos batam na ponta do tênis.

Talvez muitos já a conheçam, mas eu aprendi essa técnica há pouco tempo e venho fazendo algumas experiências. Com meu treino de hoje, uma caminhada forte de quatro horas com muitas subidas e descidas, acho que a amarração passou nos testes.

Por isso, mesmo sem a ajuda de gráficos, vou tentar usar minhas limitadas habilidades de descrição para dar a dica.

Primeiro, entenda o objetivo da amarração: prender mais o calcanhar, evitar que o pé jogue dentro do tênis, mesmo em descidas.

Segundo, vamos todos falar a mesma linguagem. Eu vou usar basicamente as expressões primeiro furo e segundo furo (por onde passa o cadarço). Primeiro furo é o mais perto da perna, dali que você pega o cadarço para dar o nó. Segundo furo, portanto, é o imediatamente seguinte (ou imediatamente anterior, se você olhar o tênis da ponta para a ré).

Você coloca o cadarço normalmente. ANTES de dar o nó, no primeiro furo, puxe o cadarço para cima no segundo furo, criando abas (ou orelhinhas, como ensinou o vendedor que me deu esta dica). Daí, passe o cadarço por dentro dessa aba e puxe para trás. Você vai sentir um tranco no calcanhar, pois o tênis está ficando mais seguro, mais preso. Agora simplesmente complete a amarração como de costume.

Não exige prática nem habilidade. O vendedor faz uma espécie de mantra ao ensinar essa amarração: "Orelhinha, orelhinha (referindo-se às abas criadas de cada lado), passa, passa, puxa, puxa, amarra". Não repitam isso em público. Ou repitam, se quiserem.

Escrito por Rodolfo Lucena às 10h58

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Espírito natalino

Espírito natalino

Lojas para corredores

É bem recente, no Brasil, o aparecimento de lojas específicas para corredores. Em geral, temos de torcer para que tradicionais vendedoras de tênis, como a WorldTennis, tragam calçados para nossos pés que supinam, pronam ou marcham numa boa.

Mas São Paulo já tem pelo menos duas redes voltadas para nossas necessidades. São a FastRunner e a Velocitá Sports. Ambas têm grande variedade de produtos, muito além dos tênis específicos. Em ambas sempre fui bem atendido, mas raramente comprei alguma coisa, porque essas lojas, localizadas em regiões nobres da cidade, são meio careiras. Mesmo quando fazem promoções, seus preços não ficam muito distantes dos encontrados em lojas tradicionais. Às vezes alguém pode dar sorte, especialmente quando se trata de calçado de coleção anterior.

Isso também vale, infelizmente, para as megalojas, como a Decathlon e a Centauro. A vantagem desta última é estar presente em vários shoppings, mas o atendimento é mediano, quase cada-um-por-si. Já a Decathlon, lááá na zona sul, merece ser visitada pelo menos uma vez, porque é um play-ground para esportistas em geral. Corredores, em particular, podem se sentir um pouco escanteados, com os produtos colocados em alamedas mais distantes do centro da loja. Os preços, apesar da enormidade da cadeia (que é tida como a maior especializada em esportes no mundo), são regulares para altos. As promoções são atraentes, ainda que de coisas que você nem sempre esteja precisando. Os tênis, porém, estão rotineiramente a preços de mercado. O atendimento é praticamente inexistente, e as filas no caixa, especialmente nas manhãs de sábado, são muito desagradáveis.

Se você quer só um tênis e pronto, uma boa dica é a loja do Teru. Ele tem um endereço tradicional no Tatuapé e abriu há cerca de um ano uma loja na avenida Brigadeiro Luiz Antonio, 3.750 (tel. 3885-2746), perto do Ibirapuera. O atendimento é muito bom e os preços são bem razoáveis.

Há ainda as pontas-de-estoque. Nunca fui na da Nike (Rodovia Presidente Dutra, km 230 loja 15, Guarulhos - SP, tel. 6425.0245), então não vou comentar. A da Reebok é, para dizer o mínimo, fraca. A da Adidas é melhor, com a vantagem de ficar em local de acesso mais fácil (esquina da Teodoro Sampaio com João Moura, em Pinheiros).

Pela internet, uma boa opção é a IronMan, de Curitiba. Há outras, com a NetShoes, mas nunca testei.

Agora, quem gosta dos tênis Saucony e dos ótimos Brooks vai cortar um dobrado. Não lembro de ter visto essas marcas em nenhuma das lojas que citei. Mesmo os New Balance são relativamente raros.

Quem pode comprar ou encomendar a compra no exterior deve fazê-lo, pois os preços são muito mais baixos. Se você for viajar, pesquise antes na internet para encontrar pontas-de-estoque ou grandes lojas para corredores. Mesmo em lojas convencionais, os preços são bem inferiores. Nos Estados Unidos, comprei por US$ 90 um tênis top de linha que aqui custa R$ 500. E, num outlet, paguei US$ 49 num menos anunciado, mas tão bom quanto qualquer outro.

Escrito por Rodolfo Lucena às 11h04

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Nimbus VIII

Nimbus VIII

Incômodo taruguinho

O Nimbus é tido e havido como um dos melhores tênis _para alguns, o melhor_ de amortecimento disponíveis no mercado. Na mais recente versão do produto, porém, a Asics deu uma rateada em um pequeno detalhe, que pode virar uma enorme incomodação.

Na biqueira do Nimbus VIII (foto ao lado), o que era uma espécie de círculo machetado no Nimbus VII (abaixo, à direita) virou um pequeno cilindro, ficando em relevo na ponta do tênis.

Até aí, tudo bem. O problema é do lado de dentro, onde aquele relevo é repetido. Ou seja, fica um taruguinho lá, roçando nos seus dedos.

Quando vi o modelo novo em uma loja em San Francisco, e ainda por cima com preço promocional, quase fui tirando o cartão de crédito do bolso. Mas resolvi experimentar e foi decepcionante. Nem sequer dei aquele trotinho pela loja para ver se está tudo bem...

É bem verdade que nem todo mundo sente o problema. Consultei homens e mulheres que experimentaram o calçado e alguns nem notaram o que para mim foi um problemão. Deve ter algo a ver com a posição em que fica o pé, o tamanho dos dedos, sei lá... De qualquer forma, na opinião deste blogueiro, a tal saliência interna não deveria existir. É foco potencial de problemas.

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h55

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GPS de pulso

GPS de pulso

Não se esqueça da bateria

O Garmin Forerunner 305 é um parque de diversões para corredores e ciclistas que gostam de acompanhar seus treinos em detalhes, com informações diversificadas sobre o desempenho _velocidade, ritmo, batimentos cardíacos e percurso realizado são algumas delas.

Nos testes que fiz, ele teve excelente desempenho no que se refere ao mapeamento do percurso realizado, oferecendo instantaneamente informações sobre ritmo da corrida, velocidade, batimentos cardíacos etc. Sua precisão não foi tão boa ao calcular as altitudes, e as informações sobre queima de calorias no exercício parecem exageradas quando comparadas com índices geralmente aceitos por especialistas em exercício.

A principal incomodação é ter de ficar aguardando, ao ligar o aparelho, que ele receba o sinal do satélite. Isso já levou até dois minutos, o que é uma eternidade quando você está louco para sair correndo pelo mundo.

Além disso, você não pode esquecer de, na noite anterior, verificar a bateria, que tem duração estimada em dez horas. Se for o caso, é preciso colocá-la para carregar. Para isso, você encaixa o relogião num suporte que tem uma porta mini-USB na qual você liga o fio para conectar o aparelho ao computador ou ligá-lo à tomada.

Uma vez pronto para o trabalho, o aparelho deve ser personalizado com as informações do usuário: sexo, data de nascimento, peso e freqüência cardíaca máxima. Daí é hora de personalizar as telas com as informações que você deseja receber instantaneamente durante seu treinamento. Há três telas, que podem ser subdivididas em até quatro janelas.

Mesmo com a subdivisão máxima, os números com os resultados aparecem de forma bem legível; já os letreiros com o nome das variáveis são muito pequenos, difíceis de ler na corrida. Isso não chega a ser um problema, pois com dois ou três treinos você já terá decorado os campos de dados que escolheu para cada tela.

O cardápio tem quase 40 opções. Só de tempo, por exemplo, há o tempo da volta, o tempo da última volta, a média das voltas, o tempo parado e a hora do dia, além do tempo total de exercício. Para acompanhar a freqüência, há também vários indicadores.

Depois do treino, você conecta o 305 ao computador, e os dados dos treinamentos são inseridos no Garmin Training Center _software incluído na caixa_, que mostra as informações em tabelas e gráficos. Aliás, para alguns tipos de treino, o aparelho oferece um parceiro virtual contra quem você compete.

E as diversões ainda não terminaram. Se desejar, você pode se cadastrar gratuitamente no MotionBased, um serviço que recebe interpreta os dados do GPS. Com base neles, também cria telas com outras informações e _o mais legal de tudo_ casa seu percurso com imagens de satélite no Google Earth (que você precisa já ter instalado em seu computador).

O Forerunner 305 é caro no Brasil, acima de R$ 1.400, mas o preço é compatível com o de aparelhos de outras marcas com funções semelhantes. Se você tiver oportunidade de comprá-lo pela internet ou em uma viagem ao exterior, aproveite, pois sai muito mais barato.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h27

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Seleção

Seleção

O melhor tênis do ano

A revista "Runner`s World", mais importante publicação internacional sobre corridas, anunciou sua seleção de melhores tênis do ano.

O escolhido dos editores foi o Nike Air Pegasus 2006, um tênis de amortecimento para corredores com pisada neutra.

Já o Mizuno Wave Elixir, tênis de performance, foi eleito o melhor lançamento do ano. A Brooks e a Asics foram premiadas pelas melhores inovações pelo desenvolvimento e uso de novas tecnologias. O texto da "Runner`s World contando mais detalhes está AQUI.

Lembre-se, porém, de que o tênis tem de ser bom para você. O fato de este ou aquele ser considerado o melhor não significa que seja o "seu" melhor. Antes de comprar, verifique se ele é indicado para o seu tipo de pisada, confira avaliações disponíveis na internet ou converse com colegas a respeito.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h08

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Som e tecnologia

Som e tecnologia

Chips que correm

 
A maratona de Nova York é um dos maiores e mais charmosos eventos de corrida do planeta. Neste domingo, cerca de 37 mil pessoas vão tomar as ruas da cidade, aplaudidas ao longo do percurso por esperados 2 milhões de espectadores.
 
Muito dos corredores vão enfrentar as dificuldades da distância com o auxílio da tecnologia. Lance Armstrong, o ciclista superhipermegacampeão do Tour de France, é talvez a maior estrela da prova. Ele vai usar tênis da Nike com sensores que mandam para seu iPod nano informações sobre seu ritmo de corrida.
 
O empresário Dino Farfante terá cada passo monitorado por um aparelho GPS fabricado por sua companhia, a MotionLingo. O aparelho manda os dados para um toca-MP3, que, por sua vez, vai sussurrar as dicas no ouvido do corredor, segundo reportagem publicada no "The New York Times".
 
Os GPS para corredores, aliás, são os mais novos membros da família de acessórios eletrônicos, em que os mais conhecidos e usados são os monitores cardíacos. A Garmin, que fabrica um relógio/GPS/monitor cardíaco, vem patrocinando corridas nos EUA para divulgar sua marca. Por sinal, aguarde que em breve vamos publicar em +corrida um teste exclusivo do Forerunner 305, um dos mais sofisticados aparelhos do gênero.
 
Mas, em Nova York, como bem lembra o NYT, provavelmente o acessório mais usado será o tocador de MP3, ainda que muitos organizadores de corrida não recomendem o uso de fones de ouvido por questões de segurança.
 
Entrevistado pelo NYT, o editor-chefe da Runner`s World, David Willey, disse calcular que um em cada cinco marotonistas use algum modelo de toca-MP3 para dar ritmo à corrida ou simplesmente se divertir.
 
Um técnico de corridas norte-americano recomenda a seus alunos que façam o download de um podcast com um metrônomo, a fim de ficarem no ritmo certo. Mas, para a maioria, a música é que comanda.
 
Pamela Ribon, autora de "Why Moms Are Weird" (Por que as mães são estranhas), não larga seu aparelho. Segundo ela, a música "Toxic", de Britney Spears, foi o incentivo que precisava para superar uma câimbra depois de seis horas de prova, na milha 24, na maratona de Maui. Para se recuperar, seguiu o resto cantando e dançando como podia e cruzou a linha de chegada. >
 
Para você, prezado leitor, qual é a música?   

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h03

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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