Rodolfo Lucena

+ corrida

 

Tênis e trecos

GPS de pulso

GPS de pulso

Não se esqueça da bateria

O Garmin Forerunner 305 é um parque de diversões para corredores e ciclistas que gostam de acompanhar seus treinos em detalhes, com informações diversificadas sobre o desempenho _velocidade, ritmo, batimentos cardíacos e percurso realizado são algumas delas.

Nos testes que fiz, ele teve excelente desempenho no que se refere ao mapeamento do percurso realizado, oferecendo instantaneamente informações sobre ritmo da corrida, velocidade, batimentos cardíacos etc. Sua precisão não foi tão boa ao calcular as altitudes, e as informações sobre queima de calorias no exercício parecem exageradas quando comparadas com índices geralmente aceitos por especialistas em exercício.

A principal incomodação é ter de ficar aguardando, ao ligar o aparelho, que ele receba o sinal do satélite. Isso já levou até dois minutos, o que é uma eternidade quando você está louco para sair correndo pelo mundo.

Além disso, você não pode esquecer de, na noite anterior, verificar a bateria, que tem duração estimada em dez horas. Se for o caso, é preciso colocá-la para carregar. Para isso, você encaixa o relogião num suporte que tem uma porta mini-USB na qual você liga o fio para conectar o aparelho ao computador ou ligá-lo à tomada.

Uma vez pronto para o trabalho, o aparelho deve ser personalizado com as informações do usuário: sexo, data de nascimento, peso e freqüência cardíaca máxima. Daí é hora de personalizar as telas com as informações que você deseja receber instantaneamente durante seu treinamento. Há três telas, que podem ser subdivididas em até quatro janelas.

Mesmo com a subdivisão máxima, os números com os resultados aparecem de forma bem legível; já os letreiros com o nome das variáveis são muito pequenos, difíceis de ler na corrida. Isso não chega a ser um problema, pois com dois ou três treinos você já terá decorado os campos de dados que escolheu para cada tela.

O cardápio tem quase 40 opções. Só de tempo, por exemplo, há o tempo da volta, o tempo da última volta, a média das voltas, o tempo parado e a hora do dia, além do tempo total de exercício. Para acompanhar a freqüência, há também vários indicadores.

Depois do treino, você conecta o 305 ao computador, e os dados dos treinamentos são inseridos no Garmin Training Center _software incluído na caixa_, que mostra as informações em tabelas e gráficos. Aliás, para alguns tipos de treino, o aparelho oferece um parceiro virtual contra quem você compete.

E as diversões ainda não terminaram. Se desejar, você pode se cadastrar gratuitamente no MotionBased, um serviço que recebe interpreta os dados do GPS. Com base neles, também cria telas com outras informações e _o mais legal de tudo_ casa seu percurso com imagens de satélite no Google Earth (que você precisa já ter instalado em seu computador).

O Forerunner 305 é caro no Brasil, acima de R$ 1.400, mas o preço é compatível com o de aparelhos de outras marcas com funções semelhantes. Se você tiver oportunidade de comprá-lo pela internet ou em uma viagem ao exterior, aproveite, pois sai muito mais barato.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h27

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Seleção

Seleção

O melhor tênis do ano

A revista "Runner`s World", mais importante publicação internacional sobre corridas, anunciou sua seleção de melhores tênis do ano.

O escolhido dos editores foi o Nike Air Pegasus 2006, um tênis de amortecimento para corredores com pisada neutra.

Já o Mizuno Wave Elixir, tênis de performance, foi eleito o melhor lançamento do ano. A Brooks e a Asics foram premiadas pelas melhores inovações pelo desenvolvimento e uso de novas tecnologias. O texto da "Runner`s World contando mais detalhes está AQUI.

Lembre-se, porém, de que o tênis tem de ser bom para você. O fato de este ou aquele ser considerado o melhor não significa que seja o "seu" melhor. Antes de comprar, verifique se ele é indicado para o seu tipo de pisada, confira avaliações disponíveis na internet ou converse com colegas a respeito.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h08

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Som e tecnologia

Som e tecnologia

Chips que correm

 
A maratona de Nova York é um dos maiores e mais charmosos eventos de corrida do planeta. Neste domingo, cerca de 37 mil pessoas vão tomar as ruas da cidade, aplaudidas ao longo do percurso por esperados 2 milhões de espectadores.
 
Muito dos corredores vão enfrentar as dificuldades da distância com o auxílio da tecnologia. Lance Armstrong, o ciclista superhipermegacampeão do Tour de France, é talvez a maior estrela da prova. Ele vai usar tênis da Nike com sensores que mandam para seu iPod nano informações sobre seu ritmo de corrida.
 
O empresário Dino Farfante terá cada passo monitorado por um aparelho GPS fabricado por sua companhia, a MotionLingo. O aparelho manda os dados para um toca-MP3, que, por sua vez, vai sussurrar as dicas no ouvido do corredor, segundo reportagem publicada no "The New York Times".
 
Os GPS para corredores, aliás, são os mais novos membros da família de acessórios eletrônicos, em que os mais conhecidos e usados são os monitores cardíacos. A Garmin, que fabrica um relógio/GPS/monitor cardíaco, vem patrocinando corridas nos EUA para divulgar sua marca. Por sinal, aguarde que em breve vamos publicar em +corrida um teste exclusivo do Forerunner 305, um dos mais sofisticados aparelhos do gênero.
 
Mas, em Nova York, como bem lembra o NYT, provavelmente o acessório mais usado será o tocador de MP3, ainda que muitos organizadores de corrida não recomendem o uso de fones de ouvido por questões de segurança.
 
Entrevistado pelo NYT, o editor-chefe da Runner`s World, David Willey, disse calcular que um em cada cinco marotonistas use algum modelo de toca-MP3 para dar ritmo à corrida ou simplesmente se divertir.
 
Um técnico de corridas norte-americano recomenda a seus alunos que façam o download de um podcast com um metrônomo, a fim de ficarem no ritmo certo. Mas, para a maioria, a música é que comanda.
 
Pamela Ribon, autora de "Why Moms Are Weird" (Por que as mães são estranhas), não larga seu aparelho. Segundo ela, a música "Toxic", de Britney Spears, foi o incentivo que precisava para superar uma câimbra depois de seis horas de prova, na milha 24, na maratona de Maui. Para se recuperar, seguiu o resto cantando e dançando como podia e cruzou a linha de chegada. >
 
Para você, prezado leitor, qual é a música?   

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h03

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Rodolfo Lucena Rodolfo Lucena, 54, é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha.

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